
Dormir pouco, viver conectado o tempo todo e consumir cafeína em excesso são hábitos cada vez mais comuns na rotina moderna. Embora pareçam inofensivos, especialistas alertam que essas práticas podem desregular o sistema nervoso e afetar diretamente o equilíbrio emocional.
Segundo a psiquiatra Mariela Andraus, da clínica Integra Mente, em Brasília, o funcionamento do cérebro é fortemente influenciado pela rotina diária.
“Hoje sabemos que a saúde mental não depende apenas de fatores psicológicos ou genéticos. O modo como vivemos diariamente tem um impacto muito grande no funcionamento do cérebro”, afirma.
De acordo com a especialista, alguns hábitos cotidianos acabam mantendo o organismo em um estado constante de alerta.
Entre os principais estão dormir pouco, ter horários irregulares de sono, passar muitas horas diante de telas, consumir cafeína em excesso e manter uma rotina sedentária. Quando esses fatores se acumulam, o organismo entra em um estado de estresse prolongado e isso pode favorecer sintomas como ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação constante de sobrecarga.
A neurologista Stephanie Gomes de Almeida Machado, da Clínica Paciente, também em Brasília, destaca que o sono é um dos processos mais importantes para manter o sistema nervoso funcionando adequadamente. Segundo ela, no período da noite o cérebro realiza uma série de atividades essenciais.
Durante o sono ocorre uma espécie de limpeza do cérebro, por meio do sistema glinfático, que remove resíduos potencialmente neurotóxicos. Além disso, o período também é fundamental para a consolidação da memória. Quando o sono é insuficiente ou irregular, essas funções ficam prejudicadas.
A neurologista afirma, ainda, que a falta de descanso adequado também altera o funcionamento de áreas importantes. A amígdala cerebral, região ligada às respostas emocionais, se torna mais reativa, enquanto o córtex pré-frontal, responsável pelo controle racional, perde eficiência.
Na prática, isso pode deixar a pessoa mais irritada, sensível ao estresse e com menor capacidade de lidar com frustrações.
Outro fator que pode desregular o sistema nervoso é o uso excessivo de celulares e redes sociais. Mariela explica que o cérebro humano não evoluiu para lidar com um fluxo constante de estímulos digitais como notificações, vídeos e mensagens.
Cada alerta ativa circuitos ligados à dopamina, neurotransmissor associado à recompensa, criando um ciclo de busca contínua por novos estímulos. Com o tempo, isso pode gerar dificuldade de concentração e a sensação de que a mente nunca desacelera.
A neurologista Stephanie acrescenta que o problema não está apenas no volume de estímulos, mas também na forma de como eles são consumidos.
Segundo ela, o funcionamento das redes sociais estimula um comportamento conhecido como “atenção parcial contínua”.
“Nós nunca mergulhamos profundamente em nada. Ficamos em um estado de vigilância superficial constante, o que esgota a energia mental e impede o descanso real do sistema nervoso”, afirma.
Além disso, a luz azul emitida pelas telas interfere na produção de melatonina, hormônio responsável por regular o sono.
A psiquiatra explica que a alimentação também tem influencia direta no equilíbrio do sistema nervoso. A cafeína, por exemplo, é um estimulante. Em pequenas quantidades, pode ajudar na atenção e no estado de alerta. Porém, o consumo exagerado pode aumentar os sintomas de ansiedade.
Palpitações, tremores, inquietação, irritabilidade e piora da qualidade do sono são alguns dos efeitos relatados.

O corpo costuma dar sinais quando o sistema nervoso está sob pressão. Entre os sintomas mais comuns estão dificuldade para dormir, irritabilidade frequente, ansiedade persistente, cansaço constante e problemas de concentração.
A neurologista também destaca a chamada “névoa mental”, conhecida como brain fog, caracterizada por sensação de lentidão no raciocínio e dificuldade de foco. “Muitas vezes a pessoa sente uma fadiga cognitiva que não melhora nem mesmo após uma noite de sono”, explica.
Segundo as especialistas, quando esse quadro se prolonga, pode aumentar o risco de problemas como ansiedade, depressão e burnout.
Pequenas mudanças no estilo de vida podem ajudar o cérebro e melhorar o bem-estar. Entre as principais recomendações estão manter horários regulares para dormir e acordar, reduzir o uso de telas à noite e praticar atividade física regularmente.
Stephanie também destaca a importância da exposição ao sol logo pela manhã, o que ajuda a regular o ciclo circadiano, o relógio biológico do organismo.
“Outra medida importante é programar pausas sem uso de telas ao longo do dia. Momentos de descanso real ajudam o sistema nervoso a se recuperar”, orienta.
Apesar de parecerem pequenos, esses hábitos do dia a dia têm impacto direto no funcionamento cerebral. Privação de sono, excesso de estímulos digitais, sedentarismo e consumo exagerado de cafeína podem, ao longo do tempo, alterar o equilíbrio emocional e aumentar os níveis de estresse.
