A Fifa divulgou, nesta quarta-feira (15/4), 38 locais de treinamento, juntamente com acomodações, para as seleções que vão participar da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
De acordo com comunicado, a entidade “realizou um extenso e rigoroso processo de inspeção dos campos-base em todo o Brasil, o que incluiu mais de cinco rodadas de visitas de inspeção entre novembro de 2024 e o mês passado”.
“Nosso objetivo é garantir que as equipes que conquistarem sua vaga no Brasil sejam recompensadas com centros de treinamento de nível internacional e as instalações necessárias para ajudar os jogadores a atingirem seu melhor desempenho no cenário global”, disse Rhiannon Martin, Chefe da Copa do Mundo Feminina da FIFA.
Foram visitadas 52 cidades em 19 estados brasileiros e um total de 261 locais inspecionados. O objetivo era garantir que as melhores condições de treinamento e hospedagem fossem oferecidas em todo o país, de norte a sul, para que o torneio realmente pertencesse a todo o Brasil.
“Este é um momento significativo e temos o prazer de apresentar esta brochura às equipes que já se classificaram e àquelas que ainda estão na disputa. É o resultado de um ótimo trabalho em equipe e do compromisso em inspecionar cuidadosamente as melhores instalações disponíveis”, completou Martin.
Confira os centros de treinamentos da Copa do Mundo Feminina
Distrito Federal (DF)
Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada e CT do Brasiliense – Brasília
Brasília Palace Hotel e CECAF – Brasília
CICB Hospitality e Estádio Juscelino Kubitschek (Estádio JK) – Brasília
Alagoas (AL)
Best Western Premier Maceió e Estádio Rei Pelé – Maceió
Amazonas (AM)
Novotel Manaus e Instituto Bosco Brasil Bindá (3B) – Manaus
Bahia (BA)
Eco Bahia Hotel Porto Seguro e Estádio Municipal Agnaldo Bento dos Santos – Porto Seguro
Espírito Santo (ES)
Hotel Senac Ilha do Boi e Estádio Kleber Andrade – Vitória/Cariacica
Comfort Suites Vitória e Sindipol/ES – Vitória
Golden Tulip Porto Vitória e AERT – Vitória
Goiás (GO)
Transamérica Collection Orion e Estádio Olímpico Pedro Ludovico – Goiânia
Holiday Inn Goiânia e CT do Vila Nova – Goiânia
SJ Premium Hotels by Atlantica e Estádio Anníbal Batista de Toledo – Goiânia/Aparecida de Goiânia
Minas Gerais (MG)
Hotel Tulip Inn Sete Lagoas e Arena do Jacaré – Sete Lagoas
Paraná (PR)
Bourbon Palace Hotel Londrina e Estádio VGD – Londrina
JK Premium Hotel e Eventos e Estádio VGD – Londrina
Hotel Deville Business Maringá e CT do Maringá FC – Maringá
Radisson Hotel Curitiba e CT do Coritiba – Curitiba
Hotel Qoya Curitiba By Hilton e Estádio Couto Pereira – Curitiba
Paraíba (PB)
CT do Serra Branca, com hospedagem no local – Campina Grande
Slaviero Hotel Campina Grande e CT do Serra Branca – Campina Grande
Pernambuco (PE)
Hotel Retrô F.C. Brasil e CT do Retrô – Recife
Rio de Janeiro (RJ)
Windsor Leme e EsEFEx – Rio de Janeiro
Granja Comary, com hospedagem no local – Teresópolis
Rio Grande do Norte (RN)
SERHS Natal Grand Hotel & Resort e Arena América – Natal
Rio Grande do Sul (RS)
Vila Ventura Eco Resort e Clube Futebol com Vida SAF – Viamão
Hotel Intercity Caxias do Sul e Estádio Centenário – Caxias do Sul
Blue Tree Towers Caxias do Sul e CT do Juventude – Caxias do Sul
Spa do Vinho Condomínio Vitivinícola e Parque Esportivo Montanha dos Vinhedos – Bento Gonçalves
Santa Catarina (SC)
Novotel Itajaí e Estádio Dr. Hercílio Luz – Itajaí
São Paulo (SP)
Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel – Cotia
Novotel Itu Golf & Resort e Estádio Novelli Junior – Itu
Oto Hotel Resort Convention & Spa e estrutura própria – Itu
CT Dartanhã, com hospedagem no local – Guararema
Guararema Parque Hotel e CT Dartanhã – Guararema
Hotel Golden Tulip São José dos Campos e Estádio Martins Pereira – São José dos Campos
Novotel São José dos Campos e Estádio Martins Pereira – São José dos Campos
Hotel Mont Blanc Premium e Estádio Santa Cruz – Ribeirão Preto
Hotel JP Ribeirão Preto Resort e Estádio Santa Cruz – Ribeirão Preto
San Raphael Country Hotel e Estádio Walter Ribeiro – Sorocaba/Itu
CT do Clube Atlético Sorocaba, com hospedagem no local – Sorocaba
Sheraton Santos Hotel e CT Rei Pelé – Santos
Novotel Santos Gonzaga e CT Rei Pelé – Santos
Novotel SP Center Norte e CT da Portuguesa – São Paulo
Sergipe (SE)
VIDAM Hotel Aracaju e Batistão – Aracaju
Um grupo de físicos do Instituto de Tecnologia de Israel, localizado na cidade de Haifa, observou um fenômeno raro e contra as expectativas habituais da física: minúsculos “pontos de escuridão” que parecem se mover mais rápido que a luz.
O resultado foi descrito em um estudo publicado em março de 2026 na revista científica Nature. Apesar da aparência surpreendente, o trabalho não contradiz as leis da física conhecidas.
Na prática, o que os cientistas registraram não foi o deslocamento de partículas ou energia em velocidade superluminal, mas o comportamento extremo de estruturas chamadas de singularidades de fase óptica — regiões específicas de um campo de luz onde a intensidade é nula.
O que são os “pontos escuros” observados
As chamadas singularidades de fase óptica são pontos onde a luz, em vez de iluminar, se anula completamente. Ao redor dessas regiões, a onda luminosa apresenta uma organização complexa, com propriedades bem definidas, como carga topológica.
No experimento, os pesquisadores acompanharam o movimento dessas singularidades em um sistema controlado. Para isso, utilizaram membranas ultrafinas de nitreto de boro hexagonal (hBN), um material conhecido por permitir a propagação de ondas híbridas de luz e vibração chamadas fônon-polaritons.
Com o auxílio de técnicas avançadas de microscopia eletrônica ultrarrápida, foi possível registrar a dinâmica desses pontos com resolução temporal e espacial extremamente alta.
