
Normalmente usadas na culinária devido às suas propriedades, as algas marinhas também têm potencial para impedir infecções por norovírus, ao criar uma barreira protetora no corpo. A contaminação causada pelo microrganismo é a responsável por provocar gastroenterite aguda, uma condição caracterizada por náuseas, vômitos, diarreia aquosa, febre, dores no estômago, de cabeça e musculares.
Atualmente, não há vacinas ou tratamentos antivirais capazes de combater o norovírus humano. Estima-se que ele cause mais de 685 milhões de infecções por ano pelo mundo todo. A descoberta da capacidade das algas é importante para prevenir novos surtos.
O achado sobre os organismos marinhos foi liderado pela Universidade Griffith e a empresa de biotecnologia Marinova, ambas da Austrália. Os resultados foram publicados na revista Microbiology Spectrum nessa segunda-feira (9/3).
A investigação focou nos compostos de algas marinhas verdes e marrons. O objetivo era analisar se eles conseguiam bloquear a gastroenterite ainda nos primeiros estágios infecciosos. Em comunicado, o autor principal do estudo, Grant Hansman, explica que, para nos contaminar, o norovírus se liga a moléculas no intestino chamadas antígenos de grupos sanguíneos histológicos (HBGAs).
Durante testes, a equipe verificou se o fucoidan, composto das algas marrons, e ulvan, composto das algas verdes, eram eficazes para atrapalhar a ligação de partículas semelhantes ao norovírus a amostras de saliva humana com HBGAs.
“O fucoidan, extraído de algas marrons, demonstrou a atividade de bloqueio mais forte e consistente contra duas cepas principais de norovírus, GII.4 e GII.17”, afirma Hansman.
Segundo o pesquisador, o próprio composto das algas marrons se liga ao ponto de fixação do HBGA, formando uma barreira de proteção e dificultando a ação do vírus.
Os próximos passos devem focar em como o fucoidan pode ser produzido de forma que seus efeitos protetores sejam maximizados. O composto já é utilizado em alguns suplementos alimentares atuais e demonstrou ter boa aceitação em estudos com humanos.
“Nosso estudo destaca que o fucoidan pode ser um tratamento natural promissor para a prevenção da infecção por norovírus”, aponta o coautor do estudo, Thomas Haselhorst, da Universidade Griffith.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10/3), mostrou pela primeira vez que o número de mulheres que desaprova a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou o índice das que aprovam.
De acordo com o levantamento, 48% do eleitorado feminino desaprova o governo Lula, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento, divulgado em fevereiro. Já o número que aprova é de 46%, queda de dois pontos percentuais em relação ao último mês.
Entre os homens, 55% desaprovam e 41% aprovam. Confira as variações por gênero:

A nova pesquisa Genial/Quaest mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 51% dos eleitores, enquanto 44% aprovam.
Confira os números:
A pesquisa mostrou a maior desaprovação do governo Lula desde julho de 2025, quando o percentual era de 53%.
Já a aprovação do governo é a mais baixa desde julho de 2025, quando marcou 43%. Confira as variações:

A pesquisa entrevistou pessoalmente 2.004 eleitores de mais de 16 anos, entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o registro BR-05809/2026.
Quando em 1986, o mergulhador japonês Kihachiro Aratake encontrou uma formação rochosa com estruturas retangulares bem definidas debaixo d’água, ele não imaginava que a origem daquele achado seria alvo de discussão até hoje. A detecção ocorreu há quatro décadas na costa de Yonaguni, no Japão.
Mesmo que a maioria dos cientistas atuais apontem que as rochas subaquáticas foram produzidas através de processos naturais, outras correntes científicas defendem que elas têm origem humana. O local foi batizado como Monumento de Yonaguni.
As investigações começaram há 40 anos, assim que Aratake achou as rochas. À primeira vista, o mergulhador imaginou que elas tinham origem humana pela escultura ter até degraus retos. Como não tinha certeza, à época ele acionou pesquisadores da Universidade de Ryūkyūs, no Japão, para obter mais investigações, o que gerou uma onda de teorias não apenas dos cientistas da instituição.
Entre as principais teorias atuais que defendem a origem humana da construção, está a do biólogo marinho japonês Masaaki Kimura. Em seu livro “O Continente de Mu estava em Ryukyu” (1997), ele aponta que a estrutura pode ter sido construída por uma civilização antiga devido às formas geométricas detalhistas do local. As informações são do portal IFL Science.
Segundo Kimura,o monumento estava localizado no continente perdido de Mu, uma suposta massa de terra no Oceano Pacífico que teria abrigado uma civilização antiga e que submergiu após uma catástrofe natural de grandes proporções.
Outras teses que apontam uma origem humana no monumento indicam que ela pode ter sido construída entre 10 mil e 14 mil anos. Porém, nenhuma civilização conhecida até hoje na região tinha tamanha capacidade para construir uma estrutura como a de Yonaguni.
A ideia mais aceita, atualmente, entre os cientistas pelo mundo é que a estrutura subaquática foi formada por processos geológicos naturais.
O pesquisador Robert Schoch, da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, que realizou mergulhos no local, afirma que a geologia básica e a estratigrafia clássica explicam o motivo da estrutura apresentar bordas tão retas que parecem até terem sido planejadas.
“Quanto mais eu comparava as características naturais, porém altamente regulares, de intemperismo e erosão observadas na costa moderna da ilha com as características estruturais do Monumento de Yonaguni, mais me convencia de que o Monumento de Yonaguni é principalmente o resultado de processos geológicos e geomorfológicos naturais em ação”, afirmou Schoch, em comunicado divulgado em seu próprio site.
Apesar do consenso atual, a expectativa é que estudos mais aprofundados na região revelem cada vez mais detalhes sobre o monumento. Diante de tanto mistério e com aparência peculiar, a estrutura subaquática é considerada um ponto turístico no Japão.
A análise de um fóssil encontrado no norte da Patagônia, na Argentina, ajudou os cientistas a compreender melhor a evolução das características físicas e de distribuição dos alvarezsauros, um grupo de dinossauros pequenos semelhante às aves modernas.
Ao contrário da maioria dos exemplares, que tinham dentes pequenos e braços curtos, o Alnashetri cerropoliciensis encontrado tinha braços longos e dentição maior. O animal foi achado em 2014, mas o estudo de longa duração só foi publicado no final de fevereiro deste ano.
“Agora temos um ponto de referência que nos permite identificar com precisão achados mais fragmentados e mapear transições evolutivas na anatomia e no tamanho corporal”, destaca o autor principal do estudo, Peter Makovicky, em comunicado.
O trabalho de análise foi liderado por Makovicky, da Universidade de Minnesota Twin Cities, nos Estados Unidos, e pelo paleontólogo Sebastian Apesteguía, da Universidade Maimónides, na Argentina. Os resultados foram publicados na revista Nature.
