A luta entre animais e humanos era um dos esportes praticados na Roma Antiga. Quando a prática é retratada em filmes e livros, normalmente os homens são os responsáveis por enfrentar as feras. No entanto, segundo um novo estudo, a atividade não era feita apenas pelo público masculino: mulheres também entravam na arena para guerrear com os bichos.
A evidência vem de um mosaico datado do século 3, em que retrata um ser humano seminu com seios proeminentes brigando com um leopardo. De acordo com o pesquisador Alfonso Manas, a arte é a representação de uma mulher romana que lutava contra feras.
Trabalhos anteriores sobre o mosaico também apontavam ser uma mulher, porém que ela era uma agitadora dos animais, chicoteando-os para incitá-los.
A descoberta de Manas, pesquisador da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é a primeira e única evidência do envolvimento de mulheres romanas na luta contra feras. Conforme resultados publicados no The International Journal of the History of Sport em 22 de março.
Evidências da mulher lutadora
Encontrado em Reims, na França, o pesquisador analisou os detalhes do mosaico. Segundo Manas, as peças foram dispostas cuidadosamente na arte para representar os seios de uma mulher seminua. A intenção era diferenciar os atributos da anatomia feminina das características masculinas, visto que haviam vários homens dispostos em outras partes do desenho.
“Por ser a única mulher no mosaico, ela é retratada com os seios à mostra para evidenciar sua feminilidade. Certamente, a única maneira eficaz de tornar evidente para o observador visual que uma figura é feminina é mostrando seus seios, visto que todas as outras características femininas, como penteado ou traços faciais, não são suficientemente claras e poderiam ser confundidas com as de um homem ou menino”, escreve o autor no artigo.
Além disso, é possível ver um chicote em uma das mãos da mulher e na outra o pomo da empunhadura de uma arma, evidenciando que ela não era uma prisioneira condenada e indefesa, mas sim uma lutadora armada e treinada.
O achado é essencial para obter mais detalhes sobre o papel das mulheres nas sociedades antigas e diminuir os estereótipos retratados em filmes e livros históricos.
O tratamento da obesidade no Brasil passa por uma atualização importante. A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) lançou uma nova diretriz que organiza, pela primeira vez de forma específica, o uso de medicamentos no cuidado da doença.
Publicada nessa terça-feira (31/3), a diretriz reúne 32 recomendações e busca orientar a prática clínica diante de um cenário em que as opções terapêuticas se tornaram mais amplas. A obesidade é considerada uma doença crônica e hoje afeta mais de 41 milhões de adultos no país.
“Nos últimos anos, a discussão sobre obesidade ficou mais complexa. O médico passou a lidar com um cenário terapêutico mais amplo e com decisões que exigem avaliação cada vez mais individualizada”, afirma o presidente da entidade, Fábio Trujilho.
Quando os medicamentos são indicados
A nova diretriz estabelece critérios mais claros para o uso de medicamentos no tratamento da obesidade. A indicação principal é para pessoas com índice de massa corporal igual ou superior a 30, ou acima de 27 quando há doenças associadas, como diabetes ou problemas cardiovasculares.
O documento também abre espaço para avaliação individualizada em situações específicas, como aumento da circunferência abdominal associado a complicações de saúde.
Apesar da ampliação das recomendações, os especialistas reforçam que os medicamentos não substituem mudanças no estilo de vida.
A orientação é que o tratamento farmacológico seja sempre combinado com alimentação adequada, prática de atividade física e acompanhamento profissional.
“O documento transforma esse avanço científico em orientação prática, oferecendo mais subsídio para a conduta clínica e mais segurança para o cuidado dos pacientes”, diz Trujilho.
Diretriz inclui novas terapias
Um dos destaques da nova publicação é a incorporação de medicamentos mais recentes, como os chamados análogos de GLP-1, conhecidos popularmente como canetas para emagrecimento.
Esses fármacos atuam simulando hormônios ligados à saciedade e ao controle do apetite, o que pode levar a uma redução significativa do peso corporal.
A diretriz também passa a considerar não apenas a perda de peso isolada, mas o impacto do tratamento em diferentes condições clínicas, como risco cardiovascular, pré-diabetes, apneia do sono e doença hepática.
Para Fernando Gerchman, um dos coordenadores da nova diretriz, esse é um dos avanços do documento. “O texto traz direcionamentos para cenários que fazem parte da prática do consultório, o que aproxima a recomendação científica da realidade dos pacientes”, explica.
Cuidados e alertas no uso
Além das indicações, a diretriz também reforça a necessidade de cautela no uso de medicamentos. O documento alerta para substâncias sem comprovação científica robusta e para o uso indiscriminado de fórmulas manipuladas.
Segundo a entidade, produtos que incluem hormônios, diuréticos ou outras combinações sem respaldo adequado podem trazer riscos à saúde.
O uso fora das indicações aprovadas também deve ser avaliado com cuidado e considerado apenas quando não houver alternativas disponíveis e existirem evidências de segurança e eficácia.
Avanço no tratamento da doença
A publicação marca uma mudança na forma como o tratamento da obesidade é abordado no país. Até então, o uso de medicamentos aparecia apenas como parte de diretrizes mais amplas.
