
Quem nunca foi picado ou incomodado com o zumbido de um mosquito antes de dormir e já se perguntou qual é a utilidade desses insetos no mundo? De primeira, a associação costuma ser negativa, principalmente por causa das doenças transmitidas por algumas espécies.
No entanto, do ponto de vista científico, os mosquitos têm funções muito importantes na natureza. Eles fazem parte de cadeias alimentares, participam do ciclo de nutrientes em ambientes aquáticos e também atuam na polinização de plantas.
“Existem mais de 3.500 espécies de mosquitos descritas no mundo, mas só algumas estão envolvidas na transmissão de doenças humanas. Os principais vetores pertencem aos gêneros Aedes, Anopheles e Culex, responsáveis pela transmissão de enfermidades como dengue, malária, zika e febre chikungunya”, explica a professora de biologia Camila Braga, do Colégio Objetivo de Brasília.

Os mosquitos fazem parte da dieta de vários organismos. Aves, morcegos, peixes, anfíbios e outros insetos usam os mosquitos como fonte de energia em fases diferentes da vida.
Em ambientes naturais, a presença deles ajuda a sustentar cadeias alimentares com oferta de nutrientes, já que muitos predadores dependem desse tipo de recurso para sobreviver.
Grande parte do ciclo de vida dos mosquitos ocorre na água. Nessa fase, as larvas se alimentam de algas, bactérias e matéria orgânica presente em lagoas, poças e outros reservatórios.
Esse processo participa da reciclagem de nutrientes e também fornece alimento para organismos aquáticos, como peixes e outros animais pequenos.
Apesar de serem conhecidos por se alimentarem com sangue, os mosquitos adultos obtêm a maior parte da energia no néctar das flores.
Ao visitar plantas para consumir açúcar, os insetos acabam transportando pólen entre flores e isso contribui para a reprodução de algumas espécies vegetais.
Existem milhares de espécies de mosquitos distribuídas em diferentes regiões do mundo. Nesse contexto, cada uma ocupa seu próprio nicho ecológico, com funções ligadas ao ambiente em que vive.
Além disso, por estarem conectados a vários organismos diferentes e processos naturais, os mosquitos participam do funcionamento de muitos ambientes.
“Reduzir populações de mosquitos que transmitem doenças é importante, mas extinguir esses insetos pode causar consequências ecológicas que muitas vezes não são previstas”, ressalta o médico veterinário Rodrigo Rabello Duemes, membro do Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente (IBIMM).
A endometriose é uma condição que afeta milhões de mulheres e, apesar de ser comum, o diagnóstico ainda demora muito tempo para ser feito. No Brasil, a doença pode levar, em média, sete anos para ser identificada, segundo dados do Ministério da Saúde.
A demora ocorre, muitas vezes, porque sintomas importantes acabam sendo confundidos com desconfortos considerados “normais” do ciclo menstrual. Porém, os especialistas de saúde orientam que os sinais não podem ser ignorados.
“A dor que limita a rotina não deve ser tratada como ‘normal’. Quando os sintomas se repetem, a orientação é procurar um ginecologista para investigação adequada, porque o atraso no diagnóstico pode prolongar o sofrimento e adiar o tratamento”, explica a ginecologista Maria Marta Martins, da Doctoralia.
A endometriose ocorre quando um tecido parecido com o que reveste o interior do útero cresce fora do órgão, podendo atingir ovários, trompas e outras regiões da pelve.
A condição provoca inflamação e pode causar dor intensa, além de afetar a fertilidade em alguns casos. Mesmo assim, muitas mulheres convivem com os sintomas por anos antes de receberem um diagnóstico.
O problema ganha destaque especialmente em março, período marcado pelo Março Amarelo, campanha de conscientização sobre a doença, e pelo Dia Internacional da Mulher, que reforça debates sobre saúde feminina.
“Nem sempre o diagnóstico é realizado da melhor forma e logo de início, podendo levar até 10 anos para ser feito. Essa é a maior dificuldade, já que as dores da endometriose podem ser confundidas com dores rotineiras do ciclo menstrual”, afirma o ginecologista Patrick Bellelis, especialista na doença e de São Paulo.
A doença pode se manifestar de formas diferentes e se aparecem com frequência ou se tornam mais intensos ao longo do tempo, a recomendação é buscar avaliação médica.

O interesse por temas relacionados à saúde feminina também tem aumentado no ambiente digital. Um levantamento da plataforma de saúde Doctoralia aponta que 72% dos usuários do serviço no Brasil são mulheres.
A pesquisa mostra ainda que ginecologia é a especialidade mais procurada no país e que a endometriose aparece como a segunda condição de saúde mais pesquisada, atrás apenas do autismo.
Segundo os especialistas, o acesso à informação pode ajudar as pacientes a reconhecer sintomas e procurar atendimento mais cedo, o que contribui para reduzir o atraso no diagnóstico.
