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Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca)o câncer de cólon e reto tem aumentado. Pelas estimativas, mais de 53 mil novos casos da doença devem ser registrados por ano no triênio 2026—2028 no Brasil. No período anterior, houve 45 mil ocorrências anuais. Outro dado alarmante é que a condição cresceu entre pessoas mais jovens.

Diante dessas informações, a coluna Claudia Meireles recorreu à coloproctologista Aline Amaro para saber: o que deve ser feito para manter o cólon saudável? De acordo com a especialista, manter a região funcionando bem é “resultado” de adotar bons hábitos de forma consistente. “Na idade e risco certos, rastreamento”, complementa.

Coloproctologista aponta o que fazer para manter o cólon saudável - destaque galeria

Essa região armazena e conduz as fezes até o reto

A coloproctologista explica os sinais que surgem em decorrência do comprometimento do cólon

A médica, que atende em Brasília (DF), destaca os hábitos que mais impactam na saúde do cólon. Primeiramente, ela menciona a alimentação rica em fibras, com frutas, verduras, legumes, feijões e grãos integrais. “Isso melhora o trânsito intestinal e favorece a microbiota”, cita.

O que também contribui com o desempenho da parte final do intestino é a prática de atividade física regular e manutenção de peso saudável. “Há evidência consistente de proteção, especialmente para câncer de cólon”, ressalta. Ela sugere reduzir a ingestão de carnes processadas e moderar na carne vermelha.

“O consumo de carnes processadas é associado de forma robusta a maior risco de câncer colorretal”, frisa a médica.

Ilustração colorida de intestino - Metrópoles
O cólon é responsável por “finalizar” o processo digestivo e preparar a eliminação

Aline pontua evitar o tabagismo e moderar no álcool: “Isso atua como parte de prevenção global de doenças crônicas”. A coloproctologista recomenda dispor de uma hidratação adequada e de uma rotina evacuatória respeitada, sem “segurar vontade” de forma crônica, e sem abuso de laxantes.

Imagem colorida mostra homem fumando - Metrópoles

Nesta quarta-feira (18/3), serão conhecidos os últimos classificados para as quartas de final da Champions League.

Na partida de ida, Newcastle United e Barcelona empataram em 1 x 1 na Inglaterra. Enquanto Galatasaray venceu o Liverpool por 1 x 0.

Entre os placares mais elásticos, o Atlético de Madrid goleou o Tottenham por 5 a 2, em casa. Já o Bayern de Munique aplicou uma goleada de 6 a 1 sobre a Atalanta fora de casa.

Saiba onde assistir aos jogos

Newcastle x Barcelona – 14h45
TNT Sports (TV fechada) e HBO Max (streaming)

Galatasaray x Liverpool –17h
TNT Sports (TV fechada) e HBO Max (streaming)

Atlético de Madrid x Tottenham – 17h
HBO Max (streaming)

Atalanta x Bayern de Munique – 17h
Space (TV aberta) e HBO Max (streaming)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova versão do Mounjaro, medicamento indicado para o tratamento da diabetes tipo 2.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (18) e autoriza a comercialização de uma caneta com múltiplas doses do remédio.

A mudança representa uma atualização importante na forma de administração do medicamento, que antes era disponibilizado apenas em canetas de dose única.

A principal diferença está no formato de aplicação. A nova caneta permite que o paciente utilize várias doses do medicamento no mesmo dispositivo, o que reduz a necessidade de descartar uma caneta a cada aplicação. Na prática, isso pode trazer mais praticidade para o dia a dia, além de diminuir o volume de resíduos gerados pelo tratamento.

Como o medicamento funciona

O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e é utilizado no controle da diabetes tipo 2, ajudando a regular os níveis de glicose no sangue. A tirzepatida atua imitando a ação de hormônios intestinais envolvidos no controle da glicose.

Esses hormônios ajudam o corpo a liberar insulina de forma mais eficiente e a reduzir a produção de açúcar pelo fígado. Além disso, o medicamento também pode contribuir para a redução do apetite, o que tem impacto no peso corporal — fator importante no controle da doença.

A aprovação publicada no DOU se refere ao registro sanitário da nova apresentação do medicamento, o que significa que ele está autorizado para venda no Brasil após avaliação de segurança, qualidade e eficácia.

Para quem precisa do medicamento, a indicação permanece a mesma: o tratamento é indicado para adultos com a diabetes tipo 2, geralmente associado a mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividade física.

O que isso muda para os pacientes

A chegada da versão multidose pode tornar o tratamento mais simples e menos burocrático, especialmente para quem precisa usar o medicamento de forma contínua. Apesar da novidade, o uso do Mounjaro deve sempre ser feito com orientação médica, já que o tratamento precisa ser individualizado.

A aprovação da nova caneta amplia as opções disponíveis no país para o controle da diabetes tipo 2 e acompanha uma tendência global de tornar os tratamentos mais práticos e acessíveis.

