Técnico do Lyon, Paulo Fonseca elogiou Endrick após a vitória do time por 2 x 0 sobre o Lorient, no último domingo (12/4). O atacante saiu do banco no intervalo e participou diretamente dos dois gols do time na partida.
“Acho que vocês entenderam perfeitamente o que eu fiz. As pessoas geralmente não entendem, mas nós, como treinadores, precisamos encontrar estratégias para obter uma reação dos jogadores. Eu precisava encontrar algo para fazê-lo render mais, para torná-lo ainda mais importante para nós”, disse o técnico.
A atuação veio poucos dias depois de críticas públicas feitas pelo treinador ao jovem brasileiro. Paulo Fonseca explicou que a exposição foi pensada como forma de provocar uma reação dentro de campo.
Endrick entrou no segundo tempo e rapidamente mudou o jogo. Aos quatro minutos, deu assistência para Yaremchuk abrir o placar, e, pouco depois, finalizou para a defesa do goleiro antes de Tolisso aproveitar o rebote e ampliar.
O treinador destacou não apenas o impacto técnico, mas também a postura do atacante. Segundo ele, a resposta foi imediata e alinhada com o que a comissão esperava em um momento de pressão.
“Acho que ele reagiu muito bem, com a atitude que precisávamos. Endrick é uma pessoa muito positiva. Gosto muito da personalidade dele. Com 19 anos, ele está em fase de desenvolvimento”, concluiu.
O consumo moderado de café pode estar associado a um menor risco de desenvolver ansiedade, depressão e outros transtornos de humor ao longo do tempo. Conforme um estudo realizado com mais de 400 mil pessoas, beber cerca de duas a três xícaras por dia esteve associado aos menores índices desses problemas de saúde mental.
A pesquisa, publicada em dezembro de 2025 no Journal of Affective Disorders, foi conduzida por cientistas da Universidade de Fudan, na China, que analisaram dados do UK Biobank, um dos maiores bancos de dados médicos do mundo. Os participantes foram acompanhados por uma média de 13,4 anos.
No início do estudo, todos apresentavam boa saúde mental. Ao longo do acompanhamento, mais de 18 mil novos casos de transtornos de humor e estresse foram registrados, o que permitiu avaliar a relação entre o consumo de café e esses problemas.
Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que existe uma faixa de consumo associada a melhores resultados para a saúde mental.
Como o café pode influenciar o humor?
A cafeína, principal composto ativo do café, atua no cérebro bloqueando a adenosina, uma substância relacionada à sensação de cansaço. O mecanismo aumenta o estado de alerta e pode influenciar o humor.
Em quantidades moderadas, a cafeína também estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor ligado à sensação de prazer, motivação e aprendizado.
“Baixos níveis de dopamina costumam estar associados a fadiga e desânimo, por isso o aumento dessa substância pode contribuir para uma sensação de bem-estar”, explicam os autores do estudo.
Nem pouco, nem em excesso
A análise dos dados mostrou que a relação entre café e saúde mental segue um padrão em forma de J. Isso significa que o benefício aparece em níveis moderados de consumo e diminui quando a ingestão é muito baixa ou muito alta.
Participantes que consumiam entre duas e três xícaras de cerca de 250 ml por dia apresentaram o menor risco de transtornos de humor. Já aqueles que bebiam cinco ou mais xícaras diárias tiveram uma associação maior com esses problemas.
Os pesquisadores também investigaram se diferenças genéticas que influenciam a forma como o corpo metaboliza a cafeína poderiam alterar os resultados. No entanto, essa variação biológica não mudou significativamente a associação observada entre consumo de café e saúde mental.
Mesmo com os resultados, os cientistas destacam que o café não funciona da mesma forma para todas as pessoas. Algumas podem apresentar sintomas como nervosismo, inquietação ou palpitações mesmo com quantidades relativamente pequenas da bebida.
Ser mamífero e botar ovo parecia uma exclusividade dos ornitorrincos, mas, ao analisar um fóssil de 250 milhões de anos do Lystrosaurus, um vertebrado herbívoro ancestral da classe, pesquisadores descobriram que ele fazia a mesma coisa.
O animal conseguiu resistir e até prosperar durante a extinção em massa ocorrida no período Permiano-Triássico por fenômenos climáticos extremos que abalaram a Terra. O estudo liderado pelo professor Julien Benoit, da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, teve os resultados publicados na revista Plos One na última quinta-feira (9/4).
Ancestral de mamífero que botava ovos
O fóssil se trata de um ovo e foi achado em 2008. Análises posteriores indicaram se tratar de um embrião de Lystrosaurus. Os pesquisadores investigaram o fragmento através de técnicas de raio X, encontrando detalhes microscópicos sem destruir o material.
Um dos exames revelou que a mandíbula do animal embrionário não estava formada completamente. Segundo os pesquisadores, o achado é uma pista de que o vertebrado morreu antes da eclosão do ovo.
Ao contrário dos ovos de dinossauro, que facilmente se fossilizam, os de casca mole, como o do Lystrosaurus, são mais complicados de serem preservados, o que coloca a descoberta em um patamar de raridade alta.
As análises indicaram também detalhes de como era estratégia reprodutiva dos Lystrosaurus: indo de encontro com os mamíferos atuais, eles não produziam leite e os filhotes tinham um desenvolvimento maior ao sair do ovo, conseguindo rapidamente se alimentar individualmente, fugir de ataques e maturar sexualmente.
Como à época da extinção em massa a Terra estava extremamente seca, os ovos do animal eram mais resistentes à falta de umidade.
