
O dólar operava em baixa, nesta quarta-feira (25/3), em um momento de maior otimismo dos mercados em relação a um possível cessar-fogo no conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
No cenário doméstico, os investidores repercutem uma nova pesquisa eleitoral sobre a corrida presidencial, divulgada pelo instituto AtlasIntel, que mostrou, pela primeira vez, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno.
De acordo com reportagem publicada pelo jornal The New York Times, os EUA encaminharam ao Irã uma proposta de plano de paz com 15 pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio. O documento trata de restrições ao programa nuclear iraniano e ao desenvolvimento de mísseis balísticos.
Segundo a reportagem, o plano foi encaminhado por meio do Paquistão, em uma tentativa de abrir negociações indiretas entre Washington e Teerã. Ainda não há confirmação sobre a participação de Israel na formulação da proposta ou se o governo israelense concorda com os termos apresentados.
Entre os principais pontos apresentados, está a previsão de um cessar-fogo de 30 dias para permitir negociações. A proposta também inclui o compromisso do Irã de nunca desenvolver armas nucleares, além da limitação no alcance e na quantidade de seus mísseis.
Outro eixo central do plano é a desativação de instalações nucleares estratégicas, como as usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow. O texto também prevê o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah.
A proposta ainda trata da segurança energética global ao sugerir a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz, uma das principais artérias do comércio global de petróleo.
Nessa terça-feira (24/3), Donald Trump disse que o Irã teria feito um “gesto de boa vontade” nas negociações em meio à guerra no Oriente Médio. Sem detalhar o conteúdo, o presidente dos EUA descreveu a ação como um “presente” de grande valor, ligado ao setor de petróleo e gás.
“Eles nos deram um presente, e o presente chegou hoje. Foi um prêmio muito significativo”, afirmou Trump a repórteres no Salão Oval.
Segundo o líder norte-americano, a iniciativa estaria relacionada ao fluxo energético e ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
De acordo com o republicano, o gesto indicaria que interlocutores iranianos estariam dispostos a cumprir compromissos. “Isso significou uma coisa para mim: estamos lidando com as pessoas certas”, disse.
Trump também sugeriu mudanças internas no Irã, classificando o cenário atual como uma espécie de “mudança de regime”. “Os líderes são muito diferentes daqueles com os quais começamos”, completou.
Os preços internacionais do petróleo abriram em queda forte nesta quarta. Por volta das 8h30 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) despencava 5,96% e era negociado a US$ 86,85.
No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) tombava 6,24%, cotado a US$ 93,98.
Mais cedo, às 8 horas (de Brasília), o WTI registrava perdas de 5,9%, enquanto o Brent cedia 6,2%.
No âmbito interno, o mercado financeiro repercute os dados da mais nova pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa pela Presidência da República em outubro deste ano.
Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece, pela primeira vez, numericamente à frente do presidente Lula em um eventual segundo turno, com 47,6% a 46,6% das intenções de voto.
Lula, por sua vez, continua liderando no cenário de primeiro turno, com 45,9% das menções, ante 40,1% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os demais pré-candidatos citados aparecem muito atrás dos dois favoritos.
Outro dado que chama atenção dos investidores é o nível de desaprovação do governo Lula, que chegou a 53,5%, de acordo com a pesquisa. São 45,9% os entrevistados que dizem aprovar a atual gestão.
Quem nunca entrou em um cômodo e esqueceu o que foi fazer, mas consegue cantar perfeitamente uma música que não ouvia há anos? Esse contraste, comum no cotidiano, não é uma falha da memória, mas um reflexo direto de como o cérebro organiza as informações
Segundo especialistas, em um artigo publicado na The Conversation, o fenômeno está ligado à existência de diferentes sistemas de memória. As músicas que permanecem vivas por décadas são armazenadas na chamada memória de longo prazo, responsável por registrar conteúdos consolidados ao longo da vida.

Já tarefas simples, como lembrar por que você foi até a cozinha, dependem da memória de trabalho, um sistema temporário, limitado e altamente sensível a distrações.
A força das lembranças musicais também tem explicação neurológica. Ao contrário de informações comuns, a música ativa diversas regiões do cérebro ao mesmo tempo, incluindo áreas ligadas à linguagem, ao movimento e à emoção. Ritmo, repetição e rima funcionam como atalhos cognitivos, facilitando a memorização e criando padrões previsíveis que o cérebro reconhece com facilidade.
Além disso, há um componente emocional poderoso. Músicas costumam estar associadas a momentos marcantes, como viagem e relacionamento, o que fortalece as conexões neurais. Estruturas como a amígdala e o hipocampo ajudam a transformar essas experiências em memórias duradouras, muitas vezes quase impossíveis de apagar.
Outro fator importante é a repetição. Cada vez que uma música é ouvida ou cantada, as conexões entre os neurônios se reforçam, tornando a lembrança mais automática com o tempo. Por isso, recuperar uma letra antiga exige pouco esforço cognitivo.
Já no caso das tarefas do dia a dia, o cenário é o oposto. A memória de trabalho funciona como um “bloco de notas” mental, com capacidade reduzida e duração curta. Qualquer distração — uma notificação no celular, um pensamento paralelo ou até uma mudança de ambiente — pode apagar rapidamente a informação.
Esse processo explica também o chamado “efeito porta”: ao passar de um ambiente para outro, o cérebro atualiza o contexto da experiência, o que pode enfraquecer a lembrança da intenção anterior. O resultado é aquela sensação familiar de esquecer o que ia fazer ao atravessar a casa.

