O humorista Marquito, que integra o elenco do programa do Ratinho, no SBT, sofreu um acidente nesta quarta-feira (25/2) e está internado em coma induzido. De acordo com informações, o artista sofreu um mal súbito enquanto pilotava uma motocicleta, perdeu o controle do veículo e caiu desacordado na vida.
O acidente aconteceu na região da Vila Gustavo, zona Norte de São Paulo, segundo o portal Leo Dias. Até o momento, não há atualizações oficiais sobre o estado de saúde do humorista, que tem 65 anos.
Ao cair da motocicleta, Marquito teria atingido outra moto que era conduzida por um enfermeiro. O profissional de saúde prestou os primeiros socorros ainda no local e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Até o momento, o SBT não se manifestou sobre o ocorrido.
O Corinthians viu na noite desta quarta-feira o roteiro das últimas partidas se repetir. No Mineirão, o time alvinegro, atuando majoritariamente com suplentes, não teve uma exibição convincente, mas demonstrou força para buscar o empate por 1 a 1 e, por pouco, não saiu de campo como vencedor, diante do Cruzeiro, de Tite, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.
A partida contou com um espectador ilustre em um camarote. O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, acompanhou o duelo no estádio na capital mineira.
O Corinthians soma seu sétimo ponto no torneio nacional e continua brigando na parte de cima da tabela. O Cruzeiro, instável, tem apenas dois pontos e está na zona de rebaixamento
É compreensível a preferência do Corinthians pela disputa do título estadual em relação a uma rodada inicial do Brasileirão e o uso de um time alternativo em Belo Horizonte. No entanto, chama a atenção a sequência de atuações limitadas da equipe alvinegra. São três jogos sendo inferior ao adversário na maior parte do tempo. Adversários de distintos calibres: Athletico-PR, Portuguesa e Cruzeiro.
Nem sempre a vontade ou acreditar em reviravoltas serão o suficiente para ganhar títulos. Na bola, no momento, o Corinthians está devendo e nesta noite contou com uma expulsão para se encontrar em campo e conquistar o empate.
O Corinthians agora volta suas atenções para as semifinais do Paulistão. No sábado, às 20h30, a equipe alvinegra visita o Novorizontino, no Estádio Jorge Ismael de Biasi. Já o Cruzeiro duela com o Pouso Alegre na partida de volta da semi do Campeonato Mineiro. A partida de ida terminou com triunfo celeste por 2 a 1. O jogo está marcado para sábado, às 18h30, no Mineirão.
O primeiro gol do jogo não demorou a sair. Logo aos 9 minutos, o Cruzeiro tramou boa jogada pela direita. Matheus Pereira foi mais ligeiro que os companheiros de time e do que os marcadores corintianos, começou e terminou o lance. O meia carregou a bola da entrada da área até a meia lua e encheu o pé para colocar o time celeste em vantagem com um chute cruzado.
A partida ficou morna na sequência do primeiro tempo até que aos 39, o Cruzeiro balançou a rede em mais uma jogada de Matheus Pereira, dessa vez concluída por Kaio Jorge. No entanto, o lance foi impugnado pela arbitragem por impedimento do atacante.
Na volta do intervalo, Dorival sacou mais um titular do Corinthians: Breno Bidon. A alteração fez o Cruzeiro se sentir ainda mais cômodo no jogo em busca de ampliar o marcador.
A partir dos 25 minutos, o Corinthians tentou tomar as rédeas do jogo e controlar a posse de bola. Dorival Júnior colocou Memphis no jogo. O holandês deu nova fluidez ao conjunto alvinegro.
Aos 35, o cruzeirense William tentou impedir a progressão de Allan pela ponta esquerda e cometeu falta. Como já tinha amarelo, o lateral recebeu o segundo cartão e foi expulso. No lance seguinte, o Corinthians teve um escanteio a seu favor. Garro cruzou na medida para João Pedro Tchoca, de cabeça, igualar o placar, aos 37.
Em vantagem numérica em campo, o Corinthians passou a empilhar chances de virar o jogo. Mas o tempo escasso impediu que a partida terminasse com triunfo corintiano.
“As frutas vermelhas são fontes de antocianinas e flavonoides, ambos antioxidantes que reduzem a inflamação e melhoram a saúde vascular”, enfatiza a pós-graduada em prevenção e tratamento de doenças relacionadas à idade.
No rol de alimentos citados pela médica, constam as nozes
O alinhamento planetário é um fenômeno que ocorre quando três ou mais planetas estão quase que espacialmente alinhados em um sistema planetário. As órbitas dos planetas do Sistema Solar estão mais ou menos em um mesmo plano.
“Como os planetas têm períodos orbitais diferentes e determinados pela gravitação (quanto mais próximos do Sol, mais rápidos), é relativamente comum que três ou mais planetas alinhem-se de vez em quando. Se for do ponto de vista observacional, a Terra tem que ser, necessariamente, um deles”, explica o observatório.
O que é o alinhamento?
Acontece que, segundo o Observatório Nacional, o que acontecerá de fato é que os planos do Sistema Solar estarão mais ou menos sobre um mesmo plano, não alinhados.
“Quando vemos um alinhamento planetário aqui da Terra, não os veremos formando uma linha reta, mas sim mais ou menos próximos entre si, em um mesmo pedacinho do céu, já que nós, na Terra, estamos sobre a linha. É como observar uma fila de pessoas ou de carros, estando nela”, explicou Gabriel Hickel, doutor em Astrofísica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Será possível assistir ao evento?
Entre 18 e 28 de fevereiro, Lua, Vênus, Mercúrio, Saturno e Júpiter estarão no céu simultaneamente. Apesar disso, não será possível vê-los a olho nu.