“A estratégia reprodutiva pode ter desempenhado um papel crucial em sua resiliência e dominância ecológica após a extinção em massa do Permiano-Triássico”, escrevem os pesquisadores no artigo.
Além de descobrir mais detalhes do fóssil raro, os cientistas ressaltam que o achado elucida melhor como os animais se adaptaram às condições extremas do planeta à época da extinção em massa.
De acordo com o especialista do Hospital Santa Lúcia Gama, no Distrito Federal (DF), acordar uma vez para urinar tende a ser normal, especialmente em pessoas que beberam líquidos antes de dormir ou com o avanço da idade.
Na avaliação do médico, urinar à noite prejudica a qualidade do sono. “Impacta diretamente na saúde e na disposição no dia seguinte”, salienta o especialista em cirurgia robótica laparoscópica minimamente invasiva.
Bexiga saudável
Em entrevista anterior à coluna, o médico listou sinais de alerta quando a bexiga não está saudável. O primeiro sintoma citado por Berthran é a vontade urgente de urinar. “O indivíduo apresenta dificuldade de segurar. É a urgência miccional”, pontuou.
Berthran também apontou a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. O médico acrescentou com relação à presença de sangue no xixi e a perda involuntária de urina. “Esses sinais podem indicar desde infecções até alterações funcionais da bexiga ou da próstata”, avisou o especialista.
As abelhas são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas. Além de atuarem na polinização de plantas e culturas agrícolas, elas também produzem um dos alimentos mais conhecidos da natureza: o mel.
A substância costuma ter tonalidade dourada ou amarelada. Mas imagens que circulam nas redes sociais mostrando um enxame produzindo mel de coloração avermelhada despertaram curiosidade. O caso está associado a uma espécie específica de abelha sem ferrão conhecida como uruçu-nordestina.
No Brasil, existem mais de 250 espécies de abelhas nativas sem ferrão, grupo importante para a biodiversidade e para a produção de mel com características variadas.
Segundo o diretor-presidente da Associação de Meliponicultores do Distrito Federal (AMe-DF), Roberto Montenegro, a uruçu-nordestina é uma dessas espécies, mas aparece apenas em algumas regiões do país.
“A espécie Melipona scutellaris, conhecida como uruçu-nordestina, está restrita a estados do Nordeste, como Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Ceará”, explica.
Diferente das abelhas com ferrão, que utilizam cera pura para construir as colmeias, as abelhas sem ferrão produzem uma mistura chamada cerume. O material combina cera com resinas vegetais coletadas no ambiente.
A mistura é utilizada para construir estruturas internas da colmeia, como potes de armazenamento de mel e áreas de criação das larvas.
“A cera produzida pelas abelhas é clara, quase branca. Mas quando ela é misturada com resinas de plantas, forma o cerume, que pode ter cores variadas dependendo da vegetação da região”, afirma Montenegro.
Em algumas áreas, especialmente as próximas a manguezais, essas resinas podem ter tonalidade avermelhada. O agroecologista Victor Felix, pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), explica que a coloração está relacionada às plantas visitadas pelas abelhas.
“A presença da cera vermelha está ligada às plantas que as abelhas visitam. Em áreas de manguezal e restinga, por exemplo, elas coletam resinas de uma planta conhecida popularmente como bugio, que pode dar essa tonalidade ao material da colmeia”, afirma o pesquisador apoiado pelo Instituto Serrapilheira.
Relação com a própolis vermelha
Esse processo também está relacionado à chamada própolis vermelha, um produto natural bastante valorizado. De acordo com os pesquisadores, a resina coletada pelas abelhas pode influenciar tanto a cor da própolis quanto a aparência do cerume usado na colmeia.
“Existe uma relação direta entre a cera avermelhada e a própolis vermelha, porque ambas são resultado da resina coletada pelas abelhas nas plantas”, diz Felix.
Essas substâncias têm diversas funções dentro da colmeia, como vedar frestas, proteger contra microrganismos e ajudar na manutenção do ambiente interno.
Jonas Hensel/UnsplashO mel costuma ter tonalidade dourada ou amarelada
Mel pode ter sabores diferentes
A vegetação também influencia diretamente as características do mel produzido. Segundo os especialistas, o néctar das flores coletado pelas abelhas pode gerar méis com diferentes cores, aromas e sabores.
“Os méis produzidos por abelhas sem ferrão apresentam grande diversidade de cores e sabores. Mesmo uma mesma espécie pode produzir méis diferentes dependendo da flora disponível na região”, afirma Montenegro.
No caso das colmeias com cerume avermelhado, o mel também pode apresentar diferenças de sabor e composição. Isso acontece porque os compostos presentes nas plantas visitadas pelas abelhas acabam sendo incorporados aos produtos da colmeia.
Por isso, méis produzidos em ambientes específicos podem ser mais raros e valorizados, refletindo as características únicas da vegetação local.
O corpo humano é frequentemente descrito como uma maravilha de “design perfeito”: elegante, eficiente e perfeitamente adaptado à sua finalidade. Mas, quando olhamos mais de perto, surge um quadro bem diferente.
Longe de ser uma máquina impecável, o corpo humano se assemelha mais a uma colcha de retalhos de concessões moldadas por milhões de anos de ajustes evolutivos. A evolução não projeta estruturas do zero. Em vez disso, ela modifica o que já existe.
Como resultado, muitos aspectos da anatomia humana são apenas soluções “suficientemente boas” — funcionais, mas longe de serem perfeitas. Alguns dos problemas médicos e doenças mais conhecidos surgem diretamente dessas limitações herdadas.
