
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta sexta-feira (17/4), o voto favorável do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) por difamação contra a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Em publicação na rede social X, o parlamentar classificou a decisão como “bizarra e ilegal”.
“Depois da farsa que condenou Jair Bolsonaro, após autorizar investigação ilegal contra mim, por uma reles postagem aqui no X, agora uma condenação bizarra e ilegal, sem
pé nem cabeça, de Eduardo Bolsonaro. Nós, o povo, vamos resgatar nossa democracia e a credibilidade das Instituições”, escreveu.
Veja post:
Reprodução/X
Em voto proferido no plenário virtual iniciado nesta sexta, Moraes entendeu que o filho do ex-presidente cometeu o crime de difamação ao divulgar conteúdo que atingiu a reputação de Tabata Amaral.
O caso envolve publicações feitas por Eduardo nas redes sociais, em 2021, nas quais ele compartilha imagens insinuando que Tabata teria apresentado um projeto de lei para beneficiar interesses do empresário Jorge Paulo Lemann. As postagens também insinuavam ligação entre a atuação da deputada e suposto financiamento de campanha.
Moraes concluiu que o conteúdo ultrapassou os limites do debate político. Segundo o voto, houve imputação de fato ofensivo à reputação da parlamentar, o que caracteriza o crime de difamação
“A plena proteção constitucional da exteriorização da opinião (aspecto positivo) não significa a impossibilidade posterior de análise e responsabilização por eventuais informações injuriosas, difamantes, mentirosas, e em relação a eventuais danos materiais e morais, pois os direitos à honra, intimidade, vida privada e à própria imagem formam a proteção constitucional à dignidade da pessoa humana, salvaguardando um espaço íntimo intransponível por intromissões ilícitas externas, mas não permite a censura prévia pelo Poder Público”, escreveu Moraes.
O ministro prosseguiu: “Liberdade de expressão não é liberdade de agressão. Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da democracia, das instituições e da dignidade e honra alheias. Liberdade de expressão não é liberdade de propagação de discursos mentirosos, agressivos, de ódio e preconceituosos”.
Com isso, Moraes votou para condenar Eduardo a 1 ano de detenção e 39 dias-multa, sendo o valor de cada dia-multa equivalente a dois salários mínimos. O ministro salientou que, como Eduardo está em “local incerto e não sabido”, não é possível a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos.
A cãibra é uma contração muscular involuntária, rápida e dolorosa. Ela costuma surgir durante ou após o treino.
As causas mais comuns incluem:

Entre os principais nutrientes envolvidos estão:
Esses minerais ajudam no equilíbrio entre contração e relaxamento muscular.
A banana é uma das opções mais conhecidas.
Ela é rica em potássio, mineral essencial para o funcionamento dos músculos.
Consumir antes ou depois do treino pode ajudar a reduzir o risco de cãibra.
O amendoim é fonte de magnésio.
Esse nutriente participa da contração muscular e ajuda a evitar espasmos.
Além disso, é uma opção barata e fácil de incluir na dieta.
O iogurte grego é rico em cálcio e proteínas.
O cálcio atua diretamente na contração muscular.
Já a proteína ajuda na recuperação após o treino.
Além dos três principais, outros alimentos também podem contribuir para evitar cãibra:
Todos eles possuem minerais importantes para o funcionamento muscular.
A alimentação é essencial, mas não é o único fator.
Alguns hábitos também ajudam a prevenir o problema:
A falta de água no corpo pode facilitar o surgimento de cãibra.
Por isso, manter a hidratação em dia é indispensável.
Especialmente para quem pratica atividades físicas com frequência.
De acordo com um artigo da revista da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), o Brasil tem elevada prevalência da bactéria Helicobacter pylori, também conhecida como H. pylori. Conforme levantamento da entidade, em torno de 70% da população brasileira está infectada pelo micro-organismo especializado em colonizar o revestimento do estômago.
Recentemente, a coluna Claudia Meireles já explicou sobre o contágio, sintomas e o que a H. pylori provoca no organismo. Desta vez, a gastroenterologista Maria Júlia Colossi detalha se a infecção pela bactéria tem cura. A médica é mestra pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).
