
A caminhada japonesa virou assunto nas redes sociais e despertou a curiosidade de quem busca uma atividade física simples, eficiente e fácil de encaixar na rotina. O método ficou conhecido por alternar momentos de caminhada rápida com períodos de intensidade mais leve, criando uma espécie de treino intervalado acessível para diferentes pessoas.
A técnica surgiu no Japão e funciona de forma bastante prática. A proposta é caminhar em ritmo acelerado por três minutos e, depois, reduzir a intensidade por mais três minutos. Esse ciclo deve ser repetido por cerca de 30 minutos, algumas vezes por semana.

A caminhada japonesa é baseada na alternância de intensidade durante o exercício. Em vez de manter o mesmo ritmo o tempo inteiro, a pessoa intercala momentos mais intensos com períodos de recuperação ativa.
Na prática, a caminhada rápida deve elevar a respiração e exigir mais esforço do corpo, mas sem impedir totalmente a fala. Já o ritmo leve serve para recuperar o fôlego antes da próxima sequência intensa.
Esse formato lembra os treinos intervalados, bastante usados em corridas e exercícios cardiovasculares.
A popularidade da caminhada japonesa está ligada justamente à praticidade. O método não exige equipamentos específicos, academia ou muito planejamento. Além disso, pode trazer benefícios importantes para a saúde e o condicionamento físico.
Entre os principais benefícios estão:
Outro ponto importante é que a alternância de intensidade pode deixar o exercício menos monótono, ajudando na constância da prática.
A caminhada japonesa pode contribuir para o emagrecimento porque aumenta o gasto energético durante a atividade. Os períodos mais intensos fazem o corpo trabalhar mais, elevando a frequência cardíaca e o esforço muscular.
Mesmo assim, os resultados dependem de outros fatores importantes, como alimentação equilibrada, frequência dos treinos e qualidade do sono.
Ou seja, a técnica não funciona como solução milagrosa, mas pode ser uma estratégia eficiente para quem deseja sair do sedentarismo e aumentar o nível de atividade física.
Para quem deseja testar o método, o ideal é começar aos poucos e respeitar os limites do corpo. Pessoas sedentárias podem reduzir o tempo das sequências rápidas até ganhar mais resistência.
Algumas dicas ajudam a tornar a prática mais segura:
Com regularidade, a caminhada japonesa pode se transformar em uma alternativa prática para melhorar o condicionamento físico sem precisar de treinos complexos.
Essencial para a saúde do organismo, o HDL, conhecido como “colesterol bom”, é um importante aliado da saúde vascular e pode ajudar a prevenir condições como infarto, AVC e arritmia. Para aumentar os níveis desse nutriente, mudanças no estilo de vida são fundamentais, mas o segredo está mesmo em adicionar alimentos como azeite, abacate, aveia e nozes na dieta.
O médico cardiologista Ricardo Cals, que atua no tratamento e na prevenção de doenças cardíacas no Hospital Santa Lúcia, explica que o HDL funciona como um “limpador” das veias e artérias, ajudando a eliminar o excesso de LDL, conhecido como colesterol ruim.

Segundo o médico, uma dieta baseada em alimentos naturais pode favorecer o equilíbrio do colesterol bom. Grãos integrais, leguminosas, frutas, verduras e peixes ricos em ômega 3 estão entre os principais aliados. Ricardo Cals destaca ainda o azeite de oliva extravirgem como um componente importante dessa estratégia.
“Temos consagrado na literatura médica o azeite de oliva extravirgem como um poderoso aliado, pois melhora a produção do colesterol bom, que ajuda a retirar o excesso de colesterol ruim da corrente sanguínea e levá-lo ao fígado”, explica.

Frutas cítricas e alimentos ricos em fibras também são essenciais para manter bons níveis do nutriente, assim como o cacau. “Chocolates com teor de cacau acima de 70% garantem esse benefício”, destaca.
O médico pontua ainda que a dieta mediterrânea é a mais indicada, por ser rica em grãos integrais, azeite de oliva, peixes e outros alimentos benéficos para a saúde cardiovascular.