A coluna vertebral
A coluna vertebral humana conta essa história da melhor maneira.
Nossa coluna vertebral evoluiu pouco desde nossos ancestrais quadrúpedes que viviam em árvores, onde funcionava principalmente como uma viga flexível para movimentos suaves de galho em galho, ao mesmo tempo em que protegia a medula espinhal.
Quando os humanos adotaram o andar bípede ereto, a coluna vertebral manteve essas funções. Mas ela também foi adaptada para a necessidade adicional de suportar o peso do nosso corpo verticalmente e manter nosso centro de gravidade, ao mesmo tempo em que permitia a flexibilidade necessária para nos movimentarmos. Essas exigências opostas criam tensão.
As curvas características da coluna vertebral humana ajudam a distribuir o peso, mas também nos predispõem a dores lombares, hérnias de disco e alterações degenerativas que afetam sua função mais importante — a proteção da medula espinhal e dos nervos circundantes. Essas condições são extremamente comuns, não porque a coluna seja inerentemente mal feita, mas porque está realizando uma função para a qual nunca foi originalmente projetada.
O pescoço
Outro argumento claro contra o “design divino” é o nervo laríngeo recorrente, cujo trajeto simplesmente não faz sentido inventar.
Esse nervo, que é um ramo do nervo vago, controla predominantemente as funções de “repouso e digestão” dos nossos órgãos (como a desaceleração da frequência cardíaca e da respiração). O nervo laríngeo também conecta o cérebro à laringe, ajudando a controlar a fala e a deglutição.
Logicamente, seria de se esperar que ele usasse a rota mais direta para conectar o cérebro à laringe. Em vez disso, ele desce do cérebro até o tórax, contorna uma artéria principal e, em seguida, volta para a laringe.
Esse desvio não é um projeto inteligente, mas um resquício histórico de nossos ancestrais semelhantes a peixes, quando o nervo seguia um caminho direto ao redor dos arcos branquiais. À medida que o pescoço se alongou ao longo da evolução, o nervo foi esticado em vez de redirecionado.
Essa ineficiência pode aumentar nossa vulnerabilidade a lesões durante cirurgias.
Os olhos
Até mesmo os olhos refletem uma cocessão evolutiva.
Em humanos e outros vertebrados, a retina (a camada sensível à luz na parte posterior do globo ocular) está conectada “ao contrário”. Isso significa que a luz deve passar por camadas de fibras nervosas antes de atingir os fotorreceptores — células especializadas responsáveis por detectar a luz e convertê-la em um impulso nervoso a ser enviado ao cérebro.
O nervo óptico sai então pela parte posterior da retina, criando um ponto cego logo abaixo do nível horizontal do olho, onde não é possível enxergar. O cérebro preenche essa lacuna de forma imperceptível, por isso raramente percebemos isso.
Portanto, embora tenhamos desenvolvido uma visão incrível e células receptoras de luz, isso aconteceu à custa de uma lacuna em nosso campo visual.
Os dentes
Nossos dentes são mais um lembrete de que a evolução prioriza a adequação em detrimento da durabilidade.
Os seres humanos desenvolvem dois conjuntos de dentes: dentes de leite e dentes permanentes — e isso é tudo. Uma vez perdidos, os dentes permanentes não são substituídos — ao contrário dos tubarões, que regeneram continuamente os dentes ao longo da vida.
Nos mamíferos, o desenvolvimento dentário é rigidamente regulado e está ligado ao complexo crescimento da mandíbula e às estratégias de alimentação. Esse sistema funcionou bem para nossos ancestrais, mas, para os humanos modernos, nos deixa vulneráveis à cárie e à perda dentária.
Os dentes do siso são outro exemplo de atraso evolutivo. Nossos ancestrais tinham mandíbulas maiores, adequadas a dietas mais pesadas que exigiam mastigação intensa. Com o tempo, a dieta humana tornou-se mais leve e o tamanho da mandíbula diminuiu. Mas o número de dentes não mudou tão rapidamente. Muitas pessoas não têm mais espaço para os terceiros molares — o que leva à impactação, ao apinhamento e, muitas vezes, à necessidade de remoção cirúrgica.
Os dentes do siso não são inúteis em princípio, mas não se encaixam mais confortavelmente nos crânios modernos.
A pelve
O parto representa uma das concessões evolutivas mais profundas. Assim como a coluna vertebral, a pelve humana deve equilibrar duas exigências conflitantes: a locomoção bípede eficiente e o parto de bebês com cérebros grandes.
Uma pelve estreita melhora a locomoção, mas restringe o tamanho do canal de parto. Enquanto isso, os bebês humanos têm cabeças excepcionalmente grandes em relação ao tamanho do corpo, resultando em um processo de parto difícil e, às vezes, perigoso — muitas vezes exigindo assistência externa.
Essa tensão entre mobilidade e tamanho do cérebro moldou não apenas a anatomia, mas também o comportamento social, incentivando cuidados cooperativos e adaptações culturais em torno do parto.
Persistência evolutiva
A evolução não elimina necessariamente estruturas, a menos que elas imponham uma forte desvantagem. Assim, algumas características anatômicas persistem apesar de oferecerem benefícios limitados.
O apêndice, outrora considerado um resquício evolutivo completamente inútil, acredita-se agora que tenha funções imunes menores. No entanto, ele pode inflamar-se, causando apendicite — uma condição potencialmente fatal.