Por outro lado, mudanças simples na rotina, como dormir em horários regulares, reduzir o uso de telas à noite, praticar atividade física e reservar momentos de descanso ao longo do dia, já são capazes de melhorar significativamente o bem-estar mental.
Os especialistas reforçam que cuidar da saúde do cérebro não depende apenas de tratamentos médicos, mas também de escolhas cotidianas que ajudam o organismo a sair do estado permanente de alerta e recuperar o equilíbrio.
Astrônomos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, acreditam ter vislumbrado um dos fenômenos mais raros do espaço: a colisão de dois planetas. O estudo com as novas evidências foi publicado nessa quarta-feira (11/3), no The Astrophysical Journal Letters.
O astrônomo Anastasios Tzanidakis revisava observações telescópicas de 2020 quando notou um detalhe inusitado. Uma estrela aparentemente comum, parecida com o nosso Sol e localizada a cerca de 11 mil anos-luz da Terra, tinha um brilho intenso e instável, muito diferente das suas semelhantes.
Inicialmente, Tzanidakis e seus parceiros de pesquisa ficaram confusos. Logo eles perceberam que o “piscar” e escurecer de forma irregular da estrala era causado por nuvens de poeira e detritos quentes que passavam na frente dela.
Os astrônomos concluíram que essa enorme quantidade de poeira e o calor detectado através de sinais infravermelhos só poderiam ter sido gerados por um evento violento: a colisão de dois planetas, uma rara catástrofe cósmica.
“A emissão de luz da estrela era constante e estável, mas a partir de 2016 apresentou três quedas bruscas de brilho. E então, por volta de 2021, ficou completamente descontrolada. Não posso enfatizar o suficiente que estrelas como o nosso Sol não fazem isso. Então, quando vimos essa, pensamos: ‘Olá, o que está acontecendo aqui?'”, disse Tzanidakis em comunicado.
Segundo os pesquisadores, é extremamente difícil captar o momento exato ou os efeitos imediatos de uma colisão dessas porque elas acontecem em um “piscar de olhos”.
Há indícios de que essa colisão seja semelhante à que originou a Lua há cerca de 4,5 bilhões de anos. A teoria mais aceita é que o satélite natural foi formado a partir de uma colisão similar entre a Terra primitiva e um objeto do tamanho de Marte (chamado Theia).
Os pesquisadores apontam que encontrar mais eventos astronômicos como esse poderia melhorar a compreensão dos cientistas sobre como os sistemas planetários evoluem, além de ajudar a restringir a busca por mundos habitáveis além do nosso Sistema Solar.
“É incrível que vários telescópios tenham captado esse impacto em tempo real. Existem apenas alguns outros acidentes planetários de qualquer tipo registrados, e nenhum que apresente tantas semelhanças com o impacto que criou a Terra e a Lua. Se pudermos observar mais momentos como este em outros lugares da galáxia, isso nos ensinará muito sobre a formação do nosso mundo”, disse Tzanidakis.
Durante muitos anos, aprendemos a dividir o corpo em partes: músculos de um lado, ossos de outro, articulações, nervos e órgãos. Essa forma de estudar é útil, mas não conta a história completa. Existe um tecido que conecta todas essas estruturas, formando uma rede contínua da cabeça aos pés. Esse tecido é a fáscia.
O que é a fáscia e por que ela importa
A fáscia é um tipo de tecido conjuntivo que envolve, sustenta e interliga músculos, ossos, vasos sanguíneos, nervos e órgãos internos. Imagine uma malha tridimensional que atravessa o corpo inteiro, dando forma, suporte e organização às estruturas. Ela não está apenas “em volta” das partes; ela integra tudo. Quando olhamos o corpo sob a perspectiva da fáscia, deixamos de enxergá-lo como peças isoladas e passamos a compreendê-lo como um sistema conectado.
Por muito tempo, a fáscia recebeu pouca atenção na formação tradicional em saúde. Hoje, no entanto, pesquisas em anatomia e biomecânica mostram que ela desempenha um papel fundamental na transmissão de forças, na coordenação do movimento e até na percepção da dor.
Por que a fáscia pode influenciar a dor
Muitas pessoas convivem com dores persistentes, sensação de rigidez ou “travamento”, mesmo após exames que não mostram alterações significativas em músculos ou articulações. Em alguns desses casos, a fáscia pode estar envolvida.
Esse tecido é ricamente inervado, ou seja, possui muitas terminações nervosas. Alterações na sua mobilidade, elasticidade ou hidratação podem gerar tensão e desconforto. Como ela forma uma rede contínua, uma restrição em uma região pode repercutir em outra. É por isso que, às vezes, a dor não está exatamente no ponto em que o problema começou.
Isso não significa que toda dor tenha origem fascial, nem que o diagnóstico seja simples. Cada caso precisa ser avaliado individualmente, com exame clínico adequado. Mas ignorar a fáscia é deixar de considerar um componente essencial do funcionamento do corpo.
Movimento, postura e envelhecimento
A fáscia responde ao movimento. Ela se adapta às demandas que impomos ao corpo. Longos períodos sentados, sedentarismo, movimentos repetitivos e posturas mantidas por horas podem alterar sua qualidade e sua capacidade de deslizar entre as camadas do corpo.
