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A Polícia Militar de Alagoas, por meio da Companhia de Operações Policiais Especiais do Sertão (COPES), apreendeu mais de 650 kg de drogas em uma residência na manhã desta segunda-feira (23), em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. A informação foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP).

Segundo a PM, após uma pesagem oficial, foi constatado que tinham no local 607,5kg de maconha e 43,8kg de cocaína. As drogas form avaliadas em aproximadamente em mais R$ 4 milhões e estavam em uma chácara às margens da rodovia AL 220.

O caso foi registrado após uma denúncia da Polícia Militar de Pernambuco. Um caminhão foi intercepado em uma rodovia do estado pernambucano com uma grande quantidade de drogas. A principal hipótese é que tenha sido o mesmo veículo que fez a entrega em Alagoas.

Em imagens divulgadas pelo órgão, é possível ver as drogas empacotadas e divididas em diversas caixas de papelão, além de baldes também contendo outros materiais. Assista: 

Vasco venceu o Grêmio por 2 x 1 neste domingo (22/3), em jogo realizado no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro. A partida foi válida pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. Todos os gols foram marcados na primeira etapa. Cuiabano e David marcaram para o Gigante da Colina; e Carlos Vinícius, artilheiro do Brasileirão diminuiu para o Grêmio.

Veja os melhores momentos da partida

 

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Jogo

O primeiro gol na partida foi do Vasco. Em jogada de contra-ataque, Thiago Mendes cruzou para David que driblou o zagueiro e serviu Cuiabano para finalizar no gol e abrir o placar para o cruzmaltino aos 8 minutos do primeiro tempo.

O Vasco voltou a assustar o Grêmio aos 25 minutos. Em jogada de Paulo Henrique, o lateral driblou o adversário e cruzou na área para a cabeçada de Thiago Mendes obrigar Weverton a fazer boa defesa.

Cuiabano, que marcou o primeiro, retribuiu a assistência e deu passe para David marcar o seu aos 33 minutos do primeiro tempo. Andrés Gomez encontrou o camisa 66 em infiltração que cruzou rasteiro para DVD empurrar pro gol.

O Grêmio diminuiu com Carlos Vinícius aos 38 minutos. O artilheiro do Campeonato Brasileiro aproveitou o vacilo de Robert Renan ao tentar afastar o ataque e bateu rasteiro para marcar o primeiro do tricolor no confronto.

Vitória voltou a se impor dentro de casa e triunfou sobre o Mirassol por 1 x 0, neste domingo (22/3), no Barradão, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

Com o resultado, o Vitória chega aos 10 pontos e sobe para a 10ª colocação na tabela. Já o Mirassol segue com seis pontos e cai para a zona de rebaixamento, ocupando a 18ª posição.

Veja os melhores momentos do jogo:

 

Vitória 1 x 0 Mirassol | Melhores momentos | Brasileirão 2026

O gol do jogo

Aos 27 minutos do primeiro tempo, Gabriel Baralhas aproveitou sobra para finalizar bonito de três dedos e abrir o placar

Próximos compromissos

O próximo compromisso do Vitória será contra o Botafogo-PB, no dia 25/3, pela Copa do Nordeste. Enquanto o Mirassol pega o Botafogo, no Nilton Santos, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 1º de abril.

Em jogo movimentado, Corinthians e Flamengo empataram em 1 x 1, neste domingo (22/3), pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena.

Com o resultado, o Rubro-Negro fica em quarto lugar do Brasileirão, com 14 pontos. O Corinthians está na 11ª posição, com 10.

Assista aos melhores momentos da partida:

Corinthians 1 x 1 Flamengo | Melhores Momentos | Brasileirão 2026

O jogo

Em jogo com chances para as duas equipes, Hugo Souza e Rossi fizeram grandes intervenções e impediram um placar maior.

Os gols da partida saíram no primeiro tempo. Aos 2 minutos do primeiro tempo, Jorginho aproveitou saída errade Hugo Souza, tocou para Pedro, que arrancou e serviu Lucas Paquetá. O meia-atacante abriu o placar.

Aos 18 minutos, Yuri Alberto empatou. Memphis Depay fez belo lançamento de três dedos para Bidu após finta. O lateral-esquerdo cruzou para o centroavante.

Uma pesquisa de 2010 comprovou que os sapiens e os neandertais cruzaram-se há milhares de anos. Um cruzamento entre espécies bem documentado desde então. A maioria das pessoas atualmente, na verdade, tem algum ancestral neandertal, refletido em fragmentos de seu DNA.

No entanto, há pouco ou nenhum traço desses ancestrais evolutivos no cromossomo X (as mulheres têm dois cromossomos X e os homens, um X e um Y). Se os humanos modernos e os neandertais tiveram filhos juntos, por que quase não há vestígios neandertais em nosso cromossomo X?

Presumia-se que isso fosse resultado da seleção natural: especialistas levantaram a hipótese de que esses genes eram biologicamente “tóxicos” para os humanos e que, com o tempo, foram eliminados pela seleção natural.

Mas um novo estudo publicado no final do mês passado na revista acadêmica Science, afirma ter resolvido o mistério. Pesquisadores geneticistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugerem que o fenômeno tem uma origem mais social e que, na verdade, foi resultado de “preferências de acasalamento de longa data”.

