
A Federação Holandesa de Futebol (KNVB) confirmou, nesta terça-feira (24/3), que o atacante Memphis Depay, do Corinthians, não se apresentará à seleção da Holanda para a Data Fifa de março. O jogador desfalcará a equipe nos dois amistosos preparatórios para a Copa do Mundo de 2026, contra a Noruega (27/3) e o Equador (31/3).
Depay irá desfalcar a seleção holandesa devido à lesão. O problema ocorreu no último domingo (22/3), durante o empate por 1 x 1 entre Corinthians e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.
Memphis sentiu um incômodo na coxa direita ainda no primeiro tempo — logo após participar da jogada do gol de empate de Yuri Alberto — e foi substituído aos 22 minutos.
Além de perder os amistosos da seleção, o holandês também ficará fora da estreia do Corinthians na fase de grupos da Copa Libertadores.
Quando você encontra “sabor chocolate”, “bebida láctea”, “preparado de fruta”, “requeijão cremoso tipo”, não está diante de categorias inocentes. Está diante de uma gramática industrial construída para contornar custo. Retira-se o ingrediente mais caro, de qualidade, substitui-se por derivados mais baratos e reconstrói-se a experiência com aditivos. O nome muda o suficiente para cumprir a lei, mas permanece próximo o bastante para não assustar quem compra.
O suco que não é suco. O iogurte que não é iogurte. O queijo que não é queijo. O pão que não é pão. O sorvete que não é sorvete. E o consumidor que já não sabe mais o que é alimento. Mas essa não é uma fraude distribuída de forma igual. Ela tem direção.
O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Terra fértil, clima favorável, capacidade de produzir em escala. Exporta matéria-prima para alimentar outros países e, ao mesmo tempo, alimenta parte da própria população com produtos que imitam comida. Essa contradição não é acidente. É projeto.
A mesma cadeia que produz em abundância organiza a escassez de qualidade. O alimento de verdade existe, mas não chega para todos. O que chega em massa é o ultraprocessado, mais barato, mais durável, mais rentável. E aí a desigualdade deixa de ser conceito abstrato e passa a ocupar o prato. O pobre não está escolhendo livremente o que come. Ele está sendo empurrado. Empurrado pelo preço. Empurrado pela oferta. Empurrado pela publicidade. Empurrado pela ausência de política pública que enfrente isso com seriedade.
Enquanto isso, quem pode pagar, escolhe. Compra orgânico, compra direto do produtor, lê rótulo, rejeita o “sabor”. Não porque é mais consciente, mas porque tem margem para ser. E o resto é deixado com a simulação. É aqui que a palavra “veneno” precisa ser entendida sem caricatura. Não é um veneno imediato, dramático, que derruba no mesmo dia. É um veneno lento, cotidiano, socialmente distribuído.
A Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde já estabeleceram a relação entre o consumo de ultraprocessados e o aumento de doenças crônicas. O Guia Alimentar para a População Brasileira não deixa dúvida ao recomendar evitar esse padrão alimentar. Mas o sistema não precisa negar esses dados. Ele convive com eles. Porque o lucro está garantido antes da conta chegar. E é aqui que a sua denúncia necessita ser mais precisa, mais incômoda.
Não se trata apenas de ganância no sentido moral. Trata-se de um modelo econômico que transforma redução de custo em virtude, mesmo quando isso significa empobrecer o alimento. Um modelo em que a saúde coletiva não entra como variável central. Ninguém precisa desejar a doença. Basta lucrar com o processo que a produz. E esse processo está em curso. Ele começa na infância, quando o paladar é treinado para o excesso de açúcar e gordura. Ele continua na vida adulta, quando a conveniência substitui a escolha. Ele se fecha na velhice, quando o acesso se reduz e a alimentação se simplifica. É um ciclo.
E o mais perverso é que ele se apresenta como normal. Você abre a geladeira e vê produto. Você vai ao mercado e vê promoção. Você assiste à publicidade e vê promessa de prazer. Mas o que está em jogo não é só gosto. É estrutura. É um país que produz alimento e distribui formulação. É um sistema que transforma matéria-prima em margem de lucro, e margem de lucro em padrão alimentar. É uma sociedade que aceita que comer bem seja privilégio.