Acima da velocidade da luz
As medições mostraram que, pouco antes de desaparecerem (em um processo chamado aniquilação), essas singularidades aceleram rapidamente. Em alguns casos, a velocidade calculada ultrapassa o limite da velocidade da luz no vácuo.
O ponto central é que essa velocidade é apenas aparente. Não há transporte de matéria, energia ou informação nesses pontos. O que se move é a posição da singularidade dentro do campo de onda — uma característica geométrica do sistema.
A teoria da relatividade, formulada por Albert Einstein, estabelece que nenhuma informação pode viajar mais rápido que a luz. Como o fenômeno observado não envolve transmissão de informação, não há violação das leis físicas.
Por que o fenômeno acontece
O comportamento extremo está ligado às propriedades das ondas no material utilizado. No caso do hBN, os fônon-polaritons apresentam velocidades de grupo muito baixas, o que amplifica efeitos geométricos e permite acelerações aparentes intensas das singularidades.
Além disso, o estudo analisou a distribuição conjunta entre distância e velocidade dessas estruturas, mostrando que a aceleração cresce de forma abrupta à medida que os pontos se aproximam da aniquilação.
Em termos simples, o sistema cria uma situação em que a “marca” da ausência de luz se desloca rapidamente, sem que algo físico esteja viajando naquela velocidade.
A descoberta ajuda a aprofundar o entendimento sobre a dinâmica de campos de luz complexos e abre caminho para novas aplicações em óptica avançada.
Os resultados podem contribuir, por exemplo, para o desenvolvimento de tecnologias em manipulação de luz em escala nanométrica, sistemas de imagem de alta precisão e sensores ópticos mais sensíveis.
A ideia de algo “mais rápido que a luz” costuma sugerir uma quebra das leis do universo. No entanto, o trabalho mostra que a realidade pode ser mais sutil.
Ao observar estruturas que se movem de forma extrema dentro de campos de onda, os cientistas mostraram como efeitos geométricos e propriedades da luz podem produzir comportamentos surpreendentes — sem alterar as regras fundamentais da física.
longo do DNA em 39 participantes de dois ambientes muito diferentes: os Andes equatorianos, representados pelos kichwa, e a bacia amazônica, representada pelos ashaninca.
Em qualquer outro contexto, consumir água com uma concentração de arsênio muito acima dos níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) representaria um sério risco à saúde. Mas em San Antonio de los Cobres, no altiplano do noroeste argentino, a mais de 3,7 mil metros de altitude, essa tem sido, durante séculos – e provavelmente milênios –, uma condição cotidiana de vida.
Antes da instalação de um sistema de filtragem em 2012, a água da localidade continha cerca de 200 microgramas de arsênio por litro. Detalhe: o limite recomendado pela OMS é de apenas 10. Ainda assim, trata-se de uma região ocupada por seres humanos há pelo menos 7 mil anos, talvez até 11 mil. A pergunta inevitável é: como isso é possível?
O arsênio não é exatamente um veneno de risco desprezível. A exposição crônica está associada a câncer, lesões cutâneas, malformações congênitas e morte prematura. Uma vez no organismo, ele é processado por enzimas que o transformam em diferentes compostos químicos.
Mas nem todos têm o mesmo efeito. O composto monometilado, ou MMA, é particularmente tóxico, enquanto o dimetilado, conhecido como DMA, é mais facilmente eliminado pela urina. O problema é que, na maioria das pessoas, o metabolismo do arsênio gera proporções relativamente altas desse composto intermediário mais nocivo antes de transformá-lo na forma que o organismo consegue excretar com mais facilidade.
Um gene-chave na resistência ao arsênio
Em meados da década de 1990, um estudo identificou na população feminina dessa região um processamento incomum do arsênio: o organismo acumulava menos do derivado mais tóxico e avançava com maior eficiência para a forma eliminável pela urina. Em outras palavras, o metabolismo do arsênio era excepcionalmente eficiente entre as mulheres estudadas.
Durante anos, o fenômeno permaneceu como uma curiosidade bioquímica. Mas, em 2015, uma equipe liderada pelas biólogas evolutivas Carina Schlebusch e Lucie Gattepaille, da Universidade de Uppsala, publicou na revista especializada Molecular Biology and Evolution uma possível explicação genética.
Para investigar, os cientistas analisaram o DNA de 124 mulheres de San Antonio de los Cobres e compararam os dados com os de populações do Peru e da Colômbia. O que encontraram foi revelador.
Os cientistas concentraram uma parte central da explicação em torno do AS3MT, um gene essencial no metabolismo do arsênio. Em seu entorno, detectaram variantes cuja presença se relacionava a um processamento biológico mais eficiente do metaloide. Essas variantes apareciam com muito mais frequência nos habitantes de San Antonio de los Cobres do que em populações geneticamente semelhantes do Per
u e da Colômbia, regiões onde os níveis ambientais de arsênio são muito menores, segundo o estudo.
A análise revelou ainda sinais claros do que os geneticistas chamam de “varredura seletiva”, a marca deixada pela seleção natural quando um traço é rapidamente favorecido em uma população. Em termos simples, esse padrão sugere que as variantes protetoras do gene AS3MT podem ter conferido uma vantagem em ambientes com altos níveis de arsênio. Com o passar das gerações, essa vantagem teria feito com que tais variantes se tornassem cada vez mais frequentes na população.
“A adaptação para tolerar o arsênio como fator de estresse ambiental provavelmente impulsionou um aumento na frequência de variantes protetoras de AS3MT”, escreveu a equipe em seu estudo, que classificou o achado como “a primeira evidência de adaptação humana a uma substância química tóxica”.
Adaptação ao arsênio em outras populações andinas
Trata-se de um caso isolado? Os dados sugerem que não. Um estudo posterior, publicado
na Chemosphere em 2022, examinou populações indígenas dos Andes bolivianos – grupos aimará-quéchua e uru – e encontrou sinais igualmente fortes de seleção positiva perto do mesmo gene. De fato, os bolivianos apresentavam a maior frequência já registrada de alelos associados a um metabolismo eficiente do arsênio, e o sinal de seleção estava entre os 0,5% mais intensos de todo o genoma.
Tudo isso aponta para o fato de que a adaptação ao arsênio não é um fenômeno local nem pontual, mas um processo evolutivo que pode ter ocorrido em paralelo em diferentes comunidades andinas expostas durante gerações ao mesmo veneno natural. Quando a pressão ambiental persiste por séculos, a evolução pode favorecer adaptações semelhantes em populações submetidas a pressões ambientais comparáveis.