Embora ainda não tenha cura definitiva, a endometriose pode ser controlada com diferentes abordagens, que incluem medicamentos, acompanhamento médico e, em alguns casos, cirurgia.
Por isso, os especialistas reforçam que não é normal conviver com dor muito forte por períodos longos. A avaliação de um médico especializado no assunto é fundamental para identificar a causa dos sintomas e iniciar o tratamento certo o quanto antes.
Março traz diferentes oportunidades para quem gosta de olhar para o céu. O mês reúne conjunções planetárias, fases importantes da Lua e o equinócio que marca a mudança de estação no Hemisfério Sul.
Embora um dos eventos mais aguardados, o eclipse lunar total, já tenha ocorrido no início do mês e não tenha sido amplamente visível no Brasil, ainda há fenômenos interessantes para acompanhar nas próximas semanas.
O primeiro grande evento astronômico de março foi o eclipse lunar total do dia 3, popularmente chamado de “Lua de Sangue”. Segundo o doutor em astrofísica e professor da Universidade Católica de Brasília, Adam Smith, a fase total praticamente não pôde ser observada no Brasil.
“Em muitas regiões a Lua já estava abaixo do horizonte ou muito próxima dele”, explica.
Já o astrofísico Thiago Gonçalves afirma que o fenômeno foi melhor observado em regiões do Pacífico. Em alguns estados do oeste brasileiro, como partes da Amazônia, foi possível ver apenas uma parte do eclipse.

Outro destaque do mês é a chamada “parada planetária”, quando vários astros aparecem na mesma faixa do céu logo após o pôr do sol. O alinhamento envolve
Apesar do nome chamativo, o fenômeno não significa que os planetas estejam perfeitamente alinhados no espaço. “Trata-se de um efeito de perspectiva visto da Terra, com vários planetas aparecendo em uma mesma região geral do céu”, explica Smith.
Para quem quer começar a observar o céu, Júpiter é o melhor alvo do mês. O planeta permanece visível por várias horas após o anoitecer e pode ser identificado com relativa facilidade. Com binóculos ou telescópios simples também é possível observar alguns de seus satélites naturais, conhecidos como luas galileanas.
A Lua continua sendo um dos objetos mais fáceis e interessantes de observar no céu. As principais fases deste mês são:
A fase de Lua Nova é especialmente favorável para observar estrelas, nebulosas e a faixa da Via Láctea em locais escuros.
Outro evento importante no céu acontece no dia 20 de março, às 11h46 (horário de Brasília): o equinócio. O fenômeno marca a transição do verão para o outono no Hemisfério Sul.
Segundo Gonçalves, a data tem uma característica curiosa. “No dia do equinócio, a duração do dia e da noite é praticamente a mesma. Além disso, o Sol nasce exatamente no ponto cardeal leste e se põe exatamente no oeste”, explica.
Especialistas recomendam algumas medidas simples para aproveitar melhor o céu noturno:
Outra recomendação importante é nunca observar o Sol diretamente sem filtros adequados.
Nesta quinta-feira (12/3), é celebrado o Dia Mundial do Rim. No Brasil, a data tem coordenação da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), que cria ações para aumentar a conscientização sobre a importância da saúde dos rins e a prevenção das doenças nefrológicas em todo o país. Conforme dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2024, a doença renal crônica (DRC) é uma condição que afeta em torno de 10% da população.
O nefrologista Elber Rocha explica que “preservar a saúde dos rins ao longo da vida” requer ter uma boa hidratação, reduzir o consumo de sal, evitar alimentos ultraprocessados e controlar a pressão arterial e glicemia, além de manter um peso saudável. “São medidadas fundamentais”, avalia o médico do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF). Na prática clínica, o especialista costuma orientar os pacientes a incluírem vegetais frescos e naturais na alimentação.
De acordo com o médico, comer determinados vegetais diariamente tende a ser “uma estratégia simples e eficaz” para cuidar da saúde renal. Para beneficiar esses órgãos, ele reforça que o “mais importante não é [consumir] um alimento isolado, mas sim o padrão alimentar como um todo”. Ao fazer o apontamento, Elber acrescenta a respeito dos rins serem “órgãos muito sensíveis aos hábitos de vida e à qualidade da dieta.”
O especialista caracteriza a abobrinha como “leve, versátil e naturalmente pobre em sódio”. “Sabe-se que o consumo excessivo de sal está diretamente associado ao desenvolvimento de hipertensão arterial, uma das principais causas de doença renal crônica”, aponta. O nefrologista emenda: “Nesse contexto, substituir alimentos industrializados por vegetais frescos, como a abobrinha, é uma estratégia simples, mas muito relevante para quem deseja proteger os rins.”
Elber Rocha analisa que a abobrinha está “bastante presente na alimentação brasileira”. O médico sugere a leitura do livro Pouca Proteína & Muito Sabor — Receitas práticas para o paciente com doença renal crônica na fase não dialítica. “A obra reúne orientações nutricionais e receitas adaptadas para pessoas com doença renal crônica não dialítica”, esclarece. A publicação elaborada por especialistas está disponível em um link da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).
