
Um esqueleto foi encontrado sob o piso de uma igreja na cidade de Maastricht, na Holanda. A informação foi divulgada pelas autoridades locais nessa quarta-feira (25/3). Segundo pesquisadores, o fóssil pode pertencer ao militar francês D’Artagnan, de “Os Três Mosqueteiros”.
Os restos mortais estavam enterrados em uma área do altar da igreja e foram revelados após obras no local.
Ao lado do corpo, pesquisadores também encontraram objetos como uma moeda francesa e uma bala de mosquete, hipótese de que o esqueleto seja do D’Artagnan, que morreu em combate em 1673.
“Uma parte do piso da igreja havia cedido e, durante os trabalhos de reparo, descobrimos um esqueleto”, disse o diácomo Jos Valke para imprensa local.
O esqueleto foi levado a um instituto arqueológico. Uma amostra de DNA será analisada em um laboratório em Munique. No local, os cientistas irão comparar a amostra fornecida por descendentes do pai de D’Artagnan.
Aos 19 anos, Melody ostenta uma rotina de luxo que chama atenção nas redes sociais. A voz do hit Jetski, em parceria com Pedro Sampaio e MC Meno K, revelou ter faturado cerca de R$ 50 milhões em 2025, impulsionada pelo sucesso da faixa.
Em entrevista ao podcast Pod Delas, a artista contou que parte da fortuna vem sendo direcionada para carros de alto valor. O estilo de vida também inclui uma mansão alugada por R$ 30 mil por mês em um condomínio de alto padrão em Arujá, no interior de São Paulo. O imóvel está avaliado em cerca de R$ 7 milhões.
Nas redes, Melody costuma compartilhar registros que reforçam essa rotina. A lista de veículos de luxo da família inclui uma limousine branca avaliada em cerca de R$ 1,4 milhão, uma Lamborghini Gallardo de cerca de R$ 1,7 milhão, um Porsche 718 Boxster de R$ 750 mil, um Mitsubishi Eclipse GST de R$ 214 mil e uma BMW Z4 avaliada em R$ 520 mil. Ela também tem na garagem uma moto Honda CBR 1000RR-R Fireblade SP, estimada em cerca de R$ 195 mil.
Lançada em parceria com Pedro Sampaio e MC Meno K, a faixa se firmou como um dos maiores sucessos da carreira da cantora e marcou uma virada. “Abriu portas para mercados que antes olhavam para mim como promessa e depois passaram a me ver como marca consolidada. Aumentou shows, publis, streaming, tudo”, disse em entrevista à Exame.
O impacto também aparece nos números. Segundo Melody, o faturamento de R$ 50 milhões em 2025 considera receitas com streaming, publicidade e apresentações, com crescimento superior a 30%. “2025 foi meu maior ano até agora. Hoje, não sou apenas cantora. Opero como um negócio, e minha imagem se tornou uma marca”, afirmou.
Jetski ultrapassou 140 milhões de streams no Spotify, somando áudio e vídeo, e liderou rankings em plataformas como Spotify, Apple Music, Deezer e YouTube. No exterior, entrou no Top 100 Global do Spotify, chegou ao segundo lugar em Portugal e atingiu o pico de nº 97 na Billboard Global 200, onde permaneceu por seis semanas.
A música também ganhou força nas redes sociais, com cerca de 200 mil criações em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube. “O crescimento foi fora da curva. [Em um mês], ganhei mais de 1 milhão de novos seguidores no TikTok e 600 mil no Instagram. Jetski virou trend, challenge, meme… quando a música atravessa a cultura, os números escalam”, disse.
Segundo a artista, o sucesso da canção fez com que ela recebesse ainda mais propostas de propagandas nas áreas de moda, beleza e lifestyle.
A chamada “prévia da inflação” no Brasil, divulgada nesta quinta-feira (26/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), veio acima do esperado pelo mercado, indicando um cenário ainda desafiador para os próximos meses – que deve ser agravado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.
A avaliação é de economistas e analistas do mercado consultados nesta manhã pela reportagem do Metrópoles, pouco depois do anúncio dos resultados do IPCA-15.
Em março, o índice ficou em 0,44%, o que representou uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao índice registrado em fevereiro (0,84%). A projeção do mercado, no entanto, era bem menor, de 0,29%.
No período de 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 3,9%, abaixo dos 4,1% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o indicador foi de 0,64%.
Segundo o IBGE, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram variação positiva em março, com destaque para o grupo de alimentação e bebidas, com a maior variação (0,88%), seguido por despesas pessoais (0,82%).
Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, com a continuidade do conflito no Oriente Médio, “a tendência é que os preços dos alimentos continuem pressionados daqui para frente, refletindo tanto o aumento dos fertilizantes – que pode afetar os produtos in natura já no curto prazo – quanto a alta do diesel, com impacto nos custos de transporte”.
“Olhando à frente, acreditamos que as tensões no Oriente Médio devem gerar pelo menos algum impacto persistente nos preços do petróleo e, consequentemente, na inflação. Além disso, o mercado de trabalho aquecido e a expectativa de uma leve desvalorização do real serão fatores adicionais de pressão sobre os preços no segundo semestre. Nossa projeção hoje é de um IPCA a 4,5% no fim do ano”, afirma.
Para Moreno, as últimas comunicações do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) “sugerem que o ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, continuará, mas o ritmo dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio”.
André Valério, economista sênior do Banco Inter, observa que o dado do IPCA-15 em março reforça a visão de que a piora recente da inflação foi devido a fatores sazonais. “Vemos os principais indicadores retornarem à tendência observada pré-dezembro de 2025, reforçando que o processo de desinflação persiste. Entretanto, o dado de hoje ainda não reflete totalmente a piora no cenário internacional devido ao conflito no Irã”, avalia.
“Os combustíveis recuaram 0,03% em março, mas no IPCA cheio devemos observar uma pressão inflacionária mais significativa vindo da gasolina, dado que o barril de petróleo aumentou mais de 40% desde o início do conflito”, diz Valério.
Além disso, segundo o economista, “a interrupção no fluxo do Estreito de Ormuz tende a pressionar a inflação de alimentos, que em março acelerou significativamente”.
“De toda forma, os itens cujos preços tendem a acelerar devido ao conflito são aqueles mais voláteis, com os quais o BC não deveria se preocupar inicialmente. Vemos o processo inflacionário caminhando em direção à meta e consistente com o início do ciclo de flexibilização da política monetária. Esperamos que o Copom continue cortando a Selic, com a magnitude dependendo da evolução do conflito.”
Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, “o dado veio bem acima das projeções do mercado, provocando, em um primeiro momento, certo desconforto em relação à perspectiva para a inflação ao longo do ano”.
“A ausência de evidências mais nítidas acerca do possível impacto da guerra sobre os preços domésticos e mesmo eventuais repasses do nível de crescimento ainda resiliente podem ser considerados argumentos fortes o suficiente para sustentar um novo corte de juros de 25 pontos-base (0,25 ponto percentual)”, explica Pizzani.
Para o economista, “o ambiente de cautela e constante monitoramento da evolução dos preços, com foco cada vez maior nos custos ao longo da cadeia dos produtores, deve ser mantido até que sejam dissipadas por completo quaisquer dúvidas acerca do real comportamento da inflação no decorrer dos próximos meses”.
De acordo com Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, o resultado do IPCA-15 “mostra que a inflação segue em processo de moderação, mas de forma irregular e ainda sujeita a choques relevantes”. “O principal destaque foi o grupo de alimentação e bebidas, com alta de 0,88% e impacto significativo no índice, refletindo aumentos expressivos em itens básicos do dia a dia, como feijão, ovos, leite e carnes. Esse movimento reforça a percepção de inflação mais sensível para as famílias e mantém a pressão sobre o custo de vida”, afirma.
Segundo Spyer, “o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, mantém o petróleo em patamar elevado e aumenta a incerteza sobre o comportamento futuro dos preços de energia, o que pode voltar a pressionar a inflação nos próximos meses”. “Do ponto de vista da política monetária, o dado de hoje reforça uma mensagem de cautela”, completa.
Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, aponta que “a surpresa altista foi majoritariamente explicada por passagem aérea, mas o restante do índice também apresentou um desempenho qualitativo um pouco pior que o esperado, com destaque para carne bovina”. “Apesar de sinais de arrefecimento à frente na proteína, o resultado deixa um viés altista para a inflação no ano e mantém serviços pressionados”, pondera.
“O IPCA-15 contrata mais um mês de IPCA fechado elevado, devido aos repetíveis. Existem pontos positivos na leitura, como condomínio e aluguel com baixa variação, mas, em relação à nossa projeção, vemos piora na margem”, conclui Pestana.
O economista Maykon Douglas, por sua vez, entende que março “foi mais um mês de forte surpresa altista no IPCA-15, concentrada no preço das passagens aéreas, que apresenta um comportamento bastante volátil há algum tempo”. “No entanto, os núcleos, em geral, vieram conforme as expectativas do mercado e mantêm uma desaceleração lenta, em patamares bem acima da meta”, diz.
“O cenário para o curto prazo é ruim. A inflação dos combustíveis ainda não sentiu o impacto da guerra no Oriente Médio, que deve ser forte, dada a enorme incerteza quanto à duração do conflito e os aumentos nos postos mesmo sem reajustes oficiais pela Petrobras. Além disso, com o aperto no mercado de trabalho, a inflação sensível à demanda deve permanecer acima da meta.”
