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Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (16/4), um projeto de lei que amplia o acesso de municípios aos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), incluindo ações voltadas à segurança no trânsito. A proposta segue para sanção presidencial.

O texto modifica a Lei nº 10.201/2001 e passa a permitir o financiamento de projetos voltados à qualificação de agentes de trânsito, além de iniciativas destinadas à melhoria da segurança nas vias urbanas e rurais. A medida reforça o papel desses profissionais no sistema de segurança pública.

Pela proposta, estados, Distrito Federal e municípios poderão acessar os recursos do fundo desde que mantenham órgãos estruturados responsáveis pela gestão da segurança viária, com agentes organizados em carreira. Projetos que priorizem a preservação da ordem pública e a proteção de pessoas e patrimônios no trânsito terão preferência na análise.

Na justificativa, o autor, à epoca deputado e agora senador, Efraim Filho (PL-PB), argumenta que a legislação atual não acompanhou as mudanças constitucionais que passaram a reconhecer a segurança viária como parte da segurança pública. Segundo ele, a atualização da norma é necessária diante dos altos índices de mortes e feridos em acidentes de trânsito no país.

Lucas Borbas, viúvo de Isabel Veloso, rebateu as críticas que recebeu após revelar que está vivendo um novo affair, três meses depois da morte da influenciadora. O assunto tomou as redes sociais e dividiu opiniões de internautas, que chegaram a questionar o luto do homem.

Muita gente está me julgando porque se passaram três meses. Mas desde quando o amor de alguém se mede por um cronômetro? Desde quando existe um prazo universal para o luto?”, questionou ele, em publicação no Instagram nesta quinta-feira (16/4).

Viúvo de Isabel Veloso é detonado após assumir affair e reage: “Traição” - destaque galeria
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Viúvo de Isabel Veloso rebate críticas por assumir namoro: "Seguir"

Isabel Veloso com o marido, Lucas Borbas, e o filho, Arthur
Isabel Veloso com o marido, Lucas Borbas
Isabel Veloso e o marido, Lucas Borbas
Isabel Veloso e o marido, Lucas Borbas

Lucas ainda justificou que “há quem comece a viver esse luto muito antes da despedida final” e explicou que viveu a dor da perda da esposa “antes mesmo do último adeus”.

“Vivi o medo, a impotência, o sofrimento, as noites sem dormir e a dor de ver quem eu amava lutar todos os dias. Eu honrei minha esposa do começo ao fim. Estive presente quando muitos não suportariam estar. Nos hospitais, nas consultas, nas crises, nas madrugadas difíceis e em cada batalha que a doença trouxe. Eu não abandonei quando ficou difícil. Não virei as costas. Não falhei com ela. Fui marido, companheiro, cuidador e apoio até o último instante”, completou.

O rapaz finalizou: “Seguir em frente não é traição. Não é esquecimento. Não é falta de amor. É honrar também os últimos desejos de quem partiu. Se três meses para alguns é pouco, respeito. Mas o meu tempo de luto pertence a mim não à opinião de quem nunca viveu o que vivi.”

Entenda o caso

O influenciador Lucas Borba voltou a movimentar as redes sociais nessa quarta-feira (15/4) ao publicar uma mensagem em que se declara para seu novo affair. Ele foi casado com a influenciadora Isabel Veloso, que morreu em 10 de janeiro, aos 19 anos, após enfrentar um câncer.

Na publicação, Lucas afirmou que está tentando seguir em frente mesmo diante do luto. “Sim… estou me permitindo. E tem sido bom viver isso”, escreveu.

Ele também detalhou o novo momento pessoal e destacou a relação da suposta companheira com o filho do casal, Arthur. “Conheci uma pessoa maravilhosa, que aceitou minha história, amou meu filho e tem se dedicado muito. Ver o TuTu feliz tem me deixado feliz. Eu nunca menti em conhecer alguém”, completou.

A repercussão, no entanto, foi imediata e dividiu opiniões entre os seguidores. Parte do público criticou a rapidez com que o influenciador teria iniciado um novo relacionamento, enquanto outros saíram em defesa dele.

Os preços internacionais do petróleo registravam leve alta, na manhã desta quinta-feira (16/4), mas se mantinham abaixo dos US$ 100, em meio à expectativa do mercado pelo avanço das negociações entre Estados Unidos e Israel para o possível fim do conflito no Oriente Médio.


O que aconteceu

 

Estados Unidos elogiam Paquistão por mediação com o Irã

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou, nessa quarta-feira (15/4), o papel do Paquistão como principal mediador nas negociações entre EUA e Irã.

“Os paquistaneses têm sido mediadores incríveis ao longo de todo este processo e realmente apreciamos sua amizade e seus esforços para concluir este acordo. Eles são os únicos mediadores nesta negociação”, afirmou.

Segundo Leavitt, apesar de outros países terem se oferecido para ajudar, o presidente norte-americano, Donald Trump, considera estratégico manter o diálogo por meio de Islamabad. “O presidente considera importante continuar a facilitar a comunicação por meio dos paquistaneses, e é isso que continua acontecendo”, completou.

As declarações ocorrem em meio a uma nova tentativa de retomada das negociações entre Washington e Irã, após uma rodada frustrada no último fim de semana. Também na quarta, Trump afirmou à Fox Business que o Irã “quer muito fazer um acordo” e que a guerra estaria “muito perto do fim”.

Novas tratativas

No campo diplomático, o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, esteve em Teerã para se reunir com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi.

Segundo a mídia estatal iraniana, a delegação levou uma mensagem dos EUA para tentar estender o cessar-fogo e viabilizar uma nova rodada de negociações.

Autoridades iranianas confirmaram que o Paquistão tem mantido a interlocução entre os dois lados, transmitindo posições de Teerã a Washington após encontros diplomáticos em Islamabad.

Apesar dos esforços, ainda não há acordo formal para prorrogar o cessar-fogo anunciado pelo republicano em 7 de abril.

O acordo enfrenta divergências, especialmente sobre a inclusão do Líbano. Enquanto o Irã defende que o país está contemplado, os EUA discordam.

Israel e Líbano avançam em negociações

Israel e Líbano, por sua vez, avançaram no campo de negociações durante reunião em Washington. Durante o encontro, o embaixador israelense Yechiel Leiter afirmou que as delegações teriam identificado uma convergência de interesses em relação ao grupo libanês.

“Descobrimos hoje que estamos do mesmo lado da equação. Estamos unidos na libertação do Líbano de uma potência ocupante dominada pelo Irã, chamada Hezbollah”, declarou.

