
A ciência não produz conhecimento de forma aleatória. Antes de iniciar uma pesquisa, os cientistas precisam escolher qual tipo de estudo será utilizado para responder à pergunta que orienta a investigação. O processo metodológico define como os dados serão coletados, analisados e interpretados.
Na área da saúde, por exemplo, formatos diferentes de estudo ajudam a entender desde a frequência de uma doença até a eficácia de um tratamento. Conhecer esses modelos também ajuda o público a compreender melhor notícias sobre descobertas científicas e a interpretar resultados divulgados na mídia.
“A ciência é um processo de acumulação e repetição. Uma conclusão só se torna sólida quando é reproduzível, ou seja, quando diferentes pesquisadores, em diferentes lugares, chegam ao mesmo resultado utilizando métodos rigorosos. É o ‘coro’ dos estudos que faz a verdade científica”, explica a professora Fernanda Vinhaes, coordenadora do programa de iniciação científica do Centro Universitário de Brasília (Ceub).
Nesse tipo de estudo, os pesquisadores testam diretamente um tratamento, medicamento ou intervenção para observar seus efeitos. Para isso, os participantes são divididos em grupos: um recebe o tratamento que está sendo avaliado e outro recebe placebo ou um tratamento diferente, usado só para comparação.
O exemplo mais conhecido é o ensaio clínico randomizado. Nesse modelo, os participantes são distribuídos de forma aleatória entre os grupos. Isso significa que nem o pesquisador escolhe quem vai receber o tratamento, nem os participantes sabem qual intervenção receberam.
Esse método reduz vieses e aumenta a confiabilidade dos resultados. Por isso, é considerado o padrão-ouro para avaliar a eficácia de terapias e medicamentos.
Nos estudos observacionais, o pesquisador não interfere na realidade nem aplica tratamentos ou intervenções. O trabalho consiste apenas em observar uma situação e registrar os dados coletados.
Em pesquisas observacionais, os cientistas analisam o que acontece naturalmente com as pessoas — como hábitos de vida, exposição a fatores de risco ou presença de doenças. A partir dessas observações, é possível identificar padrões, levantar hipóteses e investigar possíveis relações entre fatores e problemas de saúde.
No estudo de coorte, os pesquisadores acompanham um grupo de pessoas por um período de tempo — que pode durar anos. No início da pesquisa, são registradas características dos participantes, como hábitos de vida, histórico de saúde ou exposição a determinados fatores.
Com o passar do tempo, os cientistas observam quais participantes desenvolvem uma doença ou condição. A comparação entre quem teve ou não o problema ajuda a identificar fatores que podem aumentar ou reduzir o risco de desenvolver a condição.
“O estudo de coorte acompanha as pessoas ao longo do tempo. Em vez de começar pela doença, a pesquisa observa fatores aos quais os participantes estão expostos e analisa, com o passar dos anos, quem desenvolve determinada condição”, afirma a professora e pesquisadora Sula Salani, da Rede Biota Cerrado e parte da equipe do Laboratório dos Bentos da UnB.
No estudo caso-controle, a pesquisa começa com pessoas que já têm uma determinada doença — esses participantes formam o grupo chamado de “casos”. Em seguida, eles são comparados com outro grupo de pessoas semelhantes que não têm a doença, chamado de “controles”.
A partir dessa comparação, os pesquisadores analisam o histórico dos dois grupos para identificar possíveis diferenças — como hábitos de vida, exposições ambientais ou condições de saúde no passado. A análise busca identificar exposições ou fatores do passado que possam explicar por que o grupo doente desenvolveu aquela condição.
Esse tipo de pesquisa analisa uma população em um único momento. Em vez de acompanhar pessoas com o passar do tempo, os cientistas fazem um retrato da situação em um período específico. Ele costuma ser usado para identificar quantas pessoas têm determinada doença, hábito ou característica em uma população.

Esse tipo de pesquisa descreve detalhadamente um caso clínico específico ou um grupo pequeno de pacientes com características semelhantes. Embora não permita estabelecer relações de causa e efeito, o método pode chamar atenção para fenômenos raros ou problemas novos de saúde.
Os estudos analíticos investigam a relação entre causas e efeitos. Nesse tipo de pesquisa, os cientistas analisam dados para verificar se uma exposição ou comportamento pode estar associado ao surgimento de uma doença ou fenômeno.
Os estudos descritivos têm como objetivo apresentar e organizar informações sobre uma população ou fenômeno. Nesse tipo de pesquisa, os cientistas descrevem características, frequência de eventos ou a distribuição de doenças, sem investigar as causas desses acontecimentos.
Nesse tipo de pesquisa, os pesquisadores não coletam novos dados. Em vez disso, analisam resultados de várias pesquisas já publicadas sobre o mesmo tema.
A revisão sistemática reúne e avalia os estudos mais relevantes, enquanto a metanálise usa métodos estatísticos para combinar os resultados dessas pesquisas. Como consideram evidências de vários estudos, essas análises são vistas como as mais confiáveis na ciência.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, levantou a possibilidade de que a esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, poderia ter apertado e machucado o próprio pescoço, antes de ser encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, centro de São Paulo.
Segundo Neto, a Gisele conhecia os procedimentos policiais e poderia ter feito isso para incriminá-lo. O tenente-coronel sustenta a versão de que a PM tirou a própria vida.
“Será que a própria Gisele não apertou o pescoço com a mão, já conhecedora de procedimentos policiais, sabendo: ‘Ah, eu vou fazer marcas, depois vou me matar para tentar incriminá-lo'”.
