
O tubarão-da-Groenlândia é conhecido como o animal mais velho do mundo. A espécie, que vive nas profundezas das águas geladas do Ártico e do Atlântico Norte, pode viver pelo menos 400 anos e pesar mais de 900 kg.
Como habita áreas extremamente frias e profundas, o tubarão-da-Groenlândia é pouco estudado devido à dificuldade de acesso. Sua longevidade está relacionada, entre outros fatores, ao metabolismo lento e ao fato de atingir a maturidade sexual apenas após mais de um século de vida.
Seu nome científico, Somniosus microcephalus, significa “sonolento de cabeça pequena”, o que explica sua lentidão (a velocidade de natação é inferior a 2 km/h). Além disso, a espécie pode chegar a 6,4 metros de comprimento, aproximando-se do tubarão-branco.
Acredita-se que eles são os únicos tubarões conhecidos por tolerar águas árticas durante todo o ano. Para isso, sua dieta inclui peixes, focas, lulas e detritos orgânicos do fundo do mar.

Foi apenas em 1995 que a primeira filmagem dessa espécie foi registrada. Porém, o tubarão-da-Groenlândia teve sua idade revelada cientificamente só em 2016, tornando-se o vertebrado mais velho do mundo.
Estudos publicados na revista Science confirmaram que um indivíduo específico tinha cerca de 392 anos, nascendo possivelmente por volta do século XVII.
Uma mulher de 29 anos foi perseguida e morta pelo ex-namorado, de 38, com cerca de 30 facadas, na madrugada desse domingo (5/4), em Aguaí, interior de São Paulo. O homem foi preso na zona rural do município. Uma câmera de segurança flagrou o crime. As cenas são fortes:
Nas imagens cedidas ao Metrópoles, é possível ver o momento em que Joice Ariana da Cruz Oliveira é perseguida por Rafael Pereira dos Santos.
O homem segura a vítima pelos cabelos e a derruba no chão. Em seguida, desfere diversos golpes de faca. Nas imagens, é possível ver que o suspeito só para de esfaqueá-la após intervenção de uma amiga da mulher.
Em depoimento às polícias Civil e Militar, a amiga, que estava com ela em casa momentos antes ao crime, falou que Joice tomou banho e avisou de que ia encontrar com o ex-namorado em uma praça nas proximidades. Embora separados, eles mantinham encontros casuais e, segundo a amiga, tinham viajado juntos há pouco tempo.
A mulher contou que o suspeito chegou ao local em um caminhão e insistiu para que a vítima entrasse no veículo. Ao recusar-se, ela foi perseguida e morta na rotatória da praça.
Moradores da região ouviram gritos de socorro. Um guarda municipal, que mora na região, tentou socorrer a vítima, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
O suspeito de feminicídio chegou a fugir levando a faca utilizada no crime. Ele foi preso, horas depois, na zona rural dos municípios de Aguaí e São João da Boa Vista.
Eu vi o centro de um monstro. A maioria das pessoas descreve o som de um tornado como o de um trem de carga, mas, de perto, é mais parecido com mil motores a jato gritando. Sou uma das poucas pessoas no mundo que dirigiu dentro de um tornado e sobreviveu para contar a história.
Embora possa parecer uma cena de um filme blockbuster de Hollywood envolvendo um caminhão blindado de alta tecnologia, minha experiência foi muito mais perigosa e aterrorizante.
Sou um cientista atmosférico que estuda tornados, mas só estou vivo hoje graças a decisões tomadas em frações de segundo e a uma enorme dose de sorte. Acredite, não quero nunca mais passar por essa situação.
Tudo começou no noroeste do Kansas, onde eu estava estudando supercélulas de tempestade – do tipo que produz tornados – com uma equipe de estudantes da Universidade de Michigan.
Estávamos posicionados sob uma tempestade tão escura que tivemos que ligar os faróis dos nossos veículos no meio do dia. De repente, um tornado se formou e começou a avançar diretamente em nossa direção.
Os estudantes estavam em outros veículos e conseguiram escapar, mas meu carro foi rapidamente engolido por uma nuvem de detritos voadores tão densa que eu não conseguia ver o próprio capô.
Com minhas opções se esgotando, fiz uma manobra desesperada: virei o carro diretamente contra o vento, na esperança de que a aerodinâmica do veículo nos mantivesse presos ao chão, em vez de sermos virados como um brinquedo.
Quando você está dentro do vórtice de um tornado, seu corpo passa por coisas que as câmeras dos canais de notícias não conseguem capturar:
Enquanto os detritos batiam no meu para-brisa, eu estava apavorado com a possibilidade de ser esmagado por materiais voadores – tornados podem levantar cercas, madeira e metal de prédios, galhos de árvores e até vacas. Os manuais recomendam entrar em uma vala para ficar deitado e ficar mais protegido contra detritos voadores. Mas o vento era tão violento que eu nem conseguia abrir a porta do carro. Eu apenas me mantive agachado e rezei.
Como uma tempestade tão severa chega a acontecer? É necessária uma receita perfeita e violenta de ingredientes atmosféricos:
Juntos, esses ingredientes podem criar o vórtice rotativo e poderoso que você conhece como tornado.
Essas tempestades podem ter ventos de até 482 km/h e deixar um longo rastro de destruição, às vezes com mais de 1,6 km de largura. Elas podem permanecer no solo por segundos ou muitos minutos, destruindo prédios e árvores em seu caminho. É difícil prever para onde elas se deslocarão, portanto, buscar um local seguro deve ser uma prioridade.