Então, quando o meme diz “tudo é sabor”, ele não está exagerando. Ele está confessando. Confessando que o alimento foi substituído pela experiência. Que o natural virou exceção. Que o artificial virou regra. E que essa regra pesa mais sobre quem tem menos escolha.
Denunciar isso não é exagero. É precisão.
E a pergunta que fica não é mais sobre gosto. É sobre poder. Quem decide o que você come?
O presidente do STF, Edson Fachin, marcou para a quinta-feira (26/3), no plenário da Corte, o julgamento da decisão do colega André Mendonça de prorrogar os trabalhos da CPMI do INSS no Congresso Nacional.
Com a data escolhida por Fachin, o plenário do Supremo tomará a decisão de prorrogar ou não os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito antes do prazo original de funcionamento do colegiado.
A decisão de Fachin pode beneficiar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que resiste à prorrogação e poderá esperar a decisão final do STF antes de ler o requerimento que prorroga a CPMI.
Na segunda-feira (23/4), André Mendonça havia enviado o caso inicialmente para a Segunda Turma do STF. Depois, reenviou ao plenário da Casa, para sessão virtual que aconteceria apenas em 3 de abril.
Essa decisão poderia complicar a situação de Alcolumbre. Na prática, a CPMI seria prorrogada, mas poderia ser sumariamente encerrada caso o plenário do STF revertesse a decisão de Mendonça.
Isso geraria novo imbróglio, já que a comissão poderia perder o prazo para votar o relatório final. Sem prorrogação, o plano era votar o texto do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) na quinta-feira.
Em sua decisão, Mendonça destacou que a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso não “dispõem de margem política para obstar o regular processamento” do requerimento de prorrogação da CPMI, que conta com o apoio necessário dos parlamentares.
“Preenchidos os requisitos constitucionais e regimentais aplicáveis, a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso não dispõem de margem política para obstar o regular processamento do requerimento de prorrogação de uma CPMI, inclusive seu recebimento, leitura e publicação”, diz o ministro.
Lucas Pinheiro Braathen venceu, nesta terça-feira (24/4), a última etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino, em Lillehammer, e se tornou o campeão da temporada no slalom gigante. Ele conquista o título 38 dias após ser campeão Olímpico.
O atleta brasileiro teve o tempo combinado de 2min20s65 e ainda contou com a eliminação do suíço Marco Odermatt, então líder, logo na primeira descida.
“Eu tenho tanto para falar, mas não estou preparado para falar nada. Eu entrei nessas finais sabendo que para ganhar o Globo eu tinha que sair do zero. Só espero inspirar outras pessoas, sabendo que eles podem fazer qualquer coisa em momentos difíceis”, comemorou Lucas.
Com os 100 pontos pela vitória, Lucas Pinheiro Braathen chegou a 547 pontos no ranking do slalom gigante e ultrapassou Odermatt, com 495.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta terça-feira (24/3), a Operação Efeito Colateral para desarticular um esquema de desvio de medicamentos do Serviço de Assistência Médica (Sameb) de Barueri, na região metropolitana da capital. Quatro pessoas foram presas, entre elas, dois funcionários do almoxarifado do hospital.
O prejuízo causado aos cofres públicos devido ao crime é estimado em R$ 1 milhão.
Segundo o delegado Adair Marques, responsável pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) de Carapicuíba, foram cumpridos quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão.
Os alvos dos mandados de prisão são Marcos Paulo de Assis, Sidnei Aparecido Barbosa Júnior, Rodrigo de Araújo Barros e Matheus Gomes da Silva.
No esquema, Assis e Júnior tinham a função de desviar os medicamentos utilizando seus cargos dentro do hospital, vinculado à Prefeitura de Barueri. Depois, os homens repassavam o material subtraído a Barros e Silva.
“Foi identificado que houve pelo menos sete desvios e/ou subtrações de medicamentos ao longo de 10 anos. Isto causou a um prejuízo estimado de R$ 1 milhão aos cofres públicos”, explicou o delegado.
Deposi de desviados, os medicamento que, segundo a polícia, beneficiariam milhares de pacientes da rede pública, eram comercializados na Capi Medical, distribuidora de materiais hospitalares pertencente a Barros.