O reencontro entre Ana Castela e Zé Felipe neste domingo (8/3) reacendeu rumores de reconciliação entre os artistas. Os dois tiveram um breve envolvimento no fim de 2025 e anunciaram o fim do relacionamento poucos dias após o Natal do mesmo ano.
Neste Dia Internacional da Mulher, Ana Castela marcou presença em um almoço na casa de Leonardo e Poliana Rocha, pais de Zé, em Goiânia.
Vídeos do encontro circularam nas redes sociais ao longo do dia e mostraram Ana e Zé Felipe em clima descontraído durante um almoço com familiares. A presença da cantora surpreendeu parte do público e rapidamente gerou comentários sobre uma possível volta do casal.
O momento foi compartilhado por amigos dos artistas. Em uma das publicações, o cantor Odorico Reis escreveu: “Chegou quem faltava”, ao mostrar a chegada de Ana ao encontro.
O reencontro também virou motivo de brincadeira entre amigos. Em um dos vídeos publicados durante a tarde, o influenciador Vetuche comentou: “Quem juntou separa”, ao lado de uma postagem de todos se divertindo juntos.
Ana Castela e Zé Felipe viveram um relacionamento breve entre outubro e dezembro de 2025. O namoro chegou ao fim no final do ano, mas, desde então, os dois continuaram mantendo contato e trocando interações nas redes sociais.
Mesmo após a separação, a cantora seguiu próxima da família do artista, o que frequentemente alimenta especulações entre fãs sobre uma possível reconciliação. Até o momento, nenhum dos dois comentou oficialmente se o reencontro marca ou não uma retomada do romance.

Por meio do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), da Marinha do Brasil, vários cientistas brasileiros têm realizado expedições à Antártica. Um deles é o pesquisador Rodrigo Kerr, do Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (Goal) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), que faz viagens ao extremo sul do planeta desde 2002.
O objetivo do pesquisadores da Goal é investigar a interação física, química e biológica no local e o impacto das mudanças climáticas no ecossistema oceânico.
A coleta de dados na região é importante para nós. Apesar de estar bem longe do Brasil, a Antártica envia massas de ar polar (ou frente frias) para cá. Elas são responsáveis por determinar a temperatura e a quantidade de chuvas, especialmente no inverno. É como se o extremo sul fosse o “ar-condicionado” de toda a Terra.
No entanto, com o avanço das mudanças climáticas e o aquecimento do planeta, a interação entre nosso país e a Antártica pode ser bagunçada. As regiões geladas podem ficar mais quentes e, consequentemente, tornar o Brasil mais suscetível à ocorrência de eventos climáticos extremos, como fortes chuvas no Sul ou secas prolongadas em outras regiões.
“A Antártica é um laboratório natural ainda pouco impactado pelas atividades humanas. O oceano antártico é um dos impulsionadores da circulação global dos oceanos, renovando as características e oxigenando as águas de toda a profundeza do oceano global”, afirma Kerr, que também é membro do Instituto de Pesquisas Oceânicas (Inpo).
As informações trazidas da Antártica ao Brasil ajudam a investigar a variação natural dos oceanos, mas também as alterações provocadas pelas mudanças climáticas. Os dados são essenciais para realizar pesquisas sobre cenários futuros do gelo local, por exemplo.
“É preciso que tenhamos séries temporais de diversos parâmetros químicos, físicos e biológicos e, para isso, é preciso um grande esforço para mantermos um monitoramento contínuo e de longa duração”, diz o pesquisador.
Segundo ele, os resultados das expedições também são importantes para formular novas estratégias de preservação ou mitigação no ambiente antártico.
Todas as viagens à Península Antártica são orientadas através das coordenadas do Proantar. No caso do Goal, as expedições ocorrem no verão austral, entre janeiro e fevereiro. O grupo de pesquisa se desloca por meio de voos de apoio até a cidade de Punta Arenas, no Chile. Por lá, eles embarcam nos navios da Marinha e dão início à ida ao solo antártico.
De acordo com Kerr, as principais dificuldades na viagem são as condições climáticas imprevisíveis do mar, que atrapalham o deslocamento da embarcação e podem até adiar a expedição.
“Durante a realização das atividades dos projetos de pesquisa a bordo dos navios na Antártica, outro contratempo pode ser a cobertura de gelo. Ela pode ser tão espessa que impede o avanço do navio e o transporte a determinadas regiões”, relata o cientista.
Para coletar dados químicos, físicos e biológicos da água, os pesquisadores utilizam instrumentos oceanográficos especializados, que medem temperatura, salinidade e pressão. A partir da colheita das amostras, pode-se determinar a concentração de oxigênio dissolvido, a fluorescência e a turbidez da água.
As expedições marítimas brasileiras na Antártica colocam o Brasil em um papel de destaque na pesquisa científica. Além de ser importante para acompanhar a evolução das mudanças climáticas, os dados servem de base para pesquisadores do mundo todo estudarem o extremo sul global com mais profundidade.