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), demonstrou, nesta quinta-feira (26/3), otimismo com uma possível prorrogação dos trabalhos do colegiado.
O deputado alagoano aposta em um resultado positivo no julgamento que ocorrerá no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, depois de o ministro André Mendonça impor a continuidade dos trabalhos da comissão.
Entretanto, ele admite que, caso a decisão do colegiado da Suprema Corte seja favorável à não prorrogação, ele deverá ler, ainda na sexta-feira (27/3), o relatório, que conta com mais de 5 mil páginas e mais de 200 indiciamentos.
Recentemente, a coluna Claudia Meireles se deparou com uma postagem nas redes sociais sobre o cuscuz ser considerado “amigo” da tireoide. Para confirmar ou negar o benefício do alimento para a saúde da glândula, foi necessário requisitar a expertise da médica Anna Karina Medeiros, presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM-RN).
De acordo com a endocrinologista, é um mito que o cuscuz ofereça grandes benefícios ao órgão fixado na parte anterior do pescoço. “É um alimento rico em carboidratos e pobre em selênio, mineral que pode sim influenciar a tireoide”, explica a diretora da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN).
“O cuscuz tem pequenas quantidades de selênio, mineral benéfico à tireoide, mas ainda em quantidade insuficiente para influenciar positivamente a glândula”, garante a especialista. O órgão tem a função de produzir os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), além de regular o gasto energético do corpo.
A metabologista salienta que o cuscuz é uma opção energética, mas pobre em fibras, proteínas e gorduras. “É um alimento barato, fácil de fazer e pode ser combinado com fibras, como linhaça, gergelim ou farelo de aveia, e também com proteínas, a exemplo de ovos e carnes“, aconselha Anna Karina.
Segundo a médica, combinar o cuscuz com fonte de fibras e proteínas transforma o alimento em uma “refeição saudável” para toda a família na medida certa. Ela alerta quanto à opção ser calórica: “Precisamos ter cuidado, pois pode engordar e é rica em açúcar, com potencial de elevar a glicemia de pacientes com diabetes.”

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, indica que os preços de bens e serviços subiram 0,44% em março. Os preços dos itens de alimentação e bebidas foram os que tiveram a maior alta no mês (0,88%) e também os com maior impacto no índice.
Os dados referentes ao IPCA-15 foram divulgados nesta quinta-feira (26/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 3,9%, índice menor do que os 4,1% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em relação a março de 2025, quando o índice registrou variação de 0,64%, houve uma queda de 0,2 ponto percentual.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 17 de março de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 2026 (base).
Os produtos e serviços que compõem o IPCA-15 são dividos em nove grupos. Todos eles apresentaram altas que variaram de 0,03% (comunicação) a 0,88% (alimentação e bebidas).
O grupo com maior impacto na inflação foi o de alimentação e bebidas, com elevação de 0,88% de fevereiro para março. O peso no IPCA-15 varia de um grupo para outro, ou seja, não é igual. Isso acontece porque o IBGE considera que alguns itens são mais consumidos pelas famílias do que outros.
Neste mês, o maior índice também correspondeu à maior contribuição. A alta de 0,88% em alimentação e bebidas respondeu por 0,19 ponto percentual de todo o índice (0,88%).
A segunda maior alta no IPCA-15 veio das despesas pessoais, com elevação de 0,82% e participação de 0,09 ponto percentual no índice. Esta também foi a segunda maior contribuição.
Conforme o IBGE, os combustíveis apresentaram redução de 0,03%:
A alta do grupo de alimentos foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que acelerou 1,10% em março.
Contribuíram para esse resultado as altas de:
Ainda no grupo de alimentação e bebidas, também houve retrações, casos do café moído (-1,76%) e das frutas (-1,31%).
Os analistas de mercado já esperavam uma “prévia da inflação” menor em março, na comparação com fevereiro deste ano. A inflação aguardada para o IPCA-15 estava casa dos 0,30%. Com isto, o resultado de 0,44% veio acima do esperado.
O BTG Pactual acreditava que o índice de março ficasse em 0,25%, inclusive com uma deflação no preço da gasolina, que no período anterior apresentou alta de 1,30%. O que se confirmou.
“Esperamos preços administrados mais benignos (0,10% vs. 0,69%), pela deflação em gasolina (-0,30% vs. 1,30%). Bens industriais devem apresentar arrefecimento (0,23% vs. 0,44%) diante do arrefecimento de higiene pessoal (0,48% vs. 0,91%). Por sua vez, esperamos serviços com variação menor (0,11% vs. 1,50%) em virtude do arrefecimento do reajuste de cursos regulares (0,00% vs. 6,18%) e com serviços subjacentes menos pressionado (0,41% vs. 0,65%)”, previa o banco no relatório Spoiler Macro.