Outro ponto de impasse é o Estreito de Ormuz, que permanece fechado pelo Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro – condição considerada central pelos EUA nas negociações de paz.

Donald Trump confirmou que Israel e o Líbano vão se reunir nesta quinta-feira para uma negociação de paz. Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que a conversa vai acontecer após “muito tempo que os dois líderes não conversam, uns 34 anos”. Ele não disse, no entanto, onde e como a conversa vai acontecer.

“Tentando criar um pouco de espaço entre Israel e Líbano. Faz muito tempo que os dois líderes não conversam, uns 34 anos. Isso vai acontecer amanhã. Ótimo!”, escreveu.

No relatório que embasou a prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, a Polícia Federal (PF) apontou que Daniel Vorcaro parou os pagamentos de propina ao executivo ao saber da investigação.

O relatório cita o acesso que o dono do Banco Master tinha a ações sigilosas da Polícia Federal, por meio de seu “faz-tudo” Felipe Mourão, o “Sicário”, que se matou após ser preso, no início de março.

Vorcaro mandou travar propina a ex-presidente do BRB após investigação - destaque galeria

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB

Segundo o relatório da PF, citado por André Mendonça na decisão em que o ministro do STF autorizou a prisão, Vorcaro acertou pagamentos ao ex-presidente do BRB que somam cerca de R$ 146,5 milhões.

Os valores seria repassados pelo dono do Banco Master a Paulo Henrique por meio de imóveis em São Paulo e no Distrito Federal, onde o então presidente do BRB reside com a família.

Até o momento da investigação, a Polícia Federal identificou seis imóveis adquiridos por meio de fundos de investimento geridos pela Reag e empresas de fachada, no valor de R$ 74 milhões.

Segundo a PF, ao saber da instauração da investigação, que era sigilosa, Vorcaro ordenou que seu operador jurídico, Daniel Monteiro, “travasse tudo” . Monteiro também foi preso nesta quinta-feira.

“De acordo com a Polícia Federal, o procedimento investigativo em questão foi autuado pelo Ministério Público Federal em 30/04/2025 e, logo em seguida, na data de 10/05/2025, DANIEL VORCARO determinou ao seu operador jurídico DANIEL MONTEIRO que ‘travasse tudo’ e que não realizasse mais nenhum pagamento nem prosseguisse com a formalização registral das transações então acordadas com PAULO HENRIQUE”, diz o relatório.

O acesso a informações sigilosas é um dos motivos pelos quais a PF pediu a prisão preventiva de Paulo Henrique e de Daniel Monteiro. Para a corporação, haveria “risco de interferência na instrução e possibilidade de rearticulação” do esquema.

Em meio ao sucesso da missão Artemis II, marcada pela passagem dos astronautas em volta da Lua, a Nasa publicou em 6 de abril o Guia do Usuário da Base Lunar, um documento de nove páginas que apresenta os próximos passos a serem seguidos pela agência espacial com o objetivo de construir uma base na Lua.

O guia mostra, basicamente, o que a Nasa precisa fazer para realizar os planos espaciais propostos pelo programa Ignition. A iniciativa lançada em março pela agência pretende acelerar a dominação no espaço para se alinhar com a política proposta pelos Estados Unidos.

A expectativa é que a partir de 2028 sejam realizados 73 pousos lunares, sendo alguns tripulados e outros não – de acordo com ma agência, 21 não tripulado seriam somente nos próximos três anos. O objetivo é construir uma base lunar de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões, na cotação atual), além de mandar uma espaçonave para Marte daqui há dois anos.

No entanto, tirar do papel o que está sendo proposto não será uma missão fácil. Mesmo com a ida e volta bem sucedidas da Artemis II, ainda há limitações sistêmicas de aterrissagem, habitação e energia, que são pré-requisitos básicos para humanos viverem na Lua e em outros planetas.

Planos e desafios da base na Lua

Segundo o guia, os 73 pousos lunares acontecerão em três fases. Ainda não se sabe quantos serão tripulados, mas o planejamento é começar com missões robóticas e não tripuladas. A Nasa pretende construir sua base no polo sul lunar. As etapas estão divididas em:

Apesar dos diversos planos, a Nasa tem vários obstáculos para cumpri-los. Além das lacunas tecnológicas, a agência enfrenta um corte orçamentário proposto pelo governo norte-americano de 23%, o que representa cerca de US$ 5,6 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões). A ver como a estatal solucionará os problemas e agirá diante dos empecilhos.

A menstruação costuma apresentar algumas variações ao longo da vida. O volume do fluxo, a duração do ciclo e até o nível de desconforto podem mudar de um mês para outro. Mas você já parou para observar que a cor do sangue menstrual também pode variar?

Do vermelho vivo ao marrom mais escuro, essas mudanças costumam gerar dúvidas e até preocupação. Mas afinal, diferenças na coloração indicam algum problema de saúde?

Segundo especialistas ouvidas pelo Metrópoles, na maioria das vezes essas variações são normais e estão relacionadas a processos naturais do próprio organismo.

Por que a cor pode mudar

A ginecologista Helga Marquesini, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, explica que a cor do sangue menstrual pode variar ao longo do ciclo ou entre diferentes meses.

Isso acontece principalmente por causa do tempo que o sangue permanece no útero antes de ser eliminado.

“O sangue mais escurecido sofreu mais oxidação, enquanto o mais avermelhado foi expelido mais recentemente, com menor exposição ao oxigênio”, afirma.

Segundo a médica, fatores como o volume do fluxo e a velocidade com que o sangue é eliminado também influenciam essas mudanças de coloração.

A ginecologista Jéssica Wolff, da Maternidade Brasília, acrescenta que essas variações costumam aparecer em diferentes momentos do ciclo e geralmente não indicam problema de saúde.

De forma geral, o vermelho vivo costuma indicar sangue recém-eliminado. O vermelho mais escuro aparece quando o sangue permanece um pouco mais tempo no útero antes de sair. Já a coloração marrom costuma ser observada no início ou no final da menstruação, quando o fluxo é menor.

Segundo a médica, a cor isoladamente não costuma ser motivo de preocupação. “A cor do sangue menstrual, por si só, não é um bom marcador de doença”, pontua.

Quando é normal e quando merece atenção

Apesar de as mudanças de cor serem comuns, as ginecologistas ressaltam que outros aspectos do ciclo menstrual podem indicar a necessidade de investigação. Alterações importantes no padrão do fluxo são um dos principais sinais de alerta.

“Características que merecem investigação são mudanças na regularidade do ciclo, aumento do volume do fluxo, presença frequente de coágulos ou cólicas intensas”, afirma Helga.

