Quando se trata de detritos espaciais, o que sobe acaba descendo com cada vez mais frequência – e não de forma segura.
Quando naves espaciais são lançadas, alguns componentes, incluindo propulsores de foguetes não reutilizáveis, são ejetados para reduzir o peso, sendo deixados para se queimarem intencionalmente ao reentrarem na atmosfera. Satélites também entram na atmosfera no final de sua vida útil, supostamente queimando. Mas, em muitos casos, eles não estão fazendo isso como previsto.
Detritos de componentes de naves espaciais parcialmente queimados e de satélites que reentram na atmosfera terrestre podem representar um risco para pessoas e estruturas no solo. O aumento no número de lançamentos, impulsionado em grande parte por empresas privadas como a SpaceX, está transformando um risco antes remoto em uma ameaça crescente.
Nosso grupo de pesquisa de materiais na Universidade de Wisconsin-Stout está estudando os materiais que permitem que os detritos sobrevivam à reentrada. Buscamos maneiras de modificar com segurança suas excepcionais qualidades de resistência ao calor para torná-los mais seguros para a reentrada atmosférica.
Detritos caindo na Terra
Detritos já caíram em em propriedades privadas e públicas ao redor do mundo várias vezes desde 2021. Alguns dos eventos mais notáveis envolvem pedaços do baú de fibra de carbono da Dragon da SpaceX, que permanece acoplado à cápsula tripulada até poucas horas antes de sua reentrada. Esses baús são maiores do que uma van de 15 passageiros e são usados para armazenamento.
Detritos do baú da missão Crew 7 à Estação Espacial Internacional caíram na Carolina do Norte, e fragmentos da missão Crew 1 caíram em Nova Gales do Sul, Austrália. Da mesma forma, detritos da missão Axiom 3 caíram em Saskatchewan, no Canadá.
Um grande pedaço de detrito espacial proveniente de uma cápsula Dragon, da SpaceX, foi encontrado por um zelador de um acampamento na Carolina do Norte em 2025.
Além dos detritos da fuselagem, componentes de fibra de carbono que contêm gases pressurizados para ajustar a orientação de uma espaçonave constituem grande parte dos detritos recuperados. Algumas dessas recuperações mais recentes ocorreram na Austrália, Argentina e Polônia.
A maior parte dos detritos que reentram na atmosfera se queima, então por que esses pedaços estão chegando à superfície da Terra?
Reentrada atmosférica
Satélites como o Starlink, da SpaceX, ficam em órbita baixa da Terra, normalmente entre 190 e 1.240 milhas (300 e 2.000 quilômetros) acima da superfície da Terra. Para permanecerem lá, eles precisam se mover muito rápido, a cerca de 27.000 km por hora. Para atingir essa velocidade, um foguete com meio milhão de quilos de combustível precisou acelerá-lo, e parte dessa energia ainda está contida no momento (movimento) do satélite.
À medida que um objeto em órbita desce, aproximando-se da atmosfera superior da Terra, ele começa a colidir com moléculas de ar, diminuindo sua velocidade. A quantidade de calor gerada por essa interação consome rapidamente o satélite, derretendo o metal a mais de 1.600 graus Celsius.
A partir da década de 1960, cerca de 100 objetos eram lançados ao espaço todos os anos – ou pelo menos era assim até 2016. Desde então, o número vem aumentando exponencialmente. Em 2016, foram lançados 200 objetos. Mas em 2025, esse número era de 4.500, o que significa 20% de todos os objetos lançados ao espaço desde a década de 1950 foram lançados no ano passado.
A maioria desses lançamentos foi realizada por empresas dos Estados Unidos, como a SpaceX e a Rocket Labs. Empresas como essas, juntamente com outras fora dos EUA, têm planos para grandes constelações de satélites compostas por centenas de milhares a um milhão de satélites.
Quanto mais objetos e cargas úteis forem lançados, mais eventos de reentrada ocorrerão. As operadoras de satélites são obrigadas a remover seus satélites desativados da órbita após 25 anos para cumprir as regulamentações estabelecidas por comitês internacionais. Grupos em todo o mundo, incluindo a Comissão Federal de Comunicações dos EUA, têm pressionado para reduzir o prazo da chamada “desorbitação” para cinco anos. Devido a essas diretrizes, o impacto total dos eventos de reentrada de detritos provenientes desses lançamentos recentes não será sentido por 10 anos ou mais.
Os objetos lançados e as decisões políticas tomadas hoje terão um efeito duradouro na segurança futura.
Fibra de carbono
À medida que o mundo progrediu tecnologicamente, a eficiência no lançamento de objetos ao espaço também aumentou.
Satélites e espaçonaves estão se tornando mais leves, mais fortes e mais resistentes ao calor graças a materiais como plásticos reforçados com fibra de carbono e novos metais. Esses materiais resistentes são muito procurados por serem leves, mas também podem fazer com que os detritos resistam às temperaturas da reentrada.
A fibra de carbono, antes usada exclusivamente na tecnologia espacial, agora é encontrada em itens comuns, como quadros de bicicleta e carrocerias de carros de corrida. Ela continua sendo o padrão de excelência na fabricação de materiais de alta resistência e baixo peso para componentes de espaçonaves, como fuselagens de foguetes, inter-estágios — a estrutura protetora localizada entre os estágios do foguete — e vasos de pressão que sofrem temperaturas extremas e alto estresse e tensão mecânicos.
Metais simples, como alumínio e aço, derretem e se queimam, enquanto materiais complexos, como a fibra de carbono, que é fabricada a temperaturas de até 3.000°C, queimam de forma imprevisível, alterando a maneira como os componentes ejetados se fragmentam na reentrada.
Desde o início dos anos 2000, a maioria dos detritos espaciais recuperados contém seções de plástico reforçado com fibra de carbono ou componentes metálicos envoltos em fibra de carbono. A fibra de carbono pode atuar como um escudo térmico não intencional para detritos mais pesados e prejudiciais.
Design para o fim da vida útil
O “Design para o fim da vida útil” é uma importante área de pesquisa focada na mitigação do risco de detritos de reentrada. Em vez de depender de saídas de órbita controladas e meticulosamente cronometradas que enviam componentes que sobrevivem à reentrada para o oceano no final de suas vidas, os componentes das espaçonaves são projetados para garantir que se desintegrem completamente durante a desorbitação pela atmosfera.