Neandertais copulavam com mulheres sapiens

Segundo os resultados da pesquisa, os homens neandertais e as mulheres sapiens tinham uma inclinação particular para se reproduzir entre si. Já os machos humanos, por outro lado, não costumavam se reproduzir com as neandertais.

Isso explicaria o rastro genético que o cruzamento entre Homo sapiens e neandertais teria deixado tanto em nossa espécie quanto na deles. E comprova que ambas as espécies não eram biologicamente incompatíveis (caso contrário, o DNA não teria sobrevivido em seus cromossomos X).

Para os autores, a explicação mais plausível é o cruzamento entre espécies com viés sexual. Em sua análise, a equipe encontrou uma abundância de DNA humano moderno no cromossomo X dos neandertais – exatamente o oposto do que se observa nos sapiens.

O fluxo genético “ocorreu predominantemente entre machos neandertais e fêmeas humanas anatomicamente modernas”, explicou Alexander Platt, pesquisador sênior do estudo.

As fêmeas têm dois cromossomos X, e os machos neandertais têm um. Se ambos se cruzavam com maior frequência, mais cromossomos X humanos entrariam no conjunto genético neandertal. Em contrapartida, menos cromossomos X neandertais acabariam nas populações humanas.

Para os autores, os resultados do estudo mostram que a evolução não foi apenas “uma batalha de genes fortes contra genes fracos”, mas também o produto de interações sociais que moldaram o genoma dos humanos modernos.

Preferência ou sexo forçado?

Os pesquisadores afirmam que agora esperam analisar como esse padrão de acasalamento se desenvolveu. Entre as possibilidades está investigar as dinâmicas de gênero dentro da sociedade neandertal ou os hábitos de migração: por exemplo, talvez fosse mais provável que os machos deixassem suas comunidades enquanto as fêmeas permaneciam com suas famílias.

Em entrevista à agência de notícias EFE, o paleogeneticista do Instituto de Biologia Evolutiva (IBE) da Espanha, Carles Lalueza-Fox, afirma que a hipótese do estudo “poderia fazer sentido no contexto de uma população em declínio, como a dos neandertais”, na qual haveria dificuldades em encontrar parceiros reprodutivos.

No entanto, o paleogeneticista espanhol não descarta “que houvesse outros mecanismos sobrepostos, incluindo fatores culturais”. Ainda assim, o motivo exato permanece desconhecido: os neandertais e as humanas sapiens se atraíam ou a violência e a coerção poderiam ter estado envolvidas?

Não temos como saber se esse foi um cenário de conflito“, afirma Sarah Tishkoff, geneticista da Universidade da Pensilvânia e autora principal do estudo, destacando que a interação também poderia ter sido pacífica.

Delicadas, simétricas e muitas vezes quase invisíveis, as teias de aranha são verdadeiras obras de engenharia natural. O que parece um trabalho planejado ou até aprendido é, na realidade, resultado de milhões de anos de evolução. O padrão dessas estruturas está profundamente ligado ao instinto e à genética das aranhas.

Segundo o biólogo Feliphe de Freitas Novais, do Colégio Sigma, cada espécie já nasce com um tipo de “manual interno” que orienta a construção da teia.

“As aranhas constroem suas teias principalmente por instinto. Cada espécie possui um padrão de construção que está geneticamente programado, como se fosse uma receita que o animal segue automaticamente”, explica o biólogo.

Esse comportamento não é aprendido observando outras aranhas. Mesmo quando estão sozinhas, elas conseguem produzir estruturas complexas e eficientes para sobreviver.

Diferentes espécies, diferentes teias

Embora muitas pessoas imaginem apenas a clássica teia circular, existem diversos tipos de estruturas. O padrão varia de acordo com a espécie e com a estratégia de captura de presas.

Algumas aranhas produzem teias orbitais, que lembram uma roda com raios. Outras constroem redes tridimensionais mais irregulares, enquanto algumas fazem teias em forma de lençol ou utilizam fios espalhados pelo ambiente.

Além da caça, essas estruturas também têm outras funções importantes para os aracnídeos. As teias podem servir como abrigo, proteção contra predadores, construção de tocas e até sustentação de processos reprodutivos.

O professor de Biologia Chico Nery, do Colégio Galois, explica que a construção segue etapas relativamente organizadas.

“A construção da teia já está pré-programada no material genético da aranha. Geralmente ela cria primeiro um fio base, depois forma uma estrutura em Y, constrói os fios radiais e por último a espiral pegajosa que captura as presas”, afirma.

Quando o ambiente muda o padrão

Apesar de o comportamento ser instintivo, o ambiente também exerce influência sobre o padrão final da teia. Vento, espaço disponível, presença de obstáculos e até a quantidade de alimento podem levar a pequenas adaptações.

Se o local tiver muito vento, por exemplo, a aranha pode reforçar a estrutura ou alterar o espaçamento entre os fios para aumentar a resistência. Em ambientes menores, a teia pode ser construída em dimensões reduzidas, mantendo apenas o essencial para a captura de presas.

“As condições ambientais podem alterar o tamanho ou a distância entre os fios, mas o padrão básico da teia permanece porque está ligado à genética da espécie”, explica Chico Nery.