As afirmações do oficial foram dadas à TV Record. Na entrevista, ele também repete uma outra versão, a de que as marcas encontradas no pescoço da esposa possam ter sido causadas pela filha de sete anos dela, visto que, segundo o homem, a criança ficava agarrada no pescoço da mãe quando se cansava de andar.
Para se defender, o tenente-coronel também afirmou que rói unha e que, por isso não seria o autor das lesões. Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) aponta marcas de unha no pescoço da mulher. “Nem unha eu tenho”, disse na entrevista.
A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar também apura denúncias envolvendo o relacionamento do casal.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto figura como parte na investigação e sustenta, desde o início, a versão de que a esposa teria cometido suicídio.
A defesa do oficial afirma que ele colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações para o esclarecimento completo dos fatos.
De acordo com o relato da mãe da PM Gisele, Marinalva Vieira Alves de Santana, após deixar o apartamento do casal, a menina, de 7 anos, filha da policial, chegou à casa da família visivelmente abalada.
“Na terça-feira (17/2/2026), o pai de sua neta a buscou na casa de Gisele e a levou para casa. A criança teria chegado à casa dos avós muito abalada, chorando muito, pedindo para não voltar para a casa, pois disse que não aguentava mais as brigas de Geraldo com a mãe e os gritos do padrasto.”
O trecho consta no depoimento de Marinalva Vieira Alves de Santana, avó da criança e mãe da soldado Gisele.
Segundo ela, a neta também descrevia uma rotina doméstica marcada por tensão dentro do apartamento. Gisele e a filha costumavam permanecer juntas no mesmo quarto, enquanto o tenente-coronel ficava em outro cômodo do imóvel, disse.
A mãe de Gisele também descreve episódios de controle e vigilância atribuídos ao oficial. De acordo com ela, a filha comentava que sofria pressão constante do marido, que impunha restrições a comportamentos cotidianos.
“Gisele passou a queixar-se para a depoente sobre a agressividade de Geraldo. Dizia que tudo tinha que ser do jeito de Geraldo, que sofria agressões psicológicas com muita frequência, como, por exemplo, proibição de usar salto alto, batom, perfumes”, disse Marinalva à polícia.
A mãe da soldado afirmou ainda que o comportamento do oficial era percebido também por pessoas próximas ao casal. “Se ela fosse ao banheiro, ele ia atrás”, acrescentou.
O universo sempre despertou curiosidade sobre o que existe além do nosso próprio planeta. Nas últimas décadas, essa curiosidade cresceu com a descoberta de milhares de mundos fora do Sistema Solar. Mas, como os cientistas conseguem identificar planetas tão distantes da Terra?
Esse é justamente o desafio enfrentado por astrônomos e astrofísicos que buscam os chamados exoplanetas, que orbitam estrelas além do nosso Sol.
Segundo o astrofísico Eder Martioli, pesquisador do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), as primeiras descobertas desse tipo só aconteceram recentemente.
“Os planetas que orbitam outras estrelas, chamados de exoplanetas, foram descobertos pela primeira vez apenas em 1995. Isso demorou a acontecer principalmente por limitações tecnológicas da época”, explica.
Hoje, no entanto, o cenário é bem diferente. Mais de 6 mil exoplanetas já foram confirmados por cientistas ao redor do mundo.
Detectar esses corpos celestes, porém, não é uma tarefa simples. Os planetas são muito menores e menos luminosos do que as estrelas ao seu redor e, além disso, estão a distâncias enormes da Terra. Por isso, na maioria das vezes, os pesquisadores não conseguem observá-los diretamente.
Em vez de enxergar o planeta em si, os cientistas analisam sinais indiretos que indicam sua presença. De acordo com o astrônomo Adriano Leonês, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), os corpos celestes costumam revelar sua existência por meio de efeitos que causam nas estrelas que orbitam.
“Mesmo sem enxergar o planeta diretamente, é possível perceber pequenas variações no brilho da estrela ou movimentos leves provocados pela gravidade do planeta”, esclarece.
Um dos métodos mais usados é chamado de técnica de trânsito. Nesse caso, os pesquisadores monitoram o brilho de uma estrela ao longo do tempo. Quando um planeta passa na frente dela, bloqueia uma pequena parte da luz, provocando leve diminuição no brilho observado.
Essas variações são registradas por telescópios e analisadas em sequências de observações. A partir desses dados, os cientistas conseguem estimar características importantes, como o tamanho do planeta e o tempo que ele leva para completar uma órbita.
Outra técnica importante envolve medir pequenas variações na velocidade da estrela causadas pela atração gravitacional do planeta. Esse método utiliza o chamado efeito Doppler, que detecta mudanças na luz emitida pela estrela quando ela se movimenta.

Grande parte das descobertas recentes foi possível graças ao avanço dos instrumentos de observação. Missões espaciais como os telescópios Kepler e TESS, da Nasa, foram projetadas para monitorar milhares de estrelas ao mesmo tempo em busca de sinais característicos da presença de planetas.
Segundo Martioli, os telescópios realizam grandes levantamentos astronômicos que acompanham o brilho de inúmeras estrelas por longos períodos.
Quando um possível sinal é detectado, o objeto passa a ser considerado um candidato a exoplaneta. Depois disso, outros pesquisadores e telescópios entram em ação para confirmar a descoberta.
“Muitos desses candidatos precisam ser observados novamente por telescópios instalados na Terra para confirmar a existência do planeta e determinar suas propriedades com maior precisão”, explica.
No Brasil, por exemplo, cientistas utilizam telescópios instalados no Observatório do Pico dos Dias, em Minas Gerais, para acompanhar sistemas e medir com mais detalhe características das estrelas e de seus possíveis planetas.