Agora, com um documento específico, a expectativa é oferecer mais clareza para profissionais de saúde e melhorar o cuidado com os pacientes.
Em meio ao aumento dos casos de excesso de peso no Brasil, a diretriz reforça que o tratamento precisa ser contínuo, individualizado e baseado em evidências, combinando diferentes estratégias para resultados mais seguros e duradouros.
Com a chegada da Páscoa, os ovos artesanais costumam ganhar destaque entre as famílias. Mas, diferente dos industrializados, eles exigem alguns cuidados especiais para manter a qualidade.
Segundo a confeiteira Giuliana Feitosa, atuante no mercado há mais de doze anos, pequenos detalhes no armazenamento fazem toda a diferença na experiência final. Além disso, é importante destacar que o chocolateé um alimento sensível às variações do ambiente.
Mudanças bruscas de temperatura podem causar o chamado “fat bloom”, um aspecto esbranquiçado na superfície, que não indica que o produto estragou, mas compromete a aparência e a textura.
Por isso, manter condições estáveis de armazenamento é tão importante quanto escolher bons ingredientes no preparo, afinal, todo o cuidado na produção pode ser perdido se o armazenamento não for adequado.
À CNN Brasil, Giuliana conta que, para ovos tradicionais, sem recheio, a recomendação é simples: mantenha na embalagem original, em um local fresco, seco e longe da luz. Evitar calor e umidade é essencial para preservar a textura e o brilho do chocolate.
Depois de aberto, o ideal é transferir para uma embalagem bem vedada, protegendo o alimento do contato com o ar. Já em dias muito quentes (comuns em várias regiões do Brasil), pode ser necessário recorrer à geladeira. Nesse caso, o cuidado deve ser redobrado: o ovo precisa estar bem embalado, preferencialmente em plástico filme ou em potes herméticos, para evitar alterações no sabor.
Geladeira: vilã ou aliada?
De acordo com a profissional, um dos erros mais comuns é colocar o ovo diretamente na geladeira dentro da própria embalagem. Isso porque caixas e papéis não são suficientes para proteger o chocolate da umidade e dos odores de outros alimentos.
O resultado? O chocolate pode absorver cheiros indesejados e perder qualidade. Por isso, se for necessário refrigerar, a embalagem deve ser reforçada.
Qual costuma ser a validade dos ovos artesanais?
A durabilidade varia bastante de acordo com o tipo de ovo:
Ovos tradicionais (sem recheio): podem durar até 90 dias, se bem armazenados;
Ovos recheados: têm prazo bem menor;
Recheios cremosos: até 5 dias;
Ganache: de 5 a 7 dias;
Frutas frescas: consumir em até 24 horas.
Isso acontece porque ingredientes como leite, frutas e cremes são mais perecíveis e aceleram o processo de deterioração.
Atenção redobrada com recheios
Cada tipo de recheio pede um cuidado específico. Brigadeiros, por exemplo, podem cristalizar mais rapidamente quando expostos ao ar e à umidade. Já frutas frescas exigem refrigeração imediata e consumo rápido, pois liberam líquidos que podem comprometer o recheio.
Uma dica importante, segundo a confeiteira, é remover frutas decorativas antes de guardar o ovo — isso ajuda a aumentar a durabilidade e evitar alterações no sabor.
3 dicas infalíveis para armazenar ovos de Páscoa
Para não errar, a confeiteira destaca três orientações práticas:
Em dias quentes, escolha sempre o local mais fresco da casa;
Se precisar usar a geladeira, proteja bem com plástico-filme ou potes herméticos; e
Evite guardar ovos com frutas: retire-as antes para preservar o recheio.
A Fifa alterou o horário do duelo entre Brasil e Haiti, pela segunda rodada da Copa do Mundo. O duelo, que terá como palco a cidade da Filadélfia, em 19 de junho, foi remarcado para as 21h30 (de Brasília).
Brasil e Haiti estão no Grupo C da Copa do Mundo. Além de brasileiros e haitianos, as seleções de Marrocos e Escócia também estão na chave.
Confira o calendário do Brasil na Copa do Mundo:
Brasil x Marrocos – 13 de junho, sábado – 19h (de Brasília), MetLife Stadium – New Jersey, EUA.
Brasil x Haiti – 19 de junho, sexta-feira – 21h30 (de Brasília), Estádio Lincoln Financial Field – Filadélfia, EUA.
Escócia x Brasil – 24 de junho, quarta-feira – 19h (de Brasília), Hard Rock Stadium – Miami, EUA.
Além do jogo entre Brasil e Haiti, a Fifa fez alteração em outro duelo. A partida entre Turquia e Paraguai foi antecipada para 1h da manhã (de Brasília) do dia 20 de junho.
Você treina pesado, mas vira de um lado para o outro na cama? Se a resposta é sim, você faz parte de uma estatística preocupante.
Segundo a pesquisa “O sono dos brasileiros”, do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 65% da população tem baixa qualidade de sono. O estresse, a ansiedade e o sedentarismo são os principais vilões dessa conta.