A Escócia anunciou nesta terça-feira (19/5) a lista de convocados para a Copa do Mundo de 2026. Na primeira fase do torneio, a equipe jogará no Grupo C, ao lado de Brasil, Marrocos e Haiti.
Goleiros:
Defensores:
Meio-campistas:
Atacantes:
O grande destaque da Escócia é o meia Scott McTominay. O jogador se tornou peça fundamental do Napoli e foi eleito campeão italiano na temporada 2024/25.
Além disso, o treinador Steve Clark optou pela convocação do goleiro Craig Gordon, de 43 anos. Ele foi vice-campeão escocês pelo Hearts na atual temporada.
Os escoceses estreiam na Copa do Mundo no dia 13 de junho, quando encaram o Haiti. A sequência da equipe será contra Marrocos, em 19 do mesmo mês, e diante do Brasil, no dia 24.
Função das ervas: algumas plantas possuem propriedades calmantes, digestivas ou relaxantes que ajudam em quadros leves associados ao estresse e à tensão, mas o chá não substitui tratamento médico.
Importância da hidratação: muitas dores de cabeça leves são causadas pela desidratação e pela baixa ingestão de água; o consumo de líquidos quentes ajuda a aumentar a hidratação e o conforto corporal.
Ação de variedades específicas: a camomila e a erva-cidreira combatem a tensão emocional, a hortelã promove frescor muscular na região facial e o gengibre auxilia quando há desconforto digestivo associado.
Sinais de alerta importantes: o uso de chás exige cautela e orientação profissional. Dores intensas, frequentes ou acompanhadas de febre, alterações visuais, dormência, dificuldade na fala ou vômitos exigem investigação médica.
“É importante entender que o chá não substitui tratamento médco, principalmente em dores intensas, frequentes ou associadas a sintomas neurológicos. Mas algumas ervas possuem propriedades calmantes, digestivas ou relaxantes que podem ajudar em quadros leves relacionados ao estresse e à tensão”, explica o especialista Jamar Tejada.
Entre as opções mais conhecidas está a camomila. “A camomila é muito associada ao relaxamento corporal e mental. Muitas dores de cabeça leves têm relação direta com tensão emocional, ansiedade e dificuldade de desacelerar”, afirma o farmacêutico.
Segundo ele, criar um ritual de pausa com bebidas quentes também contribui para diminuir o estado de alerta do cérebro.

Outra erva bastante utilizada é a hortelã, associada à sensação de frescor e ao relaxamento muscular, principalmente na região facial.
“A hortelã promove sensação refrescante e pode trazer alívio subjetivo em casos de tensão na cabeça e sensação de peso facial”, explica Tejada, destacando que o aroma da planta também participa da experiência sensorial ligada ao relaxamento.

Para os momentos de estresse, a erva-cidreira e a melissa surgem como opções para quem relata dores causadas por tensão emocional. “Elas são tradicionalmente usadas em momentos de ansiedade, irritabilidade e dificuldade para dormir, fatores que frequentemente participam do surgimento da cefaleia”, afirma o farmacêutico homeopata.
Conforme o especialista, o sono inadequado e o excesso de estímulos são dois dos principais gatilhos modernos para dores de cabeça recorrentes.

Já o gengibre atua em desconfortos associados, sendo lembrado por seu potencial digestivo e sensação de aquecimento.
“Algumas pessoas relatam melhora principalmente quando a dor de cabeça vem acompanhada de náusea ou desconforto digestivo. O gengibre é muito utilizado tradicionalmente nessas situações”, detalha Jamar Tejada.

O farmacêutico lembra ainda que muitas dores leves decorrem da desidratação. “Muitas vezes o problema não é apenas tensão, mas desidratação. O consumo de líquidos quentes também ajuda a aumentar hidratação e conforto corporal”, destaca.
Apesar do uso popular, o especialista faz um alerta rígido: dores intensas, frequentes ou associadas a sintomas neurológicos precisam de investigação médica. Os sinais de alerta incluem dor súbita e muito intensa, febre, alterações visuais, dormência, dificuldade na fala, vômitos persistentes, desmaios e dores frequentes que pioram progressivamente. “Natural não significa ausência de risco. Algumas ervas podem interagir com medicamentos ou não ser indicadas para determinadas pessoas. Por isso, orientação profissional é sempre importante”, finaliza Jamar Tejada.