Sangramentos muito volumosos podem levar à queda dos níveis de ferro no organismo e causar anemia. Já sangramentos após a menopausa sempre devem ser avaliados.

Jéssica acrescenta que o contexto em que a alteração ocorre também faz diferença. A mudança costuma ser considerada normal quando aparece apenas no início ou no final da menstruação ou quando ocorre ocasionalmente entre ciclos, sem outros sintomas associados.

Por outro lado, a avaliação médica é recomendada quando surgem sinais como sangramento intenso ou prolongado, dor pélvica importante, sangramento fora do período menstrual ou odor desagradável.

“O que chama atenção não é a cor isolada, mas a mudança do padrão menstrual associada a outros sintomas”, destaca Jéssica.

Hormônios e idade também influenciam

Alterações hormonais ao longo da vida também podem influenciar o aspecto do fluxo menstrual. Helga destaca que as primeiras mudanças podem aparecer ainda antes da menopausa.

“O climatério pode começar cerca de oito a dez anos antes da menopausa, e as alterações hormonais desse período podem modificar o fluxo e a coloração do sangue menstrual”, diz.

uso de anticoncepcionais também pode interferir nesse processo. Como esses métodos costumam reduzir o volume do fluxo, o sangue pode se apresentar mais escurecido.

Além disso, pequenos sangramentos rosados ou avermelhados podem surgir em algumas fases do ciclo, especialmente próximos à ovulação.

Esses episódios ocorrem quando pequenas quantidades de sangue se misturam às secreções vaginais naturais.

Emilija Manevska/Getty ImagesAbsorventes internos
Fluxo menstrual intenso pode ser motivo de preocupação

Quando procurar um médico?

Para as especialistas, observar o próprio padrão menstrual é a melhor forma de identificar possíveis alterações. Mais importante do que a cor do sangue é perceber mudanças persistentes no ciclo.

Entre os sinais que devem motivar avaliação médica estão aumento significativo do fluxo, presença frequente de coágulos, sangramento fora do período menstrual, ausência de menstruação ou dor persistente.

Se houver mudança contínua no padrão habitual da menstruação, a recomendação é procurar orientação ginecológica.

A infância e a adolescência representam fases delicadas da formação de uma pessoa: é durante esse período que a personalidade, as habilidades sociais e a resiliência costumam ser desenvolvidas. No entanto, essa efervescência emocional também torna os jovens mais vulneráveis diante de eventos estressores ou traumáticos. E, segundo estudo publicado em março nos Cadernos de Saúde Pública, o Brasil vive um momento crítico de crescimento nos casos de lesões autoprovocadas.

Por meio da análise de registros entre 2013 e 2023 do Sistema de Informações Hospitalares (SIH), que abrange principalmente dados do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) identificaram que as internações relacionadas a esse tipo de ocorrência aumentaram em 44,3%, enquanto as mortes tiveram uma elevação de 26,3%. No total, o país documentou nessa série histórica 18.382 internações e 261 óbitos.

“Comportamentos autolesivos podem ser compreendidos como uma forma de lidar com um sofrimento emocional intenso, complexo e que não pode ser explicado por uma única causa”, analisa a médica Gabriela Garcia de Carvalho Laguna, que faz residência em Medicina de Família e Comunidade na UFSB e assina como autora correspondente do artigo. Vários fatores podem ter contribuído para o crescimento das internações e óbitos ao longo da década.

Os processos biológicos relacionados à construção da identidade e do senso de pertencimento são apenas a ponta do iceberg. De acordo com a Cartilha para prevenção da automutilação e do suicídio, do Ministério da Saúde, a vulnerabilidade de crianças e adolescentes aos sofrimentos psicológicos pode ser intensificada por negligência parental, conflito familiar, preconceito, exposição à violência (psicológica, física ou sexual), problemas de saúde, abuso de álcool e outras substâncias, privação de sono, transtornos mentais e até uso excessivo das redes sociais.

O acesso facilitado à tecnologia ajuda a aproximar pessoas e estimular conversas. Por outro lado, também pode criar ambientes hostis, marcados por isolamento, pressão estética e agressões recorrentes. “O bullying é muito mais do que ‘zoar’ e ser ‘zoado’. Existe uma violência, não apenas física, mas também psicológica, muito intensa. Há um estado de submissão ao agressor, em que a vítima se sente quase como refém”, pontua o psiquiatra Elton Yoji Kanomata, professor do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP), do Einstein Hospital Israelita.

Não à toa, a tendência de aumento das internações foi mantida praticamente durante toda a década. A única exceção é o ano de 2020, reflexo da subnotificação dos registros em meio ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. “Provavelmente, os dados foram defasados pela sobrecarga dos serviços de saúde e pela redução do acesso a cuidados e redes de proteção, como as escolas”, avalia Laguna. “O maior número de mortes nesse ano sugere, porém, que os casos de autolesão foram mais graves, possivelmente associados às dificuldades de lidar com adversidades e gerenciar desafios psicossociais potencializados pela pandemia, incluindo isolamento social, dificuldades econômicas, conflitos interpessoais e maior tempo de uso das redes sociais.”

Do ponto de vista demográfico, o levantamento mostra que adolescentes de 15 a 19 anos, moradores das regiões Sul e Sudeste, foram os mais atingidos. Embora as internações tenham sido mais comuns entre o sexo feminino, os óbitos ocorreram com maior frequência entre os meninos, o que indica diferenças no padrão e na gravidade das tentativas de mutilação e suicídio. Verificou-se ainda que pretos e pardos lideravam tanto os números de internações quanto os de mortes. Experiências de racismo, desigualdades socioeconômicas, desemprego parental e falta de acesso a direitos básicos, como saúde, educação, moradia e alimentação, foram diretamente relacionados ao sofrimento mental dessa população.

Sinais de risco e quando buscar ajuda

Alterações de humor — marcadas, sobretudo, por episódios de ansiedade, irritabilidade e tristeza —, isolamento social, perda de vínculos de amizades, recusa em sair de casa, queda no rendimento escolar, diminuição de energia e aumento no tempo de consumo de telas são alguns dos sintomas típicos apresentados por pessoas em sofrimento psicológico. E merecem atenção.

Não existe um “passo a passo” para identificar se alguém está passando por algum tipo de vulnerabilidade emocional que pode levar a práticas de autolesão. Cada pessoa tem suas particularidades e, por isso, deve ser acompanhada considerando suas características específicas. Daí a importância da presença e participação de pais e mães no desenvolvimento infantil. “Devemos respeitar a privacidade e estimular a autonomia e a independência dos jovens, mas isso não significa não saber nada sobre a vida deles”, observa Kanomata.