A especialista descreve a H. pylori como uma “bactéria chata”. “Tem seus mecanismos próprios de adaptação em um meio hostil no estômago, consegue se proteger e sobreviver por muito tempo”, afirma a professora assistente de gastroenterologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).
Segundo a gastroenterologista, a única forma de tratamento é por meio do uso de antibióticos. A médica esclarece que o que costuma ser recomendado está prestes a mudar no Brasil tendo em vista a atualização do Consenso Brasileiro do H. pylori, que está em sua quinta edição. “Seguirá a lógica mundial dos estudos mais recentes”, frisa Maria Júlia.

“De uma forma geral, passaremos a recomendar amoxicilina em altas doses com bloqueio de ácido intenso, no caso, os ‘prazois’, como esomeprazol, lansoprazol ou pantoprazol, ou vonoprazana. Esses medicamentos serão combinados ou não com bismuto”, sustenta a especialista em endoscopia digestiva.
A médica pontua: “A terapia com quatro drogas diferentes”, a exemplo de bismuto, tetraciclina, metronidazol e os ‘prazois’ ou vonoprazana também seguirá sendo recomendada”. Maria Júlia enfatiza que esse tratamento deve ser feito sempre por 14 dias e sob orientação de um gastroenterologista, para ponderar caso a caso.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) se manifestou, nesta sexta-feira (17/4), sobre o aval dado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal a uma missão oficial que irá aos Estados Unidos a acompanhar a situação de brasileiros em custódia, entre eles, o ex-deputado Alexandre Ramagem.
“O dinheiro público não pode financiar lobby internacional de impunidade a criminosos condenados com trânsito em julgado”, reagiu o petista.
A comitiva, que foi aprovada nessa quinta-feira (16/4), deverá visitar as cidades de Orlando, na Flórida, e a capital Washington.
Em uma publicação no X, o deputado chama a aprovação de “escândalo” e afirma que é uma “vergonha histórica” a comissão aprovar a missão oficial para “fazer turismo e visitar um foragido da Justiça criminal brasileira chamado Alexandre Ramagem“.
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado aprovou um requerimento que autoriza a realização de uma missão oficial aos EUA para acompanhar a situação de brasileiros em custódia naquele país.
O foco da missão será verificar as condições de assistência consular prestada a cidadãos brasileiros detidos, com atenção especial ao caso de Alexandre Ramagem (PL), que deixou o centro de detenção do Serviço de Imigração e Controde de Aduanas (ICE), em Orlando, na noite de quarta-feira (15/4).
“A custódia de cidadão brasileiro em território estrangeiro, especialmente em contexto que envolve eventual processo de extradição, demanda acompanhamento atento por parte dos membros do Poder Legislativo, ao fiscalizar os atos do Poder Executivo, notadamente do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz o requerimento de autoria do senador Jorge Seif (PL-SC).
O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro inglês, Keir Starmer, reúnem nesta sexta-feira (17/4) líderes de dezenas de países, em Paris, para debater a reabertura do Estreito de Ormuz.
A iniciativa chamada Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz. Segundo o governo britânico , cerca de 40 países estão participando.
Não há representantes dos Estados Unidos, que protagonizam a guerra com Israel contra o Irã.
“A reabertura incondicional e imediata do Estreito é uma responsabilidade global, e precisamos agir para que o fluxo global de energia e comércio volte a ser livre”, alegou o primeiro-ministro britânico em comunicado antes da reunião.

O Reino Unido informou que o planejamento para um “esforço militar conjunto” está em andamento, e a missão será “estritamente defensiva”
Fechado desde 28 de fevereiro, início da guerra, pela Guarda Revolucionária do Irã, o canal marítimo é a principal rota do comércio de petróleo do Oriente Médio. Por lá, transportam-se 20% de todo o petróleo mundial.