O plano para a destruição pode assumir muitas formas. Isso varia desde a mudança para materiais mais suscetíveis ao calor até a realocação de componentes mais difíceis de queimar para áreas da espaçonave que ficarão mais quentes durante a reentrada, ou o uso de articulações que se rompem em altas temperaturas para separar estruturas em componentes menores, ajudando-os a se queimar.
Com tanto foco, historicamente, em naves espaciais feitas dos materiais mais leves, fortes e resistentes ao calor disponíveis, pode parecer contraintuitivo tornar alguns materiais intencionalmente mais fracos. A chave é tornar os materiais mais inteligentes, para que mantenham sua resistência durante a missão, mas enfraqueçam sob o calor da reentrada.The Conversation
Também com residência em clínica médica, a hepatologista declara: “Só para deixar claro, não é que ‘dois ovos sejam a solução da gordura no fígado’. O ponto é que escolhas alimentares mais inteligentes auxiliam o paciente a melhorar a composição corporal, resistência à insulina e a saúde hepática.”
Laurie Ambrose/Getty ImagesA hepatologista explica sobre a relação entre o consumo de ovos no café da manhã e a condição de gordura no fígado
Gordura no fígado
Para explicar a esteatose hepática, Bruna afirma gostar de usar uma analogia: “Imagine que o fígado é como uma extensão de areia bem lisinha. A gordura não aparece de um dia para o outro, é como uma gota de água caindo nessa faixa de areia, sempre no mesmo lugar. Se cair uma gota hoje, não acontece nada.”
“Se todo dia cair, com o tempo, forma-se um buraco. Se não parar a gota, o buraco vira uma cratera no fígado. Quanto à evolução da esteatose hepática, essa gota é o excesso de açúcar, farinha branca e sedentarismo”, alerta a médica.
Muita gente acorda, coloca o tênis e fica na dúvida: é melhor tomar café da manhã antes da caminhada ou sair em jejum? A prática conhecida como aeróbico em jejum, ou AEJ, ficou bastante popular entre pessoas que buscam emagrecimento e maior queima de gordura.
A lógica parece simples: depois de várias horas sem comer, o corpo teria menos reservas imediatas de energia e passaria a usar mais gordura como combustível durante o exercício. Mas será que isso realmente significa emagrecer mais?
Caminhada em jejum pode aumentar a queima de gordura durante o treino, mas emagrecimento depende de vários fatores - Foto: Shutterstock
O que acontece no corpo durante o jejum?
Depois de uma noite de sono, os estoques de glicogênio, forma de energia armazenada a partir dos carboidratos, ficam mais baixos. Com isso, o organismo tende a aumentar o uso de gordura como fonte energética durante atividades aeróbicas leves ou moderadas.
Esse processo é chamado de oxidação de gordura.
Na prática, estudos mostram que exercícios feitos em jejum realmente podem aumentar a utilização de gordura durante o treino. Porém, isso não significa automaticamente maior perda de peso no longo prazo.
Caminhada em jejum ajuda a emagrecer?
O emagrecimento depende principalmente do déficit calórico ao longo dos dias e semanas. Ou seja: gastar mais calorias do que consumir.
Mesmo que o corpo utilize mais gordura durante o exercício em jejum, isso não garante uma diferença significativa na perda de peso quando comparado à caminhada feita após uma refeição.
Pesquisas recentes apontam que os resultados para emagrecimento costumam ser bastante parecidos entre pessoas que treinam alimentadas e aquelas que praticam AEJ.
Por isso, fatores como:
Regularidade do exercício.
Alimentação equilibrada.
Qualidade do sono.
Controle do estresse.
Continuam sendo muito mais importantes para o emagrecimento sustentável.
Existem benefícios no aeróbico em jejum?
Apesar da discussão sobre perda de peso, alguns possíveis benefícios do AEJ são frequentemente estudados.
Entre eles:
Maior oxidação de gordura durante o exercício.
Melhora da sensibilidade à insulina.
Adaptação metabólica em pessoas treinadas.
Facilidade para encaixar o treino na rotina matinal.
Em pessoas já condicionadas, o corpo pode se tornar mais eficiente em utilizar gordura como combustível durante atividades prolongadas.
Quais são os riscos?
A caminhada em jejum não é indicada para todo mundo.
Sem alimentação prévia, algumas pessoas podem apresentar queda de glicose no sangue, conhecida como hipoglicemia.
Sintomas que merecem atenção
Tontura.
Fraqueza.
Suor frio.
Náusea.
Tremores.
Visão turva.
Além disso, a falta de energia pode diminuir desempenho, intensidade e duração do treino.
Quem deve evitar?
Alguns grupos precisam de mais cuidado com o AEJ:
Pessoas com diabetes.
Iniciantes em atividade física.
Gestantes.
Pessoas com histórico de desmaio.
Quem possui hipoglicemia.
Nesses casos, o ideal é ter acompanhamento profissional antes de iniciar a prática.
Como fazer caminhada em jejum com mais segurança
Para quem deseja testar o método, alguns cuidados ajudam a reduzir riscos.
Recomendações importantes
Comece com caminhadas leves.
Evite treinos longos.
Mantenha boa hidratação.
Pare imediatamente em caso de mal-estar.
Faça uma refeição equilibrada após o treino.
A alimentação pós-exercício ajuda a recuperar energia e preservar a musculatura.
Afinal, vale a pena?
A caminhada em jejum pode funcionar para algumas pessoas, principalmente como estratégia prática para manter regularidade nos exercícios. Porém, ela não é obrigatória para emagrecer e nem garante resultados superiores sozinha.
No fim, o mais importante continua sendo manter constância nos treinos e uma rotina saudável ao longo do tempo.
Um pequeno caderno medieval encontrado dentro de uma latrina surpreendeu arqueólogos na cidade de Paderborn, na Alemanha. O objeto, datado entre os séculos 13 e 14, ficou enterrado por cerca de 700 a 800 anos e ainda assim se manteve bem preservado. A descoberta ocorreu durante escavações para a construção de um novo prédio administrativo.