Além deles, grandes observatórios internacionais e telescópios espaciais como o Hubble e o James Webb também ajudam a estudar esses mundos distantes, inclusive analisando a composição de suas atmosferas.
Depois que um planeta é confirmado, os cientistas passam a investigar se ele pode ter condições semelhantes às da Terra. Para isso, vários fatores são analisados, como o tamanho do planeta, sua massa e a distância em relação à estrela que orbita.
Um dos pontos mais importantes é a chamada zona habitável, região ao redor de uma estrela onde as temperaturas podem permitir a existência de água líquida na superfície.
Além disso, os pesquisadores também procuram sinais na atmosfera do planeta, como vapor d’água, oxigênio ou metano, que podem indicar processos químicos ou até biológicos.
Entre os sistemas mais estudados atualmente está o TRAPPIST-1, que possui sete planetas orbitando uma mesma estrela. Alguns deles estão localizados justamente na zona considerada potencialmente habitável.
Apesar dos avanços, os cientistas afirmam que a descoberta de exoplanetas ainda é um campo em expansão. Novas missões e telescópios devem ampliar o número de planetas identificados e permitir estudos mais detalhados desses sistemas.
O Santos e o Corinthians empataram por 1 a 1 na tarde deste domingo (15), em duelo válido pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro.
O Timão abriu o placar ainda no primeiro tempo, com Memphis, e o Peixe empatou minutos depois com Gabriel Barbosa. Com o resultado, o Alvinegro Praiano segue sem vencer clássicos nesta temporada. A equipe foi comandada por Gastón Liendo, já que Juan Pablo Vojvoda cumpria suspensão.
O Corinthians novamente não contou com Yuri Alberto, que se recupera de uma lesão na coxa esquerda.
A partida contou com a observação de membros da comissão técnica da Seleção Brasileira: os assistentes Mino Fulco e Franchesco Mauri, o analista de desempenho Bruno Baquete e o preparador de goleiros Taffarel. Na última terça-feira (10), no duelo contra o Mirassol, o time já havia sido acompanhado de perto pelo técnico Carlo Ancelotti e pelo coordenador Rodrigo Caetano, mesmo com a ausência de Neymar.
Como foi o jogo?
O Santos começou a partida tentando pressionar a saída de bola do Corinthians, que pouco conseguiu finalizar na primeira etapa. Pelo lado do Peixe, Neymar, que disputou seu primeiro clássico no ano, e Gabriel Barbosa comandaram as principais ações ofensivas. O primeiro chute saiu logo aos dois minutos, com Barreal, que completou 50 jogos com a camisa santista, arriscando de fora da área. Na sequência, o camisa 10 do Peixe cobrou falta fechada e exigiu grande defesa de Hugo Souza.
Pelo lado do Timão, André e Kaio César tentaram comandar as ações ofensivas pelo lado esquerdo, com o apoio de Matheuzinho, Carrillo e Memphis.
Mesmo com maior controle da partida, foi o time visitante que abriu o placar aos 17 minutos, com o camisa 10. O holandês recebeu um bom passe em contra-ataque iniciado por André, que tocou para Kaio César. Memphis apareceu livre pelo lado esquerdo e avançou em direção ao meio. Apesar de perder parcialmente o controle da bola, conseguiu finalizar firme no canto de Gabriel Brazão.
Três minutos depois, Gabriel Paulista tentou um passe no meio-campo, mas a bola bateu em Neymar e sobrou para Gabriel Barbosa. O camisa 9 arrancou em direção a Hugo Souza e finalizou na saída do goleiro para empatar a partida para o Peixe. Após o gol, o Santos seguiu pressionando com um chute de Gabriel Bontempo, enquanto o Corinthians respondeu em cabeceio de Gustavo Henrique defendido por Brazão.
O Corinthians ainda quase voltou à frente aos 41 minutos. Memphis virou o jogo para Matheuzinho, que rolou para Kaio César. O atacante finalizou e exigiu mais uma grande defesa de Gabriel Brazão, que minutos depois sentiu a panturrilha.
No segundo tempo, o Santos voltou a controlar as ações com investidas de Neymar, Rony e Gabriel Bontempo. O Corinthians tentou responder com Carrillo, Memphis e André. Em uma das tentativas, Matheuzinho arriscou chute por cima do gol.
Aos 20 minutos, Memphis dominou no meio-campo, avançou e virou o jogo para Kayke. O atacante tocou para Carrillo, que girou dentro da área, mas a bola saiu pela linha de fundo. O Corinthians seguiu insistindo com Matheus Bidu pelo lado direito, mas o lateral foi travado na linha de fundo por Adonis Frías no momento da finalização. O Santos respondeu com Neymar avançando pelo meio e tentando servir Gabriel Barbosa em chute rasteiro, mas a defesa adversária cortou.
A melhor chance do Peixe na segunda etapa veio aos 36 minutos. Após cruzamento de Rollheiser na área, Neymar cabeceou para fora, com a bola passando perto da trave de Hugo Souza.
O Santos terminou a partida com dois jogadores a menos. Luan Peres foi expulso após receber o segundo cartão amarelo, e Vini Lira deixou o gramado com dores no joelho esquerdo quando a equipe já havia realizado todas as substituições. Antes do apito final, o Corinthians ainda quase marcou com Rodrigo Garro em cobrança de falta, obrigando Brazão a fazer boa defesa.
Com o resultado, as duas equipes somam um ponto na tabela do Campeonato Brasileiro e repetem o empate por 1 a 1 registrado na primeira fase do Campeonato Paulista, também na Vila Belmiro.