Da mesma forma, os seios paranasais têm funções pouco claras. Eles podem tornar o crânio mais leve ou influenciar a ressonância da voz, e podemos até usar seu tamanho e variabilidade para identificação forense. Mas as vias de drenagem dos seios nasais vão diretamente para o nariz, tornando-os propensos a bloqueios e infecções frequentes, um subproduto do desenvolvimento, e não uma adaptação proposital.
Até mesmo os minúsculos músculos ao redor das orelhas dão indícios de nosso passado evolutivo. Em muitos mamíferos, pequenos músculos da orelha permitem que a orelha externa (pinna) gire, melhorando a audição direcional. Os seres humanos têm esses músculos, mas a maioria das pessoas não consegue usá-los de forma eficaz.
Nossos corpos não são perfeitamente projetados, mas são um arquivo vivo da evolução. A anatomia revela um registro histórico de adaptação, compromisso e contingência. A evolução não busca a perfeição; ela trabalha com o que está disponível, modificando estruturas passo a passo.
Compreender a anatomia por meio dessa lente evolutiva também pode nos ajudar a reformular a maneira como vemos problemas médicos comuns. Dor nas costas, parto difícil, apinhamento dentário e infecções nos seios da face não são infortúnios aleatórios. São, em parte, consequências de nossa história evolutiva.The Conversation
Apesar de ser altamente prevenível, o câncer de colo do útero é um dos que mais matam mulheres no Brasil. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) projetaram que o país deve ter tido ao menos 17 mil novos casos no ano passado. Os números mostram a necessidade de estar atento aos sinais da condição e realizar exames preventivos com regularidade.
O grande problema para a detecção precoce do câncer de colo do útero é que, nos estágios iniciais, ele não costuma apresentar sinais claros, sendo detectado apenas se a mulher realizar testes de rastreio. No entanto, a ocorrência de alguns sintomas servem de sinal de alerta para procurar um especialista, entre eles estão:
Sangramento anormal fora da menstruação ou após a relação sexual.
Surgimento de corrimento com odor desagradável, presença de sangue e coloração mais escura ou amarronzada.
Em casos mais avançados, os indicativos mais comuns são: dor na relação sexual; incômodo na lombar; inchaço nas pernas; dificuldade para urinar ou evacuar; presença de sangue na urina ou nas fezes; cansaço excessivo; perda de peso; e redução da disposição.
No caso de qualquer sintoma estranho, é recomendável procurar ajuda médica para investigar a causa. Os sinais podem estar relacionados tanto ao câncer de colo do útero quanto a outras condições, sendo essencial a análise.
Como prevenir o câncer de colo do útero
Geralmente, a condição é causada pela infecção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV). No entanto, o tumor maligno pode ocorrer através de outros motivos também.
“Há outros fatores de risco associados, como início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, histórico de verrugas genitais, tabagismo e pacientes com doenças imunossupressoras”, alerta o ginecologista José Moura, do Hospital da Mulher Anchieta.
Para se precaver, a realização do exame preventivo com regularidade e a imunização contra o HPV, disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, são as melhores ações.
O recomendado é que os testes comecem assim que a mulher iniciar sua vida sexual. Primeiramente, os exames devem ser anuais. Após dois anos consecutivos com resultados normais, o período passa a ser a cada três anos.
“Consultas periódicas e exames como o Papanicolau e o teste de HPV são fundamentais para reduzir a mortalidade”, destaca a ginecologista Sophie Françoise Mauricette Derchain, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
Conquistar definição muscular não depende apenas do treino. A alimentação tem papel decisivo nesse processo. Mesmo quem treina regularmente pode ter dificuldade para secar se consumir alimentos que favorecem inflamação, retenção de líquidos e acúmulo de gordura.
O problema é que muitos desses itens parecem inofensivos. Eles fazem parte da rotina e acabam sendo consumidos diariamente. Com o tempo, isso pode comprometer os resultados e dificultar a hipertrofia.
Por que a alimentação afeta a definição muscular
Para ganhar definição, o corpo precisa reduzir gordura corporal e preservar massa muscular. Alguns alimentos atrapalham esse equilíbrio. Eles elevam a glicose rapidamente, aumentam a inflamação ou favorecem o consumo calórico excessivo.
Além disso, produtos ultraprocessados costumam ter sódio elevado. Isso aumenta a retenção de líquidos e diminui a aparência de músculos definidos. Por isso, a escolha dos alimentos é fundamental.
1. Molhos industrializados
Molhos prontos parecem leves, mas são ricos em açúcar e sódio. Ketchup, barbecue e alguns molhos para salada podem ter muitas calorias escondidas. O consumo frequente aumenta a retenção e prejudica a definição.
Prefira temperos naturais, como azeite, limão e ervas.
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2. Pães e massas refinadas
Carboidratos refinados têm digestão rápida. Isso provoca picos de glicose e favorece o acúmulo de gordura. Quando consumidos em excesso, dificultam o processo de definição muscular.
Substitua por versões integrais ou combine com proteína e fibras.
3. Bebidas alcoólicas
O álcool interfere diretamente na recuperação muscular. Ele também reduz a síntese proteica e aumenta o acúmulo de gordura abdominal. Além disso, costuma vir acompanhado de calorias vazias.
Mesmo pequenas quantidades frequentes podem impactar os resultados.
4. Barras de cereal industrializadas
Muitas barras vendidas como saudáveis têm açúcar elevado. Algumas possuem mais açúcar que um doce. Isso compromete o controle calórico e pode atrapalhar a definição.
Prefira frutas, iogurte natural ou castanhas como lanche.
5. Embutidos
Presunto, salsicha e peito de peru industrializado são ricos em sódio e conservantes. O consumo frequente aumenta a retenção de líquidos e pode inflamar o organismo. Isso reduz a aparência de músculos definidos.
