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A regulação da Inteligência Artificial (IA) é um tema central para o futuro do país, com potencial de impulsionar novos ciclos de desenvolvimento no Brasil. Esse debate entra agora em um momento decisivo, com a tramitação do Projeto de Lei nº 2.338/2023, que estabelece diretrizes para o uso da tecnologia.

Para contribuir com a reflexão, o portal Metrópoles, em parceria com a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, realiza mais um encontro do ciclo de discussões sobre regulação da Inteligência Artificial. Com o tema “Qual o caminho da regulação justa e responsável da IA?”, o talk acontece no dia 24 de fevereiro, às 11h, com transmissão ao vivo pelo YouTube do Metrópoles.

Participam do debate o senador Eduardo Gomes (PL/TO), que foi o relator do PL nº 2.338/2023 no Senado Federal, e o professor da Faculdade de Direito da USP, Juliano Maranhão. Eles abordarão a importância de incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, além de discutir mecanismos para assegurar direitos com a democratização da IA. Estará em pauta também como o país pode garantir previsibilidade jurídica para investimentos e assegurar que os benefícios da IA cheguem à população de forma ética e transparente.

Tema em pauta

O PL nº 2.338/2023 está em análise na Câmara dos Deputados e seguirá para a apreciação final no Senado. O texto influenciará diretamente a forma como a IA será incorporada ao cotidiano de milhões de brasileiros, com impactos na economia, nos serviços públicos e na relação entre Estado e sociedade.

O desafio é estabelecer um marco regulatório que acompanhe a velocidade das transformações tecnológicas sem sufocar a inovação, garantindo ao mesmo tempo proteção aos cidadãos. A discussão envolve equilibrar as expectativas do poder público, do setor produtivo e da sociedade civil.

Assista aqui:

 

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Conheça os participantes do Talk

Carlos Eduardo Torres Gomes é senador pelo estado do Tocantins desde 2018 ocupando atualmente a 1a vice-presidência do Senado. Atuou como relator do PL 2.338/2023, aprovado pelo plenário do Senado em dezembro de 2024, antes de o texto seguir para análise na Câmara dos Deputados. Entre 2019 e 2022, foi líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional. Atuou por três mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, entre 2003 e 2015.

Juliano Maranhão é doutor e professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e fundador e diretor do Legal Grounds Institute. É pesquisador associado do Center for Artificial Intelligence USP/IBM (C4AI) e do Centro de Inteligência Artificial Recriando Ambientes (Iara) e pesquisador colaborador do Projeto Computable Law, da Universidade de Bologna.

Arê Cerutti-Arte/MetrópolesParticipantes do OpenAI - Metrópoles
Palestrantes do talk sobre regulamentação justa da IA vão debater sobre as diretrizes para o uso dessa tecnologia

Para onde vai a regulação da IA?

Ao todo, o projeto conta com três talks ao vivo. O primeiro deles “Como criar uma IA brasileira?” foi realizado em 4 de fevereiro, com transmissão ao vivo pelo YouTube do Metrópoles.

Entre os temas discutidos no primeiro encontro, ganharam destaque a criação de uma IA nacional, direitos autorais e propriedade intelectual.

O próximo talk está previsto para março de 2026. Os detalhes serão divulgados em breve.

Talk: Qual o caminho da regulação justa e responsável da IA?

De acordo com o portal britânico Express, Andrew Mountbatten-Windsor pode enfrentar prisão perpétua caso seja declarado culpado pelo envolvimento na série de crimes de Jeffrey Epstein (1953-2019), líder de um esquema de exploração sexual de mulheres e menores de idade. Irmão do rei Charles III, o ex-príncipe foi preso na manhã desta quinta-feira (19/2), data de seu aniversário de 66 anos.

Ex-detentor do título de duque de York, Andrew está detido por suspeita de “má conduta em cargo público”. Além de participação nos crimes sexuais, as investigações apuram se o ex-príncipe passou informações secretas do Reino Unido para Epstein. À época, o irmão de Charles atuava como representante do comércio britânico.

Andrew pode pegar prisão perpétua caso seja declarado culpado - destaque galeria
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Imagens de Andrew ajoelhado sobre uma mulher foram incluídas no último lote de arquivos divulgado sobre o caso de Jeffrey Epstein

O ex-príncipe Andrew foi despejado da prosperidade real em que morava
Andrew perdeu os títulos reais por associação com o explorador sexual Jeffrey Epstein

De acordo com o comunicado da polícia do Vale do Tâmisa, a prisão ocorreu após uma “avaliação minuciosa” de informações recebidas pelas autoridades, o que levou a uma investigação. A polícia confirmou que diligências estão em andamento em diferentes propriedades associadas ao ex-integrante da família real britânica.

Em um artigo, o Express analisou as diretrizes oficiais do Crown Prosecution Service (CPS) com relação a Andrew. Segundo o tabloide, o crime, previsto no direito consuetudinário, tem pena máxima de prisão perpétua e diz respeito ao “abuso ou negligência grave e intencional do poder ou das responsabilidades do cargo público ocupado.

Chefe adjunto de polícia Oliver Wright disse à imprensa: “É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com os nossos parceiros para investigar este alegado crime”. Em comunicado, o irmão mais velho de Andrew, o rei Charles III, declarou que apoia o trabalho das autoridades competentes.

O hábito de comer deitado, assistindo a uma série e esperando o sono chegar, pode ser mais prejudicial do que parece. De acordo com a nutricionista Raissa Bonfim, fazer a última refeição pouco antes de dormir afeta não apenas a qualidade do sono, mas também o funcionamento do cérebro — especialmente a concentração, a memória e o foco no dia seguinte.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista do departamento de Nutrição Hospitalar do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, explicou que digestão noturna interfere diretamente nos processos cognitivos.

“A produção de insulina e a liberação de hormônios digestivos podem afetar a regulação do sono e a função cerebral. As consequências, como desconforto gástrico e refluxo gastroesofágico, causam interrupções no sono e podem colocar o corpo em estresse”, afirma Raissa Bonfim.

As horas de sono durante a infância estavam associadas com um risco 50% maior de obesidade na fase adulta
Refeições logo antes de deitar pode impactar no desempenho cerebral no dia seguinte

Entenda como o hábito noturno pode afetar o foco, concentração e memória

Segundo a nutricionista, manter regularidade nos horários das refeições — principalmente no jantar e na ceia — é essencial para preservar o sono profundo. “Para iniciar o sono profundo, o corpo precisa reduzir a temperatura e a atividade metabólica, e a digestão noturna atrasa essa transição fisiológica”, explica.