Com o passar do tempo, essas diferenças tendem a ficar ainda mais evidentes. Enquanto a memória de trabalho pode se tornar mais suscetível a falhas e interferências, o conhecimento acumulado, como músicas, histórias e habilidades, costuma permanecer estável ou até se fortalecer.
No fim das contas, lembrar músicas antigas com facilidade não é um acaso: é um exemplo de como o cérebro prioriza experiências repetidas, emocionais e bem estruturadas. Já esquecer tarefas simples faz parte do funcionamento normal da mente — e não necessariamente indica problema de memória.
A Coreia do Norte consolidará permanentemente seu status como um Estado com armas nucleares, ao mesmo tempo que trata a Coreia do Sul como seu inimigo “mais hostil”, afirmou o ditador Kim Jong-un.
“A dignidade da nação, seus interesses nacionais e sua vitória final só podem ser garantidos pela potência mais forte”, disse Kim nesta segunda-feira, acrescentando que Pyongyang “continuará a consolidar nosso status absolutamente irreversível como potência nuclear”, informaram veículos de imprensa estatais nesta terça-feira (24/2).
Kim fez o discurso perante a Assembleia Popular Suprema, o órgão legislativo subserviente do país governado pelo Partido Comunista. Os parlamentares também aprovaram o orçamento estatal de 2026, que eleva os gastos com defesa para 15,8% do total das despesas.
Kim rejeitou novamente a troca do desarmamento por garantias de segurança , uma proposta antiga dos Estados Unidos.
Kim acusou Washington de “terrorismo e agressão globais”, apresentando a guerra entre EUA e Israel contra o Irã como prova de que a força se sobrepõe às normas internacionais. Ele afirmou que a realidade mundial atual “ensina claramente qual é a verdadeira garantia da existência e da paz de um Estado”.
Sem mencionar o nome do presidente dos EUA, Donald Trump, Kim disse que seus oponentes podem “escolher o confronto ou a coexistência pacífica”, mas que “estamos preparados para responder a qualquer escolha”.
Analistas sul-coreanos afirmaram que os comentários refletem a crença de Pyongyang de que as armas nucleares dissuadem intervenções. “Essas circunstâncias reforçaram o velho argumento de Pyongyang de que as armas nucleares são essenciais” para a sobrevivência do regime, disse Yang Moo-jin, da Universidade de Estudos da Coreia do Norte.
O discurso ocorreu um dia após a recondução de Kim à chefia da Comissão de Assuntos de Estado, órgão máximo de formulação de políticas da Coreia do Norte.
Pyongyang concluiu na segunda-feira uma sessão de dois dias da Assembleia Popular Suprema, durante a qual aprovou uma versão revisada da Constituição norte-coreana.
Embora as mudanças ainda não estejam claras, especialistas esperam revisões que removam as referências à nacionalidade compartilhada com a Coreia do Sul e a classifiquem como um inimigo permanente.
A Casa Azul, residência oficial da presidência sul-coreana, afirmou nesta terça-feira que a declaração do líder norte-coreano Kim Jong-un de que a Coreia do Sul é “o Estado mais hostil” é indesejável para a coexistência pacífica na Península da Coreia, informou a agência de notícias Yonhap.
Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (24) condenar o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.
Castro disse que irá apresentar recurso contra a decisão. Com a decisão, Castro ficará inelegível pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030.
Ontem (23), ele renunciou ao mandato e anunciou que é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.
A saída ocorreu em função do prazo eleitoral para desincompatibilização. Pela regra, Castro precisava deixar o governo estadual seis meses antes das eleições para se candidatar a outro cargo.
Acusação - O TSE julgou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) para reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que, em maio de 2024, rejeitou a cassação do mandato e absolveu o ex-governador e os outros acusados no processo que trata de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
O MPE afirmou que Castro obteve vantagem eleitoral na contratação de servidores temporários, sem amparo legal, e na descentralização de projetos sociais para enviar recursos para entidades desvinculadas da administração pública do Rio.
De acordo com a acusação, a descentralização de recursos ocorreu para fomentar a contratação de 27.665 pessoas, totalizando gastos de R$ 248 milhões.
Julgamento - A inelegibilidade foi definida no processo no qual o TSE derrubou a decisão da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro, que rejeitou a cassação do mandato de Castro e a consequente declaração de inelegibilidade.
Os votos pela condenação foram proferidos ao longo de várias sessões para decidir o caso. Votaram pela inelegibilidade os ministros Maria Isabel Galotti, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Cármen Lúcia.
Cármen Lúcia - Durante o julgamento, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, disse que o Judiciário voltou a julgar “práticas gravíssimas” cometidas por representantes dos eleitores do Rio.
"Quero dar início [ao voto], no meu caso, com minha tristeza, mais uma vez, estarmos a votar um caso de práticas gravíssimas praticadas por governantes, que receberam do bom povo do Rio de Janeiro, a incumbência de representá-lo, e que de novo se vê com um julgamento a desmerecer aquela belíssima terra", afirmou.
Votos divergentes - O ministro Nunes Marques proferiu o primeiro voto contra a inelegibilidade de Castro. Segundo o ministro, não ficou comprovado o uso eleitoreiro das contratações pelo ex-governador.
Marques entendeu que não houve impactos negativos nas campanhas dos demais concorrentes na eleição. "A candidatura dos recorridos, que alcançou a vitória no primeiro turno, obteve 58,67% dos votos, tendo conquistado mais que o dobro dos votos do segundo colocado. Foram 4.930.288 votos contra 2.300.980 votos", afirmou.
Em seguida, André Mendonça também divergiu e entendeu que não houve participação direta de Castro nas irregularidades.
