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Conforme a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)cuidar da saúde dos rins é essencial para o bem-estar geral. Em uma campanha, a entidade salienta que quem tem diabetes, hipertensão ou histórico familiar de doenças renais precisa ter maior atenção ao funcionamento desse órgãos em formato de feijão.

De acordo com o nefrologista Elber Rocha, a hidratação e a alimentação são pilares importantes da saúde renal. O médico explica que não existe “fruta milagrosa” capaz de proteger esses órgãos, mas há opções com “mecanismos que reduzem o risco cardiovascular e diminuem o percentual do surgimento de cálculos — as chamadas pedras — nos rins.”

Nefrologista cita frutas populares que são “amigas” da saúde dos rins - destaque galeria
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Mais de 10% da população mundial tem doença renal

A doença renal costuma estar acompanhada de condições cardiovasculares
Os rins são responsáveis pela filtragem do sangue

Integrante do corpo clínico do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF), o especialista enfatiza que as frutas cítricas — como laranja, mexerica e especialmente o limão — podem ser consideradas “amigas dos rins”.

“Para quem tem tendência a cálculo renal, dietas tipo DASH (ricas em verduras e frutas) se associam a mudanças favoráveis na urina, como aumento de citrato urinário, que é um inibidor natural de pedras”, esclarece o médico.

Com relação ao limão, o nefrologista destaca a respeito do consumo da fruta aumentar a ingestão de citrato e alcalinidade na dieta. “É uma estratégia frequentemente usada na prevenção de litíase [doença que consiste na formação de cálculos nos rins]”, explana o especialista.

CanvaFoto colorida de tangerinas - Metrópoles
Entre as frutas citadas pelo nefrologista como “amigas dos rins”, consta a tangerina

Elber sugere tomar água com limão sem açúcar ao longo do dia e comer laranja ou mexerica como sobremesa. Ele argumenta sobre o que mais ajuda a proteger os rins: “Um padrão alimentar com mais plantas, menos ultraprocessados e sódio, além de controle da pressão arterial e glicemia.”

Nota de segurança

Conforme o médico, quem tem doença renal avançada ou histórico de potássio alto precisa de orientação individual, pois algumas frutas, em especial as cítricas, podem exigir ajuste de porção dependendo do mineral e dos exames. “Para a maioria das pessoas com rins saudáveis, fruta in natura é melhor do que suco por conter mais fibra e menor pico de açúcar“, conclui.

FreepikImagem mostra em close-up uma mão colocando um copo com suco de limão em cima de uma pequena bandeija. Metrópoles

Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes era um temido narcotraficante mexicano e líder de um cartel implacável, acusado de orquestrar o contrabando de fentanil para os Estados Unidos.

Ex-policial, Oseguera se tornou um dos fugitivos mais procurados do mundo, com os Estados Unidos oferecendo uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.

Fundador e líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), ele era uma figura esquiva, considerada o chefe de cartel mais poderoso do México desde a prisão de Joaquín "El Chapo" Guzmán, rei do Cartel de Sinaloa, na década passada.

Nascido em julho de 1966 no estado de Michoacán, no oeste do país, Oseguera mudou-se posteriormente para os Estados Unidos e envolveu-se profundamente com o tráfico de drogas a partir da década de 1990, segundo a DEA (Agência Antidrogas dos Estados Unidos na sigla em inglês).

Em 1994, foi condenado na Califórnia por conspiração para distribuir heroína e cumpriu três anos de prisão nos EUA.

Após retornar ao México, trabalhou como policial no estado de Jalisco, no oeste do país, mas logo retomou suas atividades criminosas, consolidando sua influência no submundo do narcotráfico e ascendendo à chefia de um dos impérios criminosos mais poderosos e implacáveis ​​do país.

Procurado pelas autoridades mexicanas e americanas, Oseguera, ou "El Mencho", mantinha um perfil discreto — tanto que existem pouquíssimas fotografias dele.

Sua morte no domingo (22), durante uma operação militar mexicana em Tapalpa, no estado costeiro de Jalisco, no oeste do país, desencadeou uma onda de protestos em diversas partes do território nacional.

Na lista dos mais procurados

Oseguera teve uma longa carreira de brutalidade antes de formar o CJNG. Por um tempo, ele atuou como chefe de pistoleiros, ou principal executor, do Cartel Milenio, antes de supervisionar a segurança e a violência operacional do famoso Cartel de Sinaloa, cujo ex-líder Guzmán cumpre pena de prisão perpétua em uma prisão dos Estados Unidos.

Segundo a DEA, o CJNG surgiu na década de 2010 a partir dos remanescentes do Cartel Milenio, que se fragmentou em meio a um vácuo de poder após a captura de seu líder, Óscar Nava Valencia, em 2009.

Ele construiu o grupo com Abigael González Valencia, líder de Los Cuinis — um cartel familiar que operava em Michoacán e servia como braço financeiro e logístico do CJNG, supervisionando sua “diversa rede de operações de lavagem de dinheiro”, informou a agência americana.

Mas foi somente por meio do casamento com a irmã de Abigael, Rosalinda González Valencia, que Oseguera ganhou influência real na nova organização.

“Na realidade, 'El Mencho' chegou à liderança do cartel por meio de uma estratégia diplomática via casamento”, disse o analista de segurança pública David Saucedo à CNN em Espanhol. “Ele era de fato o chefe dos pistoleiros de ‘Nacho’ Coronel (um líder do Cartel de Sinaloa), mas não tinha a linhagem que Rosalinda, sua esposa, possuía”, acrescentou Saucedo.

O cartel em expansão rapidamente ampliou sua esfera de influência, conquistando uma presença significativa em todo o México e se tornando um ator fundamental no tráfico global de drogas.

Trata-se de uma operação brutalmente violenta, responsável por tentativas de assassinato contra autoridades do governo mexicano e homicídios contra grupos rivais de narcotráfico e policiais mexicanos, segundo o Departamento de Estado dos EUA.

O cartel demonstrou seu poderio militar em maio de 2015, quando respondeu a uma operação de segurança com bloqueios simultâneos em vários municípios e abateu um helicóptero militar. Três soldados morreram nos confrontos.

