A chegada da menopausa marca uma fase de transformações intensas que exigem atenção redobrada com o corpo. Além dos calorões e mudanças de humor, o sistema circulatório também sofre impactos profundos nesse período.
Muitas mulheres não percebem que a saúde das veias e artérias está diretamente ligada aos hormônios. Entender essa relação é o primeiro passo para garantir mais qualidade de vida e bem-estar futuro.
O papel do estrogênio na saúde dos vasos sanguíneos
O estrogênio atua como um verdadeiro escudo natural para todo o sistema vascular feminino durante anos. Com a chegada da menopausa, a queda desse hormônio faz com que os vasos percam sua elasticidade.
Essa mudança estrutural dificulta a passagem do sangue, gerando maior pressão nas paredes das veias. Segundo o Dr. Herik Oliveira, cirurgião vascular da clínica Angioven, essa proteção é vital para o corpo.
“O estrogênio age como um protetor natural do sistema vascular”, explica o médico especialista em angiologia. Sem esse suporte, as chances de desenvolver quadros de hipertensão, varizes e até tromboses aumentam consideravelmente.
Sinais de alerta na circulação durante a menopausa
Os sintomas de problemas circulatórios podem ser sutis e facilmente confundidos com o cansaço do dia a dia. No entanto, o corpo costuma enviar sinais claros quando a circulação sanguínea não está funcionando perfeitamente.
O inchaço nas pernas ao final do dia é um dos principais indicadores de alerta vascular. Sensações de peso, dores persistentes ou queimação nos membros inferiores também merecem uma investigação médica detalhada.
O Dr. Herik Oliveira ressalta que nem sempre os desconfortos aparecem de forma intensa no início. “A ausência de cuidado pode evoluir para complicações sérias”, alerta o cirurgião sobre os riscos envolvidos.
Sintomas que pedem atenção imediata
Inchaço excessivo: Tornozelos e pés que ficam marcados pelo elástico da meia ou calçado.
Sensação de peso: Pernas que parecem “de chumbo” após períodos sentada ou em pé.
Câimbras frequentes: Contrações musculares involuntárias, principalmente durante o período de repouso noturno.
Vasinhos e varizes: Surgimento ou escurecimento de veias superficiais que antes não eram visíveis.
Alteração na cor: Pele das pernas com aspecto azulado ou avermelhado sem causa aparente.
Como prevenir doenças vasculares nesta fase da vida
A prevenção continua sendo a melhor estratégia para atravessar a menopausa com vigor e saúde vascular. Adotar hábitos saudáveis ajuda a reduzir drasticamente a sobrecarga nas veias e protege o coração de doenças.
Movimentar o corpo diariamente estimula a panturrilha, que funciona como o nosso “segundo coração” no organismo. Além disso, manter uma hidratação adequada facilita a fluidez do sangue e reduz o inchaço sistêmico.
Conforme orienta o Dr. Herik Oliveira, o controle do peso é outro pilar essencial de cuidado. “Cuidar da saúde do coração faz toda a diferença na prevenção de doenças vasculares”, acrescenta o médico.
Passo a passo para melhorar a circulação
Pratique exercícios: Caminhadas de 30 minutos ajudam a bombear o sangue de volta ao coração.
Beba água: A hidratação correta evita a retenção de líquidos e melhora a densidade sanguínea.
Eleve as pernas: Repouse com os pés acima do nível do coração por 15 minutos diários.
Evite o fumo: O tabagismo agride as paredes das artérias e piora muito a saúde vascular.
Use roupas confortáveis: Evite peças excessivamente apertadas que comprimam a região da cintura e pernas.
A importância do acompanhamento médico regular
Muitas mulheres acreditam que problemas de circulação surgem apenas em idades muito avançadas ou após idosos. Contudo, o Dr. Herik Oliveira reforça que a menopausa é, na verdade, um ponto crítico de mudança.
Consultas periódicas com um angiologista ou cirurgião vascular permitem identificar problemas antes que eles se agravem. Exames preventivos, como o Doppler, podem mapear a saúde das veias com precisão e segurança.
Ficar atenta aos sinais do próprio corpo é um gesto de amor e cuidado pessoal essencial. Atravessar esse ciclo com orientação profissional garante que o impacto hormonal seja minimizado com tratamentos adequados.
Sua saúde vascular merece atenção especial para que você mantenha sua autonomia e disposição por muitos anos. Procure um especialista e comece hoje mesmo a cuidar do seu sistema circulatório com dedicação.