Sensores naturais

Mesmo com um cérebro pequeno quando comparado ao de outros animais, as aranhas possuem um sistema sensorial muito eficiente. Durante a construção da teia, elas utilizam estímulos como toque, visão, vibrações e sinais químicos para orientar cada etapa.

Essas vibrações também permitem que a aranha identifique o que acontece em sua rede. Pelo tipo de movimento no fio, ela consegue perceber se a teia capturou uma presa, se há perigo ou até se um predador está se aproximando.

Reconstrução e sobrevivência

Quando uma teia é destruída por chuva, vento ou por um animal maior, a aranha rapidamente percebe a alteração nas vibrações da estrutura e inicia a reconstrução.

Muitas espécies chegam a consumir a própria teia antes de produzir outra. O motivo é simples: a seda contém proteínas importantes, que ajudam o animal a recuperar parte da energia utilizada na produção dos fios.

Depois disso, a aranha volta a seguir o mesmo padrão instintivo de construção, ajustando apenas o que for necessário ao novo ambiente.

Predadoras essenciais

Além de despertarem curiosidade científica, as aranhas têm um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas. Elas ajudam a controlar populações de insetos em ambientes urbanos, naturais e agrícolas.

“Aranhas são predadoras muito eficientes e fundamentais para o funcionamento dos ecossistemas”, destaca Feliphe de Freitas Novais.

Assim, por trás do delicado padrão das teias existe um sistema biológico sofisticado, moldado pela evolução e pela adaptação ao ambiente, uma demonstração de como a natureza pode criar estruturas extremamente complexas a partir de comportamentos instintivos.

Imagine estar em seu momento de paz e silêncio e de repente escutar um zumbido de mosquito? Sim, parece que eles estão em todas as partes, não importa onde estiver. Apesar de terem um papel ecológico importante, polinizando plantas e sendo fonte de alimento para outros animais, esses insetos, em especial as fêmeas, adoram dar aquela “picadinha” nos humanos, pois é isso que garante nutrientes para o desenvolvimento de seus ovos.

Quando o assunto é o ataque dos mosquitos, uma afirmativa bastante difundida pela internet é: “os mosquitos têm preferência por pessoas com sangue tipo O ou A”. No entanto, especialistas entrevistados pelo Metrópoles são unânimes: não há consenso científico sobre isso.

“Quando falamos em mosquito, estamos nos referindo a diversas espécies diferentes, cada uma com comportamentos e preferências próprias. De forma geral, não existem evidências científicas consistentes de que um tipo sanguíneo específico seja mais atrativo para todos eles”, afirma o biólogo parasitólogo Filipe Abreu, professor do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG).

Segundo Abreu, realmente foram realizados experimentos em laboratório de diferentes países, mas nenhum deles obteve resposta conclusiva e teve resultado divergente.

“Alguns estudos sugerem que o Aedes aegypti seria mais atraído por pessoas com sangue tipo B. Outros trabalhos indicam maior atração pelo tipo O. Há ainda pesquisas que não encontraram diferença significativa entre os tipos sanguíneos. Em alguns desses estudos, essa atração foi até correlacionada com a fecundidade das fêmeas, ou seja, com a quantidade de ovos que elas produzem após se alimentarem”, aponta o especialista apoiado pelo Instituto Serrapilheira.

O real mecanismo por trás da picada dos mosquitos

Atualmente, a teoria mais aceita para a atração humana a picada dos mosquitos tem relação com a composição química da pele, especialmente ao que é expelido através do suor. Por meio dos ácidos e substâncias voláteis liberadas, os animais são atraídos e nos atacam.

Jacob Wackerhausen/Getty ImagesSuor humano
São os compostos do suor que atraem os mosquitos

A bióloga Clair Aparecida Viecelli explica que a visão dos mosquitos tem como foco as cores, intensidade e a direção da luz e não a profundidade e formas, como a nossa. Por isso, eles possuem estruturas sensoriais chamadas de sensilas, que são bastantes desenvolvidas e localizadas especialmente nas antenas, aparelho bucal e pernas.

“Essas estruturas funcionam como órgãos sensoriais, permitindo ao mosquito detectar CO2, odores da pele e até vibrações sonoras. As sensilas são tão aperfeiçoadas que conseguem identificar nosso CO2 exalado na respiração a 100 metros de distância. É como se eles nos vissem como um grande alvo escrito: ‘aqui tem comida boa e grátis’”, exemplifica a bióloga membro do Conselho Federal de Biologia (CFBio).

Para Abreu, o cheiro corporal, a composição do suor, a microbiota da pele e outros fatores individuais têm mais influência na quantidade de picadas do que o tipo sanguíneo.

Situações em que a picada pode ser perigosa

Ao picar, o mosquito libera pequenas proteínas na pele. Como resposta, o corpo reage e solta anticorpos que provocam inchaço, vermelhidão e coceira mais intensa. Na maioria das vezes, o ataque é inofensivo, porém em alguns casos pode haver desdobramentos mais graves.