Kerr afirma que a partir de informações coletadas pelo Goal e outros grupos de pesquisa, descobriu-se um um acúmulo de carbono em regiões profundas ao redor da Antártica provocado por atividades humanas.
“O Brasil hoje tem um papel fundamental na ciência antártica, sendo um dos pilares e protagonista mundial nos estudos científicos executados nos mares, oceanos e ecossistemas antárticos. Os dados gerados pelo Brasil são fruto de muita dedicação de pesquisadores, técnicos e estudantes de diferentes níveis de formação”, conclui o membro do Inpo.
O uso excessivo de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes tem acendido um alerta entre especialistas em saúde mental e educação. Em meio a esse cenário, cresce o debate impulsionado pelo chamado Movimento Desconecta, que propõe uma reflexão coletiva sobre limites, tempo de tela e o papel das famílias no acompanhamento da vida digital dos jovens.
A discussão ganhou força após documentários e programas de TV exporem como algoritmos são projetados para prender a atenção dos usuários — inclusive crianças. Desde então, pais, educadores e pesquisadores passaram a questionar o impacto desse consumo intenso na formação emocional e social das novas gerações.

O projeto começou com a criação de um grupo de WhatsApp na escola dos filhos para conversarem sobre o tema. Desse grupo, seis mães se juntaram e decidiram trazer o tema ao público, com a proposta de motivar a todos gerando um grande acordo entre as famílias: não dar celular para seus filhos, pelo menos até 14 anos e acesso a redes sociais pelo menos até 16 anos.
Para Juliana Lobão, que lidera o movimento na escola do filho, o maior desafio não é apenas a vontade da criança — é a pressão coletiva. Mãe de um menino de 6 anos, ela ainda não vive diretamente o famoso “todo mundo tem, menos eu”, mas acompanha de perto o dilema de mães de filhos mais velhos. “Os pais sabem dos riscos, leem pesquisas, entendem os impactos. Mas quando todos os amigos começam a ter celular e a socializar virtualmente, muitos acabam dizendo ‘sim’ por medo da exclusão.”

“É muito mais fácil adiar se for um combinado coletivo. Em vez de dizer ‘sim’, por que não dizer ‘ainda não’, juntos? Não é proibir. É só adiar.”
Juliana decidiu implementar o Desconecta ainda no ensino infantil justamente para que, quando as crianças atingirem a fase dos 9 aos 12 anos — período em que a pressão costuma se intensificar — a cultura já esteja diferente.
Segundo ela, há comprovação científica de que celulares e redes sociais expõem crianças e adolescentes a conteúdos nocivos e altamente viciantes, com impactos na cognição, memória, relacionamentos e saúde física — incluindo miopia, obesidade e transtornos alimentares — além de ansiedade e depressão.

Já para Manuela Bertoletti, que começou praticamente em “voo solo”, implementar o acordo exige constância e firmeza. “Foi bastante difícil no começo. Mas com muita conversa e troca, nossos filhos foram se conscientizando.”
Na prática, a família estabeleceu regras claras: nada de TVs nos quartos; telas apenas no fim do dia; quatro dias da semana sem telas e três com. A regra vale para todos — inclusive os pais.
Para eles, o tempo livre é preenchido com esporte, atividades ao ar livre, leitura, tarefas domésticas e encontros com amigos. E quando surge o tédio, ele é tratado como parte do processo. “Reforçamos a importância do ócio. Aproveitar o não fazer nada. Dá trabalho? Dá. O tempo todo. Mas educar é isso.”

Segundo Manuela, o retorno aparece nos pequenos gestos: filhos que lembram os pais de tirar o celular da mesa ou que percebem quando um colega deixa de brincar para ficar apenas na tela.
Manuela admite que, no início, chegaram a duvidar da decisão. “Mas bastava ler as notícias sobre os malefícios do uso precoce que recobrávamos nossa tenacidade.”
A leitura de A Geração Ansiosa foi, segundo ela, um divisor de águas. Hoje, com o crescimento do Movimento Desconecta, ela acredita que o apoio coletivo torna tudo mais leve. “O piano, por mais afinado que seja, ainda é pesado. Fica bem mais fácil carregar juntos.”

A neuropsicóloga Juliana Gebrim aponta que a idade para ter um smartphone pode variar de acordo com cada família, mas o mais importante não é apenas quando o celular será introduzido, e sim como esse uso será conduzido.
“Sou favorável a um acesso controlado e monitorado pelos pais, independentemente da idade. Isso significa estabelecer limites claros, como horários de uso, tempo diário de acesso e acompanhamento dos conteúdos que a criança ou o adolescente consome”, salienta.
A profissional também destaca que é importante orientar e proteger contra ambientes digitais potencialmente nocivos, como conteúdos violentos, práticas de cyberbullying ou links perigosos que podem aparecer na internet. “Quando existe acompanhamento familiar e limites bem definidos, o uso da tecnologia tende a ser mais saudável e seguro para o desenvolvimento emocional e social dos jovens.”