Os Estados Unidos, em retaliação, anunciaram um bloqueio próprio, desde segunda-feira (13/4), na região do Mar Arábico, contra embarcações que tenham origem ou destino em portos iranianos.
Uma nova geração de tecnologias já permite analisar tumores durante a própria cirurgia, em poucos minutos. Estudos publicados na revista Nature mostram que a inteligência artificial pode ajudar o cirurgião a tomar decisões mais precisas na hora – algo que até pouco tempo era impensável.
Durante muito tempo, o cirurgião precisou tomar decisões críticas durante uma cirurgia com base em informações limitadas. Em tumores, especialmente cerebrais, nem sempre era possível saber com precisão, naquele momento, o tipo de lesão ou até onde era seguro remover o tecido afetado.
Esse cenário está mudando. Novas ferramentas de inteligência artificial já conseguem analisar o tecido tumoral durante a cirurgia e oferecer informações relevantes em poucos minutos, ajudando a orientar a conduta em tempo real.
Essas tecnologias combinam análise digital de tecidos e modelos avançados de reconhecimento de padrões para identificar características do tumor ainda no centro cirúrgico. Na prática, isso permite ao médico entender melhor se está diante de um tecido mais agressivo, infiltrativo ou de uma área que pode ser preservada.
Essa informação, obtida no momento da cirurgia, pode ajudar a definir a extensão da ressecção com mais segurança – equilibrando dois pontos fundamentais: retirar o máximo possível do tumor e preservar funções importantes do paciente.
Na neurocirurgia, esse avanço tem um peso ainda maior. O cérebro é um órgão extremamente sensível, onde poucos milímetros podem fazer diferença entre uma boa recuperação e uma sequela permanente.
Estudos recentes publicados na revista Nature mostram que sistemas baseados em inteligência artificial já conseguem identificar padrões tumorais e até sinais de infiltração diretamente no tecido analisado durante o procedimento. Isso aumenta a precisão da cirurgia e pode reduzir a chance de deixar áreas relevantes do tumor ou, ao contrário, de remover tecido saudável em excesso.
Embora ainda em expansão, esses recursos têm potencial de melhorar desfechos e diminuir a necessidade de novas cirurgias.
Apesar do avanço, é importante reforçar que a inteligência artificial não substitui o médico. Ela funciona como uma ferramenta de apoio, ampliando a capacidade de análise e ajudando na tomada de decisão.
Ainda existem desafios importantes, como custo, disponibilidade de tecnologia, necessidade de validação em larga escala e integração com a rotina hospitalar. Além disso, os resultados obtidos durante a cirurgia não substituem a análise completa realizada posteriormente em laboratório, que continua sendo essencial para o diagnóstico definitivo.
O que já se pode afirmar é que a inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a fazer parte da prática médica em alguns centros. No caso dos tumores, especialmente os cerebrais, ela começa a oferecer algo que até pouco tempo parecia impossível: informação suficiente, no momento certo, para mudar o rumo da própria cirurgia.
Os dois filhos de Cristiano Araújo, Bernardo, de 13 anos, e João Gabriel, de 17, roubaram a cena ao aparecerem em registros raros ao lado de Felipe Araújo, tio deles. A imagem foi compartilhada no Instagram do pai do cantor. Veja:
Na legenda da publicação, João Reis, avô paterno dos jovens revelou que o encontro foi especial: “Dia de reunir a família pra um jantar e falar sobre tantas boas lembranças, de um tempo em que a felicidade estava sempre estampada no semblante de cada um de nós e falamos também do presente e de um futuro cheio de ideias e projetos! Que Deus possa nos abençoar em todos os nossos sonhos”, escreveu.
Recentemente, o caçula do sertanejo havia movimentado a web em cliques também divulgados por João. Nas fotos, os seguidores apontaram o quanto o menino está ficando parecido com o pai. Na ocasião, Bernardo estava celebrando a primeira eucaristia.
“É a cópia do Cristiano e, com toda certeza, o Cristiano estará muito feliz“, disse um. “É o Cris todinho”, brincou outra. “Tem os traços do pai, né?”, apontou um terceiro. “O xerox do Cris”, falou mais uma.
