A saúde intestinal está diretamente ligada aos hábitos alimentares do dia a dia. Mais do que um alimento específico, o que pesa negativamente é a combinação de consumo frequente, grandes porções e uma dieta pobre em fibras. Esse padrão pode prejudicar o equilíbrio da microbiota — o conjunto de microrganismos que vivem no intestino — e favorecer inflamações.
Segundo a coloproctologista Aline Amaro, quando a alimentação se baseia em produtos industrializados e pouco nutritivos, a barreira intestinal pode ficar enfraquecida. “Esse cenário costuma se manifestar com mais gases, distensão abdominal, dor, constipação ou diarreia”, explica.
A longo prazo, dependendo do perfil da pessoa, esse desequilíbrio também pode aumentar o risco de algumas doenças intestinais.
Entenda
O problema é o padrão alimentar: mais do que alimentos isolados, o risco está na repetição e no excesso dentro de uma dieta pobre em fibras.
A microbiota intestinal pode ser afetada: certos alimentos favorecem desequilíbrios na microbiota, reduzindo a diversidade de bactérias benéficas.
Inflamação e sintomas digestivos são comuns: gases, dor abdominal, distensão, constipação ou diarreia podem aparecer quando a alimentação não favorece o intestino.
Pequenas mudanças já fazem diferença: trocar ultraprocessados por alimentos naturais e ricos em fibras pode melhorar o funcionamento intestinal ao longo das semanas.
1. Ultraprocessados
Produtos como fast food, salgadinhos, biscoitos recheados, bolos industrializados e refeições prontas costumam ter baixo teor de fibras e altas quantidades de açúcar, gorduras e aditivos.
“Revisões científicas associam o consumo frequente desses alimentos a disbiose — desequilíbrio da microbiota intestinal — além de menor diversidade de microrganismos e maior potencial inflamatório no organismo”, afirma Aline.
Monticelllo via Getty ImagesUltraprocessados na infância podem deixar as crianças mais ansiosas, hiperativas e com medo
2. Carnes processadas
Salsicha, presunto, salame, bacon e mortadela estão entre os chamados embutidos. Além do alto teor de sal e aditivos químicos, esses produtos estão associados a riscos mais sérios.
Há evidências científicas robustas ligando o consumo de carnes processadas ao câncer colorretal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica esse tipo de alimento como carcinogênico para humanos.
Getty ImagesCarnes processadas, os embutidos (salsicha, presunto, salame, bacon, mortadela): além de muito sal e aditivos, há evidência robusta ligando o consumo de carne processada ao câncer colorretal
3. Bebidas açucaradas
Refrigerantes, sucos industrializados adoçados, chás prontos e energéticos concentram grandes quantidades de açúcar adicionado.
Estudos indicam que o consumo elevado dessas bebidas pode piorar sintomas intestinais em parte da população. Entre os mecanismos envolvidos estão o aumento da permeabilidade intestinal e alterações desfavoráveis na microbiota, especialmente quando há excesso de frutose.
Alina Rosanova/Getty ImagesA Organização Mundial de Saúde decidiu inserir o adoçante artificial adoçante aspartame na lista de substâncias cancerígenas
4. Frituras
Batata frita, salgados fritos e alimentos empanados preparados em óleo muito aquecido também entram na lista.
De acordo com a médica, pesquisas recentes apontam que dietas ricas em frituras podem estar associadas a perfis de microbiota ligados a piores desfechos metabólicos, funcionando como um marcador de alimentação pró-inflamatória.
Getty ImagesO consumo excessivo de alimentos fritos aumenta a inflamação corporal, acelera o envelhecimento precoce, diminui a produção de colágeno e aumenta a oleosidade, o que pode causar acne, flacidez e uma aparência cansada
5. Excesso de gorduras saturadas
Dietas com alto teor de gordura saturada — comuns em carnes muito gordurosas, lanches e alguns ultraprocessados — podem prejudicar a integridade da barreira intestinal.
Quando esse padrão ocorre junto com baixo consumo de fibras, a microbiota pode sofrer alterações que favorecem maior permeabilidade intestinal e inflamação.
6. Alimentos muito salgados
Macarrão instantâneo, sopas prontas, snacks industrializados, temperos prontos e embutidos concentram grandes quantidades de sal.
Além dos impactos cardiovasculares conhecidos, estudos indicam que o consumo elevado de sódio pode reduzir microrganismos benéficos e estimular respostas inflamatórias no intestino.
8 imagens
Pequenas mudanças podem proteger o intestino
Apesar dos riscos associados a esses alimentos, especialistas destacam que o impacto depende principalmente da frequência e da quantidade consumida.
“A boa notícia é que pequenas trocas consistentes, ao longo das semanas, costumam melhorar sintomas e ajudar a regular o funcionamento intestinal”, afirma Aline Amaro.
Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, ricos em fibras e com maior variedade nutricional, é uma das estratégias mais importantes para manter o intestino saudável.
Familiares de Henrietta Lacks, uma mulher afro-americana que teve suas células imortalizadas em 1951, entraram em acordo extrajudicial com a farmacêutica suíça Novartis. A resolução entre as partes veio após uma série de processos que a família vem movendo contra empresas da área devido ao uso amplo e sem conhecimento por anos das células de Henrietta, conhecidas como “células imortais” ou “células de HeLa”.
Ao contrário dos exemplares cultivados em laboratório, que morrem em pouco tempo, as células de HeLa se diferenciam pela capacidade de sobreviver e se dividir continuamente. Assim, elas se tornaram essenciais para descobertas biomédicas e a fabricação de vacinas, sendo utilizadas até hoje.