O Banco Daycoval seguiu a mesma linha da outra instituição financeira quanto a redução da inflação em alguns itens, mas considerava a possibilidade de o IPCA-15 de março alcançar 0,30%.
“Os destaques são a alta dos preços da gasolina, energia elétrica e dos preços dos alimentos, em especial itens como leite, ovos de galinha, feijão e carne vermelha”, dizia a prévia da instituição financeira.
Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 4,17%.
Em 2026, a meta inflacionária é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual (com piso de 1,5% e teto de 4,5%). Se o acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
O governo projeta que a inflação ficará em 3,7% em 2026 e o Banco Central (BC) considera o índice de 3,9%.
A Seleção Brasileira faz, nesta quinta-feira (26/3), o primeiro amistoso da Data Fifa de março. O time treinado por Carlo Ancelotti pega a França às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston (EUA).
O Brasil vai para o confronto com sete desfalques que figuram como prováveis titulares: Alisson (Liverpool), Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Éder Militão (Real Madrid), Alex Sandro (Flamengo), Bruno Guimarães (Newcastle) e Estêvão (Chelsea).
A situação de Marquinhos é diferente da dos demais. Convocado, o capitão da Seleção Brasileira está fora do amistoso contra a França devido a um controle de carga e desconforto na coxa direita, mas ele pode retornar contra a Croácia.
Brasil: Ederson, Wesley, Ibañez, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Andrey Santos; Raphinha, Matheus Cunha, Vini Jr e Gabriel Martinelli.
França: Maignan; Malo Gusto, Konaté, Upamecano e Theo Hernandez; Tchouaméni, Rabiot e Cherki; Olise, Mbappé e Dembelé.
A partida entre Brasil x França será transmitida pela Globo (canal aberto) e GeTV (YouTube).
A menstruação marca o início do ciclo reprodutivo da mulher — processo fisiológico que prepara o corpo feminino, todos os meses, para uma possível gravidez. No primeiro dia de sangramento, é comum que o corpo seja acometido pelas temidas cólicas, resultado das contrações do útero para expelir o endométrio não fecundado. Embora as dores e os sintomas sejam esperados, quando o incômodo se torna debilitante, é hora de acender o alerta para o diagnóstico de endometriose.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a ginecologista e obstetra Marina Aguiar de Almeida explicou do que se trata essa doença crônica e como identificar seus principais sinais.
“Estima-se que 10% da população mundial tenha endometriose. A doença é uma condição em que o endométrio expelido se espalha para outras partes do corpo, como ovários, trompas e região pélvica, podendo atingir até outros órgãos”, pontua.
Segundo a especialista, quando se trata de pacientes com endometriose, os focos de tecido que crescem foram do útero e não têm por onde sair podem causar inflamação crônica e dores intensas. Buscando auxiliar mulheres que convivem com sintomas incapacitantes, Marina de Almeida elencou os principais sinais da endometriose.
A médica destaca as queixas mais recorrentes em sua prática clínica, no Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília. “Dores progressivas que não melhoram com analgésicos comuns, como dipirona, paracetamol e ibuprofeno, merecem investigação. Além disso, cólicas intensas com irradiação para as pernas, dor durante a relação sexual, sintomas intestinais, cansaço e inchaço abdominal também estão entre as principais queixas”, esclarece.
A possibilidade de infertilidade é uma preocupação que afeta o emocional de muitas mulheres diagnosticadas com a doença. “A endometriose está intimamente ligada à infertilidade, mas nem toda paciente com endometriose será infértil”, tranquiliza a médica.

Embora existam sintomas característicos da endometriose, a ginecologista ressalta que não é possível fechar um diagnóstico sem avaliação clínica adequada. “É preciso compreender bem os sinais e sintomas, além da história e da evolução da paciente”, pontua.
Para confirmar o diagnóstico, Marina reforça a importância de exames de imagem, como o mapeamento por ecografia específica para endometriose. “A ecografia transvaginal convencional pode não identificar os focos da doença”, pondera.
Já em relação ao tratamento, a especialista destaca a necessidade de uma abordagem integral. “É fundamental olhar não apenas para o ciclo menstrual, mas também para a saúde intestinal, a prática de atividade física, a alimentação e, claro, o controle efetivo da dor”, conclui.