O cenário pode piorar quando a refeição noturna inclui alimentos de digestão mais lenta, como ultraprocessados, itens gordurosos, picantes, ácidos ou ricos em carboidratos simples.

Hábito antes de dormir pode prejudicar a memória, foco e concentração - destaque galeria
Comidas açucaradas prejudicam o descanso
A pizza está entre os piores lanches para se fazer antes de dormir
Bebidas alcoolicas também influenciam na qualidade do sono

Priorizar esses alimentos faz com que ocorra um aumento da atividade metabólica do corpo, dificultando o controle glicêmico e gerando um ‘pico’ de insulina e um aumento da temperatura. Isso acarreta um baixo desempenho cerebral, uma vez que afeta o sono REM, que atua diretamente na regulação emocional e na consolidação da memória”, complementa.

Foto colorida de pessoa triste no trabalho ao voltar de férias - Tristeza pós-férias: médico conta por que fim do descanso afeta humor - Metrópoles
Lentidão cognitiva, irritabilidade, alterações de humor e queda de energia são algumas das consequências de comer perto da hora de dormir

A privação ou fragmentação do sono, segundo ela, tem reflexos claros no dia seguinte. “Há lentidão cognitiva, irritabilidade, alterações de humor e queda de energia, com sensação de fadiga generalizada”, garante Raissa Bonfim.

Sobre o intervalo ideal entre a última refeição e o momento de se deitar, a especialista é objetiva. “A recomendação é se deitar de duas a três horas depois de se alimentar. Caso seja uma ceia mais leve, pode ser uma hora antes”, conclui.

Após abrir em leve alta, o dólar mudou o sinal e passou a operar em baixa, nesta quinta-feira (19/2), em um dia no qual as atenções do mercado financeiro estão divididas entre a agenda econômica nacional e os Estados Unidos.

No cenário doméstico, os investidores repercutem os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, referentes a dezembro do ano passado.

Nos EUA, o mercado segue monitorando os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), que define a taxa básica de juros da economia do país. Nesta quinta, dirigentes da autoridade monetária devem fazer pronunciamentos, um dia depois da divulgação da ata da última reunião do colegiado.


Dólar


Ibovespa

“Prévia” do PIB no Brasil

De acordo com os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a chamada “prévia” do PIB, a economia brasileira recuou 0,2% em dezembro de 2025, confirmando o cenário de arrefecimento da atividade econômica.

Mesmo assim, o resultado veio melhor do que a média das estimativas do mercado, que apontavam um recuo ainda maior, de 0,5% no último mês do ano passado. Em novembro, o IBC-Br indicou alta de 0,7%.

Já no acumulado de 2025, segundo os dados do BC, a economia brasileira teve uma expansão de 2,5%, o que mostra desaceleração em relação à alta de 3,7% do ano anterior. Trata-se do pior resultado da economia brasileira pelo IBC-Br desde 2020, no início da pandemia de Covid-19.

O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. O cálculo é feito com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes. O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país, a Selic.

O PIB, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Uma alta significa que a economia está crescendo em bom ritmo, enquanto um recuo implica encolhimento da produção econômica do país.

Juros nos EUA

No front internacional, o foco dos investidores continua sendo a política monetária nos EUA. Nessa quarta-feira (18/2), foi divulgada a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, realizada no fim de janeiro.

O documento mostrou que os dirigentes do BC dos EUA tiveram o entendimento quase unânime para manter os juros no patamar atual, no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano, mas seguem as dúvidas sobre as próximas reuniões.

Alguns integrantes do Fomc projetam um possível aumento nos juros caso a inflação siga resiliente. Outros, por sua vez, avaliam que novos cortes são plausíveis.

Ao fim da primeira reunião do Fomc do Fed em 2026, em 28 de janeiro, o BC dos EUA anunciou a manutenção dos juros no atual patamar, de 3,5% a 3,75% ao ano. Assim, o Fed interrompeu uma sequência de três cortes consecutivos.

A próxima reunião do Fomc está marcada para os dias 17 e 18 de março. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros no patamar atual é de 94,1%. Apenas 5,9% dos investidores apostam em uma redução de 0,25 ponto percentual.

No fim de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o nome do ex-diretor do Fed Kevin Warsh para a presidência do BC norte-americano. Ele ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Se isso ocorrer, vai suceder o atual chefe do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.

Quando há um crescimento desordenado e incontrolável de células anormais em algum órgão, formando tumores malignos, o quadro é classificado como câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é a segunda que mais causa mortes no mundo, atrás apenas das condições cardiovasculares. Apesar de ser minoria, em alguns casos os tumores são transmitidos geneticamente de forma hereditária.

Quando o quadro tumoral é classificado como hereditário, não quer dizer que os pais passaram o câncer diretamente ao filho, mas sim que uma alteração genética capaz de aumentar o risco do desenvolvimento da doença foi herdado.

“Não significa que a pessoa obrigatoriamente terá câncer, mas ela apresenta um risco significativamente maior do que a população geral. Chamamos de alto risco quando ele é pelo menos cinco vezes superior ao risco basal da população”, explica a médica oncogeneticista Renata Sandoval, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

A situação se difere de outros cânceres que progridem através de mudanças no material genético (DNA) provocadas por erros naturais da divisão celular ou por exposição a fatores ambientais, como radiação ultravioleta ou substâncias carcinogênicas.

“Por exemplo, no câncer de pele, a radiação ultravioleta do sol pode provocar mutações acumuladas no DNA das células da pele até que elas passem a se multiplicar de forma desregulada. O câncer é uma doença genética, mas na maioria das vezes é adquirido”, exemplifica a oncogeneticista.

Estima-se que menos de 10% dos casos cancerígenos sejam tumores hereditários. Entre os que mais possuem associação com alterações genéticas estão alguns tipos de câncer de mama, especialmente em homens, e certas variedades de câncer de próstata e ovário.

A ligação também é muito presente em quadros de câncer adrenocortical na infância, que em 90% das vezes estão associados à ocorrência da síndrome de Li-Fraumeni, condição que pode causar mutação no gene supressor de tumor TP53.

“Mais recentemente, também temos observado alguns tipos de câncer de pulmão com associação genética. Na prática, qualquer câncer pode ser hereditário quando existe um defeito genético transmitido de pai para filho, aumentando o risco de desenvolvimento da doença”, aponta a oncologista Patrícia Schorn, coordenadora do Centro de Oncologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Thom Leach/Science Photo Library/Getty ImagesIlustração representando a terapia com linfócitos infiltrantes de tumor (TIL) para o tratamento do câncer. Durante a terapia com TIL, células T (azuis) que reconhecem células tumorais (vermelhas) são obtidas do paciente. Metrópoles
O código genético pode carregar mutações que aumentam as chances de desenvolver câncer

Quando o caso é passível de investigação

Alguns sinais são essenciais para apontar que há risco de câncer hereditário na família. Quanto mais rápido for identificada a presença da condição, maiores são as chances de sucesso no tratamento, caso a doença se desenvolva. Entre os principais padrões de suspeita, estão:

“Diante desses históricos, encaminha-se a família para avaliação com um geneticista. O especialista faz uma análise detalhada da história familiar, identifica qual gene pode estar envolvido e solicita um painel genético direcionado ou mais amplo, dependendo do caso”, diz Patrícia.