Apesar dos avanços na biomedicina, a doação das células foi “involuntária” – ou seja, sem o consentimento de Henrietta ou de sua família após sua morte. Mesmo sendo obtidas de uma forma anti-ética, as empresas sempre as usaram e lucraram com as descobertas proporcionadas pelos fragmentos.
Além da Novartis, os familiares entraram em acordo com a Thermo Fisher Scientific há três anos pelo uso indevido. A empresa fornece serviços estruturais para pesquisa científica.
Entenda o caso das células imortalizadas
O caso foi descrito em artigo liderado pela Universidade Estadual de Nova York, nos Estados Unidos. O relato está disponível na revista científica Jima.
Henrietta procurou o hospital Johns Hopkins pela primeira vez em 1951, queixando-se de nódulo doloroso e um sangramento vaginal – à época, esse era o único centro que atendia pacientes negros. Após a coleta de células para biópsia, o exame revelou um câncer cervical.
“A aparência do tumor era diferente de tudo que o ginecologista que a examinou já tinha visto. Antes do tratamento do carcinoma, células do tumor foram removidas para fins de pesquisa sem o seu conhecimento ou permissão, o que era procedimento padrão na época”, escreve o autor do relato do caso.
Meses depois, a mulher faleceu. Já as amostras celulares continuaram em posse dos médicos, que passaram a estudá-las. Eles descobriram a capacidade de sobrevivência e multiplicação das células e as guardaram.
Anos depois, a família de Henrietta foi procurada para o mapeamento dos genes e entender melhor o mecanismo por trás da divisão contínua. Foi quando eles tomaram conhecimento do uso indevido das células em pesquisas científicas por anos.
Para se ter uma ideia, Jonas Salk, médico reconhecido por criar a primeira vacina eficaz contra a poliomielite, utilizou as células para o desenvolvimento do imunizante. Segundo o portal norte-americano IFL Science, uma estimativa de 2011 apontou que mais de 50 milhões de toneladas de células imortais foram produzidas em mais de 60 mil pesquisas científicas sem consentimento.
Apesar de reconhecer que as células de HeLa salvaram muitas vidas, a família segue buscando reparação dos lucros obtidos indevidamente pelas empresas durante muitos anos.
Uma pesquisa publicada em 17 de fevereiro na revista Scientific Reports indica que canhotos tendem a ser mais competitivos e menos propensos a evitar confrontos por ansiedade. O trabalho foi conduzido por especialistas do Departamento de Psicologia da Universidade de Chieti-Pescara, na Itália.
Hoje, cerca de 10% da população mundial é canhota.Apesar de representarem uma parcela menor, essas pessoas nunca deixaram de existir e os cientistas queriam entender por quê.
A ideia era investigar justamente por que a preferência pela mão esquerda persiste ao longo da evolução humana, mesmo com a predominância de destros na maior parte do mundo.
Como o estudo foi feito
Para investigar a relação entre lateralidade — preferência motora e funcional pelo uso de um lado do corpo — e traços psicológicos, os pesquisadores analisaram mais de 1,1 mil voluntários.
Os participantes responderam questionários destinados a identificar preferência manual, motivação e características de personalidade. A partir das respostas, foi calculado o chamado quociente de lateralidade, um indicador que mede o grau de dominância de uma das mãos.
Em uma segunda etapa, foram selecionados indivíduos com forte predominância manual (483 destros e 50 canhotos) para responder a novas avaliações focadas em espírito competitivo, ansiedade e sintomas depressivos.
Os resultados mostraram que os canhotos apresentaram índices maiores de hipercompetitividade, além de demonstrarem menor tendência a evitar disputas por receio ou insegurança.
Para verificar se essa diferença poderia estar relacionada a habilidades motoras, alguns dos voluntários participaram de um teste prático em laboratório. A atividade era encaixar nove pinos em um tabuleiro no menor tempo possível usando só uma mão.
Entretanto, o desempenho não confirmou a superioridade física dos canhotos. Entre os 24 destros avaliados nessa fase, quase metade foi mais rápida do que os participantes canhotos. Isso sugere que o diferencial não está na destreza manual, mas na disposição mental para competir.
Explicação evolutiva
Os pesquisadores afirmam que os resultados dão suporte à chamada estratégia evolutivamente estável. A teoria da biologia evolutiva propõe que uma característica pode se manter ao longo do tempo mesmo sendo minoritária quando oferece alguma vantagem em determinadas situações.
No caso da lateralidade, a maioria destra pode ter sido favorecida em contextos que exigem cooperação e padronização dentro de grupos grandes. Por outro lado, ser canhoto poderia representar um benefício em disputas individuais, principalmente em cenários competitivos, nos quais agir de forma menos previsível pode fazer diferença.
Essa combinação de vantagens distintas ajudaria a explicar por que o canhotismo, embora presente em uma parcela menor da população, nunca desapareceu ao longo da história humana.
José Carlos era soldado reformado da PMDF. A mulher teria sido atropelada por um caminhão, após perder o controle da motocicleta ao colidir com um veículo. O grave acidente ocorreu na manhã desta terça-feira (3/3) próximo ao viaduto Ayrton Senna, na Epia.
O pai dela, um policial militar que também pilotava uma moto, passava pelo local no momento do acidente. Ao ver a filha, ele teria tirado a própria vida, segundo testemunhas.
Imagens:
6 imagens
De acordo com as informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a vítima morreu no local do acidente. Segundo a ocorrência, a jovem perdeu o controle da motocicleta após colidir com um veículo, caiu na via e foi atingida por um caminhão que vinha atrás.
A polícia ainda informou que as equipes que atendiam a ocorrência tentaram intervir para impedir a ação do pai. A ocorrência foi registrada na delegacia para as providências cabíveis.