A epigenética – muito além do DNA
A evolução humana, no entanto, nem sempre implica mudanças diretas no DNA. Além d
as mutações hereditárias, existem os chamados mecanismos epigenéticos, que modificam a forma como os genes são ativados ou silenciados em resposta ao ambiente. Essas alterações não mudam a sequência genética e podem ser mais flexíveis, já que nem sempre são transmitidas de forma estável entre gerações.
Alguns geneticistas passaram a olhar justamente nessa direção, enquanto outros buscavam respostas no código do genoma. Mais recentemente, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Emory se perguntaram se a adaptação andina à altitude – um enigma em si, já que os povos andinos não possuem o mesmo “gene da altitude” identificado nos tibetanos – poderia estar escrita não tanto no DNA, mas na forma como ele se expressa.
Para explorar essa hipótese, eles examinaram as marcas epigenéticas distribuídas ao
O estudo, publicado na revista Environmental Epigenetics, detectou mudanças epigenéticas em genes relacionados ao funcionamento do sistema vascular e do músculo cardíaco, além de sinais na via PI3K/AKT, um circuito biológico envolvido em processos como o crescimento muscular e a formação de novos vasos sanguíneos.
Segundo os pesquisadores, essas diferenças epigenéticas poderiam ajudar a explicar alguns traços fisiológicos característicos das populações andinas de grande altitude, como o espessamento das paredes arteriais e o aumento da viscosidade do sangue. Ambos poderiam estar relacionados à adaptação fisiológica à hipóxia – a escassez de oxigênio típica da altitude –, embora também tenham sido associados a um risco maior de hipertensão pulmonar.
“Os achados são particularmente interessantes porque não estamos vendo esses sinaisfortes no genoma, mas quando observamos o metiloma, essas mudanças aparecem”, explica John Lindo, professor de antropologia da Emory e autor principal do estudo, em um comunicado da instituição.
Além do caso específico, as mudanças epigenéticas podem constituir uma resposta mais flexível ao ambiente e nem sempre são transmitidas de forma estável entre gerações. O fato de essas modificações aparecerem em populações cuja presença nas terras altas andinas remonta a quase 10 mil anos levanta uma questão importante: até que ponto a epigenética desempenha um papel constante na adaptação humana a ambientes extremos?
Modelo tibetano: outra solução evolutiva
Para compreender melhor como os seres humanos se adaptam à vida em grandes altitudes, vale observar outro laboratório natural da evolução: o planalto tibetano. Ali, a evolução parece ter seguido um caminho diferente.
Um estudo publicado recentemente na revista PNAS, liderado pela antropóloga Cynthia Beall, da Universidade Case Western Reserve, analisou 417 mulheres tibetanas entre 46 e 86 anos, vivendo a altitudes entre 3 mil e 4 milmetros no Alto Mustang, no Nepal. O objetivo era identificar quais características fisiológicas se associavam a maior sucesso reprodutivo, um dos indicadores mais diretos de adaptação evolutiva.
O resultado não foi o que muitos esperavam. As mulheres com mais filhos – algumas chegaram a ter 14 – não apresentavam níveis excepcionalmente altos de hemoglobina. Pelo contrário, mantinham níveis próximos da média, mas com maior saturação de oxigênio no sangue.
Essa combinação está associada a uma maior eficiência no transporte de oxigênio sem engrossar o sangue, evitando assim a sobrecarga do coração. Além disso, as mulheres mais fecundas apresentavam maior fluxo sanguíneo para os pulmões e ventrículos cardíacos mais largos, características que melhoram a eficiência do sistema circulatório em condições de hipóxia.
Parte dessa adaptação tem uma origem inesperada. Uma variante do gene EPAS1, que regula a concentração de hemoglobina e é característica das populações tibetanas, parece ter sido herdada dos denisovanos, uma espécie humana extinta que viveu na Sibéria há cerca de 50 mil anos. Seus descendentes a teriam disseminado ao migrar para o planalto tibetano.
“A adaptação à hipóxia em grande altitude é fascinante porque o estresse é grave, todos o experimentam da mesma forma em uma determinada altitude e ele é quantificável”, explicou Beall à publicação Science Alert. “É um belo exemplo de como e por que nossa espécie apresenta tanta variação biológica.”
Considerados em conjunto, esses estudos traçam um panorama que desafia a ideia de que a evolução humana seja um processo encerrado. Pelo contrário, sugerem que nossa espécie continua a se adaptar aos ambientes em que vive.
Nos Andes, populações expostas durante milhares de anos a toxinas naturais e à escassez de oxigênio desenvolveram respostas genéticas, epigenéticas e fisiológicas distintas. No Tibete, diante do mesmo desafio da hipóxia, a evolução seguiu uma via genética diferente. A biologia humana, ao que tudo indica, continua negociando com o ambiente.
O volume de serviços referente a transporte aéreo de passageiros recuou 7,5% em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior, conforme dados divulgados nesta terça-feira (14/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A queda de 7,5% no volume de serviços referente a transporte aéreo de passageiros foi a maior entre os itens pesquisados pelo IBGE. O grupo de transportes, como um todo teve alta de 0,6% e ajudou o setor de serviços voltar ao recorde histórico, promovendo uma alta de 1% em relação a janeiro.
Em janeiro deste ano, o transporte aéreo de passageiros teve um crescimento de 4,6% em relação a dezembro de 2025. O resultado de janeiro deste ano ocorreu após uma queda de 5,5% no item em dezembro quando comparado a novembro.
Em 2025, o transporte aéreo de passageiros cresceu 15,6%.
A situação do setor é alvo de preocupação dos agentes deste mercado. O principal motivo é a influência dos aumentos no querosene de aviação (QaV) nos custos.
Por causa da guerra no Oriente Médio, a Petrobras reajustou os preços em cerca de 56%, a depender do local e modalidade de entrega.
“A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do Querosene de Aviação (QAV). Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas”, afirmou a Abear no dia 1º deste mês.
Preços decolaram antes da guerra
A guerra no Oriente Médio foi iniciada em 28 de fevereiro, portanto, o resultado apresentado pelo IBGE não tem relação com o conflito bélico.
Impacto da inflação das passagens aéreas
Passagens mais caras reduzem a renda disponível, especialmente para quem precisa viajar com frequência ou planejava lazer;
O encarecimento pode levar consumidores a adiar ou cancelar voos, afetando o setor de turismo;
Viagens corporativas ficam mais caras, elevando despesas operacionais e podendo impactar preços de serviços;
Tarifas aéreas mais altas pressionam índices de preços e inflação, e podem contaminar outros setores ligados ao turismo;
Desigualdade no acesso ao transporte aéreo, já que voar se torna menos acessível, restringindo os voos a faixas de renda mais altas.