“Ocorre que Mercúrio e Vênus estarão aparentemente muito próximos do Sol e é quase impossível vê-los. A palavra ‘aparentemente’ refere-se à nossa visão do céu e não à disposição dos planetas em suas órbitas no Sistema Solar”, completa o Observatório Nacional.
Apesar disso, o evento acontece em todo o Brasil. Para assistir, será necessário “ir para um local onde tenha um horizonte oeste desimpedido, sem edificações, morros ou árvores na sua linha de visada” e tudo depende da localização do observador.
Saturno, por sua vez, poderá ser visto por volta das 20h. Netuno e Urano não poderão ser vistos a olho nu.
O Observatório Nacional indica que, para se localizar e achar os planetas, os interessados usem o aplicativo Stellarium.
Saiba mais sobre os alinhamentos planetários
Segundo o ON, configurações planetárias como a deste final de fevereiro ocorrem praticamente todos os anos, assim como os alinhamentos planetários.
“Alinhamentos planetários não têm nenhuma influência significativa na Terra, além de proporcionar um espetáculo visual no céu. A influência gravitacional dos planetas sobre a Terra é pequena, causando pequenas alterações cíclicas na órbita da Terra e na inclinação do eixo de rotação do planeta, ao longo de milênios”, afirma.
No último dia 20, houve um alinhamento quase perfeito entre Terra, Saturno e Netuno, que ocorre a cada 35,5 anos. Caso se considerem todos os oito planetas do Sistema Solar, haverá um alinhamento quase perfeito a cada 85,7 anos.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou, nessa quarta-feira (25/2), sobre a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a revisão dos chamados “penduricalhos” pagos a servidores dos Três Poderes.
A declaração foi feita nessa quarta-feira (25/2), quando o Supremo iniciou o julgamento do referendo das decisões de Dino.
Em 5 de fevereiro, Dino, em decisão monocrática, determinou que os Três Poderes revisassem e suspendessem os penduricalhos. Na ocasião, o ministro deu 60 dias para que os órgãos adotassem providências sobre essas verbas que ultrapassam o teto constitucional, hoje fixado em R$ 46.366,19 — valor que também se aplica a estados e municípios.
Na ocasião, Gonet disse que a liminar tratou de matéria que não está diretamente vinculada ao objeto inicial da ação.
“A decisão liminar cuida de um tema alheio ao objeto da causa, e que não era necessário para o próprio julgamento da reclamação”, relatou.
Segundo o PGR, é fundamental que o Judiciário respeite os limites estabelecidos pelo pedido formulado na ação. “A vinculação da jurisdição ao pedido é fórmula de limitação do poder Judiciário, é aspecto crucial do sistema de pesos e contrapesos”, ressaltou.
A sessão foi suspensa e será retomada nesta quinta-feira (26/2), quando os demais ministros apresentarão seus votos.
O que são penduricalhos
Em sua primeira decisão sobre o tema, o ministro Flávio Dino afirmou que os chamados “penduricalhos”, embora apresentados como verbas indenizatórias, acabam funcionando, na prática, como acréscimos salariais que burlam o teto constitucional.
Pela Constituição, o funcionalismo público está submetido ao chamado teto salarial — que, no plano federal, corresponde ao subsídio dos ministros do STF. A regra vale para União, estados e municípios, com subtetos aplicáveis em cada esfera.
A própria Constituição permite que verbas de caráter indenizatório fiquem fora desse limite. São valores destinados a ressarcir despesas efetivamente realizadas no exercício da função, como diárias ou ajuda de custo por mudança de domicílio.
O problema surge quando parcelas classificadas como indenização não correspondem a um gasto real e extraordinário do agente público. Licenças convertidas em dinheiro, gratificações por acúmulo de processos e auxílios pagos sem comprovação de despesa são exemplos que, segundo Dino, podem configurar remuneração disfarçada. Nesses casos, o resultado são os chamados “supersalários” — vencimentos que ultrapassam o teto constitucional.
Tudo o que comemos gera impactos ambientais: do uso do solo na lavoura, passando pelo transporte, processamento, consumo e descarte de embalagens e resíduos. Entender esse impacto ambiental da alimentação é complexo, mas já existem informações suficientes para orientar decisões mais bem informadas.
Escolhas sobre o tipo de alimento, quantidade e origem, além do planejamento e de refletir sobre nossa cultura do preparo em excesso são pontos fundamentais para reduzir o impacto dos sistemas alimentares.
Esses impactos não são facilmente comparáveis: a expansão agrícola pressiona a biodiversidade, os resíduos mal gerenciados contaminam rios e oceanos, e o transporte movido a combustíveis fósseis intensifica as mudanças climáticas. Mesmo as alternativas renováveis para combustíveis e energia acabam por criar uma competição por uso do solo.
Destrinchando os impactos ambientais da nossa comida
A produção agrícola tem grande influência nos impactos climáticos, pois gases de efeito estufa são emitidos pelo manejo do solo, pelas emissões entéricas de animais ruminantes e até mesmo pelo metano produzido em áreas de cultivo de arroz inundado. Há também emissões devidas à produção de fertilizantes e combustíveis usados no maquinário.
No caso da biodiversidade, um estudo global identificou que cerca de 20 países concentram a maior parte do impacto do uso do solo por lavouras. E o Brasil está entre os principais contribuidores desses impactos, não apenas pela escala do uso do solo, mas também pelo contexto ecológico.