A poucas horas do fim do prazo final imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã, para que o país persa libere o Estreito de Ormuz, os preços internacionais do petróleo continuavam em disparada no fim da manhã desta terça-feira (7/4).
O que aconteceu
Por volta das 10h45 (pelo horário de Brasília) desta terça-feira, o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,3% e era negociado a US$ 116,12.
No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) registrava alta de 0,84%, a US$ 110,69.
Os mercados globais acompanham, com grande preocupação, os desdobramentos da guerra entre norte-americanos e iranianos. O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã que termina às 21 horas (pelo horário de Brasília) desta terça.
Trump exige que o regime iraniano reabra o Estreito de Ormuz. Trata-se de um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.
Em paralelo, Trump voltou a ameaçar diretamente a infraestrutura iraniana, citando pontes e usinas de energia como alvos potenciais. “Eles não terão pontes, nem usinas de energia. Não terão nada”, declarou, ao sugerir que ataques poderiam ocorrer em poucas horas caso não haja acordo.
Em tom de provocação, o porta-voz militar iraniano disse que as declarações de Trump são “grosseiras e infundadas” e não têm poder para alterar o curso dos acontecimentos.
Durante a viagem em volta da Lua, os astronautas da missão Artemis II capturaram imagens inéditas do satélite natural. Entre as fotos estão registros do lado oculto da Lua – ou seja, a região que não enxergamos da Terra – e até de um eclipse solar ocorrido no espaço. Os momentos foram divulgados pela Nasa na noite dessa segunda-feira (6/4) e na manhã dessa terça-feira (7/4).
São quatro fotografias ao todo, sendo o maior destaque a imagem que mostra parte do lado oculto da Lua com a Terra ao fundo.
“A humanidade, do outro lado. Primeira foto do lado oculto da Lua. Capturada de Órion enquanto a Terra se põe no horizonte lunar”, destaca a Nasa, em post divulgado nas redes sociais.
Em outra, a tripulação conseguiu capturar o momento em que na órbita lunar o satélite natural eclipsa o Sol. Já nas duas últimas é possível ambos os lados lunares, tanto o visível da Terra (à direita da imagem) quanto o oculto (à esquerda da imagem, onde há “buracos”. Nelas também há o registro inédito da Bacia de Orientale, uma cratera lunar gigantesca formada há quase 4 bilhões de anos.
“O lado visível da Lua é identificável pelas manchas escuras que cobrem sua superfície, criadas no início da história lunar, quando ela era vulcanicamente ativa. A grande cratera a oeste dos fluxos de lava é a Bacia Orientale, uma cratera com quase 965 quilômetros de diâmetro que se estende pelos lados visível e oculto da Lua”, explica a Nasa.
Após as imagens históricas, a tripulação iniciou os protocolos de retorno à Terra.
“Nesse período, o intestino continua reabsorvendo água, e o bolo fecal vai ficando mais seco e endurecido, o que dificulta a eliminação”, frisa o médico. Ele salienta que o cocô, que poderia sair com facilidade, pode se transformar em uma evacuação dolorosa, demorada e desconfortável.
A saúde do organismo começa pelo intestino, órgão que abriga trilhões de microrganismos responsáveis por regular desde a digestão até as defesas imunológicas. Quando esse ecossistema, conhecido como microbiota, entra em desequilíbrio, o corpo fica vulnerável a inflamações e doenças.
A solução para “blindar” o sistema digestivo pode estar no consumo dos chamados “ouros brancos”: alimentos fermentados ricos em probióticos. Segundo especialistas, a inclusão estratégica desses itens na dieta é capaz de regenerar a flora intestinal de forma natural e sustentável.
Entenda
Função dos probióticos: bactérias vivas que equilibram a microbiota e facilitam a absorção de nutrientes.
Trio de ferro: iogurte natural, kefir e chucrute são as principais fontes naturais desses microrganismos.
Uso estratégico: o consumo é essencial após o uso de antibióticos ou em quadros de constipação e diarreia.
Constância: o benefício real para a imunidade vem da ingestão regular e não de doses isoladas.
De acordo com a coloproctologista Aline Amaro, os probióticos atuam como uma barreira protetora. “Eles ajudam a manter o equilíbrio das bactérias que vivem no nosso trato digestivo, o que é fundamental para o controle de inflamações e o bom funcionamento do sistema imunológico“, explica a médica.