O caderno foi localizado por uma equipe que trabalhava sob supervisão da Associação Regional da Vestfália-Lippe (LWL – da sigla em alemão). Feito de madeira, couro e cera, ele está agora em processo de restauração na cidade de Münster, onde especialistas tentam preservar o material antes de decifrar o conteúdo.
A arqueóloga Barbara Rüschoff-Parzinger, da LWL, afirma que o achado é raro. “Esta é a única descoberta deste tipo em toda a região. Pode parecer estranho, mas latrinas [instalações destinadas a necessidades fisiológicas] costumam guardar objetos muito bem preservados”, diz ela, em comunicado.
Segundo ela, o ambiente úmido e sem contato com o ar ajudou a manter o caderno praticamente intacto ao longo dos séculos.
O que se sabe até agora
O objeto mede poucos centímetros e tem cerca de dez páginas. A estrutura lembra uma pequena agenda reutilizável da época. As superfícies internas eram cobertas por cera, onde se escrevia com uma espécie de instrumento pontiagudo. A outra ponta servia para apagar o texto e permitir novos registros.
Parte da escrita ainda pode ser vista. O texto foi feito em latim e apresenta traços de grafia cursiva, o que indica que o autor tinha algum nível de instrução. “Tudo sugere que foi usado de forma prática, como um caderno de anotações”, explica a arqueóloga Sveva Gai.
Uma das hipóteses é que o dono fosse um comerciante, já que esse grupo estava entre os poucos que sabiam ler e escrever na época. O conteúdo pode incluir registros de transações ou observações do dia a dia. Ainda não se sabe como o objeto foi parar na latrina, mas a possibilidade mais simples é um acidente.
Detalhes do caderno
Além do conteúdo, o acabamento também chama a atenção dos pesquisadores. A capa de couro é decorada com pequenas fileiras de lírios em relevo, um símbolo ligado a poder e prestígio na Idade Média. Isso indica que o item tinha valor para quem o utilizava.
A conservadora Susanne Bretzel conta que o caderno não chamou atenção à primeira vista. “Ele estava coberto por terra úmida e parecia apenas um bloco de material sem forma definida. Só durante a limpeza percebemos do que se tratava”, afirma. Mesmo após tantos séculos, o objeto ainda apresentava odor forte.
Outro aspecto que chama atenção é a presença de marcas de textos antigos sob a escrita mais recente. Como a cera podia ser reaproveitada, registros anteriores deixaram vestígios. Técnicas de análise mais avançadas devem ajudar a separar essas camadas e recuperar diferentes momentos de uso do caderno.
Próximos passos
Antes de qualquer tentativa de leitura completa, a prioridade é a conservação. O processo pode levar até um ano e envolve análises detalhadas da madeira, da cera e do couro. Os especialistas querem entender, por exemplo, a composição dos materiais e como mantê-los estáveis.
“Palavras isoladas já são reconhecíveis, mas a transcrição completa ainda vai levar tempo”, diz Barbara. Depois disso, o texto será traduzido do latim.
A expectativa é que o caderno seja exibido no Museu do Palácio Imperial de Paderborn após a restauração.
A Colossal Biosciences, startup dos Estados Unidos que ganhou notoriedade ao afirmar que pretende “trazer de volta” animais extintos, como os lobos-terríveis, anunciou mais um feito de alto impacto midiático: o nascimento de 26 pintinhos em uma estrutura artificial que imita uma casca de ovo. Por meio de vídeo compartilhado nesta terça-feira (19), a empresa afirma que a tecnologia poderá, no futuro, ajudar na criação de aves geneticamente modificadas para se parecerem com espécies desaparecidas, como os moas gigantes da Nova Zelândia.
Veja:
Mas, embora o anúncio tenha sido apresentado pela companhia como um avanço rumo à chamada “desextinção”, especialistas ouvidos pela imprensa especializada afirmam que faltam dados fundamentais para avaliar a eficácia da técnica. Além disso, os profissionais alertam que a Colossal tem um histórico de fazer alegações controversas sobre espécies “ressuscitadas” sem respaldo científico consensual.
Basicamente, a tecnologia divulgada pela empresa consiste em uma estrutura impressa em 3D em formato de treliça, revestida por uma membrana transparente de silicone. O sistema funciona como uma espécie de incubadora externa, nos quais os ovos fertilizados são removidos de suas cascas naturais e transferidos para o dispositivo artificial, onde continuam seu desenvolvimento embrionário.
Segundo a Colossal, a membrana permite trocas gasosas semelhantes às de uma casca verdadeira, eliminando a necessidade de suplementação artificial intensa de oxigênio, um problema recorrente em experimentos anteriores de incubação “ex-ovo”. A empresa diz acreditar que o sistema poderá futuramente ser ampliado para acomodar ovos gigantescos como os dos moas, aves incapazes de voar que chegavam a mais de 3 metros de altura e foram extintas há cerca de 600 anos.
Falta de dados é principal alvo das críticas
Apesar do tom futurista do anúncio, pesquisadores afirmam que a empresa ainda apresentou pouquíssimas evidências concretas sobre o funcionamento real da tecnologia. O “ovo artificial” foi revelado apenas em comunicado de imprensa e vídeos promocionais. A Colossal não publicou artigo científico revisado por pares, não divulgou pré-publicação técnica nem apresentou números detalhados sobre eficiência, taxa de sobrevivência embrionária ou comparação rigorosa com métodos já existentes.
Segundo a revista Nature, a empresa também não pretende publicar um estudo formal neste momento porque planeja comercializar a tecnologia futuramente. Para os especialistas ouvidos pelo veículo, pode até ser que a descoberta seja realmente importante, no entanto, sem dados, é difícil avaliar qual será o seu impacto.
A ausência de informações quantitativas foi criticada também por pesquisadores consultados pela revista New Scientist, uma vez que não se compartilhou quaisquer informações a respeito da quantidade de pintinhos que não eclodiram da estrutura ante aqueles que chegaram a nascer.
Vale destacar que a própria empresa admite que ainda não mediu a taxa de sucesso do sistema. Isso significa que o dado mais básico para avaliar a tecnologia — qual porcentagem dos embriões realmente sobrevive — continua desconhecido publicamente.