No ano seguinte, o grupo foi responsabilizado pelo sequestro audacioso do filho de El Chapo em um restaurante badalado de Puerto Vallarta. Ele foi libertado uma semana depois.

Não demorou muito para que a DEA incluísse ''El Mencho'' em sua lista dos mais procurados.

Ampla rede de tráfico de drogas

O CJNG (Cartel Jalisco Nova Geração) está fortemente envolvido na produção e no tráfico de metanfetamina e fentanil, com ligações a fornecedores de precursores químicos na China, e controla vários portos marítimos para a importação de produtos químicos, segundo autoridades americanas.

O cartel é “um fornecedor chave de fentanil ilícito” para os EUA, lucrando “bilhões de dólares”, além de ser um dos principais fornecedores de cocaína, segundo a DEA.

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o grupo tem contatos em mais de 40 países, incluindo as Américas, além da Austrália, China e Sudeste Asiático.

O México vinha sofrendo pressão do presidente americano, Donald Trump, para intensificar os esforços no combate ao fluxo de drogas para os Estados Unidos.

Os EUA designaram o CJNG como organização terrorista em fevereiro de 2025, e Oseguera já havia sido indiciado diversas vezes nos Estados Unidos, incluindo uma acusação em 2022 por conspiração para fabricar e distribuir metanfetamina, cocaína e fentanil para importação nos Estados Unidos.

A morte de “El Mencho” no domingo (22) gerou comoção em todo o país. Mas isso não necessariamente paralisará o bilionário tráfico de drogas do CJNG.

A DEA afirma que a quadrilha está estruturada como uma empresa de franquias e, segundo Eduardo Guerrero, diretor do grupo de consultoria mexicano Lantia Intelligence, ela é composta por cerca de 90 organizações.

“Essa fragmentação significa que será necessária uma estratégia mais complexa e sofisticada para enfraquecê-la e desmembrá-la”, disse Guerrero à CNN no início deste ano.

As forças armadas e a polícia mexicanas, com o apoio da inteligência e equipamentos dos EUA, já tentaram eliminar os chefões antes. Mas outros surgiram para ocupar seus lugares, e toneladas de drogas continuaram a cruzar a fronteira com os EUA.

 

 

Foto colorida de dedo com gota de sangue - Estudo descobre novo mecanismo do corpo que ajuda a combater diabetes - Metrópoles

Consumir algum alimento ou bebida fonte de carboidratos simples ou refinados — a exemplo de doces, refrigerantes, massas e pães — e, em seguida, ter um pico de glicose, ou seja, o aumento rápido e acentuado dos níveis de açúcar no sangueTodo esse processo ocorre entre 60 a 90 minutos após a refeição.

coluna Claudia Meireles tirou uma uma dúvida com a endocrinologista Larissa Pimentel, de Natal (RN). A pergunta consiste em: pode fazer exercício físico durante um pico de glicose? Segundo a titulada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)a resposta é “depende”.

Endocrinologista diz se pode fazer exercício durante pico de glicose - destaque galeria
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A glicose é um tipo de açúcar que circula no corpo

Uma forma de manter a glicose controlada é por meio da alimentação
Deve-se comer alimentos ricos em fibras para ajudar a regular o açúcar no sangue

Mestra pela Universidade de Pernambuco (UPE), a médica enfatiza que se a glicose estiver só um pouco elevada, uma atividade física leve pode até ajudar a normalizar. Nos casos em que o índice atingiu valores muito altos, a prática de exercício tende a agravar o quadro.

“Quando os níveis estão muito altos, principalmente acima de 250 ou 300 mg/dL, ou se a pessoa estiver se sentindo mal, o exercício não é indicado nesse momento. Pode gerar mais estresse metabólico e até piorar o quadro”, ressalta a preceptora de residência de endocrinologia do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol).

Nessas situações, a especialista salienta ser “mais seguro” corrigir a glicemia primeiroDeve-se também se hidratar e buscar orientação médica. “Por isso, quem tem diabetes ou alterações glicêmicas precisa sempre monitorar os níveis antes de treinar e ter acompanhamento profissional”, aconselha Larissa.

 

Imagem colorida de conta de luz energia elétrica

A energia elétrica foi o subitem que teve a maior alta dentro da inflação em 2025. Neste ano, previsões de consultorias é de que ela também terá uma forte alta nos preços, chegando até o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

Consultorias estimam incremento médio no país de 7,64%, mas valor por região pode se aproximar dos 10%.

O conjunto de fatores que explicam a previsão de preços mais altos para a energia é composto por baixo volume nos reservatórios das hidrelétricas, ausência de descontos extras como em 2025 e subsídios a fontes mais caras.

Em 2025, o subitem energia elétrica foi o que mais puxou o IPCA para cima, com 12,31%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apura o índice. O resultado colocou a energia elétrica com uma inflação três vezes a do índice geral, que foi de 4,26%.

A consultoria Thymos Energia prevê que o preço médio da energia elétrica suba 7,64% em 2026. A TR Soluções tem uma projeção mais moderada, alta de 5,4%, ainda assim acima das projeções do IPCA, majoritariamente abaixo dos 4%.

No caso da TR Soluções, as previsões por região estimam reajustes de 0,30% a até 9,81%. Confira as estimativas por região:

  • Sul: 9,81%
  • Sudeste: 7,69%
  • Norte: 3,65%
  • Centro-Oeste: 1,41%
  • Nordeste: 0,30%

As previsões de reajustes pesados no preço da energia elétrica estão no radar das estimativas de bancos. O Bradesco, por exemplo, vislumbra um cenário hidrológico “desafiador, com irregularidade de chuvas”.

Os dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) indicavam nesta segunda que os subsistemas compostos pelos reservatórios das hidrelétricas estavam com capacidades variando de 43,92% a até 65,85%:

  • Subsistema Sudeste / Centro-Oeste – 55,40%
  • Subsistema Sul – 43,92%
  • Subsistema Nordeste – 65,85%
  • Subsistema Norte: 64,85%

Pode piorar

O cenário das hidrelétricas pode piorar. No momento, estamos em um estágio climático considerado de estabilidade, ou seja, sem atuação do El Niño ou da La Niña. Se houver o aquecimento das águas superficiais do pacífico equatorial, que é a ocorrência de El Niño, a tendência é que as chuvas diminuam.