Dados da Associação Brasileira do Sono apontam que 40% dos adultos no Brasil roncam, porém especialistas entrevistados pelo Metrópoles são unânimes: fazer barulhos em meio ao descanso não é normal. O som pode ser um dos primeiros sinais de alerta de que algo não está bem na saúde.

O ronco ocorre quando o ar passa pela via aérea superior e tem dificuldade para circular livremente. Com a respiração parcialmente obstruída, os tecidos da garganta começam a vibrar, produzindo o som incômodo. Em alguns casos, a hipertrofia de amígdalas ou de adenoides pode provocar o barulho. A posição de dormir também pode favorecer o bloqueio das vias respiratórias.

“Roncar não é normal. Não devemos encarar esse barulho como algo comum. O ronco interrompe o sono contínuo e muitas vezes atrapalha não só a pessoa que está dormindo, mas também quem está ao lado”, explica a pneumologista Danielle Clímaco, especialista em sono e membro da Academia Brasileira de Sono (ABS).

Quando é primário, o ronco apenas produz o barulho incômodo. Mas em outros casos mais graves, ele pode ser acompanhado da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), uma condição que causa paradas respiratórias momentâneas durante o descanso.

“Os sintomas são ronco, fadiga, sonolência excessiva, cansaço, e até mesmo aquele caso em que a pessoa pega no sono facilmente, ao dirigir, por exemplo”, diz o otorrinolaringologista Rogério Caiado, do Hospital DF Star, em Brasília.

Além da apneia obstrutiva do sono, que é a condição associada ao ronco mais conhecida, o barulho também pode estar ligado a outras condições — em alguns casos, até mais graves.


Condições associadas ao ronco


“Embora muitas vezes seja considerado apenas um problema social, o ronco pode ter implicações clínicas. Pesquisas sugerem que ele está associado a um aumento do risco de diversas complicações cardiovasculares e cerebrovasculares, incluindo aterosclerose da artéria carótida, hipertensão, síndrome metabólica e disfunção endotelial”, afirma o neurologista André Ferreira, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Quando o ronco deve ser investigado?

Quando o ronco começa a atrapalhar a rotina de sono da pessoa que dorme ao seu lado ou até mesmo o próprio indivíduo, é essencial buscar ajuda profissional. Entre as principais queixas causadas pelo barulho que merecem uma análise mais aprofundada, estão:

“Sem um sono de qualidade, funções importantes como memória, raciocínio, criatividade e desempenho no trabalho ficam bastante prejudicadas”, aponta Danielle.

Ao procurar ajuda, será realizada uma avaliação clínica. Em seguida, a polissonografia, exame que monitora as funções fisiológicas, irá determinar se há apneia do sono, quantas pausas respiratórias acontecem e a gravidade do problema.

Em casos mais leves, a adoção de hábitos saudáveis resolve, pois o ronco pode estar ligado ao sobrepeso e obesidade. Já nos quadros mais graves, o uso de aparelhos especializados para tratar apneia do sono é o mais recomendado. Quando estruturas no próprio corpo atrapalham a passagem do ar, a cirurgia corretiva é a solução.

“Ao ignorar o ronco, o paciente pode estar ignorando eventos obstrutivos do sono, onde as apneias causam dessaturação do oxigênio, e que além de atrapalhar até mesmo o casamento pela incapacidade de alguns casais de dormirem juntos na mesma cama, também traz fadiga, sonolência excessiva e riscos de eventos cardiovasculares a longo prazo”, alerta Caiado.

Uma única injeção de uma terapia semelhante ao mRNA mostrou potencial para ajudar o coração a se recuperar após um infarto. Em testes com ratos e porcos, o tratamento melhorou a função cardíaca e reduziu danos no órgão. O estudo foi publicado em 5 de março na revista científica Science.

A terapia usa uma tecnologia chamada RNA autoamplificável (saRNA), uma versão mais avançada do mRNA. Diferente das vacinas, ela não atua no sistema imunológico.

Nesse caso, a substância é aplicada no músculo — como o da perna — e faz com que o corpo produza uma proteína chamada pró-ANP, ligada à proteção do coração.

Essa proteína entra na corrente sanguínea e chega até o coração, onde ajuda a reduzir os danos causados pelo infarto e melhora o funcionamento do órgão. Nos testes com animais, os resultados foram considerados promissores:

Segundo os pesquisadores, o RNA autoamplificável permanece ativo por mais tempo no organismo, permitindo a produção contínua da proteína terapêutica por dias ou até semanas.


Sintomas de infarto


Após um infarto, parte do coração sofre danos permanentes, o que pode comprometer a capacidade de bombear sangue. Hoje, os tratamentos disponíveis ajudam a controlar a doença, mas não conseguem reverter totalmente os prejuízos no tecido cardíaco.

A nova estratégia se destaca porque atua de forma indireta, estimulando o próprio corpo a produzir uma substância que protege o coração — sem necessidade de aplicações frequentes.

Pode funcionar em humanos?

Apesar dos resultados animadores, os cientistas alertam que a terapia ainda está em fase inicial. Os testes foram feitos apenas em animais e ainda não há estudos em humanos.