As chamadas canetas emagrecedoras, como as que contêm tirzepatida ou semaglutida, se tornaram um dos tratamentos mais comentados do momento para perda de peso.
A popularidade crescente nas redes sociais e nos consultórios médicos, porém, muitas vezes faz com que um ponto importante seja esquecido. Antes de iniciar esse tipo de medicamento, é necessário avaliar a saúde do paciente e preparar o organismo para o tratamento.
Segundo médicas ouvidas pelo Metrópoles, o uso dessas medicações deve sempre começar após avaliação e exames que ajudam a entender o estado geral de saúde e identificar possíveis riscos.
“Normalmente pedimos exames como glicemia, hemoglobina glicada, função hepática, função renal e perfil lipídico. Eles ajudam a avaliar o metabolismo do paciente e também servem como referência para acompanhar a evolução durante o tratamento”, afirma a endocrinologista Isabela Carballal, do Hospital Brasília, em Águas Claras.
Essas análises permitem identificar condições associadas, como diabetes ou alterações no colesterol, que podem influenciar tanto na indicação quanto na forma de conduzir o tratamento.
Apesar de eficazes para muitos pacientes, os medicamentos dessa classe não são indicados para todas as pessoas. Algumas condições exigem mais cautela ou até contraindicam o uso.
Segundo Isabela, o tratamento deve ser evitado por pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.
Pacientes com doença renal crônica, pancreatite, doenças da vesícula biliar ou problemas gastrointestinais importantes também precisam de avaliação mais detalhada antes de iniciar o medicamento.
“Embora seja um tratamento eficaz, ele não é indicado para todos e deve sempre ser prescrito com acompanhamento médico”, ressalta a endocrinologista.

Mesmo com a eficácia desses medicamentos, especialistas reforçam que o uso deve ser acompanhado de mudanças de hábitos.
Segundo Isabela, ajustar a alimentação e incluir atividade física na rotina ajuda tanto na perda de peso quanto na redução de efeitos colaterais.
“Reduzir alimentos ultraprocessados e aumentar o consumo de proteínas, fibras e alimentos naturais melhora os resultados. Exercícios de força também são importantes para preservar a massa muscular durante o emagrecimento”, explica.
A endocrinologista Ana Paula Barreto, do Hospital Mantevida, acrescenta que uma alimentação equilibrada também ajuda a minimizar os sintomas que podem surgir nas primeiras semanas.
“Em geral há redução importante do apetite e podem ocorrer enjoos ou constipação. Uma dieta equilibrada, com menos açúcar e gordura, costuma diminuir esses desconfortos”, afirma.
Os efeitos colaterais mais comuns no início do uso dessas medicações costumam estar relacionados ao sistema digestivo.
Entre os sintomas relatados estão náusea, sensação de estômago cheio, diminuição do apetite, constipação ou episódios de diarreia. Em geral, esses efeitos são leves e tendem a melhorar com o tempo.
“Comer porções menores, evitar alimentos muito gordurosos e se alimentar mais devagar costumam ajudar a reduzir os sintomas”, orienta Isabela.
O acompanhamento médico também é considerado essencial nas primeiras semanas, período em que as doses do medicamento costumam ser ajustadas.
Segundo a endocrinologista, o paciente deve procurar orientação caso apresente dor abdominal intensa e persistente, vômitos frequentes ou sinais de desidratação.
Ana Paula destaca que uma nova avaliação costuma ser feita cerca de 30 dias após o início do tratamento, ou antes caso surjam sintomas que dificultem a rotina.
“O acompanhamento é importante para avaliar a resposta ao medicamento e garantir que o tratamento esteja sendo bem tolerado”, conclui.
Nesta segunda-feira (16/3), às 15h30 (de Brasília), Carlo Ancelotti faz a última convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo.
A Canarinho entra em campo para amistosos contra França e Croácia, nos dias 26 de 31 de março, respectivamente.
No dia 26, diante dos franceses, o Brasil joga no Gillette Stadium, em Boston, às 17h (de Brasília), e depois, em 31, enfrenta os Croatas no Camping World Stadium, em Orlando, às 21h (de Brasília).
Nomes importantes, como Bruno Guimarães, Estêvão e Éder Militão devem ser ausências nesta convocação. Rodrygo rompeu o ligamento do joelho e está fora da Copa do Mundo.
A transmissão será feito pelo canal da CBF TV, no YouTube.
O equilíbrio do organismo humano depende diretamente de uma engenharia natural complexa realizada pelos rins. No entanto, a praticidade da vida moderna tem cobrado um preço alto desses órgãos. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, somado à negligência com a ingestão de água, criou o cenário ideal para a sobrecarga renal e o surgimento de doenças silenciosas.
De acordo com a nutricionista e colunista do Metrópoles, Juliana Andrade, os rins desempenham funções vitais que vão além da eliminação de toxinas. Eles são responsáveis por regular o equilíbrio de líquidos e participar ativamente do controle da pressão arterial. Para que essa “engrenagem” funcione, a qualidade do combustível — a alimentação — é determinante.
O perigo mora nas prateleiras dos supermercados. Itens como embutidos, snacks, temperos prontos e congelados são os grandes vilões da vez. “Produtos ultraprocessados costumam apresentar níveis alarmantes de sódio e aditivos”, alerta a especialista. O consumo frequente desses itens obriga o órgão a trabalhar em um ritmo exaustivo para filtrar substâncias que, muitas vezes, inflamam o corpo e prejudicam o metabolismo.
Se os ultraprocessados trazem o problema, a água é parte essencial da solução. A hidratação adequada atua como um veículo de limpeza. Quando bebemos pouco líquido, o processo de filtragem perde eficiência, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças crônicas.