Em meio ao planejamento para o restante da temporada de 2026, o presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, falou abertamente, sobre a intenção do clube de manter três importantes peças do elenco. Os três nomes chegaram por empréstimo ao clube e possuem cláusulas de compra nos contratos.
O lateral-esquerdo Cuiabano e os zagueiros Robert Renan e Carlos Cuesta são os nomes citados pelo mandatário. Os três são titulares habituais sob o comando de Renato Gaúcho e chegaram ao Cruzmaltino com opção de aquisição ao final dos vínculos temporários. Os defensores centrais, inclusive, tiveram seus empréstimos prorrogados até o fim de 2026, prazo limite para o Vasco exercer o direito de compra.
“Todos esses jogadores que a gente tem a oportunidade de ativar um gatilho de compra, dentro dos que realmente estão cabendo dentro do nosso orçamento, a gente vai fazer. É o que a gente pretende fazer, sempre com a responsabilidade financeira. E nisso tem, inclusive, o Cuiabano, o Robert Renan, o Cuesta”, declarou Pedrinho.
O investimento total para efetivar a compra dos três atletas pode girar em torno de R$ 144 milhões, na cotação atual. Os valores individuais estimados seriam de cerca de 10 milhões de euros por Cuiabano, 8 milhões por Robert Renan e 5,75 milhões por Cuesta.
“Nosso desejo é que isso aconteça. A gente, obviamente, já está estruturando da melhor maneira possível a questão orçamentária para que a gente consiga fazer isso”, completou Pedrinho.
A estratégia do Vasco passa por apostar em soluções criativas no mercado, como empréstimos com preferência de compra, para reforçar o elenco sem comprometer as contas — especialmente em um momento de recuperação judicial e busca por um novo investidor para a SAF.
Cuiabano se firmou como titular na lateral esquerda, enquanto Robert Renan e Cuesta formam uma dupla de zaga sólida e experiente. O Vasco volta a campo no dia 1º de abril, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Coritiba, fora de casa. Até lá, a diretoria segue trabalhando nos bastidores para viabilizar as permanências e eventuais reforços pontuais.
Esquecer compromissos, dar “branco” em provas ou perder o raciocínio em momentos de pressão são situações comuns — e têm explicação científica. Quando o corpo está sob estresse, o cérebro ativa um mecanismo primitivo conhecido como “luta ou fuga”, que prioriza respostas rápidas diante de possíveis ameaças.
Nesse cenário, funções cognitivas mais complexas, como memória e atenção, ficam em segundo plano. De acordo com o psiquiatra Eduardo Perin, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse processo altera diretamente o funcionamento mental.
“Quando a pessoa está sob estresse, o cérebro liga o sistema de ‘luta ou fuga’, que tende a priorizar a resposta ao que parece urgente ou ameaçador. Nesse momento, reduz a eficiência de funções cognitivas mais refinadas, como atenção, memória de trabalho e flexibilidade mental”, explica o psiquiatra.
Isso significa que na prática a mente fica mais focada em lidar com a pressão do que em registrar ou recuperar informações — o que ajuda a explicar lapsos de memória em situações estressantes.
O impacto do estresse na memória também está diretamente ligado à ansiedade. Segundo Perin, pensamentos de preocupação constante consomem recursos mentais importantes.
“A ansiedade consome recursos da memória de trabalho e prejudica a atenção. A pessoa fica mais capturada por preocupação e antecipação negativa, e menos disponível para raciocinar com clareza”, afirma.
Esse fenômeno explica a sensação de “branco” em momentos decisivos, como apresentações, entrevistas ou provas. O cérebro está ocupado demais com sinais de ameaça para conseguir acessar informações armazenadas.
Do ponto de vista biológico, o estresse ativa um sistema hormonal conhecido como eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, responsável pela liberação de substâncias como cortisol e adrenalina.
A neuropsicóloga Sandra Schewinsky, do Hospital Sírio-Libanês, explica que esses hormônios são essenciais em situações pontuais, mas prejudiciais quando permanecem elevados por muito tempo.
“Quando o cortisol permanece elevado por períodos prolongados, como ocorre no estresse crônico, ele pode prejudicar o funcionamento de áreas importantes do cérebro, afetando a capacidade de registrar, consolidar e recuperar informações”, destaca Schewinsky.