Quando a tempestade passou, o silêncio era assustador. Meu carro alugado estava atolado na lama, a antena estava dobrada ao meio e pedaços de palha estavam cravados em cada costura da carroceria do carro.
Tornados são extremamente perigosos. Sessenta e uma pessoas foram mortas por tornados nos EUA em 2025, e muitas outras ficaram feridas por detritos voadores. Certifique-se de saber o que fazer quando um alerta de tornado soar – siga as orientações do alerta e procure um local seguro imediatamente.
Quando os cientistas perseguem tempestades, eles não estão tentando vivenciar tornados – eles estão tentando medir os processos em pequena escala dentro das tempestades que não podem ser observados de outras maneiras. Muitos dos principais processos que geram tornados ocorrem a poucas centenas de metros do solo e se desenvolvem em questão de minutos, o que significa que radares, satélites e estações meteorológicas muitas vezes não os detectam.
Ver um tornado e os danos que ele causa é um forte lembrete de que as pessoas não controlam tudo. Isso serve como um aviso para sermos prudentes e estarmos preparados para qualquer coisa. Pesquisas sofisticadas usando drones e radares são a maneira inteligente de estudar esses monstros – observá-los de dentro definitivamente não é
A perda de memória costuma ser o sinal mais conhecido do Alzheimer, mas a doença pode se manifestar de diversas outras formas. Alterações de comportamento, delírios, alucinações e mudanças na forma como o paciente percebe as pessoas ao redor também podem fazer parte do quadro.
No Brasil, cerca de 1,8 milhão de pessoas vivem com algum tipo de demência, e aproximadamente 60% desses casos estão relacionados ao Alzheimer. A condição atinge cerca de 8,5% da população com 60 anos ou mais e pode provocar mudanças profundas na rotina do paciente e da família.
Embora o declínio da memória seja um dos sintomas mais conhecidos, especialistas alertam que existem síndromes menos discutidas que também podem aparecer ao longo da evolução da doença.
Segundo a neurologista Thais Augusta Martins, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, as manifestações fazem parte do quadro clínico das demências, mas nem sempre são reconhecidas pelos familiares no dia a dia.
“Essas síndromes são conhecidas na prática clínica, embora muitas vezes não sejam identificadas pelos seus nomes. Em geral, aparecem como delírios ou alucinações e podem ocorrer em diferentes doenças neurológicas e psiquiátricas, não apenas no Alzheimer”, explica
As alterações podem surgir em diferentes momentos da doença e exigem atenção tanto da equipe de saúde quanto dos cuidadores.
Especialistas apontam que algumas síndromes neurológicas e comportamentais podem estar relacionadas ao avanço do declínio cognitivo. Por isso, conhecer os sinais pode ajudar a identificar mudanças no comportamento e buscar orientação médica.
1 – Síndrome de Capgras. O paciente passa a acreditar que uma pessoa próxima, como o cônjuge ou um filho, foi substituída por um impostor idêntico. Embora reconheça o rosto, a sensação de familiaridade desaparece, o que pode gerar rejeição ou desconfiança em relação aos familiares.
2 – Síndrome de Fregoli. É considerada o oposto da síndrome de Capgras. Nesse caso, o paciente acredita que pessoas desconhecidas são, na verdade, alguém conhecido que está disfarçado.
3 – Síndrome de Charles Bonnet. Mais comum em pessoas que também apresentam perda visual, como catarata ou glaucoma. O cérebro passa a criar imagens, levando a alucinações visuais. Em muitos casos, o paciente consegue perceber que aquilo não é real.
4 – Síndrome de Klüver-Bucy. Pode surgir em fases mais avançadas da doença e está associada a alterações nos lobos temporais do cérebro. Entre os sinais estão mudanças comportamentais importantes, como docilidade excessiva, impulsividade ou comportamento sexual alterado.
5 – Síndrome do pôr-do-sol. A síndrome do pôr-do-sol se caracteriza por episódios de agitação e confusão mental no fim da tarde, geralmente entre 16h e 17h. O cansaço cerebral dificulta o processamento de estímulos nesse período do dia.
6 – Síndrome amnésica. O esquecimento faz parte do envelhecimento, mas no Alzheimer ocorre perda da funcionalidade da memória. O paciente pode esquecer para que servem objetos ou se perder em trajetos conhecidos.
7 – Delírio. O cérebro afetado pelo Alzheimer se torna mais vulnerável a episódios de confusão mental súbita, especialmente em situações como infecções, dor ou desidratação.
De acordo com a neurologista, diferenciar essas manifestações de outros sintomas da doença exige uma avaliação cuidadosa.
“O conjunto de informações da história clínica, associado a exames cognitivos, exames de imagem e laboratoriais, permite fazer essa diferenciação e chegar a um diagnóstico mais preciso”, explica.
Segundo ela, as síndromes podem aparecer em diferentes fases do Alzheimer. Algumas manifestações, como a síndrome amnésica, costumam surgir nas fases iniciais da doença. Já outras alterações, como a síndrome de Klüver-Bucy, tendem a aparecer em estágios mais avançados.
O diagnóstico de Alzheimer não afeta apenas o paciente. A doença também transforma profundamente a rotina da família e dos cuidadores.
O psiquiatra Maurício Okamura, coordenador de saúde mental da Rede Total Care, explica que o cuidado precisa envolver tanto o paciente quanto quem acompanha o dia a dia da doença.