Nem “ovo artificial”, nem novidade absoluta
Outro ponto levantado pelos especialistas é que a Colossal provavelmente exagera ao descrever a estrutura como um “ovo artificial”. Na prática, os embriões continuam dependendo de elementos biológicos naturais já presentes no ovo original, incluindo gema, clara e membranas embrionárias fundamentais para o desenvolvimento. O sistema criado pela empresa substitui principalmente a casca externa.
Além disso, incubações semelhantes já haviam sido realizadas anteriormente por outros grupos científicos usando recipientes improvisados, como filmes plásticos, copos transparentes e estruturas laboratoriais adaptadas. O primeiro relato de sucesso com aves remonta aos anos 1990.
Os pesquisadores reconhecem, porém, que a Colossal pode ter melhorado um aspecto importante da técnica: a troca de oxigênio. A Nature destaca que modelos anteriores geralmente exigiam níveis elevados de oxigênio suplementar próximos à eclosão, algo potencialmente danoso aos tecidos e ao DNA dos embriões.
Nesse ponto específico, a membrana desenvolvida pela Colossal pode representar um avanço real. Mesmo assim, os cientistas ressaltam que ainda não há dados suficientes para confirmar se a tecnologia funciona melhor que as alternativas existentes.
Exagero nas alegações de “desextinção”
O ceticismo em torno do novo anúncio não surge isoladamente. Ele está diretamente ligado ao histórico recente da própria Colossal.
Nos últimos anos, a empresa ganhou enorme atenção internacional ao divulgar projetos envolvendo mamutes-lanosos, tigres-da-tasmânia, dodôs e lobos-terríveis. Em abril, a companhia afirmou ter “trazido de volta” o lobo-terrível — predador extinto há milhares de anos e popularizado pela série Game of Thrones. Mas a alegação foi amplamente rejeitada pela comunidade científica.
Como a GALILEU já havia publicado em junho de 2025, os animais produzidos pela Colossal eram, na realidade, lobos-cinzentos geneticamente modificados com algumas características inspiradas nos lobos-terríveis. Inclusive, a cientista-chefe responsável pelo desenvolvimento do projeto dentro da empresa reconheceu que os exemplares não eram literalmente da espécie extinta.
Agora, diversos cientistas dizem enxergar o mesmo padrão no anúncio do “ovo artificial”. Pode ser uma tecnologia potencialmente útil, mas apresentada com promessas muito maiores do que aquilo que foi efetivamente demonstrado.
Trazer espécies de volta é improvável
Mesmo que o sistema funcione perfeitamente, especialistas afirmam que isso está muito longe de significar a volta dos moas. O principal problema continua sendo genético. O DNA das espécies extintas se degrada ao longo do tempo, fragmentando-se progressivamente. Isso impede a reconstrução completa de um genoma funcional idêntico ao original.
Por isso, pesquisadores afirmam que a “desextinção”, no sentido literal, provavelmente é impossível. A empresa pode até conseguir usar essa tecnologia para criar um pássaro geneticamente modificado, mas seria apenas um pássaro geneticamente modificado. Não seria um moa.
Na prática, o que projetos desse tipo podem produzir são híbridos modernos editados geneticamente para apresentar algumas características físicas de espécies desaparecidas. Contudo, mesmo isso ainda parece distante.
Os ovos dos moas chegavam a cerca de 24 centímetros de comprimento e continham volumes gigantescos de gema e clara. Cientistas ouvidos pela New Scientist afirmam que reproduzir artificialmente gemas desse porte seria um enorme desafio biológico, já que cada gema é uma única célula.
Embora muitos pesquisadores critiquem as ambições de “desextinção” da Colossal, outros reconhecem que a tecnologia pode ter aplicações práticas relevantes em conservação animal. O sistema poderia, por exemplo, ajudar programas de reprodução de aves ameaçadas de extinção, especialmente espécies com baixa taxa de eclosão. Tudo isso depende, porém, da real eficácia da tecnologia.
Você provavelmente usa mais a mão direita para escrever, comer ou realizar tarefas do dia a dia. Isso não é coincidência. Cerca de 90% da população mundial é destra, enquanto apenas uma minoria tem mais facilidade com a mão esquerda. Apesar de ser um traço tão comum, a origem dessa diferença sempre intrigou cientistas.
Um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, sugere uma nova explicação. A resposta pode não estar nas mãos, mas na forma como o corpo humano evoluiu ao longo do tempo, especialmente nas pernas e no cérebro.
A pesquisa, publicada na revista PLOS Biology em 27 de abril, comparou características de 41 espécies de macacos e símios com as dos humanos. A ideia era entender por que a dominância de um lado do corpo é tão marcante em nossa espécie, mas não aparece da mesma forma em outros primatas.
Durante a análise, os pesquisadores testaram várias hipóteses já discutidas ao longo dos anos, como dieta, ambiente, uso de ferramentas e organização social. Nenhuma delas conseguiu explicar por que os humanos são majoritariamente destros.
A diferença foi percebida quando os cientistas incluíram dois fatores na análise: o tamanho do cérebro e a proporção entre pernas e braços. Essa relação é usada para entender o modo de locomoção, especialmente o hábito de andar ereto.
Os resultados mostraram que cérebros maiores e pernas mais longas estão ligados à preferência por usar a mão direita.
“Este é o primeiro estudo a testar várias das principais hipóteses sobre a lateralidade humana em um único modelo. Nossos resultados sugerem que ela está ligada a características importantes da nossa espécie, como a postura ereta e o aumento do cérebro”, afirma o antropólogo evolucionista Thomas Püsche, coautor do estudo, em comunicado.
Mudança ao longo da evolução
A equipe também usou o modelo para estimar como essa característica pode ter surgido em ancestrais humanos. Os resultados indicam que a preferência pela mão direita não apareceu de uma vez, mas se intensificou ao longo da evolução.
Espécies mais antigas, como o Ardipithecus e o Australopithecus, provavelmente tinham apenas uma leve inclinação para o lado direito, semelhante à observada em grandes símios atuais. Com o surgimento do gênero Homo, essa tendência se tornou mais evidente.
Segundo os pesquisadores, esse processo pode ter ocorrido em duas etapas. Primeiro, os ancestrais passaram a andar eretos, o que liberou as mãos para outras funções. Depois, com o aumento do cérebro, a especialização de um lado do corpo se fortaleceu.