Quando há excesso de estresse, a comunicação entre algumas áreas do cérebro é prejudicada, comprometendo todo o processo da memória. As principais regiões afetadas são:
Nem todo esquecimento é motivo de preocupação. Em muitos casos, as falhas de memória são temporárias e desaparecem quando o estresse diminui. No entanto, quando a pressão é intensa e prolongada, os impactos podem ser mais duradouros.
Perin alerta que o estresse crônico afeta diretamente circuitos cerebrais importantes. “A pessoa pode até continuar funcionando, mas com mais lentidão, mais distração e mais erros, além de maior dificuldade de organizar informações”, afirma.
Já Schewinsky destaca que o problema pode ir além da memória. “O estresse contínuo também está associado a maior risco de condições como acidente vascular encefálico, infarto e problemas metabólicos, como o diabetes”, explica.
Outro ponto importante é que a memória de curto prazo costuma ser a primeira afetada. Em casos mais graves, o prejuízo pode atingir também a memória de longo prazo.
Fatores do dia a dia têm potencializado o impacto do estresse na memória. Os principais identificados pelos especialistas são: excesso de trabalho e sobrecarga mental, privação de sono, uso constante de telas e redes sociais e exposição contínua a informações e notícias.
“Isso fragmenta a atenção e, muitas vezes, rouba sono de qualidade — e sono insuficiente compromete atenção, memória de trabalho e funções executivas”, diz Perin.
Em casos mais extremos, o quadro pode evoluir para burnout, caracterizado por exaustão, dificuldade de concentração, irritabilidade e até sintomas depressivos.

Falhas de memória ocasionais são comuns, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação profissional. O psiquiatra explica que é importante buscar ajuda quando os lapsos passam a interferir na rotina.
“O sinal de alerta é quando a dificuldade de memória ou concentração interfere no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos, ou vem acompanhada de insônia, ansiedade intensa ou exaustão”, afirma Perin.
Schewinsky reforça que é essencial analisar o contexto. Em geral, lapsos relacionados ao estresse melhoram quando a causa é resolvida. Porém, quando persistem ou pioram, é necessário investigar.
A boa notícia é que o cérebro tem capacidade de se recuperar — desde que o estresse seja controlado. Especialistas apontam algumas estratégias eficazes:
Além disso, a terapia cognitivo-comportamental pode ajudar a reduzir pensamentos negativos e liberar recursos mentais. “Quando a pessoa reduz preocupação excessiva e autocrítica, ela consegue prestar mais atenção e registrar melhor as informações”, conclui Perin.
Esquecer coisas sob pressão não significa, necessariamente, um problema grave. Na maioria das vezes, é apenas o cérebro tentando lidar com uma sobrecarga. Mas ignorar sinais persistentes pode custar caro.
Se o estresse virou rotina e a memória começou a falhar com frequência, o caminho mais inteligente não é forçar a produtividade — é desacelerar e cuidar da saúde mental.
A Seleção Brasileira encerra a apresentação dos atletas convocados para os amistosos contra França e Croácia nesta segunda-feira (23/3). Em vídeo divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), jogadores como Marquinhos, Gabriel Sara, Casemiro e Matheus Cunha se encontram com os demais colegas que já estavam hospedados no hotel em Orlando.
Veja:
Houveram duas mudanças da lista inicial de Carlo Ancelotti. O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, foi chamado para substituir Alisson, que se lesionou durante treinos pelo Liverpool na semana. A outra alteração foi a saída de Alex Sandro, que se machucou no confronto diante do Corinthians. Para a sua vaga, a comissão do técnico italiano convocou Kaiki Bruno, do Cruzeiro.
Além dos mencionados, Andrey, Bento, Danilo, Ederson, Ibañez, Fabinho, Igor Thiago, João Pedro, Léo Pereira e Rayan foram os atletas que se apresentaram se apresentaram no domingo (22/3). Os demais jogadores convocados chegam à concentração ao decorrer do dia.
Na quarta-feira (26/3), diante dos franceses, o Brasil joga no Gillette Stadium, em Boston, às 17h (de Brasília), e depois, no dia 31 de março, enfrenta os Croatas no Camping World Stadium, em Orlando, às 21h (de Brasília).