Ele ressalta que compreender a origem biológica das mudanças comportamentais ajuda a evitar conflitos e a reduzir o sofrimento emocional.
“A ciência avança em direção a tratamentos cada vez mais personalizados, mas o pilar central permanece sendo o cuidado”, afirma.
As cirurgias robóticas têm transformado a forma como diversos procedimentos são realizados na medicina moderna. Com braços mecânicos controlados pelo cirurgião e visão ampliada em três dimensões, a tecnologia permite operar regiões extremamente delicadas do corpo com mais precisão e menos agressão ao organismo.
Hoje, além de procedimentos já conhecidos, como a retirada da próstata, médicos também realizam cirurgias robóticas consideradas inusitadas, incluindo operações dentro da garganta, reconstruções do trato urinário e remoção de tumores em áreas de difícil acesso.
Entre os procedimentos mais surpreendentes estão as cirurgias robóticas para tratar tumores da orofaringe, região localizada na parte posterior da garganta. Segundo o cirurgião de cabeça e pescoço Antonio Bertelli, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, o robô permite acessar a região pela boca, evitando incisões externas.
“Antes, muitas vezes era necessário fazer cortes no rosto ou até abrir a mandíbula para alcançar essa área. Com a cirurgia robótica, conseguimos entrar pela boca e remover o tumor com segurança”, explica.
De acordo com o especialista, o método traz benefícios importantes para o paciente. “A recuperação após a cirurgia robótica para tumor de orofaringe costuma ser mais rápida, com menos dor e menor tempo de internação. Em muitos casos, o paciente não precisa nem de traqueostomia ou sonda para alimentação”, afirma Bertelli.
Além disso, a reabilitação costuma ser mais rápida, permitindo retorno mais precoce às atividades do dia a dia.
Na urologia, as cirurgias robóticas também têm ampliado as possibilidades de tratamento, especialmente em tumores renais.
Segundo o urologista Fernando Croitor, do Hospital Anchieta, em Brasília, a tecnologia permite remover tumores do rim preservando a maior parte do órgão. “O robô oferece maior precisão para retirar apenas o tumor e reconstruir o rim depois, com menor risco de sangramento”, explica.
Esse tipo de procedimento, conhecido como nefrectomia parcial, é importante para preservar a função renal.
“A cirurgia robótica também proporciona menor dor no pós-operatório, menor risco de infecção e uma recuperação muito mais rápida. Em alguns casos, o paciente pode receber alta cerca de 12 horas após o procedimento”, afirma Croitor.
Com o avanço da tecnologia, médicos têm conseguido realizar cirurgias robóticas em regiões que antes eram consideradas extremamente difíceis de acessar.
Entre os procedimentos que mais chamam atenção estão:
Segundo Bertelli, a principal vantagem da plataforma robótica está na visualização ampliada do campo cirúrgico.
“O sistema oferece imagem em alta resolução e em três dimensões. Isso permite que o cirurgião enxergue melhor estruturas muito pequenas e opere com mais segurança”, explica.
As cirurgias robóticas estão cada vez mais presentes em hospitais brasileiros, especialmente em grandes centros. Nos últimos anos, novas plataformas passaram a ser incorporadas por diferentes especialidades médicas. De acordo com Bertelli, a tendência é que o uso da tecnologia continue crescendo.
“Hoje já existem mais plataformas robóticas disponíveis em hospitais do país. A ideia é oferecer cirurgias mais seguras, com menos complicações e melhores resultados para os pacientes”, afirma.
O especialista destaca ainda que o futuro da cirurgia robótica pode incluir integração com inteligência artificial, navegação cirúrgica e visualização de exames em tempo real.
As ferramentas devem tornar as cirurgias robóticas ainda mais precisas e ampliar as possibilidades de tratamento na medicina.
Para muita gente, o doce é quase irresistível. Seja após o almoço, no meio da tarde ou até mesmo à noite, a vontade de comer algo açucarado aparece com frequência. Mas o que faz o corpo pedir tanto por esse tipo de alimento?
Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, o desejo não costuma ter apenas uma causa. A vontade por doces envolve uma combinação de fatores que incluem hábitos alimentares, funcionamento do cérebro, rotina de sono e até o nível de estresse do dia a dia.
O nutricionista Wesley Arruda, assessor da gerência técnica do Conselho Federal de Nutrição (CFN), explica que o desejo por alimentos açucarados geralmente surge da interação entre aspectos biológicos e comportamentais.
“A vontade de consumir doces não costuma ter uma causa única. Em geral, ela resulta da combinação de fatores biológicos, comportamentais e ambientais”, diz.
Entre os fatores mais comuns estão longos períodos em jejum, refeições pouco satisfatórias, rotina alimentar desorganizada e maior exposição a alimentos ultraprocessados
O especialista também destaca que alimentos muito doces ativam áreas do cérebro associadas ao prazer. “A literatura científica mostra que alimentos ricos em açúcar e altamente palatáveis ativam vias cerebrais relacionadas ao prazer, recompensa e impulso, o que pode favorecer a repetição do consumo”, afirma.
A nutricionista Giovanna Barreiro, do Hospital Brasília, acrescenta que existe também um componente neurológico importante nesse processo.
“O consumo de açúcar estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer e recompensa. Com o tempo, o cérebro pode passar a associar o doce a alívio imediato, reforçando esse comportamento”, aponta.