Além disso, é preciso avaliar segurança, dose ideal e possíveis efeitos colaterais. Ou seja, ainda não é possível afirmar que o tratamento terá o mesmo efeito em pessoas.

Os próximos passos envolvem novos estudos para confirmar os resultados e, no futuro, iniciar testes clínicos. Se os efeitos se repetirem, a abordagem pode abrir caminho para novos tratamentos após infartos, com aplicações simples e de longa duração.

 

Países que geram mais energia a partir de fontes eólicas, solares e outras renováveis ​​estão mais protegidos contra choques energéticos globais, dizem especialistas, à medida que o conflito no Oriente Médio abala os mercados globais.

A guerra se intensificou desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, em 28 de fevereiro. Infraestruturas críticas na região foram atacadas, e o risco de ataques iranianos praticamente paralisou o Estreito de Ormuz, via crucial que é usada para transportar cerca de 20% do petróleo e gás usados no mundo.

Com a interrupção fica mais difícil para que o combustível chegue a países que dependem dele para gerar eletricidade, aquecer residências, abastecer a indústria e operar o transporte. A consequente escassez de oferta está elevando preços de produtos em todo o mundo.

“A energia é a força vital das nossas sociedades e das nossas indústrias”, ressalta Antony Froggatt, especialista em aviação, transporte marítimo e energia da ONG Transport & Environment, sediada em Bruxelas. “E ainda somos altamente dependentes de combustíveis fósseis”.

O mundo ainda obtém cerca de 80% de sua energia primária de combustíveis fósseis, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa que impulsionam as mudanças climáticas. Em seu segundo mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a dependência dos combustíveis fósseis , revogando regulamentações de energia verde e climáticas da era de Joe Biden que visavam reduzir as emissões.

Vulnerabilidade

“Essa dependência torna as economias e as sociedades vulneráveis ​​a choques geopolíticos”, frisa Rana Adib, secretária-executiva do think tank Rede de Políticas de Energia Renovável para o Século 21 (REN21), sediado em Paris.

Países com uma maior participação de energias renováveis ​​produzidas localmente na sua matriz energética são menos vulneráveis ​​a esses choques.

É verdade que tecnologias de energia verde, como turbinas eólicas, painéis solares e baterias — e as terras raras necessárias para sua fabricação — possuem cadeias de suprimentos globais, que também podem ser afetadas por tensões geopolíticas e interrupções comerciais, mas a energia de fontes renováveis ​​normalmente é produzida dentro das fronteiras nacionais.

“Depois que essas tecnologias chegam aos países, o combustível que passa a ser usado é o sol ou o vento locais”, explica Adib. “E essa é uma das razões pelas quais a energia renovável, como solução para a produção de energia, é muito mais resiliente a choques globais”.

Uruguai aposta em energia limpa

Após a crise financeira de 2008, a preocupação com a dependência das importações de petróleo e gás foi o que levou o Uruguai a apostar tudo em energias renováveis.

Duas décadas atrás, o pequeno país sul-americano, com uma população de 3,5 milhões de habitantes, embarcou num plano para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis de sua matriz elétrica, expandindo rapidamente os parques eólicos.

Hoje, mais de 90% da eletricidade do país provém de fontes renováveis ​​– principalmente eólica, solar, hidrelétrica e biocombustíveis. Essa parcela já chegou a 98% em alguns anos particularmente chuvosos e ventosos.

“O que nos mostra que uma rede elétrica 100% renovável é totalmente possível”, diz Adib, acrescentando que o Uruguai conseguiu isso sem as enormes quantidades de armazenamento necessárias para os dias sem sol e sem vento.

Adib sublinha que a transição para energia verde ajudou a limitar a exposição do Uruguai às altas repentinas dos preços da energia. Durante a crise energética ligada à guerra na Ucrânia, os preços da energia no Uruguai permaneceram estáveis. “Isso é extremamente importante, porque assim a inflação não atinge esse país da mesma forma que um país que tem alta dependência da importação de combustíveis fósseis”.

Adib diz que o investimento em energias renováveis ​​criou 50 mil empregos e permitiu ao país economizar 500 milhões de dólares (R$ 2,6 bilhões) por ano em custos de importação de energia.

Ainda assim, o Uruguai, como a maioria dos países, continua dependente de combustíveis fósseis para abastecer o transporte, operar seu setor industrial e aquecer residências. O país está em processo de eletrificação do transporte público e descarbonização da indústria, mas a eliminação completa da energia fóssil pode levar décadas.

Dinamarca investiu cedo em renováveis

Outro país que reduziu significativamente a dependência de combustíveis fósseis é a Dinamarca. A crise do petróleo na década de 1970 atingiu duramente o pequeno país escandinavo, levando-o a iniciar ​precocemente o desenvolvimento de energias renováveis.

Hoje, mais de 80% da eletricidade da Dinamarca é fornecida por energia verde, sendo que a energia eólica representa quase 60% desse total, seguida pelo biogás. O país, com 6 milhões de habitantes, reduziu pela metade suas emissões de gases de efeito estufa desde 1990 e almeja ter um sistema elétrico livre de combustíveis fósseis até 2030.