À primeira vista, as pastagens podem dar a impressão de baixo ou nenhum impacto ambiental. E, dependendo do manejo das pastagens, elas realmente podem ter baixo impacto e podem até acumular carbono, o que é benéfico para o clima. Contudo, cientistas estimam que as pastagens contribuam com emissões de gases de efeito estufa em grande parte do Brasil.
Comer alimentos de proveniência local tem vantagens, já que distâncias mais curtas geram menos impactos durante o transporte; porém, o transporte causa um impacto relativamente pequeno na cadeia de produção de alimentos.
No que se refere ao processamento de alimentos, pesquisadores estimam que o processamento em si gera uma parcela pequena dos impactos, em volta de 4%. Fazer comida em casa também pode parecer melhor para o meio ambiente, mas a vantagem ambiental depende de diversos fatores, como tipo e a quantidade de energia utilizada.
A carne é um produto com alto impacto ambiental, mas o impacto também pode ser altamente variável. O impacto ambiental da carne bovina depende, entre outros fatores, de se a carne é proveniente de gado de corte ou gado leiteiro. Isso porque, no caso do gado leiteiro, as emissões associadas são compartilhadas entre o leite e a carne produzidos.
Muito se fala sobre evitar desperdícios, pois todo alimento perdido acarreta impactos associados à sua produção. Porém, a vantagem ambiental dependerá também de como o alimento será aproveitado. Utilizar as folhas e os talos da beterraba em um refogado, em vez de outra verdura, gera um benefício ambiental que pode ser mensurável.
No entanto, esse nem sempre é o caso. Ao se aproveitar a casca do abacaxi para fazer um bolo com o chá do suco da casca, por exemplo, seria necessário utilizar ovos, açúcar, farinha e manteiga: e isso seria pouco justificável do ponto de vista ambiental.
Isso porque, além do uso do forno, todos esses ingredientes trazem impactos adicionais associados à energia e à sua produção, enquanto a casca que sobrará ainda deverá ser descartada. A questão mais importante a se colocar é se o bolo seria feito de qualquer jeito ou se foi feito apenas para aproveitar as sobras da casca do abacaxi.
O uso de embalagens para alimentos por varejistas gera diversos debates sobre seus impactos ambientais e sua utilidade para o consumidor. Embalagens desenvolvidas para estender a vida útil do produto, evitando perdas no transporte e reduzindo o desperdício no ponto de venda, podem representar uma vantagem ambiental.
Por outro lado, quando não há uma gestão adequada de resíduos sólidos, essas embalagens podem terminar no meio ambiente. No Brasil, 32% dos municípios encaminham seus rejeitos para lixões, e apenas 14,7% da população urbana é atendida por coleta seletiva porta a porta. Quando reciclamos, reduzimos a necessidade de extração de novos recursos, mas esse processo também consome energia e outros insumos.
Todos nós precisamos comer, e tudo o que comemos gera um impacto, mas comer de acordo com recomendações nutricionais traz vantagem para a saúde e para o ambiente. Um estudo feito para o caso do Brasil, com base em dados derivados de uma revisão bibliográfica internacional, apontou que a dieta brasileira apresenta 30% mais emissões de carbono do que o ideal para a saúde e o clima.
Precisamos entender o impacto ambiental da nossa alimentação, para que possamos tomar decisões mais bem informadas sobre o que colocamos em nossa mesa.
Alterações discretas na circulação do sangue no cérebro podem estar ligadas ao desenvolvimento do Alzheimer ainda antes do surgimento dos sintomas. É o que indica um estudo publicado na revista Alzheimer’s and Dementia The Journal of the Alzheimer’s Association em 13 de fevereiro, conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina Keck da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
A pesquisa analisou adultos mais velhos com e sem comprometimento cognitivo e encontrou associação entre medidas do fluxo sanguíneo cerebral, níveis de oxigenação e sinais já conhecidos do Alzheimer, como o acúmulo de proteína amiloide e a redução do hipocampo, região importante para a memória.
Os achados, segundo os autores, reforçam a ideia de que a saúde dos vasos sanguíneos do cérebro pode influenciar o desenvolvimento da doença desde fases iniciais.
“A proteína amiloide e a proteína tau costumam ser vistas como centrais no Alzheimer, mas o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio também são fundamentais”, afirma Amaryllis Tsiknia, principal autora do estudo, em comunicado.
Segundo ela, quando o sistema vascular cerebral se comporta de maneira mais próxima ao envelhecimento saudável, também aparecem sinais associados a melhor saúde cognitiva.
Como o fluxo sanguíneo foi avaliado
Para investigar essas alterações, os pesquisadores utilizaram duas técnicas não invasivas e indolores. Uma delas foi o ultrassom Doppler transcraniano, que mede a velocidade do sangue nas principais artérias cerebrais.
A outra foi a espectroscopia de infravermelho próximo, capaz de avaliar como o oxigênio chega ao tecido cerebral perto da superfície do cérebro.
As informações foram combinadas por meio de modelos matemáticos que estimam a eficiência da função vascular cerebral. Os indicadores mostram como o cérebro ajusta o fluxo sanguíneo e a oferta de oxigênio diante de variações naturais da pressão arterial e dos níveis de dióxido de carbono.
Os participantes com indicadores vasculares mais próximos do padrão considerado saudável apresentaram níveis menores de proteína amiloide e maior volume do hipocampo, características associadas a um menor risco de Alzheimer.
Já pessoas com comprometimento cognitivo leve ou demência mostraram sinais de funcionamento vascular mais frágil.
“Essas medidas vasculares parecem captar algo relevante sobre a saúde cerebral e se alinham ao que observamos em exames mais complexos usados no estudo do Alzheimer”, explica Meredith Braskie, autora sênior do trabalho.