Na legenda do post, João não escondeu a emoção pela cerimônia, realizada no sábado (11/4). “Hoje é um dia importante pra todos nós e principalmente para o Bernardo, onde ele vai receber a primeira eucaristia, um sacramento da Igreja Católica no qual o fiel recebe, pela primeira vez, o corpo e o sangue de Jesus Cristo!”, escreveu.
Na madrugada de 24 de junho de 2015, o carro em que estava o cantor Cristiano Araújo, 29 anos, saiu da pista e capotou, tirando a vida do sertanejo e da namorada dele, Allana Moraes, que tinha 19 anos. Bernardo tinha apenas 2 anos quando o pai morreu.
O acidente foi na BR-135, na região de Morrinhos (GO). Cristiano havia saído de um show em Itumbiara (GO) e seguia para Goiânia quando tudo aconteceu.
Na época, o cantor vivia o auge da carreira e era considerado um dos maiores nomes do sertanejo universitário no país. Com sucessos como Cê Que Sabe, Maus Bocados e Caso Indefinido, ele lotava shows por todo o Brasil.
Após uma relação com sexo sem proteção, agir rápido não é exagero: é necessidade. O tempo influencia diretamente nas chances de evitar tanto infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) quanto uma gravidez indesejada. Ainda assim, muitas pessoas ignoram os primeiros sinais de alerta ou simplesmente não procuram ajuda, o que pode transformar um risco evitável em um problema de longo prazo.
A ginecologista Lorrany Viola, do Laboratório Exame, no Distrito Federal, explica que a primeira atitude deve ser procurar atendimento de urgência. “Algumas doenças têm uma janela de entrada no organismo e, se agirmos dentro desse período, conseguimos reduzir significativamente o risco de infecção”, afirma.
Após o sexo sem proteção, existe um intervalo curto e decisivo para agir. Um dos principais cuidados é a prevenção ao HIV por meio da profilaxia pós-exposição (PEP), que deve ser iniciada em até 72 horas, idealmente nas primeiras 24 horas após a relação.
“O vírus pode levar esse tempo para atravessar as barreiras do organismo. Por isso, iniciar a medicação rapidamente aumenta muito a eficácia”, explica Lorrany.
No caso da gravidez, a lógica é a mesma. A pílula do dia seguinte deve ser tomada o quanto antes. Apesar de apresentar efeito em até 72 horas, e, em alguns casos, até cinco dias, sua eficácia diminui com o passar do tempo. Ou seja: adiar a decisão reduz diretamente as chances de evitar a gestação.
Focar apenas na possibilidade de gravidez após o sexo sem proteção é um erro comum e perigoso. A sexóloga Tamara W. Zanotelli, de Santa Catarina, alerta que nenhuma contracepção de emergência protege contra ISTs. “Muitas pessoas resolvem a questão da gravidez e esquecem completamente das infecções, que podem ser silenciosas”, afirma.
Doenças como HIV, sífilis, hepatites, gonorreia e HPV podem ser transmitidas em uma única relação. Em muitos casos, não há sintomas imediatos, o que cria uma falsa sensação de segurança. Esse silêncio inicial é justamente o que torna essas infecções mais perigosas, já que o diagnóstico acaba sendo feito tardiamente.
O acompanhamento médico é essencial para garantir que não houve contágio. Segundo Lorrany, testes para HIV, sífilis e hepatites devem ser feitos logo após a exposição e repetidos após 30 dias, podendo se estender por até três ou seis meses, dependendo do risco.
A sexóloga Tamara reforça que sintomas como corrimento com odor forte, coceira, dor ao urinar, sangramentos fora do ciclo menstrual, febre ou lesões genitais exigem atenção imediata. No entanto, ela alerta: “A ausência de sintomas não significa que está tudo bem”. Muitas infecções evoluem de forma silenciosa no início.