Seus sistemas de aquecimento urbano, aos quais mais de 65% das residências estão conectadas, praticamente eliminaram o carvão e têm previsão de depender 100% de biometano renovável até 2030.

Froggatt afirma que a predominância de energias renováveis ​​na rede elétrica mantém os preços baixos, citando um estudo do FMI que mostra que cada aumento de 1% na quantidade de energias renováveis ​​se traduz, em média, em uma queda de 0,6% no preço da eletricidade no mercado atacadista. “E isso em circunstâncias normais. Obviamente, quando os preços do gás liquefeito estão muito inflacionados, a vantagem econômica das energias renováveis ​​aumenta ainda mais”, acrescenta.

Mas ele ressalta que os consumidores só estarão protegidos do aumento dos preços do petróleo e do gás quando setores como transportes e aquecimento estiverem totalmente eletrificados, por exemplo, com veículos elétricos e bombas de calor.

Crise atual pode impulsionar renováveis

Os altos preços dos combustíveis fósseis e a vulnerabilidade dessas commodities a gargalos de abastecimento devem tornar a energia limpa mais competitiva e financeiramente atraente, além de pressionar os governos a encontrarem soluções alternativas, afirmam analistas.

“A crise atual demonstra, mais uma vez, que precisamos entrar na era das energias renováveis ​​e deixar para trás a era dos combustíveis fósseis” se quisermos sociedades e economias mais resilientes, afirma Adib.

Mas acelerar o uso de energias renováveis ​​para garantir um fornecimento de energia mais estável exigirá investimentos maciços e mudanças sistêmicas. Embora as fontes de energia limpa sejam hoje muito mais baratas do que os combustíveis fósseis, o petróleo e o gás são altamente subsidiados.

Froggatt afirma que essa transição não influi apenas na desaceleração das mudanças climáticas, mas também na segurança energética. “Essas duas coisas andam juntas. Se há um lado positivo no que está acontecendo agora, é que a energia, a forma como obtemos nossa energia e a acessibilidade da energia voltam a ocupar um lugar de destaque na agenda política”, diz Froggatt.

A menos de três meses da Copa do MundoCarlo Ancelotti ainda tem dúvidas quanto ao grande “camisa nove” da Seleção Brasileira.

Na lista para os amistosos de contra França e Croácia, nos dias 26 de 31 de março, o italiano chamou quatro jogadores que podem fazer a função do atacante mais avançado: Matheus Cunha (Manchester United), João Pedro (Chelsea), Endrick (Lyon) e Igor Thiago (Brentford).

Matheus Cunha (Manchester United)
Jogos disputados: 29
Gols: 7
Assistências: 2
Minutos por participar em gol: 198’
Conversão de chances claras: 43%
Finalizações para marcar: 11.3
Passes decisivos por jogo: 1.1
Dribles certos por jogo: 1.5
Duelos ganhos por jogo: 5.3

João Pedro (Chelsea)
Jogos disputados: 41
Gols: 18
Assistências: 6
Minutos por participar em gol: 124’
Conversão de chances claras: 48%
Finalizações para marcar: 4.3
Passes decisivos por jogo: 0.8
Dribles certos por jogo: 0.9
Duelos ganhos por jogo: 5.1

Endrick (Lyon)
Jogos disputados: 12
Gols: 6
Assistências: 4
Minutos por participar em gol: 95’
Conversão de chances claras: 44%
Finalizações para marcar: 7.7
Passes decisivos por jogo: 1.7
Dribles certos por jogo: 2.4
Duelos ganhos por jogo: 5.0

Igor Thiago (Brentford)
Jogos disputados: 31
Gols: 21
Assistências: 1
Minutos por participar em gol: 119’
Conversão de chances claras: 58%
Finalizações para marcar: 3.3
Passes decisivos por jogo: 0.5
Dribles certos por jogo: 0.8
Duelos ganhos por jogo: 5.2

Quem vai ser o 9? Compare os números de convocados por Carlo Ancelotti - destaque galeria

João Pedro

Endrick
Igor Thiago

Em comparação com indivíduos neurotípicos (com o funcionamento neurológico padrão), os diagnosticados com o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) têm episódios mais frequentes de atividade cerebral semelhante ao sono, mesmo quando estão acordados. É o que afirma um novo estudo liderado por pesquisadores australianos.

Segundo os especialistas, a maior ocorrência desse tipo de atividade cerebral pode explicar alguns dos sintomas típicos do TDAH, como dificuldade de atenção, maior número de erros durante a realização de tarefas, tempo de reação mais lento e maior sensação de sonolência.

O trabalho foi liderado pela pesquisadora Elaine Pinggal, da Universidade Monash, na Austrália. Os resultados estão disponíveis no Journal of Neuroscience desde segunda-feira (16/3).


O que é o TDAH?


 Comparação entre cérebros com e sem TDAH

Durante o estudo, houve a medição da atividade cerebral de 32 adultos com TDAH não medicados. Os resultados foram comparados à mesma aferição de 31 adultos neurotípicos e mostraram que os indivíduos com o transtorno tiveram mais episódios semelhantes ao sono quando estavam acordados.