“Indivíduos muito sensíveis podem ter reações alérgicas mais graves, com inchaço extenso ou urticária generalizada. Também é importante lembrar que alguns mosquitos podem transmitir doenças virais, mas isso depende da espécie e da região, e não da reação cutânea individual”, alerta o dermatologista Joaquim Xavier, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

De acordo com Xavier, entre os principais cuidados dermatológicos para evitar irritações por picadas, estão:

Imagine olhar para o céu noturno e ver uma estrela repentinamente explodir em um clarão de luz mais brilhante do que qualquer outra coisa nas proximidades. Um clarão tão brilhante que ofusca brevemente uma galáxia inteira antes de desaparecer para sempre.

Esse destino violento é raro: menos de 1% das estrelas. São estrelas com uma massa aproximadamente oito vezes ou mais que a do Sol.

Essas explosões cósmicas, conhecidas como supernovas, naturalmente fascinam os astrônomos há séculos. Em 1572, por exemplo, o astrônomo dinamarquês Tycho Brahe observou uma explosão de supernova tão brilhante que pôde ser vista a olho nu por dois anos.

Mas o que podemos ver com nossos olhos, ou mesmo com telescópios potentes, quando essas estrelas morrem é apenas uma pequena parte da história. Isso porque a maior parte da energia de uma supernova é transportada por neutrinos, partículas quase invisíveis frequentemente chamadas de “partículas fantasmas” porque atravessam quase tudo em seu caminho.

Os cientistas, porém, finalmente estão prestes a ver esses mensageiros cósmicos fantasmagóricos. Com a ajuda de um telescópio extremamente poderoso enterrado nas profundezas do subsolo no Japão, os astrônomos serão capazes de vislumbrar esses “fantasmas” estelares – e com eles os remanescentes de explosões de estrelas que morreram há 10 bilhões de anos.

Partículas de antes do tempo

E há uma chance muito boa de que os cientistas possam finalmente ver essas partículas fantasmas ainda este ano. Isso se deve em grande parte à atualização do observatório Super-Kamiokande do Japão, que aumentou significativamente sua capacidade de detectar neutrinos de supernovas.

Para mim, como astrofísico de partículas, essa provavelmente seria uma das conquistas científicas mais emocionantes da minha vida. Na verdade, isso significa que poderemos ver partículas que foram produzidas antes mesmo de a Terra existir, já que o telescópio agora é sensível o suficiente para captar o fraco “brilho” de todas as estrelas em explosão no Universo.

Tudo isso é possível porque os neutrinos quase nunca interagem com qualquer coisa. Eles não têm carga elétrica. Portanto, podem viajar pelo espaço — e até mesmo por planetas inteiros — sem serem absorvidos ou espalhados, de modo que quase nada pode detê-los.

Na verdade, bilhões dessas partículas fantasmagóricas estão passando pelo seu corpo a cada segundo — e você nem percebe —, e algumas delas viajam há mais de 10 bilhões de anos para chegar até aqui.

Quando uma estrela morre

Grandes ideias levam a grandes questões, e uma das questões que os astrofísicos estão tentando descobrir é o que resta após a explosão de uma estrela.

O núcleo em colapso se torna um buraco negro? Ou forma um tipo diferente de estrela conhecido como estrela de nêutrons, que então esfria lentamente com o tempo? Uma estrela de nêutrons é um objeto incrivelmente denso, com apenas cerca de 20 quilômetros de diâmetro, aproximadamente o tamanho de uma grande cidade ou o comprimento de Manhattan.

Se os cientistas conseguirem detectar o sinal combinado de todas as supernovas que já ocorreram, isso nos deixaria mais perto de responder a essas perguntas. Também nos permitiria estudar a morte das estrelas ao longo de toda a história do Universo, usando partículas que viajam em nossa direção há bilhões de anos sem nunca parar.

As supernovas são raras em nossa galáxia, ocorrendo apenas uma vez a cada poucas décadas. Mas, em todo o Universo, uma estrela maciça explode em uma supernova aproximadamente uma vez por segundo. Quando explodem, elas liberam uma energia enorme: apenas cerca de 1% é luz visível, enquanto 99% escapa na forma de neutrinos.

Embora esses neutrinos sejam quase invisíveis, eles carregam a história de todas as estrelas que já explodiram — e agora, pela primeira vez, seremos capazes de capturá-los.

Portanto, se 2026 realmente trouxer a primeira detecção clara, isso marcará uma nova era na astronomia. Pela primeira vez, não observaremos apenas as explosões brilhantes de estrelas próximas, mas a história coletiva de todas as estrelas maciças que já viveram e morreram.

E tudo começa com um telescópio enterrado nas profundezas do solo no Japão, observando pacientemente o brilho fraco e fantasmagórico das explosões mais antigas do Universo.

Cada vez mais, a esteatose hepática tem afetado pessoas pelo mundo devido à maior ocorrência da obesidade, diabetes e colesterol descompensado. O quadro, conhecido popularmente como gordura no fígado ocorre quando há o acúmulo expressivo de gordura nas células hepáticas. Apesar da grande incidência, ainda não existe um medicamento específico para tratar a condição.

No entanto, segundo um novo estudo, o cenário pode mudar: pesquisadores internacionais indicaram que dois compostos da planta de cannabis conseguiram reverter um quadro de gordura no fígado em ratos obesos, sem causar efeitos colaterais. O próximo passo é realizar testes em humanos.

Através do uso do canabidiol (CBD) e do canabigerol (CBG), os ratos obesos obtiveram melhora na esteatose hepática e na regulação e diminuição dos níveis de açúcar e lípidos no sangue. O estudo liderado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, teve os resultados publicados no British Journal of Pharmacology no início de março.