"Embora tenha colhido os dividendos eleitorais, o que de fato justificaria a cassação, caso não tivesse havido a renúncia ocorrida na data de ontem. Não se aplica a sanção de inelegibilidade", afirmou.
Defesa - Durante o julgamento, o advogado Fernando Neves, representante de Castro, disse que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj e não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.
Após o julgamento, Castro publicou uma mensagem nas redes sociais e disse que vai recorrer da decisão. O ex-governador disse que comandou o estado dentro da legalidade, “com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”.
“Após obter acesso ao acórdão, pretendo recorrer e lutar até a última instância para restabelecer o que considero um desfecho justo para esse caso”, comentou.
Outros acusados
O TSE também declarou inelegíveis: Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Ceperj, e o deputado estadual Rodrigo da Silva Bacellar (União), ex-secretário de governo.
O tribunal determinou que os votos recebidos por Bacellar deve ser retotalizados, ou seja, ele deve perder o cargo de deputado. A medida não é imediata porque ainda cabe recurso.
O ex-vice-governador Thiago Pampolha foi condenado ao pagamento de multa.
A Data Fifa de março é a última oportunidade para seis seleções garantirem presença na Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Com 42 equipes já classificadas, restam exatamente seis vagas para o torneio: quatro via repescagem europeia (Uefa) e duas via playoffs intercontinental.
Enquanto a maioria das seleções já garantidas usa o período para amistosos de preparação, 16 times da Europa e seis de diferentes continentes entram em campo com tudo em jogo. As decisões acontecem entre os dias 26 e 31 de março.
Na repescagem Europeia, são quatro vagas em disputas, com 16 seleções presentes. O formato é de semifinais em jogo único (26 de março) e finais (31 de março). Os confrontos das semifinais são:

Já na repescagem Intercontinental, seis seleções de quatro continentes diferentes disputam duas vagas em um mini-torneio realizado no México (Guadalajara e Monterrey). O formato inclui semifinais e finais:
Caminho A (semifinal em 26/03):
Caminho B (semifinal em 26/03):
As finais ocorrem em 31 de março. O vencedor do Caminho A enfrente o RD Congo por uma vaga na Copa do Mundo, enquanto o ganhador do Caminho B encara o Iraque.
Aceitar um novo emprego ou pedir demissão sem ter outro na manga. Investir dinheiro, comprar uma casa, fazer uma cirurgia, mudar de país. Se essas decisões fazem você sentir angústia, saiba que não está sozinho. Um estudo da Universidade de Zurique, na Suíça, publicado na revista Psychological Science, mapeou as escolhas consideradas mais arriscadas e estressantes da vida moderna
Foram analisadas cinco amostras, somando mais de 4 mil participantes suíços entre 15 e 79 anos, antes e durante a pandemia de Covid-19, iniciada em 2020. O resultado: quase um terço (32%) das decisões estressantes envolvem o trabalho. Aceitar um novo emprego lidera o ranking, seguida por pedir demissão, saber como investir o próprio dinheiro, dirigir, tornar-se autônomo e comprar uma casa. Completam o top 10: fazer uma cirurgia, casar-se, tomar vacina e mudar-se para outro país.
O padrão se manteve ao longo dos anos de pesquisa e entre faixas etárias, mas houve nuances. Com o avanço da idade, aceitar um novo emprego se tornou mais arriscado, enquanto pedir demissão sem garantia de recolocação apareceu com menos frequência.
Já no quesito gênero, entre mulheres, decisões ligadas a formação e casamento aparecem mais; entre homens, cirurgia, viagem e aceitar novas tecnologias ganharam destaque — esse último entre aqueles com mais de 60 anos.
Embora sejam decisões universais, os próprios autores ponderam: como a amostra foi toda de pessoas da Suíça, país de alta estabilidade social e nível de segurança, os resultados não devem ser generalizados para outras culturas. No entanto, os dados trazem um norte para o comportamento contemporâneo.
No Brasil, 60% dos trabalhadores pensam em pedir demissão com alguma frequência, de acordo com a 3ª edição da pesquisa Engaja S/A, levantamento nacional de engajamento realizado com mais de 5 mil pessoas. Ao longo de 2025, 64% dos entrevistados se candidataram a novas vagas. Um dos motivos é o baixo engajamento dos trabalhadores, motivado por cansaço, desconfiança e sensação de estagnação.
Para o psicólogo Paulo Cesar Porto Martins, doutor em psicologia clínica e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), faz sentido que a carreira seja foco de tanto estresse.
“O trabalho concentra múltiplas fontes de vulnerabilidade ao mesmo tempo: renda, identidade, pertencimento social, rotina diária e sensação de utilidade.” Mudar de emprego vira, portanto, um “risco sistêmico”: pode abalar várias áreas da vida de uma só vez.
Aceitar uma nova vaga mistura três ingredientes “explosivos”: incerteza elevada (não se conhece a cultura da nova organização, as relações com colegas ou a carga de trabalho), possibilidade concreta de perda (renunciar a uma situação de segurança conhecida) e impacto na identidade (“quem serei nesse novo papel?”).
“Grandes decisões identitárias sob incerteza costumam ser vividas como pontos de não retorno, o que aumenta a ativação fisiológica do estresse e favorece pensamentos catastróficos do tipo ‘e se eu estragar minha vida profissional para sempre?’”, explica Martins.
Já as diferenças entre homens e mulheres quanto ao tipo de decisão percebida como mais arriscada refletem papéis sociais e expectativas culturais que ainda distribuem de forma desigual quem “carrega” certos riscos.