Os rins trabalham silenciosamente todos os dias filtrando o sangue, eliminando toxinas e regulando o equilíbrio de líquidos e minerais no corpo. Mas um hábito cotidiano pode influenciar diretamente essa função: o que colocamos no copo.
Algumas bebidas ajudam a preservar o funcionamento dos rins, enquanto outras, quando consumidas com frequência ou em excesso, podem aumentar o risco de sobrecarga, formação de cálculos renais e até doenças crônicas.
4 imagens
Abaixo, veja quais merecem atenção:
Bebidas que podem favorecer a saúde dos rins
Água
A hidratação adequada continua sendo a principal aliada dos rins. A água ajuda a diluir substâncias presentes na urina, reduzindo o risco de formação de pedras nos rins e facilitando a eliminação de resíduos metabólicos.
Manter uma ingestão regular de líquidos ao longo do dia também contribui para o equilíbrio da pressão arterial — fator importante para a saúde renal.
Água com limão ou frutas naturais
Bebidas simples à base de água e frutas podem oferecer benefícios adicionais. O limão, por exemplo, contém citrato, substância associada à redução da formação de certos tipos de cálculos renais.
Essas opções também ajudam a aumentar a ingestão de líquidos de forma mais agradável, sem excesso de açúcar.
Getty ImagesO consumo diário pode auxiliar na digestão
Chás naturais sem açúcar
Chás como camomila, erva-doce e hortelã podem contribuir para a hidratação e, em geral, não sobrecarregam os rins quando consumidos de forma moderada.
Além disso, muitas dessas infusões apresentam compostos antioxidantes que ajudam a reduzir processos inflamatórios no organismo.
8 imagens
Bebidas que podem prejudicar a saúde dos rins
Refrigerantes
O consumo frequente de refrigerantes, especialmente os que contêm ácido fosfórico e grandes quantidades de açúcar, tem sido associado a maior risco de doença renal crônica e formação de cálculos renais.
Além disso, bebidas açucaradas contribuem para obesidade e diabetes — dois fatores importantes de risco para problemas renais.
Bebidas alcoólicas em excesso
O álcool pode provocar desidratação e alterar o equilíbrio de eletrólitos no organismo, aumentando a carga de trabalho dos rins. Em consumo elevado e frequente, também pode contribuir para elevação da pressão arterial.
Bebidas ultraprocessadas e energéticos
Energéticos e bebidas altamente industrializadas costumam concentrar cafeína, açúcar e aditivos em níveis elevados. O consumo excessivo pode aumentar a pressão arterial, causar sobrecarga metabólica e afetar o funcionamento renal ao longo do tempo.
Equilíbrio é a chave
Isso não significa que qualquer consumo ocasional dessas bebidas represente risco imediato. O problema geralmente está no padrão habitual de consumo.
De forma geral, é importante priorizar água, limitar bebidas açucaradas e moderar o consumo de álcool e cafeína. Esses cuidados simples ajudam não apenas os rins, mas também a saúde cardiovascular e metabólica como um todo.
No fim das contas, aquilo que parece um detalhe cotidiano, como escolher entre água e refrigerante, pode ter impacto direto na saúde dos rins ao longo dos anos.
Entenda por que mudar hábitos exige esforço do cérebro e veja como usar perguntas, treino cognitivo e pequenas ações a seu favor.
Você já tentou mudar um hábito, começou animado e, poucos dias depois, voltou para o modo antigo? Isso não acontece só por “falta de força de vontade”. Segundo a neurocientista e psicóloga Anaclaudia Zani, o cérebro foi programado para manter tudo estável.
Ou seja: ele prefere o que é conhecido, mesmo que não seja o melhor para você.
Esse mecanismo de estabilidade tem nome: homeostase. Entender como ele funciona é o primeiro passo para mudar hábitos com mais gentileza e menos culpa.
O que é homeostase e o que ela tem a ver com hábitos
Homeostase é o processo de autorregulação do corpo. É o sistema que mantém temperatura, batimentos, respiração, nível de glicose e outras funções dentro de uma faixa segura, mesmo quando o ambiente muda.
Para o organismo, beber água, respirar direito e ir ao banheiro nos horários de sempre são sinais de segurança. Quando tudo está dentro do padrão, o cérebro entende: “estamos bem, não mexe”.
Por isso, qualquer mudança na rotina pode ser lida como ameaça. Trocar o horário de dormir, começar a treinar cedo, cortar excesso de açúcar… tudo isso exige energia extra. O cérebro reage tentando economizar esforço e manter o que ele já conhece.
Na prática, isso aparece como:
preguiça de começar algo novo.
vontade de adiar tarefas importantes.
sensação de que mudar é “cansativo demais”.
Não é só emocional. É biológico.
Por que mudar hábitos é tão difícil?
De acordo com Anaclaudia, o cérebro humano foi projetado para manter o corpo vivo, não necessariamente feliz, produtivo ou realizado. Ele quer estabilidade, porque estabilidade significa sobrevivência.
Quando você tenta mudar hábitos de uma vez, o cérebro pode interpretar como risco. Ele entra em modo defesa e ativa respostas como:
procrastinar.
buscar prazer imediato (rolar o feed, abrir um doce, maratonar série).
evitar decisões que pareçam trabalhosas.
Além disso, muita gente vive em estado de alerta psicológico constante. Ansiedade, estresse e excesso de pressão fazem o cérebro acreditar que está sempre em perigo. Nessa condição, ele foge de qualquer coisa que pareça exigir ainda mais esforço.
Resultado: você sabe que o novo hábito faz bem, mas continua repetindo o antigo.