Por ter características frágeis, o estudo da espécie foi um processo lento e cuidadoso. Tratava-se de indivíduo adulto e com pelo menos quatro anos. Pesando menos de 900 gramas, o dinossauro é considerado um dos menores já achados na América do Sul.
Os resultados da investigação sugerem que os atributos dos alvarezsauros diminuíram com o tempo para possivelmente facilitar a caça de formigas, base da dieta deles.
Além disso, ao comparar o fóssil com outros de museus na América do Norte e na Europa, estima-se que eles surgiram antes do que se imaginava. A principal hipótese é que o grupo se disseminou pelo mundo através da Pangeia, quando quase todos os continentes estavam interligados na Terra, há de cerca de 300 a 200 milhões de anos.
Outros esqueletos foram encontrados no sítio arqueológico argentino La Buitrera, local onde ocorreu a detecção do fóssil de Alnashetri cerropoliciensis. “Já encontramos ali o próximo capítulo da história dos alvarezsaurídeos, e ele está sendo preparado neste momento em laboratório”, afirma Makovicky.
A Polícia Civil pediu a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da policial militar (PM) Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro na residência onde o casal morava no Brás, centro da capital. O pedido é analisado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
O caso vinha sendo tratado pela polícia como morte suspeita, após, inicialmente, ser registrado como suicídio. O coronel Geraldo disse, em depoimento, que a mulher havia se matado após uma discussão em que ele teria anunciado que queria se separar. Ele alegou que estava no banho quando escutou o tiro, e ao sair do banheiro encontrou a mulher ferida na sala — a família da PM contesta essa versão.
Gisele chegou a ser socorrida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Perícias e imagens de câmeras de segurança, além de depoimentos de testemunhas, integram o conjunto de provas que tentam reconstruir o que aconteceu no apartamento no dia do crime.
O laudo necroscópico do corpo de Gisele revelou a presença de lesões no pescoço e rosto da vítima, apresentando sinais de que ela teria desmaiado pouco antes de ser baleada na cabeça.
No documento, elaborado após a exumação do corpo da vítima realizada na última sexta-feira (6/3), consta que as lesões teriam sido feitas por meio de “pressão digital e escoriação compatível com marcas de unha”.
No depoimento de uma testemunha obtido pelo Metrópoles, a inspetora do condomínio em que o casal vivia, Fabiana, contou que diversas pessoas foram até o apartamento após a morte da soldado.
Segundo o relato, três policiais teriam ido até o imóvel às 17h48 do mesmo dia para realizar a limpeza do local.
No relato consta também que o coronel Geraldo Rosa Neto teria retornado ao apartamento no mesmo dia para buscar alguns pertences antes de ir para São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
A mesma testemunha relatou, ainda, que logo após o atendimento inicial à vítima, o coronel havia permanecido no corredor do prédio enquanto falava ao telefone, além de conversar com policiais que atendiam a ocorrência. Em certo momento, ao saber que ela ainda estava viva, ele teria dito que “ela não ia sobreviver”.
Gisele Alves Santana foi baleada por uma arma de fogo em seu apartamento por volta das 7h. Equipes de resgate foram enviadas até o local para realizar manobras de reanimação. Ela foi encaminhada em estado gravíssimo ao Hospital das Clínicas, mas morreu por volta das 12h do dia 18 em decorrência de um traumatismo cranioencefálico.
O marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, afirmou à polícia que estava no banheiro tomando banho quando ouviu um barulho e, ao sair do cômodo, encontrou a esposa caída no chão da sala, com a arma nas mãos.
O coronel afirmou ter acionado o resgate da PM e a presença de um amigo desembargador para comparecer ao local. Um delegado chegou a questionar o fato de o marido ter retornado ao apartamento para tomar banho e, em resposta, o militar argumentou que “passaria um longo período fora de casa”.
Ainda segundo seu depoimento, Geraldo afirmou que não era aceito pela família da esposa e já havia entrado com pedido de divórcio, fato que teria causado “reação negativa” na companheira — o que, segundo ele, teria motivado o suposto suicídio.
Já o depoimento da mãe de Gisele refutou a versão do genro. Ela afirmou que o casal vivia um “relacionamento conturbado” e que o tenente-coronel era “abusivo e violento”. Ela disse que o marido não deixava a filha usar batom e salto alto.
A mãe alegou ainda que, uma semana antes do ocorrido, a filha teria pedido, em ligação, que os pais a buscassem por “não suportar a pressão” e por querer se separar.
A vitamina B12 é uma das engrenagens mais silenciosas e fundamentais da saúde humana. Responsável por manter a integridade dos nervos e a produção de energia, sua ausência não costuma fazer barulho imediato, mas deixa rastros físicos e cognitivos que muitas vezes são confundidos com o estresse do cotidiano. De acordo com especialistas, o monitoramento preventivo é a única forma de evitar danos neurológicos que, em casos graves, podem se tornar irreversíveis.
A principal função da B12 está na manutenção da bainha de mielina. Em entrevista ao Metrópoles, o nutrólogo Raimundo Penaforte explica que essa estrutura funciona como o isolamento de um fio elétrico.
“Essa ‘capa’ garante que os impulsos circulem com velocidade e precisão. Quando a vitamina falta, a comunicação falha”, afirma.
Essa falha na fiação interna do corpo manifesta-se por meio de sensações físicas incômodas. Os pacientes costumam relatar formigamentos, dormência nas extremidades, sensação de choque ou queimação e até perda de equilíbrio. Se os nervos perdem sua proteção, a sensibilidade e a força muscular são as primeiras a sofrer.
A exaustão que não passa com o sono pode ser um sinal hematológico. A B12 é peça-chave na formação das células vermelhas. “Quando existe deficiência, o sangue carrega menos oxigênio, e o corpo responde com falta de disposição e fraqueza”, destaca Penaforte.
Além do cansaço físico, o cérebro — órgão extremamente exigente em nutrientes — começa a operar em marcha lenta. A falta do nutriente interfere nos neurotransmissores e na energia celular, resultando em:
Por ser um processo lento, a ciência recomenda o monitoramento constante, especialmente para grupos de risco como idosos, vegetarianos, pessoas com doenças gastrointestinais ou pacientes que utilizam medicamentos crônicos que interferem na absorção da vitamina.
“Identificar a deficiência precocemente é fundamental para evitar complicações neurológicas e hematológicas”, alerta o nutrólogo. O check-up regular é a ferramenta mais eficaz para garantir que a “fiação” e o combustível do corpo continuem operando em plena capacidade.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, no último dia 27 de fevereiro, uma resolução que regulamenta o uso da inteligência artificial (IA) na prática médica no Brasil. A norma estabelece que a decisão diagnóstica, terapêutica e prognóstica deve permanecer sob responsabilidade do médico, responsável por supervisionar o uso dessas ferramentas e informar o paciente quando elas forem utilizadas como apoio relevante.
A medida ocorre em meio à rápida expansão de sistemas conversacionais voltados ao público. Em janeiro, o ChatGPT, sistema de IA generativa da empresa estadunidense OpenAI, ganhou uma funcionalidade exclusiva para a saúde: o GPT Health.