Entre os diversos hormônios presentes no corpo masculino, a testosterona é o principal. Produzida principalmente nos testículos, ela é peça-chave no desenvolvimento e preservação da massa muscular e na melhora da densidade óssea. Além disso, desempenha um papel vital na saúde reprodutiva masculina, desenvolvendo o indivíduo sexualmente, criando o desejo sexual e produzindo espermatozoides.
Diante de tamanha importância, é essencial ter hábitos que estimulem sua produção em níveis adequados. Entre eles, está a alimentação.
Quando feita de forma inadequada, ela pode favorecer o ganho de peso, aumento de gordura visceral, resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e piora global da saúde metabólica, fatores indiretos que influenciam negativamente a presença do hormônio no organismo.
“Esse conjunto de alterações está fortemente associado à redução da testosterona, sobretudo em homens com sobrepeso e obesidade. Em outras palavras, o problema não costuma ser um alimento isolado, mas sim um padrão alimentar de baixa qualidade, mantido ao longo do tempo, que contribui para disfunções metabólicas capazes de repercutir no eixo hormonal”, explica a nutricionista Caroline Romeiro, membro do Conselho Federal de Nutrição (CFN).
Carolina explica que existem evidências consistentes na literatura médica apontando que a queda nos níveis de testosterona traz riscos à saúde. Mas o quadro pode ser resolvido com a perda de peso, o que tende a elevar a produção do hormônio novamente. “Dietas muito restritivas ou desequilibradas em macronutrientes também podem alterar concentrações hormonais em alguns contextos”, alerta a especialista.
A principal ligação entre o hormônio e a alimentação está nos nutrientes consumidos. É a partir deles que o metabolismo funciona de forma adequada, a depender da qualidade e quantidade. Quando desregulado, a saúde metabólica impacta o sistema hormonal como consequência.
“Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras de baixa qualidade podem favorecer fatores que estão associados à redução dos níveis de testosterona. Além disso, o excesso de gordura corporal pode alterar o equilíbrio hormonal e reduzir a produção desse hormônio”, diz a endocrinologista Isabela Carballal, do Hospital Brasília Águas Claras.

É comum que haja um declínio na produção de testosterona após os 40 anos, porém a obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada podem acelerar ou agravar a perda progressiva.
A qualquer sinal de baixa testosterona, é importante procurar um profissional para a avaliação. A maioria dos sintomas são inespecíficos e podem estar associados a outros motivos sem a perda do hormônio.
“Em muitos casos, esses sintomas coexistem com obesidade, sedentarismo, sono ruim e diabetes tipo 2, o que exige avaliação clínica cuidadosa”, aponta Carolina.
Não há uma receita mágica para melhorar a saúde hormonal a partir da alimentação. O segredo é priorizar a variação de alimentos nutritivos e aliar a ação com a prática regular de atividade física, hidratação adequada e ter um sono de qualidade. Entre os hábitos alimentares que devem ser seguidos ou não, estão:
De acordo com a nutricionista, também é importante não banalizar o tema e tratá-lo com seriedade. A maioria dos problemas hormonais podem ser tratados com um padrão alimentar saudável. Caso seja necessário, o profissional adotará outras medidas para a correção da condição. “A automedicação, o uso indiscriminado de testosterona e a adoção de dietas extremas podem trazer riscos”, ressalta Carolina.
“O cuidado com o estilo de vida tem impacto direto não apenas nos níveis hormonais, mas também na saúde geral e na qualidade de vida. Muitas vezes, melhorar hábitos de vida já é um passo importante para recuperar o equilíbrio hormonal”, reforça Isabela.
Ao contrário do que o projeto Gateway previa, a Nasa não irá mais construir uma estação espacial internacional na órbita da Lua. É o que afirmou o atual administrador da agência espacial norte-americana, Jared Isaacman, em comunicado divulgado nessa terça-feira (24/3).
O novo plano agora é construir uma estrutura habitável de pesquisa na própria superfície da Lua – ou seja, uma base lunar. Estima-se que o projeto fique pronto nos próximos sete anos e custe em torno de US$ 20 bilhões (um pouco mais de R$ 100 bilhões, na cotação atual do dólar).
“A agência pretende suspender o projeto Gateway em seu formato atual e concentrar seus esforços em infraestrutura que permita operações de superfície sustentáveis. Apesar dos desafios com alguns equipamentos existentes, a agência irá reaproveitar os equipamentos aplicáveis e aproveitar os compromissos de parceiros internacionais para apoiar esses objetivos”, diz Isaacman.
A chegada de Isaacman ao cargo de chefia da Nasa ocorreu no final do ano passado, por indicação do presidente Donald Trump. Astronauta bilionário, o novo mandatário da agência já realizou algumas reformulações em programas internos voltados para a exploração da Lua.