Como reprogramar o cérebro para aceitar mudanças?
A boa notícia é que esse mesmo cérebro que resiste também pode aprender. Segundo a especialista, a saída é o treino cognitivo: repetir, de forma intencional, novos comportamentos até que eles sejam reconhecidos como seguros.
Em vez de tentar mudar a vida inteira de uma vez, a ideia é:
introduzir mudanças pequenas, mas consistentes.
repetir essas mudanças até virarem automáticas.
mostrar, aos poucos, que o novo hábito não é uma ameaça.
Quando o cérebro percebe que nada de ruim acontece, a resistência diminui. A homeostase se ajusta a um novo padrão, e aquilo que parecia difícil começa a ficar natural.
Perguntas x ordens: como falar com o seu próprio cérebro
Um ponto interessante trazido por Anaclaudia é a forma como você se conversa internamente. O cérebro responde melhor a direção do que a obrigação.
Frases como:
“Eu preciso fazer isso”. “Eu tenho que mudar agora”.
soam como ordem. Ordens podem ser interpretadas como pressão e ativar resistência.
Já perguntas como:
“Quais medidas eu posso tomar para isso acontecer?”. “Qual é o próximo passo que eu consigo dar hoje?”.
ajudam o cérebro a organizar o pensamento e entrar em modo planejamento, não em modo defesa. Perguntas concretas funcionam como um “mecanismo de busca interno”: o cérebro automaticamente começa a procurar respostas e caminhos.
Em vez de “preciso mudar meus hábitos”, experimente:
“Qual pequeno hábito eu posso mudar primeiro?”.
“O que eu consigo fazer em 5 minutos para me aproximar dessa meta?”.
Pequenas decisões, grandes mudanças
Mudar hábitos não significa destruir a homeostase, e sim ensinar o cérebro quando ela é ou não necessária. Algumas estratégias ajudam nesse processo:
Microações: transformar metas grandes em passos muito pequenos, que caibam no seu dia.
Antecipar o próximo passo: pensar com antecedência o que você fará amanhã, em detalhes, para não depender só de “vontade” na hora.
Comunicar segurança ao corpo: respirar fundo, ajustar postura, descansar quando for preciso. Um corpo menos tenso aceita melhor mudanças.
Transformar metas em decisões práticas: trocar “vou ser mais saudável” por “hoje vou trocar o refrigerante por água no almoço”.
Cada decisão simples reduz um pouco a resistência da homeostase e fortalece novas conexões no cérebro.
Quando a homeostase ajuda (e quando atrapalha)
A homeostase é essencial. Graças a ela, o corpo mantém funções vitais sem você precisar pensar nisso o tempo todo. Ela também permite que o cérebro economize energia para decisões mais complexas.
O problema aparece quando esse mecanismo passa a preservar padrões que já não fazem bem. Por exemplo:
manter um hábito de sono ruim porque “sempre foi assim”.
manter o sedentarismo porque qualquer atividade nova parece desconfortável.
manter relacionamentos ou rotinas que drenam sua energia só porque são familiares.
A especialista explica que a “quebra” controlada da homeostase é justamente o que permite crescimento e adaptação.
Ao enfrentar um desafio, aprender algo novo ou encarar um medo, você desorganiza um pouco o padrão antigo para construir um novo, mais alinhado com quem você quer ser.
Mudar hábitos com menos culpa e mais consciência
No fim das contas, entender esse funcionamento do cérebro ajuda a tirar o peso da culpa. Se você tem dificuldade para mudar hábitos, isso não significa que você é fraco, preguiçoso ou “indisciplinado por natureza”.
Significa que seu cérebro está tentando te manter seguro do jeito que ele conhece. Com treino, perguntas certas e passos pequenos, é possível ensinar que o novo também pode ser seguro, e até muito melhor.
Então, em vez de pensar “eu preciso mudar tudo agora”, você pode começar se perguntando: “Qual é o próximo pequeno passo que eu posso dar hoje?”.
É assim, um hábito de cada vez, que novas versões de você vão nascendo.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram um conjunto de genes que pode ajudar a prever como a hepatite viral evolui no organismo. A descoberta sugere que alterações nessa rede genética podem indicar desde a gravidade da inflamação no fígado até o risco de desenvolvimento de câncer hepático.
A equipe chamou esse conjunto de genes de neuroimunoma. A ideia por trás do nome é que ele reúne sinais dos sistemas nervoso e imunológico, mostrando que esses dois sistemas atuam de forma integrada durante a resposta do corpo à infecção.
O estudo foi apoiado pela FAPESP e publicado em dezembro de 2025 no Journal of Medical Virology. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram mais de 1,8 mil amostras de bancos de dados públicos de diferentes países, incluindo Estados Unidos, Itália, China, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Taiwan.
As informações avaliadas incluíam tecidos do fígado e células do sangue de pessoas infectadas por vírus da hepatite.
Segundo Otávio Cabral Marques, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador da pesquisa, a primeira pista veio ao observar o comportamento das células de defesa no sangue.
“Nossa primeira descoberta foi que leucócitos de pacientes com hepatite passam a expressar genes normalmente associados ao sistema nervoso. Isso mostra que esses dois sistemas não funcionam de forma isolada. Eles parecem estar conectados por uma rede genética que coordena respostas em todo o organismo, especialmente em situações de inflamação crônica”, explica, em comunicado.
Genes podem indicar progressão da doença
Usando técnicas de aprendizado de máquina para analisar os dados, os cientistas observaram que o padrão de funcionamento desses genes muda conforme a doença evolui.