Descoberta de câncer genético influencia conduta médica

Assim que é identificada a hereditariedade, a conduta médica se altera. Indivíduos da família que possui a condição passam a investigar possíveis doenças tumorais bem mais cedo que a população em geral. A atitude é essencial para prevenção do avanço de possíveis cânceres.

“A recomendação geral é iniciar colonoscopia aos 45 anos, por exemplo, mas pessoas com síndromes genéticas podem precisar começar aos 10 ou 12 anos. No caso do câncer de ovário, o risco na população geral é de cerca de 1%, o que não justifica retirar os ovários de todas as mulheres. Porém, pessoas com mutação no gene BRCA1 podem ter risco de até 44%. Nesse caso, recomenda-se a retirada preventiva dos ovários entre 35 e 40 anos”, afirma Renata.

Para Patrícia, a detecção da condição hereditária eleva as chances de diagnóstico precoce e, consequentemente, as possibilidades de cura. “O conhecimento da mutação permite até a retirada preventiva de um órgão com alto risco de desenvolver câncer, o que pode salvar a vida do paciente”, conclui a oncologista.

O câncer colorretal, antes associado sobretudo a adultos mais velhos, avança cada vez mais entre homens e mulheres jovens. Nos Estados Unidos, já é a neoplasia que mais mata abaixo dos 50 anos.

As mortes do ator de Dawson’s Creek, James Van Der Beek, aos 48 anos nesta semana, e, em 2020, da estrela de Pantera Negra, Chadwick Boseman, aos 43, destacaram o risco para adultos relativamente jovens. A doença, também conhecida como câncer de intestino, vem sendo diagnosticada até mesmo em pessoas na casa dos 20 anos — algo que, até pouco tempo atrás, era excepcional.

“Agora estamos começando a ver cada vez mais pessoas de 20, 30 e 40 anos desenvolvendo câncer de cólon. No início da minha carreira, ninguém dessa idade tinha câncer colorretal”, diz John Marshall, do Centro Oncológico Lombardi da Universidade de Georgetown, oncologista há mais de três décadas.

A tendência também foi identificada em um estudo publicado na revista científica The Lancet Oncology em 2025. Ao analisar dados de 50 países, os pesquisadores constataram a incidência de câncer colorretal de início precoce em 27 deles. Em 20, o avanço ocorreu exclusivamente entre os mais jovens – ou cresceu mais rápido nesse grupo do que entre os adultos mais velhos.

A seguir, o que você precisa saber sobre o câncer colorretal e como se proteger.

Quão comum é o câncer colorretal?

Mais de 158 mil casos de câncer colorretal serão diagnosticados nos EUA este ano, segundo a Sociedade Americana do Câncer. Entre todas as idades, é a segunda principal causa de morte por câncer no país, atrás apenas do câncer de pulmão, e deve tirar mais de 55 mil vidas este ano.

No caso do Brasil, é o terceiro tipo mais comum de câncer, com 45.630 novos estimados por ano. A mortalidade relacionada ao tumor de cólon e reto aumentou quase 50% nas últimas duas décadas, mostra levantamento do Estadão. Uma das vítimas foi a cantora Preta Gil, em 2025, aos 50 anos.

Estudo da Fundação do Câncer identificou que mais de 60% dos casos no Brasil são diagnosticados tardiamente. A projeção é que mortes pela doença cresçam 36% até 2040.

Contudo, o avanço de exames preventivos tem contribuído para a detecção de tumores em estágios iniciais.

De acordo com os pesquisadores Christopher Lieu e Andrea Dwyer, em artigo publicado na revista The Conversation, quando o câncer é detectado precocemente, as taxas de sobrevivência em cinco anos podem ficar entre 80% e 90%. Nesses casos, os pólipos pré‑cancerígenos podem ser removidos.

Já quando é descoberto em fases avançadas, após se espalhar para outras partes do corpo, a sobrevivência pode cair para cerca de 10% a 15%, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

Câncer de intestino cresce entre jovens. Saiba os fatores de risco - destaque galeria
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019

O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino

Quem está em maior risco?

A grande maioria dos casos e mortes por câncer de intestino ainda ocorre em pessoas com 50 anos ou mais. Mas, embora ainda seja relativamente raro entre menores de 50 anos, os diagnósticos nesse grupo vêm aumentando desde o início dos anos 2000.

No mês passado, pesquisadores da Sociedade Americana do Câncer relataram que a mortalidade por tumores colorretais entre americanos com menos de 50 anos aumentou 1,1% ao ano desde 2005, tornando‑se a neoplasia mais letal nessa faixa etária. Este ano, a entidade estima que 3.890 pessoas abaixo dos 50 anos morrerão em decorrência da doença.

Os fatores de risco em qualquer idade incluem obesidade, falta de atividade física, dieta rica em carne vermelha ou processada e pobre em frutas e verduras, tabagismo, consumo excessivo de álcool, doença inflamatória intestinal e histórico familiar de câncer colorretal.

Pesquisas recentes também relacionam o aumento de casos precoces ao maior consumo de ultraprocessados e ao sedentarismo, embora essas associações ainda não provem uma causa direta. Em qualquer cenário, a incidência do câncer de cólon e reto está associada a hábitos de vida.

Marshall recomenda o consumo de frutas, verduras e grãos integrais. “A carne [vermelha] não é ruim, mas devemos comer menos”, diz ele. Atividades físicas também são indicadas. Estudo recente mostrou que um programa de exercícios de três anos melhorou a sobrevivência de pacientes com câncer de cólon e reduziu a recorrência da doença.

Segundo Lieu e Dwyer, mesmo o consumo moderado de álcool pode aumentar o risco da doença.

Quais são os sintomas do câncer de intestino?

Os sintomas incluem sangue nas fezes ou sangramento retal, mudanças nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou fezes afinadas por dias, perda de peso involuntária,e cólicas ou dor abdominal. Outro possível sinal é a anemia sem causa aparente, detectada em exames de sangue.