Além do impacto direto nos rins, uma dieta pobre em nutrientes naturais — e rica em componentes artificiais — favorece processos inflamatórios que podem afetar o corpo de forma sistêmica. Como as doenças renais costumam ser silenciosas e não apresentam sintomas imediatos, a prevenção é o único caminho seguro.
A recomendação dos especialistas é clara: “descascar mais e desembalar menos”. Priorizar alimentos in natura, reduzir o sal e manter a garrafa de água sempre por perto são mudanças simples que garantem a longevidade renal e o bom funcionamento de todo o organismo.
A tireoide é uma pequena glândula localizada na região do pescoço que exerce um papel fundamental no funcionamento do corpo. Ela produz hormônios que regulam o metabolismo, a produção de energia, a temperatura corporal e até o ritmo do coração. Quando algo não vai bem, sintomas como cansaço constante, alterações de peso e queda de cabelo podem surgir.
Embora fatores genéticos e autoimunes estejam frequentemente envolvidos nos distúrbios da tireoide, a alimentação também pode influenciar a saúde dessa glândula. Alguns padrões alimentares podem favorecer deficiências nutricionais ou inflamações que impactam a produção hormonal.
Veja alguns sinais de que sua alimentação pode estar interferindo no funcionamento da tireoide.
O iodo é um mineral essencial para a produção dos hormônios da tireoide. Dietas extremamente restritivas, com pouca ingestão de sal iodado, peixes e frutos do mar, podem reduzir a disponibilidade desse nutriente no organismo e prejudicar o funcionamento da glândula.

Esses minerais participam da conversão e regulação dos hormônios tireoidianos. Dietas pobres em oleaginosas, ovos, carnes e sementes podem levar a uma ingestão insuficiente desses nutrientes, afetando o equilíbrio hormonal ao longo do tempo.
Produtos industrializados, ricos em gorduras de baixa qualidade, aditivos e excesso de sódio, podem contribuir para processos inflamatórios no organismo. A inflamação crônica é um fator que pode impactar o funcionamento de várias glândulas, incluindo a tireoide.
Vegetais como brócolis, couve-flor, repolho e couve são extremamente nutritivos, mas quando consumidos em grandes quantidades e na forma crua podem interferir na absorção de iodo. O efeito costuma ser pequeno para a maioria das pessoas, mas pode ser relevante em casos de ingestão mais elevada.
As proteínas fornecem aminoácidos importantes para a produção de hormônios e para o bom funcionamento do metabolismo. Dietas com pouca proteína podem dificultar o equilíbrio metabólico e afetar diferentes processos hormonais.
Na maioria dos casos, a solução não está em eliminar alimentos, mas em buscar equilíbrio nutricional. Uma alimentação variada, rica em alimentos naturais e com boas fontes de micronutrientes, tende a oferecer suporte adequado para que a tireoide funcione de forma saudável.
Os rins trabalham silenciosamente todos os dias para manter o organismo em equilíbrio. Eles filtram o sangue, eliminam toxinas pela urina, regulam o volume de líquidos do corpo e ajudam a controlar a pressão arterial.
Para que essas funções aconteçam de forma adequada, alguns hábitos simples fazem grande diferença. Entre eles, manter uma boa hidratação, controlar o consumo de sal e garantir nutrientes importantes na alimentação.
A ingestão adequada de água é um dos pilares para o bom funcionamento renal. A hidratação ajuda os rins a filtrarem o sangue com mais eficiência e favorece a eliminação de resíduos metabólicos pela urina. Além disso, beber água regularmente pode ajudar a reduzir o risco de formação de cálculos renais.
Outro fator importante é o consumo de sódio. Dietas com excesso de sal podem aumentar a pressão arterial e sobrecarregar os rins ao longo do tempo. Como grande parte do sódio da alimentação vem de produtos ultraprocessados, como embutidos, temperos prontos e alimentos industrializados, reduzir esse tipo de alimento pode ser um passo importante para proteger a saúde renal.
Além da hidratação e do controle do sal, alguns nutrientes também contribuem para apoiar o funcionamento dos rins. O potássio, presente em alimentos como banana, abacate, feijão e vegetais, participa do equilíbrio dos líquidos e da pressão arterial.
O magnésio também desempenha um papel relevante no organismo, ajudando em processos metabólicos e no funcionamento muscular. Esse mineral pode ser encontrado em alimentos como sementes, castanhas, legumes e verduras.
Antioxidantes presentes em frutas, legumes e verduras também ajudam a combater processos inflamatórios no organismo, o que contribui indiretamente para a proteção de diferentes órgãos, incluindo os rins.
Lembre-se que cuidar da saúde renal não depende apenas de medidas complexas. Muitas vezes, escolhas simples, como beber água regularmente, reduzir o sal na alimentação e priorizar alimentos naturais, já representam passos importantes para preservar o funcionamento dos rins ao longo da vida.
Por muito tempo, o câncer foi visto principalmente como resultado de fatores genéticos ou do acaso. Hoje, a ciência mostra um cenário diferente: uma parcela significativa da doença está ligada ao estilo de vida. Estimativas apontam que cerca de 40% dos casos de câncer estão associados a fatores modificáveis, ou seja, hábitos que podem ser prevenidos ou reduzidos ao longo da vida.
O dado reforça que o risco de desenvolver a doença não depende apenas da herança genética. “Nossas escolhas diárias também têm um impacto real no risco da doença”, explica a oncologista Marcela Gondim Borges Guimarães, do Hospital Sírio-Libanês.