A gravidez é um dos períodos mais especiais e ao mesmo tempo desafiadores na vida de uma mulher. Afinal, quando ocorre a fecundação do óvulo, uma nova vida está se formando. No entanto, para tudo sair como o esperado, o corpo feminino passa por uma série de adaptações naturais, visando o conforto da mãe e da criança.
Para o bebê, o corpo se molda a fim de promover o desenvolvimento do feto sem intercorrências, lhe fornecendo oxigênio e nutrientes. Já para a mãe, tudo ocorre com objetivo de preparar o organismo para o parto e a amamentação, chegando até adaptar a própria coluna para suportar o aumento da barriga.
“O desenvolvimento de uma nova vida é realmente fascinante, e ainda existe muito a se desvendar”, diz a ginecologista Helga Marquesini, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Um grande exemplo dessa transformação é o mecanismo que o corpo utiliza para não considerar o embrião como ser “estranho”. Segundo os especialistas entrevistados pelo Metrópoles, na gravidez, o sistema imunológico da mulher se torna mais tolerante, o que ajuda o organismo materno a aceitar melhor o bebê e manter a gestação.
“Por isso, a gestante é considerada relativamente imunossuprimida para algumas infecções, principalmente as virais. É uma das razões pelas quais vacinas, como a da gripe, são tão importantes durante a gravidez”, explica o ginecologista Alexandre Pupo Nogueira, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Nos primeiros três meses de gestação, há um aumento da progesterona até que a placenta se forme completamente e controle a produção hormonal. É justamente nesse período que, devido à elevação desse hormônio, ocorrem os sintomas típicos da gestação, como:
“Depois que a placenta assume a produção hormonal, geralmente ocorre melhora desses sintomas: diminuem os enjoos, melhora a pele, reduz a dor nas mamas e a mulher tende a se sentir mais ativa”, afirma Nogueira.
Assim que o embrião se fixa à parede do útero, entre o 7º e o 12º dia de gestação, a placenta começa a se formar. No entanto, ela só se torna completa e passa a funcionar entre a 18ª e a 20ª semana do período gestacional. O órgão temporário é importante para a saúde do bebê.
“A placenta é, por si só, uma interface de trocas que permite entrada de nutrientes para o bebê e saída de metabólitos que devem ser excretados, mas não permite o contato direto do sangue da mãe e do bebê”, aponta Helga.

Com o desenvolvimento do bebê, o espaço para ele também precisa crescer, fazendo com que o abdômen se projete para a frente. Como consequência, o corpo da mulher precisa se adaptar, a fim de manter o equilíbrio. “Isso altera o centro de gravidade, modifica a curvatura da coluna e até a forma de andar”, diz Nogueira.
Além do bebê, a mulher precisa se alimentar por si só. Assim, a demanda por energia e nutrientes aumenta, elevando a sobrecarga de proteínas, ferro, cálcio e outros. Em alguns casos, a ingestão aumentada pode causar pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, especialmente em gestante com idade mais avançada.
O Arsenal está próximo de quebrar um jejum de 22 anos sem conquistar o título da Premier League. A equipe de Londres pode ser campeã nesta terça-feira (19/5) mesmo sem entrar em campo.
Para ficar com o título, o Arsenal precisa torcer para que o Manchester City não vença o Bournemouth, às 15h30 (horário de Brasília), fora de casa. Se isso acontecer, os Gunners levantarão a taça com uma rodada de antecedência.
Para chegar nesta situação, o Arsenal abriu cinco pontos de vantagem na liderança da Premier League. O feito foi estabelecido após a vitória por 1 x 0 sobre o já rebaixado Burnley na segunda-feira (18/5).
Caso o Manchester City vença o Bournemouth, a diferença entre os líderes cairá para dois pontos e a definição de quem ficará com o título de campeão inglês ficará para a última rodada.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (18/5) que uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra a ilha poderia provocar um “banho de sangue”.