O iogurte auxilia positivamente o funcionamento do intestino e no emagrecimento
Os aliados da microbiota
Dentre a vasta lista de alimentos, três se destacam pelo alto potencial de regeneração intestinal:
Iogurte natural: é a opção mais acessível. Para garantir os benefícios, deve-se priorizar as versões integrais e sem adição de açúcares, que preservam as bactérias benéficas originais.
Kefir: considerado superior ao iogurte em diversidade, o kefir é uma bebida fermentada que contém uma complexa colônia de bactérias e leveduras, oferecendo um espectro mais amplo de proteção.
Chucrute: o repolho fermentado é um potente probiótico de origem vegetal. Aline ressalta que ele deve ser consumido em sua forma não pasteurizada, pois o calor do processo industrial pode matar os microrganismos vivos que beneficiam o intestino.
Existem probióticos com várias finalidades diferentes
Como inserir na rotina
A introdução desses alimentos deve ser gradual para evitar desconfortos. O iogurte e o kefir podem ser facilmente combinados com frutas e fibras no café da manhã. Já o chucrute funciona bem como acompanhamento nas refeições principais.
“O mais importante é manter a regularidade. O benefício é fruto do uso contínuo, não de uma quantidade exagerada consumida em um único dia”, pontua a especialista
Quando o auxílio médico é indispensável
Apesar dos benefícios nutricionais, a automedicação com suplementos de probióticos ou mudanças drásticas na dieta exigem cautela. Aline Amaro alerta que sintomas persistentes como dor abdominal, distensão (inchaço) frequente ou alterações bruscas no ritmo intestinal devem ser avaliados por um profissional.
“Cada pessoa possui uma microbiota única. O que funciona para um paciente pode não ser o ideal para outro, especialmente em casos de imunidade comprometida ou doenças intestinais pré-existentes”, conclui a coloproctologista, reforçando a importância de uma estratégia individualizada.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato (PT-SE), criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) por tornar os convites feitos a autoridades não obrigatórias.
“Eu queria fazer uma manifestação da forma que o Supremo Tribunal vem se manifestando em relação aos trabalhos da CPI do Crime Organizado. […] Ninguém está acima da lei. Não é razoável que a gente aprove aqui a oitiva de uma testemunha, e o Supremo vem e fale: ‘Não é obrigado a comparecer’. Ora, não quer que se apure? Por que não querem que apure?“, questionou o presidente da CPI.
A oitiva do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) estava marcada para esta terça-feira (7/4), mas a Suprema Corte concedeu um habeas corpus, desobrigando-o a comparecer à comissão.
O requerimento de convocação de Ibaneis, aprovado em 31 de março, tinha como intuito que ele esclarecesse as negociações do Banco de Brasília (BRB), estatal do Distrito Federal, para a compra do Banco Master. A compra não foi efetivada após veto do Banco Central.
Na quinta-feira (2/4), no entanto, o ministro André Mendonça decidiu que Ibaneis não era obrigado a ir à CPI e, se fosse, não precisaria falar nada. Ibaneis tinha sido convidado pela comissão, mas não compareceu às duas reuniões marcadas, em dezembro e fevereiro
O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), também teceu críticas à ausência de Ibaneis quanto à atuação na venda de créditos podres do Banco Master, além de criticar o STF.
“Lamento a reiteração de decisões do Supremo Tribunal Federal esvaziando CPIs, porque essa CPI tocou em um ponto sensível em que ninguém tocou: o envolvimento direto de ministros do Supremo com figuras, no mínimo, controversas”, disparou.
Aaron Ramsey, ex-jogador de Arsenal e Juventus, anunciou a aposentadoria do futebol aos 35 anos. O comunicado foi divulgado através das redes sociais do atleta.
Não foi uma decisão fácil. Após muita reflexão, decidi me aposentar do futebol”, escreveu o jogador, que destacou a importância do País de Gales em sua carreira, e também agradeceu os clubes por onde passou.
Ramsey ficou boa parte da carreira no Arsenal, entre 2008 a 2019. Pelos Gunners, ele disputou 369 jogos, marcou 64 gols e serviu os companheiros com 49 assistências. O galês conquistou seis títulos pela equipe inglesa (Copa da Inglaterra 2013/14, 2014/15 e 2016/17 e a
Supercopa da Inglaterra, em 2014/15 e 2015/16).
Em três temporadas na Juventus, o meio-campista conquistou três títulos (Campeonato Italiano 2019/20, Supercopa da Itália 2020/21 e Copa da Itália 2020/21).