Além de não serem incomuns, Elaine explica que as breves alterações ocorrem mais quando estão sendo realizadas tarefas mentalmente exifentes.

“Pense em correr por um longo período e se cansar depois de um tempo, o que faz você parar para descansar. Todos nós experimentamos esses breves momentos de atividade semelhante ao sono. Em pessoas com TDAH, no entanto, essa atividade ocorre com mais frequência, e nossa pesquisa sugere que esse aumento na atividade semelhante ao sono pode ser um mecanismo cerebral fundamental que ajuda a explicar por que esses indivíduos têm mais dificuldade em manter a atenção e o desempenho consistentes durante as tarefas”, explica a autora, em comunicado.

Em estudos anteriores com neurotípicos, descobriu-se que a estimulação auditiva durante o descanso da noite anterior ajudou a reduzir a atividade cerebral parecida com o sono quando o indivíduo acordou no dia seguinte.

Segundo a pesquisadora, os resultados promissores da terapia devem ser testados em pacientes com TDAH. A depender da resposta, a estimulação auditiva pode nortear novos tratamentos para melhorar os sintomas do transtorno.

Análises das amostras coletadas do asteroide Ryugu mostraram que ele possui todos os cincos componentes essenciais para a vida na Terra: a adenina, citosina, guanina, timina e uracila. Também chamados de nucleobases, os “ingredientes” são os responsáveis por formar o RNA e o DNA.

A presença dos componentes não é inédita e também já havia sido identificada no asteroide Bennu. Com isso, aumentam as evidências de que os ingredientes básicos para a vida no nosso planeta podem estar em maior abundância no Sistema Solar.

“A detecção de diversas nucleobases em materiais de asteroides e meteoritos demonstra sua presença generalizada em todo o Sistema Solar e reforça a hipótese de que asteroides carbonáceos contribuíram para o inventário químico pré-biótico da Terra primitiva”, escrevem os autores da análise.

A investigação liderada pelo biogeoquímico Toshiki Koga, da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre, teve os resultados publicados na revista Nature Astronomy nessa segunda-feira (16/3).

Ingredientes da vida no asteroide

Para a vida se formar na Terra, duas moléculas básicas são essenciais: o ácido desoxirribonucleico (DNA) e o ácido ribonucleico (RNA). O código genético de ambos é formado pelos cinco compostos químicos básicos.

No entanto, até o momento, apenas a uracila já havia sido detectada no Ryugu. A nova análise de duas amostras do asteroide identificou a presença das cinco nucleobases nos dois pedaços.

Além do Ryugu e do Bennu, alguns ingredientes básicos já foram achados em outros dois meteoritos ricos em carbono. Porém, todos os objetos tinham proporções diferentes das moléculas.

Enquanto o Ryugu era composto em níveis semelhantes de todos os compostos, o Bennu era mais rico em citosina, timina e uracila. Segundo os pesquisadores, a diferença tem relação com a quantidade de amônia e as condições químicas do asteroide.

O novo achado evidencia ainda mais que o bombardeio de asteroides no início da Terra ajudou a formação de vida em nosso planeta.

“A detecção universal de todas as cinco nucleobases canônicas em amostras dos asteroides carbonáceos Ryugu e Bennu destaca a potencial contribuição dessas moléculas exógenas para o conjunto de matéria orgânica que sustentou a evolução molecular pré-biótica e, em última análise, possibilitou o surgimento do RNA e do DNA na Terra primitiva”, concluem os pesquisadores.

A China aprovou o primeiro chip cerebral para uso clínico que pode ajudar pessoas com paralisia a recuperar parte dos movimentos.

Chamada de interface cérebro-computador, a tecnologia foi autorizada para uso em pacientes selecionados e marca um avanço inédito na área. A pesquisa foi liderada pela Universidade de Tsinghua , Pequim, China e publicada nesta segunda-feira (16/3) pela revista Nature.

Como funciona o chip

O dispositivo cria uma ligação direta entre o cérebro e um equipamento externo. De forma simples, ele funciona assim:

Na prática, pacientes conseguem treinar o sistema para transformar a intenção de movimento em ações, como abrir e fechar a mão com ajuda de equipamentos. O implante é feito por um procedimento minimamente invasivo e funciona sem fios.

O chip foi desenvolvido para pessoas com paralisia causada por lesões na medula espinhal, principalmente aquelas que perderam os movimentos das mãos.

A aprovação na China permite o uso em pacientes específicos, dentro de critérios clínicos definidos, e ainda não representa um uso amplo na população.

Nos estudos iniciais, pacientes conseguiram recuperar parcialmente a capacidade de segurar objetos após o uso da tecnologia. Esse resultado é importante porque, em casos de lesão na medula, a comunicação entre o cérebro e os músculos fica comprometida — o que dificulta ou impede movimentos voluntários.