Antes da suspensão do Gateway, Isaacman já havia feito reformas no programa Artemis, que tem como o objetivo levar os norte-americanos de volta ao satélite natural e estabelecer uma presença constante do país por lá.
Na reforma, foi adicionada uma missão teste antes do evento principal, o pouso em solo lunar. Apesar dos atrasos no cronograma no Artemis, o objetivo dos norte-americanos ainda é voltar à superfície lunar até 2028.
A próxima etapa do programa, a missão Artemis 2, é a viagem em volta da Lua. Inicialmente marcada para fevereiro, o novo prazo está previsto para abril. Quando ocorrer, o voo marcará o retorno dos humanos ao satélite natural após mais 50 anos.
O coração é responsável por bombear o sangue para todo o corpo, garantindo que oxigênio e nutrientes cheguem às células. Outra função é fazer com que substâncias residuais sejam removidas. De acordo com o cardiologista Roberto Yano, mais um papel envolve manter a circulação necessária para o funcionamento adequado de órgãos como cérebro, rins e pulmões.
Com tantas funções tão importantes para o bom desempenho da “engrenagem” que é o corpo humano, o coração pode dar alguns sinais em casos de futuro comprometimento. O especialista em estimulação cardíaca artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) menciona o cansaço excessivo em atividades simples, falta de ar e palpitações frequentes.
O médico aconselha ficar de olho também na pressão arterial elevada, inchaço nas pernas, tonturas e dores no peito. “Também merecem atenção”, instrui. Yano argumenta que, muitas vezes, esses sintomas aparecem de forma leve e são ignorados. O especialista pela Associação Médica Brasileira (AMB) acrescenta: “Esses sintomas podem ser um alerta precoce de alterações cardiovasculares.”
Segundo o cardiologista, manter o coração saudável requer adotar “um conjunto de hábitos diários”. Ele indica a prática regular de atividade física e optar por uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e alimentos naturais: “Fazer o controle do peso e da pressão arterial são medidas essenciais, além de evitar o tabagismo, reduzir o consumo de álcool e reduzir o estresse.”

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou a produção 100% nacional do imunossupressor tacrolimo, medicamento essencial para evitar a rejeição de órgãos transplantados.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (24/3) em nota oficial da instituição, que destaca o avanço para o Sistema Único de Saúde (SUS) ao reduzir a dependência de insumos importados.
O primeiro lote do medicamento foi produzido na unidade de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, com mais de 1 milhão de unidades nas dosagens de 1 mg e 5 mg.
Antes de chegar aos pacientes, o produto ainda passará por testes de qualidade e por atualização de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Até então, o tacrolimo utilizado no país dependia de insumos importados. Com a nova etapa, o Brasil passa a produzir todas as fases do medicamento, incluindo o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA).
Segundo a Fiocruz, a fabricação do insumo nacional foi possível após transferência de tecnologia da empresa indiana Biocon para a farmacêutica brasileira Libbs, dentro de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP).
A instituição afirma que a iniciativa fortalece a capacidade produtiva do país e amplia a segurança no fornecimento de medicamentos estratégicos para o SUS.
O tacrolimo é usado para controlar a resposta do sistema imunológico e evitar que o organismo rejeite órgãos transplantados, como rim, fígado e coração.
De acordo com dados da Fiocruz, mais de 500 milhões de unidades do medicamento já foram fornecidas ao SUS nos últimos 10 anos, o que mostra a importância do tratamento para pacientes transplantados.
Com a produção nacional, a expectativa da Fiocruz é garantir maior regularidade no abastecimento do medicamento e reduzir a dependência de fornecedores internacionais.
A unidade de Farmanguinhos tem capacidade para produzir até 130 milhões de exemplares por ano, o que pode ajudar a manter o fornecimento contínuo no sistema público.
A produção do tacrolimo faz parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer a fabricação de medicamentos no Brasil, especialmente aqueles considerados essenciais para o SUS.
A Fiocruz também atua na produção de outros imunossupressores, como o everolimo, ampliando a capacidade nacional nesse tipo de tratamento.
Segundo a Fiocruz, a produção nacional do tacrolimo pode trazer mais segurança no acesso ao medicamento, especialmente para pacientes que dependem do uso contínuo após o transplante.
A medida também reduz a vulnerabilidade do país a problemas no fornecimento internacional e reforça a produção de medicamentos estratégicos dentro do SUS.
Segundo a Nasa, os planetas se formam através de aglomerados de gás e poeira ao redor de uma estrela central. Por meio da gravidade e outras forças do espaço, o material se choca e funde-se. Com o tempo o objeto vai se desenvolvendo e pode se tornar tanto um gigante gasoso, como Júpiter e Saturno, tanto um rochoso, como a Terra.