Com o passar dos anos, também ocorrem mudanças naturais na composição dos tecidos, o que pode reduzir a elasticidade e a mobilidade. Por isso, manter-se ativo, variar posturas ao longo do dia e praticar exercícios orientados são estratégias importantes para a saúde global, inclusive da fáscia.
Quando entendemos que o corpo funciona como uma rede integrada, percebemos que tratar apenas o local da dor nem sempre é suficiente. A abordagem deve considerar o indivíduo como um todo, respeitando suas características, histórico e estilo de vida.
Falar sobre fáscia é ampliar o olhar sobre o corpo humano. Não se trata de modismo, mas de incorporar ao cuidado uma compreensão mais integrada da anatomia e do movimento. Quanto mais entendemos essa rede invisível que nos sustenta, mais conscientes nos tornamos sobre a importância do movimento, da prevenção e da avaliação adequada diante de qualquer sintoma persistente.
O governo cubano decidiu liberar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias após conversas com o Vaticano, informou o Ministério das Relações Exteriores na quinta-feira (12/3).
“Em espírito de boa vontade e considerando as estreitas e fluidas relações entre o Estado cubano e o Vaticano, com os quais se mantém historicamente um diálogo sobre a revisão e a libertação de presos, o governo cubano decidiu libertar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias. Todas cumpriram uma parte significativa de suas penas e mantiveram boa conduta na prisão”, disse o comunicado.
Segundo Cuba, a prática é comum no sistema de justiça, que concedeu indultos a 9.905 detentos desde 2010.
“Esta decisão soberana é uma prática comum em nosso sistema de justiça criminal e tem caracterizado a trajetória humanitária da Revolução, que desta vez coincide com a aproximação das celebrações religiosas da Semana Santa”, disse.
No fim do mês passado, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, reuniu-se com autoridades do Vaticano.
“Sou profundamente grato a Sua Santidade Leão XIV pela honra de ter me recebido em audiência como Enviado Especial do Presidente da República de Cuba”, disse Parrilla pelas redes sociais após o encontro.
Os EUA têm aumentado a pressão econômica na ilha nos últimos dias. Na segunda-feira (9/3), o presidente Donald Trump ameaçou uma tomada de controle do país de forma “amigável” ou não.
Segundo o líder norte-americano, Cuba enfrenta uma grave situação humanitária. Por isso, autoridades locais estão pressionadas para fazer um acordo com os EUA.
“Pode ser uma tomada de controle amigável, pode não ser uma tomada de controle amigável”, disse Trump. “Não importa, porque eles estão realmente no fim, como dizem. Eles não têm energia, eles não têm dinheiro. Eles estão com grandes problemas a nível humanitário”.
Com os 32 clubes definidos, o sorteio da fase de grupos da Libertadores acontecerá no dia 19 de março, às 20h (de Brasília), na sede da CONMEBOL em Luque, no Paraguai. Além disso, também serão definido as chaves da competição.
O sorteio conta com uma restrição: times do mesmo país só podem ser sorteados na mesma chave caso um deles venha da pré-Libertadores (Bahia e Botafogo foram eliminados). No entanto, o Glorioso disputará a Sul-Americana por ter caído na última fase dos playoffs. O Bahia não está em nenhuma competição internacional.
No torneio, o Brasil terá seis representantes: Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Mirassol e Palmeiras
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), tenta costurar um acordo com os líderes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prorrogar os trabalhos do colegiado por mais 30 dias.
Em uma reunião antes da sessão desta quinta-feira (12/3), o senador mineiro levou a sugestão ao coordenador da bancada governista na comissão, Paulo Pimenta (PT-RS), que não deu uma resposta imediata para o parlamentar.
A movimentação se dá depois do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não se manifestar sobre prorrogar ou não o prazo da CPMI por mais 60 dias, como é pleiteado por Viana desde o início do ano.
O senador amapaense é resistente à prorrogação diante de casos de espetacularização em meio ao ano eleitoral de 2026. A resistência se estende para a instalação de outras comissões parlamentares de inquérito, como a do Banco Master.
Depois da sessão desta quinta, Viana disse que deverá entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) até sexta-feira (13/3) para garantir a prorrogação, caso o governo não dê um parecer. Mesmo com o acordo, a palavra final é de Alcolumbre.
O senador também sinalizou a aliados que deve pedir que o caso seja distribuído ao ministro relator do inquérito dos desvios no INSS, André Mendonça, com quem se reuniu na noite de quarta-feira (11).
As duas alternativas de prorrogação estudadas por Viana se dão a duas semanas da data limite para que a CPMI do INSS finalize os trabalhos e entregue um relatório, que ficará a cargo de Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
O Vasco recebe o Palmeiras nesta quinta-feira (12/3), às 19h30 (horário de Brasília), em São Januário, pela quinta rodada do Brasileirão. A partida marca a estreia de Renato Gaúcho no comando do Cruz-Maltino em terceira passagem pelo clube — já com um desafio relevante: tentar acabar com o longo jejum vascaíno contra o time paulista.