Os cientistas ainda pretendem investigar como fatores culturais podem ter reforçado essa preferência ao longo do tempo e por que a população canhota continua existindo.
“Esse trabalho ajuda a separar o que é específico dos humanos e o que faz parte de um processo mais amplo na evolução dos primatas”, afirmam os autores.
Que as águas-vivas são animais marinhos perigosos e venenosos já se sabe. Para confirmar isso, uma pesquisa realizada pela Universidade de Tohoku, no Japão, e pela Universidade Nacional de Singapura identificou uma nova espécie com veneno capaz de matar um adulto em poucos minutos. O animal faz parte do gênero Chironex, um grupo já conhecido pela letalidade de suas toxinas.
A descoberta, publicada na revista científica Raffles Bulletin of Zoology, revela que a água-viva-caixa — ou vespa-do-mar —, considerada uma das criaturas marinhas mais perigosas do planeta, foi encontrada na costa da Ilha Sentosa, em Singapura.
Ela recebeu o nome de Chironex blakangmati, uma referência ao antigo nome malaio da ilha, “Pulau Blakang Mati”, que pode ser traduzido como “Ilha da Morte Atrás”. O batismo foi feito levando em consideração o poder do veneno do animal, segundo os pesquisadores.
De acordo com os cientistas, a princípio o achado parecia semelhante a outras espécies do gênero Chironex. No entanto, após uma análise detalhada da morfologia do animal em laboratório, eles identificaram que se tratava de uma nova espécie, que apresenta características físicas únicas e nunca observadas antes no grupo.
“A C. blakangmati é notavelmente parecida com a Chironex yamaguchii, uma espécie de água-viva que descobri em Okinawa enquanto fazia meu mestrado. Mas percebemos que elas eram completamente diferentes”, diz Cheryl Ames, da Universidade de Tohoku e WPI-AIMEC, uma das pesquisadoras, em comunicado.
Esta descoberta mostra que o grupo de animais do gênero Chironex é mais diverso do que a ciência imaginava, pois amplia para quatro o número de espécies conhecidas.
“Nossa revisão e análise minuciosas de todas as espécies de Chironex conhecidas até o momento revelam muito sobre essas águas-vivas-caixa e destacam uma nova estratégia útil que outros pesquisadores podem usar para a delimitação de novas espécies”, relata Danwei Huang, do Museu de História Natural Lee Kong Chian da Faculdade de Ciências da Universidade Nacional de Singapura, também em comunicado.
O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é o relator do pedido do Partido Liberal que questiona pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19/5). O levantamento aponta queda do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto após a divulgação de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master com pedido para financiamento do filme “Dark Horse”.
Na sondagem anterior, realizada em abril, os dois estavam tecnicamente empatados na simulação de segundo turno, com leve vantagem de Flávio Bolsonaro, que tinha 47,8%, enquanto Lula somava 47,5%.
Na pesquisa desta terça, Lula aparece com 48,9% e Flávio com 41,8%. Uma queda de seis pontos percentuais para o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre um levantamento e outro.
Ao TSE, o Patido Liberal alega divulgação de pesquisa fraudulenta, questiona meodologia adotada e afirma que “o questionário teria sido estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro”.
O partido ainda questiona que a representação, a sequência das perguntas, a forma de apresentação dos temas e o uso de associações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro “contaminam e induzem as respostas dos entrevistados, comprometendo a integridade dos resultados“.
Manipulação
O PL alega que a pesquisa revela precedente “manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade eperada em levantamentos eleitorais destinados à divulgação pública”.
“A representação também pede a apuração de possível prática de crime eleitoral, diante da gravidade dos vícios apontados e do risco de divulgação de pesquisa considerada fraudulenta pela defesa”, diz.
A relatoria, nesse caso, é do ministro Nunes Marques porque é uma atribuição da presidência da Corte fazer a análise inicial do caso.
Pesquisa
Os entrevistados responderam à pergunta: “Se esses fossem os candidatos, em quem você votaria nas próximas eleições para presidente?”. Veja os resultados:
Lula (PT): 47%
Flávio Bolsonaro (PL): 34,3%
Renan Santos (Missão): 6,9%
Romeu Zema (Novo): 5,2%
Ronaldo Caiado (PSD): 2,7%
Augusto Cury (Avante): 0,4%
Aldo Rabelo (DC): 0,2%
Outros: 0,6%
Brancos/nulos: 1,4%
Não souberam responder: 1,9%
Para o segundo turno, os entrevistados responderam à pergunta: “Em um eventual segundo turno nas próximas eleições para Presidente da República em 2026, como você votaria no seguinte cenário?”. Veja os resultados:
Lula (PT): 48,9%
Flávio Bolsonaro (PL): 41,8%
Brancos/nulos/não souberam responder: 9,3%
A queda de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto coincide com a divulgação de conversas vazadas entre o senador e Daniel Vorcaro. Na conversa, Flávio cobra dinheiro de Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O levantamento mostra que 95,6% dos entrevistados afirmaram ter ficado sabendo do vazamento e 65,2% disseram que as informações não os surpreenderam. Para 45,1%, a divulgação enfraqueceu muito a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel para a Bloomberg entre os dias 13 e 18 de maio de 2026. Foram entrevistadas 5.032 pessoas da população adulta brasileira. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos.
Imagine traçar um mapa das estruturas do universo. Foi exatamente isso que astrônomos fizeram ao reconstruir o esqueleto do cosmo a partir de um dos maiores levantamentos já realizados pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST). A descoberta permitiu identificar a evolução de galáxias desde a criação do espaço, há cerca de 13 bilhões de anos.
Publicada no The Astrophysical Journal, no dia seis de maio, a pesquisa liderada por cientistas da Universidade da Califórnia em Riverside (UCR), nos EUA, revelou como as galáxias e aglomerados galácticos se interconectam e são influenciados, de forma intrínseca e extrínseca, pela formação e morte de estrelas ao longo do tempo cósmico.
Maior levantamento da história do JWST
A reconstrução foi possível graças ao COSMOS-Web, o maior programa já executado pelo telescópio, que somou 255 horas de observação. Esse novo mapa supera os levantamentos anteriores feitos pelo Hubble e divulgados em 2021, pois consegue capturar galáxias muito mais distantes, tênues e de menor massa.