Além disso, situações como dor intensa, sangramento anormal ou dificuldade para respirar devem ser tratadas como urgência médica. Mesmo em casos sem sintomas aparentes, buscar orientação profissional nas primeiras 72 horas é o caminho mais seguro. Ignorar o problema, confiar apenas na sorte ou tratar o assunto com descuido não elimina o risco, só adia as consequências.
O futuro da Terra é um tema que há milênios está no imaginário humano. Um estudo publicado em 2021 na revista Nature Geoscience indica que o oxigênio, principal indicador de vida no planeta, não vai durar para sempre. Segundo a pesquisa, em cerca de 1 bilhão de anos ele deve desaparecer da atmosfera, alterando profundamente as condições que hoje permitem a existência de organismos complexos.
Esse processo não significa, obrigatoriamente, o fim imediato da vida, mas sim uma transformação gradual do planeta. De acordo com os cientistas, a principal causa está na evolução natural do Sol, que se torna mais luminoso com o passar do tempo. Esse aumento de energia afeta diretamente os ciclos químicos da Terra, como aqueles responsáveis por regular a quantidade de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera.
Com menos CO₂ disponível, plantas, algas e outros organismos deixam de produzir oxigênio em níveis suficientes para manter a atmosfera como conhecemos hoje através da fotossíntese. Como consequência, o oxigênio tende a cair de forma acelerada, levando a Terra a um estado semelhante ao de bilhões de anos atrás, quando o planeta tinha uma atmosfera pobre em oxigênio e dominada por formas de vida mais simples. Esse cenário pode ocorrer, inclusive, antes da perda total dos oceanos.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores utilizaram um modelo que combina biogeoquímica e clima, e é capaz de simular a evolução da atmosfera ao longo de bilhões de anos. A partir de uma abordagem probabilística, eles estimaram que a Terra deve manter níveis de oxigênio superiores a 1% dos atuais por cerca de 1,08 bilhão de anos. Depois disso, a tendência é de uma queda abrupta, em um processo considerado inevitável dentro da escala geológica.
Outro ponto destacado pelo estudo é que essa mudança pode acontecer antes mesmo de um cenário extremo de efeito estufa, conhecido como “estufa úmida”, quando a água da superfície começa a evaporar de forma massiva.
Além de projetar o futuro do planeta, a pesquisa também traz sugestões importantes para a busca por vida fora da Terra. Os cientistas alertam que o oxigênio pode não ser um indicador confiável em todos os casos, já que um planeta habitável pode existir mesmo com baixos níveis do gás. Por isso, cresce a necessidade de identificar outros sinais, como compostos químicos alternativos ou até a presença de neblinas orgânicas na atmosfera.
Apesar das previsões, os autores ressaltam que essas mudanças ocorrem em uma escala de bilhões de anos e não representam uma ameaça direta à humanidade no curto prazo. Fatores como mudanças climáticas, impactos ambientais e eventos astronômicos imprevisíveis ainda podem influenciar o futuro da civilização muito antes disso.
Ainda assim, o estudo reforça que o destino da Terra está diretamente ligado à evolução do Sol e às transformações naturais da atmosfera.
Há quem associe o sedentarismo apenas à estética ou ao ganho de peso. A visão, no entanto, é limitada e perigosa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a falta de movimento é reconhecida como uma “epidemia moderna”, sendo um dos principais fatores de risco para doenças crônicas — afetando diretamente o coração e as artérias antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o cardiologista Roberto Yano explicou como o organismo responde à falta de exercícios e quais são as consequências de manter uma rotina marcada pela inatividade física.
“A falta de movimento continua sendo um dos principais inimigos da saúde integral e, especialmente, da saúde do coração. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 47% dos adultos brasileiros são sedentários, um número que acende um alerta para o aumento de doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e AVC”, alerta o especialista.
Segundo Roberto Yano, a falta de atividades físicas faz com que o coração deixe de trabalhar em seu melhor desempenho. “Quando o corpo não se movimenta adequadamente, o sistema cardiovascular perde eficiência, os vasos ficam mais rígidos e o risco de doenças aumenta de forma silenciosa e progressiva”, explica.