O menor nível dos reservatórios implica em maior acionamento das termelétricas para suprir a demanda. Como estes equipamentos têm custo maior, devido à dependência de combustíveis, o preço aumento e acaba incorrendo em repasse ao consumidor por meio das bandeiras tarifárias.

As bandeiras variam de verde a até vermelha patamar 2. A bandeira verde é a que isenta o consumidor de qualquer taxa extra. No caso da aplicação da bandeira amarela, a cada 100 kWh consumidos, há o acréscimo de R$ 1,88. Os patamares 1 e 2 da bandeira vermelha resultam na cobrança extra, a cada 100 kWh consumidos, de R$ 4,46 e R$ 7,87, respectivamente.

Outros fatores

No ano passado, as contas de energia elétrica tiveram um alívio no último trimestre decorrente de um bônus da Usina Hidrelétrica de Itaipu, ou seja, um fator que não vai se repetir e deve alimentar preços mais caros para o subitem.

 

0—trem-na-estacao-de-katterat-na-noruega_7

clima de Olimpíadas de Inverno 2026 tem deixado muitos brasileiros com vontade de fazer a ponte aérea para algum destino congelante e viver altas aventuras no reduto com temperatura próxima ou abaixo de zero. Uma sugestão da coluna Claudia Meireles é a Noruega, em especial a viagem de trem por uma parte do Ártico pela ferrovia de Ofoten, onde é possível apreciar a magia da Aurora Boreal.

Um plus para se teletransportar o quanto antes para o refúgio norueguês é que este ano foi considerado pelos astrônomos como o melhor para ver as luzes da Aurora Boreal. O fenômeno natural estará mais em evidência devido ao Sol viver o máximo solar, ciclo energético que se repete a cada 11 anos. Conforme os pesquisadores, o “auge” do espetáculo luminoso, com cores intensas, deverá ocorrer em março.

Saiba detalhes de viagem de trem “congelante” pela Aurora Boreal - destaque galeria

Em 2026, as luzes da Aurora Boreal estarão mais intensa por conta de um ciclo do sol

O trem segue em direção a Katterat, local da parada
O trem sai de Narvik, na Noruega
Lavvu é uma tenda usada pelos povos escandinavos

Construída no final do século XIX para transportar minério de ferro, a ferrovia desempenhou um papel crucial ao longo da Segunda Guerra Mundial. No passeio de trem rumo à Aurora Boreal, a linha férrea Ofoten sai da cidade norueguesa de Narvik e vai até a estação de Katterat, fixada a 373 metros acima do nível do mar. Com partida prevista às 19h45, o percurso dura mais de três horas.

Segundo os organizadores, esta é mais do que apenas uma viagem de trem: “É uma busca memorável pela noite ártica, em busca de um dos fenômenos mais espetaculares da natureza, a Aurora Boreal. Com o céu escuro ao nosso redor, teremos condições excelentes para observar o fenômeno”. Ao chegarem na estação de Katterat, todos desembarcam no ponto e se reúnem em uma fogueira a céu aberto.

No espaço, os visitantes aguardam ansiosos o início da dança de luzes na Aurora Boreal. Os guias compartilham histórias sobre a região, a ferrovia e a vida no Ártico. Em postagens nas redes sociais, visitantes frisaram a respeito do silêncio que abrange a estação ser impressionante. Vale destacar que a viagem não é indicada para crianças menores de 7 anos.

Fotografia colorida de passeio de trem pela Aurora Boreal - Metrópoles

 

A coluna Fábia Oliveira, que tem amigos espalhados por todos os lugares, descobriu que o badalado Carnaval na Marquês de Sapucaí não foi feito apenas de brilho, plumas e paetês.

O bafafá da vez aconteceu na área de circulação entre camarotes da folia carioca, onde um verdadeiro rebuliço nos bastidores acabou envolvendo o nome do cantor Belo e sua namorada, Rayane Figliuzzi.

Segundo nossas fontes que também estavam no local, um desentendimento envolvendo o empresário de Belo chamou atenção de quem circulava pela área reservada. A discussão teria acontecido com integrantes da equipe de Rayane Figliuzzi, influenciadora e namorada do pagodeiro.

Rayane discute com empresário de Belo na Sapucaí - destaque galeria
Belo e Rayane Figliuzzi posam com o cachorro da família na árvore de Natal
Belo e Rayane Figliuzzi posam juntos durante cruzeiro do cantor
Raiane Figliuzzi e Belo.
Rayane e Belo
Belo e Rayane Figliuzzi

O motivo da discussão

De acordo com relatos, a conversa foi em tom exaltado e causou desconforto entre os presentes. Quem presenciou a cena afirma que o empresário Alfredo Santana, ao longo da noite, teria demonstrado irritação ao comentar que precisava intervir com frequência para administrar situações relacionadas à companheira do artista.

Ainda segundo a fontes, ele teria citado episódios recorrentes ligados ao consumo excessivo de álcool por parte de Rayane, o que estaria gerando conflitos e desgaste nos bastidores.

Carnaval é festa, mas, como se viu, também pode ser palco de tensão longe dos holofotes. A coluna segue atenta aos desdobramentos desse rebuliço nos bastidores e, claro, deixa você por dentro dos próximos capítulos dessa história.

 

 

Imagem colorida mostra mulher branca de camisa amarela cansada com as mãos na cabeça - Metrópoles

Irritação, cansaço extremo, desânimo e dificuldade de concentração após dias de festa, como o Carnaval, não são preguiça. Segundo a psicóloga Candice Galvão, o excesso de estímulos altera a química cerebral e dificulta a retomada do ritmo normal.

Depois de dias intensos de festa, pouco sono, consumo de álcool, excesso de estímulos e quebra total da rotina, muita gente volta ao trabalho com a sensação de mente lenta, corpo pesado e irritação constante. O que costuma ser chamado de moleza pode, na verdade, ser um quadro de esgotamento emocional pós-festa do Rei Momo.