“Demos um salto significativo em profundidade e resolução. Agora podemos ver a teia cósmica em uma época em que o universo tinha apenas algumas centenas de milhões de anos, algo que estava fora de alcance antes do JWST”, destacou o coautor do estudo e professor de física e astronomia da UCR, Bahram Mobasher, em comunicado.
O nascimento e a morte das galáxias
A descoberta trouxe respostas cruciais sobre o ciclo de vida das galáxias e a produção de estrelas ao longo do tempo cósmico. Os pesquisadores identificaram que o auge da formação de estrelas no universo aconteceu há bilhões de anos, e a própria teia cósmica ditou o ritmo dessa desaceleração.
Segundo o mapa, até os sete bilhões de anos do universo, as regiões mais densas da teia aceleravam o crescimento das galáxias. O fim da formação de estrelas acontecia devido a fatores internos, como galáxias massivas demais ou a ação de buracos negros supermassivos, que barravam o resfriamento dos gases necessários para a criação de novos astros.
De acordo com o astrônomo da UCR e coautor do estudo, Hossein Hatamnia, o achado mostra como a teia cósmica ajudou a moldar o crescimento das galáxias antes, durante e depois desse período de pico. Em épocas anteriores, regiões densas parecem ser locais de rápido crescimento de galáxias, enquanto em épocas posteriores, ambientes densos estão associados à interrupção da formação estelar”, disse ele ao Live Science.
Já no cenário do universo moderno, o próprio ambiente ao redor das galáxias passa a inibir a formação estelar, “sugando” os materiais ou impedindo que o gás frio se acumule.
Para impulsionar os estudos da comunidade científica, os pesquisadores disponibilizaram publicamente o catálogo com as 164 mil galáxias utilizadas para construir o mapa.
A má postura costuma ser associada apenas às dores nas costas. No entanto, os impactos vão muito além da coluna. Passar muitas horas sentado, usar o celular olhando para baixo ou permanecer na mesma posição por longos períodos pode afetar músculos, articulações, respiração e até o funcionamento do intestino.
Com a rotina moderna, manter o corpo alinhado virou um desafio. Aos poucos, o organismo cria compensações musculares para sustentar posições inadequadas. O resultado pode aparecer em forma de dores, cansaço constante, tensão muscular e desconfortos que muitas pessoas nem imaginam ter relação com a postura.
Má postura afeta o corpo inteiro
Quando o alinhamento corporal sai do natural, músculos, tendões e ligamentos passam a trabalhar de forma desigual. Alguns grupos musculares ficam sobrecarregados, enquanto outros enfraquecem com o tempo.
Entre os problemas mais comuns relacionados à má postura estão:
Dores lombares.
Tensão no pescoço.
Hérnia de disco.
Tendinites e bursites.
Lesões nos joelhos e quadris.
Fascite plantar.
Sensação constante de cansaço.
Postura ruim também pode causar dor de cabeça
O pescoço é uma das regiões mais afetadas pelos hábitos modernos. Ficar horas olhando para telas aumenta a pressão sobre a coluna cervical e provoca tensão muscular constante.
Esse esforço excessivo pode irritar nervos da região e favorecer dores de cabeça frequentes, além de desconfortos nos ombros e sensação de rigidez muscular.
Em alguns casos, a tensão acumulada ainda pode piorar quadros de enxaqueca e aumentar o estresse ao longo do dia.
Respiração pode ficar mais difícil
Pouca gente percebe, mas a postura também interfere diretamente na respiração. Ombros curvados para frente comprimem a caixa torácica e limitam a expansão dos pulmões.
Na prática, isso reduz a eficiência respiratória e aumenta a sensação de fadiga. Com menos mobilidade na região torácica, o corpo precisa fazer mais esforço para respirar corretamente.
Por isso, pessoas com postura inadequada costumam relatar:
Falta de disposição.
Cansaço frequente.
Sensação de peso no corpo.
Dificuldade de concentração.
Sim, o intestino também pode ser afetado
A posição do tronco influencia diretamente o funcionamento intestinal. Quando o abdômen permanece comprimido por muito tempo, os movimentos naturais do intestino podem ficar mais lentos.
Isso favorece sintomas como:
Prisão de ventre.
Inchaço abdominal.
Gases.
Desconforto na barriga.
Além disso, a biomecânica do corpo interfere até na hora de evacuar. Manter os joelhos ligeiramente elevados pode facilitar o relaxamento da musculatura pélvica e melhorar a eliminação das fezes.
Má postura pode impactar até a saúde mental
A relação entre postura e saúde mental também vem chamando atenção. Dores crônicas e tensões musculares constantes aumentam o desgaste físico e emocional.
Com o tempo, o desconforto contínuo pode elevar os níveis de estresse e afetar o humor, o sono e a qualidade de vida.
Embora a postura não seja a única causa desses problemas, ela pode contribuir para um ciclo de tensão, dor e cansaço difícil de interromper.
O que ajuda a melhorar a postura?
Pequenas mudanças no dia a dia já ajudam a reduzir bastante a sobrecarga sobre a coluna e as articulações.
Veja alguns hábitos importantes:
Manter os pés apoiados no chão ao sentar.
Ajustar a tela do computador na altura dos olhos.
Evitar ficar muito tempo na mesma posição.
Fazer pausas ao longo do dia.
Fortalecer músculos do core e das costas.
Alongar pescoço, ombros e lombar regularmente.
Atividades físicas, pilates e exercícios de fortalecimento também podem ajudar na consciência corporal e na melhora do alinhamento postural.
Uma operação de fiscalização realizada por equipes do 3º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas, em apoio à Polícia Rodoviária Federal (PRF), resultou na apreensão de uma grande quantidade de mercadorias sem documentação fiscal na BR-101, no Povoado Cana Brava, em São Sebastião, no Agreste alagoano.
A abordagem ocorreu nessa segunda-feira (18), durante uma ação voltada à fiscalização de transportes interestaduais. O veículo interceptado foi um ônibus de cor branca, de placa MLS-1295, que fazia o trajeto entre o estado de São Paulo e a Paraíba.