A apresentadora Cariúcha vive um novo momento na carreira e se prepara para estrear no comando do SuperPop, na RedeTV, após a saída do SBT. Para alcançar o objetivo de ter um programa próprio, ela revelou ter feito uma promessa pessoal. Segundo a artista, a conquista veio acompanhada de uma decisão pessoal: a abstinência sexual.
“Estou no celibato. Vai fazer três meses”, contou.
A revelação foi feita durante uma conversa com Daniela Albuquerque. Cariúcha explicou que a escolha faz parte de um propósito espiritual ligado ao novo momento profissional. “Vou quebrar agora. Faço promessa, é coisa espiritual (…) É propósito. Ainda mais agora que ganhei o programa, me firmei (…) Acordo de madrugada e oro”, contou.
Com bom humor, ela comentou sobre as dificuldades de manter o compromisso: “E parece que é uma coisa, você conhece um monte de macho, bonitos, gostosos… parece que o diabo vem para me tentar”.
Antes da mudança, Cariúcha integrou por cerca de dois anos o elenco do Fofocalizando, no SBT, ao lado de nomes como Gabriel Cartolano e Gaby Cabrini. A estreia no comando do SuperPop está marcada para quarta-feira (25/3). A apresentadora admitiu estar ansiosa com o novo desafio.
“Quero saber a opinião do povo, o que o povo vai achar. Estou com friozinho na barriga, é tudo muito novo. Aquele estúdio enorme, aquela tela gigantesca. Acho que o novo assusta”, revelou.
Um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), a agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU), afirma que os últimos 10 anos, entre 2015 e 2025, foram os mais quentes já registrados. O documento divulgado nessa segunda-feira (23/3) diz que o ano passado está entre o segundo ou terceiro mais quente já detectado, com cerca de 1,43°C acima da média pré-industrial (entre 1850 e 1900).
Segundo o comunicado intitulado de “Estado do Clima Global 2025”, os indicadores climáticos apontam que apesar das temperaturas globais na superfície terem sido um pouco abaixo de 2024, os níveis de dióxido de carbono atmosférico e o calor oceânico dispararam, alcançando a patamares recordes em 2025.
“O estado do clima global é de emergência. O planeta Terra está sendo levado além de seus limites. Todos os principais indicadores climáticos estão em alerta máximo”, diz o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado.
De forma pioneira, o relatório calculou a medida do acúmulo de calor na Terra e em sua atmosfera. Chamado de desequilíbrio energético da Terra (EEI, na sigla em inglês), o resultado do indicador vem da diferença entre a energia solar recebida pelo nosso planeta e o montante mandado de volta para o espaço.
A partir da conta, os especialistas conseguem analisar a taxa de aquecimento global. O valor do EEI positivo corresponde a um aumento na quantidade de calor guardado na Terra.
Segundo o cálculo, 2025 foi o ano em que o EEI esteve mais alto, desde o início das observações em 1960. Com o aumento a níveis recordes do acúmulo de gases estufa, como CO2, o calor fica mais preso na atmosfera e, consequentemente, o montante enviado de volta ao espaço é menor. Como consequência, o nosso planeta fica mais suscetível à ocorrência de eventos climáticos extremos, como chuvas mais fortes ou secas prolongadas.
Devido a grande quantidade atual, parte do aquecimento é irreversível, mas a diminuição da emissão de gases estufa é essencial para interromper a disseminação ainda maior do calor em nosso planeta.
“O relatório da OMM sobre o Estado do Clima Global busca subsidiar a tomada de decisões. Ele está em consonância com o tema do Dia Meteorológico Mundial, porque quando observamos o presente, não estamos apenas prevendo o tempo, estamos protegendo o amanhã. As pessoas de amanhã. O planeta de amanhã”, conclui a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
A hepatologista Liz Marjorie explica que o fígado atua como “o centro que organiza e processa quase tudo o que entra no corpo”. “O órgão tem um papel duplo: algumas drogas precisam ser ativadas pela glândula para fazer efeito, enquanto outras têm de ser transformadas em formas mais simples para que se tornem menos tóxicas e possam ser excretadas pela urina ou pela bile”, detalha a médica sobre o papel do fígado após o consumo de um medicamento.