Quando a hepatite avança para estágios mais graves, como o câncer de fígado conhecido como hepatocarcinoma, ocorre uma alteração na forma como alguns genes são ativados. Essas mudanças podem servir como um marcador biológico da progressão da doença.
“Há mudanças evidentes na forma como esses genes se comportam ao longo da progressão da doença. Isso abre a possibilidade de usar esse conjunto genético como um biomarcador para monitorar o agravamento da hepatite viral”, afirma Adriel Leal Nóbile, cientista de dados e autor do estudo.
Entre os genes identificados, alguns chamaram a atenção por estarem ligados a mecanismos relacionados ao estresse. Um deles é o DBH, associado à produção de noradrenalina, um neurotransmissor envolvido na resposta do organismo ao estresse.
Segundo os pesquisadores, o aumento da atividade desse gene em tumores mais avançados sugere que processos ligados ao estresse podem influenciar o ambiente do câncer no fígado.
Além disso, outros genes presentes nessa rede também aparecem associados a condições de saúde mental, como depressão e ansiedade. Embora o estudo não tenha investigado diretamente essas doenças, os autores apontam que a descoberta reforça a ideia de uma ligação biológica entre inflamação crônica, sistema nervoso e saúde mental.
Para Otávio Cabral, os resultados ajudam a ampliar a compreensão sobre como o corpo reage a doenças prolongadas.
“Não se trata apenas de uma influência do sistema nervoso sobre o sistema imune. O que vemos é uma rede muito conectada, que coordena respostas em todo o organismo”, diz.
Os pesquisadores acreditam que o neuroimunoma pode, no futuro, ajudar médicos a identificar precocemente quais pacientes têm maior risco de complicações e até indicar possíveis impactos da doença na saúde mental.
Quem tem hipertireoidismo pode apresentar sintomas intensificados pela cafeína, como agitação, palpitações, tremores e até dor de cabeça.
Entre as bebidas com potencial de prejudicar a função da tireoide, consta o café
Com relação às bebidas elaboradas com soja, a endocrinologista ressalta a respeito do exagero de consumo. “Dificulta a captação de iodo pelas células da glândula. Sabe-se que o mineral é a principal matéria-prima dos hormônios sintetizados pelo órgão”, esclarece Ana Paula Barreto.
Olena Ruban/Getty ImagesA endocrinologista explica como o álcool atrapalha o papel da tireoide de produzir hormônios
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã se espalhou pelo Oriente Médio, e um novo front de batalha foi reaberto no Líbano, onde forças israelenses passaram a atacar o Hezbollah. Desta vez, a ofensiva de tropas acontece por terra, com o objetivo de tomar redutos do grupo libanês no sul do país.
O que está acontecendo?
Israel e Hezbollah voltaram aos combates nesta semana, após o início da guerra no Irã.
Os dois lados viviam um frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, e implementado em 2024.
Depois do ataque dos EUA e Israel mo Irã, o Hezbollah lançou mísseis e drones contra o território israelense. A medida foi uma retaliação do grupo libanês, financiado e apoiado por Teerã, contra a ofensiva contra o país persa.
Israel respondeu não só bombardeando posições do Hezbollah no Líbano, como também enviando tropas terrestres para o país vizinho.
O avanço das Forças de Defesa de Israel (FDI) começou na segunda-feira (2/3), após ordem do ministro da Defesa israelense, Israel Katz. A decisão surgiu após o Hezbollah confirmar a autoria de um bombardeios com mísseis e drones contra uma base israelense localizada em Haifa, em resposta aos ataques ao Irã.
O vice-chefe do conselho político do grupo libanês, Mahmoud Qmati, anunciou o fim oficial do cessar-fogo com Israel após o ataque — o primeiro por parte do grupo desde o início da trégua, em novembro de 2024.
Somente na terça-feira (3/3), as FDI afirmaram ter atingido 60 instalações ligadas a organização libanesa na fronteira entre Israel e Líbano. Já o Hezbollah realizou ao menos 13 ataques contra alvos israelenses.
Veja:
Após a ofensiva do grupo xiita, o governo do Líbano proibiu as atividades do movimento no país, que passaram a ser classificadas como ilegais. Ainda não está claro se a decisão possui efeitos práticos, tendo em vista que o Hezbollah ocupa importantes posições no setor politico, militar e social do país.
Água fria
O retorno do conflito também joga um balde de água fria nos planos de Israel e dos Estados Unidos para a organização fundamentalista libanesa. No último ano, o governo do Líbano cedeu a pressões vindas de Washington e Tel Aviv sobre desarmar grupos rebeldes que operam no país, incluindo o Hezbollah.
A expectativa era de que o plano de desarmamento acontecesse até o fim de 2025, mas a organização xiita rejeitou a medida. Isso porque, desde a implementação do cessar-fogo, Israel quebrou a trégua diversas vezes sob alegações de atingir instalações do grupo.
Abandonar as armas, na visão do grupo libanês, facilitaria um possível ataque de Israel contra o grupo e o território libanês.
De acordo com o governo do Líbano, ao menos 52 pessoas já morreram desde a retomada dos conflitos entre Israel e Hezbollah no sul do país.
O vice-presidente da CPMI do INSS, deputado Duarte Jr (PSB-MA), afirmou à coluna que a quebra de sigilo do empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, foi resultado de uma “cagada” de seu colega, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Segundo Duarte, Pimenta deveria ter atuado desde o início para impedir que a CPMI retirasse da pauta a quebra de sigilo do filho do presidente Lula.
O vice-presidente acrescentou que a votação não deveria ter sido simbólica, mas nominal, para evitar riscos.