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O Vasco ainda não venceu na atual edição do Brasileirão e ocupa a última colocação, com apenas um ponto.
Para aumentar a pressão, o clube carioca também tenta encerrar uma sequência negativa no confronto direto.
A última vitória sobre o Verdão ocorreu no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2016, quando o Gigante da Colina venceu por 2 x 0, com gols de Nenê e Rafael Silva.
Esta é a terceira vez que Renato Gaúcho assume o comando do Vasco, e as experiências anteriores tiveram resultados bem diferentes.
A primeira passagem foi em 2005, quando o clube também enfrentava um momento delicado no Campeonato Brasileiro.
Na estreia do treinador, o Vasco venceu o Santos FC por 3 x 2, de virada. Os gols vascaínos foram marcados por Anderson, Fernandinho e Alex Dias.
Naquela temporada, Renato comandou o time em 31 partidas pelo Brasileirão, com 13 vitórias, dez empates e oito derrotas.
A equipe conseguiu se afastar da zona de rebaixamento e terminou a competição na 12ª posição, com 56 pontos.
Já em 2008, o cenário foi menos positivo. O Vasco ocupava a 17ª posição na 25ª rodada quando o treinador retornou ao clube.
Curiosamente, o adversário da estreia também foi o Palmeiras — e o time paulista venceu por 2 x 0.
Naquele período, Renato Gaúcho comandou o Vasco em 13 partidas, somando quatro vitórias, dois empates e sete derrotas. A campanha terminou com o primeiro rebaixamento da história do clube.
O desempenho de Renato Gaúcho enfrentando o Palmeiras como treinador também não é dos mais positivos.
Ao longo da carreira, ele já encarou o clube paulista em 32 oportunidades, com um retrospecto de seis triunfos, seis empates e 20 derrotas.
Outra possibilidade de mercado a explorar na partida entre Vasco e Palmeiras é o de ambos os times marcando.
Se você apostar R$ 10 na KTO, uma das principais casas de apostas do Brasil, e as duas equipes balançarem as redes pelo menos uma vez, o retorno será de R$ 16,50.
Nos últimos cinco jogos disputados pelo Vasco, em três houve ao menos um gol de cada um dos times envolvidos, mesmo número em relação às partidas do Palmeiras.
O ataque do Palmeiras também vem em grande temporada, marcando 29 gols em 16 jogos disputados, o que dá uma média de 1,81 por confronto.
O Vasco chega para o duelo após um período de 11 dias sem entrar em campo.
A última partida foi em 1º de março, quando a equipe — ainda sob o comando do auxiliar técnico Bruno Lazaroni após a saída de Fernando Diniz — empatou em 1 x 1 com o Fluminense FC.
O gol vascaíno foi marcado por Robert Renan.
Apesar do empate, o resultado não foi suficiente para evitar a eliminação na semifinal do Campeonato Carioca, já que o Cruz-Maltino havia perdido o jogo de ida por 1 x 0.
O Palmeiras, por outro lado, chega embalado após conquistar o título do Campeonato Paulista no último domingo (8/3).
O Verdão venceu o Grêmio Novorizontino por 2 x 1 na partida de volta da final, com gols de Murilo Cerqueira e Vitor Roque.
Como já havia vencido o primeiro jogo por 1 x 0, a equipe confirmou o título estadual e ampliou a boa fase: são nove partidas de invencibilidade, incluindo cinco vitórias consecutivas.
A partida entre Vasco e Palmeiras terá transmissão por:
Criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o cardiômetro contabiliza o número de mortes por doenças do coração em todo o país no período de um ano. Desde 1° de janeiro até esta quinta-feira (12/3), mais de 78 mil pessoas morreram em decorrência de algum quadro cardiovascular. Segundo a instituição, as condições que afetam o órgão central do sistema circulatório são as que mais matam no Brasil.
De acordo com o cardiologista Wendel Silva Issi, os hábitos — praticar atividade física, manter uma alimentação saudável, dormir bem, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas — atuam de forma conjunta e se complementam na proteção do coração. Desse combo, o médico pontua as duas medidas que mais favorecem a saúde do órgão.
Com base na literatura científica, o especialista explica que parar de fumar e praticar atividade física regularmente estão entre as medidas que geram benefícios mais rápidos e significativos na redução do risco de morte por doenças cardiovasculares, como infarto.
Conforme o cardiologista, após abandonar o cigarro, o risco cardiovascular “começa a cair rapidamente e, ao longo dos anos, pode se tornar semelhante ao de pessoas que nunca fumaram”. Com relação à atividade física regular, ele esclarece que os exercícios, quando realizados em intensidade moderada a vigorosa, também têm grande impacto na saúde do coração.

Wendel salienta sobre a prática de atividade física com constância ajudar a reduzir a pressão arterial, o colesterol ruim (LDL), o excesso de gordura corporal e o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares. “Por isso, é considerada uma das mudanças de estilo de vida com maior impacto na saúde do coração”, reforça o especialista do Centro Clínico Saint Moritz.