No entanto, os preços das passagens aéreas têm um histórico consistente de inflação. As passagens aéreas subiram 17% nos últimos dois meses, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que representa a inflação oficial, divulgados na última sexta-feira (10/4) pelo IBGE.
A água inglesa é um composto fitoterápico muito antigo e popular no Brasil.
Frequentemente passada de geração em geração, ela é conhecida principalmente por suas propriedades digestivas e tonificantes.
Apesar de ser um produto de venda livre, a água inglesa não é apenas uma “água comum”. Ela é um extrato de plantas medicinais, sendo a Quina (Cinchona calisaya) seu principal ingrediente.
Por conter substâncias ativas, seu uso deve ser consciente para evitar efeitos colaterais indesejados.
A composição da água inglesa
O segredo da água inglesa está no sabor amargo. Além da Quina, muitas fórmulas comerciais incluem outras ervas como carqueja, camomila, calumba e erva-doce.
Essas plantas possuem princípios ativos que estimulam as funções básicas do sistema digestivo.
O sabor amargo dessas ervas serve para “avisar” o corpo que a digestão precisa começar.
Quando as papilas gustativas sentem o amargor, o cérebro envia sinais para aumentar a produção de saliva e suco gástrico.
Isso prepara o estômago para receber e processar os alimentos de forma mais eficiente.
Os principais benefícios e efeitos no organismo
1. Estímulo ao apetite e digestão
A água inglesa é muito utilizada por pessoas que sofrem com falta de apetite ou má digestão.
Ao estimular as glândulas digestivas, ela ajuda a reduzir aquela sensação de estufamento e peso após as refeições. Ela funciona como um tônico para o estômago.
2. Auxílio no pós-parto
Este é o uso mais famoso da água inglesa. Muitas mulheres utilizam o composto após o parto com o objetivo de ajudar na limpeza do útero.
Acredita-se que as substâncias amargas ajudem na eliminação de coágulos e resíduos pós-parto. Atenção: Embora seja uma tradição, esse uso deve ter acompanhamento médico.
3. Efeito desintoxicante
Por conter ervas como a carqueja, a água inglesa auxilia nas funções do fígado.
Isso ajuda o organismo a eliminar toxinas de forma mais rápida, sendo muitas vezes procurada após períodos de excessos alimentares.
Existem contraindicações?
Nem todo mundo pode consumir a água inglesa. Por ser um estimulante gástrico, ela é contraindicada para pessoas com:
Gastrite ou úlceras: O aumento do ácido gástrico pode piorar a dor e a inflamação.
Gravidez: Algumas ervas da composição podem estimular contrações uterinas.
Amamentação: As substâncias amargas podem passar para o leite e alterar o sabor ou afetar o bebê.
Epilepsia: Algumas formulações podem conter álcool ou componentes que interferem em distúrbios neurológicos.
Como tomar de forma segura?
Geralmente, a recomendação é ingerir um pequeno cálice (cerca de 30 ml) antes das principais refeições.
No entanto, o tempo de uso não deve ser prolongado. O uso contínuo pode causar irritação gástrica ou desequilíbrios no paladar.
O ideal é não ultrapassar 14 dias de uso sem uma pausa. Lembre-se que fitoterápicos são medicamentos e podem interagir com outros remédios que você já toma.
Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de iniciar o uso.
Segundo a especialista em endoscopia digestiva e colonoscopia, quando um indivíduo está com H. pylori, surgem alguns sinais. “Os principais sintomas da infecção são a dispepsia tipo dor no estômago e no meio do abdômen relacionada ou não à alimentação e a dispepsia como empachamento pós-prandial, que é aquela sensação de ficar saciado precocemente durante uma refeição”, detalha a médica.
O combate ao câncer do colo do útero ganhou um reforço histórico no Brasil. O SUS (Sistema Único de Saúde) incorporou oficialmente o teste de DNA-HPV para o rastreamento da doença.
Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), esse câncer mata uma mulher a cada 90 minutos no país. A nova tecnologia promete transformar esse cenário preocupante em algo evitável.
Detecção com 10 anos de antecedência
Diferente do Papanicolaou tradicional, o novo teste molecular identifica o DNA do vírus antes mesmo das lesões surgirem. Isso antecipa o diagnóstico de forma drástica.
De acordo com dados da Roche Diagnóstica, essa tecnologia permite identificar o risco biológico com até 10 anos de antecedência. Na prática, isso aumenta em quatro vezes a detecção de lesões pré-cancerosas.
Impacto da mudança de paradigma
Para a patologista e diretora do departamento de anatomia e genômica do A.C.Camargo Câncer Center, Dra. Louise De Brot, o teste molecular representa um marco científico.
“A introdução do teste de DNA para HPV representou uma das transformações mais profundas na história da prevenção”, afirma a especialista.
Segundo a médica, o rastreamento deixou de ser uma observação microscópica da consequência celular. Agora, o foco é a identificação objetiva do risco biológico.
Autonomia com a autocoleta
Uma das maiores barreiras do SUS é o acesso de mulheres em áreas remotas ou com traumas médicos. O novo teste permite que a própria mulher colha sua amostra.
Usando um swab (semelhante a um cotonete), a paciente pode realizar a coleta com privacidade. Isso democratiza o combate à doença e aumenta a adesão aos programas preventivos.
Precisão da genotipagem
A tecnologia vai além de dizer se o vírus está presente. Ela revela exatamente qual tipo de HPV a paciente carrega no organismo.
“A genotipagem revelou que os tipos virais não têm o mesmo potencial oncogênico”, ressalta a Dra. Louise.
Distinguir os vírus de maior risco permitiu criar algoritmos clínicos mais refinados. Isso torna o tratamento muito mais direcionado e eficaz para cada caso.
Vacinação e o futuro da saúde pública
A vacina contra o HPV continua sendo indispensável como prevenção primária. No entanto, ela precisa estar aliada ao rastreamento molecular para ser totalmente eficaz.
Segundo a especialista, essa união lança uma era onde a eliminação desse câncer passou a ser uma meta factível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda este método como prioritário.
Fique atenta: Com o diagnóstico precoce, o câncer de colo de útero é amplamente prevenível. Procure o posto de saúde para saber como acessar essa nova tecnologia.
A flacidez no braço é uma queixa comum, especialmente com o passar do tempo ou após emagrecimento.