A boa notícia é que o esporte é um dos remédios mais eficazes para o descanso perfeito. A atividade física funciona como uma ponte entre o estado de alerta e o repouso profundo.
O impacto do exercício no ciclo do sono
Dormir bem é um indicador de saúde e performance. Quem treina consegue alcançar os estágios mais profundos do sono com mais agilidade.
Isso inclui o sono REM, fase crucial para a atividade cerebral e consolidação da memória.
O professor Anderson Teu, da Academia Gaviões 24h, explica que o exercício atua em mecanismos fisiológicos e psicológicos.
Ao praticar atividades físicas, você regula a produção de melatonina e reduz o cortisol, o hormônio do estresse.
Além disso, a liberação de endorfina e serotonina promove o bem-estar necessário para combater a insônia.
“O corpo humano foi feito para se movimentar. Ao gastar energia de forma eficiente durante o dia, você prepara o terreno para um desligamento natural e profundo à noite, atuando principalmente como um gatilho biológico para a sonolência” , destaca.
Horário ideal para treinar
A regularidade na prática de atividade física é mais importante do que o horário escolhido para treinar. No entanto, cada pessoa pode responder de forma diferente ao período do exercício.
Treinos de alta intensidade, como o HIIT, podem elevar a frequência cardíaca e os níveis de adrenalina, o que pode dificultar o relaxamento imediato para algumas pessoas, embora para outras possa promover sensação de relaxamento após o esforço.
“Um dos maiores mitos é que treinar à noite seja prejudicial. O importante é manter um intervalo de pelo menos 90 minutos entre o término do treino, independentemente do tipo de atividade,e o momento de dormir”, ressalta o professor.
Escolha o exercício físico adequado
Alguns tipos de exercício podem trazer benefícios específicos para a qualidade do sono. Atividades aeróbicas, por exemplo, são eficazes na redução dos sintomas da apneia do sono, pois estimulam o condicionamento cardiorrespiratório e o controle da respiração.
Práticas como ioga e caminhada leve também contribuem para a saúde mental, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e depressão, frequentemente associados à insônia crônica.
Já a musculação e os treinos de resistência colaboram para a recuperação física e podem favorecer um descanso mais profundo.
“O descanso não está relacionado apenas à quantidade de horas dormidas, mas principalmente à qualidade do sono. Pessoas que se exercitam regularmente tendem a apresentar um sono menos fragmentado, o que resulta em mais disposição e melhor recuperação muscular no dia seguinte”, conclui.
Dicas para um sono de campeão:
Mantenha a rotina: Tente treinar nos mesmos horários para educar seu relógio biológico.
Cuidado com a pré-treino: Evite cafeína e estimulantes no final do dia se você for treinar à noite.
Higiene do sono: Após o treino noturno, diminua as luzes da casa e evite telas.
Consistência: Os benefícios reais para o sono aparecem com a prática frequente, não apenas em um dia isolado.
O ciclo virtuoso da saúde
Treinar não é apenas sobre estética ou força; é sobre como o seu corpo se recupera. Quando você gasta energia de forma eficiente durante o dia, prepara o gatilho biológico para a sonolência.
O resultado é um ciclo virtuoso: melhor treino, melhor sono e, consequentemente, melhor desempenho no dia seguinte. Respeite seu descanso para ver seus músculos crescerem!
Um hábito aparentemente simples pode ajudar quem está no processo de perda de peso: manter uma rotina alimentar previsível, com refeições semelhantes e ingestão calórica mais estável ao longo dos dias.
A estratégia foi apontada em um estudo divulgado nessa segunda (30/3) pela American Psychological Association e publicado na revista Health Psychology. A pesquisa sugere que simplificar a dieta, repetindo alimentos e horários das refeições, pode reduzir a chamada “fadiga de decisão”, facilitando escolhas alimentares mais saudáveis.
Segundo os pesquisadores, quando as pessoas não precisam decidir constantemente o que comer, há menor probabilidade de recorrer a alimentos ultraprocessados ou fazer escolhas impulsivas, o que favorece a perda de peso ao longo do tempo.
Rotina alimentar pode facilitar o emagrecimento
De acordo com o estudo, indivíduos que seguem um padrão alimentar mais previsível apresentam maior facilidade para manter a dieta e evitar o efeito sanfona. A repetição das refeições também ajuda o organismo a estabelecer um ritmo metabólico mais estável.
A nutricionista Stella Boreggio, que atende em São Paulo, explica que a estratégia pode funcionar, mas precisa ser adaptada à rotina de cada pessoa. “Depende de diversos fatores, mas se essas refeições estão adequadas à rotina e ao objetivo de emagrecimento, podem ajudar”, afirma.
“Por que comer sempre a mesma coisa se temos uma variedade gigante de alimentos que são equivalentes e podem ser substituídos? Esse é o maior segredo da perda de peso sem o sofrimento com a dieta”, aponta.
Horários regulares ajudam no controle da fome
Outro ponto destacado pela pesquisa é que a previsibilidade das refeições pode ajudar a regular os sinais de fome e saciedade. A nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, explica que o corpo responde bem à organização alimentar.