“Faltou conversa, diálogo. Foi uma cagada de Pimenta. Muita arrogância”, disse o parlamentar à coluna na noite de terça-feira (3/3).
Entenda o que aconteceu
Em sessão tumultuada na quinta-feira (26/2), a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo fiscal e bancário do filho do presidente Lula.
A votação foi simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos. Nesses casos, os contrários precisam se manifestar em pé ou erguendo a mão.
Viana contabilizou sete votos contrários aos requerimentos, afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado os suplentes, e declarou os pedidos aprovados.
A confusão começou no momento em que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), proclamou o resultado.
A base governista alegou que a contagem foi feita de forma equivocada. Parlamentares aliados a Lula recorreram ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que manteve a decisão da comissão.
Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia ainda tem sua biodiversidade pouco conhecida do ponto de vista científico, especialmente em suas áreas mais remotas. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra como essa lacuna de conhecimento afeta grupos de animais menos visíveis e igualmente essenciais.
A pesquisa identifica onde estão e quais fatores direcionam as lacunas sobre o conhecimento das moscas sarcosaprófagas, insetos que utilizam à matéria orgânica animal e que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas.
Pequenos, mas imprescindíveis
As moscas sarcosaprófagas são insetos importantes para a decomposição da matéria orgânica, para a saúde pública e para a ciência forense. Embora importantes do ponto de vista da saúde e da natureza, o conhecimento sobre essas moscas ainda é muito limitado, principalmente na Amazônia.
Quando se fala em Amazônia, a imagem mais comum é a de um tapete de árvores gigantes, de áreas intocadas e de animais carismáticos. De fato, isso tudo ainda existe em algumas regiões, porém a biodiversidade amazônica é composta majoritariamente por organismos pequenos e menos conhecidos, mas igualmente essenciais, que exercem papéis fundamentais para os ecossistemas e para as pessoas.
O estudo revela que o esforço científico dedicado às moscas sarcosaprófagas é desigual no território amazônico, concentrando-se principalmente em áreas mais acessíveis, próximas aos grandes rios da região. Regiões remotas, muitas delas com alto valor de conservação, ainda permanecem pouco estudadas.
Essas moscas respondem rapidamente às mudanças ambientais e prestam serviços ecossistêmicos essenciais, como a decomposição da matéria orgânica. Ignorá-las significa perder informações valiosas sobre a saúde das nossas florestas.
Sem acessibilidade, sem pesquisa
A pesquisa investigou como o conhecimento sobre esses insetos está distribuído no espaço e quais fatores explicam os vieses de coleta observados. Para isso, os autores comparam os dados reais com um modelo nulo, que simula uma “Amazônia idealmente amostrada”, na qual todas as áreas teriam a mesma probabilidade de serem estudadas.
Parece complexo, mas é simples: o estudo criou um modelo matemático idealizado (conhecido como modelo nulo), que trata a Amazônia como se fosse igualmente estudada. Esse modelo idealizado foi usado como base de comparação para os dados reais de conhecimento das moscas decompositoras.
Os resultados revelam um padrão preocupante: cerca de 40% das áreas florestais apresentam probabilidade de conhecimento científico inferior a 10%. Em contraste, regiões mais acessíveis, muitas vezes já impactadas por ações humanas, concentram a maior parte dos registros disponíveis.
O estudo indica que a acessibilidade é um dos principais fatores que orientam o esforço de pesquisa na Amazônia. Estradas, rios, cidades e a proximidade de centros de pesquisa, onde estão concentrados os especialistas de diferentes grupos, facilitam a coleta de dados.
Em contraste, regiões isoladas, mesmo quando altamente preservadas, permanecem praticamente desconhecidas para a ciência. Isso indica que a ciência não apenas deixa de alcançar essas áreas, mas também investe de forma desproporcional onde já é mais fácil de chegar e realizar as coletas de biodiversidade.
Territórios quilombolas, assim como áreas remotas, essenciais para a conservação da região, apesar de estarem entre as áreas mais preservadas da Amazônia, figuram entre as menos amostradas. Esse cenário cria um paradoxo preocupante: sabemos mais sobre a biodiversidade de áreas já alteradas do que sobre regiões ainda intactas.
Isso aumenta o risco de perda de espécies antes mesmo que elas sejam conhecidas ou descritas pela ciência, além de comprometer oportunidades futuras ligadas à conservação e à manutenção do funcionamento dos ecossistemas.
Esse viés científico pode levar a decisões equivocadas em políticas de conservação, ao oferecer uma visão incompleta da biodiversidade amazônica. Embora pouco carismáticas, as moscas sarcosaprófagas desempenham papéis-chave nos ecossistemas e funcionam como importantes indicadoras de impacto ambiental.
Pesquisa em rede
O estudo reforça que não basta intensificar o esforço de pesquisa nos mesmos locais. Para reduzir efetivamente as lacunas de conhecimento, é fundamental investir em expedições direcionadas a áreas distantes e historicamente negligenciadas, aliadas a parcerias sólidas com comunidades locais e tradicionais, que conhecem profundamente o território, seus ciclos naturais e suas transformações. É preciso fazer ciência com e para as pessoas que vivem na Amazônia.
Nessas regiões distantes e ainda pouco conhecidas, grande parte da biodiversidade permanece invisível para a ciência. Daí a importância de redes de pesquisa, projetos de larga escala, financiamento contínuo e compartilhamento de dados como pilares fundamentais para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. Diante dos altos custos logísticos e operacionais da pesquisa na região, unir esforços não é uma opção, mas uma necessidade.