Utilização do CBD e CBG para tratar a gordura no fígado

Inicialmente, os ratos foram alimentados com uma dieta rica em gordura. Posteriormente, eles receberam injeções diárias de CBD e CBG no abdômen.

Como resultado, a produção de fosfocreatina, uma forma de creatina liberada pelo fígado, aumentou. Ela é usada como uma reserva rápida de energia pelas células. Quanto maior sua quantidade, mais as células hepáticas terão fontes energéticas para funcionar melhor, o que melhora o acúmulo de gordura. Segundo os resultados, a função hepática dos animais foi restaurada após um mês.

Em comparação com o CBD, o CBG foi mais eficaz para reduzir a gordura corporal e o colesterol “ruim” (LDL), além de aumentar a sensibilidade à insulina, nos ratos.

“Nossos resultados identificam um novo mecanismo pelo qual o CBD e o CBG melhoram a energia hepática [do fígado] e a função lisossomal. Essa dupla remodelação metabólica contribui para uma melhor metabolização dos lipídios no fígado e destaca esses compostos como agentes terapêuticos promissores para a doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (DHEM)”, destaca um dos autores do estudo, Joseph Tam, em entrevista ao portal Science Alert.

Apesar dos resultados promissores, é preciso realizar estudos com a participação de humanos para ver se os efeitos benéficos ao fígado permanecerão. Também deverá ser analisado se a repercussão hepática ocorre apenas com a injeção abdominal, visto que a maioria dos produtos da cannabis atuais é em gotas.

 

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados — como refrigerantes, salgadinhos e comidas prontas — está associado a um maior risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). É o que aponta um estudo liderado por pesquisadores do Colégio Americano de Cardiologia, publicado na última terça-feira (17/03) no Journal of the American College of Cardiology (JACC).

A pesquisa analisou dados de 6.000 mil adultos e identificou que, quanto maior o consumo desses produtos, maior o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Essa relação foi observada mesmo após ajustes para fatores como idade, alimentação geral, pressão arterial, colesterol e obesidade.

Os resultados mostram uma relação direta entre a quantidade ingerida e o risco à saúde. Pessoas que consumiam cerca de nove porções diárias de alimentos ultraprocessados apresentaram um risco até 67% maior de sofrer eventos cardiovasculares, como infarto e AVC, em comparação com aquelas que ingeriam apenas uma porção por dia.

Além disso, cada porção extra diária desses alimentos foi associada a um aumento de aproximadamente 5% no risco de problemas cardiovasculares. Ou seja, não é apenas o consumo elevado que preocupa: pequenas quantidades acumuladas ao longo do tempo também podem impactar negativamente a saúde.

O que são alimentos ultraprocessados

Os ultraprocessados são produtos feitos pela indústria com vários ingredientes artificiais, como corantes, conservantes e aromatizantes. Em geral, eles têm muito açúcar, gordura e sal, e poucos nutrientes importantes.


Por que esses alimentos preocupam

Embora o estudo não investigue diretamente os mecanismos biológicos, pesquisas anteriores sugerem que o consumo frequente de ultraprocessados pode estar relacionado a processos inflamatórios no organismo, ganho de peso e alterações no colesterol e na pressão arterial. Esses fatores, quando combinados, aumentam o risco de entupimento das artérias — principal causa de infarto e AVC.

Estudo diz que ultraprocessados elevam risco de infarto e AVC - destaque galeria
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O acidente pode ocorrer por diversos motivos, como acúmulos de placas de gordura ou formação de um coágulo – que dão origem ao AVC isquêmico –, sangramento por pressão alta e até ruptura de um aneurisma – causando o AVC hemorrágico

Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como: dor de cabeça muito forte, fraqueza ou dormência em alguma parte do corpo, paralisia e perda súbita da fala
O derrame cerebral não tem cura, entretanto, pode ser prevenido em grande parte dos casos. Quando isso acontece, é possível investir em tratamentos para melhora do quadro e em reabilitação para diminuir o risco de sequelas
Na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é possível acometer jovens. A doença pode acontecer devido a cinco principais causas
Tabagismo e má alimentação: é importante adotar uma dieta mais saudável, rica em vegetais, frutas e carne magra, além de praticar atividade física pelo menos 3 vezes na semana e não fumar

 O que fazer na prática

Os pesquisadores recomendam reduzir o consumo de ultraprocessados e priorizar alimentos mais naturais, como frutas, legumes, verduras, grãos e proteínas frescas.

Trocas simples no dia a dia — como substituir refrigerantes por água e evitar alimentos prontos com frequência — já podem trazer benefícios importantes para a saúde do coração ao longo do tempo.

O estudo reforça o alerta de que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode realmente contribuir para algum tipo de colapso no organismo. Reduzir a presença desses produtos na dieta pode ser uma estratégia essencial para proteger o coração e prevenir problemas graves no futuro.

Um estudo publicado em 15 de janeiro de 2026, na revista científica Cell Communication and Signaling, identificou uma possível ligação entre uma bactéria comum da boca e o câncer de mama. A pesquisa foi liderada por cientistas da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram a Fusobacterium nucleatum, uma bactéria frequentemente associada a inflamações na gengiva, e observaram que ela pode influenciar o comportamento de células tumorais.