Opte por carnes frescas e preparações caseiras.
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Como proteger sua definição muscular
Pequenas mudanças já fazem diferença. Priorize alimentos naturais, proteínas magras e carboidratos de qualidade. Também é importante manter hidratação adequada.
Outro ponto é observar os rótulos. Produtos considerados “fitness” podem conter ingredientes que atrapalham os resultados. Ajustar a dieta ajuda a potencializar o treino e melhorar a definição muscular.
Você acorda cansado, mesmo após uma noite inteira de sono? Sente que a sua força na academia desapareceu e o foco no trabalho sumiu?
Muitos atletas e entusiastas do fitness culpam o excesso de treino (overtraining) por esses sinais. No entanto, o verdadeiro culpado pode ser a testosterona baixa.
A testosterona é o principal hormônio androgênico. Ela regula a massa muscular, a queima de gordura, a libido e até o equilíbrio emocional.
Quando os níveis caem, condição chamada de hipogonadismo, o corpo envia sinais claros.
Confira os 8 sintomas principais que explicam por que você se sente “sem bateria”.
1. Fadiga crônica e falta de energia
Este é o sintoma número um. Diferente do cansaço comum, a fadiga da testosterona baixa é persistente
Você sente dificuldade para começar o dia e falta de fôlego para atividades simples. Mesmo descansando, a sensação de esgotamento não vai embora.
2. Perda de massa muscular
A testosterona é essencial para a síntese proteica. Sem níveis adequados, você pode treinar pesado, mas os músculos não crescem.
E pior: você começa a perder o que já conquistou. Se o seu “shape” está murchando sem motivo aparente, cheque seus hormônios.
Aumento da gordura corporal
O déficit hormonal altera o metabolismo. É muito comum observar um aumento da gordura abdominal e na região peitoral (ginecomastia).
A testosterona baixa dificulta a oxidação de gordura, criando um ciclo vicioso onde o sobrepeso reduz ainda mais a produção hormonal.
4. Queda na libido
Este é o sinal mais clássico. A redução drástica no desejo sexual e a dificuldade de ereção (ou ereções matinais menos frequentes) são alertas vermelhos.
A testosterona é o combustível do desejo; sem ela, a vida íntima sofre um impacto direto.
5. Alterações de humor e irritabilidade
Hormônios baixos afetam a química cerebral. Homens com baixa testosterona relatam mais episódios de tristeza, irritabilidade e falta de motivação.
Em alguns casos, o quadro pode ser confundido com depressão leve ou distimia.
6. Névoa mental
Dificuldade de concentração e perda de memória recente são comuns.
Se você sente que seu raciocínio está lento ou que esquece tarefas simples do dia a dia, a falta de testosterona pode estar afetando suas funções cognitivas.
7. Perda de densidade óssea
A testosterona ajuda a manter os ossos fortes. Níveis baixos tornam o esqueleto mais frágil e propenso a fraturas.
Para quem pratica esportes de impacto, esse é um risco invisível, mas perigoso, que pode levar à osteoporose precocemente.
8. Distúrbios do sono
A relação é de via dupla: o sono ruim baixa a testosterona, e a testosterona baixa causa insônia.
Muitos pacientes relatam dificuldades para manter o sono profundo, o que impede a produção natural do hormônio, que ocorre majoritariamente à noite.
Como reverter o quadro naturalmente?
Antes de pensar em reposição hormonal (TRT), pequenas mudanças no estilo de vida podem ajudar:
Treino de força: Exercícios compostos (agachamento, levantamento terra) estimulam a produção natural.
Zinco e magnésio: Minerais essenciais para a síntese de testosterona.
Sono de qualidade: Dormir 7 a 9 horas é o melhor “suplemento” que existe.
Controle do estresse: O cortisol alto (hormônio do estresse) anula a testosterona.
Procure ajuda especializada
Sentir-se cansado o tempo todo não faz parte do envelhecimento normal. Se você se identificou com três ou mais sintomas, procure um urologista ou endocrinologista.
Um exame de sangue simples pode revelar seus níveis de testosterona total e livre.
A forma como sonhamos pode influenciar diretamente na sensação de descanso ao acordar. Um novo estudo sugere que sonhos mais vívidos e imersivos estão associados à percepção de um sono mais profundo e reparador.
Conforme pesquisa conduzida por cientistas da IMT School for Advanced Studies Lucca, na Itália, e publicada na revista científica PLOS Biology em 24 de março. Os resultados indicam que a qualidade da experiência mental durante o sono pode ser tão importante quanto a duração do descanso.
Para investigar essa relação, os pesquisadores acompanharam 44 adultos saudáveis em um laboratório do sono e analisaram dados de 196 noites. Durante os experimentos, os participantes eram despertados em diferentes momentos da noite e questionados sobre o que estavam experimentando naquele instante e sobre o quanto se sentiam descansados.
“Nem toda experiência mental durante o sono é sentida da mesma maneira. O grau de imersão da experiência parece ser um fator importante”, explica o neurocientista Giulio Bernardi, um dos autores do estudo.
Quando os sonhos fazem o sono parecer mais profundo
Os resultados mostraram que os participantes relatavam uma sensação de sono mais profundo após experiências oníricas vívidas e envolventes. Isso ocorreu mesmo quando os registros cerebrais indicavam uma atividade relativamente próxima da vigília.
Em contraste, quando as experiências durante o sono eram fragmentadas ou vagas, os participantes tendiam a relatar uma sensação de sono mais superficial.