Situações de estresse e ansiedade podem aumentar ainda mais o desejo por alimentos açucarados. Isso acontece porque o organismo libera hormônios que alteram o apetite.
Segundo a nutricionista Cynara Oliveira, supervisora de nutrição do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, o principal deles é o cortisol.
“Quando estamos estressados ou ansiosos, o corpo libera cortisol, conhecido como hormônio do estresse. Ele aumenta a vontade por alimentos energéticos, principalmente doces e gordurosos”, explica.

Outro fator importante está relacionado à forma como o corpo reage ao consumo de açúcar ao longo do dia. Quando uma pessoa consome grandes quantidades de carboidratos simples ou alimentos muito açucarados, a glicose no sangue sobe rapidamente.
Para controlar esse aumento, o organismo libera insulina, o que faz a glicose cair novamente. Esse processo pode provocar uma sensação de fome pouco tempo depois.
Cynara afirma que isso cria um ciclo conhecido como “montanha-russa da glicose”. “A glicose sobe rapidamente, o corpo libera insulina e depois ocorre uma queda brusca. Essa oscilação pode gerar mais fome e vontade de consumir doce novamente”, explica.
Embora a vontade por açúcar seja comum, algumas mudanças na alimentação podem ajudar a controlar esse desejo. De acordo com a nutricionista Giovanna, priorizar refeições equilibradas é um dos caminhos mais importantes.
“Boas fontes de proteínas, fibras e gorduras saudáveis ajudam a aumentar a saciedade e manter a glicose mais estável, evitando picos e quedas que estimulam o desejo por açúcar”, indica.
Ela também recomenda incluir alimentos como frutas, legumes, grãos integrais e oleaginosas na rotina alimentar.
Outra estratégia importante é evitar longos períodos sem comer e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, que costumam ter grandes quantidades de açúcar.
Além disso, fatores como sono adequado, hidratação e prática regular de atividade física também contribuem para um melhor controle do apetite e da vontade por doces ao longo do dia.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques viajou com a esposa em um avião particular pertencente a uma empresa que administra bens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a Prime You.
O magistrado participou da festa de aniversário de uma advogada que atua judicialmente para o Banco Master e que assumiu ter arcado com os custos da viagem.
O deslocamento de Brasília para Maceió, em Alagoas, ocorreu em 14 de novembro do ano passado. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A defesa do ministro confirmou a viagem e afirmou que o casal foi convidado para o aniversário da advogada Camilla Ewerton Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), onde foi colega de Nunes Marques.
Segundo a equipe do ministro, Camilla convidou outros casais de amigos e ficou responsável pelos custos e pela organização da viagem.
“No dia 14/11/25, o ministro Nunes Marques e a esposa viajaram para a festa de aniversário de Camilla, casada com o desembargador Newton Ramos, que foi colega do ministro no TRF-1. Camilla convidou o ministro e outros casais de amigos e ficou responsável pelo voo e pelos detalhes da viagem”, diz a nota.
No Superior Tribunal de Justiça (STJ), Camilla aparece como advogada do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em três processos relacionados à recuperação de créditos no setor sucroalcooleiro.
Ela recebeu procuração para atuar em nome do banco em 12 de dezembro de 2024.
Documentos obtidos pelo jornal mostram que Nunes Marques ingressou no terminal executivo do Aeroporto Internacional de Brasília com a esposa, Vanessa Ferreira, às 10h de 14 de novembro. Um avião operado pela Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços decolou 35 minutos depois com destino a Maceió, segundo dados da Aeronáutica.
Os registros de acesso indicam que o desembargador e a advogada também entraram no terminal no mesmo horário para embarcar no voo, assim como outros passageiros.
De acordo com documentos sob custódia da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave tem capacidade para 17 passageiros e é operada pela Prime Aviation, controlada pela Prime You.
A empresa de compartilhamento de bens de luxo, teve Vorcaro como sócio até setembro de 2025 e ainda administra bens do ex-banqueiro.
A Prime Aviation recebeu aportes dos fundos Jaguar e Patrimonial Blue, ambos administrados pela gestora Trustee, de Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Banco Master.
Quando Vorcaro deixou de ter participação direta na Prime You, sua fatia foi vendida a um fundo gerido pela Trustee, gestora também ligada ao Banco Master, segundo investigações da Polícia Federal (PF).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou o nome de Márcio Elias como o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A cerimonia de posse deve ocorrer na próxima segunda-feira (6/4).
Elias foi secretário-executivo do ex-ministro Geraldo Alckmin, que se descompatibilizou da pasta para concorrer a eleição como vice-presidente na chapa de Lula.
O nome dele era o mais cotado para assumir o cargo, tendo em vista o destaque que Elias teve na coordenação de projetos importantes.
A expectativa é de que o novo ministro assuma o posto e dê continuidade ao trabalho e aos programas implementados pela pasta nos últimos três anos.
“O vice-presidente teve uma atuação que eu classifico como histórica à frente do MDIC. Sob seu comando, não só reconstruímos um ministério extremamente importante para o país, e que havia sido extinto no governo anterior, como colocamos a política industrial no centro do debate”, afirmou o ministro.
Natural de Ibiúna, interior de São Paulo, Márcio tem 63 anos e é formado pela Instituição Toledo de Ensino (SP) de Bauru. Tornou-se mestre e doutor em direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Foi procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo por dois mandatos e secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP.