Isso acontece devido à perda de massa muscular e à redução da firmeza da pele.
A boa notícia é que alguns exercícios ajudam a fortalecer a região e melhorar o aspecto dos braços.
O que ajuda a reduzir a flacidez no braço
Antes de tudo, é importante entender que a combinação de hábitos faz diferença.
Esses fatores ajudam no ganho de massa muscular e na melhora da firmeza da pele.
3 exercícios para acabar com a flacidez no braço
A seguir, veja três exercícios simples e eficazes para incluir na rotina:
Tríceps banco
Esse é um dos exercícios mais indicados para trabalhar a parte de trás do braço.
Como fazer:
Apoie as mãos em um banco ou cadeira firme.
Estenda as pernas à frente.
Flexione os cotovelos, descendo o corpo.
Retorne à posição inicial.
Faça de 10 a 15 repetições.
Rosca direta
A rosca direta ajuda a fortalecer o bíceps e contribui para a definição do braço.
Como fazer:
Segure halteres ou garrafas com as palmas voltadas para cima.
Flexione os cotovelos, elevando os pesos.
Retorne lentamente.
Repita de 10 a 12 vezes.
Tríceps testa
Esse exercício foca diretamente no tríceps, região mais associada à flacidez.
Como fazer:
Deite-se ou fique em pé com halteres.
Flexione os cotovelos levando o peso em direção à testa.
Estenda os braços novamente.
Faça de 10 a 12 repetições.
Dicas para potencializar os resultados
Além dos exercícios, alguns cuidados ajudam a acelerar os resultados:
Mantenha regularidade nos treinos.
Aumente a carga de forma gradual.
Evite longos períodos sem atividade física.
Priorize boa postura durante os movimentos.
Assim como outros objetivos, reduzir a flacidez no braço exige constância.
Com exercícios adequados e hábitos saudáveis, é possível conquistar braços mais firmes e definidos ao longo do tempo.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina Arexvy para adultos a partir de 18 anos. A decisão foi anunciada nessa segunda-feira (13/4) e amplia o público que pode receber o imunizante, antes autorizado apenas para pessoas com 60 anos ou mais.
A vacina é produzida pela farmacêutica GSK e tem como objetivo prevenir infecções do trato respiratório inferior causadas pelo vírus sincicial respiratório, conhecido pela sigla VSR. O vírus é um dos principais responsáveis por quadros de bronquiolite e outras complicações respiratórias.
Segundo a Anvisa, a decisão foi baseada em estudos clínicos adicionais que avaliaram a resposta do organismo à vacina em diferentes grupos etários.
De acordo com a agência, os resultados indicaram que a resposta imunológica em adultos mais jovens não foi inferior à observada em pessoas com mais de 60 anos, faixa etária que originalmente recebeu a indicação do imunizante.
A vacina utiliza a tecnologia de proteína recombinante. Nesse modelo, uma substância semelhante à encontrada na superfície do vírus é produzida em laboratório e utilizada para estimular o sistema imunológico a gerar anticorpos.
O vírus sincicial respiratório pode causar infecções ao longo de toda a vida. Em adultos, especialmente na presença de doenças crônicas ou outras condições de saúde, a infecção pode evoluir para quadros respiratórios mais graves e aumentar o risco de hospitalização.
Com a nova indicação, a vacina passa a ser uma opção de prevenção para uma parcela maior da população adulta.
Ao redor da Terra, todas as noites, milhares de observatórios astronômicos automatizados estão a postos para fotografar estrelas cadentes. Sou um dos cientistas que estudam os meteoros que eles capturam.
A maioria dos filmes e a imprensa se concentram em grandes asteroides que poderiam destruir a Terra. E em seus celulares a cada poucos meses aparecem notícias de que um objeto com “o tamanho de nove máquinas de lavar” vai passar bem perto de nós. Mas as pequenas partículas de poeira e detritos que entram em nossa atmosfera diariamente contam uma história igualmente interessante.
Eu e meus colegas de ciência planetária usamos observações de câmeras automáticas que mapeiam o céu noturno para entender melhor a poeira espacial, os asteroides do tamanho de carros e os detritos de cometas que circulam em nosso Sistema Solar.
Em um estudo publicado em março de 2026, analisei milhões de observações de meteoros coletadas por redes de câmeras de céu inteiro localizadas no Canadá, Japão, Califórnia e Europa e encontrei um pequeno aglomerado recém-formado. Os 282 meteoros associados a esse aglomerado contam a história de um asteroide que se aproximou um pouco demais do Sol.
Formação de meteoros
Quando um fragmento de rocha espacial do tamanho de um grão de areia atinge nossa atmosfera, ele se aquece quase instantaneamente, vaporizando sua camada superficial e transformando-o em um gás eletricamente carregado. Todo o fragmento começa a brilhar — é o que chamamos de meteoro. Se o objeto for maior, como uma pedra, e mais brilhante, é chamado de bólido ou bola de fogo. Em média, esses objetos atingem nossa atmosfera a uma velocidade de mais de 24 km por segundo. Para pequenos objetos do tamanho de poeira ou grãos de areia, todo o processo dura apenas uma fração de segundo antes que eles desapareçam completamente.
A maioria desses fragmentos do tamanho de grãos de areia no Sistema Solar tem origem em cometas – objetos frios e gelados vindos das regiões mais distantes do Sistema Solar. À medida que os cometas passam perto do Sol, seus componentes gelados se transformam em gás, liberando toneladas de poeira. É por isso que os cometas são frequentemente chamados de “bolas de neve sujas” e parecem difusos em imagens telescópicas.
Os asteroides, por outro lado, são resquícios do início do Sistema Solar que se formaram mais perto do Sol. Eles são secos e rochosos, e não têm os mesmos gelos de diferentes substâncias que conferem aos cometas suas caudas características.
O que significa ser um objeto “ativo”?
Os astrônomos chamam um asteroide ou cometa de “ativo” quando ele libera poeira, gás ou fragmentos maiores. Essa atividade é causada por alguma força externa sobre o objeto no espaço, como o calor do Sol, um pequeno impacto ou quando os asteroides giram muito rápido e se fragmentam.
Entender e identificar esta atividade ajuda os cientistas a compreender melhor como esses objetos mudam ao longo do tempo.
Para os cometas, a sublimação do gelo – quando o gelo sólido se transforma diretamente em gás, pulando a fase líquida – é a principal responsável. Mas, para os asteroides, a razão para a atividade pode variar muito.
Por exemplo, a missão OSIRIS-REx da Nasa, lançada ao espaço para estudar um asteroide chamado Bennu, observou atividade em sua superfície, com o estresse térmico e pequenos impactos entre as principais explicações.