Para os pesquisadores, isso sugere uma interação importante entre a circulação sanguínea, a oxigenação do cérebro e os processos biológicos envolvidos na doença.
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Possibilidade de identificação mais precoce
Outro ponto destacado pelos cientistas é que os métodos utilizados são mais simples e menos caros do que exames tradicionais, como ressonância magnética ou tomografia por emissão de pósitrons. Além disso, não exigem injeções nem exposição à radiação, o que pode facilitar a aplicação em triagens mais amplas.
Os autores ressaltam, porém, que os resultados representam um retrato pontual e não comprovam causa direta. Estudos de longo prazo já estão em andamento para acompanhar os participantes e verificar se essas alterações vasculares conseguem prever o declínio cognitivo ou a resposta a tratamentos futuros.
“Se conseguirmos monitorar esses sinais ao longo do tempo, poderemos identificar pessoas em maior risco mais cedo e avaliar se melhorar a saúde vascular pode retardar as alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer”, conclui Tsiknia.
Um projeto de lei (PL) protocolado nesta quarta-feira (25/2), na Câmara Legislativa (CLDF), quer criar uma norma no Distrito Federal para a proteção à continuidade da pesquisas científicas.
De autoria do deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), a proposta, batizada de “Lei Tatiana Coelho Sampaio”, tem como objetivo “estabelecer diretrizes para garantir segurança jurídica, previsibilidade administrativa e continuidade aos projetos de pesquisa científica, tecnológica nas áreas de saúde e inovação biomédica estratégica, financiados com recursos públicos distritais”.
Segundo o parlamentar, ao nomear a lei como “Tatiana Coelho Sampaio”, a CLDF homenageia a trajetória da pesquisadora brasileira, professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que fez a descoberta da polilaminina, medicamento que em pesquisas apresentou potencial de reverter lesões medulares em humanos.
“No campo da saúde, a pesquisa científica não é apenas produção acadêmica, é esperança concreta para pacientes com câncer, doenças raras, doenças negligenciadas, transtornos do neurodesenvolvimento e condições crônicas que impactam milhares de famílias do Distrito Federal”, disse Eduardo Pedrosa.
De acordo com o texto da proposta, fica proibido o cancelamento ou a suspensão imotivada de bolsas, auxílios e contratos de pesquisa já formalizados.
Qualquer interrupção só poderá ocorrer mediante decisão fundamentada, com direito ao contraditório e à ampla defesa.
Em caso de contingenciamento orçamentário, o Executivo local deverá comunicar os pesquisadores com antecedência mínima de 90 dias e assegurar recursos para preservar materiais biológicos, ensaios clínicos e bancos de dados cuja perda seja irreversível.
O texto também estabelece prioridade no pagamento de bolsas e fomentos individuais em relação a despesas administrativas. Projetos considerados estratégicos terão tramitação preferencial nos órgãos de fomento, regulação e fiscalização do DF.
Áreas prioritárias
Serão classificados como estratégicos os estudos voltados a danos neurológicos graves, doenças raras, câncer, imunologia e doenças negligenciadas, além de pesquisas em terapias avançadas, biotecnologia, saúde digital e tecnologias assistivas.
A proposta também contempla iniciativas que reduzam a dependência do DF na importação de insumos de saúde e fortaleçam a produção tecnológica local.
Entre os objetivos da lei, estão a preservação do investimento público já realizado, a proteção da propriedade intelectual gerada com recursos distritais e a transparência no cronograma de repasses financeiros.
A medida está alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde, ao incentivar a incorporação responsável de novas tecnologias na assistência à população.
Justificativa
Na justificativa do projeto, o deputado afirma que a descontinuidade de projetos por instabilidade administrativa ou bloqueios orçamentários tem provocado desperdício de recursos, perda de dados científicos, desmobilização de equipes qualificadas e prejuízos a pacientes que participam de pesquisas clínicas.
“O Distrito Federal abriga instituições de excelência, universidades, hospitais de referência e centros de pesquisa com alto potencial de inovação biomédica. Contudo, para que esse ecossistema se fortaleça, é imprescindível assegurar segurança jurídica, previsibilidade e ambiente institucional estável”, disse Eduardo Pedrosa.
A proposta ainda passará pelas comissões e pelo Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A discussão sobre conservantes em alimentos ganhou novo fôlego com estudos recentes feitos na França. Pesquisadores da Université Sorbonne Paris Nord e da Université Paris Cité encontraram associação entre maior consumo de certos aditivos e aumento de risco de câncer, especialmente de mama, próstata e cólon.
Os trabalhos não provam causa e efeito, mas reforçam um ponto central: a exposição contínua a aditivos químicos merece atenção. Em um país onde os ultraprocessados ocupam prateleiras inteiras, saber ler o rótulo deixa de ser detalhe e vira ferramenta de prevenção.
Conservantes e câncer: o que os novos estudos estão mostrando
Conservantes são aditivos usados para aumentar a validade dos alimentos. Eles evitam crescimento de microrganismos e retardam reações químicas que estragariam o produto. Na rotulagem europeia, muitos aparecem sob códigos entre E200 e E299, ou como antioxidantes entre E300 e E399.
Os estudos franceses analisaram dados de mais de 100 mil adultos da coorte NutriNet-Santé. A equipe avaliou a ingestão habitual de diversos conservantes alimentares e acompanhou a incidência de câncer ao longo de cerca de 14 anos.
Resultados preliminares apontam que maior consumo de alguns aditivos específicos, como sorbatos, sulfitos, nitritos, nitratos e acetatos, esteve ligado a risco um pouco maior de câncer em geral, além de mama e próstata. Os aumentos variaram, em geral, entre 10% e 30%, dependendo do composto analisado.