A ferramenta foi desenhada para apoiar o usuário na compreensão de exames, no preparo para consultas e no acompanhamento de cuidados. Segundo a empresa, trata-se de um recurso exclusivamente informacional, com salvaguardas de privacidade e sem uso dos dados para treinamento de modelos.
As novidades formalizam uma tendência já em curso. De acordo com a própria OpenAI, mais de 230 milhões de pessoas fazem perguntas sobre saúde e bem-estar no ChatGPT toda semana. No Brasil, um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de 2025 com 200 pacientes e 92 médicos identificou que 85,6% das pessoas pesquisaram informações de saúde na internet.
Mas, se por um lado essa prática ajuda o paciente a ter acesso a mais informações, por outro, pode gerar medo e preocupação desnecessários, além de impactar o atendimento.
“Os pacientes já chegam no consultório com a informação que muitas vezes é obtida de uma IA. Então, o médico tem que conhecer isso para orientá-los melhor”, afirma o médico Edson Amaro, superintendente de Dados Globais e Tecnologias Avançadas para Equidade do Einstein Hospital Israelita.
A tecnologia já permeia todo o ciclo do cuidado, da prevenção ao acompanhamento de doenças crônicas, apoiando decisões clínicas e a gestão de dados. Contudo, o uso autônomo dessas ferramentas por leigos levanta dúvidas sobre segurança e impacto real na tomada de decisões em saúde.
Existem diferentes tipos e usos possíveis de sistemas de IA. Na medicina, eles abrangem desde ferramentas conversacionais voltadas ao público — como GPT Health, Gemini (MedGem), do Google, e algoritmos treinados para tarefas específicas — como análise de imagens, apoio ao diagnóstico e predição de risco em hospitais.
Modelos de linguagem (também conhecidos pela sigla em inglês LLM, que significa large language models), como os do GPT, geram respostas a partir de texto e dependem da qualidade da interação com o usuário. Já ferramentas de visão computacional e modelos clínicos são desenvolvidos para operar em contextos mais controlados, com dados estruturados e supervisão profissional.
Um dos principais avanços práticos está na organização e tradução da informação médica. De acordo com um estudo publicado em maio de 2025 no Communications Medicine, o uso do modelo GPT-4o para simplificar 60 resumos de alta hospitalar cardiológicos aumentou significativamente a clareza e a compreensão do conteúdo para os pacientes.
A avaliação realizada por 12 especialistas médicos confirmou que essas versões simplificadas mantiveram altos índices de correção (85%) e integridade clínica, sem comprometer a segurança da informação.
Há também avanço no apoio ao diagnóstico e à tomada de decisão clínica. Uma metanálise de 50 estudos, publicada em janeiro no npj Digital Medicine, demonstrou que profissionais de saúde apoiados por modelos de linguagem superam o desempenho daqueles que trabalham de forma isolada, alcançando maior precisão diagnóstica. O estudo ressalta que essas ferramentas são mais eficazes como instrumentos de aumento cognitivo e apoio técnico, visto que esses modelos ainda não estão prontos para realizar diagnósticos de maneira independente.
“O mundo contemporâneo é fortemente alavancado por soluções de inteligência artificial. Na saúde não é diferente”, observa Amaro. “O principal risco é o profissional não saber o que está fazendo. As pessoas que usam IA têm que estar treinadas para entender suas deficiências, porque esta ferramenta não é 100% precisa.” Ele defende que existam mecanismos “de contingência e contenção”.
“Contingência é um planejamento de como agir quando acontecer algo e, assim, você já sabe de antemão o que fazer. E contenção é um processo para, antes de algo acontecer, você já estar preparado e evitar consequências inadequadas”, explica.
Para o especialista, os resultados mais consistentes até agora ocorreram em áreas que lidam com dados não estruturados, como imagem, áudio e vídeo. Radiologia, patologia, dermatologia e oftalmologia estão entre as especialidades que mais se beneficiaram, em parte porque a análise automatizada desses dados já vem sendo explorada há décadas. Nesses casos, a IA contribui para detectar padrões, priorizar exames e reduzir variabilidade, sem substituir a decisão final do médico.
Além do cuidado direto, a inteligência artificial também tem gerado ganhos relevantes na gestão de sistemas de saúde. Amaro aponta como exemplo o Einstein, que já utiliza algoritmos para predição de risco, otimização de exames, redução de desperdício e gestão de recursos hospitalares.

Mas a expansão do uso de IA na saúde não significa que todas as aplicações tenham o mesmo nível de segurança. No caso de ferramentas conversacionais voltadas ao público, a exemplo do GPT Health, o desafio está na forma como a informação é produzida e apropriada por quem não tem formação médica.
Isso porque modelos de linguagem são sistemas de propósito geral, treinados para responder sobre diferentes temas, e não ferramentas especializadas. “Esses modelos são treinados para escrever coisas que façam sentido do ponto de vista de linguagem, não necessariamente corretos do ponto de vista técnico”, pondera Telma Soares, diretora-executiva do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG).
“Dependendo, podem ser até alarmistas. Se você estiver em tratamento, fazendo uma série de exames, e colocar só o último [exame], não necessariamente a IA vai dar um resultado mais exato. Ela deveria ser usada como apoio para a pessoa entender melhor aquele assunto”.
Um estudo recém-publicado na Nature Medicine testou 10 cenários médicos com 1.298 participantes e concluiu que, na prática, o uso de modelos de IA para autoavaliação em saúde enfrenta limitações relevantes. Segundo a pesquisa, quando avaliados isoladamente, os modelos identificaram corretamente as condições clínicas em 94,9% dos casos.
Na interação com usuários, porém, o desempenho caiu: em cenários de uso combinado com humanos, as IAs reconheceram menos de 34,5% das condições de saúde relevantes.
Os autores apontam que o principal problema está na troca incompleta de informações e na dificuldade dos modelos em comunicar respostas corretas de forma compreensível. “A IA nunca vai eliminar a busca por um profissional médico, mas pode ajudar o paciente a chegar com as perguntas certas e até a procurar o especialista adequado”, pondera Soares.
No dia a dia, esses limites aparecem menos como erros explícitos e mais como mudanças na dinâmica da consulta. Em vez de sintomas e dúvidas, pacientes chegam com hipóteses prontas e pedidos objetivos por exames — agora não só a partir de buscas no Google, mas também de respostas geradas por IA.
“Hoje em dia, a gente não vê mais pacientes com queixas inespecíficas, sem direcionamento. Eles já chegam com ideias fixas de coisas que acham que têm, de exames que acreditam ser necessários naquela ocasião”, relata a médica de família e comunidade Luisa Portugal Marques, do Einstein Hospital Israelita.