Diferentemente do que muita gente imagina, essa bactéria não se limita à cavidade oral. Em casos de inflamação gengival, ela pode entrar na corrente sanguínea e alcançar outras partes do corpo, incluindo o tecido mamário. Nos experimentos, os cientistas observaram que a Fusobacterium nucleatum pode:

Na prática, os resultados indicam que a bactéria pode atuar como um fator que favorece a progressão do câncer, criando um ambiente mais propício para o desenvolvimento tumoral — mas não como causa única da doença. Os efeitos foram mais evidentes em células com mutações no gene BRCA1, já associado a maior risco de câncer de mama.

Ligação com a saúde bucal

A Fusobacterium nucleatum está ligada à doença periodontal, uma inflamação crônica da gengiva que pode causar sangramento, dor e até perda de dentes.

O estudo reforça a hipótese de que problemas na boca podem ter impacto em outras partes do corpo. Ou seja, a saúde bucal não é isolada — ela faz parte do equilíbrio geral do organismo.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico

Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas
O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada

O que o estudo significa na prática

Apesar dos achados chamarem a atenção, os próprios pesquisadores destacam que os resultados ainda são baseados em modelos experimentais, como análises em laboratório. Isso significa que ainda não é possível afirmar que a bactéria cause câncer de mama diretamente em humanos.

O que o estudo mostra é uma associação biológica que ajuda a entender melhor como microrganismos podem influenciar o comportamento de tumores. Na prática, os achados reforçam a importância da saúde bucal, o papel do microbioma na saúde geral e a necessidade de mais estudos em humanos.

Os cientistas agora buscam entender se controlar a presença da Fusobacterium nucleatum pode ajudar a reduzir riscos ou até contribuir com o tratamento do câncer de mama.

Se isso for confirmado, no futuro, cuidados simples — como tratar inflamações na gengiva — podem ganhar ainda mais relevância na prevenção de doenças mais graves.

Com a queda da patente do Ozempic no Brasil nesta sexta-feira (20), dois novos medicamentos com a mesma finalidade das canetas para o tratamento de diabetes e obesidade podem ser aprovados até junho, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A empresa dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, atingiu o período máximo dos 20 anos de exclusividade previsto pela lei brasileira pela criação da semaglutida. Agora, a substância pode ser produzida e comercializada por terceiros.

Neste momento, dois pedidos de registro da semaglutida sintética dependem da apresentação de dados da empresa para que a análise possa seguir em frente. Nos dois casos o prazo para resposta das empresas é até o final de junho. Na área da semaglutida biológica, um produto está em análise e outro aguarda início de avaliação.

A Anvisa informou que a análise dos processos atuais para o registro da substância teve início no segundo semestre de 2025, após publicarem o edital que priorizou a avaliação de produtos análogos do GLP-1 (semaglutida). Apesar do primeiro pedido entrar em avaliação no final de 2023, a maior parte das solicitações chegou somente em 2025.

Segundo a Anvisa, a “avaliação dos análogos sintéticos de semaglutida tem sido tratada com um desafio técnico para as agências reguladoras em todo o mundo”, já que, até o momento, nenhuma das principais agências de medicamentos do mundo como as do Japão, Europa e EUA registrou análogos sintéticos da substância.

Atualmente existem 15 pedidos para a análise da semaglutida sintética:

Entre as empresas que já pediram registro na Anvisa para produzir seus próprios remédios à base de GLP-1, estão a EMS, Hypera, Biomm, Eurofarma, Cimed e Eli Lilly.

Queda da patente do Ozempic

queda da patente do Ozempic no Brasil abre o mercado para mais de uma dezena de farmacêuticas produzirem concorrentes para o medicamento que tem sido usado para controle da diabetes e emagrecimento. Há expectativa também para redução de preço no mercado, que deve chegar a 20% do valor nas farmácias.

De acordo com a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, o encerramento de uma patente é etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. “A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto”.

Em nota, a empresa disse também que a inovação é um de seus pilares centrais há mais de um século, e que segue orientando sua estratégia de longo prazo, traduzida em um portfólio de medicamentos transformadores e em um pipeline robusto, com potencial para gerar novos avanços relevantes no cuidado das doenças crônicas graves e contribuir para sistemas de saúde mais fortes, resilientes e sustentáveis.

A empresa disse também que o Brasil continua sendo um dos mercados mais estratégicos para a Novo Nordisk globalmente, e que seu plano permanece inalterado.

A família de Chuck Norris lamentou o falecimento do artista em nota publicada no Instagram, nesta sexta-feira (20/3). Ele faleceu aos 86 anos na manhã dessa quinta-feira (19/3) e a causa da morte não foi revelada pela família.

Leia a nota completa:

É com o coração pesado que nossa família comunica o falecimento repentino do nosso amado Chuck Norris ontem pela manhã. Embora prefiramos manter as circunstâncias em privado, saibam que ele estava cercado por sua família e em paz.

Para o mundo, ele foi um artista marcial, ator e um símbolo de força. Para nós, foi um marido dedicado, um pai e avô amoroso, um irmão incrível e o coração da nossa família.