Além disso, exerceu o magistério nas áreas de direito administrativo e tutela coletiva e foi membro do Ministério Público de São Paulo, onde atuou como promotor de Justiça de Direitos Difusos e Coletivos, além de promotor de Justiça e Cidadania.
O colesterol alto é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares no mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais silenciosos. Na maioria dos casos, os sintomas não aparecem até que o problema já tenha causado danos nas artérias.
O excesso de gordura no sangue pode se acumular lentamente nas paredes dos vasos sanguíneos, formando placas que dificultam a circulação e aumentam o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
“O principal risco do colesterol alto é o desenvolvimento da aterosclerose, que é o acúmulo progressivo de gordura nas artérias ao longo da vida”, explica o cardiologista Breno Giestal, do Alta Diagnósticos.
Segundo o especialista, esse processo pode evoluir por anos sem causar sintomas evidentes. “Muitas vezes a pessoa só descobre quando ocorre um evento cardiovascular, como um infarto”, afirma.
Embora sejam incomuns, alguns sintomas de colesterol alto podem aparecer no corpo e servir como alerta para alterações no metabolismo das gorduras.
Entre os sinais mais conhecidos estão pequenas placas amareladas na pele, especialmente nas pálpebras, chamadas de xantelasmas. Elas são formadas por depósitos de gordura e podem indicar níveis elevados de colesterol no sangue.
Outro fator que pode indicar maior risco cardiovascular é a presença de lipoproteína(a), ou Lp(a), uma partícula de origem genética associada ao aumento da formação de placas nas artérias. Especialistas recomendam que o marcador seja dosado pelo menos uma vez na vida adulta, já que níveis elevados indicam maior predisposição a doenças cardiovasculares.
Além disso, a avaliação do colesterol não depende apenas de um número isolado no exame de sangue. O LDL, conhecido como colesterol “ruim”, é considerado o principal responsável pela formação de placas nas artérias.
Estudos recentes apresentados no congresso do American College of Cardiology indicam que estratégias mais intensivas de redução do LDL podem diminuir significativamente a ocorrência de eventos cardiovasculares, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
De acordo com a endocrinologista Giovanna Carpentieri, que atende em São Paulo, os sintomas de colesterol alto costumam demorar a aparecer porque o problema geralmente está ligado a alterações metabólicas que se desenvolvem ao longo do tempo.
Entre os fatores mais comuns estão alimentação rica em gorduras saturadas, consumo frequente de alimentos ultraprocessados, sedentarismo e excesso de peso.
“A genética também pode ter um papel importante. Algumas pessoas apresentam hipercolesterolemia familiar, uma condição hereditária em que o LDL já é elevado desde cedo”, explica.
Esse tipo de predisposição pode fazer com que o risco cardiovascular aumente mesmo em pessoas jovens e aparentemente saudáveis.
Problemas metabólicos também têm impacto direto no perfil de colesterol. Condições como obesidade e diabetes alteram o funcionamento do metabolismo das gorduras e podem favorecer a formação de placas nas artérias.
Segundo a endocrinologista Laryssa Pontes, do Hospital e Maternidade Madre Theodora, essas doenças costumam provocar alterações importantes no perfil lipídico.
“É comum observar aumento dos triglicerídeos, redução do HDL, que é o colesterol ‘bom’, e presença de partículas de LDL mais agressivas”, afirma.
Esse conjunto de alterações aumenta significativamente o risco cardiovascular mesmo quando o colesterol total não parece tão elevado.
Por isso, especialistas reforçam que, mesmo na ausência de sintomas de colesterol alto, exames periódicos são essenciais. Mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e abandono do tabagismo, continuam sendo a base da prevenção e do tratamento.
A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga e responsável por produzir parte do líquido seminal. Com o avanço da idade, é comum que ela aumente de tamanho, condição conhecida como hiperplasia prostática benigna.
Apesar de não ser câncer, o crescimento da glândula pode provocar sintomas urinários e impactar a qualidade de vida. Por isso, especialistas alertam para a importância de reconhecer os sinais e manter os exames de rotina em dia.
Segundo o urologista Jessé Lima, do Hospital Santa Marta, em Brasília, o aumento da próstata costuma provocar alterações no funcionamento da urina.
“A próstata fica localizada abaixo da bexiga e, quando aumenta, passa a comprimir a uretra. Assim, os primeiros sinais geralmente são urinários”, explica o especialista.
Entre os sintomas mais comuns estão:
Muitos homens acreditam que acordar durante a noite para urinar é algo normal do envelhecimento. Embora isso possa acontecer, alguns sinais merecem atenção.
De acordo com Lima, o alerta surge quando a pessoa acorda duas ou mais vezes por noite para urinar ou quando o sintoma vem acompanhado de outros problemas urinários, como urgência, incontinência ou dificuldade para iniciar o jato.
Nesses casos, procurar avaliação médica é fundamental para investigar possíveis alterações na próstata.
Embora afetem o mesmo órgão, a próstata aumentada e o câncer de próstata são condições diferentes. O urologista Ricardo Ferro, do Hospital Águas Claras, explica que a principal diferença está nos sintomas. “A próstata aumentada costuma causar sintomas urinários evidentes. Já o câncer de próstata, na fase inicial, geralmente é silencioso”, afirma o especialista.
Segundo ele, quando aparecem sinais como dor óssea ou sangue na urina, a doença pode já estar em estágio avançado. Para evitar que a condição se desenvolva, o acompanhamento da próstata deve começar a partir dos 50 anos para a maioria dos homens.