A mestra em gastroenterologia pela Universidade de Federal de São Paulo (Unifesp) pontua que o fígado tanto “ativa” quanto “desintoxica”. “Esse órgão é a peça-chave para que um medicamento funcione forma segura”, enfatiza Liz Marjorie, que atende em Juazeiro do Norte (CE). A coluna Claudia Meireles questionou a especialista a respeito do potencial hepatotóxico de fórmulas populares e usadas sem prescrição.
Entre os medicamentos mais utilizados pelos brasileiros sem prescrição médica, constam o paracetamol, dipirona, ibuprofeno e diplofenaco. Segundo a hepatologista, a fórmula dessa lista com maior potencial de causar dano hepático em casos de superdosagem é o paracetamol, também chamado de acetaminofeno.
A gastroenterologista menciona que, em quantidades corretas, o paracetamol é “relativamente seguro”. “O problema ocorre quando se ultrapassa a dose máxima diária ou nas situações em que o paciente consome vários produtos diferentes para gripe e dor que contêm esse mesmo princípio ativo. No caso, há uma soma de dosagens sem perceber”, alerta a médica.

A especialista enfatiza que a superdosagem medicamentosa “pode causar lesões graves” à saúde. “Em situações críticas, o órgão pode parar de funcionar, sendo necessário, em casos extremos e raros, até mesmo um transplante de fígado“, esclarece Liz Marjorie.
Conforme a hepatologista, os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e o diclofenaco, tendem a interferir na saúde do fígado e dos rins. Ela ressalta que isso pode ocorrer principalmente em pessoas idosas ou com doenças preexistentes, quando os medicamentos são usados por longos períodos sem acompanhamento especializado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (23/3), que o Estreito de Ormuz será reaberto “imediatamente” caso Washington e Teerã cheguem a um acordo nas negociações em curso. Segundo o republicano, a retomada da navegação ocorreria sem demora e poderia incluir um modelo de “controle conjunto” entre os dois países.
“Isso [Estreito de Ormuz] será reaberto muito em breve, se tudo correr bem”, disse.
Questionado sobre quando a navegação poderia ser normalizada, caso o acordo seja alcançado, Trump respondeu: “Imediatamente”.
A declaração foi dada a jornalistas antes de uma viagem oficial, após questionamentos sobre o futuro da principal rota energética do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo global.
Trump indicou que as conversas com o Irã têm sido “produtivas” e sugeriu que ele próprio poderia participar da supervisão da passagem ao lado do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
Apesar do tom otimista de Washington, o governo iraniano nega qualquer negociação em andamento. Segundo uma agência de notícias ligada à Guarda Revolucionária, um alto funcionário de segurança afirmou que não há diálogo com os EUA e que a sinalização de recuo norte-americano estaria ligada à pressão dos mercados financeiros diante da escalada do conflito.
Mais cedo, Trump anunciou a suspensão, por cinco dias, de eventuais ataques a instalações energéticas iranianas, citando avanços nas conversas. Teerã, por sua vez, interpretou a decisão como resultado de ameaças militares “sérias e credíveis” feitas pelo país persa.
ois estudos publicados em 2026 na revista Nature indicam que a saúde do timo — um pequeno órgão localizado no peito — está associada à capacidade do organismo de se defender contra o câncer e outras doenças.
As pesquisas mostram que alterações na função do órgão ao longo da vida podem impactar o funcionamento do sistema imunológico. Embora os trabalhos não apontem uma relação de causa direta, os dados sugerem que o envelhecimento do timo pode influenciar o risco de doenças ao reduzir a eficiência das defesas do corpo.
O timo é responsável pela maturação dos linfócitos T, células essenciais do sistema imunológico. Elas atuam no reconhecimento e na eliminação de agentes invasores e também de células anormais, como as que podem dar origem a tumores.
Esse órgão é mais ativo durante a infância e a adolescência. Com o passar dos anos, ele sofre um processo natural de redução de tamanho e atividade, conhecido como involução tímica. Os dois estudos adotaram abordagens complementares para investigar o papel do timo na saúde:
De forma consistente, os pesquisadores observaram que alterações associadas à menor atividade do timo estão ligadas a mudanças na imunidade. Segundo os autores, esses fatores podem influenciar a forma como o corpo reconhece e combate células com potencial cancerígeno.
O sistema imunológico tem um papel central na identificação e eliminação de células defeituosas antes que elas se tornem tumores. Com o envelhecimento do timo, essa capacidade pode ser reduzida.