“Em termos clínicos, é comum observar que mulheres trazem mais para a terapia dilemas que envolvem vínculos, cuidado e autodesenvolvimento, enquanto homens falam mais de riscos ligados a desempenho, aventura ou proteção material, não porque o cérebro seja diferente, mas porque nossa sociedade ainda reforça papéis estereotipados, fazendo com que as pessoas aprendam, desde cedo, o que deveriam temer”, analisa o psicólogo.
Diante de importantes decisões como as citadas no estudo, o cérebro ativa um modo de sobrevivência. “Quando se está sob pressão, é ligado no cérebro o chamado modo de resposta rápida ao risco. Nesse estado, áreas mais reflexivas perdem espaço para respostas rápidas e intuitivas”, detalha o psiquiatra Daniel Oliva, do Espaço Einstein de Bem-estar e Saúde Mental, do Einstein Hospital Israelita.
Na prática, entra em cena o sistema de luta ou fuga. O neurotransmissor noradrenalina e o cortisol, o hormônio do estresse, disparam. Com isso, o coração acelera, a respiração encurta, o sangue é redirecionado para músculos e cérebro. “Ele vai pressionar por uma decisão, o que pode diminuir a racionalidade e maturidade das medidas tomadas”, adverte Oliva.
No entanto, nem todo mundo reage igual diante de uma decisão arriscada. No lugar de uma reação impulsiva, algumas pessoas travam. “Como não enxergam desfechos bons por falta de clareza sobre as decisões que estão tomando, paralisam diante da situação”, ressalta o psiquiatra.
Mas adiar indefinidamente uma posição também cobra seu preço. À primeira vista, costuma parecer um alívio, mas, no médio prazo, torna-se uma forma de exposição crônica ao estresse. “A mente entra num ciclo de ruminação”, explica Paulo Martins. A pessoa pensa o dia todo, mas não decide. O cérebro mantém o alerta ligado, mas sem resolução. Resultado: ansiedade, fadiga e insônia podem dar as caras.
Áreas como o córtex pré-frontal, responsáveis por planejamento, controle inibitório e avaliação de consequências, acabam não funcionando bem. Se a pessoa permanece em estado de hipervigilância, com sono prejudicado e prejuízo na rotina, é hora de procurar ajuda de um profissional de saúde mental para verificar se o estresse já não se tornou patológico. “O termômetro é o quanto isso afeta o dia a dia e a qualidade de vida”, orienta Daniel Oliva.
Os especialistas consultados sugerem estratégias práticas:
O presidente Donald Trump afirmou nessa segunda‑feira (23/3) que os Estados Unidos estavam negociando com o Irã, alimentando esperanças de um possível acordo para encerrar a guerra iniciada há quase quatro semanas.
Segundo informações do Axios, Egito, Paquistão e Turquia mediaram as conversas no domingo. Os mesmos três países tentaram ainda organizar para o dia seguinte, de acordo com o mesmo portal americano, uma ligação com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e sua equipe.
A liderança em Teerã nega qualquer diálogo. Já Ghalibaf chamou o assunto de “fake news”, cujo objetivo seria ganhar tempo e manipular os mercados financeiros e de petróleo.
Mas, segundo o site Politico, o governo Trump vem discretamente considerando Ghalibaf como um possível parceiro – e até mesmo um futuro líder –, à medida que o presidente sinaliza uma mudança da pressão militar para uma solução negociada.
Ghalibaf, de 64 anos, é piloto e ex‑comandante da Guarda Revolucionária do Irã. Ele fez doutorado em geografia política, tendo pesquisado sobre a relação entre espaço, poder, Estado e política de segurança.
Quando jovem soldado, lutou na Guerra Irã‑Iraque (1980–1988) e construiu carreira dentro da Guarda Revolucionária.
Após a guerra, ele se tornou chefe do quartel‑general de construção Khatam al‑Anbiya, organização criada para reconstruir o país sob controle da Guarda Revolucionária e que ainda hoje funciona como seu braço econômico, reunindo centenas de subsidiárias e empresas contratadas.
Em 1997, Ghalibaf foi nomeado por Ali Khamenei comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária. Ao lado de outros comandantes, teve papel decisivo nos protestos estudantis de 1999 e, junto com Qasem Soleimani, assinou uma carta ameaçadora ao então presidente Mohammad Khatami, advertindo o governo a não mais “tolerar” as manifestações.
Posteriormente, Ghalibaf afirmou em entrevistas que chegou a espancar manifestantes com bastões enquanto circulava de moto pelas ruas. Um ano depois, tornou‑se chefe da polícia nacional.
Ghalibaf tinha ambições políticas e concorreu três vezes à presidência do Irã. Em 2005, perdeu para Mahmoud Ahmadinejad, então prefeito de Teerã. Em 2013, candidatou‑se novamente e perdeu para Hassan Rohani. Em 2017, retirou sua candidatura para apoiar outro político conservador.
Mesmo com as derrotas presidenciais, ele ocupou a prefeitura da capital iraniana de 2005 a 2017.
Durante este período, muitos imóveis públicos teriam sido vendidos por valores significativamente abaixo do mercado – em alguns casos, até 50% mais baratos –, segundo a imprensa iraniana. Entre os compradores, haveria funcionários do governo e membros da própria família de Ghalibaf.
Também há relatos de que Ghalibaf teria transferido grandes somas do orçamento municipal para a fundação administrada por sua esposa, que supostamente oferece apoio a mães solteiras e mulheres que sustentam suas famílias.
O funcionamento da fundação, no entanto, não é transparente. As acusações nunca foram totalmente esclarecidas devido à proximidade de Ghalibaf com Khamenei. Jornalistas que investigaram o caso foram condenados a penas de prisão.