“Não ignore os sintomas. Procure avaliação”, enfatizou Marshall. As chances de sobrevivência são muito maiores quando o câncer é diagnosticado cedo, antes de se espalhar.

Quando fazer exames de rastreamento?

As diretrizes médicas recomendam que adultos com risco médio iniciem os exames preventivos aos 45 anos. Quem tem risco aumentado deve conversar com o médico sobre começar essa avaliação ainda mais cedo.

A frequência depende do tipo de detecção. Há várias opções, incluindo testes de fezes, que podem ser feitos anualmente, ou colonoscopias, a cada 10 anos, desde que não sejam encontrados problemas. Exames de sangue para adultos a partir de 45 anos também podem ajudar a detectar a doença.

Pessoas com alto risco – por histórico familiar, doenças hereditárias ou doença inflamatória intestinal – geralmente precisam de colonoscopias mais precoces e frequentes do que a população geral.

O que causa o aumento do câncer colorretal em adultos jovens?

A ciência ainda não definiu uma correlação para o aumento de casos em adultos jovens. Marshall, de Georgetown, destaca que muitos pacientes jovens não apresentam os fatores de risco tradicionais, por exemplo. Ele sugere que mudanças nas bactérias intestinais, o microbioma, poderiam desempenhar um papel.

Outros pesquisadores também investigam o possível impacto do desequilíbrio da microbiota intestinal, conhecido como disbiose, que pode gerar inflamação e efeitos negativos à saúde, incluindo maior risco de câncer.

Além disso, o local onde o tumor aparece ao longo do cólon, que tem formato semelhante a um ponto de interrogação, começando de um lado do abdômen, curvando‑se para o outro e terminando no reto, influencia sua agressividade e o tratamento.

Marshall afirma que há uma diferença marcante entre os locais onde tumores tendem a surgir em pessoas mais jovens e mais velhas. Estudos mostram que adultos jovens tendem a desenvolver tumores no lado esquerdo do cólon e no reto, que levam a sintomas mais evidentes, como sangramento e alteração de hábitos intestinais.

Copos de plástico para transportar cafés e bebidas quentes para viagem não são necessariamente uma novidade, mas apesar muito comuns, eles podem ser os responsáveis pela ingestão de milhares de partículas de microplástico diariamente, pelo menos é o que afirma um estudo publicado na Journal of Hazardous Materials: Plastics.

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram uma base de dados científicos entre os anos de 2000 e 2023, na qual observaram os efeitos da temperatura da água na liberação de microplásticos em diferentes materiais de copos descartáveis. Além disso, para entender o problema fora do laboratório, foram coletados cerca de 400 copos descartáveis de café em Brisbane, na Áustria. Simulando bebidas quente e geladas, os copos foram submetidos a temperaturas que variaram entre 0º a 60 º.

Andrew Neel/PexelsCafé gelado
Copos de plástico para o transporte e consumo de bebidas quentes como o café podem aumentar a ingestão de microplásticos

Líquidos quentes em copos de plástico podem liberar milhões de microplásticos

A conclusão dos pesquisadores é que a liberação de microplásticos acontece especialmente quando a bebida, ainda quente, é colocada em recipientes feitos a partir de polietileno, polipropileno, poliestireno — materiais que possuem pouca resistência ao calor. Quanto mais quente estiver a bebida, mais rápida é a degradação do recipiente e a ingestão do microplático.

A depender do material, em um litro da bebida podem ser encontradas até 8 milhões de resíduos, e mais: não importa muito quanto tempo a bebida fica em contato com o plástico, mas sim em qual temperatura o líquido estava no momento em que tocou o copo pela primeira vez.

A boa notícia é que recipientes em que o plástico reveste apenas o interior costumam liberar menos microplásticos que aqueles que são feitos inteiramente do material. Para minimizas riscos, a sugestão dos pesquisadores é adotar copos reutilizáveis com vidro, cerâmica ou porcelana. Outra medida, pode ser pedir que a bebida não seja colocada tão quente no recipiente.

Getty ImagesFoto Macro de um monte de microplásticos - danos aos corpo humano

Em 2019, um grupo de arqueólogos descobriu em Córdoba, na Espanha, um pequeno fragmento ósseo de um animal não nativo. Uma análise posterior revelou que o osso tinha 2,2 mil anos e era de um elefante.

A descoberta dessa peça do tamanho de uma bola de beisebol, junto com outros materiais bélicos, indicaria que esse paquiderme poderia ser um dos elefantes de guerra usados pelo general cartaginês Aníbal Barca durante a Segunda Guerra Púnica (218-202 a.C.), o maior conflito entre Roma e Cartago (hoje Tunísia).

Se confirmado, esta seria a primeira evidência direta do uso bélico desses animais na Espanha e na Europa Ocidental, conforme detalha um estudo publicado recentemente no Journal of Archaeological Science: Reports.

Uma campanha lendária até os Alpes

Aníbal liderou uma das expedições militares mais ousadas da história antiga: partiu da Península Ibérica, cruzou a cordilheira dos Pirineus e o sul da Gália (região hoje situada na França, Bélgica e Suíça) e atravessou os Alpes com 37 elefantes para atacar a República Romana.

A travessia do estrategista militar foi narrada como um feito épico. A ideia dos cartagineses era usar esses animais enormes como arma psicológica e intimidar os inimigos. Transportá-los para a Europa teria exigido uma logística complexa.

“Durante séculos, a imagem de Aníbal guiando seus elefantes através dos Alpes tornou-se um ícone, um tema recorrente adotado por músicos, escritores e dramaturgos, e com o tempo também pela indústria cinematográfica”, escrevem os autores.

Possível marco histórico

O fragmento apareceu no sítio arqueológico Colinas de los Quemados, perto de Córdoba. Segundo os autores, além de algumas pegadas e vestígios isolados, quase não havia evidências físicas da passagem dos elefantes de Aníbal pela Europa Ocidental.

Por isso, a descoberta do carpo — uma parte do “tornozelo” — da pata dianteira direita do elefante “pode ser um marco histórico”, nas palavras de Rafael Martínez Sánchez, arqueólogo da Universidade de Córdoba e autor principal do estudo. Isso porque, segundo ele explicou à Live Science, até então não havia nenhum “testemunho arqueológico direto do uso desses animais” na Península Ibérica.

Em artigo publicado em 2023 no El País, Martínez Sánchez afirmou que “esse osso discreto pode ser interpretado como prova da presença desses animais nos arredores da atual Córdoba entre os séculos 4 e 2 a.C.”.

Martínez Sánchez et al., J. of Arch Sci: Rep. , 2026Ossos de elefante - Metrópoles

Elefante asiático ou cartaginês?