Todos nós, autores do estudo, integramos redes científicas como o INCT-SinBiAm, o Capacream, e a Rede Amazônia Oriental (AmOr), iniciativas que integram diferentes projetos, instituições e setores da sociedade para a produção e integração de dados, formação de pesquisadores e geração de conhecimentos para informar a recuperação e conservação da Amazônia.
Essas redes são fundamentais para transformar desafios logísticos e científicos em oportunidades de cooperação, permitindo que diferentes instituições, pesquisadores e comunidades atuem de forma integrada em uma região marcada por grandes distâncias e limitações de acesso. Sem parcerias locais, é impossível avançar de forma ética e eficiente na Amazônia.
Ao evidenciar onde estão as maiores lacunas de conhecimento da biodiversidade de moscas decompositoras, o estudo oferece subsídios fundamentais para orientar futuras pesquisas, políticas públicas e estratégias de conservação. Afinal, conhecer essa biodiversidade — inclusive os seus organismos menos visíveis e negligenciados, mas ecologicamente indispensáveis, como os insetos — é um passo fundamental para proteger a floresta e as populações que dependem dela.
Palmeiras e Novorizontino se enfrentam às 20h (de Brasília) desta quarta-feira (4/3), pelo jogo de ida da final do Campeonato Paulista. Com o Allianz Parque ainda inapto devido à troca do gramado, a partida será disputada na Arena Crefisa Barueri.
A partida de volta será disputada no domingo (8/3), às 20h30, no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP). O Tigre do Vale decide em casa por ter tido a melhor campanha do Paulistão.
Prováveis escalações
Palmeiras: Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Mauricio (Arias) e Allan; Flaco López e Vitor Roque.
Novorizontino: Jordi; Alvariño, Dantas, Patrick e Mayk; Léo Naldi, Luís Oyama, Matheus Bianqui e Juninho (Titi Ortíz); Vinícius Paiva e Robson.
A partida entre Palmeiras x Novorizontino será transmitida pela TNT (canal fechado), CazéTV (YouTube), Recordo (canal aberto) e HBO Max (streaming).
Começar uma rotina de exercícios pode parecer intimidador no início. A dúvida sobre quais aparelhos usar no treino ou como executar os movimentos é comum para todo iniciante na academia.
Por que focar no básico no início?
O objetivo é preparar seu corpo de forma gradual, evitando lesões e garantindo constância.
Confira exercícios fáceis para iniciantes - Foto: Shutterstock
Logo, nos primeiros meses, o mais importante não é a carga, mas sim o aprendizado do movimento. Seu sistema nervoso precisa “entender” como ativar os músculos corretamente.
Treinos simples ajudam na adaptação das articulações e tendões ao esforço físico. Começar com calma é a estratégia mais inteligente para não desistir nas primeiras semanas.
1. Caminhada inclinada na esteira
A esteira é a porta de entrada ideal para o mundo fitness. Em vez de tentar correr logo de cara, utilize a função de inclinação para aumentar o gasto calórico.
Caminhar em subida simula um esforço maior para as pernas e o coração sem o impacto da corrida. É excelente para melhorar a resistência cardiovascular de forma segura.
2. Agachamento com peso do corpo
O agachamento é um dos exercícios mais completos que existem. Ele trabalha coxas, glúteos e a região do core (abdômen e lombar) simultaneamente.
Para iniciantes, o ideal é dominar a técnica sem usar barras ou halteres. Mantenha os pés afastados na largura dos ombros e desça como se fosse sentar em uma cadeira invisível.
Foco: Coluna reta e joelhos alinhados.
Repetições: 3 séries de 12 a 15 movimentos.
Benefício: Fortalecimento funcional para o dia a dia.
3. Puxada alta (Pulldown)
Este exercício é feito em uma máquina e é essencial para a postura. Ele trabalha os músculos das costas e ajuda a “abrir” os ombros, combatendo a má postura do trabalho.
Sente-se com a coluna ereta e puxe a barra em direção ao peito, não atrás da nuca. O movimento deve ser controlado tanto na descida quanto na subida da carga.
4. Leg Press 45º
O Leg Press é uma máquina excelente para quem ainda não tem equilíbrio para exercícios livres. Ele permite fortalecer as pernas com total suporte para as costas.
Ajuste o banco de forma confortável e empurre a plataforma com os calcanhares. Evite esticar totalmente os joelhos no final do movimento para proteger a articulação.
5. Prancha abdominal estática
O fortalecimento do abdômen é o que sustenta todos os outros exercícios. A prancha é simples: apoie os antebraços e as pontas dos pés no chão, mantendo o corpo reto.
Tente segurar a posição por 20 a 30 segundos no início. Esse exercício “isométrico” é muito seguro e eficiente para proteger sua coluna de dores futuras.
Importância do descanso e da constância
Para um iniciante na academia, treinar três vezes por semana já traz resultados incríveis. O corpo precisa de tempo para se recuperar e construir novas fibras musculares.
Não tente copiar o treino de quem já frequenta o local há anos. Respeite o seu ritmo e foque em melhorar um pouco a cada sessão de treinamento.
Dica do especialista
Profissionais de educação física sugerem que o iniciante peça ajuda sempre que tiver dúvida.
O foco inicial deve ser a frequência. Mais vale um treino curto e bem feito do que passar horas na academia sem uma direção clara.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) expressou grave preocupação diante da situação. “Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”.
Segundo a pasta, o Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.
“As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados’, disse o texto.
Além disso, o governo recomendou que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais e afirmou que o embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.
Entenda
O ataque ao Irã aconteceu na manhã deste sábado, pelo horário de Brasília, pouco depois das 8h, no de Israel. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O ataque foi efetuado “para eliminar ameaças”, segundo Katz.
Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, informou uma autoridade americana à CNN internacional.