“Quando o organismo se acostuma a horários regulares, há uma melhor organização hormonal, especialmente da grelina e da leptina, que controlam o apetite”, afirma.
Segundo ela, isso pode reduzir episódios de fome intensa e melhorar a percepção de saciedade ao longo do dia, favorecendo a perda de peso de forma mais consistente.
Outro benefício apontado pela pesquisa é a redução da carga mental relacionada à alimentação. Quando o cardápio já está definido, diminui-se a necessidade de decidir constantemente o que comer.
Para Stella, a organização é fundamental para evitar escolhas pouco saudáveis. Segundo a nutricionista, deixar refeições ou ingredientes previamente preparados aumenta a chance de manter a dieta.
Calorias estáveis ajudam o metabolismo
Manter uma ingestão calórica mais estável ao longo dos dias também pode beneficiar o metabolismo. Segundo Taynara, grandes oscilações de consumo podem levar a episódios de compulsão alimentar. “Quando a ingestão calórica é mais equilibrada, o organismo consegue utilizar melhor a energia disponível, o que favorece a perda de gordura de forma mais sustentável”, afirma.
A falta de variedade pode levar à deficiência de nutrientes e até causar aversão a determinados alimentos. A nutricionista ressalta que é possível manter um cardápio simples sem abrir mão da diversidade nutricional.
Estratégia simples, mas não milagrosa
Embora a repetição de refeições possa ajudar na organização da dieta, especialistas ressaltam que a perda de peso depende de vários fatores, incluindo qualidade dos alimentos, sono, rotina e nível de atividade física.
Assim, manter uma alimentação estruturada pode ser uma ferramenta útil no processo de emagrecimento, desde que faça parte de um plano alimentar equilibrado e individualizado.
A caminhada é reconhecida pelo seu lado democrático, ou seja, muitas pessoas podem iniciar sem nenhum elevado custo financeiro. Dessa forma, pode ser praticada em parques, ruas, avenidas e rodovias.
Ainda assim, sempre surgem alguns questionamentos sobre essa modalidade, por exemplo: pode fazer caminhada em jejum?
Caminhada em jejum traz riscos
“Não se deve fazer nada de exercício físico em jejum. É antifisiológico e o corpo precisa de energia, as fontes são os alimentos e, principalmente, os carboidratos que nós utilizamos. Não se deve fazer nada em jejum”, respondeu com exclusividade para o Sport Life o cardiologista e médico do esporte Dr. Nabil Ghorayeb.
O doutor ainda complementou que essa questão foi uma polêmica discutida, que não é aceita por um médico porque uma pessoa vai ter sérios problemas de saúde em vez de benefícios ao correr em jejum.
“Você pode ter hipoglicemia, tontura, desmaio e problemas sérios de queda de pressão. Tem nada que justifique isso. Hoje em dia você quer emagrecer e tem outros meios de fazer isso com orientação médica”, destaca Nabil.
Essas colocações denotam que não vale a pena alguém optar por um método devido ao fato de achar que é o melhor. Apenas fica a orientação de se evitar qualquer prática esportiva em jejum.
Outros conselhos para sua caminhada 100%
Indica-se, por tanto, que um exercício físico ocorra três vezes na semana. E, paralelamente, há trabalhos científicos com acusações do tempo de exercício aeróbico por 180 minutos na semana.
“Pode-se dividir em três vezes isso, que é importante para os indivíduos com mais 35 ou 40 anos para deixar um dia de repouso. Agora, se comparar com um atleta, torna-se inviável. Um atleta tem uma equipe que cuida dele e por isso que faz atividades físicas quase diariamente”, citou Ghorayeb.
Outro ponto é de que não existe um consenso sobre qual é o melhor horário para fazer a caminhada. Se for de acordo do ponto de vista ortopédico, a sugestão é que corra no fim do dia por conta da musculatura já estar preparada. Já pela “visão” cardiovascular, não existe nenhuma citação de qual hora é a melhor ou pior. “Então, faça exercícios no horário em que se sentir melhor”, orientou o médico.
Qual é o plano alimentar indicado para quem faz caminhada?
“A recomendação geral é hidratação, alimentos ou substâncias que ajudem você na manutenção daquela atividade física muscular. Então, os aminoácidos e suplementos se baseiam naquilo que você vai gastar em uma atividade física”, concluiu o Dr. Nabil Ghorayeb.
Dado
A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgou o relatório “Práticas de Esportes e Atividade Física” em parceria com o Ministério do Esporte no ano de 2022 com a acusação de que 24,6% dos brasileiros praticam corrida ou caminhada com certa frequência.
O crescimento da jovem população indiana (idade média inferior a 30 anos) representa uma oportunidade para o desenvolvimento econômico do país, ao mesmo tempo em que constitui um desafio em termos de acesso ao emprego, moradia, energia e educação.
Inicialmente previsto para 2021, esse censo foi longamente adiado por causa da pandemia da Covid-19.
O último levantamento, concluído em 2011, registrou uma população de 1,21 bilhão de pessoas. Desde então, as Nações Unidas estimaram, em 2023, que a Índia alcançou 1,42 bilhão de habitantes, ultrapassando a China no ranking mundial.