Em publicação feita na rede social X, Díaz-Canel declarou que Cuba “não representa uma ameaça” e afirmou que qualquer ataque americano teria consequências “incalculáveis” para a paz e a estabilidade da região.
“As ameaças de agressão militar contra Cuba pela maior potência do planeta são conhecidas. Já a ameaça em si constitui um crime internacional. Se materializada, provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis, mais o impacto destrutivo para a paz e a estabilidade regional. Cuba não representa uma ameaça, nem tem planos ou intenções agressivas contra qualquer país. Não os tem contra os EUA, nem os teve nunca”, escreveu.
O presidente também reforçou que o governo cubano não possui planos agressivos contra outros países. “Cuba não representa uma ameaça, nem tem planos ou intenções agressivas contra qualquer país. Não os tem contra os EUA, nem os teve nunca”, acrescentou.
As declarações ocorreram após uma reportagem do site americano Axios afirmar que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e discutido possíveis planos para utilizá-los em ataques contra a base naval americana de Guantánamo Bay Naval Base, embarcações militares dos EUA e a cidade de Key West.
O governo cubano negou as informações e acusou os Estados Unidos de tentarem criar uma justificativa para uma eventual intervenção militar.
“Cuba, que já sofre uma agressão multidimensional dos EUA, tem sim o direito absoluto e legítimo de se defender de um ataque bélico, o que não pode ser brandido com lógica nem honestidade como desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano”, acrescentou Díaz-Canel.
De acordo com o site norte-americano Axios, desde 2023 o governo de Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares de aliados como Rússia e Irã, armazenando os equipamentos em pontos estratégicos da ilha para eventuais ações contra alvos dos Estados Unidos.
Após a repercussão da reportagem, o chanceler cubano Bruno Rodríguez negou que Havana esteja planejando ataques e acusou os Estados Unidos de criarem um “caso fraudulento” para justificar novas sanções econômicas e até uma possível intervenção militar contra a ilha.
“Cuba não ameaça nem deseja guerra”, afirmou Rodríguez em publicação nas redes sociais. Segundo ele, o país apenas se prepara para enfrentar possíveis agressões externas dentro do direito de legítima defesa previsto pela Carta da ONU.
Bruno Rodríguez, porém, não comentou diretamente as alegações sobre o aumento da compra de drones militares.
A troca de acusações acontece em meio à escalada da tensão entre Washington e Havana.
De acordo com informações, os EUA devem formalizar nesta semana acusações contra o ex-líder cubano Raúl Castro relacionadas ao episódio de 1996 em que dois aviões operados pelo grupo humanitário Brothers to the Rescue foram abatidos por Cuba.
O clima entre os dois países já vinha deteriorado desde o início do ano, quando o presidente americano Donald Trump afirmou que “Cuba será a próxima” após a operação americana que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma visita incomum a Havana e se reuniu com autoridades cubanas, incluindo familiares ligados ao círculo de Raúl Castro. Segundo autoridades americanas, Ratcliffe alertou que Cuba “não pode continuar servindo como plataforma para interesses hostis” no hemisfério ocidental.
Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.
A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.
Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”
Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120×80 mmHg, ou 12×8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção.
“O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.
Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto.
“Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa da aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.
Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.
A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.
“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.
Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal.
“Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.
Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.
A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana.
O termo “Ozempic natural” tornou-se viral nas plataformas digitais. Ele é utilizado para descrever substâncias e alimentos que prometem saciedade e perda de peso rápida.
Entre os destaques dessa tendência estão o glucomanano e o psyllium.
No entanto, especialistas alertam para os riscos dessa comparação. Embora essas fibras ofereçam benefícios à saúde, elas não possuem o mesmo mecanismo de ação de medicamentos para obesidade.
O glucomanano é uma fibra solúvel extraída da raiz da planta Amorphophallus konjac. Ao entrar em contato com a água no estômago, ele forma um gel espesso.
Atenção: O glucomanano não é aprovado pela Anvisa como suplemento alimentar.
Ele é classificado apenas como um aditivo alimentar. Sua comercialização como suplemento não é autorizada.
Controle do apetite: Aumenta a sensação de estômago preenchido.
Auxílio no emagrecimento: Reduz a ingestão calórica voluntária.