Ele viveu sua vida com fé, propósito e um compromisso inabalável com as pessoas que amava. Por meio de seu trabalho, disciplina e gentileza, inspirou milhões ao redor do mundo e deixou um impacto duradouro na vida de tantas pessoas.

Família lamenta morte de Chuck Norris: leia o comunicado - destaque galeria
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O ator Chuck Norris foi hospitalizado

Chuck Norris, 77 anos
Família lamenta morte de Chuck Norris: leia o comunicado - imagem 4

Embora nossos corações estejam partidos, somos profundamente gratos pela vida que ele viveu e pelos momentos inesquecíveis que tivemos a bênção de compartilhar com ele. O amor e o apoio que recebeu de fãs do mundo inteiro significavam muito para ele, e nossa família é verdadeiramente grata por isso. Para ele, vocês não eram apenas fãs, eram seus amigos.

Sabemos que muitos de vocês ficaram sabendo de sua recente internação, e somos sinceramente gratos pelas orações e pelo apoio que enviaram a ele.

Enquanto lidamos com essa perda, pedimos gentilmente privacidade para nossa família neste momento.

Obrigado por amá-lo conosco.

Com carinho,
A família Norris

Chuck Norris estava internado

Na quarta-feira (18/3), Chuck Norris foi levado a um hospital na ilha de Kauai, no Havaí, após sofrer uma emergência médica. Segundo informou o TMZ, o artista passou mal de forma repentina.

Segundo o amigo, Chuck Norris estava de bom humor e fazendo piadas pouco antes de ser levado ao hospital.

Nesta sexta-feira (20/3) chega ao fim a patente da semaglutida no Brasil, molécula que impulsionou uma transformação no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade nos últimos anos.

A mudança marca o início de uma nova fase no mercado de medicamentos da classe dos análogos de GLP-1, que inclui produtos conhecidos como Ozempic e Wegovy.

Com o fim da exclusividade, outras empresas poderão produzir versões da substância, o que deve ampliar a concorrência e abrir espaço para a chegada de medicamentos biossimilares. A expectativa do setor é que essa movimentação também pressione os preços e facilite o acesso de mais pacientes ao tratamento.

A popularidade desses medicamentos cresceu rapidamente nos últimos anos. Inicialmente desenvolvidos para o controle do diabetes, eles passaram a ser amplamente utilizados no tratamento da obesidade após estudos demonstrarem redução significativa do peso corporal em muitos pacientes.

Atualmente, grande parte desse mercado é dominada por multinacionais. A dinamarquesa Novo Nordisk lidera com medicamentos como Ozempic e Wegovy, baseados em semaglutida, além de Victoza e Saxenda, formulados com liraglutida.

Os preços ainda refletem esse cenário de menor concorrência e podem variar entre cerca de R$ 825 e R$ 1.699 por mês, dependendo da dose e da indicação.

O que muda com a chegada de biossimilares?

Com o fim da patente, outras empresas passam a poder desenvolver versões biossimilares da semaglutida. Diferentemente dos genéricos tradicionais, esses medicamentos não são cópias idênticas da molécula original, pois são produzidos por processos biotecnológicos complexos.

Segundo o endocrinologista Ricardo Barroso, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM SP), essas versões passam por testes rigorosos para comprovar eficácia e segurança antes de chegar ao mercado.

“A semaglutida é um medicamento biológico produzido por processos biotecnológicos específicos. Os biossimilares recriam essa molécula por métodos semelhantes, mas não são idênticos. Eles passam por análises físico-químicas e testes clínicos para demonstrar equivalência terapêutica e são avaliados pela Anvisa”, explica.

De acordo com o especialista, os estudos disponíveis até agora indicam que essas versões apresentam perfis de eficácia e segurança comparáveis aos do medicamento original.

“Até o momento, os testes de biossegurança não mostram diferenças significativas entre o produto original e os biossimilares. A ampliação do uso permitirá observar ainda mais dados clínicos, mas não há motivo para duvidar da segurança dessas medicações”, afirma.

Possível redução de preços e maior acesso

A entrada de novos fabricantes tende a aumentar a competição e pode resultar na redução de preços. Esse movimento, segundo especialistas, tem potencial para ampliar o acesso ao tratamento.

“Com a chegada de biossimilares e a consequente disputa de preços, acredita-se que haja uma redução significativa no valor desses medicamentos. Isso pode permitir que mais pacientes tenham acesso ao tratamento para obesidade, diabetes e esteatose hepática”, diz Ricardo Barroso.

Para o endocrinologista, o impacto pode ser relevante em um país onde tanto a diabetes quanto a obesidade apresentam alta prevalência.

“Com maior disponibilidade de análogos de GLP-1 e preços mais acessíveis, esses medicamentos poderão chegar a uma população que hoje não tem condições de utilizar o produto original. Isso pode mudar a forma como tratamos obesidade e diabetes no Brasil”, afirma.

Mesmo com a expansão do mercado, o médico reforça que esses fármacos devem sempre ser utilizados com acompanhamento médico.

“São medicações de uso controlado e precisam ser prescritas por profissionais de saúde. O acompanhamento médico é fundamental para avaliar efeitos colaterais e garantir o uso adequado”, destaca.

Planos da Novo Nordisk para o futuro

Procurada pelo Metrópoles, a Novo Nordisk afirmou que o fim da patente faz parte do ciclo natural de qualquer inovação farmacêutica e que a companhia já se preparava para esse novo cenário.