“As diretrizes internacionais recomendam pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana — como caminhada rápida — ou 75 a 150 minutos de exercícios mais intensos. Quanto maior a regularidade da prática, maiores tendem a ser os benefícios”, frisa o médico.
O cardiologista destaca: “É importante reforçar que não existe um único hábito milagroso”. Ele argumenta que a “melhor proteção cardiovascular” envolve a combinação de um estilo de vida saudável, que inclui alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física e evitar o tabagismo.
Cientistas da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, descobriram uma bactéria presente no intestino que pode estar relacionada com a perda de memória. A pesquisa, feita a partir de experimentos com ratos, foi publicada nessa quarta-feira (11/3) na revista Nature.
O trabalho indica que o microrganismo identificado como Parabacteroides goldsteinii interfere na comunicação entre o intestino e o cérebro, prejudicando o funcionamento de circuitos envolvidos na memória e no aprendizado.
O estudo foi realizado em camundongos jovens e sugere que alterações específicas na microbiota intestinal — o conjunto de bactérias que vivem no sistema digestivo — podem influenciar diretamente o funcionamento do cérebro.
O intestino abriga trilhões de microrganismos que participam de diversas funções do organismo, como digestão, metabolismo e defesa do corpo. Nos últimos anos, cientistas também passaram a investigar o chamado eixo intestino-cérebro, um sistema de comunicação que conecta o sistema digestivo ao nervoso.
Essa comunicação ocorre por diferentes caminhos, incluindo hormônios, substâncias produzidas por bactérias e sinais transmitidos por nervos que ligam diretamente o intestino ao cérebro. Alterações nesse equilíbrio podem afetar não apenas a digestão, mas também funções neurológicas.
No estudo, os cientistas observaram que a Parabacteroides goldsteinii se torna mais abundante com o envelhecimento dos camundongos.
Para chegarem aos resultados, os cientistas introduziram essa bactéria em camundongos jovens e os animais passaram a apresentar déficits de memória semelhantes aos observados em ratos mais velhos.
Isso sugere que a bactéria não apenas aparece junto com o envelhecimento, mas pode contribuir diretamente para o declínio cognitivo observado nos experimentos.
De acordo com os autores, embora os experimentos tenham sido feitos apenas em camundongos, a descoberta reforça uma linha crescente de pesquisas que investigam como a microbiota intestinal pode influenciar o cérebro.
Segundo os pesquisadores, compreender melhor essa relação pode ajudar no futuro a desenvolver novas estratégias para lidar com a perda de memória associada à idade. No entanto, ainda serão necessários estudos adicionais — inclusive em humanos — para confirmar se mecanismos semelhantes também ocorrem nas pessoas.
Uma supernova observada a mais de um bilhão de anos-luz da Terra chamou a atenção de cientistas por apresentar um comportamento incomum. Em vez de só atingir um pico de luminosidade e depois perder o brilho de forma gradual — como acontece na maioria desses eventos — a explosão teve pequenas variações repetidas de luz.
O fenômeno foi identificado durante o acompanhamento da SN 2024afav, classificada como uma supernova superluminosa rara, podendo ser dezenas de vezes mais brilhante que uma supernova comum.
Depois de analisar dados vindos de telescópios, os pesquisadores perceberam que o padrão de brilho da supernova era regular demais para ser aleatório. Isso levou os cientistas a considerar que um objeto extremamente energético pode estar escondido no centro da explosão.
Ao observar a supernova com telescópios diferentes, os astrônomos perceberam que o brilho da explosão não era constante. Em vez de diminuir de forma contínua, a luminosidade apresentava algumas variações ao longo do tempo.
Outro ponto que chamou a atenção é que essas oscilações começaram a ocorrer em intervalos cada vez menores, com as mudanças no brilho acontecendo cada vez mais rápido.
Com o comportamento incomum, os cientistas chegaram na hipótese de que um magnetar poderia ter se formado no centro da supernova.
Magnetars são um tipo extremo de estrela de nêutrons que surge depois do colapso de uma estrela massiva. Apesar de terem cerca de 20 quilômetros de diâmetro, podem concentrar mais massa que o Sol.
Além disso, possuem campos magnéticos extremamente intensos, trilhões de vezes mais fortes que o da Terra, capazes de liberar enormes quantidades de energia.

Os cientistas acreditam que parte do material lançado pela estrela durante a explosão pode ter sido puxado de volta pela gravidade. O material passou a girar ao redor do magnetar e formou uma espécie de anel achatado de gás e detritos — estrutura conhecida como disco de matéria.
Se esse disco não estiver alinhado com o eixo de rotação do objeto, ele pode começar a oscilar enquanto gira no espaço. Esse movimento pode ocorrer devido a um fenômeno previsto pela relatividade chamado precessão de Lense–Thirring.
Na prática, isso faz com que o disco se mova de forma irregular e balance enquanto gira — de maneira parecida com o movimento de um pião.