A ausência de exercícios regulares também reduz a capacidade do órgão de bombear sangue de maneira eficiente. “Com o tempo, isso favorece o acúmulo de gordura nas artérias, o aumento da pressão arterial e alterações nos níveis de colesterol e glicose no sangue”, salienta.
Além das consequências diretas para o coração, o especialista ressalta que a inatividade também favorece outros problemas que sobrecarregam o sistema cardiovascular.
“O sedentarismo contribui para o ganho de peso e para processos inflamatórios crônicos, fatores que sobrecarregam o coração”, afirma.

Outra ideia que precisa ser desmistificada é a de que o sedentarismo compromete a qualidade de vida apenas na velhice. Embora os riscos tendam a se tornar mais evidentes com o passar dos anos, a falta de atividade física afeta todas as idades.
“Muitas pessoas só percebem o problema quando surgem sintomas mais graves, mas o dano começa muito antes. É nesse estágio que os cuidados têm mais efeito”, explica.
Mesmo quem não apresenta doenças aparentes pode estar em risco. “A falta de movimento age de forma cumulativa. Anos sem atividade física cobram seu preço mais cedo ou mais tarde. A rotina cada vez mais parada, marcada por longos períodos sentados, uso excessivo de telas e pouca movimentação diária, tem antecipado problemas cardíacos em adultos jovens”, afirma.
“O movimento é um dos medicamentos mais eficazes e acessíveis para a saúde do coração. Cuidar do coração começa com escolhas simples, feitas todos os dias”, emenda Roberto Yano.

Após Crepúsculo reestrear nos cinemas brasileiros, A Saga Crepúsculo: Lua Nova, segundo filme baseado na série de livros de sucesso de Stephenie Meyer, estrelado por Kristen Stewart (Spencer), Robert Pattinson (The Batman) e Taylor Lautner (Sem Saída), também volta às salas a partir desta quinta-feira, 16 de abril. Saiba mais a seguir:
Aos 17 anos, Bella Swan (Kristen Stewart) deixa Phoenix para morar com o pai na pequena e nublada cidade de Forks. Lá, ela conhece a misteriosa família Cullen. O que Bella ainda não sabe é que o clã guarda um segredo: são vampiros imortais. Bella se sente especialmente atraída por Edward Cullen (Robert Pattinson), mas a aproximação entre os dois acaba chamando uma atenção indesejada.
Em Lua Nova, após um incidente que quase custa a vida de Bella, Edward e a sua família decidem sair de Forks, jogando a garota em uma profunda depressão. Com o tempo, a distância de seu grande amor acaba levando Bella a se aproximar de Jacob (Taylor Lautner), que também esconde um perigoso segredo. Assista ao trailer a seguir:
A saga baseada nos livros de Stephenie Meyer conquistou uma legião de fãs desde o lançamento do primeiro filme em 2008, levando mais de 30 milhões de espectadores aos cinemas do país. Lua Nova é dirigido por Chris Weitz (Diários de um Robô-Assassino) a partir do roteiro de Melissa Rosenberg (Jessica Jones) e, em sua passagem pelos cinemas, arrecadou mais de US$ 700 milhões.
Além de Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner, o elenco de Lua Nova ainda conta com Billy Burke (A Garota da Capa Vermelha), Peter Facinelli (Nurse Jackie), Elizabeth Reaser (A Maldição da Residência Hill), Nikki Reed (Aos Treze), Kellan Lutz (FBI), Ashley Greene (O Ritual), Jackson Rathbone (The Island) e, entre outros, Anna Kendrick (A Escolha Perfeita).
A evolução humana continua moldando as características físicas e biológicas da população mundial, ao contrário do que se pensava. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, identificou um aumento de pessoas ruivas e diminuição de homens com calvície.
O levantamento foi publicado nessa quarta-feira (15/4) pela revista Nature. A pesquisa analisou cerca de 16 mil genomas modernos e antigos de populações da Eurásia Ocidental, área que abrange a Europa e partes da Ásia Ocidental, ao longo de até 18 mil anos. Os cientistas encontraram sinais de seleção natural em 479 variantes genéticas, muitas delas associadas a traços visíveis como pele clara, cabelos ruivos e menor propensão à calvície de padrão masculino.