Durante a vistoria, os policiais localizaram diversas caixas no interior do ônibus e no compartimento de bagagens. Questionado sobre o conteúdo transportado e a apresentação das notas fiscais, o motorista informou apenas que se tratava de encomendas destinadas à Paraíba, sem detalhar a origem ou a natureza dos produtos.
Diante da suspeita, as caixas foram abertas na presença do condutor. No interior, os agentes encontraram dezenas de smartphones de diferentes marcas e modelos, peças de reposição para aparelhos celulares e perfumes importados com indícios de falsificação.
Entre os itens apreendidos estavam aparelhos das linhas Redmi, Poco e iPhone, incluindo modelos iPhone 12, 13, 14 e 15. Também foram recolhidos 176 perfumes importados falsificados, além de várias caixas contendo telas e peças de smartphones.
Motocicleta adulterada
Durante a fiscalização no bagageiro inferior do ônibus, os policiais também localizaram uma motocicleta Honda CRF vermelha com sinais de adulteração no número do motor.
Todo o material apreendido ficou sob responsabilidade do Núcleo de Operações Especiais (NOE) da PRF, que encaminhou a ocorrência para a Delegacia Regional de Penedo, onde foram adotados os procedimentos cabíveis. Segundo a polícia, o motorista acompanhou a conferência dos produtos recolhidos e recebeu um documento contendo a relação dos itens apreendidos.
A caminhada japonesa virou assunto nas redes sociais e despertou a curiosidade de quem busca uma atividade física simples, eficiente e fácil de encaixar na rotina. O método ficou conhecido por alternar momentos de caminhada rápida com períodos de intensidade mais leve, criando uma espécie de treino intervalado acessível para diferentes pessoas.
A técnica surgiu no Japão e funciona de forma bastante prática. A proposta é caminhar em ritmo acelerado por três minutos e, depois, reduzir a intensidade por mais três minutos. Esse ciclo deve ser repetido por cerca de 30 minutos, algumas vezes por semana.
Caminhada japonesa alterna ritmos e virou tendência por unir praticidade, condicionamento físico e maior intensidade no treino - Foto: Shutterstock
O que é a caminhada japonesa?
A caminhada japonesa é baseada na alternância de intensidade durante o exercício. Em vez de manter o mesmo ritmo o tempo inteiro, a pessoa intercala momentos mais intensos com períodos de recuperação ativa.
Na prática, a caminhada rápida deve elevar a respiração e exigir mais esforço do corpo, mas sem impedir totalmente a fala. Já o ritmo leve serve para recuperar o fôlego antes da próxima sequência intensa.
Esse formato lembra os treinos intervalados, bastante usados em corridas e exercícios cardiovasculares.
Quais são os benefícios?
A popularidade da caminhada japonesa está ligada justamente à praticidade. O método não exige equipamentos específicos, academia ou muito planejamento. Além disso, pode trazer benefícios importantes para a saúde e o condicionamento físico.
Entre os principais benefícios estão:
Melhora do condicionamento cardiorrespiratório.
Maior gasto calórico em comparação à caminhada leve contínua.
Estímulo à resistência física.
Fortalecimento das pernas.
Ajuda no controle do peso corporal.
Mais facilidade para manter uma rotina ativa.
Outro ponto importante é que a alternância de intensidade pode deixar o exercício menos monótono, ajudando na constância da prática.
Caminhada japonesa ajuda a emagrecer?
A caminhada japonesa pode contribuir para o emagrecimento porque aumenta o gasto energético durante a atividade. Os períodos mais intensos fazem o corpo trabalhar mais, elevando a frequência cardíaca e o esforço muscular.
Mesmo assim, os resultados dependem de outros fatores importantes, como alimentação equilibrada, frequência dos treinos e qualidade do sono.
Ou seja, a técnica não funciona como solução milagrosa, mas pode ser uma estratégia eficiente para quem deseja sair do sedentarismo e aumentar o nível de atividade física.
Como começar com segurança?
Para quem deseja testar o método, o ideal é começar aos poucos e respeitar os limites do corpo. Pessoas sedentárias podem reduzir o tempo das sequências rápidas até ganhar mais resistência.
Algumas dicas ajudam a tornar a prática mais segura:
Use um tênis confortável.
Escolha locais planos e seguros.
Faça aquecimento antes da caminhada.
Mantenha hidratação adequada.
Evite exagerar na intensidade logo no início.
Com regularidade, a caminhada japonesa pode se transformar em uma alternativa prática para melhorar o condicionamento físico sem precisar de treinos complexos.
Essencial para a saúde do organismo, o HDL, conhecido como “colesterol bom”, é um importante aliado da saúde vascular e pode ajudar a prevenir condições como infarto, AVC e arritmia. Para aumentar os níveis desse nutriente, mudanças no estilo de vida são fundamentais, mas o segredo está mesmo em adicionar alimentos como azeite, abacate, aveia e nozes na dieta.
O médico cardiologista Ricardo Cals, que atua no tratamento e na prevenção de doenças cardíacas no Hospital Santa Lúcia, explica que o HDL funciona como um “limpador” das veias e artérias, ajudando a eliminar o excesso de LDL, conhecido como colesterol ruim.
NEMES LASZLO/Getty ImagesO LDL é o responsável pela formação de placas de gordura nas artérias
Quais são os alimentos que aumentam o colesterol bom
Segundo o médico, uma dieta baseada em alimentos naturais pode favorecer o equilíbrio do colesterol bom. Grãos integrais, leguminosas, frutas, verduras e peixes ricos em ômega 3 estão entre os principais aliados. Ricardo Cals destaca ainda o azeite de oliva extravirgem como um componente importante dessa estratégia.
“Temos consagrado na literatura médica o azeite de oliva extravirgem como um poderoso aliado, pois melhora a produção do colesterol bom, que ajuda a retirar o excesso de colesterol ruim da corrente sanguínea e levá-lo ao fígado”, explica.
Arx0nt/Getty ImagesA aveia é um dos alimentos recomendados para aumentar os níveis de colesterol bom
Frutas cítricas e alimentos ricos em fibras também são essenciais para manter bons níveis do nutriente, assim como o cacau. “Chocolates com teor de cacau acima de 70% garantem esse benefício”, destaca.