Depois de descobrirem que se tratava de um paquiderme, os autores agora tentam determinar se era um elefante asiático (Elephas maximus indicus) — usado por Cartago na Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.) — ou um cartaginês (Loxodonta africana pharaonensis), uma subespécie africana já extinta.

No mesmo sítio arqueológico também foram encontrados 12 projéteis esféricos, possivelmente munição de catapultas cartaginesas, o que reforça a hipótese de que o elefante morreu num campo de batalha numa aldeia fortificada perto de Córdoba.

Para os autores, esses antecedentes reforçam a ideia da “passagem dos gigantescos ‘tanques da antiguidade’ pela Península Ibérica”.

Uma guerra decisiva no Mediterrâneo

A Segunda Guerra Púnica opôs a República Romana e Cartago pelo controle do Mediterrâneo. Embora muitos dos elefantes não tenham sobrevivido à travessia alpina, o exército de Aníbal obteve vitórias importantes, como a Batalha de Canas (216 a.C.), onde derrotou os romanos, mesmo com contingente menor.

Em 203 a.C., Aníbal retornou a Cartago para defendê-la do cerco romano. Finalmente, a cidade foi derrotada. Aníbal fugiu e se suicidou para evitar ser capturado.

Após a Terceira Guerra Púnica (149-146 a.C.), Cartago, uma cidade que havia sido fundada por colonos fenícios, ficou destruída e desapareceu como potência.

Em jogo adiado da 2ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Athletico-PR recebe o Corinthians nesta quinta-feira (19/2), às 19h30, na Arena da Baixada, em Curitiba.

Athletico-PR x Corinthians: saiba onde assistir ao jogo do Brasileirão - destaque galeria
Hugo Souza, goleiro do Corinthians.
Memphis Depay, craque e camisa 10 do Corinthians.
Mendoza, ex-Corinthians, faz boa temporada pelo Athletico-PR.

Mandante da partida, o Athletico-PR faz bom início de temporada. O Furacão venceu as duas primeiras partidas do Brasileirão, com destaque para o triunfo sobre o Santos por 2 x 1. Somando todas as competições que estão em disputa, o time comandado por Odair Hellmann está invicto há seis partidas.

Após um começo de ano instável, o Corinthians busca a terceira vitória consecutiva na temporada. Na rodada anterior do Campeonato Brasileiro, o Timão bateu o Red Bull Bragantino pelo placar de 2 x 0. Para encarar o Athletico-PR, a equipe de Dorival Júnior não contará com Yuri Alberto, fora por lesão na coxa.

Prováveis escalações

Athletico-PR: Santos, Terán, Arthur Dias e Esquivel; Benavídez, Portilla (Luiz Gustavo), Zapelli e Léo Derik; Mendoza, Julimar e Viveros.

Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele (Allan), Matheus Pereira e Carrillo (Rodrigo Garro); Kayke, Memphis Depay e Pedro Raul (Gui Negão).

Onde assistir

A partida entre Athletico-PR e Corinthians, válido pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro, terá transmissão em TV aberta (Record), pay-per-view (Premiere) e streaming (CazéTV).

A filha de Léo Santana e Lore Improta, Liz, de 4 anos, roubou a cena durante o Carnaval de Salvador. A pequena acompanhou o pai durante o percurso nesta sexta-feira (13/2) e chamou atenção pelo carisma ao dançar e interagir com o público.

 

Em vídeo publicado nas redes sociais, Leo Santana mostrou Liz acompanhando a coreografia das músicas tocadas no trio.

Com um vestido inspirado no arco-íris e tiara de unicórnio, ela chegou ao local nos braços de Léo e, minutos depois, já estava no palco, empolgada com a apresentação.

Filha de Léo Santana rouba a cena e dança com o pai no Carnaval - destaque galeria
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Léo Santana e Lore Improta serão pais novamente

Léo Santana
Léo Santana e Lore Improta

Segundo o cantor, a participação foi um pedido da própria Liz, que quis subir durante a música Canudinho. A pequena então dançou ao lado do pai e das bailarinas, arrancando aplausos dos foliões.

Léo Santana iniciou a agenda de shows na capital baiana na quinta-feira (12/2) e mantém a tradição de desfilar nos principais circuitos da cidade.

Além da apresentação na Barra-Ondina, ele também desfila no Circuito Osmar, no Centro, na sexta e no sábado (14/2).

 

O presidente Kim Jong-un tem mostrado claros sinais de que sua filha será a sucessora do governo da Coreia do Norte. A menina, que não tem nome nem idade divulgados publicamente, se tornou figura recorrente em eventos oficiais e inspeções militares nos últimos anos. Seu estilo também tem sido debatido entre internautas, com atenção especial ao cabelo comprido e à presença de peças de luxo.

Vem saber mais!

KCNA/DivulgaçãoKim Jong Un e sua filha em evento oficial - Metrópoles
Kim Jong-un e sua filha em evento oficial da Coreia do Norte

A liberdade no estilo de Kim Ju-ae

Mesmo não tendo o nome revelado oficialmente, a filha de Kim Jong-un é identificada como Kim Ju-ae na mídia internacional. Sua idade ainda é um mistério, mas estima-se que ela tenha nascido no começo da década de 2010.

kim jong-un e a filha Kim Ju Ae coreia do norte - metrópolesAparição da garota em TV norte-coreana

Uma de suas principais características é o cabelo comprido, não sendo comum entre meninas de sua idade no país, principalmente por causa das políticas de vestimenta e aparência que supostamente existem na Coreia do Norte.

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Kim Jong-un em usina nuclear

Outro ponto que chama a atenção em Kim Ju-ae são suas roupas. A filha do líder já apareceu com peças transparentes, blusas “descoladas” e até mesmo com um casaco muito semelhante a um modelo da Dior.

KCNA/DivulgaçãoKim Jong Un, sua esposa e filha em evento oficial - Metrópoles

A possível sucessora de Kim Jong-un

Mesmo ainda sendo jovem, os boatos sobre Kim Jong-un escolher a própria filha para governar o país após o fim de seu mandato já vem aparecendo há algum tempo. Uma das principais razões diz respeito a aparição constante da menina em eventos do governo e militares, assim como sua presença nas transmissões da televisão norte-coreana.

Tudo isso tem alimentado a teoria de que ela será a sucessora de Kim Jong-Un, até mesmo pela questão familiar, já que o governo do país está na dinastia da família Kim há três gerações. Além disso, a presença pública dos filhos dos governantes não era comum nas gerações anteriores, principalmente quando jovens.