“Isso sugere que sonhar pode alterar a forma como o cérebro interpreta sua própria atividade durante o sono. Quanto mais imersivo é o sonho, mais profundo o sono parece”, afirma Bernardi.
Os cientistas concentraram a análise principalmente no estágio N2 do sono, uma fase do sono sem movimentos rápidos dos olhos que ocupa grande parte da noite. Os dados indicam que, nesse estágio, sonhos vívidos podem funcionar como uma espécie de amortecedor, suavizando variações na atividade cerebral e preservando a sensação subjetiva de descanso.
O que isso pode significar para problemas de sono
Os resultados também mostraram que, conforme a necessidade fisiológica de dormir reduz ao longo da noite, os sonhos tendem a se tornar mais vívidos. O aumento na intensidade das experiências oníricas foi acompanhado por uma maior sensação de profundidade do sono.
Para os pesquisadores, compreender melhor essa relação pode ajudar a explicar por que algumas pessoas sentem que dormem mal mesmo quando exames mostram padrões de sono aparentemente normais.
“Entender como os sonhos contribuem para a sensação de sono profundo pode trazer novas perspectivas sobre a saúde do sono e o bem-estar mental”, afirma Bernardi.
Apesar das descobertas, os autores destacam que o estudo analisa a percepção subjetiva do sono e não demonstra que sonhos mais vívidos necessariamente melhoram a recuperação física. Ainda assim, a equipe acredita que pesquisas futuras podem explorar formas de estimular experiências oníricas mais imersivas como estratégia para melhorar a qualidade percebida do sono.
Ao analisar o mecanismo das libélulas para detectar a luz vermelha, pesquisadores identificaram que o inseto possui uma proteína específica que responde a luminosidade avermelhada em um comprimento de onda mais escuro do que os humanos veem.
Alguns campos da medicina, como a optogenética, utilizam proteínas fotossensíveis para estudar tecidos vivos. A ideia dos cientistas é replicar a capacidade de visão das libélulas em novas tecnologias analíticas.
“Este é um dos pigmentos visuais mais sensíveis ao vermelho já descobertos. As libélulas provavelmente conseguem enxergar em tons de vermelho mais profundos do que a maioria dos insetos”, afirma um dos autores do estudo, Akihisa Terakita, em comunicado.
A descoberta liderada pela Universidade Metropolitana de Osaka (OMU, na sigla em inglês), no Japão, teve os resultados publicados na revista Cellular and Molecular Life Sciences em meados de janeiro.
Aplicação na medicina
Os pesquisadores identificaram a posição específica que a proteína responde à luz. Em seguida, eles a alteraram, deslocando a sensibilidade para comprimentos de onda mais longos, ficando mais perto da faixa do infravermelho, um tipo de radiação eletromagnética invisível ao olho humano.
Comprimentos de onda mais longos são ótimos para analisar tecidos vivos, pois conseguem penetrar o corpo de forma mais profunda e alcançar células com acesso mais complicado. Usar o mecanismo de visão das libélulas pode ser um caminho de avanço para a medicina futuramente.
O vermelho pelo olhar das libélulas
Para nós enxergarmos, nossos olhos utilizam a proteína chamada opsina – a mesma usada pelas libélulas. Através delas, conseguimos ver cores de forma plena. A grande diferença entre os humanos e o inseto em específico, é que o vermelho é visto por ele uma forma mais profunda.
“Surpreendentemente, o mecanismo pelo qual a opsina vermelha da libélula detecta a luz vermelha é idêntico ao da opsina vermelha em mamíferos, incluindo humanos. Este é um resultado inesperado, sugerindo que o mesmo processo evolutivo ocorreu independentemente em linhagens distantemente relacionadas”, diz o primeiro autor do estudo, Ryu Sato.
As medições sobre o comprimento de onda do vermelho revelaram que há uma sensibilidade aguçada nas libélulas para enxergar tons avermelhados. Segundo os pesquisadores, os animais podem usar a função para localizar parceiros, já que machos e fêmeas refletem a cor de forma distinta.
Dois irmãos, de 45 e 50 anos, invadiram a casa da ex-mulher de um deles e a espancaram com socos e uma barra de ferro, na madrugada dessa quinta-feira (9/4), no Jardim Ipiranga, em Guararema, na Grande São Paulo.
Um dos invasores, que é ex-marido da vítima, foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio. A Justiça decretou a prisão do outro suspeito, considerado foragido.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher dormia na sala quando houve a invasão. Com medo do ex-companheiro após uma ameaça, ela tinha colocado um tanquinho de lavar roupas bloqueando a porta.
Apesar disso, Samuel José do Nascimento, 50, e o irmão dele, Natanael José do Nascimento, 45, conseguiram entrar no local. Em meio às agressões, a vítima conseguiu escapar e pulou o muro. O ex-companheiro a seguiu e a agrediu na rua. Uma vizinha flagrou o crime e acionou a Polícia Militar (PM).
Policiais localizaram Samuel e o prenderam em flagrante. O irmão dele conseguiu fugir.
A vítima contou que a motivação para o crime foi a negativa em dar dinheiro ao ex-companheiro. Ele teria ido à casa dela, no período da tarde, e prometeu que retornaria para se vingar. Ela, então, chegou a solicitar medida protetiva de urgência contra o suspeito preso e o irmão dele.
A versão de Samuel é diferente. Segundo ele, o casal ainda se relacionava e dividiam o imóvel. Negou ter agredido a vítima, além de refutar a participação do irmão no crime.