Quando o sofrimento já é perceptível, mas não parece afetar a rotina, é recomendado que os responsáveis procurem conversar com professores e a coordenação pedagógica da escola. Assim, a instituição pode ficar mais atenta às dinâmicas do aluno frente à sala de aula e aos seus colegas.

Já quando o quadro apresenta maior gravidade, deve-se buscar ajuda profissional na área da saúde mental. Não existe um fluxo único a ser seguido: pode-se procurar por um psiquiatra ou um psicólogo. O ideal é que ambos sejam acionados, não necessariamente ao mesmo tempo.

“O direcionamento de políticas públicas para estratégias de prevenção na atenção primária pode contribuir para reduzir as internações hospitalares por autolesão, além de melhorar a qualidade de vida e a saúde mental dos jovens”, ressalta Gabriela Laguna. “Precisamos investigar situações de vulnerabilidade, como o bullying, e intervir precocemente, antes que a autolesão se estabeleça como mecanismo de enfrentamento.”

Também é essencial fortalecer a capacitação profissional para o acolhimento e manejo desses quadros, bem como ampliar programas de tratamento aos comportamentos autolesivos. Isso inclui, por exemplo, expandir o acesso ao suporte médico, psicológico e à psicoeducação, além de integrar iniciativas intersetoriais envolvendo escolas, organizações não governamentais e instituições privadas.

“Sofrimento emocional todos nós enfrentamos. O grande desafio é diferenciar quando esse problema se torna desproporcional, gera dor intensa e leva à disfuncionalidade”, aponta o médico do Einstein “A partir do momento em que surgem sinais, é fundamental existir um canal de comunicação aberto entre pais e filhos, afinal, são eles que podem oferecer rede de apoio e auxiliar na busca por ajuda adequada.”

A coluna apurou, com exclusividade, que o cantor Marlon Brendon Coelho Couto Silva, mais conhecido como MC Poze do Rodo (foto em destaque), foi levado para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), após ser preso em operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (15/4).

Ele chegou à penitenciária no início da tarde desta quarta (15).

A prisão

Poze foi preso durante a megaoperação que investiga esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.

A prisão ocorre no contexto de investigação mais ampla que apura a movimentação de recursos de origem suspeita, incluindo operações financeiras de alto valor e circulação de dinheiro em espécie.

De acordo com a PF, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores, com uso de empresas, terceiros e até transações com criptoativos.

As investigações indicam que havia movimentações no Brasil e no exterior, além de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo.

Mais de 200 policiais federais participam da operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos (SP) e são cumpridas em diversas unidades da Federação, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

O histórico de Poze

Esta é a terceira vez que o artista vai parar na prisão. Em 2019, ele foi detido durante um show por apologia ao crime. Em 2024, voltou a ser alvo de investigação na Operação Rifa Limpa, da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).

Em maio de 2025, Poze foi preso sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e apologia ao crime. As investigações apontaram que o artista utilizava sua imagem para se associar a membros do Comando Vermelho (CV), promovendo mensagens consideradas como incentivo à facção.

Com a popularização das inteligências artificiais (IAs) generativas, cada vez mais pessoas recorrem aos chatbots para consultas e aconselhamentos médicos. O estudo publicado nesta quarta (15/4) pela revista científica BMJ Open aponta que cerca de 50% das respostas sobre saúde fornecidas por ferramentas como ChatGPT, Gemini, Meta AI, Grok e Deepseek não são confiáveis e podem ser prejudiciais e até problemáticas.

Um dos pontos mais críticos destacados pelo relatório é o excesso de confiança das máquinas. Mesmo ao fornecerem dados imprecisos, os chatbots raramente admitem dúvida. Das 250 perguntas feitas pelos pesquisadores, houve apenas duas recusas de resposta — ambas feitas pela Meta AI.

Do total de respostas analisadas, quase 20% foram classificadas como altamente problemáticas e 50% como problemáticas. O estudo observou que as ferramentas demonstram maior precisão em perguntas “fechadas” sobre temas consolidados, como câncer e vacinas. Por outro lado, o desempenho é considerado imprudente em temas que envolvem nutrição, performance atlética e células-tronco.

Treinamento baseado em fóruns e redes sociais

De acordo com os pesquisadores dos EUA, Canadá e Reino Unido, o perigo mora na base de dados. As IAs são treinadas com textos públicos da internet, o que inclui desde redes sociais até fóruns como o Reddit.

O resultado é o chamado “falso equilíbrio”: a ferramenta coloca uma opinião sem fundamento científico no mesmo patamar de uma descoberta médica sólida, apenas porque ambos os textos circulam na rede. Além disso, nenhum chatbot foi capaz de produzir uma lista de referências bibliográficas totalmente completa ou precisa.

Quais são os riscos de consultar só pela IA?

Os principais perigos de consultar pela IA, de acordo com a pesquisa, são os diagnósticos sem fundamento, as orientações baseadas em dados genéricos, e as citações fabricadas, onde os robôs inventam fontes e livros que não existem. A linguagem inacessível também é um risco quando exige um nível de compreensão equivalente ao de um universitário veterano.

As IAs generativas não são licenciadas para fornecer aconselhamento médico e não possuem o discernimento clínico para diagnósticos. Elas podem servir como ponto de partida para pesquisas acadêmicas ou curiosidades, mas especialistas reforçam: a tecnologia não substitui a consulta com profissionais de saúde, especialmente em casos que exigem análise individualizada.

Corrida das Big Techs na Saúde

Apesar dos avisos de especialistas, o mercado segue em rápida expansão. Semanalmente, mais de 200 milhões de pessoas fazem perguntas sobre saúde e bem-estar ao ChatGPT, segundo a OpenAI. Em janeiro, a empresa anunciou o “ChatGPT Health”, voltado para usuários e profissionais. No mesmo mês, o Claude, da Anthropic, também lançou ferramentas focadas no setor.

Pesquisadores identificaram anticorpos capazes de bloquear a infecção pelo vírus Epstein-Barr, um dos patógenos mais comuns do mundo e associado a diversos tipos de câncer e outras doenças crônicas. Em testes com animais, um desses anticorpos conseguiu impedir completamente que o vírus infectasse células do sistema imunológico.

vírus Epstein-Barr infecta cerca de 95% da população mundial ao longo da vida. Em muitos casos ele permanece silencioso no organismo, mas também pode estar ligado ao desenvolvimento de algumas doenças, incluindo certos tipos de linfoma e condições inflamatórias e neurológicas.