A interface cérebro-computador atua justamente nessa falha, criando um novo caminho para o comando do movimento. Embora tecnologias semelhantes já existam em fase de testes, essa é uma das primeiras aprovações para uso clínico fora do ambiente experimental.

Isso indica que o recurso começa a sair dos laboratórios e se aproximar da prática médica. Ainda assim, o uso segue controlado e deve avançar de forma gradual, à medida que novos estudos confirmem a segurança e a eficácia do método.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda enfrenta desafios como ampliar o número de pacientes que podem usar o chip, avaliar efeitos a longo prazo, reduzir custos e tornar o tratamento mais acessível.

A expectativa é que, com o avanço das pesquisas, dispositivos como esse possam ampliar as opções de tratamento para pessoas com paralisia e outras doenças neurológicas.

Os navio petroleiros estão “começando a passar aos poucos” pelo Estreito de Ormuz, afirma o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. A declaração foi feita nesta terça-feira (17/3) em entrevista para o jornal CNBC.

O assessor não deu mais detalhes sobre a informação, mas relatou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não vai recuar até a guerra contra o Irã chegar ao fim. O conflito chegou ao 18º dia.

Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo estreito, e acho que isso é um sinal de quão pouco restou para o Irã. Estamos muito otimistas de que isso vai terminar em breve, e então haverá repercussões nos preços por algumas semanas, quando os navios chegarem às refinarias”, relatou Kevin.


Estreito de Ormuz


Hassett, ainda em entrevista, relatou que Trump e o líder chinês, Xi Jinping, vão se encontrar após o conflito.

Imagine transformar a luz solar em algum tipo de energia química útil. Isso já é possível e é feito através de um processo chamado fotocatáliseEla ocorre quando o brilho do Sol chega a um material fotocatalisador e agita seus elétrons, que ajudam a criar reações químicas capazes de produzir combustíveis ou outras substâncias industriais úteis.

Em outras palavras, a fotocatálise ocorre quando uma partícula de luz (fóton) chega no material; a luminosidade agita o elétron do material e ele salta de posição. A depender do tempo que elétron e lacuna positiva deixada por ele fiquem separados, a reação química ocorre.

Entre os fotocatalisadores (substâncias usadas para aumentar a velocidade do processo) mais promissores, está a poliheptazina imida, que pertence à família dos nitretos de carbono. Além de conseguir absorver luz, ela é um material barato e não tóxico.

No entanto, em muitos exemplares de nitretos de carbono, o elétron voltava muito rápido para a lacuna e a energia se transformava apenas em luz ou calor, ao invés de ocorrer a reação. Em um novo estudo, os pesquisadores viram que adicionar íons metálicos positivos na poliheptazina imida melhorou o desempenho do processo e conseguiu produzir energia química útil.

“As poliheptazinas imidas contendo íons metálicos carregados positivamente exibem uma separação de cargas notavelmente melhorada. Essa característica as torna altamente adequadas para aplicações práticas”, afirma a primeira autora do estudo, Zahra Hajiahmadi, em comunicado.

O trabalho liderado pelo Centro para Compreensão de Sistemas Avançados (Casus, na sigla em inglês) teve os resultados publicados no Journal of the American Chemical Society em 7 de janeiro.

Como transformar luz solar em combustível

Como a estrutura da poliheptazina imida tem poros de carga negativa, a ideia de colocar íons metálicos positivos para ajudar a melhorar a divisão das cargas, o tempo de separação entre elétrons e lacunas e, consequentemente, a eficiência da reação química.

Para testar a ideia, os pesquisadores criaram simulações computacionais avançadas. Elas revelaram que a inclusão de íons metálicos causavam alterações estruturais consideráveis, ajudando até a captura da luz ser mais eficiente.

Em seguida, foram feitos oito materiais de poliheptazina imida, com íons metálicos distintos. O objetivo era avaliar a capacidade de catalisar durante a produção de peróxido de hidrogênio, também conhecida como água oxigenada. Os resultados mostraram que as reações ocorreram com sucesso.

“Se ainda havia alguma dúvida sobre as poliheptazinas imidas serem uma das plataformas mais promissoras para tecnologias fotocatalíticas de próxima geração, acredito que este trabalho as dissipou. O caminho para o desenvolvimento direcionado de fotocatalisadores de poliheptazina imida eficientes para reações sustentáveis ​​está agora mais claro. Acredito firmemente que ele será trilhado com frequência e sucesso”, afirma um dos autores do estudo, Thomas D. Kühne.

Com o sucesso do experimento, o objetivo dos pesquisadores é aplicar a fotocatálise na transformação de gás carbônico em combustível, o que seria mais um passo rumo ao desenvolvimento de energia limpa

Quais são os fatores essenciais para a formação de um planeta apto para a vida? Um novo trabalho de pesquisa liderado pela equipe do astrônomo Craig Walton, da Universidade de Cambridge, tenta responder a essa pergunta.

Tudo começa com o crescimento dos planetas metalo-rochosos — como a Terra —, um processo conhecido como diferenciação química planetária. Os planetas crescem progressivamente a partir da acreção — adição de matéria — de asteroides que medem entre dezenas e centenas de quilômetros de diâmetro.