Esse padrão antecede a popularização das IAs. Em 2003, um estudo do Journal of Medical Internet Research já havia mostrado que pacientes recorrem à internet para interpretar sintomas e reduzir incertezas, revelando que 69% daqueles que fazem perguntas online buscavam, na verdade, um aconselhamento personalizado para sua situação.
Poucos anos depois, um estudo publicado no The Journal of the American Board of Family Medicine identificou que 79% dos pacientes pesquisavam doenças ou condições específicas na internet. O trabalho também mostrou impacto direto na consulta: 54% dos usuários discutiam as informações encontradas com seus médicos para verificar se estavam corretas, o que frequentemente exigia mais tempo de atendimento para contextualizar o que o paciente havia lido e corrigir interpretações equivocadas.
A diferença no cenário atual é que as IAs oferecem respostas contínuas, personalizadas e com aparência de autoridade, o que tende a intensificar esses efeitos. “Percebo os pacientes mais ansiosos e muitas vezes muito seguros daquilo, o que dificulta criarmos uma relação e fazermos as negociações dentro da consulta sobre o que pedir e o que não pedir de exame, por exemplo”, conta Marques. Para ela, o papel do médico é acolher.
“Tudo bem as pessoas pesquisarem, porque isso dá a elas acesso a informações sobre saúde, o que ajuda de certa forma na autonomia e na autorresponsabilidade”, analisa a médica de família e comunidade.
Embora ansiedade, autodiagnóstico e pressão sobre a consulta médica sejam fenômenos conhecidos desde a popularização da internet, estudos recentes sugerem que as IAs — especialmente as de modelos de linguagem — introduzem novos mecanismos de risco ligados à forma como a informação é produzida, apresentada e analisada.
Um deles é a tendência de validar premissas equivocadas, fenômeno conhecido como sycophancy, no qual os modelos priorizam concordar com o usuário em vez de aplicar raciocínio crítico.
Um estudo publicado em 2025 mostrou que, quando uma afirmação clinicamente falsa é apresentada na própria pergunta, os modelos frequentemente a aceitam como válida e constroem a resposta a partir dela, em vez de corrigi-la. Em saúde, esse comportamento pode reforçar erros e transformar suposições em aparentes “verdades médicas”, sobretudo quando formuladas com linguagem segura e técnica.
Esse efeito se intensifica quando a desinformação aparece como registro clínico. Um artigo divulgado na Lancet Digital Health conclui que modelos de linguagem têm maior probabilidade de aceitar e reproduzir informações falsas quando elas são apresentadas com tom médico, semelhante ao de prontuários, laudos ou notas de alta. O achado é relevante para ferramentas voltadas à explicação de exames, resumos pós-alta e orientação domiciliar, nas quais a aparência de precisão técnica pode induzir confiança excessiva.
Há ainda evidências de vieses estruturais. Uma análise publicada em 2024 na Mayo Clinic Proceedings: Digital Health identificou que LLMs apresentam vieses em decisões simuladas de saúde, favorecendo determinados perfis de pacientes de acordo com raça, gênero, idade e outras características. Os autores alertam que, sem mecanismos explícitos de mitigação, o uso dessas tecnologias pode amplificar desigualdades já existentes.
Riscos específicos também aparecem em saúde mental, sobretudo quando a IA é usada como interlocutora. Uma análise de prontuários feita na Dinamarca e publicada em preprint em 2025 identificou casos em que o uso de chatbots esteve associado ao agravamento de delírios, ideação suicida e outros sintomas psiquiátricos.
Um estudo de caso do mesmo ano, conduzido por médicos da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), descreveu episódios de psicose de início recente em usuários sem histórico prévio, nos quais a interação prolongada com a IA e o fenômeno de bajulação do sistema funcionaram como elementos de reforço de crenças delirantes.
No Brasil, esse tipo de uso tende a crescer. Um relatório da consultoria Talk Inc., publicado em 2025, indicou que 13% dos brasileiros já utilizam essas ferramentas como “amigo ou conselheiro” para trocar e resolver questões pessoais e emocionais.
A incorporação da IA à saúde esbarra em desafios que vão além do desempenho técnico. Uma das principais dificuldades é transpor resultados experimentais para o uso real, sobretudo quando ferramentas validadas em ambientes controlados passam a ser usadas em larga escala por profissionais ou diretamente pelo público.
Outro obstáculo é a fragmentação regulatória. Embora o CFM tenha publicado resolução específica para o uso da IA na prática médica no país, ainda não há diretrizes abrangentes, como leis, para o uso dessas ferramentas fora do contexto clínico supervisionado.
Esses riscos se tornam ainda mais relevantes em contextos de maior vulnerabilidade social. Em países como o Brasil, onde parte significativa da população tem menor escolaridade e acesso limitado a serviços de saúde, essas ferramentas podem reforçar a percepção de que a consulta médica é dispensável.
Além disso, podem ser instrumentalizadas para amplificar desinformação, servindo como fonte de argumentos para discursos negacionistas sobre vacinas e tratamentos.
“Tem um lado positivo que pode ajudar tanto os profissionais quanto as pessoas que realmente só estão em busca de mais informação sobre saúde, mas também precisamos de ações para cuidar da outra parte da população que não está tão preparada para isso”, conclui Telma Soares, da UFG. A discussão sobre um marco legal para o uso da inteligência artificial em saúde está em andamento no Congresso.
Para Edson Amaro, a ausência de regras claras sobre quais soluções podem ser adotadas como boas práticas dificulta decisões de investimento e implementação, já que desenvolvedores e instituições não sabem se determinadas tecnologias poderão ser utilizadas.
Ele avalia que iniciativas como a recente resolução do CFM representam um avanço ao estabelecer parâmetros para o uso da IA na prática médica. “Existem vários caminhos para que a gente atinja o máximo potencial do uso de IA de maneira responsável, mas isso ainda requer uma conversa maior da sociedade”, afirma.
Começar o dia com um copo de água antes mesmo do café da manhã é mais do que um ritual de bem-estar; é uma necessidade fisiológica. Após cerca de oito horas de sono sem ingestão de líquidos, o corpo desperta em um estado natural de desidratação. Segundo a nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, essa primeira dose de hidratação funciona como um “combustível” para reativar as funções vitais e preparar o organismo para as demandas do dia.
Ao ingerir água com o estômago vazio, o corpo inicia um processo de ativação do sistema digestivo. “Esse hábito favorece os movimentos intestinais e prepara o trato gastrointestinal para a digestão que ocorrerá ao longo do dia”, explica Taynara Abreu. Para muitos pacientes, essa prática é uma ferramenta simples e eficaz para regular o intestino de forma natural.
Além da digestão, a água atua como um veículo essencial no transporte de nutrientes para as células. Quando bebemos água em jejum, facilitamos o trabalho dos rins na filtragem de substâncias. Esse processo de “limpeza” ajuda na eliminação de toxinas acumuladas, garantindo que os processos metabólicos ocorram com maior eficiência desde as primeiras horas da manhã.