Regulação intestinal: Melhora casos de constipação ao aumentar o volume das fezes.
Saúde metabólica: Auxilia no controle da glicose e do colesterol LDL.
Redução da sensibilidade à insulina: Estabiliza os índices glicêmicos, evitando picos.
Derivado da planta Plantago ovata, o psyllium é outra fibra amplamente divulgada. Assim como o glucomanano, ele forma um gel viscoso no trato digestivo.
Ele é um aliado importante para a saúde cardiovascular e regulação do trânsito intestinal.
Para a nutricionista Thaís Sarian, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a comparação com a semaglutida é um erro.
“Trata-se de propaganda enganosa. O psyllium tem efeito discreto na saciedade. Nenhum suplemento atua como o medicamento”, afirma.
Além das fibras citadas, outros itens ganham destaque por auxiliar no controle da fome:
Semente de chia: Rica em fibras que expandem no estômago.
Aveia: Contém beta-glucana, que retarda a absorção de açúcar.
Berberina: Frequentemente chamada de “Ozempic natural” por influenciar o metabolismo da glicose.
Linhaça: Fonte de fibras e gorduras boas que promovem saciedade prolongada.
O uso indiscriminado de fibras solúveis pode trazer efeitos colaterais. Entre os riscos estão:
Obstrução intestinal: Caso o consumo não seja acompanhado por ingestão hídrica abundante.
Má absorção: O excesso de fibras pode atrapalhar a absorção de outros medicamentos.
Desconforto gástrico: Gases, cólicas e distensão abdominal.
Recomendação vital: Todo consumo de fibras deve ser acompanhado por um aumento proporcional na ingestão de água. Sem hidratação, as fibras podem agravar a prisão de ventre.
A obesidade é uma doença complexa. Nenhum alimento isolado é capaz de promover perda de peso sustentável sem acompanhamento profissional e mudanças no estilo de vida.
Portanto, o consumo dos alimentos conhecidos como “ozempic natural” é válida e pode ajudar a sua saúde.
Porém, os resultados não serão idênticos aos medicamentos usados para tratar obesidade. Sempre consulte um médico.
A ideia de que a caminhada só começa a queimar gordura a partir dos 30 minutos contínuos não funciona de maneira rígida na fisiologia humana. De acordo com o educador físico e nutricionista esportivo Fernando Castro, o corpo utiliza gordura e carboidrato como fonte de energia o tempo todo, inclusive nos primeiros minutos da atividade física.
O que ocorre na verdade é uma mudança progressiva na predominância do combustível energético: conforme o exercício é mantido por mais tempo em intensidade moderada, há uma redução gradual da glicemia e do glicogênio disponível, o que aumenta proporcionalmente a oxidação de gorduras. “Essa dinâmica fisiológica deu origem à referência dos 30 minutos, mas atividades mais curtas também trazem resultados metabólicos importantes”, explica o especialista.
Mito do tempo mínimo: o corpo não ativa a queima de gordura como se ligasse uma chave aos 30 minutos; caminhadas mais curtas também geram gasto calórico, melhoram a sensibilidade à insulina e estimulam a circulação.
Influência da frequência cardíaca: o organismo utiliza proporcionalmente mais gordura como fonte de energia em intensidades leves a moderadas. Exercícios mais intensos exigem maior participação do carboidrato pela rapidez no fornecimento de energia.
Importância do balanço energético: para a perda de gordura corporal, o fator determinante é a relação entre o consumo e o gasto de calorias ao longo do tempo, e não apenas o tempo de duração de um único treino isolado.
Impacto das atividades curtas: pequenos períodos de atividade física distribuídos ao longo do dia diminuem o sedentarismo, ajudam no controle glicêmico, elevam o gasto energético acumulado e melhoram marcadores cardiovasculares.
A regularidade e a constância nos treinos de menor duração também são capazes de contribuir diretamente para o emagrecimento e para o condicionamento cardiovascular, desde que a atividade seja associada a uma alimentação adequada. O especialista destaca que uma pessoa pode caminhar por uma hora diariamente e ainda assim não emagrecer caso haja um excesso calórico na sua dieta alimentar. Por outro lado, uma caminhada curta de 20 minutos realizada todos os dias demonstra excelentes resultados práticos.