Foto colorida de homem coberto por confeti deitado sobre um tapete ao lado de uma taça com bebida - Metrópoles.
Cansaço pós-Carnaval

Ressaca emocional e queda neuroquímica

Do ponto de vista psicológico e neurobiológico, o cérebro passa por uma espécie de “ressaca” após períodos de alta excitação. Durante a folia, há aumento de dopamina e adrenalina, os neurotransmissores ligados ao prazer, energia e euforia. Ao mesmo tempo, o descanso diminui, os horários se desregulam e a previsibilidade desaparece.

Quando esse ritmo termina de forma abrupta, ocorre uma queda desses neurotransmissores, o que pode gerar desânimo, dificuldade de concentração, oscilação de humor e até sensação de vazio.

Estudos sobre privação de sono indicam que poucas noites mal dormidas já são suficientes para reduzir significativamente atenção, memória e desempenho cognitivo. A soma entre cansaço físico, sobrecarga social e alterações no padrão alimentar ajuda a explicar a dificuldade de retomar a produtividade na semana seguinte.

Desânimo pós-Carnaval: o que acontece com o cérebro na volta à rotina - destaque galeria
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Culpa pela falta de rendimento

Cansaço
Desânimo
Estagnação

Não é preguiça, é resposta do sistema nervoso

Para a psicóloga Candice Galvão, especialista em saúde mental, neuropsicologia e regulação emocional, essa resposta é esperada e não deve ser interpretada como falha de caráter.

“O sistema nervoso entra em modo de excitação constante durante a folia. São muitos estímulos ao mesmo tempo: música, interação social intensa, menos horas de sono e, muitas vezes, maior consumo de álcool. Quando a rotina volta de repente, o cérebro sente essa queda de estímulo. Essa transição pode provocar irritabilidade, cansaço extremo e falta de foco. Não é preguiça, é uma resposta emocional do organismo”, explica a psicóloga.

Segundo Candice, o corpo e a mente precisam de tempo para reorganizar seus ritmos internos.

O cérebro gosta de previsibilidade. Quando passamos vários dias fora do nosso padrão habitual, ele precisa de um período de readaptação. Forçar produtividade máxima imediatamente após o feriado pode aumentar ainda mais a sensação de frustração e esgotamento”, afirma.

O desânimo após o Carnaval não é preguiça
lpa pode agravar o quadro

Além da exaustão física e mental, a autocrítica intensa costuma piorar o cenário.

“Muitas pessoas voltam se cobrando desempenho alto já na primeira manhã. Quando percebem que estão mais lentas ou dispersas, interpretam isso como incompetência. Essa autocrítica excessiva aumenta a ansiedade e piora a dificuldade de concentração”, pontua a especialista.

Ela ressalta que acolher o próprio ritmo é parte do processo de regulação emocional: “Quando entendemos que essa lentidão é temporária e faz parte de uma reorganização do sistema nervoso, conseguimos atravessar esse período com menos culpa e mais autocuidado.”

Psicoterapia como cuidado preventivo

Candice destaca que a psicoterapia não deve ser buscada apenas em momentos de crise.

“A psicoterapia ajuda antes, durante e depois. Antes, fortalecendo autoconhecimento e limites. Durante, promovendo consciência das escolhas e do próprio ritmo. E depois, auxiliando o cérebro a reorganizar emoções e rotina sem sobrecarga. Saúde mental não é algo emergencial, é construção contínua”, afirma.

Ela reforça que o acompanhamento psicológico funciona como ferramenta de sustentação ao longo do ano.

“Psicoterapia é cuidado preventivo. É o que sustenta o equilíbrio ao longo do ano. Quando a pessoa aprende a reconhecer seus limites e sinais de esgotamento, ela consegue atravessar períodos intensos com mais consciência e menos culpa.”

A profissional afirma que observa aumento na procura por apoio psicológico após feriados prolongados e datas de grande intensidade social, como o Carnaval, festas de fim de ano e grandes eventos.

“Não é preguiça. É um sistema emocional pedindo regulação. Quando entendemos isso, paramos de nos culpar e começamos a nos cuidar”, conclui.

 

 

Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi

Cúpula de Impacto da IA 2026, realizada em Nova Délhi, terminou neste sábado (21/2) com a adoção da Declaração de Nova Délhi, documento que defende o uso da inteligência artificial como ferramenta para impulsionar o crescimento econômico e o bem-estar social. O texto é endossado por 86 países — entre eles o Brasil — e duas organizações internacionais, e estabelece uma visão global compartilhada de uma IA colaborativa, confiável, resiliente e eficiente.

Liderada pela Índia, a declaração reforça o princípio de “IA para Todos”, com foco na equidade, no acesso e na cooperação internacional, defendendo que os benefícios da tecnologia sejam distribuídos de forma ampla entre as nações.

O documento também destaca a necessidade de fortalecer a cooperação multissetorial, respeitar a soberania nacional e ampliar estruturas acessíveis e confiáveis para o desenvolvimento da IA.

“Reconhecemos que a remoção de barreiras estruturais e o aumento da disponibilidade de infraestrutura de pesquisa em IA podem promover o uso da IA ​​na pesquisa e desenvolvimento científicos em diversos países. Colaborações científicas internacionais podem desbloquear o potencial da IA ​​na pesquisa e desenvolvimento, trazendo conhecimentos, perspectivas e recursos únicos”, afirma o texto.

Pilares centrais

A iniciativa está organizada em sete pilares centrais: democratização dos recursos de IA, crescimento econômico e bem-estar social, segurança e confiabilidade dos sistemas, aplicação da IA na ciência, empoderamento social, desenvolvimento de capital humano e criação de sistemas resilientes, inovadores e energeticamente eficientes.

Segundo o texto, a adoção em larga escala da tecnologia tem potencial para acelerar a transformação econômica, ampliar serviços públicos e estimular a inovação científica.

Índia: líderes defendem IA no crescimento econômico e bem-estar social - destaque galeria
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Primeiro-Ministro da República da Índia, Narendra Modi

Índia: líderes defendem IA no crescimento econômico e bem-estar social - imagem 3

Entre as principais entregas anunciadas estão plataformas globais de colaboração, repositórios de boas práticas, redes internacionais de pesquisa em IA e iniciativas voltadas à qualificação e requalificação da força de trabalho, com foco na preparação dos países para uma economia cada vez mais orientada por inteligência artificial.