Já pelo País de Gales, Ramsey foi peça fundamental — e camisa 10 — para ajudar a equipe nacional a disputar uma Copa do Mundo após 64 anos. Além disso, ele foi figura central na Eurocopa de 2016, onde a equipe chegou até uma histórica semifinal (perdeu para Portugal de Cristiano Ronaldo). O jogador chegou a figurar na seleção do torneio.
Ramsey iniciou a carreira no Cardiff, Nottingham Forest, Rangers, Nice e Pumas.
Confira o texto de Ramsey na íntegra
“Esta não foi uma decisão fácil de tomar. Após muita consideração, decidi me aposentar do futebol.
Primeiramente, quero começar com o País de Gales. Foi uma honra vestir a camisa galesa e vivenciar tantos momentos incríveis. Nada disso teria sido possível sem a contribuição incrível de todos os treinadores com quem trabalhei e de toda a equipe que me ajudou de muitas maneiras.
À torcida do País de Gales. Vocês estiveram lá em todos os momentos, nas alegrias e nas dificuldades, e fizeram parte essencial do nosso sucesso. Não tenho palavras suficientes para agradecer. Passamos por tudo juntos e foi uma honra representar vocês. Obrigado.
Em segundo lugar, agradeço a todos os clubes pelos quais tive a sorte de jogar. Obrigado a todos os treinadores e equipes que me ajudaram a viver meu sonho e jogar no mais alto nível.
E um enorme agradecimento à minha esposa, meus filhos e toda a minha família. Sem vocês ao meu lado durante todo esse tempo, nada disso teria sido possível.
Obrigado.
Aaron Ramsey.”
Ao sentir dor nas costas, dor de cabeça ou muscular, a reação é automática: tomar um remédio. Muitas vezes, o fármaco em questão é um anti-inflamatório, que até alivia o incômodo, mas não sem risco. Esse hábito aparentemente banal pode ser prejudicial, especialmente para rins e coração.
A automedicação é muito comum no país. Segundo pesquisa de 2024 do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), cerca de nove em cada 10 brasileiros tomam medicamentos por conta própria, e uma fatia significativa desses remédios pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno.
O risco pode ser ainda maior quando anti-inflamatórios são usados com certos medicamentos, algo comum entre pacientes hipertensos ou cardíacos. A chamada “tríade perigosa” envolve anti-inflamatórios, diuréticos e remédios para pressão, como os inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina.
Cada um desses fármacos interfere em uma parte do sistema que regula a filtração do sangue pelos rins. Quando usados juntos, podem reduzir drasticamente a pressão necessária para que os órgãos funcionem, de modo que eles simplesmente param de filtrar o sangue de forma adequada.
Outras combinações também podem afetar os rins, como AINEs com inibidores de SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina, canagliflozina), medicamentos utilizados para diabetes, insuficiência cardíaca e doença renal crônica; com lítio, usado para tratar e prevenir episódios de mania e depressão no transtorno bipolar; e com ciclosporina, indicado para tratar doenças autoimunes e inflamatórias graves, como psoríase, dermatite atópica, artrite reumatoide, síndrome nefrótica e uveíte.
A combinação também pode diminuir o efeito das medicações anti-hipertensivas, o que afeta o tratamento de quem tem pressão alta. Os AINEs podem ainda potencializar os efeitos de anticoagulantes e antiagregantes plaquetários, elevando o risco de sangramentos e hemorragia.
O que acontece nos rins
Os rins atuam como um sistema contínuo de filtração do sangue, funcionando 24 horas por dia. Para realizar esse trabalho, eles necessitam de uma pressão interna adequada. Os AINEs bloqueiam a produção de prostaglandinas, substâncias que funcionam como “mantenedoras da pressão” dentro dos rins, mantendo os vasos sanguíneos abertos e bem irrigados.
“Quando essas prostaglandinas são bloqueadas, os vasos que levam sangue ao rim se contraem. O rim recebe menos sangue e filtra menos. Em pessoas saudáveis, isso geralmente é temporário e reversível, mas em quem já tem algum problema renal, pressão alta, diabetes ou idade avançada, essa redução pode ser suficiente para causar danos graves”, explica a nefrologista Patricia Taschner Goldenstein, do Einstein Hospital Israelita.
Um estudo transversal realizado no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) revelou que 14,8% dos pacientes com doença renal crônica utilizavam AINEs, muitos deles por automedicação. As principais razões eram dores reumáticas e musculoesqueléticas, que frequentemente levam ao uso repetido desses medicamentos.