A Índia tem um território que corresponde a menos da metade do Brasil. Mesmo digitalizada, a operação representa um grande desafio logístico e será executada em etapas.
A primeira fase, que começa nesta quarta-feira, consiste em contar o número de moradias, Estado por Estado, por meio de declaração voluntária em um aplicativo de celular ou durante o porta a porta feito por agentes.
O recenseamento propriamente dito de cada habitante só ocorrerá a partir de 1º de março de 2027 para a maior parte da população, e a partir de 1º de outubro de 2026 nas regiões himalaianas, antes da chegada da neve.
Particularidade desta edição: o governo indiano vai perguntar aos cidadãos a qual casta pertencem.
Originadas da tradição hindu, as castas continuam sendo um elemento importante da sociedade indiana moderna, dividindo-a em categorias hierarquizadas que determinam o papel e o status de seus membros. Essas divisões alimentam discriminações e desigualdades dentro da população.
Mais de dois terços dos indianos são considerados pertencentes a castas inferiores, elegíveis a políticas de ação afirmativa, especialmente no serviço público e na educação.
O último censo de castas foi realizado em 1931, sob o Império Britânico, dezesseis anos antes da independência. Desde então, os líderes indianos evitaram recenseá-las ou publicar números, alegando a complexidade administrativa da operação ou temendo provocar tensões no país.
O Ministério do Interior estimou o custo do censo em US$ 1,24 bilhão.
O mel é um dos poucos alimentos conhecidos por atravessar anos, e até século sem estragar. Esse fenômeno levanta curiosidade e também dúvidas entre consumidores: afinal, por que o mel não se danifica como acontece com outros alimentos?
A resposta está em sua própria composição química. Segundo a nutricionista Thays Pomini, que atende em São Paulo, o mel possui características naturais que dificultam a sobrevivência de micro-organismos.
“O mel tem pouquíssima água disponível e uma concentração muito alta de açúcares, o que cria um ambiente hostil para micro-organismos. Além disso, seu pH é ácido e ele contém compostos com ação antimicrobiana. Ou seja, a própria composição funciona como um conservante natural”, explica.
Esses fatores combinados fazem com que bactérias e fungos praticamente não consigam se multiplicar dentro do alimento, o que pode ajudar a explicar o motivo do mel não estragar da mesma forma que outros produtos.
Composição química é o segredo da conservação
De acordo com a nutricionista Yasmin Carvalho Mesquita, do Hospital Santa Paula, da Rede Américas, o segredo da durabilidade do mel está em uma soma de fatores químicos.
“O mel possui baixa quantidade de água e alta concentração de açúcares, o que dificulta a sobrevivência de micro-organismos. Além disso, tem pH ácido e compostos antimicrobianos naturais, como o peróxido de hidrogênio”, afirma.
O mel é uma fonte natural de energia, rico em antioxidantes e com propriedades antimicrobianas. Além de adoçar de forma natural, pode ajudar na imunidade e aliviar irritações na garganta.
Mel não tem “data de validade”, mas pode perder propriedades
Thays Pomini reforça que, com o tempo, podem ocorrer pequenas perdas de compostos bioativos, principalmente se o produto for armazenado de maneira inadequada.
“O mel bem armazenado pode ser consumido por anos com segurança, mas seu valor funcional pode diminuir lentamente”, afirma a nutricionista.
A exposição ao calor e à luz, por exemplo, pode reduzir a quantidade de enzimas e antioxidantes presentes no alimento.
Cristalização do mel é natural
Outro fenômeno comum que gera dúvidas entre consumidores é a cristalização do mel. Quando fica mais espesso ou com pequenos cristais, muitas pessoas acreditam que ele estragou. Mas isso não é verdade.
“A cristalização é um processo natural. Ela acontece porque a glicose presente no mel tende a formar cristais ao longo do tempo”, explica Yasmin Mesquita.
Esse processo pode ocorrer mais rapidamente dependendo da variedade do mel e da temperatura de armazenamento. Mesmo cristalizado, o produto continua próprio para consumo.
Para preservar melhor as características do alimento, alguns cuidados simples fazem diferença.
O ideal é manter o mel:
Bem fechado;
Em local seco e fresco;
Protegido da luz;
Longe de fontes de calor, como fogões.
Deixar o pote aberto ou em ambientes úmidos pode alterar o sabor e o aroma do produto.
Quando o mel pode estragar
Embora seja muito estável, o mel não é totalmente imune à contaminação. Se houver entrada de água, por exemplo, pode ocorrer fermentação causada por leveduras.
Outro cuidado importante envolve o consumo por crianças pequenas. O mel não deve ser oferecido para bebês menores de um ano por causa do risco de botulismo infantil.
Fora essa recomendação, quando bem armazenado, o alimento continua sendo seguro e pode durar por muito tempo, o que ajuda a explicar por que o mel não vence como a maioria dos produtos da despensa.