Os países signatários também defenderam a promoção de uma IA “segura, confiável e robusta”, considerada essencial para construir confiança e maximizar os benefícios econômicos e sociais da tecnologia.

A policial militar (PMGisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento em que morava, no Brás, centro de São Paulo, nessa quarta-feira (18/2). A agente, que havia conseguido uma promoção recentemente para o Tribunal de Justiça Militar (TJM), deixou uma filha e era apontada como uma amiga presente.

Gisele trabalhava desde os 17 anos, idade em que obteve um emprego como caixa em um supermercado, na zona leste — a policial foi criada e sempre morou na região do Jardim Romano, antes de se mudar com o marido para o centro da capital paulista.

Quem era a PM esposa de coronel encontrada morta dentro de casa - destaque galeria

Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeita
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Gisele Alves Santana tinha 32 anos
Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada morta

Em entrevista ao Metrópoles, uma amiga da vítima contou que a policial sempre quis ter o próprio dinheiro e decidiu entrar para a corporação. A colega define Gisele como “centrada e determinada”.

Antes de morrer, a mulher estava feliz em poder ganhar mais e ter uma melhor qualidade de vida. Segundo pessoas próximas, ela “fazia o possível e o impossível” para cuidar da filha.

Nessa quarta-feira (18/2), contudo, Gisele foi encontrada morta com um disparo na cabeça no imóvel onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. A arma pertence ao companheiro da vítima.

Em depoimento à Polícia Civil, a mãe de Gisele, Marinalva Vieira, disse que a filha vivia uma relação abusiva com Geraldo Neto. Na sexta-feira (13/2), a policial, inclusive, teria ligado para os pais chorando muito, falando que não estava mais aguentando a pressão e havia pedido para o pai buscá-la em casa.

Ainda de acordo com a mãe, Gisele era proibida de usar batom, perfume e andar de salto alto. A policial também já teria tentado se separar do tenente-coronel, atitude que gerou pânico no homem, que, segundo Marinalva, enviou uma foto com uma arma apontada para a própria cabeça para Gisele.

O pai tentou ir até o local para auxiliar a filha, mas ela teria mudado de ideia e afirmado que ainda estava conversando sobre o término. O sepultamento de Gisele aconteceu nesta sexta-feira (20/2) em Suzano, na Grande São Paulo.

O rastreamento do câncer colorretal pode aumentar de forma significativa o número de diagnósticos em estágio inicial, especialmente nos dois primeiros anos depois da realização dos exames. É o que mostra um novo estudo publicado na revista Nature Medicine nesta sexta-feira (20/2), conduzido por pesquisadores da Universidade de Uppsala e do Instituto Karolinska, ambos na Suécia.

câncer colorretal está entre os mais comuns no mundo, sendo o terceiro tipo de tumor mais frequente em homens e o segundo mais comum em mulheres, segundo dados da OMS. Assim como em outros tumores, a detecção precoce é fundamental para ampliar as chances de tratamento e reduzir o risco de morte.

Segundo os pesquisadores, tanto a colonoscopia quanto o teste imunoquímico fecal (FIT) levaram à identificação de mais casos em fase inicial, período em que as intervenções são mais eficazes e menos invasivas.

Como o estudo foi feito

A pesquisa faz parte do estudo sueco SCREESCO, iniciado em 2014 para comparar duas estratégias de rastreamento do câncer colorretal com a ausência do rastreio.

Mais de 278 mil pessoas, todas com 60 anos, foram selecionadas a partir dos registros da Suécia. Em seguida, eles foram divididos de forma aleatória em três grupos diferentes:

Todos foram acompanhados de 2014 até 2020 por meio dos registros de saúde, o que permitiu que os pesquisadores comparassem quantos casos de câncer surgiram, em que estágio foram diagnosticados e se foi observada alguma diferença entre os grupos.

Mais diagnósticos precoces e menos casos avançados

Os resultados indicam que os dois métodos de rastreio — colonoscopia e FIT — ampliaram a detecção dos tumores em estágio inicial, principalmente nos primeiros dois anos, quando a maioria dos exames foi realizada.

Além disso, houve redução no número de casos avançados nos grupos que fizeram o rastreamento. O maior efeito foi visto entre os participantes que fizeram o teste FIT: 0,61% desenvolveram câncer colorretal, em comparação com 0,73% no grupo controle.

Outro ponto destacado pelos autores é a possibilidade de identificar e remover as adenomas, lesões com potencial para evoluir para câncer. A retirada dessas alterações durante a colonoscopia pode ter um efeito de prevenção contra o câncer colorretal.

MirageC/Getty ImagesRecorte de papel representando a anatomia do intestino humano sobre fundo bege - Rastreio amplia diagnóstico precoce de câncer colorretal, diz estudo - Metrópoles
O sangramento pelo reto ou sangue nas fezes pode ser um dos primeiros sinais do câncer colorretal

Riscos e segurança dos exames

O estudo também avaliou possíveis efeitos adversos associados ao aumento do número de colonoscopias. Foi observado um leve crescimento nos casos de sangramento gastrointestinal e na formação de coágulos sanguíneos, principalmente no primeiro ano. Ainda assim, esses eventos foram considerados raros, e a mortalidade geral foi semelhante entre os três grupos.

Próxima etapa do estudo

Os pesquisadores pretendem acompanhar os participantes até 2030 para verificar se o rastreamento, além de aumentar as chances de diagnóstico precoce, também diminui a mortalidade por câncer colorretal.

Segundo os pesquisadores, a expectativa é que os dados finais confirmem o benefício dos métodos de rastreio, reforçando a importância da detecção precoce como forma de prevenção e controle da doença.

Café quente em um copo sobre a mesa de madeira. Metrópoles

café vai muito além de um simples hábito matinal. Presente na rotina de milhões de brasileiros, ele atua diretamente no cérebro, melhora o estado de alerta e ainda pode favorecer a saúde metabólica. Quem explica é a nutricionista Fabiana Ximenes, que detalha como a bebida influencia neurotransmissores, gasto calórico e processos inflamatórios no organismo.