No entanto, pessoas com maior risco precisam iniciar antes. Homens negros ou aqueles que possuem histórico familiar da doença devem começar a investigação a partir dos 45 anos, pois apresentam maior probabilidade de desenvolver câncer de próstata.
A avaliação inicial da próstata costuma envolver dois exames principais: o PSA e o toque retal. “O PSA mede uma proteína produzida pela próstata. Já o toque retal permite avaliar o tamanho e a textura da glândula”, explica Ferro.
Quando há dúvidas no diagnóstico, exames complementares como ultrassonografia e ressonância magnética podem ser solicitados.
Embora fatores como idade e genética tenham forte influência no risco de doenças da próstata, o estilo de vida também tem papel importante na prevenção.
Especialistas recomendam manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e abandono do tabagismo. Essas medidas ajudam a manter a saúde geral do organismo e podem contribuir para reduzir o risco de alterações na próstata.
O desconforto abdominal, a azia e a sensação de estufamento são frequentemente negligenciados e atribuídos apenas ao estresse. No entanto, o verdadeiro culpado pode estar no prato. Segundo a nutricionista e psicóloga Cibele Santos, hábitos culturais profundamente enraizados, como o café em jejum ou o uso de temperos prontos, funcionam como agressores silenciosos do sistema digestivo.
A especialista explica que a busca por alimentos “confortáveis” em momentos de ansiedade acaba criando um ciclo vicioso de inflamação gástrica e mal-estar físico.
Para muitos brasileiros, o dia só começa após uma xícara de café. No entanto, quando consumida em jejum, a bebida torna-se uma vilã. A cafeína estimula a produção de ácido clorídrico e, sem nenhum alimento no estômago para “amortecer” esse efeito, o órgão fica exposto à própria acidez. A longo prazo, esse hábito é um convite para o desenvolvimento de gastrites erosivas.
A indústria alimentícia oferece soluções rápidas, como salsichas, presuntos e caldos em cubo, mas o preço para a saúde é alto. Porém, segundo a especialista, os embutidos são ricos em nitritos e nitratos, substâncias que agridem diretamente a parede estomacal. Já os condimentos prontos são verdadeiras bombas de sódio e glutamato monossódico, agressores diretos da mucosa.
Além disso, os refrigerantes — inclusive as versões zero — contribuem para o desconforto através da distensão abdominal causada pelo gás e pela alteração da flora intestinal provocada pelos edulcorantes artificiais.

As frituras representam outro grande obstáculo para uma boa digestão. A gordura exige um esforço maior do organismo, o que retarda o esvaziamento gástrico. Isso significa que o alimento e o ácido permanecem em contato com a mucosa por muito mais tempo do que o necessário, o que gera a sensação de queimação e o refluxo gastroesofágico.
Cibele Santos destaca que a relação com a comida é também emocional. “Como psicóloga e nutricionista, observo que muitas pessoas buscam alimentos ultraprocessados para aliviar a ansiedade. O resultado é um ciclo vicioso: o estresse agride o estômago, o alimento ‘conforto’ agrava a inflamação, e o desconforto físico gera ainda mais ansiedade”, explica.
Para quebrar essa cadeia, a recomendação da expert é a substituição consciente por alimentos naturais e a atenção aos sinais que o corpo envia após cada refeição. Priorizar comida de verdade e evitar o consumo isolado de estimulantes são os primeiros passos para recuperar a saúde digestiva.
O tenente-coronel Geraldo Rosa Leite Neto, 53, preso acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Santana, 32, pediu a transferência para a reserva da Polícia Militar “após ter cumprido, com êxito, sua missão na salvaguarda dos cidadãos”, afirmou o advogado dele, Eugênio Malavasi, ao Metrópoles.
Malavasi destaca que se trata de uma decisão particular, e que o policial alcançou o tempo de serviço necessário para aposentadoria e também a devida contribuição previdenciária. Ele tem 30 anos de carreira na PM e ganhou o direito de ir para a reserva em 2016.
A decisão, no entanto, ocorreu poucos dias após ter o salário suspenso pela corporação, em 18 de março – mesma data em que foi detido e levado ao Presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, sob acusação de feminicídio.
De acordo com o Portal da Transparência, em fevereiro deste ano, ele recebeu R$ 28.946,81 em rendimento bruto e R$ 15.092,39 em salário líquido.
Sem os rendimentos da Polícia Militar, tenente-coronel pediu a aposentadoria A transferência para a reserva foi publicada na última quinta-feira (2/4) no Diário Oficial.
Com uma carreira extensa, na reserva, ele deve receber uma alta porcentagem da remuneração que ganhou enquanto policial, como prevê a legislação previdenciária brasileira.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) esclareceu que Geraldo ainda pode ser demitido da Polícia Militar e perder a patente de tenente-coronel, independentemente de estar na reserva ou não.
“A passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar, que poderá ser demitido da corporação e perder o salário”, informou a pasta em nota.
A perda da aposentadoria, no entanto, depende de decisão judicial definitiva. Isto é, após o trânsito em julgado de uma potencial condenação.
O tenente-coronel é alvo de um Conselho de Justificação, de um inquérito no Tribunal de Justiça Militar (TJM) e de uma ação criminal por feminicídio e fraude processual no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
É o Conselho de Justificação que pode resultar na demissão do militar. Instaurado pela SSP, o processo administrativo especial analisa a incapacidade de oficiais das Forças Armadas de permanecerem na ativa.