O médico pontua ainda que a dieta mediterrânea é a mais indicada, por ser rica em grãos integrais, azeite de oliva, peixes e outros alimentos benéficos para a saúde cardiovascular.
A Escócia anunciou nesta terça-feira (19/5) a lista de convocados para a Copa do Mundo de 2026. Na primeira fase do torneio, a equipe jogará no Grupo C, ao lado de Brasil, Marrocos e Haiti.
Confira a lista de convocados da Escócia
Goleiros:
Craig Gordon
Angus Gunn
Liam Kelly
Defensores:
Grant Hanley
Jack Hendry
Aaron Hickey
Dom Hyam
Scott McKeena
Nathan Patterson
Anthony Ralston
Andy Robertson
John Souttar
Kieran Tierney
Meio-campistas:
Ryan Christie
Findlay Curtis
Lewis Ferguson
Ben Gannon-Doak
Billy Gilmour
John McGinn
Kenny McLrean
Scott McTominay
Atacantes:
Ché Adams
Lyndon Dykes
George Hirst
Lawrence Shankland
Ross Stewart
O grande destaque da Escócia é o meia Scott McTominay. O jogador se tornou peça fundamental do Napoli e foi eleito campeão italiano na temporada 2024/25.
Além disso, o treinador Steve Clark optou pela convocação do goleiro Craig Gordon, de 43 anos. Ele foi vice-campeão escocês pelo Hearts na atual temporada.
Os escoceses estreiam na Copa do Mundo no dia 13 de junho, quando encaram o Haiti. A sequência da equipe será contra Marrocos, em 19 do mesmo mês, e diante do Brasil, no dia 24.
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns da população e, diante disso, a busca por alternativas naturais para aliviar os desconfortos leves do dia a dia faz dos chásum dos recursos mais populares entre os brasileiros.
Neste 19 de maio, instituído como o Dia Nacional de Combate à Cefaleia, o farmacêutico homeopata Jamar Tejada explica como algumas infusões tradicionais podem contribuir para o relaxamento, a hidratação e a melhora do bem-estar geral em quadros leves da dor.
Entenda
Função das ervas: algumas plantas possuem propriedades calmantes, digestivas ou relaxantes que ajudam em quadros leves associados ao estresse e à tensão, mas o chá não substitui tratamento médico.
Importância da hidratação: muitas dores de cabeça leves são causadas pela desidratação e pela baixa ingestão de água; o consumo de líquidos quentes ajuda a aumentar a hidratação e o conforto corporal.
Ação de variedades específicas: a camomila e a erva-cidreira combatem a tensão emocional, a hortelã promove frescor muscular na região facial e o gengibre auxilia quando há desconforto digestivo associado.
Sinais de alerta importantes: o uso de chás exige cautela e orientação profissional. Dores intensas, frequentes ou acompanhadas de febre, alterações visuais, dormência, dificuldade na fala ou vômitos exigem investigação médica.
“É importante entender que o chá não substitui tratamento médco, principalmente em dores intensas, frequentes ou associadas a sintomas neurológicos. Mas algumas ervas possuem propriedades calmantes, digestivas ou relaxantes que podem ajudar em quadros leves relacionados ao estresse e à tensão”, explica o especialista Jamar Tejada.
Entre as opções mais conhecidas está a camomila. “A camomila é muito associada ao relaxamento corporal e mental. Muitas dores de cabeça leves têm relação direta com tensão emocional, ansiedade e dificuldade de desacelerar”, afirma o farmacêutico.
Segundo ele, criar um ritual de pausa com bebidas quentes também contribui para diminuir o estado de alerta do cérebro.
Westend61/Getty ImagesO chá de camomila pode ser ingerido quente ou frio, sem diferença significativa nas propriedades, desde que o tempo de infusão seja respeitado
Outra erva bastante utilizada é a hortelã, associada à sensação de frescor e ao relaxamento muscular, principalmente na região facial.
“A hortelã promove sensação refrescante e pode trazer alívio subjetivo em casos de tensão na cabeça e sensação de peso facial”, explica Tejada, destacando que o aroma da planta também participa da experiência sensorial ligada ao relaxamento.
Kinga Krzeminska/Getty ImagesO chá de hortelã auxilia na digestão, reduz gases e cólicas e contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal
Para os momentos de estresse, a erva-cidreira e a melissa surgem como opções para quem relata dores causadas por tensão emocional. “Elas são tradicionalmente usadas em momentos de ansiedade, irritabilidade e dificuldade para dormir, fatores que frequentemente participam do surgimento da cefaleia”, afirma o farmacêutico homeopata.
Conforme o especialista, o sono inadequado e o excesso de estímulos são dois dos principais gatilhos modernos para dores de cabeça recorrentes.
Getty ImagesErva-cidreira – a espécie Melissa officinalis ajuda a apaziguar a mente e auxilia, inclusive, no relaxamento muscular. A espécie é amplamente usada na fabricação de chás e óleos naturais
Já o gengibre atua em desconfortos associados, sendo lembrado por seu potencial digestivo e sensação de aquecimento.
“Algumas pessoas relatam melhora principalmente quando a dor de cabeça vem acompanhada de náusea ou desconforto digestivo. O gengibre é muito utilizado tradicionalmente nessas situações”, detalha Jamar Tejada.
ma-no/Getty ImagesO chá de gengibre soma propriedades capazes de reduzir os efeitos do álcool e ajudar o fígado
O farmacêutico lembra ainda que muitas dores leves decorrem da desidratação. “Muitas vezes o problema não é apenas tensão, mas desidratação. O consumo de líquidos quentes também ajuda a aumentar hidratação e conforto corporal”, destaca.
Apesar do uso popular, o especialista faz um alerta rígido: dores intensas, frequentes ou associadas a sintomas neurológicos precisam de investigação médica. Os sinais de alerta incluem dor súbita e muito intensa, febre, alterações visuais, dormência, dificuldade na fala, vômitos persistentes, desmaios e dores frequentes que pioram progressivamente. “Natural não significa ausência de risco. Algumas ervas podem interagir com medicamentos ou não ser indicadas para determinadas pessoas. Por isso, orientação profissional é sempre importante”, finaliza Jamar Tejada.