Muitas vezes, a sensação de cansaço ou a dificuldade de foco ao acordar não é falta de sono, mas sim falta de água. Como o cérebro é composto em grande parte por líquido, a desidratação leve pode causar irritabilidade e queda no desempenho cognitivo. Iniciar o dia hidratado é uma estratégia direta para melhorar a disposição e a clareza mental.

Embora a quantidade ideal de água varie de acordo com o peso e o estilo de vida de cada indivíduo, a nutricionista ressalta que não é necessário exagero logo cedo. “Começar com um ou dois copos de água já é o suficiente para o organismo retomar suas funções após o repouso”, orienta. A especialista reforça, porém, que o hábito deve ser mantido com constância até a hora de dormir.
Desde o final da Segunda Guerra Mundial, o uso de animais de laboratório tornou-se um dos pilares do avanço da ciência e a inovação na área biomédica. Modelos animais permitiram desvendar mecanismos fisiopatológicos complexos.
O avanço na compreensão de doenças crônicas de alta prevalência como câncer, doenças cardiovasculares e distúrbios neurodegenerativos, etc somente foi possível graça aos estudos em animais.
Além disso, viabilizaram o desenvolvimento de milhares de medicamentos e muitas vacinas que ampliaram significativamente a expectativa e a qualidade de vida da população mundial.
A experimentação animal contribuiu também para a identificação de novos alvos terapêuticos, validação de hipóteses biológicas e avaliação de segurança e eficácia de compostos antes de sua aplicação em humanos.
Ao longo das décadas, camundongos, ratos, cães, suínos e primatas não humanos desempenharam papel central nesses processos.
Entretanto, apesar de sua relevância histórica e científica, os modelos animais apresentam limitações importantes.
As dificuldades atuais para desenvolver novas terapias voltadas a doenças complexas do sistema nervoso central (SNC) ilustram claramente os desafios da inovação tecnológica nessa área.
Esse cenário evidencia, sobretudo, a limitada capacidade de translação dos resultados obtidos na pesquisa pré-clínica para a pesquisa clínica em humanos.
Diferenças entre sistemas imunológicos, metabólicos e genéticas de humanos e animais ajudam a explicar, por exemplo, por que muitos compostos promissores em estudos com animais falham em ensaios clínicos.
Estima-se que aproximadamente 89% dos novos fármacos falham em ensaios clínicos em humanos, sendo que cerca da metade dessas falhas deve-se a toxicidade imprevista.
No campo da oncologia, modelos animais induzidos por carcinógenos reproduzem aspectos histológicos e moleculares semelhantes aos tumores humanos e são valiosos para estudos de progressão tumoral e metástase.
Contudo, podem demandar semanas ou meses para o desenvolvimento de tumores, implicando custos elevados de manutenção e desafios práticos para uso rotineiro nas fases iniciais de descoberta de fármacos.
Ainda assim, permanecem importantes sistemas de biologia translacional, sobretudo em estágios avançados do desenvolvimento não clínico.
Animais de laboratório são geralmente jovens, geneticamente homogêneos, criados em condições padronizadas e livres de comorbidades, diferindo substancialmente da população humana heterogênea e frequentemente idosa que desenvolverá as doenças.
A pandemia da Covid-19 evidenciou tanto a necessidade quanto as limitações dos modelos animais.
Diferentes espécies, incluindo camundongos geneticamente modificados, hamsters e primatas, foram rapidamente mobilizadas para estudar a infecção, testar vacinas e avaliar terapias.
A adaptação do vírus para infectar modelos murinos ou a modificação genética dos animais para expressar o receptor humano para a Angiotensin Converting Emzyme 2 (ACE2) – principal alvo para a entrada do vírus no corpo humano -, exemplifica o esforço científico para aproximar o modelo da condição humana.
Ainda assim, estima-se que nenhuma espécie animal reproduz integralmente a complexidade da doença observada em humanos.
Paralelamente aos desafios científicos, cresce a pressão social e política para reduzir ou mesmo eliminar o uso de animais na pesquisa biomédica.
O debate é especialmente intenso quando envolve animais de maior porte, como cães e primatas não humanos.
Estratégias governamentais recentes no Reino Unido e nos Estados Unidos estabeleceram metas para reduzir testes em cães e primatas com cortes planejados de pelo menos 35% até 2030 em determinados contextos.
Ao mesmo tempo, agências reguladoras como a Food and Drug Administration (FDA) publicaram diretrizes para reduzir, refinar e substituir o uso de animais no desenvolvimento de medicamentos.
Esse movimento é impulsionado pelo avanço das chamadas Novas Metodologias de Abordagem (NAMs), que incluem organoides, “organ-on-a-chip”, modelos computacionais e ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Sistemas como o “Liver on–a–Chip” demonstraram capacidade de identificar compostos com potencial de toxicidade hepática com 87% de acurácia. Esses sistemas inclusive detectaram toxicidades que haviam passado despercebidas em modelos animais.
Em 2024, essa tecnologia foi aceita no programa de Inovação em Ciência e Tecnologia (ISTAND da FDA). Isso abriu caminho para seu uso regulatório em substituição parcial a testes animais.
Organoides derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) também vêm sendo utilizados para modelar doenças humanas. Além de testar toxicidade de fármacos, com resultados promissores.
Além disso, modelos computacionais e ferramentas de inteligência artificial vêm sendo incorporados à toxicologia regulatória.
O modelo de inteligência artificial usado para gerar e prever dados biológicos complexos a partir de grandes bases de dados experimentais, desenvolvido com base em dados de milhares de roedores expostos a compostos químicos, demonstrou capacidade de prever toxicidade hepática em experimentos simulados.
Essas abordagens não estão isentas de limitações. Os “organ-on-a-chip” frequentemente representam apenas um subconjunto dos tipos celulares de um órgão e não reproduzem a complexa interação sistêmica entre múltiplos tecidos.
A validação regulatória dessas metodologias é complexa, onerosa e requer rigor equivalente ao exigido para modelos animais.
Especialistas alertam que, sem padrões robustos de validação e transparência, a adoção precipitada de alternativas pode gerar riscos relevantes a saúde humana.
Assim, a adoção generalizada dessas alternativas enfrenta obstáculos significativos. O processo de validação regulatória é caro, demorado e complexo.
Para que um método alternativo seja aceito por agências reguladoras de registros de medicamentos e vacinas como a FDA ou a European Medicine Agency (EMA), é necessário demonstrar inequivocamente que representa o sistema modelado com precisão e com boa reprodutibilidade.
Determinados aspectos da biologia — como as interações endócrinas sistêmicas, o envelhecimento tecidual, o comportamento e a cognição – continuam difíceis de serem reproduzidos em sistemas in vitro.
Em áreas como a neurociência comportamental, a complexidade do organismo íntegro ainda torna indispensável o uso de modelos animais para responder a questões fundamentais. Além de promover avanços no entendimento de doenças crônicas relevantes, especialmente aquelas que afetam o SNC e que ainda carecem de terapias eficazes.