A descoberta foi feita por cientistas do Fred Hutch Cancer Center, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica Cell Reports Medicine em 17 de fevereiro. Para encontrar possíveis formas de bloquear o vírus, a equipe utilizou camundongos geneticamente modificados capazes de produzir anticorpos humanos.

Segundo o bioquímico Andrew McGuire, um dos autores do estudo, desenvolver anticorpos eficazes contra o vírus tem sido um desafio porque ele consegue se ligar com facilidade às células do sistema imunológico.

“Encontrar anticorpos humanos que impeçam o vírus Epstein-Barr de infectar nossas células tem sido particularmente difícil”, afirmou o pesquisador, em comunicado.

Como os anticorpos bloqueiam o vírus

Os cientistas concentraram a investigação em duas proteínas presentes na superfície do vírus, a gp350 e a gp42. A primeira ajuda o patógeno a se ligar às células humanas, enquanto a outra permite que ele se funda à célula e consiga entrar nela.

Ao estudar essas estruturas, os pesquisadores identificaram vários anticorpos capazes de reconhecer as proteínas. Nos testes realizados em laboratório e em modelos animais, um anticorpo direcionado a uma dessas proteínas bloqueou completamente a infecção pelo vírus, enquanto outro apresentou proteção parcial.

A descoberta também mostrou pontos vulneráveis do vírus que podem orientar o desenvolvimento de futuras vacinas ou terapias baseadas em anticorpos.

Cientistas descobrem como bloquear vírus que afeta 95% da população - destaque galeria
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

Possível uso em pacientes transplantados

Os pesquisadores acreditam que esse tipo de terapia pode ser especialmente útil para pessoas que passam por transplantes de órgãos ou de medula óssea. Os pacientes precisam usar medicamentos que reduzem a atividade do sistema imunológico, o que pode permitir que o vírus se reative ou se espalhe com mais facilidade.

Em alguns casos, essa reativação pode provocar doenças linfoproliferativas associadas ao Epstein-Barr, uma forma grave de linfoma que pode surgir após o transplante.

“A prevenção da replicação do vírus tem grande potencial para reduzir essas complicações e melhorar os resultados dos transplantes”, afirmou a médica infectologista Rachel Bender Ignacio, do Fred Hutch e da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.

Segundo os cientistas, a ideia é que no futuro os anticorpos possam ser administrados por infusão para prevenir a infecção ou a reativação do vírus em pessoas com maior risco. Antes disso, ainda serão necessários mais estudos para avaliar a segurança e a eficácia da estratégia em humanos.

A família de Endrick está vivendo uma nova crise. A vida privada da família foi assunto desde o início do namoro do jogador do Lyon com Gabriely Miranda, e a modelo já teve problemas a mãe do atleta, Cintia Ramos. Agora, a mulher do craque está grávida do primeiro bebê do casal, mas parece que a boa convivência entre nora e sogra ainda não é uma realidade.

Gabriely fez uma publicação nas redes sociais e aumentou ainda mais os rumores de crise. A modelo opinou que quando uma pessoa casa, a nova família deve ser prioridade.

"A família de onde você veio tem seu valor, mas a que você está construindo precisa ser sua prioridade. Na primeira, você é parte. Na segunda, ela é sua, dizia a postagem.

No último dia 10, ao anunciarem a chegada do primeiro filho(a), Endrick e Gabriely receberam centenas de felicitações pelo Instagram. De gente famosa, mulheres de jogador, jogadores, fãs e parentes. A ausência de um deles, no entanto, foi assunto, e evidenciou uma nova crise familiar.

Ao contrário da mãe de Gabriely e do pai de Endrick, seu ex-marido, Cintia Ramos não se manifestou publicamente em nenhum dos perfis dos dois. Ela preferiu publicar no dela próprio, através dos stories uma mensagem de felicitação aos futuros pais. O que só aconteceu por volta das 20h de sexta-feira, 10, quase dez horas depois do anúncio do casal.

"Meu filho, hoje quero te parabenizar por essa notícia tão linda de que você será pai. Ver esse sonho que você sempre teve se tornando realidade, enche meu coração de alegria e gratidão a Deus. Sua fé foi grande, e hoje você vive esse presente tão especial" iniciou a empresária.

Foi na parte em que se dirige ao filho para se referir à nora que intrigou os internautas: "Parabenizo também a sua esposa Gaby por essa bênção de ser mãe pela primeira vez, dádiva linda! Que Deus abençoe muito essa nova fase de vocês. Já amo esse bebê que está chegando! Gratidão ao Senhor pela 4ª oportunidades de ser avó".

Desde a separação dos pais, Endrick e Gabriely ficaram mais isolados na vidinha deles. Primeiro em Madrid, quando ele atuava pelo real, e agora, na França, para onde se mudaram quando ele assinou com Lyon.

A assinatura do contrato de Endrick com o clube, aliás, foi a última vez em que sora e nora posaram para uma foto juntas após ficarem cada uma de um lado na sala de reuniões. Assim como ficaram em locais diferentes durante a partida entre Brasil e Croácia, nos EUA.

Enquanto a mãe ficou em cadeiras no meio da torcida, Gabriely assistiu à partida de um lugar reservado para as mulheres de jogadores. Ao fim, apenas a modelo desceu até o gramado para cumprimentar o marido que, em entrevista, enalteceu o apoio de Gabriely antes do jogo, com uma mensagem que o tirou do ataque de ansiedade através da fé. Vale lembrar que era Cintia quem desempenhava o papel de protetora do filho.

Para azedar de vez o clima entre as duas, Gabriely nunca escondeu certa predileção pelo sogro. Tanto que os dois continuam interagindo nas redes sociais, nas quais invariavelmente a futura mamãe diz que ama Douglas. No último Natal, por exemplo, o pai de Endrick ficou com ele e a família de Gabriely na Suíça, e Cintia passou no Brasil, com os outros filhos.

Douglas, inclusive, postou uma camisa que ganhou do casal, onde se lê Vovô e o número 9, com o qual Endrick joga:

"Minha querida Gaby, meu coração está cheio de alegria por saber que você está gerando um neto. É uma emoção que nem cabe no peito imaginar esse bebê crescendo com tanto amor dentro de você. Sou muito grato a Deus pela sua vida, pelo cuidado, pela força e pelo carinho com que você está vivendo esse momento tão especial. Que o Senhor abençoe cada dia da sua gestação, dando saúde, paz, proteção e muita sabedoria. Que esse bebê venha ao mundo trazendo ainda mais união, amor e felicidade para nossa família. Saiba que tenho muito carinho, respeito e admiração por você, e já amo imensamente esse pequeno presente que Deus está nos enviando".