Em resumo, quando o disco de matéria se mexe ao redor do magnetar, ele pode bloquear ou desviar parte da energia liberada pelo objeto. Isso faz com que o brilho da supernova varie ao longo do tempo — exatamente o que os telescópios observaram.
Para os pesquisadores, esse tipo de observação ajuda a entender melhor como funcionam as supernovas superluminosas, um dos fenômenos mais energéticos e ainda pouco compreendidos do Universo.
Ao analisar uma coleção de fósseis, cientistas brasileiros encontraram uma nova espécie e gênero de peixe extinto. Os fragmentos fossilizados foram achados há cerca de 20 anos atrás na estado de Alagoas e estavam armazenados na Coleção de Fósseis da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. O exemplar foi batizado de Gondwanacanthus decollatus.
“O nome é uma mistura interessante: ‘Gondwana’ refere-se ao supercontinente antigo; ‘acanthus’ significa espinho, típico desse grupo, e ‘decollatus’ quer dizer, literalmente, ‘decapitado’. Demos esse nome curioso porque o holótipo, o fóssil principal usado na descrição, não tem a cabeça, devido a um corte feito durante a coleta original da rocha, cerca de 20 anos atrás”, explicam os autores do artigo, Alexandre Cunha Ribeiro e Flávio Bockmann, em entrevista ao Jornal da USP.
O animal primitivo pertence ao grupo Acanthomorpha, no qual possui 18 mil espécies atualmente, e tinha atributos semelhantes aos exemplares modernos com espinhos nas nadadeiras, como bacalhau, a corvina, a garoupa, o linguado e o robalo.
Análises mostraram que o peixe viveu há cerca de 125 milhões de anos, quando o mundo estava unido através do supercontinente Gondwana e o Oceano Atlântico estava no início de sua formação.
Essa é a primeira evidência de que os peixes com raios espinhosos nas nadadeiras já estavam presentes no mundo há cerca de 20 a 25 milhões de anos antes que a ciência acreditava. “Isso preenche uma lacuna enorme na história evolutiva desse grupo”, afirmam os cientistas.
Todas as descobertas foram lideradas por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Os resultados foram publicados na revista Papers in Palaentology em fevereiro.
De acordo com os pesquisadores, o peixe primitivo tinha um corpo alto e arredondado, tendo aproximadamente 24 cm de comprimento na parte que estava preservada. Ele possuía escamas grandes do tipo ‘espinoide’, ou seja, haviam projeções espinhosas na região.
“O traço mais marcante, que nos permitiu classificá-lo, é a presença de espinhos verdadeiros e não segmentados nas nadadeiras dorsal e pélvica. Além disso, a posição das nadadeiras pélvicas é ‘torácica’, mais à frente no corpo, o que é uma característica anatômica importante desse grupo”, contam os pesquisadores.
Algumas características presentes no animal antigo são compartilhadas até com os peixes modernos com espinhos nas nadadeiras, o que torna ele um parente primitivo da maioria dos exemplares espinhosos atuais.
O achado demonstra a importância das bacias sedimentares brasileiras para estudos relacionados à evolução das espécies quando houve a separação dos continentes.
Reduzir ou parar de consumir açúcar é uma mudança comum em dietas, mas o corpo pode reagir de diferentes formas nas primeiras semanas. Segundo especialistas, a adaptação envolve alterações no metabolismo, no funcionamento do cérebro e até no nível de energia ao longo do dia.
De acordo com a endocrinologista Alexandra Saliba, que atende em Brasília, a retirada do açúcar adicionado da alimentação pode trazer benefícios metabólicos já no curto prazo. Entre eles estão a redução de inflamação no organismo, menor produção de colesterol e diminuição dos picos de glicose no sangue.
“Essas mudanças levam a uma menor liberação de insulina e podem reduzir o acúmulo de gordura visceral, que é aquela localizada na região abdominal e associada a maior risco cardiovascular”, explica a médica.
Apesar dos benefícios, algumas pessoas podem sentir efeitos temporários quando diminuem drasticamente o consumo de açúcar. O motivo está ligado ao funcionamento do cérebro.
Segundo Alexandra, o consumo frequente de alimentos açucarados estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer e recompensa. Quando o açúcar é retirado de forma abrupta, pode ocorrer uma redução dessa atividade cerebral. Por isso, nas primeiras semanas podem surgir sintomas como dor de cabeça, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda na motivação.
A nutricionista Beatriz Fausto, também de Brasília, explica que o organismo precisa aprender a usar outras fontes de energia.
“Quando reduzimos o consumo de açúcar, diminui a quantidade de glicose disponível no sangue, que é uma fonte rápida de energia. O corpo passa então a utilizar mais carboidratos complexos, proteínas e gorduras como combustível”, afirma.

Com o tempo, a redução do açúcar tende a melhorar o funcionamento metabólico do organismo. A endocrinologista Joana Dantas, que atende no Rio de Janeiro, destaca que a mudança pode favorecer o controle da glicose e reduzir o risco de doenças.
Segundo ela, diminuir açúcares adicionados ajuda a melhorar o perfil metabólico, o que pode diminuir a probabilidade de pessoas com pré-diabetes desenvolverem diabetes tipo 2.