A intensidade do exercício também altera o consumo energético após o treino. “Atividades mais intensas, que recrutam mais carboidratos durante a execução devido à necessidade de resposta rápida do organismo, favorecem o emagrecimento por provocarem um aumento no gasto calórico total e no consumo de energia que se estende para o período pós-treino”, ressalta Fernando
Segundo o especialista, do ponto de vista fisiológico e metabólico, praticar uma caminhada por menos de 30 minutos continua sendo uma escolha muito melhor do que se manter em uma condição de sedentarismo. “Pequenos estímulos diários geram benefícios relevantes para a saúde cardiovascular de forma geral.”
Conforme conclui o educador físico e nutricionista esportivo Fernando Castro, a fisiologia humana não responde a um número mágico de minutos para o funcionamento do metabolismo. “O sucesso da atividade física depende diretamente do contexto, da intensidade, da frequência, da constância e, principalmente, da aderência do praticante. Dessa forma, o melhor exercício físico é aquele que o indivíduo consegue manter de maneira consistente dentro da sua própria rotina.”
O governo Donald Trump voltou a recusar uma proposta de paz do Irã para colocar um fim ao recente conflito no Oriente Médio. As informações são do jornal norte-americano Axios, que afirma ter consultado uma autoridade do governo norte-americano ligado às negociações.
De acordo com o veículo, o presidente dos Estados Unidos teria achado a recente proposta insuficiente. O Irã enviou a Washington uma proposta de 14 pontos nesta segunda-feira (18/5). O documento chegou a autoridades americanas através do Paquistão, que tem intermediado as conversas entre os dois países.
De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o novo texto está focado nas negociações para o fim da guerra e em medidas de construção de confiança por parte dos americanos. Para Esmaeil Baghaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, as exigências do Irã incluem a liberação de ativos congelados no exterior e a retirada de sanções contra o país.
Um momento inusitado durante um culto infantil viralizou nas redes sociais após uma criança incluir um pedido inesperado sobre Neymar Jr. em meio a uma oração. A cena, registrada em uma igreja e compartilhada nas redes sociais, acabou repercutindo pela espontaneidade da fala e pela reação do pastor e do público.
Veja:
Durante a oração, a criança agradeceu pelo dia, pediu bênção ao pastor e à igreja e, em seguida, surpreendeu ao incluir um pedido direto: “Que o Neymar vá pra Copa! Em nome de Jesus, amém!”. A fala provocou risos imediatos na plateia e também no pastor, que reagiu em tom de surpresa.
“Como é que é? Eu não entendi não”, afirmou o pastor. Em resposta, os fiéis reunidos responderam dizendo que o pequeno pediu para que Neymar fosse para a Copa.
“Tu está orando para ele ir para a Copa?!”, rebateu o religioso, rindo. Ele ainda brincou com a situação e afirmou que a “oração vai chegar lá no Neymar”, arrancando mais risadas.
A publicação original gerou repercussão nas redes sociais e chegou ao próprio Neymar, que comentou: “Vai dar tudo certo”. A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo será realizada nesta segunda-feira (18/5) e transmitida ao vivo no canal do Metrópoles no YouTube.
A dúvida se a dor crônica tem cura é uma das mais comuns nos consultórios médicos brasileiros. Embora nem sempre haja uma solução imediata, o controle eficaz é uma realidade acessível e transformadora.
A condição é definida pela persistência do desconforto por um período superior a três meses seguidos. Diferente da dor aguda, ela exige um olhar multidisciplinar para que o paciente retome sua vitalidade.
A ciência moderna define essa condição como uma doença do sistema de processamento de estímulos. Não se trata apenas de um sintoma, mas de uma alteração na forma como o cérebro percebe sinais.
Segundo a Dra. Inácia Simões, anestesiologista da Saint Moritz, a abordagem precisa ser ampla e personalizada. “A dor crônica é multifatorial, envolvendo o sistema nervoso, o comportamento e o processamento cerebral”, explica a médica.