Entenda

  • Mais foco e disposição: o café estimula dopamina e noradrenalina, ligadas à motivação e atenção.
  • Ação antioxidante: rico em polifenóis, ajuda a combater inflamações.
  • Aumento do gasto calórico: de 2 a 3 xícaras por dia estimulam a lipólise.
  • Consumo seguro: até 400 ml por dia é considerado seguro para adultos saudáveis.

Cérebro em estado de alerta

Segundo Fabiana Ximenes, o principal efeito do café está na estimulação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. Essas substâncias estão associadas à motivação, concentração e estado de alerta.

“Por isso ele nos deixa mais atentos, com mais foco e disposição ao longo do dia”, explica a nutricionista. A sensação de energia após a xícara não é apenas percepção: é resultado direto da ação bioquímica da cafeína no sistema nervoso central.

A cafeína aumenta a alerta, foco, concentração e disposição, melhorando o desempenho em treinos e tarefas diárias

Defesa contra inflamações

Além do estímulo mental, o café também tem papel importante na proteção celular. A bebida é rica em polifenóis, compostos com potente ação antioxidante.

Esses antioxidantes ajudam a reduzir processos inflamatórios no organismo e favorecem a saúde cerebral, protegendo as células contra danos oxidativos. O resultado é um impacto positivo tanto na saúde metabólica quanto no envelhecimento do cérebro.

Aliado do metabolismo

Outro benefício apontado pela especialista está na ativação da lipólise — processo de quebra de gordura para geração de energia.

O consumo de duas a três xícaras ao longo do dia pode aumentar o gasto calórico. “É a melhor bebida sem calorias”, destaca Fabiana. A recomendação, no entanto, é clara: evitar adicionar açúcar, que anula parte dos benefícios metabólicos.

Quanto é seguro consumir?

Para adultos saudáveis, o consumo de até 400 ml de café por dia é considerado seguro. Dentro desse limite, é possível aproveitar os efeitos estimulantes e antioxidantes sem riscos à saúde.

Imagem colorida mostra xícaras de café quente - Metrópoles
Sem açúcar e com moderação, o café pode fazer muito bem para a saúde

A orientação final da nutricionista é simples: pode tomar o cafezinho com tranquilidade — mas, de preferência, puro.

Muita gente vive sintomas de ansiedade e depressão sem saber explicar o que sente.
Outros acham que é “cansaço”, “drama” ou “coisa da cabeça”.

Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta Dr. Wimer Bottura (IPq-FMUSP, ABP), até profissionais podem ter dificuldade em diferenciar alguns quadros. Ele explica que o diagnóstico é feito a partir de detalhes, do contexto e da história de vida da pessoa.

Ainda assim, entender as diferenças entre ansiedade e depressão ajuda a reconhecer sinais e buscar ajuda na hora certa.

1. Emoção principal: medo acelerado x tristeza profunda

Na ansiedade, a emoção que mais aparece é o medo.
É aquele estado de alerta constante, com sensação de perigo mesmo quando nada concreto está acontecendo.

A cabeça vive no “e se…?”.
E se eu errar? E se der tudo errado? E se algo grave acontecer?

Na depressão, o peso maior é a tristeza persistente.
Muitas pessoas relatam vazio, desânimo, perda de interesse por quase tudo.

Não é só um dia ruim.
É uma sensação de que nada faz sentido ou tem graça há semanas.

Em resumo:
ansiedade gira em torno do medo do que pode vir; depressão gira em torno da dor pelo que parece já ter sido perdido.

2. Corpo: ligado no 220V x corpo em câmera lenta

A ansiedade costuma deixar o corpo acelerado.
O organismo entra em modo “luta ou fuga”.

É comum sentir: coração disparado, respiração rápida, mãos suadas, tremores, aperto no peito, tensão muscular.

Às vezes, por fora a pessoa parece calma, mas por dentro está em pânico.

Na depressão, o corpo tende a ficar mais lento.
O relato frequente é de cansaço extremo e peso no corpo.

Levantar da cama vira um esforço enorme.
Atividades simples, como tomar banho ou arrumar a casa, parecem muito pesadas.

De forma bem simples: na ansiedade, o corpo está “ligado demais”; na depressão, parece que a energia foi embora.

3. Pensamentos: preocupação com o futuro x culpa e desesperança

Na ansiedade, os pensamentos são dominados por preocupação.
A mente antecipa problemas, revê situações, imagina cenários catastróficos.

É como se o cérebro não conseguisse “desligar”.
Mesmo quando nada está acontecendo, a pessoa se sente em perigo.

Na depressão, os pensamentos são mais voltados para culpa, autocrítica e desesperança.
A pessoa se sente um peso, incapaz, sem valor.

Ela passa a acreditar que nada vai melhorar.
O futuro parece apagado, sem perspectiva.

Ansiedade puxa para o futuro com medo.
Depressão puxa para baixo com desânimo e perda de esperança.

Os dois padrões podem se misturar.
Por isso um diagnóstico correto sempre precisa de avaliação profissional.

4. Tempo e impacto: crise de ansiedade x episódio depressivo

Uma crise de ansiedade costuma ter começo, meio e fim mais definidos.
Ela pode durar alguns minutos, às vezes mais, mas é um pico.

A pessoa sente falta de ar, coração acelerado, tremores, tontura, medo intenso de morrer ou enlouquecer.
Depois da crise, vem o cansaço e o medo de ter outra, mas o pico passa.

Já um episódio depressivo é mais longo.
Dura semanas ou meses, quase todos os dias.

A pessoa sente tristeza persistente, perda de interesse, alteração de sono e apetite, dificuldade de concentração.
Em casos mais graves, surgem pensamentos de morte ou de que “não faria falta”.

O Dr. Wimer Bottura lembra que, muitas vezes, a ansiedade aparece dentro da própria depressão.
Isso deixa a experiência ainda mais confusa para quem está sofrendo.

5. Ansiedade e depressão podem andar juntas?

Sim. E isso é muito comum. O psiquiatra explica que alguns autores veem ansiedade e depressão como transtornos separados.
Outros entendem que fazem parte de um mesmo espectro.

Na prática, muitos quadros depressivos vêm acompanhados de ansiedade intensa.
Também existem pessoas com transtornos de ansiedade que acabam deprimindo depois de muito tempo de sofrimento.