Nos últimos anos, escândalos envolvendo familiares de Ghalibaf também repercutiram. Um dos mais conhecidos foi a tentativa de seu filho Eshaq de obter residência permanente no Canadá.
Desde 2019, ele buscava uma decisão do órgão de imigração canadense e chegou a abrir um processo na Justiça para se queixar da demora. A tentativa gerou debate no Irã, por parecer incompatível com a postura antiocidental do seu pai. No fim, o pedido foi negado.
Outra polêmica envolveu a viagem da sua filha e da família dela à Turquia. Em 2022, fotos mostraram o retorno deles do aeroporto de Istambul para Teerã carregando produtos para bebês, classificados pela imprensa como um “kit de enxoval”.
O episódio gerou fortes críticas em um país afetado por crise econômica persistente, sanções e inflação galopante.
Ainda não está claro qual poderá ser o papel desta controversa figura política no Irã, apontado como influente dentro da Guarda Revolucionária. O fato de que, ao contrário de outros altos funcionários do regime, ele não tenha sido morto nos ataques dos EUA e de Israel no Irã até agora alimenta especulações.
Duas fontes disseram ao Politico que a Casa Branca quer testar vários candidatos para liderar o país, enquanto procura alguém disposto a chegar a um acordo. Publicamente, o governo americano não quis comentar, afirmando que não negociará “discussões diplomáticas sensíveis pela mídia”.
Já o Wall Street Journal reportou que milhares de fuzileiros navais dos EUA serão enviados ao Oriente Médio na sexta‑feira para restabelecer a segurança no Estreito de Ormuz.
O lateral do Palmeiras, Agustín Giay, foi convocado para a seleção argentina. O jogador de 22 anos foi chamado por Lionel Scaloni para substituir Gonzalo Montiel, do River Plate, que se lesionou. A Albiceleste fará dois amistosos nesta Data Fifa, contra Mauritânia e Zâmbia.
Com esta convocação, o Palmeiras terá dois representantes na Argentina. Além do lateral, Scaloni também chamou o atacante Flaco López. Diante disso, o Alviverde tem oito atletas convocados, são eles: Emiliano Martínez e Piquerez, para o Uruguai, Jhon Arias, para a Colômbia, além de Gustavo Gómez, Ramón Sosa e Maurício, para o Paraguai.
Nesta Data Fifa, a Argentina fará dois amistosos. Na sexta-feira (27/3), joga contra a Mauritânia. Já no dia 31/3, uma terça-feira, enfrenta a Zâmbia. Ambas as partidas acontecerão no estádio do Boca Juniors, La Bombonera.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou, nesta terça-feira (24/3), que ainda não tem data para votação de um novo nome para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
“Ainda não. Nós estamos debatendo com os líderes. Deve, aí, nos próximos dias estar entrando na ordem do dia da discussão do colégio de líderes a data para marcarmos a eleição para o TCU”, declarou.
A gestão de Motta já acumula quatro pretendentes à cadeira deixada pelo ministro Aroldo Cedraz.
O impasse passou a representar um desafio para Motta. Para viabilizar sua eleição à presidência da Casa, em 2025, ele articulou um acordo que previa o apoio ao candidato do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Odair Cunha (PT-MG), ao TCU, em troca do respaldo da bancada.
O acordo foi desagradando os integrantes da base de Motta ao longo do primeiro ano da gestão. Os aliados alegam não terem sido consultados sobre o acordo para apoiar o nome do PT.
Em 10 de março, o partido Novo lançou o nome da deputada federal Adriana Ventura (SP) para concorrer ao pleito.
Os outros candidatos são Danilo Forte (sem partido-CE), que anunciou sua candidatura independente após romper com o União Brasil.
A ruptura ocorreu após o presidente da sigla, Antonio Rueda, não manifestar apoio à candidatura de Danilo Forte. O deputado interpretou a decisão como um gesto favorável a Motta e um benefício indireto ao candidato do governo Lula.
Paralelamente, o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), alinhado ao bolsonarismo, também entrou na disputa ao TCU com o respaldo do PL e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Belo Horizonte – Após nove dias de buscas intensas na zona rural, o corpo de um homem de 60 anos foi encontrado na tarde desta segunda-feira (23/3) em uma área de mata densa na comunidade de Bom Sucesso, a cerca de 38 km de Januária, no Norte de Minas Gerais.
O desaparecimento foi registrado no dia 16 de março, depois que familiares perceberam que ele havia saído de casa por volta das 20h do dia anterior e não retornou. No local, foi encontrado apenas um par de sandálias abandonado em uma trilha próxima à residência.
Militares do 7º Pelotão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), de Januária, iniciaram imediatamente as buscas. Durante quase uma semana, as equipes percorreram trilhas, margens de rios, áreas íngremes, pedreiras e trechos de mata fechada. As fortes chuvas dos últimos dias dificultaram o trabalho de busca.

O desfecho veio no oitavo dia. Vaqueiros da região avisaram os bombeiros sobre a presença de urubus voando em uma área de mata fechada conhecida como Entre Pontes. Suspeitando do pior, a equipe seguiu a indicação e, após caminhar cerca de 2,5 km em terreno difícil, localizou o corpo já em avançado estado de decomposição.
A área foi isolada e a Polícia Civil foi acionada para os trabalhos de perícia. Após os procedimentos legais, o corpo foi removido e levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Januária onde será confirmada a causa da morte. O corpo já foi reconhecido pela família.
Pesquisadores identificaram uma nova estratégia que pode ajudar a combater certos tipos de câncer de forma mais seletiva. O método utiliza uma versão modificada de um aminoácido comum que parece afetar principalmente células tumorais, sem provocar danos significativos às células saudáveis.