Apesar disso, a neuropsicóloga afirma que é importante estar atento(a) sobre sinais que podem indicar que o uso do celular deixou de ser saudável. ”Um deles é quando o adolescente começa a se isolar mais e reduz o contato presencial com familiares e amigos.”
Essas mudanças de comportamento mostram que o uso da tecnologia pode estar ultrapassando o limite do saudável e interferindo na rotina e nas relações do adolescente. “Já existem diversas pesquisas mostrando que o uso sem limites de celulares e redes sociais pode, sim, estar relacionado ao aumento de quadros de ansiedade, depressão e dificuldades de socialização entre adolescentes”, destaca.
Juliana também reforça que isso ocorre porque o jovem passa a interagir principalmente com conteúdos e pessoas que ele escolhe, geralmente aquilo que lhe agrada. “Na vida real, porém, as relações são mais complexas e precisamos lidar com frustrações, opiniões diferentes e situações que nem sempre são agradáveis. Quando a maior parte das interações acontece no ambiente digital, o campo de experiências sociais pode acabar ficando mais restrito.”
O Flamengo chega para enfrentar o Fluminense na final do Campeonato Carioca com novidade no banco de reservas. Leonardo Jardim foi contratado pelo clube da Gávea para substituir Filipe Luís. O português será o oitavo técnico diferente a comandar o Rubro-Negro em uma decisão estadual nos últimos oito anos.
O time vermelho e preto decide o Cariocão consecutivamente desde 2019 e, de lá para cá, conquistou o título em cinco oportunidades. Entretanto, nenhum treinador que disputou a decisão seguiu para o torneio do ano seguinte. O mais recente, Filipe Luís, foi campeão em 2025, mas caiu após a vitória por 8 x 0 sobre o Madureira na semifinal.
Além de Luís e de Jardim, que tentará o título estadual em 2026, a lista de técnicos do Flamengo conta com Tite (2024), Vitor Pereira (2023), Paulo Sousa (2022), Rogério Ceni (2021), Jorge Jesus (2020) e Abel Braga (2019).
Desses, somente Sousa e Pereira perderam os títulos. Os dois foram superados pelo Fluminense na decisão.
Duas empresas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que enviaram mais de R$ 3 milhões a contas bancárias do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não atendem no endereço em que estão sediadas.
O Metrópoles visitou na quinta-feira (5/3) o prédio comercial na zona oeste de São Paulo, onde as empresas LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia estão registradas na Junta Comercial, e foi informado de que as salas estão desocupadas há 7 meses.
Antes de ficar vazia, as duas salas do primeiro andar abrigavam uma certificadora digital e uma organização social que presta serviços de saúde. Segundo os registros das duas empresas de Lulinha – LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia –, a principal atividade delas é “suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação”.

De acordo com registros da quebra de sigilo bancário de Lulinha, que foram enviados à CPMI do INSS e revelados pela coluna de Andreza Matais, a LFF Tech Participações enviou R$ 2,37 milhões a Lulinha e a G4 Entretenimento e Tecnologia mandou R$ 772 mil ao filho do presidente. As transferências ocorreram entre 2022 e 2025.
A defesa de Lulinha afirma que o endereço é usado apenas para recebimento e encaminhamento de correspondências.
“A empresa LLF Tech não possui escritório externo e sua sede sempre foi a residência de Fábio Luís, alterada somente após sua mudança para o exterior. A empresa G4 não está mais em atividade, mas possui créditos judicializados a receber, que quando são pagos, são distribuídos”, diz o advogado Guilherme Suguimori em nota.
Ao todo, a quebra de sigilo revelou uma movimentação de R$ 19,3 milhões no período de quatro anos. A defesa afirma que o montante “não retrata nenhum valor real” porque corresponde a soma de movimentações, o que pode significar valores repetidos em entradas e saídas.
Do valor revelado na quebra de sigilo, R$ 9,6 milhões foram recebidos por Lulinha e o restante foi pago a outras contas bancárias.
A CPMI que apura a fraude no INSS, revelada pelo Metrópoles, investiga o filho do presidente Lula pela relação dele com Antonio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como Careca do INSS.
Lulinha e Careca viajaram juntos para Portugal para conhecer uma fábrica de cannabis medicinal. A interlocutores, Lulinha tem dito que não fechou negócio, embora tenha viajado com o lobista.
A Polícia Federal (PF) investiga anotações do Careca do INSS para pagar R$ 300 mil ao “filho do rapaz”. Um ex-funcionário do lobista disse à PF que o valor era pago a Lulinha, por meio de uma empresa de cannabis sediada em Portugal. A defesa do Lulinha nega relação do filho do presidente com os fatos investigados na comissão.