Kim Jae-Hwan/Getty ImagesKim Jong Un e sua filha na TV - Metrópoles

Senadores do Progressistas (PP) dizem não ter sido consultados sobre a nota divulgada pela Federação União Progressista — formada pelo PP e União Brasil — em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Em um comunicado divulgado pela líder do partido, senadora Tereza Cristina (PP-MS, foto em destaque), os parlamentares afirmam que a posição da federação “não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”.

“A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada – portanto não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”, diz a nota.

O texto é assinado pelos senadores Dr. Hiran (PP-RR), Esperidião Amin (PP-SC), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Margareth Buzetti (PP-MT), além de Tereza Cristina.

Apoio a Toffoli

Nessa sexta-feira (13/2), os presidentes do PP e do União Brasil, Ciro Nogueira e Antônio Rueda, respectivamente, saíram em defesa de Dias Toffoli, pressionado pelo avanço das investigações sobre o Banco Master.

Em nota, a Federação União Progressista manifestou preocupação com “narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro”. “É preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida”, diz a nota divulgada.

Os presidentes dos partidos defendem que “atentar contra o ministro Dias Toffoli é enfraquecer não só um servidor da Nação ou de um Poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso próprio sistema democrático”.

A pressão sobre Toffoli aumentou após um relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções ao ministro em conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Depois das novas revelações, o magistrado deixou a relatoria do caso na Suprema Corte, que foi redistribuído pelo ministro André Mendonça.

A ciência continua identificando animais raros em diferentes partes do mundo. Muitos deles vivem em áreas específicas, como florestas isoladas, rios pouco explorados e regiões bem profundas do oceano. Por ocuparem ambientes restritos, esses animais costumam ter populações pequenas e hábitos próprios do lugar onde vivem.

Nesse contexto, se o ambiente sofre alterações, a sobrevivência das espécies fica comprometidajá que muitas não conseguem se adaptar com facilidade a novas condições. Por isso é tão importante conhecer os bichinhos e onde eles vivem.

Confira os 10 animais mais raros do mundo:

1 — O peixe-mão-rosa

Reprodução/Karen Gowlett-HolmesFoto colorida do peixe-mão-rosa (Brachiopsilus dianthus) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O peixe-mão-rosa (Brachiopsilus dianthus) vive em águas rasas do sudeste da Austrália e chama atenção por usar as nadadeiras para “caminhar” pelo fundo do mar, em vez de nadar como a maioria dos peixes.

Esse tipo de locomoção facilita a busca por organismos pequenos entre as rochas e os sedimentos, além de permitir que o animal se mantenha próximo ao solo marinho, onde encontra abrigo.

Além disso, a dependência de um ambiente específico torna o peixe-mão-rosa mais sensível a mudanças locais, como alterações na qualidade da água e no fundo marinho, fatores que podem reduzir ainda mais seus locais de ocorrência.

2 — O sapo dos Simpsons

Reprodução/Robin Moore iLCPFoto colorida do sapo dos Simpsons (Rhinella) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

Encontrado em áreas de floresta na Colômbia, o sapo dos Simpsons (Rhinella) chama atenção por já nascer em forma de sapo, sem passar pela fase de girino.

Essa característica reduz a dependência de água parada para o desenvolvimento, mas limita os locais adequados para reprodução, o que acaba restringindo a distribuição da espécie e contribuindo mais ainda para que ela seja rara.

Além disso, o sapo ganhou esse nome característico porque o seu nariz longo e pontudo lembra muito o do Sr. Burns da série “Os Simpsons”, de acordo com o líder da expedição Robert Moore, especialista em conservação de anfíbios da Conservation International.

3 — Lagarto Leiolepis ngovantrii

Reprodução/Lee GrismerFoto colorida do lagarto Leiolepis ngovantrii - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O lagarto Leiolepis ngovantrii, que vive em áreas específicas do Sudeste Asiático, ficou conhecido por se reproduzir sem a presença de machos, por meio de um processo em que as fêmeas geram descendentes geneticamente muito semelhantes entre si.

Essa forma de reprodução favorece a manutenção da espécie em ambientes estáveis, já que um único indivíduo pode dar origem a novos filhotes sem depender do encontro com parceiros.

Porém, por outro lado, a baixa diversidade genética torna a população menos preparada para lidar com mudanças no ambiente, como variações de temperatura, surgimento de doenças ou alterações no habitat.

4 – Axolote

Paul Starosta/Getty ImagesImagem colorida do axolote - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O axolote (Ambystoma mexicanum) vive só em lagos e canais específicos da região de Xochimilco, no México, e passa a vida toda na água. Diferente da maioria das salamandras, ele mantém características típicas da fase larval, como as brânquias externas, mesmo quando atinge a fase adulta.

O médico veterinário Edilberto Martinez, do Centro Integrado de Comportamento Animal, em Brasília, explica que essa particularidade faz com que o animal dependa de ambientes aquáticos estáveis para respirar, se alimentar e se reproduzir.

“Espécies com modos de vida ou reprodução atípicas, como o axolote mexicano (salamandra), que mantém características larvais na vida adulta, ficam mais sensíveis a alterações ambientais e por isso são dependentes de ambientes de água doce muito específicos”, ressalta Martinez.

5 — Panaque

Reprodução/Michael Goulding CopeiaFoto colorida de panaque, peixe raro - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O Panaque vive em rios da Amazônia e tem um hábito alimentar incomum entre peixes: ele raspa e ingere a matéria orgânica que fica na madeira submersa, como algas e microrganismos que crescem em troncos caídos na água.

Esse comportamento o mantém ligado diretamente às áreas de floresta próximas aos rios, já que a presença de galhos e árvores no leito fluvial fornece parte importante do alimento disponível.

6 — Macaco sem nariz

Reprodução/Ngwe LwinFoto colorida do macaco sem nariz (Rhinopithecus strykeri) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O macaco sem nariz (Rhinopithecus strykeri), vive em áreas de floresta montanhosa no Sudeste Asiático, onde encontra alimento e abrigo em regiões de com acesso bem difícil.

A espécie depende de áreas contínuas de mata para se deslocar, formar grupos e se reproduzir, já que passa grande parte do tempo entre as copas das árvores.

7 — lesma ninja de Bornéu

Reprodução/Peter KoomenFoto colorida de lesma ninja de Bornéu - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

Encontrada em áreas montanhosas da Malásia, a lesma ninja de Bornéu chama atenção pela cauda longa, desproporcional ao tamanho do corpo. A espécie vive em ambientes úmidos e bem preservados, com cobertura vegetal que mantém o solo protegido do ressecamento.