Importante destacar: trata-se de pesquisa observacional. Os autores não afirmam que o conservante “causa” câncer sozinho, mas que há uma associaçãoestatística. Outros fatores de estilo de vida ainda podem influenciar os resultados.
Onde esses conservantes aparecem na alimentação
Na prática, esses aditivos estão espalhados em diferentes categorias. Processados cárneos, bebidas industrializadas, molhos prontos, pães de pacote, sobremesas e refeições congeladas são alguns exemplos de fontes frequentes.
Entre os conservantes mais comuns estão:
Nitrato e nitrito de sódio: presentes em bacon, salsicha, salame e outros embutidos.
Sorbato de potássio: usado em doces, coberturas, queijos processados, condimentos e carnes industrializadas.
Sulfitos: encontrados em biscoitos, cereais matinais, sucos engarrafados, vinhos e embutidos.
Acetatos e ácido acético: empregados em produtos de panificação e refeições prontas.
Segundo a nutricionista Cynthia Howlett, da Sanutrin, corantes, conservantes, aromatizantes e realçadores de sabor costumam atuar juntos.
“Grande parte desses alimentos com cores mais intensas utiliza aditivos artificiais, que deixam o gosto mais marcante, a cor mais vibrante e chamam mais a atenção do consumidor”, explica.
Conservantes, ultraprocessados e perda de qualidade nutricional
Do ponto de vista tecnológico, conservantes ajudam a reduzir desperdício e garantir segurança microbiológica. O problema começa quando produtos ricos em aditivos ocupam espaço que poderia ser de alimentos in natura ou minimamente processados.
Cynthia lembra que, em muitos casos, há perda de propriedades naturais. “Um açaí, por exemplo, que tem propriedade antioxidante, é uma fruta super rica, com uma gordura considerada boa, mas quando se mistura com xarope, corante e açúcar, acaba perdendo essas características”, afirma.
Além da perda nutricional, o consumo frequente de ultraprocessados pode estar ligado a processos inflamatórios, alergias e sintomas como dores de cabeça e alterações intestinais, que nem sempre são associados à alimentação no primeiro momento.
Por que reduzir a exposição pode ajudar na prevenção
Os estudos franceses sugerem que alguns conservantes podem interferir em vias inflamatórias e no equilíbrio do microbioma intestinal. Em laboratório, certos compostos mostram capacidade de danificar células e DNA, o que teoricamente poderia favorecer o desenvolvimento de tumores.
Na vida real, é difícil separar totalmente o efeito do aditivo do impacto global dos ultraprocessados. Quem consome muitos alimentos industrializados tende a ter dieta mais pobre em fibras, frutas e verduras, o que já é um fator conhecido de risco para câncer e outras doenças crônicas.
Por isso, especialistas defendem uma abordagem combinada. Menos ultraprocessados com longo rótulo, mais alimentos frescos e atenção especial a grupos de aditivos hoje sob suspeita, como certos sorbatos, sulfitos e nitritos.
Como ler o rótulo e identificar conservantes na prática
Entender o rótulo é um dos caminhos mais diretos para reduzir a exposição a aditivos. No Brasil, a rotulagem frontal por lupa chama atenção para alto teor de sódio, açúcar e gordura, mas não destaca corantes, conservantes e realçadores de sabor de forma específica.
Essas substâncias aparecem, em geral, na lista de ingredientes, muitas vezes com nomes técnicos pouco amigáveis. Termos como “benzoato de sódio”, “sorbato de potássio”, “metabissulfito” ou “nitrato de sódio” passam despercebidos em uma leitura rápida.
Para Cynthia, o consumidor precisa ganhar familiaridade com esses termos. “É importante entender os ingredientes, a composição do alimento que está sendo comprado e procurar decifrar esses nomes”, orienta a nutricionista.
Checklist rápido para analisar rótulos no mercado
Observe as cores. Tons muito vibrantes e padronizados costumam indicar uso de corantes artificiais.
Leia toda a lista de ingredientes. É ali que aparecem corantes, conservantes e realçadores de sabor.
Desconfie de listas longas. Muitos nomes químicos seguidos sugerem produto altamente ultraprocessado.
Compare versões. Muitas vezes, a mesma categoria de produto tem opções com menos aditivos.
Não é necessário decorar todos os códigos. Com o tempo, a repetição de alguns nomes facilita a identificação.
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Impacto dos ultraprocessados na rotina e na saúde
O grande desafio é a frequência. Comer um alimento industrializado em uma ocasião específica não equivale a uma exposição diária e contínua a diversos aditivos. O risco, quando existe, vem justamente do hábito.
No dia a dia, é comum que café da manhã, lanche e jantar incluam produtos com diversos conservantes e aditivos. Pão de pacote, presunto, biscoitos, refrigerante, macarrão instantâneo, molho pronto. A soma dessa rotina, ao longo de anos, é o que desperta preocupação em pesquisadores.
Ao mesmo tempo, a praticidade desses alimentos é real. Por isso, a estratégia mais viável costuma ser reduzir, não necessariamente zerar, o consumo. Substituições graduais e planejamento das refeições podem fazer grande diferença na exposição total a aditivos.
Especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o médico Herik Oliveira explica que o excesso de sal tende a acelerar o acúmulo de gordura no interior desses vasos. Ele destaca que o consumo de alimentos ricos em cloreto de sódio desencadeia algumas ações. “Primeiramente, ocorre um dano na parede das artérias”, frisa.