Sara Monteiro (foto em destaque), de 26 anos, conhecida como Miss Universe Uberlândia 2025, foi presa temporariamente durante a Operação Luxury deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (15/4).

A ação investiga um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro, com atuação em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A miss é apontada como esposa de um dos chefes da organização criminosa e tinha atuação no núcleo de finanças do grupo.

Segundo informações da PF, ela era beneficiária direta da movimentação financeira da facção e aproveitava de recursos obtidos com o tráfico. Além disso, ela participava do processo de ocultação da origem do dinheiro.

Durante o cumprimento do mandado de prisão contra Sara, alguns celulares e um notebook pertencentes a ela foram apreendidos.

A miss pode responder por crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e organização criminosa.

Operação Luxury

A ação ocorreu simultaneamente em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o sequestro de bens que podem chegar a R$ 61 milhões.

Investigação foi iniciada em abril de 2025, após a apreensão de cerca de 1,1 tonelada de maconha na cidade de Frutal, no interior mineiro.

A partir desse flagrante, os investigadores conseguiram ampliar o alcance das apurações e identificar uma estrutura criminosa mais ampla. Ao longo das diligências, a polícia vinculou os suspeitos a outras remessas de drogas, o que levou à apreensão de aproximadamente 5,9 toneladas de maconha em diferentes municípios.

A investigação aponta que os envolvidos utilizavam empresas de fachada e terceiros para dissimular os recursos.

Maureen Sideris tem 71 anos e mora em Nova York, nos Estados Unidos.

Em 2008, ela recebeu tratamento de câncer do cólon e precisou passar por uma cirurgia. Seu tratamento foi bem sucedido, mas o processo de recuperação do pós-operatório foi cansativo.

Quatorze anos depois, Sideris foi diagnosticada com câncer do esôfago. Mas, desta vez, seu tratamento, baseado em um teste clínico, parecia radicalmente diferente.

A cada três semanas, ela se dirigia ao Centro do Câncer Memorial Sloan Kettering, em Nova York, onde recebia infusões de uma droga chamada dostarlimab por 45 minutos.

Após apenas quatro meses de tratamento, o tumor de Sideris desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimio ou radioterapia. E o seu único efeito colateral importante foi insuficiência adrenal, que causa fadiga.

"É inacreditável", relembra ela. "É quase como ficção científica." Mas, ainda assim, é real.
Sideris faz parte de um grupo cada vez maior de pacientes que se beneficiam da imunoterapia para o tratamento de câncer, um método que, agora, acerta o passo após mais de um século de desenvolvimento.

Ele traz consigo a promessa de terapia personalizada, remissão do câncer a longo prazo e menos efeitos colaterais do que outros tratamentos, como a quimioterapia e a radioterapia.

"Fico emocionada e arrepiada", afirma a professora de oncologia cirúrgica Jennifer Wargo, pesquisadora de imunoterapia do Centro do Câncer MD Anderson, no Estado americano do Texas.

"As pessoas estão sobrevivendo e com boa qualidade de vida. Estamos falando de curas", comemora ela.

O corpo tem a capacidade natural de "detectar e eliminar células que parecem não ser você", explica Karen Knudsen, CEO (diretora-executiva) do Instituto Parker para Imunoterapia do Câncer, uma organização americana sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento da imunoterapia.

E, se tudo estiver certo, isso deve incluir as células que se tornaram cancerosas.
Mas, às vezes, as células cancerosas escapam ou ludibriam o sistema, gerando crescimento descontrolado, o que é perigoso. Elas se escondem, à plena vista, sem que sejam diferenciadas das células saudáveis à sua volta.

O objetivo da imunoterapia é desmascarar essas células cancerosas, para que o sistema imunológico possa observá-las como elas são. Ela reforça as defesas do sistema imunológico para poder localizar as células cancerosas e destruí-las, com resultados potencialmente inacreditáveis.

Como a imunoterapia funciona atualmente

Duas das formas mais conhecidas de imunoterapia são as terapias de células CAR-T e os inibidores de checkpoint imunológico.

As células T são as células imunológicas altamente específicas que caçam e matam determinados invasores externos.

As terapias de células CAR-T envolvem a extração de células T do sangue do paciente e sua modificação em laboratório, para que elas possam encontrar e atacar células cancerosas, deixando as células T agirem livremente no corpo.

Estas terapias estão sendo utilizadas atualmente para o tratamento de câncer no sangue.
Já os inibidores de checkpoint imunológico são drogas que "desligam" uma chave embutida no sistema imunológico. Esta proteção tem um propósito importante, pois evita reações imunológicas excessivamente agressivas, que prejudicam as células saudáveis.

Algumas células cancerosas podem desligar essa chave, fazendo com que as células T se afastem sem detectá-las.

Os inibidores de checkpoint imunológico evitam que isso aconteça, fazendo com que as células T identifiquem as células cancerosas como ameaça e deem início a um ataque.

Os cientistas pioneiros desta inovação ganharam o prêmio Nobel em 2018 e as drogas, atualmente, são usadas para combater muitos tipos de câncer. Mas os dois métodos têm limitações.

As pesquisas estão em andamento, mas os cientistas têm dificuldade para fazer as terapias com células CAR-T funcionarem contra tumores sólidos, que representam mais de 90% dos novos diagnósticos (ao contrário dos cânceres no sangue). E a administração do tratamento também é cara e trabalhosa.

Já os inibidores de checkpoint imunológico podem ter um "caleidoscópio de efeitos colaterais", segundo a médica oncologista Samra Turajlic, do Instituto Francis Crick, em Londres.

Isso ocorre porque o desligamento das chaves do sistema imunológico se destina a evitar que o corpo ataque seus próprios tecidos. Por isso, a retirada deste mecanismo de defesa pode colocar em risco células não cancerosas, além dos tumores.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, efeitos colaterais comuns incluem erupções cutâneas, diarreia e fadiga. Mas, em casos raros, o tratamento pode causar inflamações do fígado, coração e pulmões.

Estes efeitos colaterais podem valer a pena, se a droga controlar um câncer agressivo. Mas nem sempre funciona assim.

Um problema importante enfrentado por todo o campo da oncologia, segundo Turajlic, é que nenhuma imunoterapia funciona em 100% dos pacientes.

Existem muitas possíveis razões, que variam da estrutura do tumor, que pode reduzir sua acessibilidade ao sistema imunológico, até as características das próprias células imunológicaS.

De forma geral, 20% a 40% dos pacientes reagem à imunoterapia. Isso significa que muitos pacientes (a maioria deles, na verdade) estão se abrindo aos seus efeitos colaterais, sem mencionar a perda de tempo e de esperança, sem resultados positivos.