De acordo com especialistas, alguns comportamentos cotidianos podem favorecer o surgimento de tumores, como inflamação crônica, alterações hormonais e danos ao DNA das células.
O tabagismo continua sendo o principal fator evitável relacionado ao câncer no mundo. O cigarro contém dezenas de substâncias capazes de danificar o DNA das células e favorecer o desenvolvimento de tumores.
Segundo o oncologista Luiz Augusto Reis, da Rede Américas Oncologia, o tabaco está associado a pelo menos 16 tipos diferentes de câncer, incluindo pulmão, bexiga, fígado e cavidade oral.
Estima-se que o tabagismo esteja relacionado a cerca de 30% das mortes por câncer e a 85% a 90% dos casos de câncer de pulmão.
A obesidade também está entre os fatores que mais aumentam o risco da doença. O excesso de gordura corporal provoca alterações hormonais e metabólicas que estimulam o crescimento celular descontrolado.
Hoje, o excesso de peso já está associado a mais de 10 tipos de câncer, incluindo tumores de mama, endométrio, fígado, rim e cólon.
Passar muitas horas sentado e ter pouca atividade física também contribui para o aumento do risco de câncer. Isso acontece porque o sedentarismo favorece o ganho de peso e provoca alterações metabólicas.
A atividade física regular ajuda a reduzir inflamações no organismo, melhora a sensibilidade à insulina e fortalece o sistema imunológico, fatores importantes para evitar o desenvolvimento de tumores.

O álcool também tem relação direta com vários tipos de câncer. Durante sua metabolização, o organismo produz uma substância chamada acetaldeído, que pode provocar danos ao DNA e gerar mutações.
Mesmo pequenas quantidades podem aumentar o risco, especialmente para câncer de mama, esôfago e fígado.
Dietas com grande quantidade de alimentos ultraprocessados, como embutidos, salsichas, bacon e produtos industrializados, também estão associadas ao aumento do risco de câncer.
Além de favorecerem o ganho de peso, esses alimentos costumam substituir opções mais nutritivas, ricas em fibras e compostos protetores, que ajudam a reduzir o risco de tumores do sistema digestivo.
A radiação ultravioleta é considerada carcinogênica e está diretamente associada ao câncer de pele, o tipo mais frequente no Brasil.
“A exposição frequente ao sol sem proteção ainda é o principal fator de risco para câncer de pele”, explica Marcela. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, a doença representa cerca de 30% de todos os tumores diagnosticados no país.
Dormir mal de forma crônica também pode influenciar o risco de câncer. Estudos apontam que dormir menos de seis ou sete horas por noite por períodos prolongados pode afetar o sistema imunológico, causar inflamação e provocar alterações hormonais.
Situações que desorganizam o ritmo biológico, como trabalho noturno por muitos anos, também vêm sendo estudadas por sua possível relação com o desenvolvimento de tumores.
Embora nem todos os casos de câncer possam ser evitados, especialistas reforçam que mudanças relativamente simples no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco da doença.
“Evitar o cigarro, manter peso saudável, praticar atividade física e ter uma alimentação equilibrada são medidas que ajudam a reduzir o risco de câncer e melhorar a saúde ao longo da vida”, afirma Reis.
Os médicos ressaltam que prevenção não depende de uma única mudança radical, mas da soma de hábitos consistentes ao longo do tempo. Pequenas decisões diárias podem ter impacto significativo na saúde no futuro.
Acredita-se que vários planetas possuem água, especialmente congelada. O problema é que a exploração deles é complicada devido à forte radiação e as temperaturas extremamente baixas. O ambiente hostil diminui a capacidade de investigação das tecnologias atuais e, em alguns casos, pode até interromper o funcionamento delas.
Para resolver a questão, o Instituto de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech), em parceria com a Nasa, desenvolveu componentes eletrônicos para ser a base de novos dispositivos exploratórios futuros. O avanço na inovação foi divulgado pela agência espacial norte-americana nessa terça-feira (10/3).
A nova tecnologia foi capaz de operar de forma eficaz e confiável em testes a um temperatura de -180°C e radiação 50 vezes maior à mortal para humanos. As condições da investigação são as mesmas encontradas em Europa, uma das principais Luas de Júpiter e onde há um oceano congelado.
Os pesquisadores acreditam que a exploração de Europa e de outras localidades com condições semelhantes pode revelar oceanos líquidos abaixo do gelo, ingrediente essencial para a formação da vida e dar mais pistas de como o Sistema Solar se formou.
Atualmente, para superar as condições hostis, missões exploratórias para a Lua e a Marte utilizaram “caixas aquecidas” para colocar os eletrônicos. Elas protegem os dispositivos da radiação e as mantêm em temperatura semelhante à da Terra.
No entanto, a adição do compartimento aquecido aumenta peso, tamanho, consumo energético e custo da operação. Para missões que irão para distâncias ainda maiores, como as para Júpiter, todos esses problemas são ainda mais amplificados.
A solução desenvolvida pelos cientistas foi justamente criar protótipos de chips completos feitos de silício-germânio (SiGe). Além de serem menores, os materiais são resistentes a ambientes extremos.
Materiais produzidos com SiGe funcionam até melhor em condições hostis de extremo frio. Isso porque as temperaturas extremamente baixas fazem com que os elétrons presentes no material se desloquem com menos interferências. Assim, quanto maior o frio, maior também será o funcionamento.
Além disso, por terem menos partes feitas de óxidos sensíveis à radiação, o protótipo sofre menos danos com a radiação.