Situações de grande exposição e julgamento, como a vida de artistas e influenciadores, aumentam esse risco.
Quem vive sob críticas e cyberbullying pode desenvolver ansiedade, depressão e até transtorno de pânico.

O Dr. Wimer comenta que, quando a pessoa sofre ataques e humilhações, surge uma decepção profunda com as pessoas.
Essa perda de confiança nos outros pode piorar a depressão e aumentar a ansiedade.

Por isso, é tão importante levar a sério o impacto do ambiente digital na saúde mental.

Quando o estresse vira sinal de alerta?

Todo mundo sente ansiedade antes de algo importante.
Todo mundo fica triste em momentos difíceis.

Isso é normal.
A questão é quando o sofrimento passa do limite e começa a travar a vida.

Vale ligar o sinal de alerta quando:

Nessas situações, não é “frescura” nem “falta de fé”.
É hora de procurar ajuda profissional: psiquiatra, psicólogo ou serviço de saúde mental.

Autodiagnóstico não substitui consulta.
O texto informa, mas não define seu quadro.

Tratamento: remédio, terapia e hábitos andam juntos

O tratamento de ansiedade e depressão costuma envolver psicoterapia e, em muitos casos, medicação.
Segundo o Dr. Wimer Bottura, o tipo de remédio usado em ansiedade e depressão muitas vezes é parecido.

Ele alerta, porém, que muita gente tenta tratar quadros moderados ou graves só com “vida saudável”, por preconceito contra remédio e terapia.
Isso pode deixar a vida muito mais difícil do que precisaria ser.

O médico explica que medicamentos bem indicados, por profissional capacitado, ajudam muito.
Eles não substituem carinho, apoio, boa alimentação, sono e atividade física.
Mas também não devem ser demonizados.

Ao mesmo tempo, hábitos simples são parte essencial do cuidado:

Nada disso, sozinho, resolve todos os casos.
Mas tudo isso, junto, fortalece o tratamento e a recuperação.

Se você lê esse texto e se reconhece em muitos pontos, lembre: sentir ansiedade ou tristeza profunda não faz de você fraco.
Pedir ajuda não é sinal de fracasso, é sinal de cuidado consigo mesmo.

Um diagnóstico bem feito e um plano de tratamento personalizado podem mudar o rumo da história.
Você não precisa “aguentar sozinho” até não suportar mais

 

A hepatologista Liz Marjorie, do Ceará, aponta o que favorece o adoecimento do fígado, órgão responsável por metabolizar substâncias

Ilustração colorida de fígado com problemas - Metrópoles

Quem exagerou no consumo e misturou bebidas alcoólicas durante o Carnaval pode ter ficado preocupado com a saúde, em especial com o funcionamento do fígado, órgão responsável por metabolizar substâncias, a exemplo do álcool. Caso esteja com esse receio, a coluna Claudia Meireles conversou com a hepatologista Liz Marjorie para saber: o que mais tende a provocar o comprometimento do órgão?

De acordo com a mestra em gastroenterologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma das principais causas de doença na glândula do sistema digestório na atualidade é a gordura no fígado, condição chamada pelos especialistas como esteatose hepática. Inclusive, o quadro tem relação com a ingestão de álcool, conforme esclarece a médica de Juazeiro do Norte (CE).

Hepatologista explica o que tende a causar o comprometimento do fígado - destaque galeria

O consumo de bebidas alcoólicas causa estresse às células do fígado

O fígado é o órgão que metaboliza as substâncias ingeridas e, por isso, sofre os efeitos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas
Quando o órgão não funciona adequadamente, ocorre um desequilíbrio do organismo

Liz Marjorie explica que a gordura no fígado pode estar associada ao consumo de álcool ou relacionada a fatores metabólicoscomo obesidade, diabetes e resistência à insulina — condição anteriormente chamada de esteatose hepática não alcoólica. “Esse problema tem crescido significativamente nos últimos anos, acompanhando o aumento da síndrome metabólica na população”, salienta.

A especialista define o álcool como um “vilão importante” da saúde do órgão. “Continua sendo também um dos possíveis responsáveis pelo desenvolvimento de gordura no fígado”, defende. Ela pontua que o consumo de bebidas à base da substância pode desencadear outras doenças graves, como cirrose e câncer de fígado, além de quadros agudos, por exemplo, a hepatite alcoólica.

A gastroenterologista aponta “outras causas relevantes” de comprometimento da glândula: “Hepatites virais, principalmente B e C, as doenças autoimunes do fígado e o uso inadequado de medicamentos e suplementos“. Ela argumenta que, muitas vezes, essas fórmulas são ingeridas sem orientação médica e podem ter efeito hepatotóxico quando associadas ao álcool.

Ilustração colorida de fígado - Metrópoles

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) indica que a chamada gordura marrom pode exercer um papel importante no controle do câncer de mama.

Em experimentos laboratoriais, substâncias liberadas pelo tecido reduziram a sobrevivência, a multiplicação e a capacidade de migração de células tumorais, sinais associados à progressão da doença.

A pesquisa foi publicada na revista científica Cancer & Metabolism em 11 de fevereiro e contou com colaboração de cientistas da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho analisou como diferentes tipos de tecido adiposo influenciam o comportamento de células cancerosas.


Tipos de gordura do corpo humano


Gordura marrom e possíveis efeitos antitumorais

Os testes mostraram que substâncias liberadas pela gordura branca favoreceram o acúmulo de pequenas gotas de gordura dentro das células cancerosas. Esse processo costuma estar associado à progressão do tumor, já que essas reservas podem servir como fonte de energia para o crescimento e a multiplicação das células.

Com a gordura marrom, o efeito foi diferente. Os pesquisadores observaram redução da sobrevivência das células tumorais, menor ritmo de crescimento e menor capacidade de espalhamento, além de sinais de morte celular.

Também foram identificadas mudanças em mecanismos do sistema imunológico ligados ao combate ao tumor e ao aumento do chamado estresse oxidativo nas células cancerosas, um tipo de desequilíbrio que pode favorecer a destruição dessas células.