Nesses grupos, os rins funcionam com “margem de segurança” reduzida. Em pessoas com hipertensão ou diabetes, por exemplo, os pequenos vasos renais frequentemente já apresentam lesões, um processo chamado microangiopatia. Os rins ainda funcionam, mas têm menos reserva para enfrentar situações de estresse.
Já em idosos, há um declínio natural da função renal relacionado à idade. A partir dos 40 anos, estima-se uma perda de cerca de 10% da função renal por década, embora possa variar. Uma pessoa de 70 anos pode ter apenas 70% da função renal de um jovem, mesmo sendo aparentemente saudável.
Nesses casos, até uma dose única de anti-inflamatório é capaz de desencadear insuficiência renal aguda, quando o órgão para de funcionar de forma repentina, mas ainda pode se recuperar se o fármaco for suspenso rapidamente. No entanto, se o uso for prolongado, pode levar à nefropatia crônica, quando o rim desenvolve lesões permanentes, com fibrose e cicatrizes no tecido, podendo evoluir para doença renal terminal, exigindo diálise ou transplante.
“O uso prolongado é perigoso até para rins saudáveis, com aumento do risco de desenvolver doença renal crônica, mesmo em pessoas sem fatores de risco prévios como diabetes, pressão alta, obesidade e idade avançada”, alerta Goldenstein.
Outro problema é que a doença renal crônica costuma evoluir em silêncio. “Estima-se que cerca de 90% das pessoas nos estágios iniciais não sabem que têm a doença”, relata a nefrologista. “Quando alguém com os rins já comprometidos toma anti-inflamatórios regularmente, está acelerando a perda de função renal sem perceber.”
Quando os sintomas aparecem, podem incluir urina espumosa, redução do volume urinário, inchaço nas pernas ou ao redor dos olhos, náuseas, falta de apetite e cansaço inexplicado. Em muitos casos, o primeiro alerta só surge quando a função renal já está comprometida, o que inclui também sinais como sangue na urina e confusão mental.
Impactos no coração e em outros órgãos
Os efeitos do uso prolongado dos anti-inflamatórios não esteroides não se limitam aos rins. Do ponto de vista cardiovascular, eles estão longe de ser inofensivos. “O uso de anti-inflamatórios geralmente leva a uma retenção maior de sal e água, e isso pode levar a um aumento da pressão arterial”, observa o cardiologista Carlos Eduardo Montenegro, vice-presidente do departamento de Cardiologia Clínica da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A própria piora da função renal também traz esse efeito, impactando o coração.
Em pessoas com doenças cardíacas, o risco pode ser ainda mais sério. “É muito comum que o uso por um tempo um pouco maior do que alguns dias leve a descompensações de doença coronariana, como eventos de angina ou até infarto agudo do miocárdio”, relata Montenegro.
A utilização prolongada pode atingir ainda órgãos como estômago e fígado, podendo levar a úlceras e hepatites, principalmente em pessoas idosas ou com complicações prévias. Por isso, o uso de AINEs deve ser feito com cautela, na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível.
Por outro lado, há alternativas mais seguras quando usadas corretamente. Paracetamol e relaxantes musculares são alguns exemplos. “A escolha do tratamento ideal depende do tipo de dor, das condições clínicas do paciente e de uma avaliação individualizada”, orienta Patricia Goldenstein. Mas o ponto principal não é apenas trocar de remédio. “O mais importante é identificar a causa da dor. Tratar a origem do problema é sempre melhor do que apenas suprimir o sintoma com medicamentos indefinidamente”, aconselha a médica do Einstein.
Após percorrer o entorno da Lua, a cápsula Orion começou sua trajetória de volta para a Terra. Além de marcar o retorno dos humanos ao satélite após mais de 50 anos, a tripulação da Artemis II se tornou a equipe que viajou a maior distância da Terra até o momento.
De acordo com a Nasa, assim que contornar o satélite natural por inteiro e sair da zona de influência lunar, a espaçonave contará com o campo gravitacional Terra-Lua para iniciar o trajeto de retorno ao nosso planeta.
“Três pequenas manobras de correção de trajetória ao longo do caminho garantirão que a tripulação esteja preparada para um pouso seguro na água. A última das três manobras ocorrerá no décimo dia de voo, cinco horas antes da interface de reentrada, após a tripulação ter iniciado os preparativos para o retorno”, explica a agência norte-americana em comunicado.