Ao apurar condutas irregulares, o conselho pode punir um oficial com demissão ou reforma. Os membros julgadores do caso já foram escolhidos pela pasta.
O tenente-coronel utilizava o salário quatro vezes maior que o da esposa, então soldado da PM, e a alta patente na corporação para intimidá-la, segundo apurou o TJM. Geraldo já chegou a ganhar R$ 30.861,87 — valor quatro vezes maior que o salário de Gisele, de R$ 7.222,33.
De acordo com o tribunal, ele usava de sua posição hierárquica como instrumento de dominação e violência contra a esposa. Testemunhas ouvidas pela investigação contaram que o oficial ia frequentemente ao local de trabalho da mulher e usava de sua autoridade para vigiar as atividades dela.
Além disso, ela era proibida de trabalhar com colegas homens e tinha sua patente menosprezada pelo marido. Ele já havia sido condenado por abuso de autoridade contra uma subordinada por um episódio de 2022, quando ainda era major e comandante do 29° Batalhão da Polícia Militar (29° BPM/M).
A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil em 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele.
O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, no interior, exatamente um mês após a morte da esposa.
Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista, o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja:
O cantor Belo surpreendeu a namorada, Rayane Figliuzzi, com uma decoração romântica em uma pousada em Paraty, no Rio de Janeiro. A influenciadora compartilhou o momento nas redes sociais nessa sexta-feira (3/4), ao mostrar o ambiente preparado especialmente para ela.
O quarto foi montado com rosas vermelhas, velas, balões em formato de coração, ursinhos de pelúcia e fotos do casal. Mesmo ainda sem chegar ao destino, Belo participou da surpresa por meio de uma chamada de vídeo, acompanhando a reação da namorada à distância.
“Amigas, eu estou simplesmente chocada!!! Como vocês estão acompanhando nos stories, vim viajar com meu baby Zion e descansar com meu amor, que chega domingo, mas já se fez presente com essa surpresa linda. Estou encantada. Obrigada, amor”, escreveu Rayane na legenda.
O registro foi publicado ao som de Vi Amor No Seu Olhar. Belo e Rayane assumiram publicamente o relacionamento durante o Carnaval de 2025.
O Brasil pode enfrentar um cenário de calor intenso e prolongado em 2026. O alerta aparece em uma nota técnica elaborada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que aponta o risco de um chamado “desastre térmico” caso o fenômeno climático conhecido como El Niño se confirme no segundo semestre do ano.
Segundo o documento, a combinação entre o aquecimento global já em curso e o possível desenvolvimento do fenômeno no Oceano Pacífico pode aumentar a frequência e a duração de ondas de calor em várias regiões do país.
A avaliação indica que os efeitos podem ser sentidos em todo o território brasileiro, com maior intensidade principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
O alerta ocorre em um contexto de aumento das temperaturas globais nos últimos anos. Entre 2015 e 2025 foi registrado o período mais quente já observado na Terra, segundo dados internacionais citados no documento. Neste cenário, a possível chegada do El Niño pode intensificar os extremos de temperatura.
Há cerca de 80% de probabilidade de que o fenômeno se estabeleça no Oceano Pacífico ainda em 2026. Embora a intensidade ainda não possa ser antecipada com precisão, especialistas afirmam que seus efeitos tendem a ser sentidos principalmente a partir da segunda metade do ano.
Ondas de calor têm se tornado cada vez mais frequentes no país. Nos últimos anos, o Brasil registrou uma sequência recorde desses eventos. Somente em 2024 foram contabilizadas 10 ondas de calor, enquanto 2023 teve oito e 2025 registrou sete episódios. Além do aumento da frequência, especialistas observam que esses períodos também têm se tornado mais longos.
Outro fator que preocupa os pesquisadores é a elevação das temperaturas mínimas. Isso significa que as noites também estão mais quentes, o que reduz a capacidade do corpo humano de se recuperar após dias de calor intenso.
O El Niño é um fenômeno climático que ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal por um período prolongado.
Os ventos alísios, formações constantes que vêm dos Hemisférios Sul e Norte e se encontram na Linha do Equador antes de se espalhar do leste para o oeste do planeta, têm papel fundamental na formação do fenômeno.
O movimento normal dos ventos faz com que as águas profundas e frias subam, mantendo o mar em uma temperatura mais fria.
“No entanto, quando os ventos alísios estão enfraquecidos ou invertem a direção, essa troca de águas não ocorre e as mais quentes permanecem por mais tempo paradas na superfície, podendo chegar até 3°C ou mais acima da média, formando, assim, o El Niño”, explica o Instituto Nacional de Metereologia (INMET).
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), esse aquecimento altera a interação entre o oceano e a atmosfera e pode provocar mudanças significativas no clima em diferentes partes do mundo.
“El Niño representa o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno modifica a circulação da atmosfera e pode alterar os padrões de transporte de umidade e a distribuição das chuvas em diversas regiões do planeta”, explica o instituto.
Embora o fenômeno se forme no Pacífico, seus efeitos se espalham globalmente por meio de correntes oceânicas e mudanças nos padrões de vento.
No Brasil, o El Niño costuma provocar alterações importantes no regime de chuvas e nas temperaturas.
Em anos com o fenômeno, é comum observar diminuição das chuvas na região Norte e aumento das precipitações no Sul do país. Já nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as ondas de calor tendem a ser mais frequentes, muitas vezes acompanhadas por períodos de baixa umidade do ar.