Mas já imaginou flagrar esse processo ocorrendo quase em tempo real? Foi o que uma equipe internacional de astrônomos conseguiu, ao observar a formação de dois planetas no disco de gás e poeira em volta da estrela jovem denominada WISPIT 2.
A visão foi possível devido ao Very Large Telescope (VLT), um instrumento óptico avançado localizado no Chile e operado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).
A observação e descoberta foi liderada pela pesquisadora Chloe Lawlor, da Universidade de Galway, na Irlanda, em parceria com outros cientistas. Os resultados foram publicados nesta terça-feira (24/3) na revista The Astrophysical Journal Letters.
Segundo os astrônomos, a detecção do nascimento dos planetas lembra como foi o desenvolvimento do nosso próprio Sistema Solar em seus primórdios. “O WISPIT 2 é a melhor visão do nosso próprio passado que temos até hoje ”, afirma Chloe em comunicado.
O sistema planetário formado por WISPIT 2 é apenas o segundo já visto por pesquisadores. A primeira estrela a ser detectada em processo de formação de planetas ao seu redor foi a PDS 70. Porém, como possui características mais bem definidas, a mais nova descoberta possibilita uma visão mais detalhada do processo.
O primeiro planeta nascido do sistema, o WISPIT 2b, foi detectado em 2025. Grande, ele possui uma massa cerca de cinco vezes maior que a de Júpiter e orbita a estrela central quase 60 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Posteriormente, pistas mostraram que poderia haver mais um objeto planetário próximo.
Ao utilizar instrumentos do VLT, os astrônomos fotografaram o objeto e depois confirmaram que se tratava de mais um planeta no sistema, batizado de WISPIT 2c. Em comparação a seu irmão, ele está quatro vezes mais perto da estrela central e é ainda maior, tendo o dobro da massa do WISPIT 2b.
“O WISPIT 2 nos oferece um laboratório crucial não apenas para observar a formação de um único planeta, mas de um sistema planetário inteiro”, destaca o coautor do estudo, Christian Ginski, pesquisador da Universidade de Galway.
Também há pistas de que pode existir um terceiro planeta orbitando a estrela, mas é necessário realizar novas observações para confirmar mais uma descoberta.
De qualquer maneira, o achado ajuda os especialistas a observar mais detalhes do processo de como um sistema planetário em formação se transforma em um maduro, assim como o nosso Sistema Solar.
A guerra entre Estados Unidos e Irã pode afetar diretamente os preços de ovos, frango e carne suína no Brasil, de acordo com projeções apresentadas pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
De acordo com a entidade, a elevação no preço do diesel acabou aumentando em até 20% os fretes rodoviários do setor, o que atinge o transporte de insumos e a distribuição de diversos produtos da cadeia. Além dos combustíveis, também são afetados itens como alimentos, medicamentos, eletrônicos, plásticos e fertilizantes.
A entidade também alerta sobre a dificuldade de transporte de embalagens plásticas, derivadas do petróleo, devido aos bloqueios no Estreito de Ormuz. Os preços desses produtos já registraram um aumento de cerca cde 30%.
O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo estratégico, com cerca de 40 quilômetros de largura, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico. Ele está localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos.
Segundo a ABPA, diante de tal cenário, “é possível que ocorram nos próximos dias repasses aos preços para o consumidor tanto de ovos como de carne de frango e carne suína”.
De acordo com os dados mais recentes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial brasileira, o preço dos ovos recuou 10,8% nos últimos 12 meses.
A carne de porco, por sua vez, registrou queda de 1,2% em fevereiro e de 1,62% no acumulado de 12 meses. Os preços do frango cederam 0,29% no mês passado.
No ano passado, a produção de ovos aumentou 7,9%, passando de 57,7 bilhões de unidades (em 2024) para 62,2 bilhões (2025).
Segundo estimativas da ABPA, o consumo de ovos no Brasil foi de 287 unidades por pessoa no ano passado, o que representou uma alta de 6,7% em relação a 2024.
“O mercado apresenta um cenário de oferta equilibrada em relação ao visto no ano passado, com crescimento dentro do esperado”, diz a ABPA, em nota.
Ainda de acordo com a ABPA, as exportações brasileiras de ovos somaram 2.939 toneladas em fevereiro, com um crescimento anual de 16,3%. Em termos de receita, as vendas geraram US$ 6,175 milhões, alta de 25,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Com o princípio ativo semaglutida ou tirzepatida, as canetas emagrecedoras atuam imitando hormônios naturais do corpo chamados incretinas, principalmente o GLP-1, conforme frisa o nutrólogo Murillo Monteiro. O médico explica que essas injeções promovem três efeitos principais, como aumentar a saciedade no cérebro, fazer o estômago esvaziar mais lentamente e melhorar o controle da glicose no sangue.