Posteriormente, o módulo de serviço da Orion, responsável por guiar e impulsionar o veículo no espaço, se separará do módulo da tripulação, a região onde ficam os astronautas. O momento deixará o escudo térmico da nave exposto – a estrutura é projetada para protegê-los de temperaturas extremas da reentrada na Terra.
Ao se aproximar da atmosfera terrestre, o módulo será rodeado por plasma superaquecido – é nesse momento que o escudo térmico começa a entrar em ação. Estima-se que a cápsula será aquecida em temperaturas em torno de 1650 ºC. Considerada um momento crítico, durante a reentrada os sistemas de comunicação são bloqueados pelo plasma.
Após sair do calor, a cápsula chega em alta velocidade. Por isso, são acionados paraquedas em diferentes momentos para reduzir a aceleração até 27 km/h e diminuir os impactos da queda. A expectativa é que a cápsula caia no mar, próximo à costa da cidade de San Diego, na sexta (10/4), às 21h07.
“O módulo da tripulação pode pousar na posição vertical, de cabeça para baixo ou de lado. Uma vez na água, um sistema de cinco airbags laranja inflará ao redor da parte superior da espaçonave e a colocará na posição vertical, para que a tripulação possa sair em segurança”, explica a Nasa.
Importância da Artemis II
Marcada por momentos históricos, a missão Artemis II serviu para testar na prática os sistemas da cápsula Orion, a espaçonave desenvolvida pela Nasa para explorar o espaço profundo, e de lançamento do veículo.
A ida e o retorno bem sucedidos deixam a agência norte-americana mais próxima de seu objetivo: voltar a pousar na superfície lunar. O sucesso da missão mostra capacidade e segurança para realizar novas missões tripuladas com sucesso e sem riscos de acidentes graves durante o trajeto ao espaço.
Além do lado científico, o sucesso da Artemis II também é mais um passo que os Estados Unidos dão em meio à corrida espacial com a China. O objetivo de ambos os países é “dominar” a Lua e, quem sabe, até construir uma base lunar.
A Crefisa está na mira do Ministério Público Federal (MPF). O motivo: irregularidades na portabilidade de contas usadas para pagamentos de benefícios previdenciários. Na prática, dificuldade ou impedimento no recebimento do benefício, registro de atrasos, recusas de pagamento e limitações de saque, além de suposta coação para abertura de conta corrente e venda casada de produtos.
Os problemas começaram em agosto de 2025, quando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu suspender o contrato com a Crefisa, que vendeu 25 dos 26 lotes disponíveis para o pagamento de novos beneficiários do órgão, justamente por conta da enxurrada de queixas.
“O INSS não compactua com práticas que acarretem prejuízos ou desconfortos aos beneficiários, especialmente àqueles em situação de vulnerabilidade social”, afirmou o INSS ao comunicar a suspensão do contrato.
O episódio chamou a atenção do MPF, que deu início, à época, a um procedimento preparatório que deu origem ao inquérito aberto este ano. Recentemente, os investigadores determinaram diligências à Crefisa, ao INSS e ao Banco Central (BC).
“Diante das informações apresentadas pelo Banco Crefisa S.A., Instituto Nacional do Seguro Social e Banco Central do Brasil, oficie-se ao INSS, solicitando-lhe que informe se todas as portabilidades requeridas pelos beneficiários antes da suspensão do contrato com a Crefisa, que ainda estavam pendentes por ato da instituição financeira, foram realizadas”, pediu o MPF.
O MPF também intimou as partes para que “apresente cópia do contrato firmado entre o INSS e as instituições financeiras decorrente do Pregão Eletrônico nº 39/2024 e encaminhe cópia do processo administrativo interno instaurado em face da Crefisa para apurar o descumprimento contratual e aplicar sanções previstas no contrato e no regulamento do Pregão Eletrônico”.
O avanço das investigações acendeu um alerta no mercado, mexido com a liquidação do Banco Master e de instituições financeiras ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Pessoas que vivem em regiões de grande altitude costumam apresentar taxas menores de diabetes. Um novo estudo ajuda a explicar por que isso pode acontecer.
Pesquisadores observaram que, em ambientes com pouco oxigênio, os glóbulos vermelhos passam a consumir mais glicose no sangue e a transformá-la em uma molécula que facilita a liberação de oxigênio nos tecidos.
“O trabalho destaca o importante papel que os glóbulos vermelhos podem desempenhar na regulação da diabetes. Esse é o conceito que devemos explorar no futuro”, afirma a bioquímica Isha Jain, dos Institutos Gladstone e da Universidade da Califórnia em São Francisco, principal autora do estudo, publicado na revista Cell Metabolism em 3 de março.