“Reitero que Fábio Luís não tem relação com as fraudes do INSS, o que será verificado pelas autoridades competentes quando analisarem esses documentos sigilosos que foram infeliz e seletivamente vazados”, afirmou Suguimori, em nota.
O Irã ameaçou atacar países da Europa em qualquer caso de envolvimento ou apoio militar aos Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, nesta sexta-feira (6/3).
De acordo com o diplomata, Teerã informou que nações europeias devem ter “cuidado” para não se envolver no que classificou como “guerra de agressão contra o Irã”.
“Se [algum país] se juntar aos Estados Unidos e Israel na agressão contra o Irã, também se tornará alvo legítimo de retaliação iraniana”, afirmou Takh-Ravanchi durante entrevista ao canal France 24.
Até o momento, nenhum aliado europeu dos EUA se envolveu diretamente nos ataques contra o território iraniano. Apesar disso, a guerra no Oriente Médio já provocou reflexos diretos no velho continente.
De forma indireta, porém, alguns países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já sentem os reflexos do conflito e passaram a agir militarmente.
No início da semana, o Reino Unido anunciou o deslocamento do destróier HMS Dragon e de helicópteros militares ao Mediterrâneo. Enquanto isso, a França também destacou o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para a mesma região.
Segundo Londres e Paris, a decisão foi uma resposta a um ataque de drones contra uma base britânica localizada na ilha de Chipre.
Além disso, a Turquia e o Azerbaijão também sofreram impactos da guerra entre EUA, Israel e Irã. Nos últimos dias, os governos dos dois países acusaram o Irã de promover ataques com mísseis e drones.
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), refutou nesta sexta-feira (6/3) a declaração do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre conversas atribuídas a ele com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Ao contrário do afirmado por Moraes, em nota, o parlamentar argumenta que o colegiado não divulgou material sigiloso que envolva ministros da Corte. Na nota divulgada nesta sexta, o ministro diz que a “CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa” os dados telemáticos de Daniel Vorcaro.
Em resposta, Viana alegou que “a CPMI sempre atuou dentro dos limites legais e regimentais” e afirmou que “é fundamental esclarecer de onde surgiu a informação” de que os conteúdos teriam sido divulgados pela comissão. “Antes de atribuir essa responsabilidade ao Parlamento, é preciso identificar com precisão a origem desses documentos”, afirma o senador.
Na quarta-feira (4/3), começaram a circular na imprensa dados do celular de Daniel Vorcaro. No mesmo dia, parlamentares da CPMI também tiveram acesso à quebra de sigilo telemático do banqueiro pela Polícia Federal (PF), mas não há confirmação de que as supostas mensagens entre o magistrado e Vorcaro façam parte do mesmo material enviado à comissão.
Trechos de anotações em bloco de notas extraídos do celular de Vorcaro foram publicados pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e associados ao envio de mensagens pelo WhatsApp em modo de visualização única a Moraes.
Segundo a jornalista, o dono do Banco Master trocou mensagens com o magistrado horas antes de ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025.
Em nota, Moraes afirmou que uma “análise técnica” realizada nos dados telemáticos de Vorcaro constatou que as mensagens de visualização única enviadas não correspondem a contatos do ministro nos arquivos apreendidos.
“Os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa”, afirmou o magistrado
A Policia Civil investiga a morte de Thyago da Silva Severino, de 34 anos, ocorrida em 28 de fevereiro, no município de Cerejeiras, em Rondônia. A família afirma que ele teve o intestino perfurado durante a realização de uma colonoscopia em uma clínica particular da cidade.
De acordo com os familiares, durante o procedimento, realizado no dia 27 de fevereiro, houve uma perfuração intestinal. O médico responsável pelo exame, que acompanhava Thyago há cerca de oito anos, interrompeu o procedimento e informou que o órgão estava “um pouco comprometido”, indicando a perfuração.
Após o ocorrido, Thyago foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu às complicações e morreu no dia seguinte.
Conforme a família, o homem tinha uma síndrome nefrótica, condição que exige acompanhamento médico. Apesar disso, os parentes afirmam que o quadro era controlado e não comprometia o bem-estar dele.
Ao Metrópoles, a Polícia Civil informou que os familiares registraram a denúncia para que as circunstâncias sejam investigadas.
Novas análises indicam que um asteroide grande o suficiente para destruir uma cidade passará perto da Lua em 2032. Apesar da aproximação, não há risco de colisão nem com o satélite natural e nem com a Terra.
A conclusão vem de novas observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb, que permitiram calcular com mais precisão a trajetória do objeto, chamado de 2024 YR4.
O asteroide foi descoberto no fim de 2024 por pesquisadores da rede ATLAS e tem diâmetro estimado entre 53 e 67 metros. Por isso, ele recebeu o apelido de “assassino de cidades”, já que o impacto de uma rocha desse tamanho poderia causar grande destruição caso atingisse a Terra.
Inicialmente, havia uma chance pequena de colisão. No entanto, com novos dados e cálculos mais precisos, os cientistas descartaram qualquer risco de impacto.