Chama a atenção que a própria tecnologia que promete reduzir o uso de animais também tem sido empregada para melhorar o bem-estar animal.
Ferramentas de inteligência artificial automatizadas capazes de identificar dor e estresse por meio da análise de expressões faciais, as chamadas “grimace scales” vêm sendo desenvolvidas para diferentes espécies.
Esses sistemas podem tornar a avaliação de sofrimento mais rápida e precisa do que a observação humana isolada, contribuindo para o refinamento das práticas experimentais.
O panorama atual indica que a transição para substituir animais em pesquisa deve ocorrer de forma progressiva e estratégica.
O número de publicações envolvendo exclusivamente NAMs tem aumentado desde 2003, e há maior abertura regulatória para considerar dados provenientes dessas metodologias.
Ainda assim, dados obtidos com o uso de animais continuam obrigatórios para a maioria das submissões regulatórias nos Estados Unidos e na Europa.
Em síntese, o uso de animais na pesquisa biomédica e na inovação em saúde humana foi e continua sendo fundamental para o avanço da ciência e da medicina. Mas, suas limitações translacionais e as crescentes demandas éticas impulsionam o desenvolvimento e a incorporação de alternativas inovadoras.
A tendência atual não aponta para uma eliminação abrupta da experimentação animal, mas para uma abordagem integrada e escalonada: substituir onde for possível, reduzir sempre que viável e refinar continuamente as práticas.
O futuro da pesquisa biomédica e do desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas provavelmente será híbrido, combinando modelos animais, sistemas humanos avançados in vitro e ferramentas computacionais. Tudo com o objetivo comum de aumentar a previsibilidade, a segurança e a eficiência no desenvolvimento terapêutico.
Um fragmento de meteorito caiu sobre uma casa em Koblenz, cidade da Alemanha localizada no estado da Renânia-Palatinado, ao sudoeste do país, por volta das 19h (15h de Brasília) de domingo (8/3). A queda foi confundida com um míssil iraniano.
O impacto danificou o telhado e deixou um buraco do tamanho de uma bola de futebol em um dos cômodos da casa, segundo autoridades locais. Não houve feridos.
“Havia pessoas no edifício, mas não dentro desse cômodo”, disse Benjamin Marx, chefe da operação do Corpo de Bombeiros de Koblenz.
Ainda não se sabe se outros fragmentos de meteorito poderão ser encontrados. Inicialmente, não havia relatos de danos em outros locais. Segundo Marx, o corpo celeste se fragmentou em várias partes.
A passagem do meteorito pelos céus da Alemanha chegou a alimentar especulações nas redes sociais sobre a possibilidade de se tratar de um míssil iraniano, informou a polícia da cidade de Kaiserslautern, também da Renânia-Palatinado.
Descrita por moradores como um “objeto voador brilhante com um breve rastro de fogo”, a bola de fogo no céu pôde ser vista mesmo a uma grande distância. “De centenas de quilômetros de distância ainda era possível vê-la”, disse Carolin Liefke, vice-diretora da Casa da Astronomia, em Heidelberg. Houve também avistamentos na Holanda, na Bélgica, na França e na Suíça.
A própria Liefke disse ter avistado o corpo celeste por acaso. Foi “um belo espetáculo luminoso”, afirmou. “Foi possível observá-lo durante vários segundos.”
Quando um meteoroide entra na atmosfera da Terra, ele frequentemente se desfaz em muitos pequenos fragmentos. Alguns deles queimam e se desintegram, outros chegam até o solo. Esses pedaços são chamados de meteoritos ou fragmentos de meteorito.
Segundo especialistas, eles vêm principalmente do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e podem ter vários bilhões de anos. São restos da formação do nosso Sistema Solar. O fenômeno luminoso no céu é chamado de meteoro.
Impactos de meteoritos na Terra são muito raros. Na Alemanha, em abril de 2023, vários fragmentos de um meteorito caíram em Elmshorn. O maior fragmento pesava cerca de 3,7 quilos, foi examinado por cientistas e posteriormente exibido. Na época, foi considerado o maior fragmento de meteorito encontrado na Alemanha em cerca de 100 anos.
A tadalafila, medicamento recomendado para tratar disfunção erétil em homens a partir dos 40 anos, tem sido usada de modo recreativo por jovens brasileiros. Nas redes sociais, o fármaco ganhou o apelido de “tadala” e aparece em vídeos que o apresentam como uma espécie de solução milagrosa, capaz de garantir bom desempenho sexual e até atuar como pré-treino para potencializar ganhos musculares.
O problema é que esses supostos benefícios não são amparados por evidências científicas. Na verdade, a prática pode ser muito perigosa para quem não tem indicação clínica.
Contudo, é justamente quem não tem qualquer diagnóstico que mais utiliza esse remédio. Uma revisão publicada em 2024 no Diversitas Journal analisou mais de 20 estudos brasileiros e estrangeiros das últimas duas décadas e revelou que, apesar de o perfil dos usuários da tadalafila e similares ser heterogêneo — sem um padrão único de estado civil, escolaridade, raça ou condição socioeconômica —, há um traço recorrente: a aquisição da medicação sem prescrição médica.
As motivações costumam estar relacionadas a fatores comportamentais e psicossociais, como a curiosidade pelos seus efeitos, o desejo de maior autoconfiança, a pressão de performar bem na relação e a tentativa de reduzir a ansiedade ou o estresse antes do sexo.
“Nada disso, porém, pode ser resolvido apenas com a medicação”, afirma o farmacêutico-bioquímico Gustavo Alves Andrade dos Santos, pesquisador da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP) e coautor da publicação.
Tadalafila, vardenafila e sildenafila (este último, mais conhecido pelo nome comercial Viagra) são inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iF5) e são indicados para combater a disfunção erétil orgânica. Eles agem relaxando os tecidos penianos e aumentando o fluxo arterial nos corpos cavernosos do órgão sexual, gerando ereções mais rígidas.
Isso significa que, em homens sem problema fisiológico, não há ganho real. Esses remédios não são capazes de manter a ereção por um período maior, nem ampliar o tempo de coito ou tornar o pênis maior e mais grosso.
“A sensação de pump (inchaço muscular momentâneo) relatada por usuários provavelmente se deve à vasodilatação periférica transitória e representa um efeito placebo”, alerta a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em nota publicada em 2025.
Em outras palavras, o efeito do consumo entre os jovens tende a ser apenas psicológico. “O que acontece é que, acreditando que seu desempenho sexual será melhor pelo uso do medicamento, o indivíduo tende a se sentir mais autoconfiante e menos pressionado”, explica o urologista Daniel Suslik Zylbersztejn, do Einstein Hospital Israelita. “Na prática, trata-se de uma espécie de bengala psicológica”.
Os principais efeitos colaterais dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 decorrem do próprio mecanismo de ação: a vasodilatação sistêmica, que leva ao rubor facial e à congestão nasal. No entanto, o uso abusivo pode causar taquicardia, alteração da pressão arterial, desmaio, perda temporária de visão ou audição e, em casos mais graves, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita.