Os estudos sugerem que essa queda na vigilância imunológica pode contribuir, entre vários fatores, para o aumento do risco de doenças ao longo da vida, incluindo o câncer.
Os pesquisadores destacam que os resultados mostram uma associação, e não uma relação de causa e efeito. Ainda são necessários novos estudos para entender exatamente como o timo influencia o desenvolvimento de doenças.
As descobertas, no entanto, abrem caminho para futuras estratégias que busquem preservar ou restaurar a função do timo como forma de fortalecer o sistema imunológico.
Os estudos reforçam o papel do sistema imunológico no desenvolvimento de doenças e ajudam a trazer atenção para o timo, um órgão pouco conhecido, mas potencialmente importante na saúde ao longo da vida.
O diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, suspeito de matar a namorada, a empresária alagoana Flávia Barros, de 38 anos, havia oficializado o relacionamento há apenas uma semana. O crime aconteceu nesse domingo (22), dentro de um hotel em Aracaju, no Estado de Sergipe. A vítima era natural de Piranhas (AL), mas residia há anos em Paulo Afonso (BA).
Segundo informações de pessoas próximas à vítima, o casal já se relacionava desde novembro do ano passado, mas o pedido de namoro foi feito no dia 15 de março, durante o aniversário de Flávia.
A empresária, que morava em Paulo Afonso, no norte da Bahia, viajou com Tiago para a capital sergipana, onde os dois assistiram a um show na noite do sábado (21).
De acordo com as primeiras informações, o crime ocorreu dentro do quarto de um hotel onde o casal estava hospedado. Após atirar contra Flávia, Tiago tentou tirar a própria vida. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde permanece internado em estado grave.
Ainda não há informações sobre o que teria motivado o crime. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Sergipe (PCSE).
O corpo de Flávia Barros, fundadora da FB Soluções Financeiras, foi velado ainda ontem, no Ginásio Esportivo Diamante Negro, em Canindé de São Francisco (SE). O sepultamento está previsto para esta segunda-feira (23), às 16h.
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (23/3) em queda de 0,60% frente ao real, cotado a R$ 5,27 (às 9h25). Na última sexta-feira (20/3), a moeda americana disparou com o mercado sob pressão dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que opõe os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Na ocasião, ela subiu 1,79%, a R$ 5,30.
Nesta segunda-feira, parte da tensão foi atenuada. O mercado de câmbio opera com algum alívio, como resultado das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito. O republicano afirmou que a Casa Branca e Teerã mantiveram “conversas muito boas e produtivas” para encerrar o confronto. Ele também mencionou uma trégua parcial dos combates.
“Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, disse o republicano, em sua rede social, a Truth Social.
O presidente americano acrescentou: “Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”.
O primeiro resultado – e crucial sob o ponto de vista dos mercados – da afirmação foi uma reversão do preço do petróleo. Com o respiro dado por Trump, ele passou a cair. E o preço da commodity tem moldado o comportamento dos agentes econômicos.
Às 9h20, o barril do tipo petróleo Brent (referência para o mercado mundial) com entrega para junho recuava 6%, a US$ 99, na Intercontinental Exchange (ICE). O West Texas Intermediate (WTI, que baliza os preços nos Estados Unidos), com vencimento para maio, caía quase 7%, a US$ 91,5, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
A baixa do dólar, na manhã desta segunda, era global até as 9h30. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), recuava 0,24%, aos 99,45 pontos.
O Internacional venceu a Chapecoense neste domingo (22/3), pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio. Gabriel Mercado e Alan Patrick fizeram os gols do jogo.
Com o resultado, o Colorado deixou a zona de rebaixamento e subiu para a 12ª posição, com oito pontos. Já a Chapecoense está em 15º, com sete.
O primeiro gol saiu aos 27 minutos do primeiro tempo. Vitinho ajeitou para Mercado, que empurrou para o fundo das redes. O segundo saiu com Alan Patrick, de pênalti. O meia-atacante deslocou o goleiro Léo Vieira.
O Internacional enfrenta o São Paulo após a Data Fifa, no dia 1º de abril, às 19h30, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já a Chapecoense pega o Atlético-MG no dia 2 do mesmo mês, às 19h.