Como o baixo oxigênio altera o metabolismo
Há anos pesquisadores observam que populações que vivem em regiões como os Andes ou o Himalaia apresentam menor incidência de diabetes. Em 2023, um estudo já havia mostrado que camundongos expostos a níveis reduzidos de oxigênio também apresentavam queda na glicose sanguínea, mas não estava claro para onde esse açúcar estava indo.
Para investigar a questão, os cientistas mantiveram um grupo de camundongos em câmaras com apenas 8% de oxigênio, condição semelhante à encontrada em grandes altitudes. Outro grupo permaneceu em ar normal, com cerca de 21% de oxigênio. Após algumas semanas, os animais receberam glicose e tiveram os níveis de açúcar no sangue monitorados.
Os camundongos expostos ao baixo oxigênio apresentaram picos muito menores de glicose, indicando que conseguiam remover o açúcar da circulação mais rapidamente. O efeito continuou mesmo depois que voltaram a respirar ar normal.
Exames mostraram que a glicose desaparecida não estava sendo absorvida apenas por músculos ou órgãos como o fígado, o que levou os pesquisadores a investigar se as próprias células do sangue poderiam estar consumindo o açúcar.
O papel dos glóbulos vermelhos
Experimentos adicionais mostraram que os glóbulos vermelhos eram os responsáveis pela redução da glicose. Quando os pesquisadores diminuíram a quantidade dessas células em camundongos expostos ao baixo oxigênio, o efeito desapareceu. Já a transfusão de glóbulos vermelhos em animais que respiravam ar normal reduziu os níveis de açúcar no sangue.
Os cientistas também acompanharam o destino da glicose dentro do organismo. Os resultados mostraram que os glóbulos vermelhos produzidos em condições de pouco oxigênio absorviam muito mais glicose e a convertiam em uma molécula que se liga à hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio, o que facilita a sua liberação nos tecidos quando o ar está rarefeito.
Essas células também apresentavam níveis mais altos de uma proteína chamada GLUT1, responsável por transportar glicose para dentro da célula. Nos experimentos, os glóbulos vermelhos adaptados ao ambiente de baixo oxigênio tinham aproximadamente o dobro dessa proteína e absorviam cerca de três vezes mais glicose do que células normais.
Possíveis implicações para novos tratamentos
Os pesquisadores também testaram um composto experimental chamado HypoxyStat, desenvolvido para simular no organismo os efeitos de um ambiente com pouco ar. Nos camundongos tratados, o medicamento produziu mudanças semelhantes às observadas nas condições de hipóxia, incluindo alterações no metabolismo da glicose.
Mesmo assim, autores destacam que são necessários muitos estudos antes que essa estratégia possa ser testada em humanos, pois ainda não está claro se os mesmos mecanismos ocorreriam no organismo humano.
Após bater recorde de tripulação a ir mais longe da Terra, a missão Artemis II continua a viagem. A expectativa da Nasa é que a cápsula Orion chegue a 406.777,789 quilômetros da Terra, cerca de seis quilômetros além da Apollo 13, que detinha o recorde anterior.
Os astronautas orbitarão a Lua a cerca de 6 quilômetros da superfície. Nesta distância, eles enxergarão o satélite do tamanho de uma bola de basquete a um braço de distância. No fim do dia, por volta das 22h20, os astronautas devem começar a enviar algumas das imagens feitas para a equipe em solo.
“Embora o lado oculto da Lua esteja apenas parcialmente iluminado durante a passagem próxima, as condições devem criar sombras que se estendem pela superfície, realçando o relevo e revelando profundidade, cristas, declives e bordas de crateras que geralmente são difíceis de detectar sob iluminação total”, explica a agência espacial americana.
Vagner Vinícius enfatiza que “não é algo isolado” que compromete o órgão. “A convivência com esse conjunto de fatores e hábitos pouco saudáveis afetam o coração, o cérebro e os vasos sanguíneos a médio e longo prazos”, salienta.
Saber o que consumir no café da manhã pode ajudar a proteger o fígado, orgão vital com mais de 500 funções. Segundo a nutricionista Juliana Andrade, colunista do Metrópoles, a combinação de um chá digestivo com uma refeição rica em proteínas e vegetais pode favorecer a função hepática e reduzir a sobrecarga metabólica logo nas primeiras horas do dia.