Os resultados sugerem que todas essas variantes foram úteis na evolução das populações modernas da Eurásia Ocidental, mas o DNA não explica exatamente por que essas características foram vantajosas
O aumento na frequência da pigmentação de pele clara parte do princípio da seleção para maior produção de vitamina D em regiões com baixa incidência de luz solar. Para os pesquisadores, o aumento de pessoas ruivas é mais difícil de explicar, pois o cabelo avermelhado em si pode não ter sido vantajoso, mas percebe-se que os genes associados a essa característica podem estar ligados a uma adaptação mais importante.
Os pesquisadores também observaram que algumas características foram selecionadas positiva ou negativamente em diferentes períodos. Por vários milênios, genes associados à suscetibilidade à tuberculose aumentaram em frequência e, há cerca de 3,5 mil anos, diminuíram. Da mesma forma, genes ligados à suscetibilidade à esclerose múltipla aumentaram até cerca de 2 mil anos atrás e, posteriormente, diminuíram.
“Isso provavelmente reflete mudanças no ambiente ou nas pressões seletivas ao longo do tempo, como a introdução de novos patógenos”, disse Akbari, um dos cientistas responsáveis pelo estudo. “O que tende a variar entre regiões não é se a seleção ocorreu, mas como os ambientes locais e as mudanças culturais a moldaram, incluindo fatores como dieta, patógenos e clima”, afirmou.
De acordo com Akbari, a ideia de que a evolução humana teria desacelerado surgiu porque estudos anteriores analisavam apenas o DNA de populações atuais. “Os trabalhos anteriores, baseados nas marcas que a seleção natural deixa nos genomas atuais, levaram à ideia de que a seleção direcional era rara”, disse Akbari.
Além das características físicas, o estudo aponta alterações ligadas à saúde. É notado o aumento na resistência a doenças como HIV e hanseníase, alta na prevalência do tipo sanguíneo B, e a diminuição da predisposição genética à artrite reumatoide.
Capaz de separar o sinal da seleção natural de outros processos evolutivos, a técnica permite detectar as pequenas mudanças consistentes ao longo do tempo. Os resultados reforçam que a seleção natural continua atuando de forma constante, mesmo que de forma sutil.
Os pesquisadores disponibilizaram gratuitamente os dados e métodos, chamados de Ancient Genome Selection (AGES), para que outros cientistas possam expandir o trabalho. O próximo passo é explorar outros grupos fora da Eurásia Ocidental para compreender melhor como a população humana global evoluiu.
“Durante muito tempo, os cientistas achavam que a evolução humana tinha desacelerado porque só era possível analisar o DNA de pessoas atuais. Sem acesso ao material genético de populações antigas, os estudos encontravam poucos exemplos claros de seleção natural, como a tolerância à lactose na vida adulta, uma adaptação que permitiu a algumas populações digerir leite após a infância”, explica o professor de Genética e Imunologia Rinaldo Wellerson Pereira, da Universidade Católica de Brasília (UCB).
Segundo ele, avanços na medicina e nas condições de vida também reforçaram essa percepção. “Parecia que a seleção natural tinha perdido força, já que menos pessoas morrem antes de ter filhos”, afirma.
O pesquisador destaca que análises mais recentes mudaram esse cenário. “Ao comparar genomas de indivíduos que viveram ao longo de até 18 mil anos, o estudo mostra centenas de episódios recentes de seleção natural, principalmente após a adoção da agricultura, quando mudanças na alimentação e no estilo de vida passaram a favorecer certos genes”, conclui.
Uma nova técnica de imagem desenvolvida por cientistas do Instituto Médico Howard Hughes, nos Estados Unidos, permite observar estruturas dentro de células vivas com um nível de detalhe que antes só era possível em células mortas
O avanço foi descrito e publicado em 15 de abril na revista científica Nature Methods e representa um passo importante para a biologia celular ao ampliar a capacidade de visualização em ambientes vivos sem comprometer o funcionamento das células.