Além disso, a perda de cerca de 5% a 10% do peso corporal, algo que pode ocorrer quando há melhora na alimentação, em muitos casos já é suficiente para reduzir esse risco.
A médio prazo, a redução do açúcar pode trazer uma série de efeitos positivos para a saúde. Entre eles estão a diminuição da gordura no fígado, melhora do perfil lipídico, com redução de triglicerídeos e colesterol LDL, e menor inflamação no organismo.
Essas mudanças reduzem o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares, como infarto e AVC. Além disso, segundo especialistas, diminuir alimentos ultraprocessados ricos em açúcar também pode melhorar a saúde intestinal e reduzir o risco de cáries.
Apesar dos claros benefícios, especialistas alertam que cortar todos os açúcares da dieta não é necessário nem recomendado.
Beatriz explica que muitos alimentos naturais contêm açúcares importantes para o funcionamento do organismo.
“Frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas fazem parte de uma alimentação saudável. O problema principal está no açúcar adicionado, presente em refrigerantes, sucos industrializados, doces e alimentos ultraprocessados”, afirma.
Para a endocrinologista Joana, o mais importante é buscar equilíbrio. Dietas extremamente restritivas podem ser difíceis de manter e até prejudicar a relação com a alimentação. Reduzir o açúcar adicionado e priorizar alimentos naturais costuma ser a estratégia mais eficaz para melhorar a saúde
Dormir mal por longos períodos pode ter consequências que vão além do cansaço e da dificuldade de concentração. Um estudo publicado em 23 de janeiro na revista científica Nature Mental Health investigou a relação entre a insônia e processos biológicos associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer.
Os resultados indicam que distúrbios persistentes do sono podem estar ligados a alterações no cérebro que aumentam a vulnerabilidade à doença. Segundo os autores, compreender melhor essa relação pode ajudar a identificar novos caminhos para prevenir ou retardar o declínio cognitivo.
A pesquisa feita por cientistas da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, reforça uma linha crescente de estudos que apontam o sono como um fator importante para a saúde do cérebro ao longo da vida.
Para entender a ligação entre insônia e Alzheimer, os pesquisadores analisaram dados genéticos e informações de grandes bancos de dados biomédicos.
O objetivo era verificar se pessoas com maior predisposição genética à insônia também apresentavam maior probabilidade de desenvolver processos relacionados à doença. Esse tipo de análise permitiu investigar possíveis relações de causa e efeito entre diferentes condições de saúde.
Ao comparar dados genéticos associados à insônia com aqueles relacionados ao Alzheimer, os cientistas puderam avaliar se os distúrbios do sono poderiam contribuir para o risco da doença.
Os resultados indicaram que a predisposição à insônia pode estar associada a mudanças biológicas ligadas ao Alzheimer, sugerindo que o sono pode ter papel importante nos mecanismos da doença.
De acordo com o estudo, o sono é essencial para o funcionamento adequado do sistema nervoso. Durante a noite, o cérebro passa por processos fundamentais de manutenção, consolidação da memória e regulação de diversas funções cognitivas.
Pesquisas anteriores já mostraram que noites mal dormidas podem prejudicar esses processos e afetar áreas cerebrais responsáveis pela memória e pelo aprendizado.
Além disso, o sono também participa da remoção de resíduos metabólicos acumulados no cérebro ao longo do dia. Quando a qualidade do descanso é comprometida, esse processo pode se tornar menos eficiente, o que pode favorecer alterações associadas a doenças neurodegenerativas.
Os cientistas ressaltam que a relação entre sono e Alzheimer não é simples. Em alguns casos, a insônia pode contribuir para alterações no cérebro; em outros, os próprios processos iniciais da doença podem afetar as regiões responsáveis pelo controle do sono.
Por isso, os pesquisadores apontam que a ligação entre as duas condições pode ser bidirecional: o sono ruim pode aumentar o risco da doença, e o avanço da doença também pode piorar os distúrbios do sono.
Embora os resultados indiquem uma associação entre insônia e Alzheimer, os autores destacam que ainda são necessários mais estudos para compreender completamente como essa relação acontece.
Mesmo assim, a pesquisa traz luz sobre a importância de cuidar da qualidade do sono. Problemas persistentes para dormir devem ser investigados por profissionais de saúde, já que podem afetar diferentes aspectos do organismo.
Para os cientistas, entender melhor como o sono influencia o cérebro pode abrir caminho para novas estratégias de prevenção e cuidado com doenças neurodegenerativas no futuro.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira (12/3) que o país pode capturar território do Líbano caso o Hezbollah continue realizando ataques contra Israel.
“Avisei o presidente do Líbano que, se o governo libanês não souber como controlar o território e impedir que o Hezbollah ameace as comunidades do norte e atire contra Israel, nós mesmos tomaremos o território e faremos isso“, ameaçou.
Além disso, Israel reforçou que o Hezbollah “lançou ontem (11/3) pesados bombardeios contra o Estado de Israel, e o exército respondeu com força”.