O calor retido após os impactos, juntamente com o calor produzido como consequência da desintegração de elementos radioativos, participa do aquecimento interno dos embriões planetários.

No final dessa fase, os corpos planetários com cerca de mil quilômetros de diâmetro fundem-se e ocorre a segregação química de seus componentes. Assim se formam o núcleo metálico, o manto e a crosta, um processo de diferenciação em camadas que agora se revela como fundamental para a capacidade de um planeta originar organismos vivos.

A diferenciação dos corpos planetários

Essa dinâmica implica a segregação interna dos elementos químicos em função de suas afinidades. Os metais criam ligas com o ferro e, com exceção do abundante níquel, passam a fazer parte dos núcleos planetários.

O fósforo, um elemento leve com caráter não metálico e com um papel essencial para a vida, é retido na fusão desses metais. Até 4% em massa do fósforo é solúvel no sólido rico em ferro que coexiste com o líquido metálico a altas pressões (da ordem de dezenas de gigapascais) que são registradas no interior dos planetas.

Mas as temperaturas de fusão e as composições dos líquidos e sólidos coexistentes podem mudar significativamente.

Proporção de elementos, um processo complexo

O novo trabalho de Craig Walton revela que os elementos básicos para a vida que devem estar presentes nas superfícies planetárias estão diretamente relacionados a uma combinação de três fatores:

O acaso também desempenha seu papel, uma vez que estudos astrofísicos sobre a composição das estrelas sugerem que existem diferenças químicas significativas na galáxia. Estas dão origem a variações nas abundâncias relativas dos elementos indispensáveis para a biologia.

Essa “dispersão cosmoquímica” está relacionada com essa variabilidade local nas abundâncias galácticas de fósforo e nitrogênio. Atualmente, conhecemos cerca de 6 mil exoplanetas que orbitam em torno de outras estrelas, mas não devemos esperar que eles tenham uma composição semelhante à da Terra.

Para exemplificar isso, os pesquisadores criaram uma figura (abaixo) que mostra a dispersão esperada nas proporções de fósforo (P) e nitrogênio (N) que acabam ficando disponíveis no manto dos exoplanetas, porque nem todos os sistemas estelares formam planetas com a mesma composição.

Nas galáxias, ocorrem naturalmente variações significativas nas abundâncias relativas desses elementos essenciais para a vida em relação aos elementos formadores de rochas, daí as diferentes possibilidades representadas no gráfico.

Receita química da vida pode ser universal, mas nem sempre reproduzível

Assim, o fato de a vida não ser tão comum na galáxia pode ser explicado por esses processos prévios de diferenciação química e pelas próprias carências de elementos químicos que podem ocorrer em outros ambientes planetários.

Para que a vida surja em outros mundos, os elementos essenciais devem estar presentes no momento certo da consolidação do manto e da crosta. Isso não parece trivial, devido aos processos geofísicos que, em última análise, redistribuem no interior planetário elementos-chave como o fósforo e o nitrogênio. Portanto, tais processos atuariam limitando as probabilidades para que a vida floresça.

Isso é algo a ser levado em consideração na busca por vida extraterrestre, ao analisar as características químicas dos exoplanetas que estão sendo descobertos. O desafio é de primeira magnitude, devido à dificuldade de obter espectros que permitam inferir os elementos formativos dessas atmosferas durante os trânsitos que alguns planetas executam ao passar pela frente do disco brilhante de suas estrelas.

De qualquer forma, agora que começamos a identificar as moléculas químicas presentes em suas atmosferas, será necessário desenvolver modelos para ver como elas se correlacionam com a composição química das superfícies. Sem perder de vista que o próprio acaso poderia desempenhar um papel e colocar barreiras à vida em outros mundos.

Pesquisadores internacionais identificaram um novo exoplaneta com atributos incomuns, que pode ser classificado como um tipo planetário nunca visto antes. Batizado de L 98-59 d, o objeto possui um oceano de magma, o material armazenado no interior dos vulcões, além de grandes quantidades de enxofre guardadas nas “águas” superaquecidas.

O planeta orbita uma estrela vermelha pequena, localizada a cerca de 35 anos-luz da Terra. Apesar de ter 1,6 o tamanho do nosso planeta, o L 98-59 d tem densidade baixa em relação à sua dimensão e tem boas porções de sulfeto de hidrogênio (H2S) na atmosfera – o H2S é resultado da combinação entre hidrogênio e enxofre.

Ao ser identificado, os astrônomos chegaram a pensar em classificá-lo em duas categorias de planeta:

No entanto, o exoplaneta não se encaixava em nenhum dos tipos, o que fez os especialistas classificarem o L 98-59 d em uma classe de planetas com moléculas pesadas de enxofre, uma categoria inédita até agora.

As observações foram realizadas com instrumentos ópticos terrestres e espaciais, incluindo o Telescópio Espacial James Webb (JWST). O estudo liderado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, teve os resultados publicados na revista Nature Astronomy nessa segunda-feira (16/3).