“O encerramento de uma patente é uma etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto”, informou a companhia.

Segundo a farmacêutica, a estratégia continuará baseada em investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos para doenças crônicas.

“A inovação segue sendo um dos pilares centrais da companhia, com um portfólio de medicamentos transformadores e um pipeline robusto que pode gerar novos avanços no cuidado de doenças crônicas graves”, diz o comunicado.

A empresa também destacou que o Brasil segue como um mercado estratégico. A fábrica da companhia em Montes Claros, no estado de Minas Gerais, responde por cerca de 25% da produção mundial de insulinas da Novo Nordisk e deve ampliar a produção nacional de medicamentos injetáveis nos próximos anos.

Finalíssima foi cancelada, mas a polêmica continua. Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, declarou a Argentina como campeã do torneio.

“A Argentina é bicampeã da Finalíssima. A Espanha não compareceu para jogar”, disse o dirigente, em entrevista à Rádio La Red.

Apesar da fala do presidente da entidade, o status oficial é que a partida entre os campeões da Copa América e Eurocopa foi cancelada sem vencedor.

Presidente da Conmebol afirma que Argentina é campeã da Finalíssima - destaque galeria

A Espanha conquistou a Eurocopa de 2024

A Argentina é a atual campeã da Copa América
A Espanha iria disputar a finalíssima contra a Argentina

A partida estava marcada para acontecer em Doha, no Catar, dia 27 de março. No entanto, o país cancelou todos os jogos sem previsão de remarcação, devido aos conflitos no Oriente Médio, o que afetou a Finalíssima. A proposta da Uefa era transferir o jogo para o Santiago Bernabéu, em Madri.

Mas a Conmebol negou e afirmou que entre disputar a partida na Espanha não seria justo. “Nesse contexto, fica claro que a proposta de realizar uma única partida em Madri violaria o princípio da equidade esportiva, já que não se trata de um campo neutro”, escreveu a entidade por meio de nota.

A entidade sul-americana ainda apontou como “insistente” o posicionamento para que a partida acontecesse na Espanha. Então, surgiu a opção de a partida ser disputada na Itália, em 27 de março. A sede foi aceita pela Federação Argentina, porém com um adendo, para que o duelo fosse realizado em 31 de março, três dias depois da data original. Mas a Uefa não concordou com o adiamento.

Os grupos da Libertadores foram definidos na noite dessa quinta-feira (19/3), após sorteio da Conmebol em Luque, no Paraguai, e as equipes brasileiras já descobriram os seus adversários na competição. Vale lembrar que ao todo serão seis times que representarão o Brasil no maior torneio continental da América do Sul.

Veja como ficaram todos os grupos da competição:

Cabeça de chave do Grupo A, devido ao título conquistado em 2025, o Flamengo terá reencontro com uma equipe argentina. Rivais nas quartas de final da edição anterior, o Rubro-Negro joga novamente contra o Estudiantes, da Argentina. Além dos argentinos, o time de Leonardo Jardim também enfrenta a altitude do estádio do Cusco e duela contra o Independiente Medellín, da Colômbia.

Quem também enfrentará a altitude será o Fluminense, que está no Grupo C, em embate contra o Bolívar, que joga em La Paz, cerca de 3600 metros acima do nível do mar. O Tricolor ainda jogará contra o Deportivo La Guaira, equipe da Venezuela, e o Independiente Rivadavia, estreante na competição.

Já no Grupo D, o Cruzeiro não terá vida fácil. A Raposa enfrentará o Boca Juniors, que tem seis títulos de Libertadores, além das tradicionais Universidad Católica, do Chile, e Barcelona de Guayaquil, do Equador. Estes dois últimos nunca conquistaram o título, mas já foram finalistas.

Conheça os adversários dos times brasileiros na Libertadores - destaque galeria

O Fluminense terá que enfrentar a altitude da Bolívia na fase de grupos

O Cruzeiro terá equipes tradicionais em seu grupo
O Corinthians se classificou para a Libertadores após vencer a Copa do Brasil
O Palmeiras terá Cerro Porteño, Junior Barranquilla e Sporting Cristal como adversários
O Mirassol fará a sua estreia na Libertadores

Pelo Grupo E, o Corinthians joga contra o pentacampeão Peñarol, do Uruguai. Além disso, terá o Santa Fé, da Colômbia, e o Platense, da Argentina, como adversários. Os argentinos irão disputar a sua primeira edição do torneio.

O Grupo F conta com o Palmeiras como o seu representante brasileiro. A equipe comandada por Abel Ferreira terá times conhecidos da competição como adversários. Sporting Cristal, vice da Libertadores de 1997, Cerro Porteño, segundo maior vencedor do Campeonato Paraguaio e Junior de Barranquilla, 11 vezes campeão da liga colombiana.

Por fim, o Mirassol, que faz a sua estreia na competição, enfrenta vencedores continentais e altitude. Em sua primeira edição, o Leão Caipira jogará contra o Lanús, bi-campeão da Copa Sul-Americana, LDU, vencedores da Liberta em 2008. E por fim, o Always Ready, que joga no Estádio Municipal de El Alto, que está mais de 4 mil metros acima do nível do mar.

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