Outra consequência possível é o priapismo, uma ereção anormal, persistente, não acompanhada de desejo sexual e, muitas vezes, dolorosa. A condição atinge, sobretudo, pacientes com comprometimento hepático, que têm dificuldade para metabolizar o fármaco, fazendo com que permaneça por mais tempo no organismo.
No uso recreativo, o consumo desses remédios junto a bebidas alcoólicas pode levar a um efeito paradoxal: embora o álcool também cause uma ação vasodilatadora no corpo, ele é depressor do sistema nervoso central, reduzindo a atividade dopaminérgica. Como resultado, pode comprometer o sucesso da ereção.
E os riscos à saúde não são apenas físicos. “Não há evidência de dependência fisiológica desses medicamentos, eles não provocam síndrome de abstinência ou alterações bioquímicas persistentes. Entretanto, pode haver dependência psicológica”, aponta Santos.

Hoje, é comum que os jovens tenham dificuldade em interações sociais, já que a comunicação acontece, principalmente, por meio de mensagens e vídeos. Soma-se a isso o impacto da pornografia, que cria uma idealização do sexo e, atualmente, está mais acessível. Esse cenário leva a dificuldades de relacionamento e frustrações.
O uso recreativo dos fármacos contra a disfunção erétil surge como um artifício para tentar lidar com essas inseguranças. “A pessoa passa a acreditar que os comprimidos vão solucionar sua ansiedade, seus distúrbios de autoimagem e até questões relacionadas à capacidade de satisfazer sua parceira”, avalia Zylbersztejn.
“Mas é importante lembrar que o sexo não se resume à penetração. Muitos homens esquecem disso. A obsessão com o tamanho do pênis ou a rigidez da ereção acaba impedindo esses indivíduos de aproveitarem a situação e criarem boas conexões”.
Em um estudo publicado em 2020 no International Journal of Clinical Practice, pesquisadores da Universidade de Pequim, na China, entrevistaram mais de 92 mil homens jovens e verificaram que, dos quase 25 mil que tomaram algum tipo de medicamento para disfunção erétil, 51% o fizeram sem o devido aconselhamento profissional.
Isso é agravado pela circulação de formulações irregulares dessas substâncias, inclusive no Brasil. Na internet, não é difícil encontrar gomas e suplementos que não têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e podem apresentar alto risco de contaminação.
“Quando esses medicamentos são colocados em embalagens que não remetem a um remédio, para atingir o público jovem, a banalização é inevitável. A única forma de enfrentar isso é por meio da orientação e da conscientização da população”, aponta o médico do Einstein.
O combate à automedicação pode se dar por meio de campanhas educativas. Além disso, considerando que grande parte das aquisições ocorre sem prescrição médica, o farmacêutico também deve desempenhar um papel central nessa missão, reforçando a obrigatoriedade da receita e alertando no momento da venda.
“Não se utiliza um antibiótico antes de chegar a um diagnóstico, tampouco se prescreve um análogo de GLP-1 sem considerar critérios clínicos. O mesmo precisa ocorrer com a tadalafila, a sildenafila e a vardenafila. Elas só podem ser adotadas mediante indicação médica”, observa Santos.
“Um episódio isolado de falha na ereção pode gerar insegurança, mas isso é normal e não constitui justificativa para o uso sistemático desses medicamentos”, acrescenta o pesquisador da USP-RP. Se esse tipo de situação estiver ocorrendo com você, procure um médico especialista para investigar o que pode estar por trás e qual o melhor tratamento.
Hernán Crespo não é mais treinador do São Paulo. A saída do argentino de 50 anos do cargo técnico do clube foi anunciada na tarde desta segunda-feira (9/3) e não agradou aos torcedores da equipe.
Ao todo, em sua segunda passagem pelo clube, o ex-comandante da equipe dirigiu a equipe em 46 jogos, sendo 21 vitórias, sete empates e 18 derrotas. A situação gerou revolta dos tricolores, que não entenderam o motivo da decisão.
Confira a reação dos torcedores:
Além de Crespo, o São Paulo também anunciou a saída dos auxiliares Juan Branda e Victor López, os preparadores físicos Federico Martinetti e Leandro Paz, e o preparador de goleiros Gustavo Nepote.
Hernán Crespo iniciou a sua segunda passagem pelo São Paulo em junho de 2025. Somados os seus dois trabalhos com a equipe, foram 99 jogos, 45 vitórias, 26 empates e 28 derrotas A sua única conquista pelo Tricolor foi o título do Campeonato Paulista de 2021.
A menopausa é uma fase natural que traz diversas mudanças ao corpo da mulher, incluindo o aumento do risco de problemas cardíacos, como as arritmias cardíacas. Durante esse período, o organismo passa por uma queda nos níveis de estrogênio, o que afeta a saúde cardiovascular.
A cardiologista Thais Aguiar do Nascimento, especialista em eletrofisiologia e coordenadora de Cardiopatia na Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, explica que a redução de estrogênio tem impacto direto no coração, aumentando o risco de arritmias.
Com cuidados simples e acompanhamento médico, é possível reduzir esse risco e manter o coração saudável. Confira as causas, consequências e como se proteger.
As arritmias cardíacas são alterações no ritmo do coração. Em condições normais, o coração bate de forma regular, mas em casos de arritmia, os batimentos podem ser rápidos, lentos ou irregulares. Isso pode afetar a circulação sanguínea e causar sintomas como:
Palpitações.
Em casos mais graves, pode levar a desmaios, AVC, infarto ou até parada cardíaca.
A menopausa provoca uma queda na produção de estrogênio, hormônio que protege o coração. Sua redução pode causar disfunções no sistema nervoso autônomo, responsável pela regulação da pressão arterial e da frequência cardíaca. Isso aumenta a probabilidade de arritmias cardíacas.
Thais destaca que fatores emocionais, como ansiedade e insônia, comuns na menopausa, também afetam a saúde cardiovascular. Esses fatores elevam os níveis de hormônios do estresse e favorecem processos inflamatórios no corpo.
Isso aumenta ainda mais o risco de doenças cardíacas, incluindo as arritmias.
A aterosclerose, que é o acúmulo de placas de gordura nas artérias, também pode ser mais pronunciada na menopausa. Essa condição prejudica o fluxo sanguíneo e aumenta o risco de arritmias cardíacas.
A combinação desses fatores torna a menopausa uma fase de maior atenção para a saúde do coração.
Apesar do aumento do risco, a menopausa não precisa ser sinônimo de problemas cardíacos. Com hábitos saudáveis e acompanhamento médico, é possível reduzir o risco de arritmias e manter o coração saudável. A especialista compartilha algumas dicas essenciais.
A prática de exercícios regulares, uma alimentação equilibrada e a manutenção de um peso saudável são essenciais para a saúde do coração. Algumas dicas para melhorar o estilo de vida:
Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser necessário para controlar as arritmias. Alguns deles incluem:
A ablação por cateter é um procedimento minimamente invasivo para corrigir a origem das arritmias em casos mais graves. Ele ajuda a restaurar o ritmo normal do coração.