O terceiro tópico listado pelo médico é o aumento da pressão arterial: “O sódio retém líquido, o que consequentemente aumenta o volume de sangue nas artérias e eleva a pressão que pode lesionar a parede dos vasos”. O especialista acrescenta sobre esse ciclo ocasionar uma “mudança na estrutura” interna desses tubos. “Deixa-os menos elásticos e mais rígidos e estreitos, agravando o quadro de aterosclerose”, cita.
Segundo o cirurgião vascular, deve-se evitar alimentos ricos em sal, a exemplo de alimentos ultraprocessados e embutidos, para evitar a piora das placas de gordura nas artérias. “É sempre recomendado que o paciente procure um médico para fazer uma orientação em relação à alimentação e ao controle da pressão arterial e de fatores de risco, como níveis de colesterol e triglicerídeos”, sugere Herik.
Um estudo recente sobre tumores de próstata identificou microplásticos em 90% dos tecidos analisados. A pesquisa da NYU Langone Health e da NYU Grossman School of Medicine, publicada na última segunda-feira (23/2), avaliou tecidos de 10 homens com câncer de próstata que passaram por cirurgia para retirada da glândula.
Os cientistas mediram a quantidade de plástico presente nas amostras e observaram que os tumores tinham, em média, 2,5 vezes mais microplásticos do que os tecidos saudáveis próximos.
Para evitar contaminação, a equipe utilizou instrumentos sem plástico e realizou as análises em ambientes controlados, chamados de salas limpas.
O que são microplásticos?
Microplásticos são partículas muito pequenas que se formam quando materiais plásticos maiores se desgastam ou se quebram. Eles estão presentes no ar, na água, nos alimentos e em diversos produtos do dia a dia.
A pesquisa sugere que pode haver uma relação entre a presença de microplásticos e o câncer de próstata, mas os próprios autores destacam que ainda não é possível afirmar que o plástico cause a doença.
Câncer de próstata
O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens, depois do de pele, segundo o Ministério da Saúde.
Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas. Os sinais mais comuns incluem dificuldade de urinar, demora em começar e terminar de urinar, sangue na urina, diminuição do jato e necessidade de ir ao banheiro mais vezes durante o dia ou à noite.
As causas não são totalmente conhecidas, mas alguns fatores como idade, histórico familiar, obesidade, alimentação, tabagismo e exposição a produtos químicos podem aumentar o risco.
A doença é confirmada após a biópsia, que é indicada ao encontrar alguma alteração no exame de sangue (PSA) ou no toque retal, que são prescritos a partir da suspeita do médico especialista.
Apesar disso, os cientistas reforçam que a pesquisa ainda está em fase inicial e que mais estudos são necessários para entender melhor o que esses achados representam, antes de qualquer conclusão definitiva.
Com o passar dos anos, muitas mulheres começam a notar algo curioso na saúde. Um desconforto aparece, some, a rotina segue… e, de repente, ele volta. Dor de cabeça, queimação no estômago, cansaço estranho, enjoo, palpitação leve.
Nada constante, nada “grave demais”, mas sempre reaparece em algum momento. É comum ouvir que “é da idade” ou “é só estresse”. Mas sintomas que vão e voltam, os chamados intermitentes, merecem um olhar mais atento.
Entenda, a seguir, o que são sintomas intermitentes, os seis sinais importantes e sugerir como se organizar para conversar melhor com o médico. As orientações são do enfermeiro Lucas Bernardes, da Cuidare Brasil, que alerta para atenção redobrada nesses casos.
O que são sintomas de saúde intermitentes
Sintomas intermitentes são aqueles que aparecem em certas fases e depois somem por um tempo. O corpo entra em um ciclo de “vai e vem”, que pode confundir muito.
Segundo o enfermeiro Lucas Bernardes, eles podem surgir em momentos distintos da vida e de formas variadas. O paciente sente algo recorrente, mas tem a impressão de que logo vai passar.
Ele explica que a intermitência acontece quando o organismo consegue, por um período, compensar uma falha ou reagir a algum fator externo temporário. Isso não significa, porém, que esteja tudo resolvido.
Por que esses sintomas merecem atenção
Para Bernardes, esses sinais são desafiadores no consultório. Às vezes, no dia da consulta, o paciente não está sentindo nada.
“Muitas vezes, o paciente só percebe que algo não vai bem quando esses episódios começam a se repetir”, afirma o enfermeiro. Como eles não seguem um padrão fixo, podem passar despercebidos em uma avaliação pontual.
O corpo até se adapta por um tempo, mas essa adaptação não é garantia de equilíbrio. Quando os sinais retornam, é um indicativo claro de que vale a pena olhar com mais atenção.
Seis sinais para reconhecer sintomas intermitentes
De acordo com o enfermeiro Lucas Bernardes, alguns comportamentos do corpo ajudam a identificar quando os sintomas são intermitentes. A seguir, os seis sinais listados por ele e por que cada um merece cuidado.
1. Efeito “vai e vem”
É o principal indicador. O sintoma aparece, incomoda, melhora sozinho… até surgir novamente.
Muita gente interpreta isso como algo positivo, como se a melhora espontânea fosse um avanço. Bernardes alerta que não é bem assim.
O fato de sumir por um tempo não significa que o problema acabou. É apenas o corpo “dando um fôlego”, enquanto a causa pode continuar presente.
2. Sintomas que surgem em momentos parecidos
Mesmo que não pareça evidente no começo, muitos sinais retornam após situações específicas.
O enfermeiro cita alguns exemplos comuns.
esforços físicos maiores.
noites mal dormidas.
alimentação muito irregular.
períodos intensos de estresse.
Segundo ele, “a repetição de cenários ajuda a identificar que não se trata de um evento isolado”. Ou seja, quando o mesmo contexto se repete e o sintoma volta, isso mostra que existe um padrão.