Tanto a vítima como o ex-companheiro foram socorridos ao hospital. O delegado considerou que a versão apresentada por Samuel não condizia aos fatos e o prendeu em flagrante, além de pedir a conversão da prisão para preventiva. A Justiça decretou a prisão de Natanael.
Segundo um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, um exame de fezes baseado na análise de bactérias do intestino pode identificar cerca de 90% dos casos de câncer colorretal. A proposta é oferecer uma forma mais simples e menos invasiva de rastrear a doença, que hoje é diagnosticada principalmente por meio da colonoscopia.
Este câncer é o tipo que mais causa mortes no mundo. Apesar de ser altamente tratável quando detectado cedo, muitos casos ainda são diagnosticados em estágios avançados, em parte porque a colonoscopia pode ser cara e desconfortável, o que leva muitas pessoas a adiar o exame.
No novo estudo, publicado na revista Cell Host & Microbe em agosto de 2025, os cientistas utilizaram aprendizado de máquina para analisar a microbiota intestinal humana. A equipe criou um catálogo detalhado das bactérias presentes no intestino e identificou padrões associados ao câncer colorretal.
Para o pesquisador Mirko Trajkovski, que liderou o estudo, o diferencial da pesquisa foi olhar para um nível mais específico da microbiota.
“Em vez de analisar apenas as espécies bacterianas, focamos nas subespécies. Esse nível intermediário permite captar diferenças importantes no funcionamento das bactérias e na sua relação com doenças”, explica, em comunicado.
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Como funciona o novo exame?
A partir desse catálogo microbiano, os pesquisadores desenvolveram um modelo capaz de detectar sinais da doença analisando bactérias presentes em amostras de fezes.
O método foi testado com dados clínicos já disponíveis e conseguiu identificar cerca de 90% dos casos de câncer colorretal. A taxa é próxima à observada em colonoscopias, que detectam aproximadamente 94% dos casos, e superior à de outros testes não invasivos atualmente disponíveis.
“Embora estivéssemos confiantes na abordagem, os resultados foram impressionantes”, afirmou o pesquisador Matija Trickovic, primeiro autor do estudo.
Segundo os cientistas, o teste poderia ser usado como ferramenta de rastreamento inicial. Pessoas com resultado positivo seriam então encaminhadas para colonoscopia, exame que confirmaria o diagnóstico.
Possibilidades além do câncer
A equipe agora prepara um ensaio clínico em parceria com os Hospitais Universitários de Genebra para avaliar melhor quais estágios da doença podem ser identificados com o método.
Os pesquisadores também acreditam que a estratégia pode ser aplicada a outras doenças. Ao analisar com mais precisão as bactérias do intestino, o mesmo tipo de teste pode ajudar a desenvolver ferramentas de diagnóstico baseadas na microbiota.
“O mesmo método poderá ser usado para criar testes não invasivos para várias doenças, todos baseados em uma única análise da microbiota intestinal”, afirma Trajkovski.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em uma publicação na rede Truth Social nesta sexta-feira (10) que os iranianos estão vivos apenas para negociar.
"Os iranianos parecem não perceber que não têm outras cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo contra o mundo através do uso das vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar! Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu Trump.
O líder americano afirmou ainda que os iranianos "são melhores em lidar com a mídia de notícias falsas e em "relações públicas" do que em lutar".
O jogador de futebol Endrick e a influenciadora Gabriely Miranda anunciaram que ela está grávida do primeiro filho do casal. Nas redes sociais, eles compartilharam um vídeo emocionante para revelar a chegada do bebê.
“Você é o nosso amor em forma de vida. Tu me teceste no ventre”, diz a legenda da publicação. Nos Stories, Gabriely também postou uma foto ao lado de Endrick e dos dois cachorros de estimação do casal acompanhada da legenda: “Cinco”.
Nos cliques, a influenciadora aparece usando um vestido branco que destaca a barriguinha, enquanto o jogador surge com uma camisa branca e calça bege.
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Endrick e Gabriely oficializaram a união no civil em setembro de 2024, em Madri. Posteriormente, o casal celebrou a união com uma cerimônia intimista para familiares e amigos próximos em julho de 2025, também na Espanha.
A escalada da inflação em março deste ano, revelada nesta sexta-feira (10/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acendeu um sinal de alerta no mercado e deve reforçar a cautela por parte do Banco Central (BC) na condução da política monetária.
A avaliação é de economistas e analistas do mercado financeiro ouvidos pela reportagem do Metrópoles nesta manhã, pouco depois do anúncio dos resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país.
Os resultados vieram acima do esperado pelo mercado. A média das estimativas dos analistas era de uma inflação de 0,77% (na base mensal) e 4% (anual).
Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação no Brasil para este ano é de 3%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ela será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
Em março, a alta da inflação foi puxada, principalmente, pelos grupos de transportes – que inclui combustíveis – e alimentação e bebidas, com elevações de 1,64% e 1,56%, respectivamente.
Segundo André Valério, economista sênior do Banco Inter, apesar da forte alta em março, “o qualitativo do índice melhorou, na margem, em todas as medidas relevantes”. “A média dos núcleos desacelerou de 0,62% em fevereiro para 0,44% em março, mantendo a tendência de desaceleração no acumulado em 12 meses, que recuou para 4,39%, menor valor desde dezembro de 2024”, observa.
“A leitura de março foi amplamente impactada pelos impactos globais do conflito no Irã, como se nota no comportamento dos combustíveis. Entretanto, a melhoria no qualitativo reafirma a tendência de moderação da inflação subjacente”, analisa o economista.