Através do chip, os pesquisadores conseguiram criar um sistema de comunicação por rádio muito pequeno e com baixo consumo de energia. Ao ser testado em condições extremas, ele conseguiu transmitir dados sem maiores intercorrências.
“O projeto e o teste de um sistema com essas capacidades únicas nunca haviam sido realizados antes. Esse tipo de comunicação de radiofrequência SiGe poderia viabilizar missões em mundos oceânicos, servindo como uma interface eletrônica de dados para redes de sensores distribuídos, um módulo de pouso, um orbitador ou máquinas de perfuração de calotas polares e submersíveis”, aponta a Nasa.
Com o sucesso dos testes, o próximo passo é disponibilizar a tecnologia comercialmente para começar a ser utilizada. A agência norte-americana afirma que os arquivos do projeto estão disponíveis para serem usados em missões futuras.
Há 11 anos, uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) descobriu que a utilização da pele da tilápia no tratamento de queimaduras era mais eficaz que outras terapias disponíveis, como cremes e pomadas. A técnica deu certo e ficou famosa: ela já gerou mais de 45 artigos publicados, além de estudos realizados em parceria com o Instituto Butantan, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e até a Nasa.
Segundo o coordenador geral da pesquisa, Edmar Maciel, o ponto de partida veio quando uma equipe de pesquisadores liderada pela professora Ana Paula Negreiros, também da UFC, detectou que a pele do peixe era rica em colágeno do tipo 1. A proteína tem presença abundante na pele humana e é importante para o processo de cicatrização.
“Durante esses anos de pesquisas, foram desenvolvidos dois produtos principais: a pele da tilápia conservada em glicerol e a pele da tilápia liofilizada”, diz Maciel, que é presidente do Instituto de Apoio ao Queimado.
Ambos produtos servem como curativos para queimaduras e feridas. A pele conservada em glicerol precisa ser mantida sob refrigeração, enquanto a liofilizada não precisa ser resfriada e pode ser armazenada em prateleira. “Isso reduz bastante os custos de produção, armazenamento e transporte”, afirma o pesquisador.
Apesar de ser bastante reconhecida por ajudar no tratamento de queimaduras, a tecnologia derivada da pele de tilápia também pode ter outras aplicações:
Com grande elasticidade e rica em colágeno do tipo 1, a pele do animal funciona como um curativo biológico para tratar queimaduras de segundo e terceiro grau.
“A pele da tilápia tem mais colágeno que a humana, permanecendo aderida na queimadura até sua cicatrização, reduzindo a dor e protegendo a lesão de infecções”, destaca a cirurgiã plástica Irene Daher, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Em comparação com tratamentos conservadores, a pele de tilápia é mais eficaz e ao mesmo tempo menos dolorosa. O curativo feito com cremes e pomadas precisa ser substituído com mais frequência e lavado por dias, o que causa dor ao paciente.
Já as bandagens biológicas podem permanecer por mais tempo em contato com a pele, diminuindo o número de trocas, trabalho dos médicos e os custos do tratamento. “O curativo com pele de tilápia pode permanecer sobre a queimadura por cinco, seis ou sete dias, e em queimaduras mais superficiais pode permanecer por até 10 dias”, afirma Maciel.
A tecnologia biológica também ajuda na reconstrução vaginal, especialmente em casos de agenesia vaginal, quando a mulher nasce sem o órgão; ou de encurtamento do canal vaginal, em decorrência de câncer ou radioterapia.
A pele do peixe ajuda a estimular a produção de um tecido vaginal novo através das próprias células da paciente. O procedimento é permanente e também auxilia em cirurgias de redesignação sexual.
Maciel aponta que mais de 300 pacientes já foram operados na cidade de Cali, na Colômbia, através de curativos ou enxertos feitos para revestir o novo canal vaginal.

Além de tratar queimaduras e ferimentos em animais, a pele de tilápia também é usada para tratar problemas na córnea e no crânio de bichos, especialmente gatos e cães. “Temos resultados bastante positivos. Esses estudos agora estão começando em humanos”, conta o presidente do Instituto de Apoio ao Queimado.
As terapias nos animais ocorrem através da matriz dérmica, um produto desenvolvido a partir da extração do colágeno da pele do peixe. Dessa maneira, o material pode ser usado dentro do organismo.
Mesmo não sendo uma espécie nativa brasileira, a tilápia é um animal altamente disseminado pelo país, atrás somente das carpas. Isso se deve ao fato de ela ser resistente a temperaturas variadas e se reproduzir com rapidez. No consumo do peixe, grande parte dele, incluindo a pele, não é utilizada. Assim, o material usado para a pesquisa é abundante em vários aspectos.
O fato dele ser um animal de água doce também reduz as chances de transmissão de doenças, em comparação aos animais que vivem na Terra. “Por todas essas razões, ela foi escolhida para ser estudada como curativo biológico temporário”, afirma Maciel.
Atualmente, a técnica não está disponível em todos os hospitais da rede pública. Porém, um acordo assinado ao final de 2025 pode alterar o cenário. Na determinação, foi realizada a transferência de tecnologia da pele liofilizada para a empresa Biotec, no estado de São Paulo, através de um processo de oferta pública.
Como consequência, a Biotec será responsável por registrar o produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e construir uma fábrica para produzir e comercializar o produto em cadeia nacional e internacional.
“A expectativa é que essa tecnologia, desenvolvida integralmente no Ceará, possa chegar principalmente à rede pública de saúde, beneficiando pacientes que mais necessitam desse tipo de tratamento. Para isso, é importante também o apoio do governo federal, por meio do Ministério da Saúde”, ressalta Maciel.