Outras fontes de atividade de asteroides incluem a fragmentação quando um asteroide gira muito rápido, forças de maré que rasgam asteroides durante encontros próximos com um planeta ou liberação de gás.
Pesquisadores geralmente procuram por atividade usando telescópios. Os astrônomos podem procurar por uma “cauda” ou uma névoa ao redor do objeto. Essa cauda é um sinal claro de que há gás e poeira ao redor do corpo. Mas há outra maneira de procurar por atividade – chuvas de meteoros.
Encontrando asteroides escondidos
O asteroide ativo mais famoso atualmente é o 3200 Phaethon. Ele é o corpo progenitor da chuva de meteoros chamada Geminídeas, que ocorre todos os anos em meados de dezembro. Durante aproximações anteriores do Sol, Phaethon liberou grandes quantidades de poeira e fragmentos maiores. Esses fragmentos se espalharam ao longo de toda a sua órbita com o tempo, dando origem à atual corrente de meteoros das Geminídeas.
Cada chuva de meteoros que observamos ocorre quando a Terra atravessa uma dessas correntes de detritos. Portanto, se os astrônomos conseguem detectar chuvas de meteoros, elas também podem ser usadas para localizar objetos ativos no espaço.
No início, os detritos lançados por um asteroide ou cometa viajam muito próximos uns dos outros. Imagine espremer uma única gota de corante alimentício em um fluxo de água em movimento: inicialmente, o corante permanece em uma nuvem compacta e concentrada. Mas, à medida que flui, as correntes giratórias da água puxam o corante, fazendo com que ele se espalhe e desapareça.
No espaço, as forças gravitacionais dos planetas agem como essas correntes. Elas puxam os fragmentos individuais de meteoros de maneiras ligeiramente diferentes, fazendo com que o fluxo antes compacto se disperse gradualmente até se diluir completamente na poeira de fundo do nosso Sistema Solar.
A descoberta de um cometa rochoso
No estudo publicado recentemente no Astrophysical Journal, utilizei milhões de observações de meteoros para buscar atividades recentes e desconhecidas de asteroides próximos à Terra. Encontrei um aglomerado nítido de 282 meteoros que se destacava.
O que torna essa descoberta tão empolgante é que estamos, essencialmente, testemunhando um asteroide ainda desconhecido sendo reduzido a pedaços. Essa corrente de meteoros recém-confirmada segue uma órbita extrema que se aproxima do Sol quase cinco vezes mais do que a órbita da Terra.
Com base na forma como esses meteoros se fragmentam ao atingir nossa atmosfera, podemos concluir que são moderadamente frágeis, mas mais resistentes do que os materiais provenientes de cometas. Essa descoberta nos indica que o intenso calor solar está literalmente rachando a superfície do asteroide, liberando gases aprisionados e fazendo com que ele se desintegre. Essa é provavelmente uma das principais fontes da atividade passada de Phaethon e a principal razão pela qual os meteoritos na Terra são tão diversos.
A busca pela origem
Por que é importante encontrar um asteroide escondidos e em desintegração? As observações de meteoros funcionam como uma sonda excepcionalmente sensível que nos permite estudar objetos completamente invisíveis aos telescópios tradicionais.
Além de resolver mistérios astronômicos, a análise desses detritos nos ajuda a compreender a evolução física de asteroides e cometas em nosso Sistema Solar. Mais importante ainda, ela revela populações ocultas de asteroides próximos à Terra, o que constitui informação vital para a defesa planetária.
O asteroide progenitor da nova chuva de meteoros permanece não detectável. Mas a missão NEO Surveyor, com lançamento previsto para 2027 pela Nasa, oferece uma solução promissora. Este telescópio espacial, dedicado à defesa planetária e à descoberta de asteroides escuros, perigosos e que se aproximam do Sol, será a ferramenta ideal para investigar a origem da chuva.
Um terceiro petroleiro ligado ao Irã estava entrando no Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz nesta terça-feira (14), no primeiro dia completo do bloqueio dos Estados Unidos a embarcações que atracam em portos iranianos, segundo dados de navegação.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou o bloqueio no domingo (12), após as negociações de paz do fim de semana em Islamabad entre os EUA e o Irã não terem resultado em um acordo.
Como as três embarcações que transitavam pelo estreito não se dirigiam a portos iranianos, elas não estão sujeitas ao bloqueio.
O navio-tanque Peace Gulf, de médio porte e com bandeira do Panamá, está a caminho do porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo dados da LSEG.
O navio normalmente transporta nafta iraniana, matéria-prima petroquímica, para outros portos do Oriente Médio fora do Irã, para exportação à Ásia, segundo dados da Kpler.
Antes disso, dois petroleiros sujeitos a sanções dos EUA passaram pelo canal.
O petroleiro Handy Murlikishan está a caminho do Iraque para carregar óleo combustível em 16 de abril, de acordo com dados da Kpler. A embarcação, anteriormente conhecida como MKA, já transportou petróleo russo e iraniano.
Outro navio-tanque sancionado, o Rich Starry, seria o primeiro a atravessar o estreito e sair do Golfo desde o início do bloqueio, segundo dados da LSEG e da Kpler.
O navio-tanque e seu proprietário, a Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd, foram sancionados pelos Estados Unidos por negociarem com o Irã. Não foi possível contatar a empresa imediatamente para comentar o assunto.
O Rich Starry é um navio-tanque de médio porte que transporta cerca de 250 mil barris de metanol, segundo dados. Ele carregou a carga em seu último porto de escala, Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos, conforme mostram os dados.
Os dados mostraram que o petroleiro de propriedade chinesa tem tripulação chinesa a bordo.
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou nesta terça-feira (14) que o bloqueio dos EUA aos portos iranianos é "perigoso e irresponsável", alertando que isso só agravaria as tensões. Não mencionou se navios chineses estavam passando pelo estreito.
Entender o funcionamento do corpo é o primeiro passo para valorizar a nossa saúde. Algumas características humanas são tão impressionantes que parecem saídas de um filme de ficção científica.
Preparado para ver o seu corpo com outros olhos? Confira abaixo 7 curiosidades que vão te deixar de boca aberta!
1. Seus ossos são mais fortes que o aço
Pode não parecer, mas o osso humano é um material de engenharia incrível. Grama por grama, o osso é mais forte que o aço.
Um bloco de osso do tamanho de uma caixa de fósforos pode suportar até 9 toneladas de peso. Isso é quatro vezes mais do que a capacidade do concreto.