Entender essa complexidade é fundamental para evitar a frustração com tratamentos que buscam apenas o alívio rápido. O foco da medicina atual está na reabilitação funcional e na melhora contínua da experiência do paciente.
Muitas vezes, a busca pela cura total impede que o paciente enxergue os progressos do tratamento. O sucesso clínico é medido pela capacidade de voltar a realizar tarefas diárias com conforto e autonomia.
“Na maioria dos casos, falamos em controle, reabilitação e qualidade de vida”, afirma a Dra. Inácia Simões. Isso permite que a pessoa recupere sua identidade e não deixe que o desconforto dite suas regras.
As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) priorizam terapias que combinam diferentes frentes de atuação. A medicina da dor evoluiu para integrar fármacos, exercícios e suporte educacional sobre a própria condição.
A citação de fontes seguras reforça que o tratamento isolado raramente traz resultados sustentáveis a longo prazo. “O tratamento mais eficaz combina estratégias como movimento orientado e intervenções específicas”, destaca a especialista Simões.
Educação em dor: Entender o mecanismo biológico ajuda a reduzir o medo e a sensibilidade.
Movimento orientado: Exercícios específicos fortalecem o corpo e modulam os sinais nervosos de dor.
Higiene do sono: Dormir bem é essencial para que o sistema nervoso processe o descanso corretamente.
Acompanhamento médico: O ajuste de doses e métodos deve ser feito por um profissional especializado.
Um erro comum é tentar resolver um problema de anos com uma intervenção única ou milagrosa. A dor crônica requer paciência, disciplina e uma aliança forte entre o médico e o paciente.
A Dra. Inácia Simões alerta que o processo exige acompanhamento constante e ajustes finos nas condutas. “A dor crônica não se resolve com uma resposta imediata; é um processo que exige participação ativa”, diz.
Viver bem com essa condição é possível através da adaptação de hábitos e da mudança de mentalidade. O suporte adequado transforma a percepção do desconforto e devolve o prazer em atividades sociais e físicas.
Abaixo, apresentamos dicas práticas baseadas em orientações da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).
Mantenha uma rotina de atividades físicas leves, como natação ou caminhada, sob supervisão técnica.
Pratique técnicas de controle de estresse, como a meditação, para evitar picos de tensão muscular.
Evite o isolamento social, pois o convívio com amigos e familiares auxilia na saúde mental.
Mantenha um diário da dor para identificar gatilhos específicos e facilitar o diagnóstico médico.
Embora a pergunta sobre a cura seja frequente, o foco na qualidade de vida é o que gera resultados. A dor crônica pode ser persistente, mas as tecnologias médicas atuais permitem um controle excepcional.
Consultar um especialista em medicina da dor é o primeiro passo para sair do ciclo de sofrimento. “Quando o paciente entende o processo e recebe suporte, a forma de lidar com a dor muda”, conclui a médica.
Siga as recomendações profissionais e priorize sua saúde com estratégias validadas e seguras para o seu futuro. Sua vida pode ser muito maior que qualquer diagnóstico, basta dar o primeiro passo hoje mesmo.
Muita gente se preocupa com diabetes e pressão alta, doenças comuns em todo o mundo. Mas existe outro inimigo “invisível” igualmente perigoso: a gordura no fígado, ou esteatose hepática. O quadro atinge cerca de 25 a 30% da população mundial e pode ser evitado com a adoção de alguns hábitos. Um exemplo é fugir de alimentos como refrigerantes e sucos artificiais, produtos de padaria com farinha branca (pães, bolos, biscoitos), doces em geral e ultraprocessados ricos em xarope de milho ou açúcar invertido.
De acordo com a nutricionista do Metrópoles, esses itens têm um elemento em comum: o excesso de açúcar. Segundo ela, o consumo excessivo de açúcar — e não de gordura — é o principal fator de risco para a condição que atinge 1 em cada 3 brasileiros.
“Embora muitos pensem que o excesso de gordura na alimentação seja o principal causador do problema, há um outro vilão ainda mais perigoso: o açúcar, especialmente aquele presente em bebidas adoçadas, doces e alimentos ultraprocessados”, comenta.