No momento em que o asteroide foi descoberto, os dados disponíveis ainda eram limitados. Com poucas observações, os astrônomos chegaram a estimar uma probabilidade de até 3,1% de colisão com a Terra, considerada a maior já registrada para um objeto desse tipo.
Na época, a possibilidade de impacto com a Lua também foi avaliada, com cerca de 4,3% de chance. Porém, os cálculos atualizados indicam que, em 2032, o asteroide passará a cerca de 21,2 mil quilômetros da superfície da Lua.
A distância pode parecer grande, mas é considerada pequena em termos astronômicos — menor, por exemplo, do que a altitude de alguns satélites artificiais que orbitam a Terra.
Mesmo assim, os cientistas afirmam que não existe qualquer possibilidade de impacto. A passagem ocorrerá a centenas de milhares de quilômetros da Terra, o que coloca o planeta fora de qualquer zona de risco.
Caso um corpo com cerca de 60 metros atingisse a Terra, a energia liberada poderia ser comparável à explosão de centenas de bombas atômicas parecidas com a de Hiroshima, suficiente para devastar uma área urbana inteira.
Se o impacto ocorresse na Lua, alguns pesquisadores acreditam que a explosão poderia ser visível da Terra a olho nu. Também existe a possibilidade de que fragmentos lançados ao espaço gerassem uma chuva de meteoros no planeta.
Apesar de não representar ameaça, o 2024 YR4 continuará sendo acompanhado pelos cientistas, já que objetos próximos da Terra como esse são considerados importantes para testar modelos de defesa planetária que buscam melhorar a capacidade de prever e responder a possíveis impactos no futuro.
Além disso, a previsão é que o asteroide volte a ser observado pelo telescópio espacial em 2028, quando ficará em uma posição mais favorável para estudos.

A escalada das tensões no Oriente Médio, com foco nos desdobramentos envolvendo o Irã e os riscos à navegação no Estreito de Ormuz, tem elevado os preços internacionais do petróleo e ampliado a volatilidade no mercado global.
O estreito é responsável por parcela relevante do comércio mundial de petróleo e utilizado por grandes produtores da região, incluindo a Arábia Saudita, importante fornecedora para o mercado brasileiro.
Com as tensões, o produto voltou a operar acima de US$ 80 por barril nos últimos dias, refletindo a incorporação de prêmio de risco geopolítico nas cotações.
O movimento começa a produzir efeitos no Brasil, pressionando margens de refinarias e reabrindo discussões sobre a exportação de petróleo.
No Brasil, o impacto ocorre principalmente sobre o setor de refino. Apesar de o país figurar entre os principais produtores globais de petróleo, a capacidade de processamento doméstico não acompanha integralmente o volume extraído, mantendo a dependência de importações de derivados em determinados momentos.
Esse descompasso amplia a exposição do mercado interno às oscilações internacionais. Executivos do setor afirmam que a elevação do petróleo reduz as margens de refino, tradicionalmente estreitas, e aumenta a sensibilidade da política de preços.
Segundo o diretor de Novos Negócios da Refina Brasil, Associação Brasileira dos Refinadores Privados, Matheus Soares, em ambiente competitivo, as refinarias locais operam sob a lógica da paridade internacional, preços acima do mercado externo estimulam importações; preços abaixo comprimem a rentabilidade.
“Na medida em que eu não consigo praticar preços que sejam acima do que um fornecedor externo de combustível consegue vender no mercado brasileiro, ou seja, se eu começo aumentar o meu preço, eu perco espaço para o fornecedor externo, e se eu baixo muito o meu preço no Brasil, tendo que lidar com os altos custos de produção, eu estou sacrificando mais e no final do dia estou prejudicando o meu negócio”, disse.
O cenário também reacende o debate sobre o direcionamento do petróleo produzido no país. Com a valorização do barril no exterior, produtores tendem a priorizar exportações, movimento que pode limitar a oferta doméstica para refinarias independentes.
Representantes do setor defendem ajustes regulatórios que incentivem a industrialização do petróleo no mercado interno.
Matheus explica que o ideal é que as refinarias nacionais fossem abastecidas com petróleo nacional, priorizando o abastecimento doméstico não por meio do subsídio do combustível, mas da produção do petróleo.
“O que muda a realidade desse jogo é o preço do petróleo, é o que faz com que eu possa botar um combustível barato na praça para todos os consumidores brasileiros”, explicou ele.
O diretor disse, ainda, que existe uma pressão por mudanças regulatórias perante aos órgãos responsáveis para que seja possível reduzir os incentivos de exportação da matéria-prima não industrializada e estimular a industrialização do petróleo no Brasil.
Além dos impactos setoriais, a alta do petróleo é acompanhada com atenção por autoridades econômicas devido ao potencial efeito sobre inflação e expectativas de juros. Enquanto o conflito permanece sem definição clara, o mercado de petróleo segue operando sob maior incerteza, com reflexos diretos para produtores, refinarias e consumidores.