A força vem da combinação perfeita entre minerais e proteínas, garantindo resistência e, ao mesmo tempo, flexibilidade.
2. O coração é uma bomba incansável
O coração humano é o músculo que mais trabalha no corpo. Em um dia, ele bate cerca de 100 mil vezes.
Ao longo de uma vida média, o coração bombeia sangue suficiente para encher cerca de três superpetroleiros.
Ele cria sua própria impulsão elétrica, o que significa que pode continuar batendo mesmo se for separado do corpo, desde que tenha suprimento de oxigênio.
3. Você produz luz própria (mas é invisível)
Sim, os seres humanos são literalmente brilhantes! Pesquisas mostram que o corpo humano emite luz visível, mas ela é 1.000 vezes menos intensa do que o nível que nossos olhos conseguem captar.
Esse brilho, conhecido como bioluminescência, é o resultado de reações químicas metabólicas. Curiosamente, o brilho é mais intenso na região das bochechas, testa e pescoço durante o final da tarde.
4. O estômago produz um novo revestimento a cada 3 dias
O ácido gástrico presente no seu estômago é tão corrosivo que pode dissolver lâminas de metal.
Para evitar que o órgão “se digira”, o estômago produz uma nova camada de muco protetor a cada três ou quatro dias.
Se esse processo de renovação parar por qualquer motivo, o ácido causa danos imediatos às paredes estomacais, resultando em úlceras.
5. Sua língua é única, como uma digital
Todo mundo sabe que as impressões digitais são exclusivas de cada indivíduo. No entanto, a língua também possui uma “impressão” própria.
O padrão de saliências, texturas e formas na superfície da língua é único para cada pessoa no mundo.
Além de ajudar na fala e no paladar, sua língua poderia, teoricamente, ser usada para identificação pessoal.
6. O nariz tem uma memória incrível
O olfato humano é um dos sentidos mais ligados às nossas emoções e memórias. O nariz consegue distinguir e lembrar de mais de 50 mil aromas diferentes.
É por isso que um perfume ou o cheiro de uma comida pode te transportar instantaneamente para um momento da infância. Essa “biblioteca de odores” é fundamental para a nossa sobrevivência e bem-estar.
7. Perdemos 600 mil partículas de pele por hora
A renovação celular é constante. A cada hora, você descarta cerca de 600 mil minúsculas partículas de pele. Isso significa que, a cada ano, você perde cerca de 750 gramas de pele morta.
Aos 70 anos, uma pessoa terá perdido aproximadamente 47 quilos de pele. Grande parte da poeira que você encontra em cima dos móveis da sua casa é, na verdade, composta por essas células humanas.
Usar joelheira pode ser eficaz contra a dor e a limitação funcional em pessoas com osteoartrite do joelho, uma condição crônica degenerativa que provoca a destruição progressiva da articulação. A conclusão é de um ensaio clínico publicado em janeiro no BMJ que avaliou se a inclusão de joelheiras personalizadas ao tratamento padrão da doença traria benefícios adicionais aos pacientes.
Segundo os autores, os maiores ganhos com uso da joelheira foram redução da dor e melhora de atividades do dia a dia, como caminhar, subir escadas e permanecer em pé, especialmente entre quem conseguiu usá-la com mais regularidade. O estudo acompanhou 466 adultos com 45 anos ou mais, diagnosticados com osteoartrite e atendidos pelo sistema público de saúde do Reino Unido (NHS).
Todos os participantes receberam orientações sobre a doença, aconselhamento para o autocuidado e um plano de exercícios. Metade deles também passou a usar uma joelheira escolhida conforme o tipo e a localização do desgaste no joelho, com acompanhamento de fisioterapeutas e mensagens de texto para estimular a adesão ao uso.
Após seis meses, os participantes que utilizaram joelheira relataram menos dor, melhor função física e melhor qualidade de vida em comparação aos que seguiram apenas as orientações e fizeram os exercícios. Ao final de 12 meses, os efeitos positivos ainda estavam presentes, mas foram menores.
Para a reumatologista Isabella Monteiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, a joelheira não é uma solução isolada, mas pode funcionar como um complemento útil em alguns casos. “O estudo mostrou que, quando bem indicada e bem utilizada, ela realmente ajuda. Os maiores benefícios aparecem justamente naquilo que mais incomoda o paciente no dia a dia, como caminhar e subir escadas”, analisa.
Em geral, o tratamento da osteoartrite nessa região se baseia em medicações e medidas ligadas ao estilo de vida, como prática de atividade física, fortalecimento muscular, controle do peso e acompanhamento próximo junto a um médico reumatologista.
O termo osteoartrite é sinônimo de osteoartrose, artrose ou doença articular degenerativa. No conjunto das doenças agrupadas sob a designação de “reumatismos”, é a mais frequente e afeta cerca de um a cada cinco adultos acima dos 45 anos. Mulheres após a menopausa, pessoas com sobrepeso ou obesidade e quem já sofreu traumas no joelho estão entre os grupos mais afetados. O diagnóstico é feito principalmente pela história clínica e pelo exame físico. “A radiografia pode ajudar, mas não determina sozinha a gravidade dos sintomas”, observa Monteiro.
Devo usar joelheira?
O estudo conclui que nem todo paciente se beneficia da mesma forma do uso de joelheira e os ganhos observados tendem a diminuir. “Isso é esperado, porque a osteoartrite é uma doença que evolui ao longo do tempo”, explica a reumatologista. O acessório costuma ajudar mais quem sente dor ao caminhar, tem sensação de instabilidade no joelho ou apresenta artrose leve a moderada. Por isso, em casos muito avançados, o efeito tende a ser menor.
É importante ficar atento na hora de comprar o item, porque existem diferentes modelos e cada um tem uma função específica. Alguns são indicados para dor na parte da frente do joelho, quando o problema está relacionado à região da patela; outros são usados nos casos de artrose localizada no lado interno ou externo da articulação, ajudando a redistribuir a carga. Já as joelheiras estabilizadoras oferecem mais firmeza quando há sensação de instabilidade ou insegurança ao caminhar. “A avaliação individual é fundamental”, frisa Isabella Monteiro.
Em relação à segurança, o estudo não identificou eventos adversos graves. O efeito colateral mais comum foi irritação ou vermelhidão na pele, geralmente leve. Ainda assim, a adesão ao uso da joelheira diminuiu ao longo do tempo. Entre os principais motivos estavam desconforto ou sensação excessiva de calor, dificuldade para colocar e retirar o acessório, tamanho inadequado e falta de orientação sobre como ajustar e utilizar corretamente no dia a dia. “A orientação faz diferença. Quanto melhor for o ajuste e o uso correto, melhores tendem a ser os resultados”, destaca a médica do Einstein em Goiânia.