8 — Morcego-nariz-de-tubo

Reprodução/Piotr NaskreckiFoto colorida de morcego-nariz-de-tubo (nyctimene albiventer) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O morcego-nariz-de-tubo (Nyctimene albiventer) é um morcego que se alimenta principalmente de frutos e tem papel importante na dispersão de sementes em florestas tropicais. Ao se deslocar entre áreas de alimentação e descanso, o animal contribui para a regeneração da vegetação, ajudando a manter a diversidade de plantas.

9 — Peixe-elefante

Reprodução/Norbert Wu Minden PicturesFoto colorida de peixe-elefante (Rhinochimaera atlantica) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O peixe-elefante (Rhinochimaera atlantica) vive no Oceano Atlântico, em regiões com pouca luz e temperaturas mais baixas. Nesses ambientes, os organismos têm adaptações específicas para sobreviver à alta pressão e à escassez de alimento, o que torna a espécie pouco comparável às que vivem em águas rasas.

A dificuldade de acesso ao habitat limita os estudos científicos e o acompanhamento das populações ao longo do tempo. Como as pesquisas dependem de equipamentos especiais, ainda existem poucas informações sobre a distribuição da espécie e sobre como mudanças no mar podem afetar a sua sobrevivência.

10 — Sanguessuga T. rex

Reprodução/Laurence MadinFoto colorida da sanguessuga T. rex (Tyrannobdella rex) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

A sanguessuga T. rex (Tyrannobdella rex) foi registrada em áreas remotas da Amazônia, vivendo em ambientes com difícil acesso, como cursos d’água que ficam afastados de centros urbanos. O animal ganhou esse nome devido aos seus dentes compridos, que se comparam ao do dinossauro Tyrannosaurus rex.

 

Quais são os melhores destinos de lua de mel em 2026?

O Travellers’ Choice é a seleção anual de destinos que considera o volume de avaliações e opiniões positivas no Tripadvisor ao longo de um período de 12 meses.

Entre os escolhidos, os destinos de praia dominam a lista, com oito entre os dez selecionados. O destaque vai para a Ásia, a África e a região do CaribeEuropa e Estados Unidos aparecem timidamente no ranking.

lua de mel 2026

Maldivas. Foto: Bruna Scirea | Melhores Destinos

A lista reúne nomes mais familiares aos brasileiros, como Bali, Maldivas e Positano, enquanto outros menos populares, como Galle, Hue e Watamu, podem agradar casais que buscam algo mais diferente.

Confira abaixo os melhores destinos de lua de mel para 2026, segundo o Tripadvisor. Ao final, comente qual você escolheria para viajar com seu amor!

1º – Bali, Indonésia

Bali é uma das ilhas mais famosas da Indonésia, no sudeste asiático, e reúne paisagens incríveis, templos impressionantes, aventura e uma cultura riquíssima. Para completar, há uma excelente seleção de hotéis confortáveis e spas inesquecíveis, o cenário ideal para uma lua de mel dos sonhos.

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2º – Ilhas Maurício

As Ilhas Maurício são um pequeno conjunto de ilhas no Oceano Índico, a cerca de 2 mil quilômetros da costa sudeste da África. O destino é perfeito para casais que buscam tranquilidade em um cenário paradisíaco, com praias de água cristalina, lagoas, cachoeiras e montanhas. Além disso, a região conta com hotéis e resorts de alto padrão.

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3º – Maldivas

As Ilhas Maldivas formam um arquipélago com cerca de 1.200 ilhas no Oceano Índico, ao sul do continente asiático. A região é famosa entre os casais por suas praias de areia branca, águas turquesa, recifes de corais e centenas de resorts luxuosos, muitos deles com os tradicionais bangalôs sobre as águas, símbolo do destino.

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4º – Santa Lúcia

Santa Lúcia, nas Antilhas caribenhas, chama atenção com seu mar de tons turquesa, florestas tropicais e um vulcão extinto que dá origem a fontes termais. A ilha conta ainda com excelentes hotéis, resorts luxuosos e spas, perfeitos para relaxar e curtir momentos românticos em um cenário paradisíaco.

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5º – Galle, Sri Lanka

Galle é uma cidade litorânea do Sri Lanka, no Sul Asiático, banhada pelo oceano Índico. Famosa por seu forte do século XVI, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO, mantém o charme de vila costeira, com ruas de pedra, restaurantes charmosos e hotéis boutique, além de servir como base para explorar praias paradisíacas nos arredores.

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6º – Hue, no Vietnã

Hue, no centro do Vietnã, foi a antiga capital imperial do país e é famosa pela Cidade Imperial e pelas tumbas reais às margens do Rio Perfume. O destino ideal para casais que gostam de história, arquitetura e cultura.

melhores destinos de lua de mel

 

7º – Napa, Califórnia

Napa Valley, na Califórnia, é um destino perfeito para casais apaixonados por vinho, reunindo vinícolas renomadas e gastronomia sofisticada. O clima de romance fica completo com as belas paisagens, que combinam arquitetura charmosa, estradas cercadas por parreirais e a beleza dos vales e montanhas do oeste norte-americano.

melhores destinos de lua de mel do mundo

8º – Positano, Itália

Positano é uma das joias da Costa Amalfitana, ao sul da Itália. Com casinhas coloridas espalhadas pelas encostas, escadarias de pedra envoltas por pés de limão siciliano e praias de mar azul intenso, a cidade é um clássico destino para casais apaixonados.

lua de mel

 

9º – Watamu, Quênia

Watamu fica na costa leste da África, no Quênia, às margens do Oceano Índico. A região tem natureza preservada, praias de areia branca e mar turquesa, além de forte ligação com a conservação marinha. Mergulhos e entardeceres à beira-mar estão entre os programas favoritos dos casais.

melhores destinos de lua de mel segundo o tripadvisor

 

10º – Antígua

Antígua é uma ilha no Caribe cheia de natureza e tranquilidade. O destino reúne praias calmas, mergulhos em recifes de corais, passeios históricos por fortes do século XVIII e atrações como a Devil’s Bridge, um impressionante arco natural de pedra sobre o mar. Além disso, conta com hotéis de alto padrão, ótima gastronomia e um povo muito hospitaleiro.

Lua de mel no caribe

 

 

Calendário com sexta-feira 13 - Metrópoles

Para os supersticiosos, este ano traz má sorte — a sexta‑feira 13 acontecerá três vezes: nesta sexta‑feira, 13 de fevereiro, em 13 de março e em 13 de novembro. A frequência com que essa combinação aparece no calendário depende do dia da semana em que o ano começa. Normalmente, há um ou dois dias considerados azarentos, mas este ano, em especial, registra um número maior.

Esta sexta‑feira é particularmente simbólica: um dia azarado em pleno Carnaval. Além disso, em alguns países é também véspera do Dia dos Namorados, que supostamente traz felicidade aos apaixonados. As interpretações são ilimitadas.