A descoberta foi feita por uma equipe internacional liderada por cientistas das Universidades de Genebra, na Suíça, e de Marburg, na Alemanha.
Em experimentos de laboratório e em testes com camundongos, os pesquisadores observaram que a molécula conseguiu reduzir o crescimento de tumores mamários agressivos. O estudo foi publicado na revista Nature Metabolism em agosto de 2025.
A abordagem chama atenção porque muitos tratamentos contra o câncer agem atacando células que se dividem rapidamente. Esse mecanismo também acaba atingindo tecidos saudáveis, o que explica parte dos efeitos colaterais associados à quimioterapia.
A nova estratégia tenta explorar diferenças metabólicas entre células normais e cancerígenas para tornar o ataque mais específico.
Os cientistas investigaram a cisteína, um aminoácido que contém enxofre e participa de vários processos celulares. Como outros aminoácidos, ela pode existir em duas versões quase idênticas chamadas de formas L e D.
Essas duas versões possuem os mesmos componentes químicos, mas estão organizadas no espaço como imagens espelhadas, semelhantes à relação entre as mãos direita e esquerda. No corpo humano, as proteínas são formadas quase exclusivamente pelas versões L.
Durante os experimentos, os pesquisadores observaram que a forma D da cisteína, conhecida como D-cisteína, conseguiu suprimir o crescimento de algumas células tumorais. A molécula entra nessas células e interfere em processos essenciais para sua sobrevivência, enquanto as células saudáveis praticamente não são afetadas.
Os cientistas descobriram que a diferença ocorre porque algumas células cancerígenas possuem um transportador específico na superfície que permite a entrada da D-cisteína.
Depois de entrar na célula, a molécula [D-cisteína] bloqueia uma enzima chamada NFS1, localizada nas mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia celular.
Essa enzima participa da formação de estruturas fundamentais para vários processos biológicos, incluindo respiração celular, produção de DNA e manutenção da integridade genética. Quando a enzima é bloqueada, esses processos deixam de funcionar corretamente.
Como resultado, a respiração celular diminui, o dano ao DNA aumenta e o ciclo celular é interrompido, impedindo que as células cancerígenas continuem se multiplicando.
Para avaliar se o efeito também ocorreria em organismos vivos, os pesquisadores testaram a molécula em camundongos com tumores mamários agressivos. Os resultados indicaram uma redução significativa no crescimento dos tumores. Ao mesmo tempo, os animais não apresentaram efeitos colaterais importantes durante o tratamento.
Apesar dos achados promissores, os cientistas ressaltam que a pesquisa ainda está em fase inicial. Antes de qualquer aplicação clínica, será necessário investigar se a D-cisteína pode ser utilizada com segurança em humanos.
O jeito como buscamos e consumimos informação está mudando em ritmo acelerado. Se antes o usuário digitava palavras-chave e navegava por uma lista de links, hoje começa e termina dentro de plataformas de inteligência artificial (IA), como ChatGPT, Google Gemini, Perplexity AI e Microsoft Copilot.
Com a chegada desses novos mecanismos de busca, novas práticas surgem, enquanto outras perdem força. Para as marcas, a pergunta deixou de ser “como aparecer no topo do Google” e passou a ser “como ser mencionada pelas IAs quando o consumidor fizer uma pergunta”.
Nesse cenário, entender essas mudanças é essencial. Especialistas como Lorena Martins, CMO da liveSEO, e Nilton Alvares, fundador da EducaSEO e do SEOCamp, explicam as principais tendências e mudanças e compartilham dicas práticas para empresas que querem continuar relevantes. Confira!
A presença multiplataforma deixou de ser um diferencial e passou a ser essencial. Segundo Lorena Martins, não faz mais sentido concentrar esforços apenas no blog ou no e-commerce. As inteligências artificiais também consideram conteúdos gerados por usuários, como comentários, avaliações e discussões em diferentes plataformas para validar a relevância de uma marca.
Estar presente e bem posicionado em múltiplos canais contribui diretamente para a construção de autoridade, baseada na percepção real das pessoas.
Nilton Alvares reforça que os modelos de linguagem são treinados com dados vindos de diversas fontes, como Google, Reddit, YouTube e TikTok. Por isso, marcas que limitam sua atuação ao Google e não participam de comunidades e redes sociais relevantes tendem a ser menos reconhecidas pelas IAs.
Com as inteligências artificiais entregando respostas diretas, o caminho até a conversão se torna menos linear. Lorena Martins explica que, muitas vezes, o primeiro contato do usuário com a marca acontece por meio de uma IA, mas a conversão só ocorre dias depois, em outro canal, o que gera lacunas nas métricas tradicionais. Diante disso, a tendência é deixar de olhar apenas para cliques e passar a considerar a presença da marca e seu impacto no negócio como um todo.
Nilton Alvares complementa que, no contexto do GEO (Otimização para Motores Generativos), o foco passa a ser quantas vezes a sua marca é mencionada nas respostas dos modelos de IA quando os usuários fazem perguntas relevantes para o seu setor.
Embora hoje a maioria ainda utilize mecanismos tradicionais como o Google, a tendência é que as plataformas de IA ganhem cada vez mais espaço. Isso acontece principalmente pela praticidade: o usuário faz uma pergunta em linguagem natural e recebe uma resposta direta, organizada e objetiva, sem precisar navegar por diversos links.
Segundo Nilton Alvares, esse novo comportamento encurta a jornada de busca e transforma a lógica de visibilidade. Em vez de disputar apenas posições nos rankings tradicionais, as marcas passam a competir por espaço dentro das respostas geradas pelas IAs.