Mesmo com benefícios discretos, os autores do estudo avaliam que a joelheira pode ser uma alternativa de baixo risco em um plano de tratamento individualizado, sempre como complemento e não substituição de estratégias como exercícios físicos e, quando indicados, medicamentos. “Ela funciona como um apoio adicional em um tratamento que precisa ser combinado e mantido ao longo do tempo”, conclui Monteiro.
Já imaginou olhar para o céu e ver um asteroide passando? Parece assustador, mas será possível daqui há três anos. Mais precisamente em 13 de abril de 2029, data prevista para que o corpo rochoso apelidado de “Deus do Caos” se aproxime tanto da Terra que possa ser visto a olho nu.
A observação do asteroide será melhor em regiões da Europa, África e Ásia Ocidental.Os cálculos ainda não foram capazes de determinar se a visão será possível do Brasil. Caso seja, o ideal é estar em uma região com pouca iluminação artificial e céu limpo para vê-lo.
O objeto se aproximará a cerca de 32 mil km da Terra, em uma distância semelhante à que os satélites geoestacionários – responsáveis pelas comunicações e meteorologia – ficam do nosso planeta. Estima-se que o ponto mais perto entre o asteroide e a Terra seja atingido às 18h45 (horário de Brasília) – pouco antes, às 17h30, ele chegará a seu brilho máximo.
Por que o asteroide é o “Deus do Caos”?
Oficialmente, o asteroide se chama 99942 Apófis e é inspirado na divindade do Egito em formato de serpente que simboliza o caos e a escuridão – e não é à toa o alarde sobre ele. Quando descoberto em 2004, muitos cálculos apontavam que o objeto rochoso com cerca de 375 metros de diâmetro poderia cair na Terra.
Para a nossa sorte, observações e rastreamentos subsequentes descartaram a possibilidade do choque. Por outro lado, o objeto continua sendo classificado como “potencialmente perigoso”, especialmente devido ao seu tamanho e a proximidade com a Terra.
Quando passar pelo globo terrestre, muitas agências aproveitarão para investigar os detalhes, antes, durante e depois de sua chegada. A missão Ramses, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), tem previsão para ser lançada em 2028 com o objetivo de observá-lo durante a aproximação com a Terra.
Outras expedições espaciais, como a Osiris-Apex, da Nasa, pretendem orbitar o “Deus do Caos” em junho de 2029, dois meses depois de sua passagem. A meta é ver como o asteroide ficou após ter estado tão próximo com o nosso planeta.
A ingestão de vitamina D em quantidades elevadas pode causar prejuízos ao organismo e levar a complicações importantes. Uma revisão clínica publicada em 2023 no StatPearls, disponível na base do National Center for Biotechnology Information (NCBI), descreve os efeitos da toxicidade da vitamina e alerta para os riscos do consumo excessivo, especialmente por meio de suplementos.
Embora a vitamina D seja essencial para a saúde óssea e para o funcionamento do organismo, o uso sem orientação pode provocar um quadro chamado hipervitaminose D, caracterizado pelo acúmulo da substância no corpo.
De acordo com o estudo, a vitamina D é lipossolúvel, o que significa que é armazenada principalmente no fígado e no tecido adiposo. Quando há ingestão acima do necessário, ocorre acúmulo progressivo, ultrapassando a capacidade de controle do corpo.
O principal efeito associado à toxicidade é a hipercalcemia, ou seja, o aumento excessivo de cálcio no sangue. A condição pode afetar diferentes órgãos e comprometer o equilíbrio do organismo.
A revisão também destaca que a toxicidade não costuma ocorrer por exposição ao sol ou pela alimentação, sendo mais frequentemente relacionada ao uso inadequado de suplementos ou a erros na prescrição e no acompanhamento.
Quando há níveis elevados de vitamina D no organismo, o excesso de cálcio no sangue pode desencadear uma série de efeitos adversos. Entre os principais estão náuseas, fraqueza, alterações cognitivas e problemas renais.
Em situações mais graves, a condição pode levar à formação de cálculos renais e ao comprometimento da função dos rins. Como a vitamina D é armazenada no corpo, a eliminação do excesso não ocorre de forma rápida, o que pode prolongar os sintomas e dificultar o tratamento.
Na prática, o consumo exagerado pode transformar um nutriente essencial em um fator de risco à saúde, principalmente quando não há acompanhamento médico.
Quando a suplementação é indicada
A vitamina D continua sendo fundamental para o organismo. Ela participa da absorção de cálcio, da manutenção dos ossos e de funções metabólicas importantes.
A suplementação, no entanto, deve ser indicada apenas em casos de deficiência comprovada ou situações específicas, sempre com orientação médica e monitoramento por exames laboratoriais. A medida permite manter níveis adequados e evitar tanto a deficiência quanto o excesso.
A vitamina D traz benefícios quando utilizada de forma adequada, mas o consumo excessivo pode gerar efeitos adversos relevantes. Diante do aumento do uso de suplementos, a recomendação é seguir a orientação profissional para garantir segurança e evitar riscos associados ao uso indiscriminado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13/4) que a imagem em que aparece caracterizado como Jesus Cristo foi mal interpretada e que, na verdade, a intenção era representá-lo como um médico.
“Bem, não era uma foto. Era eu. Eu postei e pensei que fosse eu como médico, e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, já que eu trabalho lá e apoio a organização. Só as notícias falsas poderiam ter inventado isso. Então, eu só fiquei sabendo e me perguntei: como eles chegaram a essa conclusão? Era para ser eu como médico, ajudando as pessoas a melhorarem, e eu realmente melhoro as pessoas. Eu as melhoro muito”, disse Trump.
A declaração ocorre em meio a uma escalada de críticas ao líder da Igreja Católica, papa Leão XIV, com quem o republicano tem trocado ataques públicos.
No domingo (12/4), o republicano afirmou que não é “fã” de Leão XIV e acusou o papa de ser “fraco no combate ao crime” e “péssimo para a política externa”. O político também disse que o líder religioso é “muito liberal” e deveria “parar de ceder à esquerda radical”.
As declarações vieram após o papa pedir, no sábado (11/4), que Estados Unidos, Israel e Irã avancem em negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio. Na ocasião, Leão XIV classificou a guerra como “loucura” e criticou o que chamou de “idolatria por dinheiro” entre os envolvidos.
“Não tenho medo do governo Trump. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, declarou o papa.