Para Valério, com o cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, “a chance de uma contaminação do restante da inflação pelo choque do petróleo diminui”. “Mesmo que o cessar-fogo tenha sido alcançado sob bases frágeis, esperamos que ele persista, pelo menos pelas próximas duas semanas, tendo em vista que os EUA não parecem ter muita opção para escalonar o conflito”, afirma.
“O preço do barril de petróleo opera sob essa premissa desde o anúncio do cessar-fogo, tendo ficado abaixo de US$ 100 consistentemente. Ainda assim, não vemos a melhora do conflito como suficiente para dar tranquilidade ao Copom (Comitê de Política Monetária do BC), mas esperamos que o comitê continue o ciclo de cortes, em ajustes de 25 pontos-base (0,25 ponto percentual)”, pondera Valério.
Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, afirma que os juros futuros reagiram imediatamente, com movimento de alta, “refletindo a leitura de que o espaço para cortes mais rápidos de juros pode ficar mais limitado”. “A principal pressão veio da gasolina, das passagens aéreas e da alimentação em casa – sinais claros de que os efeitos da guerra no Oriente Médio já começam a aparecer no bolso do consumidor brasileiro”, avalia.
“Outro ponto que chama atenção é a difusão da inflação, que subiu de 61,3% para 67,4%, indicando que a alta de preços está mais espalhada pela economia”, prossegue Spyer. “A inflação veio mais forte do que o esperado e mostra que energia e alimentos seguem pressionando os preços, já sob influência do cenário global.”
Para o analista, “não é uma crise inflacionária, mas é um sinal de alerta” para o mercado. “E, para o investidor, isso significa um BC mais cauteloso nos próximos passos, ou seja, apoiando um corte mais moderado neste mês de abril”, pontua.
Claudia Moreno, economista do C6 Bank, reforça que “os dados indicam que os efeitos do conflito no Oriente Médio, que tem afetado os preços do petróleo e dos fertilizantes usados no agronegócio, já começam a aparecer na inflação brasileira”.
“No curto prazo, as medidas anunciadas pelo governo, que incluem subsídios e redução de impostos, devem limitar os efeitos da alta do petróleo sobre a inflação, mas outros impactos sobre os combustíveis e os alimentos ainda podem surgir mais à frente. Além disso, o mercado de trabalho aquecido e a perspectiva de desvalorização do real devem fazer com que os preços voltem a acelerar no segundo semestre. Nossa projeção é de que o IPCA encerre o ano em 4,8%, acima do intervalo de tolerância da meta, de 4,5%”, afirma Moreno.
Segundo a economista, “o Copom sinalizou que a Selic deve continuar caindo, mas o ritmo dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio”. “Na nossa leitura, as restrições na produção de petróleo e de outros insumos já começam a pressionar a inflação. Por isso, esperamos um corte mais moderado na próxima reunião, no final do mês: 0,25 ponto percentual, levando os juros para 14,5%. No nosso cenário, a Selic deve encerrar o ano em 13,5%.”
Na avaliação de Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, “a surpresa altista foi relevante e reforçou uma leitura de piora tanto no quantitativo quanto no qualitativo da inflação”. “Em nossa decomposição, a surpresa apareceu de forma disseminada entre os grupos”, destaca.
“O diesel também chamou atenção, com alta de 13,9% em março, apesar do baixo peso no índice. Em conjunto, o IPCA de março reforça a escalada dos combustíveis e aumenta o risco de efeitos indiretos sobre os demais grupos nos próximos meses, especialmente por meio do custo do frete”, aponta Pestana.
Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, “o choque de oferta provocado pela alta do preço do barril de petróleo após o início do conflito no Oriente Médio foi o principal responsável pela elevação acima do previsto no período”.
“O IPCA de março reforça a necessidade por parte do BC de manter a cautela e parcimônia em termos de direcionamento de seu ciclo de calibragem de juros. Contrariando o maior otimismo que havia atingido o mercado nos últimos dias, quando apostas de um corte de 50 pontos-base na próxima reunião do Copom ganharam espaço, o resultado de hoje faz com que uma redução de 25 pontos-base se torne uma decisão ainda mais correta do que foi no caso da reunião de março”, afirma. “Além de absorver o choque inicial já esperado no preço dos combustíveis e dos alimentos, a expectativa agora é entender o quanto este movimento pode se disseminar no interior da economia.”
Rafael Minotto, analista da Ciano Investimentos, por sua vez, afirma que, mesmo com a alta, a inflação ainda não preocupa tanto graças ao trabalho do BC. “Evidentemente, essas questões de guerra podem desacelerar a queda da Selic ou até mesmo, em casos extremos, fazer com que ela volte a subir, o que não acredito. O acumulado em 12 meses está em 4,12%, abaixo da tolerância da meta. O cenário mais provável é o de uma Selic que caia de forma lenta, principalmente por causa do cenário turbulento externo”, avalia.
Também ouvido pelo Metrópoles, o economista Maykon Douglas afirma que “começamos a sentir os primeiros efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis, mesmo com as recentes medidas de alívio dos preços pelo governo”.
“O fluxo de notícias continua bastante volátil e, mesmo com um acordo de paz nos próximos dias, o mercado de petróleo sofrerá por algum tempo. Logo, o cenário é de novas pressões nos preços, uma vez que o preço da commodity deve se estabilizar em patamares superiores aos do período pré-guerra”, projeta.
“É importante notar que, desconsiderando o fator guerra, os últimos números de inflação já vinham superando as projeções, a despeito da gradual desaceleração dos núcleos. O BC teria de manter a cautela mesmo sem o quadro de conflito. Com ele em jogo, mais ainda”, conclui o economista.