A Federação Paulista de Futebol (FPF) ganhou uma disputa na Justiça para seguir com o patrocínio da Petrobras no futebol feminino. O veredito da Justiça Federal, proferido na última segunda-feira (30/3), confirma que o repasse da estatal para a categoria é regular. A decisão barra tentativas de suspender o investimento direto na modalidade.
O questionamento teve início após uma denúncia feita por um ex-auditor do TJD-SP contra o acordo entre a federação e a empresa. Esta é a segunda vez que FPF e Petrobras vencem o caso, já que o Tribunal de Contas da União (TCU) também arquivou o processo no fim de 2025.
O juiz Gabriel Hillen Albernaz Andrade explicou que o contrato respeita as leis esportivas atuais do Brasil.
“Entendo que o contrato celebrado pela PETROBRÁS e pela FPF não se insere no âmbito de proibição instituído pela L14597, art. 36, sendo irrelevante, portanto, a alteração estatutária impugnada”, afirmou o magistrado no texto da sentença.
Na prática, a Justiça entendeu que patrocínios de empresas estatais não funcionam como repasses diretos de verba da União.
“Neste contexto, entendo que o conceito normativo de repasses de recursos públicos não abarca contratos de patrocínio firmados por empresas públicas com organizações de administração esportiva”, concluiu o juiz.
Vestido de papa, um bebê paulista de apenas quatro meses de idade foi abençoado pelo Papa Leão XIV, no Vaticano. Morador de Taubaté, no interior de São Paulo, Paulo Bortone viajou com os pais à Santa Sé para participar de uma audiência papal, onde o pontífice saudou visitantes de todo o mundo.
Um vídeo publicado nas redes sociais pelos pais do bebê mostra o encontro entre Paulo e o Papa Leão XIV. Nas imagens, é possível ver o santo padre pegar a criança no colo e o abençoar. A criança foi ao Vaticano vestida com uma batina e outros adereços do papa.
Segundo Matheus Bortone, pai de Paulo, a ideia de levar o filho ao Vaticano surgiu no pós-parto da esposa. O casal queria que o filho fosse abençoado pelo papa, começou a pesquisar como fazer isso e conseguiu um convite para participar da audiência papal.
“Imagina a sua esposa no pós parto, fazendo um pedido que nem você acreditava que seria possível realizar. Que emoção! Obrigado, Papa Leão XIV”, escreveu o pai nas redes sociais.
Para participar de uma audiência papal no Vaticano, que ocorre geralmente às quartas-feiras, é necessário solicitar ingressos gratuitos à Prefeitura da Casa Pontifícia, com antecedência, enviando um formulário via fax ou correio.
Um estudo identificou o baço como um possível alvo para melhorar a recuperação após o acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa foi feita em camundongos e sugere que controlar a inflamação ligada ao órgão pode reduzir os danos no cérebro. O estudo foi publicado em 16 de fevereiro na revista científica Frontiers in Immunology.
Os pesquisadores do centro de pesquisa da Universidade La Trobe, Austrália, observaram que, após o AVC, o baço passa a produzir e liberar células inflamatórias que circulam pelo corpo e podem agravar a lesão cerebral.
Ao bloquear esse processo, houve melhora da função neurológica nos animais. Em comunicado à imprensa, os autores destacaram que o baço pode desempenhar um papel central na evolução do AVC, funcionando como um “amplificador” da inflamação no organismo.
O que acontece no corpo após o AVC
O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido, causando a morte de células nervosas. No entanto, o problema não termina nesse momento inicial.
Nas horas e dias seguintes, o corpo ativa uma resposta inflamatória intensa. O estudo mostra que o baço participa diretamente desse processo, liberando células de defesa, como neutrófilos e monócitos, que podem piorar o quadro.
Esse mecanismo ajuda a explicar por que alguns pacientes continuam apresentando piora mesmo após o atendimento inicial. Os cientistas testaram o bloqueio de uma proteína inflamatória chamada S100A8/A9, envolvida na produção dessas células no baço. Nos camundongos, a estratégia desencadeou:
Redução da produção de células inflamatórias;
Menor inflamação no organismo;
Diminuição da área de dano cerebral;
Melhora da função neurológica.
Segundo os autores, os resultados indicam que interferir nessa via pode ser uma forma de limitar os danos secundários após o AVC. Embora os resultados sejam promissores, os próprios pesquisadores destacam que ainda não há testes em humanos. Ou seja, a estratégia não está disponível na prática clínica.
A principal contribuição do estudo é reforçar que o AVC não afeta apenas o cérebro. O sistema imunológico — especialmente o baço — também tem papel importante na evolução da doença.
Com isso, futuras terapias podem ir além da desobstrução dos vasos e passar a atuar também no controle da inflamação no corpo. Se os resultados forem confirmados em humanos, a abordagem pode representar um avanço relevante no tratamento e na recuperação de pacientes após o AVC.
O uso de cigarros eletrônicos com nicotina pode estar associado ao desenvolvimento de câncer de pulmão e de boca, segundo uma revisão que reuniu mais de 100 estudos científicos. Embora ainda faltem dados de longo prazo, os pesquisadores afirmam que os indícios já são consistentes o suficiente para acender um alerta.