Titulado pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), o médico detalha que o paciente, ao fazer o uso das canetas emagrecedoras, sente menos fome, come quantidades menores e há uma diminuição dos episódios de compulsão alimentar. De acordo com o especialista, um suplemento pode contribuir com a ação desses medicamentos: a creatina.
O pós-graduado em medicina esportiva esclarece que a creatina auxilia na preservação e no ganho de massa muscular, além de melhorar a força e o desempenho. “Isso contribui para manter o metabolismo mais ativo e evita um emagrecimento com perda excessiva de músculo”, destaca. Com relação a quem utiliza as canetas emagrecedoras, o nutrólogo acrescenta que o suplemento favorece a saúde em geral.
Murillo aconselha que tanto os indivíduos que usam as injeções para emagrecer quanto quem não utiliza esses medicamentos devem procurar um especialista antes de consumir qualquer suplemento. “Quando bem orientada, a creatina ajuda não só a perder peso, mas a melhorar a composição corporal e a saúde como um todo”, evidencia o médico.
O nutrólogo vê como importante salientar: “O melhor resultado [das canetas emagrecedoras] acontece quando isso é associado a acompanhamento médico, ajuste alimentar e estratégias para preservar massa muscular”. Segundo Murillo Monteiro, fazer um tratamento de forma adequada e com auxílio profissional proporciona “uma redução calórica espontânea, levando à perda de peso.”
Pesquisa eleitoral do instituto AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026, empatados no limite da margem de erro. Flávio Bolsonaro cresceu um ponto percentual desde a última pesquisa e tem agora 47,6% das intenções de voto, ante 46,6% de Lula.
A pesquisa mostra uma ampliação da diferença em favor do senador do PL do Rio de Janeiro. Na última pesquisa AtlasIntel, em fevereiro, Flávio Bolsonaro aparecia com 46,3% das intenções de voto; Lula tinha 46,2%.

A pesquisa Atlas ouviu 5.028 pessoas entre a última quarta-feira (18/3) e esta segunda (23/3). A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95% — ou seja, de 100 pesquisas, 95 estarão dentro da margem de erro estimada.
No caso da Atlas, os levantamentos são feitos de forma online, usando uma metodologia chamada Atlas RDR (Random Digital Recruitment, ou “Recrutamento Digital Randomizado”, em tradução livre).
No cenário hoje mais provável para o primeiro turno, Lula lidera com 45,9% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 40,1%. Renan Santos (Missão) desponta em terceiro com 4,4%, superando o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil (3,7%), e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo (3,1%). O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo (DC) aparece com 0,6%.
Além da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa AtlasIntel testou outros cenários de segundo turno. Dos eventuais candidatos do campo bolsonarista, Flávio é o que performa melhor atualmente.
Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a diferença cai para 0,9 ponto percentual em favor do governador: Lula tem 46,6% e Tarcísio, 47,2%.

Se a adversária for a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a vantagem seria de apenas 0,2%. Lula teria 46,8% das intenções de voto neste cenário, e ela apenas 47%.
Contra o próprio Jair Bolsonaro, Lula teria 46,6% ante 47,4% do ex-presidente. O cenário é altamente improvável, pois Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar, com os direitos políticos cassados e com saúde debilitada.
A pesquisa AtlasIntel também ajuda a entender as diferenças entre os eleitorados dos diferentes candidatos.
Lula vai melhor entre mulheres (54,1%); pessoas com ensino fundamental (53,2%) e superior (50,4%); católicos (54,2%); e pessoas com renda familiar entre R$ 2 e R$ 3 mil mensais (54%). A região onde o presidente performa melhor é a Nordeste (57,3%), e a pior é a Centro Oeste (31,4%).
Já Flávio Bolsonaro se sai melhor entre os homens (44,7% ante 35,9% com as mulheres); entre aqueles com idade entre 35 e 44 anos (43,3%); e entre quem tem ensino médio (47,5%). Entre os evangélicos, Flávio ganha de lavada, com 65,4% ante 14% de Lula no segmento. Ele vence Lula nas faixas de renda de até R$ 2 mil (46,1% a 44,8%) e entre R$ 3 e R$ 5 mil (42,8% a 39,3%), perdendo nas demais.
Renan Santos, da Missão, surpreende entre os jovens. No grupo etário de 16 a 24 anos, ele tem 24,7% das intenções de voto, se aproximando de Lula (28,6%). As estatísticas para o cenário mais provável também mostram que o eleitorado dele é masculino (7,5% a 1,6% entre as mulheres), e se concentra entre quem tem ensino médio (7,2%).