Produzir conteúdo de qualidade continua sendo fundamental, mas não é mais suficiente. Para que ele seja interpretado e citado por inteligências artificiais, é necessário investir também em organização técnica.
Segundo Nilton, para que a marca seja citada pelos Large Language Models (LLMs), precisa estar estruturada de forma que os modelos consigam lê-la, interpretá-la e atribuí-la com confiança. Isso passa por schema markup, arquitetura de URLs coerente e garantia de que os crawlers das IAs estejam autorizados a indexar o site.
Lorena Martins observa que o mercado, por um tempo, apostou na ideia de que estruturar conteúdos em blocos diretos de problema e solução, os chamados “chunks”, seria o principal fator para ganhar visibilidade. Embora esse formato ajude sistemas baseados em recuperação de informação, ele não garante, sozinho, que a IA vá recomendar uma marca.

A forma como o conteúdo é entregue também influencia diretamente na sua visibilidade. Muitas inteligências artificiais ainda não conseguem interpretar páginas que dependem totalmente de JavaScript, o que pode tornar essas informações invisíveis.
Lorena Martins alerta que, se o conteúdo não estiver acessível de forma direta, é como se ele não existisse para esses sistemas. Nilton Alvares complementa que bots utilizados por IAs, como o GPTBot, não executam JavaScript. Na prática, isso significa que conteúdos carregados exclusivamente dessa forma podem não ser vistos, deixando marcas fora do radar sem que percebam.
A percepção da marca na internet se torna um fator decisivo nesse novo cenário. Segundo Lorena Martins, as inteligências artificiais analisam o que está sendo dito em diferentes fontes, e não apenas no site oficial.
Quando há inconsistência ou predominância de sentimentos negativos, a marca pode deixar de ser recomendada ou até aparecer de forma desfavorável nas respostas. Por isso, construir uma reputação positiva e manter consistência na comunicação em múltiplos canais é fundamental para garantir visibilidade.
Em um ambiente onde grande parte dos conteúdos tende à similaridade, os dados exclusivos ganham ainda mais valor. Segundo Nilton Alvares, pesquisas próprias, relatórios e índices setoriais são altamente valorizados pelas inteligências artificiais justamente por serem únicos.
Além de fortalecer a autoridade da marca, esse tipo de conteúdo contribui para aumentar sua presença nas respostas geradas pelas IAs e cria uma vantagem competitiva difícil de ser replicada.
Por fim, o Search Engine Optimization (SEO) continua sendo parte fundamental da estratégia, mas agora em evolução. Segundo Nilton Alvares, o Generative Engine Optimization (GEO) não substitui o SEO, e sim se apoia nele.
Elementos como autoridade de domínio, qualidade técnica e conteúdo estruturado seguem sendo essenciais. A diferença está nas novas camadas do GEO, como o monitoramento de prompts, a análise de presença nas respostas das IAs e a produção de conteúdos preparados para leitura por modelos de linguagem.
Você pode não sentir nada. Nenhuma dor, nenhum sintoma evidente. Ainda assim, o seu coração pode estar sendo afetado. O consumo regular de cerveja está associado a uma série de alterações silenciosas no sistema cardiovascular — mudanças que evoluem de forma discreta e só costumam aparecer quando o quadro já está mais avançado.
Segundo o cardiologista João Poeys Júnior, do Hospital DF Star, o principal risco está justamente na ausência de sinais iniciais.
“O efeito direto do álcool no coração aumenta o risco de arritmias, que podem ser assintomáticas, e da dilatação do coração, que normalmente só manifesta sintomas em estágio avançado.”
Essa progressão silenciosa é o que torna o problema ainda mais perigoso. Muitas pessoas seguem consumindo a bebida sem perceber que o organismo já está sob impacto.
Além das alterações estruturais no coração, o álcool interfere em diversos marcadores metabólicos ligados ao risco cardiovascular. O aumento dos triglicerídeos e do HDL-colesterol impactam na elevação da pressão arterial e esteatose hepática, fatores esses que favorecem o surgimento de placas de gordura nas artérias do coração
Um dos pontos que mais chama atenção hoje na comunidade médica é a revisão do conceito de consumo “seguro”. A ideia de que pequenas quantidades poderiam proteger o coração vem sendo cada vez mais contestada.
Segundo o cardiologista, não há evidências robustas para determinar um nível seguro de consumo de cerveja ou de qualquer outra bebida alcoólica. Com o uso frequente — especialmente em maior volume — o corpo passa a ativar mecanismos que elevam ainda mais o risco, mesmo que o paciente não perceba.
“O consumo crônico e elevado de cerveja pode ativar sistemas como o nervoso simpático e o sistema renina-angiotensina-aldosterona, elevando a pressão arterial.”
Essas alterações vêm acompanhadas de outros efeitos que contribuem para a sobrecarga do sistema cardiovascular. Como a retenção de sódio e água, a disfunção endotelial e o ganho de peso. Outro fator que pode enganar é a interpretação de exames e sinais momentâneos do corpo. Em alguns casos, o consumo de cerveja pode dar a falsa impressão de benefício.

Na prática, porém, o efeito é oposto no longo prazo, principalmente em relação ao ritmo cardíaco. Ainda segundo o cardiologista, a cerveja aumenta o risco de arritmias cardíacas, principalmente a fibrilação atrial, responsável por cerca de 25% dos casos de AVC isquêmicos.
Com o tempo, esse conjunto de alterações silenciosas tende a se somar a outros fatores de risco comuns no dia a dia. “Muitos desses pacientes são sedentários e têm obesidade visceral, aumentando o risco de alterações no colesterol, glicose e gordura no fígado.”