A profissional afirma que uma das estratégias é começar a manhã com chás tradicionalmente associados à saúde digestiva, como o chá de boldo ou o chá de carqueja.
“Essas plantas contêm compostos amargos que estimulam a produção de bile, substância importante para a digestão das gorduras e para o funcionamento adequado do fígado. Além disso, podem contribuir para a sensação de leveza e melhorar o processo digestivo ao longo do dia.”
Em seguida, Juliana recomenda consumir ovos com espinafre refogado. “Os ovos são fonte de proteínas de alta qualidade e colina, nutriente essencial para o metabolismo das gorduras no fígado e para a prevenção do acúmulo de gordura hepática. Já o espinafre fornece antioxidantes, fibras e compostos vegetais que auxiliam a desintoxicação natural do organismo”, explica.
De acordo com a expert, essa combinação também evita picos rápidos de glicose no sangue, comuns em cafés da manhã ricos em açúcar e farinhas refinadas. Isso pode contribuir para o acúmulo de gordura no fígado ao longo do tempo.
Por fim, Juliana Andrade ressalta que a saúde hepática depende do padrão alimentar como um todo, mas escolhas logo pela manhã podem ajudar a modular processos metabólicos importantes.
“Priorizar proteínas, vegetais e bebidas sem açúcar é uma forma simples de iniciar o dia favorecendo o funcionamento do fígado”, finaliza.
O feriado de Páscoa acabou de passar, mas mesmo depois dos dias de descanso, muitas pessoas já estão pensando na próxima folguinha. E como ninguém é de ferro e todos querem curtir momentos de lazer, que tal começar a se planejar e fazer a programação para os próximos feriados?
Em 2026, teremos mais oito feriados nacionais, a maioria deles com grandes chances de emendar com o fim de semana. Confira o calendário e já combine com o chefe!
Dia de Tiradentes: a data, 21 de abril, cai em uma terça-feira. A segunda que antecede o feriado é ponto facultativo para os servidores públicos federais, mas outros trabalhadores podem tentar negociar uma folga.
Dia do Trabalhador: o dia 1º de maio cai em uma sexta-feira e é uma chance de descanso prolongado para quem folga aos fins de semana.
Independência do Brasil: este ano, o 7 de setembro cai em uma segunda-feira e, assim como o 1º de maio, é uma chance para emendar três dias de descanso.
Nossa Senhora Aparecida: o 12 de outubro também cai em uma segunda-feira este ano. Mais um motivo para os folguistas de fim de semana comemorarem.
Dia de Finados: assim como os dois feriados antes, o dia 2 de novembro cairá em uma segunda em 2026.
Proclamação da República: para tristeza de muitos trabalhadores, 15 de novembro será um domingo.
Dia da Consciência Negra: por fim, antecedendo apenas o Natal, o dia 20 de novembro cai em uma sexta-feira.
Israel enfrentou, na noite de domingo (5/4), um dos ataques mais intensos desde o início da guerra, com um disparo massivo de mísseis e foguetes iranianos e do grupo libanês Hezbollah, atingindo diversas regiões do país.
A cidade portuária de Haifa, no norte, foi uma das mais afetadas. Um prédio de sete andares em uma área residencial foi destruído após o impacto de um míssil iraniano, que deixou quatro mortos. As sirenes de alerta voltaram a tocar na manhã desta segunda-feira (6/4) no sul e no centro de Israel, enquanto disparos vindos do Líbano continuam.
O trabalho das equipes de resgate é arriscado porque a ogiva do míssil, uma carga massiva de 450 quilos que não chegou a explodir no impacto, permanece entre os escombros, o que obrigou a evacuação total da área.
O ataque a Haifa não foi isolado. Cerca de 20 locais foram atingidos em diferentes partes do país, especialmente na região de Tel Aviv, por mísseis equipados com submunições, um novo patamar de violência no conflito.
A escalada também afeta países vizinhos. O Irã lançou novos ataques contra os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, causando danos a instalações energéticas e a um complexo ministerial.
O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, prometeu intensificar as operações contra o grupo Hezbollah.
Já a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) manifestou preocupação no domingo com os ataques do Hezbollah e das tropas israelenses realizados nas proximidades de suas posições, que “podem provocar respostas”.
A Finul declarou, em um comunicado, estar “extremamente preocupada com os ataques realizados tanto por combatentes do Hezbollah quanto por soldados israelenses nas proximidades de nossas posições, que poderiam provocar respostas”, apelando às duas partes para que “deponham as armas” e “trabalhem seriamente em prol de um cessar-fogo”.