Os casos graves de infecções respiratórias seguem em alta no Brasil, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13/3) pelo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento indica tendência de crescimento da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na maior parte do país.
A análise aponta que praticamente todos os estados registram aumento nas ocorrências. Tocantins é a única unidade da Federação que, no momento, não apresenta sinal de avanço nos casos.
Os especialistas de saúde apontam que o aumento dos casos está ligado à maior circulação de vírus respiratórios no país, como rinovírus, influenza A e vírus sincicial respiratório.
Os dados do boletim mostram que o rinovírus é o principal responsável pelos casos positivos de SRAG no país. Ele aparece em cerca de 40% das detecções e afeta principalmente crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos.
Em seguida aparecem influenza A, vírus que causa a gripe, e o Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19. O vírus sincicial respiratório (VSR) também tem participação importante nas hospitalizações.
O que chamou mais atenção dos especialistas foi o crescimento do influenza A, que está acontecendo antes do período em que normalmente a gripe começa a aumentar no país. Historicamente, o avanço mais forte do vírus costuma ocorrer a partir de abril na maior parte dos estados.
O boletim da Fiocruz aponta que 12 estados estão em nível de alerta, risco ou alto risco para casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A maioria fica nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, além do Distrito Federal. Entre os estados com situação mais preocupante estão:
Nas capitais, o cenário de infecções respiratórias também preocupa, já que 15 das 27 cidades apresentaram tendência de crescimento nas últimas semanas. Entre elas estão Aracajú, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Manaus, Porto Velho, Recife e São Luís.

Com o cenário de aumento dos casos de infecções respiratórias, os especialistas de saúde reforçam a importância da vacinação como principal estratégia para reduzir casos graves e mortes.
A campanha de imunização contra a gripe já foi iniciada na Região Norte. No Sistema Único de Saúde (SUS), também está disponível a vacina contra o vírus sincicial respiratório destinada a gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, medida que ajuda a proteger o bebê nos primeiros meses de vida.
As autoridades de saúde também recomendam reforçar medidas de prevenção em estados com maior circulação de vírus respiratórios. Entre elas estão o uso de máscaras em ambientes fechados ou com aglomeração e a permanência em casa diante de sintomas gripais.
Caso o isolamento não seja possível, a orientação é utilizar máscara ao sair e evitar contato próximo com outras pessoas para diminuir o risco de transmissão.
Parece que tem romance mais do que dando certo! É que o affair entre Wanessa Camargo e Bruno Bevan segue firme.
Prova disso é que o galã da Globo esteve nos bastidores do TVZ Ao Vivo, do Multishow, nesta quinta-feira (12/3). Wanessa está à frente da atual temporada do programa ao lado de Gominho, e Bruno fez questão de acompanhar de perto, confirmando que os dois seguem bem juntinhos.
O affair entre os dois foi revelado por este colunista do Metrópoles. Durante o Carnaval do Rio de Janeiro, Wanessa esteve na Marquês de Sapucaí e foi flagrada trocando beijos e carinhos com o ator em um camarote da Avenida.
Segundo fontes da coluna, os dois chegaram a buscar um espaço mais reservado do local, tentando escapar dos flashes das áreas mais movimentadas. Mesmo assim, funcionários do camarote e alguns foliões presenciaram trocas de carinho e abraços entre o casal.
Procurada pela coluna durante o Carnaval, Wanessa Camargo confirmou o affair com exclusividade.
Bruno tem 37 anos, nasceu em Niterói (RJ) e é formado em publicidade. Antes de se dedicar integralmente à atuação, trabalhou como modelo em campanhas nacionais e internacionais.
Na televisão, ganhou fama ao interpretar Zé Hélio na novela A Dona do Pedaço (2019). Também esteve no elenco de Além da Ilusão (2022) e O Outro Lado do Paraíso (2017), além de participações em outras produções da emissora.
O ator surfa desde criança e aprendeu a velejar por conta da relação com o mar. Ainda na infância, teve contato com o teatro e passou a atuar.
Durante a graduação em Comunicação Social, começou a carreira como modelo para pagar os estudos, o que o levou a morar fora do país. Bevan viveu no México, em países da Ásia e passou cerca de oito meses na Índia.

Há quem tenha medo de animais, palhaços ou até de lugares fechados, mas para algumas pessoas, o pavor surge quando o calendário marca sexta-feira 13. Esse medo tem nome e é conhecido como parascavedecatriafobia, a fobia relacionada a data.
O termo é de origem grega, “paraskevi”, que significa sexta-feira + “dekastreis” que significa “treze” + “phobos” de fobia. Esse medo é real para algumas pessoas e pode provocar sintomas como ansiedade, preocupação excessiva ou suspender atividades nesse dia.
A superstição em torno da data tem origens variadas e mistura elementos históricos, religiosos e culturais. Em muitas tradições, o número 13 é considerado azarado. Umas das explicações mais citadas está ligada à última ceia de Jesus Cristo, sendo o 13º apóstolo o traidor Judas. Além disso, Jesus seria crucificado pouco tempo depois, em uma sexta-feira.
Com o passar do tempo, a superstição em torno do número 13 se espalhou, alimentando histórias, filmes e crenças. Esse horror é tão forte que muitos hotéis e edifícios optam por pular o 13º andar nos elevadores, passando diretamente do 12º para o 14º para evitar o azar.
O número 13 também pode está ligado à ruptura da ordem estabelecida. Enquanto o 12 é considerado “completo” (12 meses do ano, 12 signos do zodíaco, 12 apóstolos), o 13 representa a má sorte.
O recomendado é procurar ajuda médica para lidar com a fobia e não impactar diretamente o dia a dia.