Abordagem multifacetada

Como mais pacientes podem se beneficiar da imunoterapia? Os pesquisadores vêm abordando esta questão de muitas formas diferentes.

Embora preliminar, a pesquisa de Wargo indica que os pacientes que seguem dietas com alto teor de fibras podem observar melhores resultados, devido a mudanças da microbiota intestinal que podem afetar o sistema imunológico e o tumor.

Outra pesquisa surpreendente indica que as estatinas, que são medicamentos acessíveis e de baixo custo para a redução do colesterol, podem aumentar os efeitos da imunoterapia, por meio de mudanças inesperadas da comunicação celular.

O próprio horário do tratamento pode influenciar os resultados. Pesquisas recentes indicam que os pacientes que recebem a dosagem no início do dia apresentam melhores resultados que os tratados mais tarde.

A combinação de imunoterapia com outros tratamentos contra o câncer, como radiação ou ultrassom, pode ser outra forma de aumentar os índices de reação.

"A radiação, na verdade, pode... fazer com que o tumor fique visível para o sistema imunológico", explica Sandra Demaria, do Centro Médico Weill Cornell. Ela pesquisou esta combinação de tratamentos.

Já a terapia com ultrassom, que utiliza ondas sonoras de alta frequência para atacar os tumores, pode fazer o mesmo.

Outros pesquisadores utilizam a capacidade de customização da imunoterapia e selecionam cuidadosamente os pacientes para oferecer o melhor tratamento possível.

A medicina personalizada gera entusiasmo em muitas disciplinas. Mas Knudsen destaca que ela é particularmente importante para a oncologia, considerando a heterogeneidade da doença.

"O câncer não é uma doença", explica ela. "São 200 doenças diferentes e todas elas surgem por diferentes motivos e precisam receber tratamentos diferentes."

Dois pacientes com exatamente o mesmo tipo e estágio de câncer podem ter doenças diferentes em nível celular.

Para Demaria, "este campo se encontra em um ponto de inflexão. Podemos avançar tratando não o câncer, mas o paciente."

Cientistas do Centro do Câncer Memorial Sloan Kettering já testaram uma estratégia promissora, baseada na descoberta de que os tumores com um perfil genético específico tendem a reagir bem aos inibidores de checkpoint imunológico, como dostarlimab.

Em dois testes pequenos, realizados entre 2022 e 2024, em casos de câncer retal com este perfil, o tratamento erradicou completamente os tumores.

A equipe expandiu sua pesquisa para incluir 117 pacientes com diversos tipos de tumores, incluindo do esôfago, bexiga e estômago, com a mesma assinatura genética.

Dentre as 103 pessoas que terminaram o tratamento, 84 pacientes, incluindo Sideris, observaram o desaparecimento completo dos seus tumores. Apenas dois necessitaram passar também por cirurgia.

Pesquisadores da MD Anderson relataram resultados similares para uma técnica utilizando um inibidor de checkpoint diferente. E outros grupos demonstraram que, mesmo se os pacientes realmente acabarem passando por cirurgia, seus resultados operativos podem ser melhores, pelo menos em alguns casos, se os tumores forem tratados primeiramente com imunoterapia.

Mais pesquisas são necessárias, mas essas descobertas são promissoras. Elas abrem as portas para uma era de tratamentos menos invasivos e altamente eficazes, segundo o chefe de oncologia de tumores sólidos do Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering, Luis Diaz.
"Precisamos sair da era medieval para os tempos modernos", afirma ele. "Retirar seu reto, estômago ou bexiga — precisamos fazer melhor do que isso."

A ressalva é que apenas cerca de 5% dos tumores possuem a composição genética necessária para que eles sejam adequados para tratamento com imunoterapia livre de cirurgia, segundo estudos de Diaz e seus colegas.

"Os outros 95% precisam de algo tão bom quanto isso", segundo ele.

A promessa de vacinas

Com este objetivo em mente, os pesquisadores continuam buscando novas técnicas de imunoterapia e tentando aprimorar as antigas, como vacinas contra o câncer.

As vacinas tradicionais apresentam ao corpo partes de um patógeno, como um vírus, para que ele possa praticar, produzindo uma reação imunológica à ameaça real.

Um conceito similar pode funcionar para o câncer, segundo Karen Knudsen, mas poderá ser usado para tratar a doença, em vez de evitá-la.

As células cancerosas possuem diversas proteínas de superfície.

Usando a tecnologia de vacinas, os pesquisadores podem conseguir treinar o sistema imunológico do paciente para reconhecer e atacar essas proteínas, acionando forte reação contra seu câncer específico, explica Knudsen.

E já existem evidências preliminares que apoiam esta técnica. Pesquisadores do Instituto do Câncer Dana-Farber, nos Estados Unidos, criaram recentemente vacinas personalizadas para nove pessoas com um tipo de câncer renal.

Após a retirada cirúrgica dos seus tumores, os pacientes foram vacinados, para eliminar do corpo eventuais células de tumor remanescentes.

Em uma pesquisa publicada em 2025, a equipe relatou que todos os nove pacientes tiveram reação imunológica contra o câncer e permaneceram livres do tumor por anos após a cirurgia. E as vacinas personalizadas também se mostraram promissoras para o tratamento de melanoma.

"É um mundo totalmente novo", segundo Knudsen. "É a definição da medicina de precisão."
"Talvez possamos, agora, desenvolver estratégias de vacinação contra o tumor específico do paciente com muita rapidez."

Mas, apesar de todo este entusiasmo, existe um longo caminho pela frente.

São necessários mais estudos para respaldar alguns dos métodos encorajadores sendo investigados e chegar a um futuro em que os médicos poderão oferecer aos pacientes, de forma precisa e confiável, tratamentos que funcionarão contra seus cânceres específicos.
"Existem muitos alvos muito promissores e novos agentes que não progrediram além dos testes clínicos de fase inicial", alerta Sandra Demaria.

É possível que um subconjunto de pacientes não reaja a nenhum tipo de imunoterapia, segundo Diaz. Os cânceres têm "superpoderes" diferentes, que permitem seu crescimento e expansão, explica ele, e o sistema imunológico é um oponente melhor para algumas pessoas do que outras.

Mas, para os pacientes que reagem ao tratamento, a imunoterapia já está mostrando que pode salvar e mudar vidas.

Maureen Sideris, a paciente de Nova York que participou do teste de Luis Diaz, se sente parte de um futuro brilhante para a oncologia.

"Estamos seguindo em uma direção ótima", segundo ela.