Sexta‑feira 13: da fobia à indiferença

Afortunado ou desafortunado: muitos consideram exagerado o alvoroço em torno da data. “Não me importa que seja sexta‑feira 13”, diz um ditado popular. “O importante é que finalmente é sexta‑feira”. Contudo, segundo uma pesquisa do instituto de opinião YouGov, aproximadamente uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens na Alemanha provavelmente sentem certa apreensão diante da data. Entre os entrevistados, 39% das mulheres e 21% dos homens se consideram “supersticiosos” ou “bastante supersticiosos”.

Isso tem consequências: hotéis às vezes carecem de quartos com o número 13. Já em aviões, a fileira correspondente é frequentemente omitida.

Ainda assim, as temidas sextas‑feiras são melhores do que sua reputação sugere: estatísticos da seguradora alemã R+V garantem que a sexta‑feira 13 não é mais perigosa do que outros dias úteis. “Pelo contrário: na verdade há menos acidentes, tanto [envolvendo] seguros de automóvel quanto de danos materiais”.

Já a seguradora de automóveis Verti calculou que as sextas‑feiras, em geral, são os dias da semana com maior probabilidade de sinistros: 16,7% das ocorrências são registradas nesse dia. Mas a empresa ressalta: o fato de haver um leve aumento nas poucas sextas‑feiras que caem no dia 13 não é estatisticamente significativo.

A sexta‑feira 13 está perdendo seu apelo?

Isso seria uma boa notícia para os parascavedecatriafóbicos, pessoas com medo patológico dessa data. Certamente, não faltam eventos para reforçar tais temores: em 13 de janeiro de 2017, a tempestade Egon atingiu a Alemanha, causando três vezes mais danos que o habitual.

Na sexta‑feira 13 de janeiro de 2012, o navio de cruzeiro Costa Concordia colidiu com uma rocha. Em 13 de setembro de 1940, uma sexta‑feira, o Palácio de Buckingham foi atingido por bombas alemãs. E em outubro de 1947, numa sexta‑feira 13, o rei Filipe 4° da França iniciou a destruição dos Cavaleiros Templários.

Também há coincidências notáveis relacionadas ao número 13 na loteria: em 9 de outubro de 1955, por exemplo, ele foi o primeiro número sorteado na nova loteria “6 de 49”. Porém, desde então, é o que menos vezes apareceu.

Mas uma coisa é certa: esse dia de má sorte só foi estilizado como tal nos últimos 70 anos, conforme descobriu Gunther Hirschfelder, antropólogo cultural de Regensburg. Segundo Hirschfelder, a ideia seria decorrente de uma mistura de diversos mitos, com o número 12 desempenhando um papel central já nas primeiras civilizações avançadas: cada dia é dividido em dois períodos de doze horas; cada ano tem doze meses. O treze, por sua vez, ultrapassa o sistema de base 12 e, por isso, tornou-se um número de azar.

Uma maldição bíblica

No catolicismo, Judas transformou o 13 em um número maligno: treze pessoas estavam presentes na Última Ceia, e ele foi o traidor de Jesus. Por isso, durante muito tempo o 13 também foi conhecido popularmente como “a dúzia do diabo”. Quanto aos dias da semana, na Antiguidade a sexta‑feira era considerada o dia da deusa do amor, Afrodite. Jesus, por outro lado, foi crucificado em uma sexta‑feira — um dia de jejum e luto.

Até o século 20, o simbolismo dos números e dos dias da semana não estava vinculado. Os primeiros relatos sobre a influência funesta da sexta‑feira 13 surgiram na década de 1950, sempre com referência aos Estados Unidos.

Suas origens nos EUA remontam ao século 19. Em 1869, um jornalista teve a ideia de associar as oscilações do mercado de ouro americano à data. “Quem se dedica a investigar esse simbolismo sempre encontrará alguma coisa”, afirma Hirschfelder. O pós‑modernismo também busca indicadores que estruturam a vida.

“Assim como importamos o Dia das Mães e o Halloween, a sexta‑feira 13 também foi introduzida [na Alemanha] a partir dos Estados Unidos”, enfatiza Hirschfelder. A sociedade atual, amante da diversão, já não leva tão a sério essas noções supersticiosas. A sexta‑feira 13 é, antes, um “flerte não totalmente sério com a má sorte”.

 

Foto colorida do perfil de uma mulher com fundo branco - Metrópoles.

Um estudo publicado em 29 janeiro de 2026 na revista científica PLOS One analisou a origem do queixo humano e concluiu que ele pode ser um “acidente evolutivo”. A pesquisa foi feita por cientistas do Laboratório de Morfologia Evolutiva Humana de Buffalo, Estados Unidos.

Segundo o estudo, o queixo é uma das marcas mais exclusivas do Homo sapiens. Nenhum outro primata vivo, nem mesmo espécies humanas extintas como os neandertais, apresenta a projeção óssea na parte frontal da mandíbula da mesma forma.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram 46 características do crânio e da mandíbula em 15 grupos de hominídeos (que incluem humanos e grandes mamíferos como os primatas). O objetivo era descobrir se o queixo surgiu por:

  1. Seleção natural direta (quando uma característica aumenta as chances de sobrevivência ou reprodução);
  2. Evolução neutra (mudanças que ocorrem ao acaso);
  3. Ou como um “spandrel”, termo usado pelos estudiosos para descrever um subproduto de outras adaptações.

Segundo o estudo, de nove características relacionadas ao queixo, apenas três mostraram sinais de seleção direta. As demais parecem ter evoluído de forma indireta ou sem pressão seletiva específica.

Mudanças no rosto explicam o queixo?

A pesquisa aponta que transformações importantes no crânio humano — como o aumento do cérebro, a flexão da base do crânio e a redução do rosto inferior — tiveram forte influência evolutiva.

Essas mudanças alteraram o formato da face ao longo do tempo. Com o rosto mais retraído e os dentes menores, a mandíbula ficou menos robusta. Esse rearranjo estrutural pode ter deixado o queixo mais evidente, mesmo que ele não tenha sido “selecionado” por uma função própria.

Por isso, os autores defendem que o queixo pode ser um subproduto dessas transformações maiores, e não uma adaptação com propósito específico, como melhorar a mastigação ou a fala.

A conclusão do estudo reforça que nem tudo no corpo humano existe porque foi diretamente “escolhido” pela seleção natural. Algumas características surgem como consequência inevitável de outras mudanças.

No caso do queixo, ele pode ser apenas o resultado visível de milhões de anos de remodelação do crânio humano — um traço marcante da nossa espécie que talvez nunca tenha tido uma função própria.

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