Outro achado importante foi que a atividade desse tecido pode ser intensificada quando ele está metabolicamente mais ativo, como ocorre em situações de exposição ao frio.

Os cientistas também identificaram que determinadas vias inflamatórias influenciam esse efeito, sugerindo que o estado metabólico do tecido adiposo pode interferir diretamente na resposta ao câncer.

“Nossos achados revelam um novo papel antitumoral para o tecido adiposo marrom e abrem perspectivas para explorar fatores derivados desse tecido como estratégias terapêuticas no câncer de mama”, afirmam os autores no artigo.

Os pesquisadores ressaltam que os testes foram realizados em células e modelos experimentais, o que significa que ainda são necessários estudos adicionais antes de qualquer aplicação clínica.

Manter a porta do quarto totalmente fechada durante a noite pode parecer uma escolha natural por privacidade ou silêncio, mas o hábito esconde um inimigo invisível: o acúmulo de dióxido de carbono (CO₂). Estudos científicos recentes, publicados entre 2018 e 2025, revelam que a falta de renovação do ar em ambientes confinados eleva a concentração do gás expirado, impactando diretamente a arquitetura do sono e o desempenho cognitivo no dia seguinte.

Entenda

O perigo do ar viciado

A ciência tem olhado com lupa para o que acontece dentro de quatro paredes enquanto dormimos. Uma pesquisa da Universidade de Tecnologia de Eindhoven monitorou voluntários e constatou que, em quartos totalmente fechados, a concentração de CO₂ saltou de 717 ppm para 1.150 ppm em média. Esse “ar viciado” impede que o corpo entre nas fases mais restauradoras do descanso.

Segundo a médica Gabriela Passos Arantes, especialista em Clínica Médica, o mecanismo é fisiológico. “Quando a renovação do ar é limitada, o CO₂ que eliminamos na respiração se acumula. Isso afeta o sistema nervoso autônomo e respiratório, muitas vezes sem que a pessoa perceba conscientemente que o ar foi o culpado pelos despertares frequentes”, explica.

Grupos de risco e desempenho

Embora o impacto seja sentido por todos, alguns grupos sofrem mais. “Idosos e pessoas que convivem com insônia, ansiedade ou problemas respiratórios são mais vulneráveis”, alerta Gabriela. Mesmo jovens saudáveis que dormem o número de horas adequado podem apresentar pior desempenho cognitivo e irritabilidade se o ambiente não estiver ventilado.

O médico especialista em medicina do sono, William Lu, reforça que níveis elevados de CO₂ na corrente sanguínea forçam o organismo a permanecer em estágios de sono leve. O resultado é uma noite “trabalhosa” para o corpo, em vez de relaxante.

Níveis elevados de dióxido de carbono no ar durante a noite podem elevar a concentração do gás na corrente sanguínea, e a resposta do organismo a essa alteração tende a ser um sono menos profundo

Ventilação vs. conforto

Muitas pessoas optam por fechar a porta por questões de segurança, ruído ou temperatura. No entanto, o “equilíbrio ideal” é mais fácil de alcançar do que parece. Não é necessário dormir com a casa inteira aberta.

“O simples gesto de deixar a porta ligeiramente entreaberta já promove uma circulação suficiente para reduzir significativamente o acúmulo de CO₂”, orienta a médica.

Caso o isolamento acústico seja indispensável, a recomendação é buscar alternativas como sistemas de ventilação mecânica ou deixar uma pequena fresta na janela para garantir a troca de oxigênio.

Karen Moskowitz/ Getty ImagesMulher branca e com os cabelos pretos dormindo em uma cama com lençóis brancos - Metrópoles
Dormir bem é necessário para manter a saúde mental. Alguns estudos sugerem que pessoas com insônia são até dez vezes mais propensas a ter depressão

Higiene do sono vai além do ar

A ventilação é uma peça fundamental de um quebra-cabeça maior chamado higiene do sono. Para que o cérebro desligue de forma eficiente, outros fatores ambientais devem ser controlados.

“A luz azul das telas é um fator crítico, pois inibe a melatonina”, pontua Gabriela médica e integrante da equipe do INKI, plataforma de consultas particulares. O cenário perfeito para um sono profundo e restaurador combina:

  1. Ventilação adequada (baixa concentração de CO₂);
  2. Escuridão total (para produção de melatonina);
  3. Silêncio;
  4. Temperatura agradável.

Ao ajustar a circulação de ar do quarto, o indivíduo adota uma intervenção gratuita e acessível que pode ser o diferencial entre acordar exausto ou verdadeiramente renovado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar o Irã e deu um ultimato ao país persa: ou o governo do aiatolá Ali Khamenei negocia um acordo com Washington, ou poderá ser atacado em 10 dias.

A fala do líder norte-americano ocorreu nesta quinta-feira (19/2), durante a primeira reunião do Conselho de Paz sobre a Faixa de Gaza.

Na fala, o presidente republicano disse buscar a “paz no Oriente Médio”. Sem citar explicitamente as recentes ameaças de uma operação militar contra o Irã, afirmou que poderá ter de dar “um passo adiante” se um acordo não for firmado.

“Podemos ter de dar um passo adiante, ou talvez não”, disse Trump. “Talvez vamos fazer um acordo. Vocês vão descobrir nos próximos 10 dias, provavelmente.”

A declaração surge dias após novos esforços diplomáticos entre Washington e Teerã para resolver o impasse, que se arrasta desde o ano passado.

As recentes negociações, iniciadas em abril de 2025 e interrompidas após a guerra de 12 dias entre Irã e Israel, focam principalmente o programa nuclear iraniano, visto pelos EUA e aliados na região como um problema de segurança.

Não houve avanços na última rodada de discussões, realizada em Genebra, Suíça. Um dos principais impasses diz respeito à possibilidade de o Irã interromper o enriquecimento de urânio no país. Teerã, por sua vez, diz que enriquecer a matéria-prima de bombas atômicas, desde que seja voltado para fins civis, é um direito legítimo.

Além disso, Israel pressiona os EUA a pedirem mais nas negociações, incluindo discussões sobre o programa de mísseis iraniano, e o apoio do governo de Khamenei a grupos da região, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o Hezbollah, no Líbano.

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