Oceano de magma: o reservatório do exoplaneta

Através de simulações computacionais, os pesquisadores reconstruíram os quase cinco bilhões de anos de história do exoplaneta, de sua formação até os dias atuais. Foram usados dados das observações telescópicas junto com modelos físicos do interior e atmosfera planetária.

Segundo os resultados, o manto do L 98-59 d é feito de silicato fundido, um material parecido com a lava terrestre. Ele também possui um oceano com magma, que percorre milhares de quilômetros abaixo da superfície.

É justamente por meio do reservatório de magma que o planeta guarda boas quantidades de enxofre em seu interior. Com a atmosfera rica em hidrogênio, as trocas químicas entre ambos resultam em sulfeto de hidrogênio, um gás incolor com cheiro característico de ovo podre.

As observações também apontam que o dióxido de enxofre e outros gases sulfurosos presentes no L 98-59 d podem ser produzidos pela luz ultravioleta da estrela hospedeira do exoplaneta. Assim que os elementos químicos são criados, o oceano atua como um reservatório, guardando e liberando gases voláteis ao longo dos anos.

Por ter muito material volátil – ou seja, que passa facilmente para o estado gasoso –, o exoplaneta provavelmente já foi maior do que é atualmente e encolheu com o tempo.

A expectativa é que existam mais planetas com características semelhantes ao L 98-59 d, ricos em gás e com grandes oceanos de magma.

“Embora seja improvável que este planeta derretido abrigue vida, ele reflete a grande diversidade de mundos que existem além do sistema solar. Podemos então nos perguntar: que outros tipos de planeta estão esperando para serem descobertos?”, diz o auto

Para descobrir detalhes sobre determinado assunto, geralmente as pesquisas se baseiam na análise de fragmentos sólidos. Mas você já pensou que o ar também pode ser investigado? Foi o que ocorreu durante um novo estudo feito por pesquisadores internacionais. Por meio dos odores de múmias, eles conseguiram descobrir detalhes sobre as técnicas de embalsamento no Egito antigo.

A técnica utilizada identificou que a mumificação mais antiga era feita com materiais mais simples, como gorduras e óleos, enquanto as mais recentes já adicionavam mais ingredientes, como resinas importadas e betume, uma substância derivada do petróleo.

“As descobertas representam um avanço significativo na nossa compreensão da história egípcia e do fascinante ritual da mumificação. Nossa análise dos aromas associados revelou novas informações sobre como a prática se desenvolveu ao longo dos séculos e se tornou cada vez mais sofisticada”, aponta a autora principal do estudo, Wanyue Zhao, em comunicado.

O trabalho liderado por químicos da Universidade de Bristol, no Reino Unido, teve os resultados publicados no Journal of Archaeological Science em meados de janeiro.

Investigação baseada no “perfume” das múmias

Como você deve imaginar, capturar o ar não é fácil. Para analisar a origem dos odores das múmias, os cientistas utilizaram ferramentas avançadas para caçar os gases, colocá-los em recipientes selados e separar os componentes distintos do aroma.

Foram analisadas 35 amostras de bálsamos e bandagens de 19 múmias. Os restos mortais são datados entre 3200 a.C. e 395 d.C., abrangendo cerca de dois mil anos. As investigações encontraram 81 compostos orgânicos voláteis (COVs).

Ao estudar os COVs, os odores indicaram ser relacionados a gorduras e óleos, cera de abelha, resinas vegetais e betume.

“Nossos resultados mostraram que os padrões químicos variaram ao longo dos períodos históricos. As múmias mais antigas apresentavam perfis mais simples, dominados por gorduras e óleos, enquanto as múmias mais recentes exibiam misturas mais complexas, incorporando resinas importadas e betume. Esses materiais eram mais caros e exigiam um preparo mais especializado, à medida que a prática se tornava mais avançada”, afirma a autora.

Segundo os resultados, o material usado na preparação para a mumificação dependia da parte do corpo que ia ser embalsamado. “Por exemplo, amostras de cabeças frequentemente apresentavam padrões diferentes das amostras de torsos, sugerindo que os embalsamadores aplicavam receitas distintas a diferentes partes do corpo, possivelmente para auxiliar na preservação”, diz Wanyue.

O método utilizado para determinar os materiais usados podem ajudar a examinar outras coleções de múmias em museus pelo mundo.

A Polícia Federal (PF) chegou a pedir a prisão da deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) com base nas investigações da Operação Sem Desconto, que mira esquema de fraudes no INSS.

O pedido da PF, entretanto, foi negado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF. No lugar da prisão, ele autorizou o monitoramento da deputada com tornozeleira eletrônica.

PF pediu prisão de deputada do MDB por suspeita na Farra do INSS - destaque galeria

Deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE)

Polícia Federal durante Operação Sem Desconto, investigação relacionada ao desvio de recursos INSS
André Mendonça, ministro do STF

Gorete é suplente de deputada e está no exercício do mandato em razão da licença do deputado Yury do Paredão (MDB-CE). Ela se filou ao MDB em janeiro de 2026, após décadas de filiação ao PL.

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