O documento também alerta que o calor prolongado pode trazer diversos impactos para a sociedade. Entre eles estão o aumento de problemas de saúde relacionados às altas temperaturas, redução da produtividade, prejuízos à agricultura e maior risco de incêndios florestais.
Outro efeito indireto pode aparecer no custo de vida. O aumento do calor e eventos climáticos extremos podem reduzir a produção agrícola e pressionar os preços de alimentos.
Apesar dos sinais de alerta, especialistas ressaltam que ainda há dúvidas sobre a intensidade que o El Niño poderá atingir em 2026.
Modelos climáticos têm limitações para prever com precisão fenômenos com muitos meses de antecedência. Por isso, o monitoramento contínuo das condições do oceano e da atmosfera será fundamental nos próximos meses.
O intestino não participa apenas da digestão. Ele também influencia o humor, a disposição e até a concentração. Quando há desequilíbrio na microbiota intestinal, sintomas como cansaço e irritação podem surgir.
Esse impacto acontece porque o intestino se comunica diretamente com o cérebro. Por isso, alterações no funcionamento intestinal podem refletir no bem-estar emocional
O intestino produz substâncias importantes para o organismo. Entre elas está a serotonina, conhecida como hormônio do bem-estar.
Quando a microbiota está desequilibrada, essa produção pode ser afetada. O resultado pode incluir irritação, ansiedade e baixa energia. Além disso, inflamações intestinais leves também contribuem para sensação de fadiga.
Alguns sintomas podem indicar desequilíbrio:
Esses sinais costumam aparecer juntos.
Alguns hábitos influenciam diretamente:
Esses fatores alteram a microbiota.
Confira também: “Falta de vitaminas no corpo: sinais que aparecem na pele, cabelo e energia”.
Mudanças simples ajudam a equilibrar o intestino. Aumentar o consumo de fibras é uma das principais. Frutas, verduras e grãos integrais são boas opções.
Incluir alimentos fermentados também pode ajudar. Iogurte natural e kefir contribuem para a microbiota.
Beber água e reduzir o estresse também fazem diferença.
Se os sintomas persistirem, é importante buscar avaliação profissional. Um especialista pode investigar a causa e indicar tratamento adequado.
Cuidar do intestino contribui para mais energia e melhor humor.
Reduzir o consumo de açúcar é uma das recomendações mais frequentes em consultórios de nutrição, mas o impacto real dessa mudança não é imediato. Especialistas alertam que o corpo humano precisa de, no mínimo, sete dias consecutivos de restrição para romper o ciclo vicioso de picos glicêmicos e iniciar uma autorregulação metabólica. Durante essa primeira semana, o organismo deixa de priorizar a glicose rápida e passa a acessar reservas de gordura, promovendo um “reset” que afeta desde o paladar até a qualidade do sono.
Combate à inflamação: o corte do açúcar reduz citocinas inflamatórias e elimina a retenção de líquidos, diminuindo o inchaço corporal rapidamente.
Recuperação do paladar: as papilas gustativas levam de 10 a 14 dias para se renovarem, tornando o paladar mais sensível aos sabores naturais dos alimentos.
Clareza e energia: após o período inicial de adaptação, o corpo elimina a “névoa mental” e estabiliza os níveis de disposição ao longo do dia.
De acordo com a nutricionista Cibele Santos, a primeira semana é o marco zero para a sensibilidade à insulina.
“Quando comemos doces constantemente, vivemos em uma montanha-russa glicêmica. Sem o bombardeio do açúcar, o corpo volta a entender quando realmente precisa de energia e quando deve usar as reservas estocadas”, explica. Esse processo é fundamental para a lipólise — a queima de gordura —, quimicamente inibida quando a insulina está alta.
Além do fator hormonal, a especialista lembra que a retirada do ingrediente refinado atua diretamente na inflamação sistêmica. Segundo ela, o açúcar estimula proteínas como a proteína c-reativa, que mantém o corpo em estado de alerta e gera edema (inchaço). A melhora também é notada no sistema digestivo, já que o açúcar alimenta bactérias patogênicas. Ao retirá-lo, favorece-se o equilíbrio da microbiota intestinal.
Nutricionista e colunista do Metrópoles, Juliana Andrade reforça que a consistência é a maior barreira, porém, também é a maior recompensa. “Nos primeiros dias, é comum o aparecimento de sintomas de abstinência, como irritabilidade e dor de cabeça. Porém, após uma semana, a secreção de insulina se torna estável, o que favorece níveis de energia constantes e menor desejo por doces”, pontua.
De acordo com Juliana, passada a fase crítica, o benefício estende-se à função cognitiva. “A redução da chamada “neuroinflamação” melhora o foco e elimina a sonolência pós-prandial (após as refeições). Até o sono é beneficiado: sem picos de insulina à noite, o ciclo do cortisol se regula, permitindo um descanso mais profundo.
Por fim, a plasticidade do paladar é um dos pontos mais surpreendentes da mudança.
Juliana Andrade explica que o consumo frequente “treina” o cérebro a exigir estímulos cada vez mais fortes. “Com a redução gradual e consistente, as papilas tornam-se mais sensíveis. Frutas passam a parecer mais doces e alimentos antes considerados neutros ganham mais sabor”, finaliza a nutricionista. O resultado é uma mudança na neuroplasticidade, desassociando o prazer imediato da dopamina liberada pelo açúcar.