A análise foi publicada nessa segunda-feira (30/3) na revista científica Carcinogenesis e avaliou pesquisas conduzidas desde 2017, incluindo estudos em humanos, animais e experimentos laboratoriais.
O objetivo foi entender os efeitos do cigarro eletrônico de forma isolada, sem comparações com o tabagismo tradicional ou com usuários que combinam os dois hábitos.
Segundo os autores, o conjunto de evidências aponta para um potencial efeito cancerígeno associado ao uso desses dispositivos.
O que dizem os estudos
Os pesquisadores organizaram os dados em diferentes frentes. Em estudos com humanos, foram identificados sinais biológicos relacionados a danos no DNA, inflamação e estresse oxidativo, alterações que costumam estar associadas ao desenvolvimento de câncer
Em experimentos com animais, a exposição ao vapor dos cigarros eletrônicos levou ao surgimento de tumores pulmonares. Já análises laboratoriais mostraram como substâncias presentes nos líquidos utilizados nesses dispositivos podem interferir diretamente nas células, favorecendo processos ligados à formação de tumores.
Também foram analisados relatos clínicos de usuários frequentes que desenvolveram câncer na região da boca, inclusive em casos sem fatores de risco mais conhecidos, como o tabagismo convencional ou infecções virais.
Para os pesquisadores, o conjunto dos resultados reforça a preocupação. “Considerando todas as evidências disponíveis, é provável que o uso de cigarros eletrônicos esteja associado ao desenvolvimento de câncer”, afirma o pesquisador Bernard Stewart, um dos autores da análise, em comunicado.
Crescimento do uso e preocupação com jovens
Os cigarros eletrônicos surgiram no início dos anos 2000 como uma alternativa ao cigarro tradicional, com a proposta de oferecer uma forma menos prejudicial de consumo de nicotina. Desde então, o uso se espalhou rapidamente, muitas vezes sem informações claras sobre possíveis efeitos a longo prazo.
Uma das preocupações destacadas no estudo é o aumento do uso entre pessoas que nunca fumaram. Dados anteriores indicam que jovens que começam com cigarros eletrônicos têm maior chance de passar a fumar cigarros convencionais.
Além disso, o uso combinado dos dois produtos pode representar um risco ainda maior. Há indícios de que pessoas que fumam e utilizam cigarro eletrônico apresentam probabilidade mais elevada de desenvolver câncer de pulmão em comparação com aquelas que apenas fumam.
Os pesquisadores ressaltam que ainda será necessário acompanhar a população por mais tempo para medir com precisão o tamanho do risco. Mesmo assim, eles defendem que as evidências atuais já são suficientes para orientar decisões em saúde pública.
Para eles, esperar décadas por respostas definitivas pode repetir um padrão visto no passado com o cigarro tradicional, quando a confirmação dos danos demorou muitos anos.
A pesquisa científica pode ser um processo longo e tedioso, além de frustrante. Assim como o tempo, os recursos financeiros para o trabalho costumam ser limitados.
Pelo menos na teoria, uma solução pode tornar a ciência mais eficiente: a inteligência artificial, que funcionaria quase como um colega de escritório.
“Pesquisador-robô”
Em 2024, a startup Sakana.ai, sediada em Tóquio, lançou o “The AI Scientist“, uma ferramenta capaz de criar, do zero, novas pesquisas, de forma totalmente autônoma e por apenas 15 dólares (R$ 78) por artigo.
O modelo é capaz de passar por todo o processo sem qualquer intervenção humana, desde a formulação de novas hipóteses, passando pela execução de códigos, até a escrita dos resultados.
E vai ainda mais longe. O AI Scientist possui um sistema próprio de revisão por pares que avalia automaticamente a qualidade do artigo, garantindo que o texto atenda aos padrões científicos.
Em 2024, uma equipe independente de pesquisadores testou a ferramenta, mas considerou os resultados como de má qualidade. Embora a IA fosse capaz de percorrer todas as etapas da pesquisa por conta própria, o produto foi, segundo eles, semelhante ao de “um estudante de graduação desmotivado correndo para cumprir o prazo”.
As questões do mais preocupantes “pesquisador-robô” foram seções incompletas, referências desatualizadas ou limitadas e resultados numéricos incorretos ou mesmo inventados, as chamadas “alucinações” da inteligência artificial.
Ainda assim, os pesquisadores viram potencial no sistema, especialmente devido à sua eficiência. O que teria levado pelo menos 20 horas para aquele “estudante de graduação desmotivado”, segundo as estimativas, era concluído em 3 horas e meia. E isso por um custo médio de 6 a 15 dólares (entre R$ 30 e R$ 78).
Artigo aceito em workshop acadêmico
Agora, um ano e meio depois, a Sakana.ai colocou a versão mais recente à prova. Três artigos gerados por IA – junto de 40 artigos criados por humanos – foram submetidos à revisão por pares em um workshop dentro de uma conferência de ponta sobre machine learning.
Os revisores sabiam que alguns dos trabalhos enviados haviam sido produzidos por IA, mas não quais. Cerca de 70% dos textos enviados passaram pela primeira fase. Entre os três gerados por IA, um foi selecionado, o que significa que atendeu aos padrões científicos do workshop.