Uma molécula presente naturalmente nas células do corpo pode desempenhar um papel importante no envelhecimento e na prevenção de doenças neurodegenerativas. É o que sugere a revisão científica publicada na revista Nature Aging em setembro de 2025, que reúne pesquisas recentes sobre a nicotinamida adenina dinucleotídeo, conhecida como NAD+.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Oslo, do Hospital Universitário de Akershus, na Noruega, e de outras instituições internacionais. O artigo reúne contribuições de mais de 25 cientistas que investigam como essa molécula influencia processos ligados ao envelhecimento e à saúde celular.
O NAD+ participa de funções essenciais do organismo, como a produção de energia nas células, o reparo do DNA e a manutenção do funcionamento celular. Com o passar dos anos, porém, os níveis dessa substância diminuem no corpo, o que tem sido associado a alterações como perda de força muscular, problemas de memória e maior risco de doenças relacionadas à idade.
Segundo os pesquisadores, compreender melhor como o NAD+ funciona pode ajudar no desenvolvimento de estratégias voltadas para um envelhecimento mais saudável.
A revisão analisou resultados de estudos laboratoriais e ensaios clínicos que investigam formas de aumentar os níveis dessa molécula no organismo. Uma das abordagens envolve compostos derivados de vitaminas que atuam como precursores do NAD+, como o ribosídeo de nicotinamida e o mononucleotídeo de nicotinamida.
Resultados iniciais desses estudos apontam possíveis benefícios em aspectos como memória, mobilidade física e saúde metabólica. Ainda assim, os pesquisadores destacam que esses achados precisam ser confirmados em pesquisas maiores e com acompanhamento mais prolongado.
Um dos desafios, segundo os cientistas, é compreender qual seria a dose adequada dessas substâncias e como diferentes pessoas podem responder a esse tipo de intervenção.
O interesse científico em torno do NAD+ tem aumentado nos últimos anos, impulsionado tanto por pesquisas acadêmicas quanto pelo crescimento do mercado de suplementos voltados ao envelhecimento saudável.
Ensaios clínicos estão em andamento em diferentes países para investigar o efeito de compostos que elevam os níveis dessa molécula no organismo. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que ainda há muitas dúvidas sobre a eficácia dessas estratégias e sobre como os resultados observados em estudos com animais se aplicam aos seres humanos.
Para os autores, avançar nesse campo depende de estudos clínicos mais robustos e de colaboração entre centros de pesquisa ao redor do mundo. Esse esforço pode ajudar a esclarecer se o aumento dos níveis de NAD+ realmente pode contribuir para prevenir ou retardar doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer e Parkinson.
O PSD acertou a filiação da apresentadora Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, para lançá-la candidata a deputada federal por São Paulo nas eleições deste ano.
O evento de filiação ocorrerá na tarde desta terça-feira (24/3), na sede do partido comandado por Gilberto Kassab, na capital paulista. O PSD foi o partido do ex-deputado e ex-ministro das Comunicações Fábio Faria, que é casado com Patrícia Abravanel, irmã de Silvia.
Conhecida como Silvinha, a apresentadora possui mais de 20 anos de carreira no SBT. Atualmente, ela apresenta o programa Sábado Animado na emissora fundada pelo pai, que morreu em agosto de 2024, aos 93 anos. Veterinária, ele tem a causa animal como uma de suas bandeiras.
A ida de Silvia Abravanel para o PSD faz parte de uma estratégia da legenda de aumentar sua bancada federal, hoje com 47 parlamentares, apostando em personalidades como puxadores de voto.
Também fazem parte do partido figuras como Tammy Gretchen, vereadora na capital, e sua mãe Gretchen, além das cantoras Sula Miranda e Vanilda Bordieri, do compositor e ex-deputado Frank Aguiar e do rapper MC Gui.
Enquanto monta sua lista de candidatos a deputado, Kassab também articula a posição do PSD na chapa liderada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O atual vice, Felicio Ramuth (PSD), é o favorito para ficar na vaga, mas sua permanência no partido ainda é incerta.
Tarcísio tem procurado os presidentes dos partidos para a definição dos nomes e uma conversa com Kassab é aguardada para os próximos dias. Atual secretário de Governo de Tarcísio, Kassab desejava ser o vice, mas a ideia foi descartada pelo governador, que tentará a reeleição em outubro.
O pastor de 82 anos preso em Indaial (SC) por estuprar uma criança por cerca de 144 vezes abusava da confiança da família da vítima para cometer os crimes. Ele foi condenado a 15 anos, seis meses e 20 dias de prisão, em regime fechado e acabou preso nessa segunda (23/3).
Conforme divulgado pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), para cometer os abusos, o condenado se aproveitava da relação de confiança com familiares da criança. Explorando o cenário de vulnerabilidade social em que a família vivia, ele fazia visitava frequentemente a casa da vítima
O homem chegou a dormir no local por diversas vezes, tendo, inclusive, se hospedado no mesmo quarto da vítima e dormido na mesma cama que a criança. Os crimes ocorreram sobretudo nessas ocasiões.
A vítima foi violentada dos oito até os 15 anos. Entre 2009 e 2015, ele teria a abusado sexualmente cerca de 144 vezes.
Pelo crime contra a criança, o homem recebeu pena de 15 anos, seis meses e 20 dias de prisão, em regime fechado.
Segundo a Polícia Civil, ele já se sentou no banco dos réus, em outra ocasião, pelo mesmo crime. Em 2014, foi condenado a oito anos de prisão pelo mesmo crime, em um caso também registrado no município de Indaial.