A terapia hormonal pode ser indicada, especialmente no início da menopausa, para aliviar sintomas como ondas de calor e, em alguns casos, pode ter efeito positivo sobre a saúde cardiovascular.
Contudo, após os 60 anos, o uso de hormônios não é recomendado, e a decisão deve ser tomada junto ao médico.
Manter a pressão arterial e o colesterol sob controle ajuda a prevenir arritmias cardíacas. Realizar exames regulares e seguir as orientações médicas pode reduzir significativamente os riscos.
Quer saber mais sobre como cuidar do seu coração? Confira nossas dicas de saúde cardiovascular.
Se você apresentar sintomas como:
É essencial procurar um médico imediatamente. A detecção precoce de problemas cardíacos pode evitar complicações graves. A médica alerta que o acompanhamento regular é importante para a saúde do coração.
Embora o risco de arritmias cardíacas aumente durante a menopausa, é possível manter a saúde do coração com hábitos saudáveis e acompanhamento médico.
Manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios regularmente, controlar o estresse e dormir bem são algumas das formas de reduzir esse risco.
Além disso, o acompanhamento com um cardiologista e a realização de exames regulares são essenciais para garantir uma boa saúde cardiovascular durante essa fase da vida.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Hosseini Khamenei. Seu nome foi anunciado pela Assembleia dos Peritos neste domingo (8/3). Ele sucede o pai, Ali Khamenei, que foi morto por forças estadunidenses e israelenses.
De acordo com o Kremlin, a sede do governo russo, Putin enviou uma mensagem desejando parabéns e expressando confiança quanto ao trabalho a ser exercido pelo novo líder.
“Em um momento em que o Irã enfrenta uma agressão armada, seus esforços nesta posição de destaque exigirão, sem dúvida, muita coragem e dedicação. Estou confiante que você continuará, de forma honrosa, o trabalho do seu pai e unirá o povo iraniano diante de uma imensa provação”, declarou Vladimir Putin.
Na mesma mensagem, o autocrata russo também expressou “solidariedade com os amigos iranianos” e reafirmou a parceria com o país. “A Rússia tem sido e continuará sendo uma parceira confiável da República Islâmica“, declarou Putin.
Desde o aumento das hostilidades no Oriente Médio, a Rússia se posicionou ao lado de forças iranianas. Os dois países expandiram a parceria nos últimos anos e, de acordo com relatórios de inteligência obtidos pelos Estados Unidos, a Rússia tem fornecido ajuda ao Teerã durante o atual conflito no Oriente Médio.
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhido como o novo líder supremo do Irã em sucessão ao pai, Ali Khamenei, morto no dia 28 de fevereiro após uma ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel.
O novo líder, escolhido nesse domingo (8/3) é, atualmente, clérigo de posição intermediária e conhecido por ter fortes ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica, a força militar mais influente do Irã.
“Com a maioria dos votos, foi escolhida a pessoa que dará continuidade ao legado do Imam Khomeini e do mártir Imam Khamenei. O nome de Khamenei permanecerá”, disse Eshkevari Hosseinali, membro da Assembleia de Peritos do Irã, em um vídeo divulgado pela mídia iraniana na manhã desse domingo.

O Ministério da Defesa da Turquia anunciou, nesta segunda-feira (9/3), que as defesas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Mediterrâneo Oriental derrubaram um novo míssil balístico iraniano que entrou no espaço aéreo turco.
De acordo com a Turquia, alguns destroços do míssil caíram em um terreno baldio em Gaziantep, no sudoeste do país. Não houve vítimas ou feridos.
É o segundo míssil balístico do Irã que entra no espaço aéreo da Turquia, que é um dos 32 países-membro parte da Otan. O primeiro também foi interceptado pela Otan, no dia 4 de março.
O caso pode significar uma escalada ainda maior no conflito no Oriente Médio, já que o Artigo 5º do Tratado de Washington diz que ataque a um país-membro será considerado “ataque contra todas eles” e exige uma “resposta coletiva”.
A Turquia é membro da Otan desde 1952 e compartilha com o Irã uma fronteira de 500 km.
Em nota, o governo da Turquia enfatizou que “todas as medidas necessárias serão tomadas de forma decisiva e sem hesitação contra qualquer ameaça dirigida ao território e ao espaço aéreo” do país.
Irã nega ter lançado primeiro míssil
O Irã negou ter disparado o míssil em direção à Turquia no último dia 4. O país ainda disse respeitar a soberania do vizinho.
“As forças armadas da República Islâmica do Irã respeitam a soberania do país vizinho amigo, a Turquia, e negam qualquer lançamento de mísseis contra seu território”, disse em comunicado.
Após o ocorrido, a Otan também se manifestou.
“Condenamos os ataques do Irã contra a Turquia. A OTAN se solidariza firmemente com todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irã continua seus ataques indiscriminados em toda a região. Nossa postura de dissuasão e defesa permanece forte em todos os domínios, inclusive no que diz respeito à defesa aérea e antimíssil”, afirmou a porta-voz Allison Hart.
Um eclipse solar total previsto para 2 de agosto de 2027 deve chamar a atenção de astrônomos e entusiastas da ciência em todo o mundo. O fenômeno poderá provocar até 6 minutos e 22 segundos de escuridão em pleno dia em algumas regiões do planeta — o que o torna o mais longo visível em terra firme neste século.
A fase mais impressionante do fenômeno, chamada de totalidade — quando a Lua encobre completamente o disco do Sol — ficará restrita a uma faixa específica da Terra.
A área terá cerca de 258 km de largura e será percorrida pela sombra da Lua ao longo de mais de 15 mil quilômetros. O trajeto passará por 10 países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.
Em outras áreas próximas da Europa, da África e da Ásia, o fenômeno aparecerá como eclipse parcial, quando uma parte do disco solar fica encoberta.
No momento do eclipse, a região onde o fenômeno ocorrerá estará voltada para o hemisfério oriental do planeta. Como o Brasil está localizado no hemisfério ocidental, o evento ocorrerá quando for noite no país; por isso, não será possível assistir ao eclipse a partir do território brasileiro.

A longa duração está relacionada à posição da Lua em relação à Terra no dia do fenômeno. Na data do eclipse solar, o satélite natural estará próximo do perigeu, ponto da órbita em que fica mais perto da Terra. Nessa situação, a Lua parece um pouco maior no céu e a sombra também fica mais extensa.
Isso faz com que o Sol permaneça completamente encoberto por mais tempo em algumas regiões. Porém, é importante dizer que mesmo nas áreas onde o Sol ficará totalmente coberto, o céu não ficará escuro como à noite.
Durante a fase de totalidade, a iluminação geralmente lembra um entardecer repentino, com queda da luz e um brilho suave vindo do horizonte.