Segundo Trump, a ação teve o objetivo de eliminar as ameaças ao povo americano.
“Nós vamos garantir que o Irã nunca terá uma arma nuclear”, afirmou. “Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”, acrescentou.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou, nesta sexta-feira (27/2), que será aplicada a bandeira tarifária verde nas contas de luz do mês de março. Com isso, não haverá o pagamento de taxa extra.
Segundo a agência, houve um aumento no volume de chuvas em fevereiro e a consequente elevação do nível dos reservatórios das usinas, o que favoreceu a continuidade da bandeira verde para março.
Bandeiras tarifárias mês a mês
Março de 2025: Verde;
Abril de 2025: Verde;
Maio de 2025: Amarela;
Junho de 2025: Vermelha – patamar 1;
Julho de 2025: Vermelha – patamar 1;
Agosto de 2025: Vermelha – patamar 2;
Setembro de 2025: Vermelha – patamar 2;
Outubro de 2025: Vermelha – patamar 1;
Novembro de 2025: Vermelha – patamar 1;
Dezembro de 2025: Amarela;
Janeiro de 2026: Verde;
Fevereiro de 2026: Verde;
Março de 2026: Verde.
As bandeiras tarifárias foram criadas em 2015. Elas servem para indicar o custo real da energia e se traduzem no repasse desses gastos ao consumidor final.
A bandeira verde é a que isenta o consumidor de qualquer taxa extra. No caso da aplicação da bandeira amarela, a cada 100 kWh consumidos, há o acréscimo de R$ 1,88.
Os patamares 1 e 2 da bandeira vermelha resultam na cobrança extra, a cada 100 kWh consumidos, de R$ 4,46 e R$ 7,87, respectivamente.
A tensão entre Estados Unidos e Irã volta a ganhar contornos cada vez mais concretos no tabuleiro geopolítico. Mesmo em meio a rodadas de negociação nuclear, Washington passou a emitir alertas de segurança e a reduzir a presença diplomática em pontos sensíveis do Oriente Médio.
A manobra do governo dos EUA parece antecipar preocupações reais com o agravamento do conflito e a possibilidade de uma ação militar contra Teerã.
Retirada em Israel
O Departamento de Estado autorizou, na sexta-feira (27/2), a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão dos EUA em Israel, citando riscos crescentes de segurança diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.
A recomendação também orienta que cidadãos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis — um indicativo de que Washington trabalha com cenários de deterioração rápida do ambiente de segurança.
A embaixada continuará funcionando com equipe essencial, incluindo diplomatas responsáveis por assistência consular, segurança e assuntos políticos.
5 imagens
Negociações sem acordo e pressão crescente
A decisão ocorre após o encerramento de mais uma rodada de negociações entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, sem avanços significativos.
Embora mediadores tenham sinalizado “progressos técnicos”, os principais impasses permanecem: o nível de enriquecimento de urânio permitido ao Irã, o levantamento de sanções econômicas e as exigências americanas relacionadas ao programa de mísseis balísticos iranianos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que prefere uma solução diplomática, mas declarou não estar satisfeito com o andamento das negociações.
Segundo ele, “o Irã não pode ter armas nucleares”, deixando aberta a possibilidade de medidas mais duras caso não haja um entendimento.
Do lado iraniano, autoridades insistem que o programa nuclear tem fins pacíficos e alertam que qualquer ataque resultaria em uma resposta ampla contra interesses americanos na região.
Autoridades norte-americanas confirmaram a retirada temporária de dezenas de funcionários e familiares, mantendo o mesmo “modus operandi”, apenas equipe considerada essencial para o funcionamento da missão.
O Líbano ocupa posição estratégica nesse tabuleiro. O país abriga o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo Irã e considerado organização terrorista pelos EUA.
Em cenários de escalada militar, o território libanês pode se tornar uma frente indireta de retaliação contra interesses americanos ou israelenses.
A embaixada dos EUA em Beirute já foi alvo de ataques no passado, em episódios que marcaram profundamente a presença norte-americana na região. Por isso, mudanças no quadro diplomático no país costumam ser interpretadas como indicativo de preocupação concreta com a segurança ou de preparação para possíveis desdobramentos militares.
Segundo o Departamento de Estado, a medida é preventiva e não significa o fechamento da missão, que permanece operacional com pessoal essencial.
Paralelamente às medidas diplomáticas, os Estados Unidos intensificaram a presença militar no Oriente Médio — o maior reforço em décadas. Entre os ativos deslocados está o porta-aviões USS Gerald R. Ford, acompanhado por destróieres, aeronaves e milhares de militares.
O aumento da presença militar ocorre enquanto o principal comandante das forças norte-americanas no Oriente Médio apresenta opções estratégicas à Casa Branca, indicando que a decisão sobre os próximos passos pode estar próxima.
Distribuição de bases e tropas dos EUA no Oriente Médio ajuda a explicar os riscos de uma escalada após novas ameaças de Washington a Teerã
Risco de conflito regional
Autoridades iranianas já advertiram que bases norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio estariam ao alcance de seus mísseis em caso de ataque. Há também o temor de que aliados regionais de Teerã possam ser acionados, ampliando o confronto para múltiplas frentes e envolvendo Israel de forma direta.
Instalações diplomáticas norte-americanas são historicamente vistas como alvos sensíveis em momentos de escalada, ajudando a explicar a retirada preventiva de pessoal não essencial. Medidas semelhantes foram adotadas antes de ações militares anteriores na região.
Apesar da movimentação militar e dos alertas de segurança, canais diplomáticos permanecem abertos. Novas rodadas técnicas estão previstas para os próximos dias em Viena, Áustria.