Para o especialistas, o que pode ser feito no momento para mitigar os efeitos da crise é olhar para origens alternativas aos fornecedores do Oriente Médio, com objetivo de eliminar riscos que, segundo ele, não são desconhecidos, mas que levando em consideração o sistema concorrencial do setor, pode causar impactos para as empresas e para a população como um todo.
“Não só por não só o petróleo, mas os derivados precisam ser importados e quando há quebra das cadeias de suprimentos logísticas, essa conta chega e geralmente ela não é barata”, disse.
A busca por uma saúde digestiva impecável colocou a glutamina no centro do debate nutricional. Frequentemente comercializada como um “super suplemento” capaz de blindar o organismo, a substância desempenha, de fato, um papel biológico importante. No entanto, o limite entre o benefício terapêutico e a promessa de marketing é tênue. Segundo a coloproctologista Aline Amaro, embora o aminoácido ajude na manutenção das células intestinais, ele está longe de ser uma cura milagrosa para o desconforto abdominal.

De acordo com a coloproctologista, o termo “fortalecer o intestino” precisa ser interpretado com cautela técnica. A glutamina é uma substância que o corpo já produz e utiliza em larga escala, servindo de fonte de energia para os enterócitos (células do intestino).
“Em situações onde o intestino está sensível ou irritado, como após uma infecção intestinal, existem estudos que mostram uma melhora no quadro geral e na integridade da barreira intestinal em comparação ao placebo”, explica a médica.
Contudo, Amaro ressalta que essa melhora não é uma regra matemática: “Os resultados em adultos variam muito. A ciência não sustenta a promessa de que a glutamina fortalecerá o intestino de qualquer pessoa em todo e qualquer contexto”.
Se na integridade celular a glutamina tem seu mérito, no quesito “redução de medidas” ou alívio de gases, a história muda. A propaganda de que o suplemento seria um “desinchaçador” é vista com ceticismo pela medicina.
Segundo a especialista, o inchaço abdominal é multifatorial, podendo ser causado por prisão de ventre, intolerâncias ou fermentação excessiva de alimentos. “Não existe base sólida para dizer que a glutamina, sozinha, resolve o inchaço. Muitas vezes, o que realmente funciona é investigar a causa e ajustar a dieta”, pontua a coloproctologista.

Para pacientes com Síndrome do Intestino Irritável (SII), por exemplo, a ciência aponta caminhos mais eficazes do que a simples ingestão de aminoácidos. A estratégia de reduzir carboidratos fermentáveis (conhecidos como FODMAPs) costuma apresentar resultados muito mais consistentes na diminuição da distensão abdominal.
A glutamina pode, sim, entrar como um apoio em casos selecionados, mas nunca como uma solução isolada. “Como qualquer suplemento, o uso precisa ser individualizado e cauteloso, especialmente em pessoas que já possuem outras doenças associadas”, conclui Aline Amaro.
O Japão aprovou um tratamento inovador para a doença de Parkinson baseado no uso de células-tronco. A decisão, anunciada pelo Ministério da Saúde do país nesta sexta-feira (6/3), torna o Japão o primeiro a autorizar esse tipo de terapia para a condição neurológica.
O medicamento, chamado Amchepry, foi desenvolvido pela farmacêutica japonesa Sumitomo Pharma. A técnica consiste no transplante de células produzidas em laboratório diretamente no cérebro do paciente com o objetivo de substituir neurônios que foram danificados pela doença.
A autorização concedida pelas autoridades japonesas é condicional e tem prazo limitado. Isso significa que o tratamento poderá ser utilizado enquanto novos estudos continuam avaliando sua segurança e eficácia em um número maior de pessoas.
Caso seja amplamente disponibilizado, o produto pode se tornar o primeiro tratamento comercial no mundo baseado em células pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS.
O tratamento utiliza células pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS. Elas são produzidas a partir de células adultas, como as da pele, que passam por um processo de reprogramação em laboratório para voltar a um estágio mais primitivo, semelhante ao das células embrionárias.
A técnica foi criada pelo pesquisador japonês Shinya Yamanaka, que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 2012 pelo desenvolvimento desse método.
A partir dessa tecnologia, os cientistas conseguem transformar essas células em diferentes tipos de tecidos do corpo. No caso do Parkinson, elas são direcionadas para se tornar células precursoras de neurônios que produzem dopamina.
A dopamina é um neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos. No Parkinson, os neurônios responsáveis por sua produção são destruídos progressivamente, o que leva a sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão motora.
Em um estudo conduzido pela Universidade de Kyoto, pesquisadores implantaram essas células no cérebro de sete pessoas com Parkinson, com idades entre 50 e 69 anos. Cada paciente recebeu entre cinco e dez milhões de células em cada lado do cérebro.
Os resultados iniciais indicaram que o procedimento foi bem tolerado pelos participantes e apresentou sinais de melhora em alguns sintomas da doença.