3. Intensidades alternadas
Outro traço típico da intermitência é a variação de intensidade. Em alguns dias, o incômodo é leve; em outros, bem mais forte.
Isso pode gerar confusão. A pessoa pensa que, quando está fraco, não é nada importante. Depois, se assusta quando o sintoma volta mais intenso.
Essa alternância não torna o sinal menos real. Pelo contrário, mostra que o corpo está lutando para se ajustar, mas não está plenamente equilibrado.
4. Sequência imprevisível
Ao contrário de condições contínuas, sintomas intermitentes não seguem calendário fixo. “Os sinais não se apresentam diariamente ou em intervalos regulares”, esclarece Bernardes.
Por isso, muitas pessoas deixam de relatar esses episódios na consulta. Outras até tentam contar, mas têm dificuldade em descrever com precisão.
Essa imprevisibilidade torna ainda mais importante anotar o que acontece. Sem registro, é fácil esquecer detalhes que ajudam no diagnóstico.
5. Adaptação do paciente
Com o tempo, o corpo e a mente se acostumam com quase tudo. E aí mora um risco grande.
De tanto conviver com o desconforto, a pessoa passa a encará-lo como “normal”. Vai empurrando com a barriga, tomando remédio por conta própria ou simplesmente ignorando.
Segundo o enfermeiro, essa adaptação contribui para que a situação deixe de ser tratada. O problema é que, silenciosamente, a causa pode seguir evoluindo.
6. Sintomas subestimados
Por não estarem presentes o tempo todo, esses sinais costumam ser vistos como passageiros. Ou como algo “sem importância”.
Para Bernardes, isso é perigoso. “A percepção ainda pode atrasar a busca por orientação profissional e dificultar a identificação precoce de condições que poderiam ser tratadas simplesmente”, conclui.
Ou seja, quanto mais o sintoma intermitente é subestimado, maior o risco de atrasar um cuidado que poderia ser simples se iniciado antes.
Como se preparar para falar desses sintomas na consulta
Checklist prático para organizar o que você sente
Sintomas intermitentes são difíceis de explicar de memória. Por isso, o ideal é se organizar antes de ir ao consultório.
Você pode seguir este passo a passo.
1. Anote o que sente.
tipo de sintoma (dor, falta de ar, enjoo, queimação, palpitação, alteração de humor).
local do corpo, quando for o caso.
intensidade aproximada (leve, moderada, forte).
2. Registre quando acontece.
data e horário do episódio.
quanto tempo durou.
se aconteceu mais de uma vez no mesmo dia.
3. Relacione a possíveis gatilhos.
como estava seu dia (corrida, tranquila, muito estresse).
o que comeu nas horas anteriores.
como estavam sono e descanso.
fase do ciclo menstrual, se ainda menstrua.
4. Observe o efeito na rotina.
você precisou parar alguma atividade?
evitou algo por medo de sentir o sintoma?
isso mexeu com seu humor ou seu sono?
Levar essas anotações para a consulta facilita a conversa. Assim, o profissional a enxerga a intermitência e a pensa em exames ou encaminhamentos adequados ao seu caso.
Conclusão: ouvir os sinais é cuidar da sua saúde hoje
Sintomas que vão e voltam são fáceis de empurrar com a barriga. Ainda mais quando a vida está cheia de responsabilidades, trabalho e família.
Mas, como lembra o enfermeiro a repetição desses episódios é um recado importante. O organismo até consegue se ajustar por um tempo, mas isso não quer dizer que tudo esteja bem.
Recapitulando os seis sinais de alerta…
efeito “vai e vem” constante.
surgem em momentos parecidos.
intensidades alternadas.
sequência imprevisível.
adaptação ao desconforto.
sintomas subestimados no dia a dia.
Se você se reconheceu em mais de um desses pontos, não precisa entrar em pânico. Mas vale, sim, marcar uma consulta e levar suas observações com calma.
Cuidar da própria saúde é um gesto de responsabilidade consigo mesma. Quanto mais cedo você escuta o que o corpo está tentando dizer, maiores as chances de intervir de forma simples e evitar problemas maiores lá na frente.
A Libertadores da América conheceu os três primeiros classificados da terceira fase nessa terça-feira (24/2).Carabobo, Sporting Cristal e Independiente Medellín garantiram uma vaga na próxima fase.
O Carabobo vencey o Huchipato por 2 x 1 e assegurou um lugar na terceira fase. O Sporting Cristal bateu o 2 de Mayo nos pênaltis, por 5 x 4, após empate no tempo regulamentar, e o Independiente de Medellín ficou no empate sem gols com o Liverpool-URU, depois de vencer por 2 x 1 na ida.
Os outros três classificados para a terceira fase serão definidos nesta quarta-feira (25/2). Botafogo e Bahia são os representantes brasileiros nesta fase e ainda jogam por uma vaga na próxima etapa da Libertadores.
Veja os classificados para a terceira fase da Libertadores:
Carabobo;
Sporting Cristal;
Independiente Medellín.
O câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum no Brasil e, apesar de ter baixa mortalidade quando diagnosticado cedo, pode demandar cirurgias extensas e causar cicatrizes importantes quando há atraso no diagnóstico. Reconhecer os sinais da doença é fundamental para evitar complicações.
De acordo com a oncologista Cintia Batista, do Sírio-Libanês Brasília, muitos pacientes ignoram alterações iniciais.
“O sinal mais subestimado é o surgimento de uma nova mancha ou a mudança de cor, tamanho e aspecto de uma pinta já existente”, afirma.