Esses padrões, no entanto, foram inferiores aos da conferência principal. “O estudo aceito não é considerado por todos os cientistas como um artigo verdadeiramente revisado por pares”, disse Jakob Macke, professor de machine learning e ciência, ao Science Media Center Germany.
Além disso, a versão mais recente do AI Scientist ainda demonstrou falhas, como ideias pouco desenvolvidas, problemas estruturais e vários tipos de alucinações.
Mas, como mostra o próprio sistema de avaliação mostrou, a qualidade dos artigos parece aumentar constantemente com o passar do tempo, o que significa que um futuro com cientistas especializados em IA não parece tão distante.
IA contra a ineficiência científica
A inteligência artificial é incansável. Ela consegue analisar artigos científicos em questão de segundos, não reclama de fazer horas extras e não precisa ser paga – ou, pelo menos, custa consideravelmente menos do que um pesquisador humano.
Isso pode significar mais resultados em menos tempo, além de um processo muito mais eficiente para a descoberta científica.
No entanto, a questão é para onde essas descobertas nos levariam.
Quando um humano realiza uma pesquisa, o produto final é o resultado de dezenas, senão centenas, de pequenas decisões. Dois cientistas jamais abordariam um tema de pesquisa exatamente da mesma maneira.
Essas decisões, quando tomadas pela IA, ficam ocultas por trás do que é considerado um sistema “sobre-humano”, ou seja, que pode ser considerado mais inteligente, mais rápido e mais objetivo do que nós.
Risco de uma “monocultura” do pensamento
E se, em vez de confiarmos em nossos próprios cérebros, confiássemos na inteligência artificial?
A antropóloga Lisa Messeri e a neurocientista Molly Crockett preveem o que elas chamam de “monocultura da ciência”.
Na agricultura, monocultura é a prática de cultivar apenas um único tipo de plantação, em vez de várias, ao longo de um certo período. Esse método geralmente gera lucros mais altos. Mas, ao mesmo tempo, aumenta o risco de que as plantações sejam afetadas por pragas e doenças.
Algo parecido pode acontecer se deixarmos a IA produzir ciência no nosso lugar. O tipo de pesquisa iniciado pelo robô pode acabar sendo apenas aquele que melhor se adapta às suas capacidades, às custas de projetos que exigem mais contexto, sensibilidade e nuances, o tal “toque humano”.
Isso pode não só reduzir o alcance da ciência, como também cria o risco de erros sistemáticos, falhas cuja identificação se perde quando humanos não fazem parte do processo.
“O maior risco é depositar confiança demais em resultados gerados por IA. A principal medida preventiva passa a ser a capacidade humana de pensar criticamente”, disse Iryna Gurevych, professora de Processamento Ubíquo do Conhecimento, ao Science Media Center Germany.
Sem pensamento crítico, podemos até produzir mais em termos objetivos, mas acabamos reduzindo nossa compreensão.
Resta a pergunta: na ciência, será que a “ineficiência” humana não tem nenhum valor?
Belo Horizonte – Agora é Lei: Mulheres têm o direito de levar acompanhantes em consultas, exames e procedimentos realizados nos estabelecimentos de saúde de Minas Gerais. Pela nova lei, não há a necessidade de pedido prévio da paciente, exigência de justificativa ou necessidade de aviso sobre esse direito por parte do estabelecimento de saúde.
A mulher que estiver impossibilitada de manifestar sua vontade, poderá ter o acompanhante indicado por seu representante legal. Em ambientes com restrições, principalmente em relação à segurança das pacientes ou à exposição do acompanhante a riscos, devem ser observadas as normas sanitárias.
As normas estão na Lei 25.781, de 2026, publicada nesse sábado (28/3), no Jornal Minas Gerais e é resultado do Projeto de lei de autoria da deputada Ione Pinheiro (União).
Os estabelecimentos de saúde devem manter em suas dependências, em local visível, informações sobre esse direito.
Os estabelecimentos de saúde informarão os usuários de seus serviços sobre o direito de que trata esta lei e manterão em suas dependências, em local visível, aviso sobre esse direito.
Procedimentos com sedação
Desde 2025, as mulheres atendidas em Minas Gerais já possuíam direito a acompanhante, mas somente em casos que envolvessem sedação ou perda de consciência.
Em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou uma lei federal que dava às mulheres o direito acompanhantes em procedimentos de saúde. Na época, as discussão a importância dessa lei para evitar casos de violência, como estupro.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, nesta terça-feira (31/3), um requerimento extrapauta para transformar o convite ao ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto em convocação, o que torna a presença dele obrigatória.
Estava previsto para hoje o depoimento dele ao colegiado, mas Campos Neto conseguiu um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que não fosse obrigado a comparecer no Senado.
O colegiado tenta ouvi-lo desde 3 de março sobre possíveis falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas.
O ex-presidente do BC da gestão de Jair Bolsonaro (PL) e parte do governo Lula 3 enviou resposta à CPI dizendo que estaria disposto a responder por escrito qualquer solicitação.