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que “iniciaram uma onda de ataques contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute”.
A declaração ocorre após o ataque israelense que atingiu o bairro de Ramlet al-Baydaa, em Beirute, deixando ao menos oito mortos e 21 feridos, conforme informou a mídia iraniana.
Hoje em dia é muito comum ver paredes grafitadas pelas ruas, mas pesquisadores internacionais descobriram que a prática estava presente há dois mil anos. Ao analisar marcas em tumbas egípcias, foi constatado que elas pertenciam a visitantes da Índia, já que foram escritas em tâmil antigo, uma linguagem indiana.
Entre as escritas, o nome do turista “Cikai Korran” foi pichado oito vezes, quando ele visitou o Vale dos Reis, um ponto turístico no Egito onde eram sepultados faraós e nobres da época. No total, havia cerca de 30 marcas em três línguas indianas distintas nas tumbas analisadas da região.
Segundo os pesquisadores, as descobertas são uma forte evidência de que havia a presença de pessoas do sul asiático no Egito antigo.
Os achados foram publicados no livro “Tamil Epigraphy: A four-day international conference 11-14 February 2026, Proceedings Volume 1″ (Governo de Tamil Nadu, 2026). As descobertas foram apresentadas durante conferência realizada em fevereiro, na Índia.
As inscrições nas tumbas já haviam sido notadas anteriormente, porém somente agora pesquisadores conseguiram traduzi-las. A maioria estava escrita em tâmil antigo – um tipo de língua da Índia.
Outro achado que confirmou de fato que as marcas estavam escritas em indiano foi que um dos textos escritos por um homem chamado Indranandin dizia que ele era um “mensageiro do Rei Kshaharata”. Em entrevista ao portal Live Science, o pesquisador Ingo Strauch, um dos responsáveis pela tradução, afirma que essa dinastia ocorreu na Índia.
“É possível que Indranandin tenha chegado de navio a Berenike [na costa leste do Egito], talvez junto com outros indianos, e de lá tenha continuado para o interior até o Vale dos Reis”, sugere Strauch.
No entanto, o grande destaque das descobertas foi Cikai Korran. Com os dizeres: “Cikai Korran veio aqui e viu”. Ele pichou cinco túmulos distintos por oito vezes.
A pesquisadora Charlotte Schmid, que também ajudou na tradução dos textos, revela que ele gostava de deixar sua marca em lugares altos – uma delas estava a cerca de 5 a 6 metros de altura. Ainda não se sabe como Korran chegou tão alto.
Outro ponto que chamou a atenção foi que um dos túmulos marcados por ele tinha o acesso fechado à época e mesmo assim havia sua inscrição por lá. Também não foi identificado como Korran entrou no local.
Apesar de não saberem ao certo a identidade do homem, os pesquisadores apontam que ele pode ter sido um mercenário ou um comerciante, mas outras possibilidades também estão em aberto.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nessa segunda-feira (9/3) a comercialização do teplizumabe no Brasil, primeiro medicamento autorizado no país com ação direta sobre o processo que leva ao diabetes tipo 1.
A terapia representa uma mudança importante na forma de lidar com a doença, já que não se baseia na reposição de insulina, estratégia tradicional usada atualmente.
O remédio é indicado para adultos e crianças a partir dos 8 anos que estejam no estágio 2 da doença. Nessa fase, o organismo já apresenta alterações relacionadas ao diabetes tipo 1, como presença de autoanticorpos e mudanças nos níveis de glicose, mas os sintomas ainda não apareceram.
A proposta do tratamento é justamente retardar a evolução para o estágio seguinte da doença, quando a hiperglicemia se torna evidente e o diagnóstico clínico costuma ser feito.
O teplizumabe é um anticorpo monoclonal, um tipo de medicamento produzido em laboratório para atuar de forma específica em determinadas células do sistema imunológico.
Na diabetes tipo 1, o próprio sistema de defesa do organismo ataca e destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Com o tempo, a perda dessas células impede o controle adequado da glicose no sangue.
O medicamento atua justamente nesse processo. Ao modular a resposta imunológica, ele ajuda a preservar parte das células beta, retardando a progressão da doença.
Estudos indicam que essa estratégia pode adiar o surgimento dos sintomas da diabetes tipo 1 por até dois anos em alguns pacientes.
Para famílias que convivem com alto risco da doença, esse intervalo pode representar mais tempo para se preparar para o tratamento e para as mudanças de rotina que costumam acompanhar o diagnóstico.
O teplizumabe é administrado por infusão intravenosa, geralmente em ambiente hospitalar ou ambulatorial. O tratamento é feito uma vez ao dia durante duas semanas consecutivas.
Por atuar diretamente no sistema imunológico, o medicamento é considerado um imunomodulador. Isso significa que ele modifica a forma como o organismo responde ao processo que leva ao diabetes tipo 1.
A terapia não substitui completamente a necessidade de insulina quando a doença já está instalada. O principal objetivo é retardar a progressão da condição antes que os sintomas apareçam.