"Um dos médicos me disse que, em questão de 10 anos, passar por qualquer tipo de quimio e radioterapia será como fazer sangria: algo muito antiquado."

O ex-vereador e pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) visitou, nesta quarta-feira (15/4), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Condomínio Solar de Brasília.

Em uma publicação no X, Carlos afirmou que encontrou o pai mais forte após uma semana sem vê-lo. De acordo com o ex-vereador, soluços diminuíram, assim como a quantidade de medicamentos.

“Cumpri o protocolo inventado por Alexandre de Moraes, permanecendo pelas duas horas autorizadas, encontrando meu Pai mais forte. Os soluços diminuíram, a quantidade de medicamentos também, e ele está visivelmente mais ativo. Conversamos bastante, como sempre, sobre futebol, política e o nosso dia a dia”, relatou Carlos.

O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina também falou sobre a cirurgia no ombro que Bolsonaro será submetido em 25 de abril.

“Ele me relatou que provavelmente passará por mais uma cirurgia, desta vez no ombro, em decorrência da queda sofrida nas dependências da Polícia Federal. Aquela mesma que só foi autorizada sua ida ao hospital após mais de 24 horas, quando então foi constatado um traumatismo craniano leve”, disse.

Prisão domiciliar

Bolsonaro está em casa, no Jardim Botânico, em Brasília, desde 27 de março, após deixar a internação no DF Star, onde estava desde 13 de março devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.

O ex-presidente ficará em casa pelo prazo de 90 dias e, após esse período, será reavaliada eventual prorrogação da custódia domiciliar ou o retorno à Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão.

câncer de intestino, ou colorretal, é um dos tipos mais comuns entre os brasileiros. A boa notícia é que muitos fatores de risco estão ligados ao nosso estilo de vida.

Pequenas escolhas diárias podem ser verdadeiras vilãs para a saúde do seu sistema digestivo. Conheça os principais pontos de atenção.

Perigo dos embutidos e carnes processadas

Alimentos como salsicha, presunto, salame e bacon são considerados carcinogênicos pela Organização Mundial da Saúde. Eles contêm substâncias que agridem as paredes do intestino.

O consumo frequente desses itens aumenta consideravelmente as chances de inflamações graves. Priorize proteínas frescas e preparos mais naturais no seu dia a dia

Falta de fibras na dieta moderna

As fibras funcionam como uma “vassoura” que limpa o intestino e acelera o trânsito intestinal. Elas evitam que substâncias tóxicas fiquem paradas no órgão por muito tempo.

Dietas ricas em farinha branca e açúcar deixam o intestino preguiçoso e vulnerável. Aposte em frutas com casca, legumes e grãos integrais em todas as refeições.

Sedentarismo e excesso de peso

A gordura abdominal gera um estado de inflamação constante no corpo humano. Esse cenário favorece o surgimento de células anormais que podem virar tumores.

A prática regular de exercícios físicos ajuda a regular os hormônios e o metabolismo. Tente caminhar pelo menos 30 minutos por dia para reduzir os riscos.

Impacto do álcool e do tabagismo

O cigarro e as bebidas alcoólicas são toxinas que danificam o DNA das células intestinais. O consumo combinado desses dois hábitos potencializa ainda mais o perigo.

Não existe um nível totalmente seguro para o fumo quando o assunto é câncer. Reduzir ou eliminar o álcool é um passo essencial para a prevenção.

Sinais de alerta para ficar de olho

Muitas vezes, os sintomas só aparecem quando a doença já está em estágio avançado. Procure um médico se notar:

Lembre-se: A colonoscopia é o principal exame de prevenção e deve ser feita regularmente após os 45 anos.

Você já sentiu aquele “branco” no meio do dia ou dificuldade para se concentrar em tarefas simples?

A solução pode estar na sua próxima refeição. O que você come influencia diretamente a agilidade do seu raciocínio.

Mirtilo, chocolate amargo e café são mais que apenas delícias. Eles são fontes de polifenóis e cafeína. Esses compostos bioativos melhoram o fluxo sanguíneo cerebral.

Eles também protegem seus neurônios contra o envelhecimento precoce. Conheça agora como esses três aliados funcionam no seu corpo.

1. Mirtilo: O superalimento da memória

O mirtilo é famoso por sua cor azul-escura vibrante. Essa cor vem das antocianinas. Elas são antioxidantes poderosos que combatem a inflamação cerebral.

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Diferente de outros alimentos, os compostos do mirtilo cruzam a barreira hematoencefálica. Eles se instalam em áreas ligadas ao aprendizado.

O consumo regular ajuda a manter a mente ágil. Ele é especialmente indicado para prevenir o declínio cognitivo leve.

2. Chocolate amargo: O protetor dos neurônios

Para o cérebro, não serve qualquer chocolate. O ideal é o amargo com 70% de cacau ou mais. Ele é rico em flavonoides, catequinas e epicatequinas.

A ciência comprova esses benefícios. Uma meta-análise de 2023, publicada na Phytotherapy Research, associou o cacau à melhora nas habilidades verbais.

Além disso, o chocolate amargo contém teobromina. Essa substância oferece um estímulo suave ao sistema nervoso sem causar picos de ansiedade.

3. Café: Foco e alerta imediato

O café é a bebida favorita de quem precisa de energia. A cafeína bloqueia os receptores de adenosina no cérebro. Isso reduz a fadiga e aumenta o estado de alerta.

Mas o benefício vai além da energia. O café possui ácido clorogênico e quercetina. Esses componentes protegem as células cerebrais contra danos oxidativos.

Estudos sugerem que o consumo moderado pode reduzir o risco de doenças neurodegenerativas no futuro.

Qual a quantidade ideal por dia?

A moderação é o segredo do sucesso. O excesso de cafeína ou açúcar pode causar insônia e agitação. Veja as recomendações dos especialistas:

Alimento Quantidade recomendada Dica de consumo
Mirtilo Meia xícara (75g) Fresco, congelado ou em vitaminas.
Chocolate Amargo 20 a 30 gramas De 3 a 4 quadradinhos por dia.
Café Até 4 xícaras (coado) Evite o consumo após as 16h.

Cuidados e recomendações

Lembre-se: nenhum alimento faz milagre sozinho. Os benefícios para o cérebro aparecem quando você combina dieta com sono de qualidade e exercícios físicos.

Se você tem sensibilidade à cafeína ou problemas gástricos, procure um nutricionista.

Adaptar as quantidades à sua realidadegarante que seu cérebro receba apenas os bônus desses superalimentos. Cuide da sua mente começando pelo que você coloca no prato!

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