Embora alterações pigmentadas estejam mais associadas ao melanoma, qualquer mudança na pele deve ser avaliada. No caso do câncer de pele não melanoma, os tipos mais frequentes são o carcinoma basocelular, responsável por cerca de 70% dos casos, e o carcinoma espinocelular, que representa aproximadamente 20% dos diagnósticos.
Lesões que começam discretas
Segundo dermatologista Daniela Machado, da Clínica Lúmina, em Brasília, o carcinoma basocelular costuma surgir como uma pequena lesão rosada, brilhante, que parece inofensiva.
“Muitas vezes é uma pintinha levemente elevada, de coloração rosada, que não chama atenção no início”, explica.
Já o carcinoma espinocelular pode começar como áreas ásperas e descamativas, conhecidas como queratoses actínicas, consideradas lesões pré-cancerígenas. Em alguns países, as alterações já são classificadas como estágio inicial de câncer de pele.
As lesões costumam ser mais palpáveis do que visíveis. Ao passar a mão sobre a pele, é possível sentir pequenas áreas ásperas ou endurecidas.
Outra das manifestações mais importantes do câncer de pele não melanoma é a ferida que não cicatriza. Se uma lesão permanece aberta por mais de duas a quatro semanas, com sangramento, crostas ou secreção, é necessário procurar avaliação médica. Nem toda ferida persistente é câncer, mas a hipótese precisa ser considerada.
Dor e coceira podem surgir principalmente quando a lesão evolui. Em estágios mais avançados, pode haver sangramento frequente e aumento progressivo da área afetada.
Como reduzir o risco de câncer de pele?
A cada dez casos, nove estão vinculados à exposição solar.
Observar alterações incomuns na pele, como pintas novas ou mudanças em características existentes, também é importante.
Sinais e manchas atípicas devem ser avaliados por profissionais de saúde.
O Cancer Research UK recomenda três medidas essenciais para reduzir o risco de câncer de pele.
Elas incluem: ficar na sombra em horários de maior incidência de raios UV (entre 11h e 15h); cobrir-se com roupas adequadas e usar óculos de sol e chapéus de abas largas; e aplicar protetor solar regularmente, com FPS 30, no mínimo.
Exposição solar é principal fator de risco
O principal fator de risco para câncer de pele no Brasil é a exposição solar excessiva, especialmente queimaduras na infância e adolescência. O dano da radiação ultravioleta é cumulativo.
“Grande parte dos pacientes acima dos 40 anos não teve proteção solar adequada na infância. Esse dano pode se manifestar décadas depois”, destaca Daniela.
Um dos maiores problemas é que as lesões são subestimadas. Muitos pacientes demoram anos para procurar um dermatologista, acreditando se tratar de algo benigno.
Cintia reforça que o exame clínico, a dermatoscopia e, quando necessário, a biópsia, são fundamentais para confirmar o diagnóstico de câncer de pele.
A orientação é clara: qualquer lesão nova, ferida persistente, área que descama, sangra ou cresce progressivamente deve ser avaliada. O diagnóstico precoce reduz a necessidade de cirurgias maiores e melhora o resultado estético e funcional.
Proteção solar diária, reaplicação do filtro, uso de barreiras físicas como chapéus e roupas adequadas e atenção às mudanças na própria pele são medidas essenciais para reduzir o risco de câncer de pele.
Rival do Brasil na Copa do Mundo de 2026, a seleção de Marrocos está próxima de trocar o comando técnico. Ex-treinador do Barcelona, Xavi Hernández é o principal alvo da equipe africana, que vê a saída de Walid Regragui como certa.
Segundo o jornal espanhol Marca, O perfil de Xavi é visto como o ideal pela Federação Marroquina. O objetivo seria ao menos igualar a campanha histórica da Copa do Mundo de 2022, no Catar, em que o Marrocos terminou na 4ª posição.
O último trabalho de Xavi foi pelo Barcelona, clube em que foi ídolo como jogador. Na equipe catalã, o treinador conquistou o título do Campeonato Espanhol e da Supercopa da Espanha, ambos na temporada 2022/23.
Na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, Marrocos está no Grupo C, ao lado de Brasil, Escócia e Haiti.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetiu “grandes mentiras” sobre o país em discurso no Capitólio. Em um post nas redes sociais nesta quarta-feira (25/2), Baqaei disse que a tática dos Estados Unidos é de criar uma “ilusão da verdade”.
“Tudo o que alegam em relação ao programa nuclear iraniano, aos mísseis balísticos do Irã e ao número de vítimas durante os protestos de janeiro é simplesmente a repetição de grandes mentiras”, disse.
No discurso sobre o Estado da União, Trump disse que está próximo de um acordo com o Irã, mas, segundo ele, os iranianos ainda não “falaram as palavras mágicas”, que seriam “nunca teremos uma arma nuclear”. O norte-americano destacou a intenção de acabar com o programa nuclear iraniano. “Nós estamos buscando negociar para acabar com essas ambições sinistras, mas eles ainda não falaram as palavras mágicas. Nós queremos que eles nunca tenham uma arma nuclear”, afirmou.
Trump também disse que o país tem intenção de fazer mísseis que alcancem os Estados Unidos. “Eles já desenvolveram mísseis capazes de ameaçar a Europa e nossas bases no exterior e trabalham para construir mísseis que em breve poderão alcançar os Estados Unidos”, destacou.
O Irã, no entanto, já declarou não ter intenção de construir armas nucleares. “Declaro mais uma vez perante esta assembleia que o Irã nunca procurou e nunca procurará construir uma bomba nuclear. Não buscamos armas nucleares”, afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, à Assembleia Geral da ONU, em setembro.