Conforme prossegue a expert, frutose industrializada e carboidratos refinados são os maiores responsáveis pelo acúmulo de gordura no fígado, principalmente quando associado ao sedentarismo e ao sobrepeso.
“A doença é silenciosa e, na maioria dos casos, só é descoberta em exames de rotina. Se não tratada, pode evoluir para quadros graves como hepatite gordurosa, cirrose e até câncer hepático”, pondera.
Em vez de doces e ultraprocessados, prefira frutas (com moderação), legumes e verduras; carnes magras e peixes; grãos integrais e oleaginosas; e pratique atividade física regular.

“A esteatose hepática é reversível — mas a chave está na mudança de hábitos, especialmente na redução do açúcar. O acompanhamento com nutricionista e hepatologista é essencial para orientar um plano alimentar eficaz e monitorar a função hepática ao longo do tempo”, encerra.
Um conjunto de fósseis encontrado no nordeste da Tailândia revelou a existência de um dos maiores dinossauros já identificados na região. A nova espécie, batizada de Nagatitan chaiyaphumensis, viveu há cerca de 120 milhões de anos e pode ter atingido até 27 metros de comprimento.
A descoberta foi publicada na revista Scientific Reports em 14 de maio é considerada um marco para a paleontologia no Sudeste Asiático. Os pesquisadores afirmam que se trata do maior dinossauro de pescoço comprido já registrado na região.
Os fósseis foram encontrados na província de Chaiyaphum, após um morador local notar ossos expostos em uma área próxima a um lago que estava secando, em 2016. A partir daí, uma equipe de cientistas iniciou escavações no local.
Entre os materiais recuperados estão vértebras, ossos da pelve e partes das pernas, incluindo um fêmur que, mesmo fragmentado, teria cerca de dois metros de comprimento.
“Nosso dinossauro é grande para os padrões da maioria das pessoas, provavelmente pesava pelo menos 10 toneladas a mais do que o Diplodoco”, explicou o paleontólogo Thitiwoot Sethapanichsakul, principal autor do estudo, em comunicado.
Nagatitan chaiyaphumensis pertence ao grupo dos saurópodes, dinossauros conhecidos pelo pescoço longo e corpo massivo. Dentro desse grupo, ele faz parte de um subgrupo que viveu entre o final do período Jurássico e o Cretáceo.
Apesar do tamanho impressionante, ele não é o maior já descoberto no mundo. Espécies encontradas na América do Sul, como o Patagotitan e o Argentinosaurus, chegam a ter mais que o dobro do peso estimado para o dinossauro tailandês.
As características dos ossos encontrados, especialmente das vértebras e das pernas, permitiram aos cientistas identificar que se trata de uma espécie inédita, diferente de outros saurópodes já conhecidos.
Na época em que o Nagatitan viveu, o cenário do nordeste da Tailândia era bem diferente do atual. A região tinha clima semiárido e era cortada por rios, o que favorecia a presença de diferentes formas de vida.
O dinossauro provavelmente convivia com crocodilos, peixes e pterossauros que se alimentavam de animais aquáticos. Seu corpo alongado e de grande superfície pode ter ajudado na regulação da temperatura, facilitando a dissipação de calor.
O nome escolhido para a espécie mistura referências culturais e científicas. “Naga” faz alusão a uma criatura mitológica presente em tradições asiáticas, enquanto “titã” remete aos gigantes da mitologia grega. Já o termo chaiyaphumensis homenageia a região onde os fósseis foram encontrados.
Além de revelar um novo dinossauro, o estudo também traz pistas sobre o fim da presença desses animais na região. Segundo os pesquisadores, as camadas de rocha onde os fósseis foram encontrados estão entre as mais recentes da Tailândia que ainda preservam vestígios de dinossauros.
Isso pode indicar que o Nagatitan foi um dos últimos saurópodes a viver no Sudeste Asiático antes de mudanças ambientais mais drásticas.
“Rochas mais recentes provavelmente não contêm restos de dinossauros, porque a região já havia se tornado um mar raso”, afirma Sethapanichsakul.
Para os cientistas, isso reforça a ideia de que o animal pode representar uma das últimas espécies de grande porte desse grupo na região.