O estudo apresenta uma classe de corantes fluorescentes capazes de emitir luz de forma intermitente, sem necessidade de ativação externa. Na prática, isso significa que as moléculas “acendem e apagam” espontaneamente, um comportamento conhecido como blinking.
De acordo com o estudo, essa característica é fundamental para uma abordagem chamada microscopia de localização de molécula única, técnica que permite identificar a posição exata de cada molécula dentro da célula com altíssima precisão.
Para desenvolver o método, os pesquisadores sintetizaram e testaram diferentes compostos químicos até encontrar versões que combinassem estabilidade, brilho adequado e capacidade de atravessar células vivas sem causar danos relevantes.
Em seguida, aplicaram os corantes em diferentes tipos de células mantidas vivas em laboratório, observando como as moléculas se comportavam ao longo do tempo. A equipe utilizou microscópios especializados capazes de registrar milhares de sinais luminosos emitidos por essas moléculas.
Cada ponto de luz captado corresponde à localização de uma única molécula. Ao reunir e processar esses sinais com softwares específicos, os cientistas reconstruíram imagens detalhadas das estruturas celulares, com resolução muito superior à da microscopia convencional.
Com a nova abordagem, foi possível visualizar componentes internos das células com alta definição enquanto permaneciam vivas, algo que representa uma limitação importante em métodos tradicionais.
Técnicas anteriores frequentemente exigiam a fixação das células — processo que interrompe sua atividade biológica — ou dependiam de condições que dificultavam a observação prolongada.
No estudo, os autores demonstram que os novos corantes permitem obter imagens estáveis e detalhadas ao longo do tempo, abrindo espaço para acompanhar mudanças estruturais dentro das células em condições mais próximas da realidade biológica. A técnica também reduz a necessidade de intervenções externas para ativar os marcadores fluorescentes, o que simplifica o processo experimental.
Embora o trabalho tenha foco metodológico, o desenvolvimento amplia as ferramentas disponíveis para estudar o funcionamento celular em nível microscópico. A possibilidade de observar estruturas com alta resolução em células vivas pode contribuir para investigações em diferentes áreas da biologia, incluindo pesquisas sobre doenças.
Ao tornar mais acessível a visualização detalhada do interior celular sem interromper sua atividade, a técnica ajuda a aproximar os experimentos das condições reais do organismo. Segundo os autores, o próximo passo é expandir o uso dos corantes para diferentes sistemas biológicos e integrar a tecnologia a outros métodos de imagem.
O avanço não representa, por si só, uma aplicação clínica imediata, mas fornece uma base importante para estudos futuros que dependem da observação precisa do comportamento das células em funcionamento.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (16/4) mostra que João Campos (PSB), atual prefeito do Recife, tem 50% das intenções de voto para o governo de Pernambuco. Logo em seguida, vem a governadora Raquel Lyra (PSD), com 38%.
Ainda na corrida para o governo, Eduardo Moura (Novo), aparece com 3% e Ivan Moraes (PSol), com 2%. Já votos brancos ou nulos são de 6% e indecisos, 1%.
Conforme a Datafolha, em um eventual segundo turno, João Campos aparece com 52% das intenções de voto enquanto Raquel Lyra registra
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo código PE-04713/2026 e BR 01221/2026, ouviu 1.022 eleitores, entre 13 a 15 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Na pesquisa anterior, realizada em fevereiro, João Campos e Raquel Lyra apresentaram uma variação de três pontos percentuais em relação ao levantamento passado. Campos registrou 47% das intenções de voto, enquanto Lyra alcançou 35%.
As varizes são muito mais do que um incômodo estético. Para muitas pessoas, elas representam um problema de saúde que causa dor, inchaço e desconforto.
Mas você sabe por que elas aparecem? Basicamente, as varizes são veias dilatadas e tortuosas que perderam a capacidade de bombear o sangue corretamente de volta para o coração.
Quando as válvulas venosas falham, o sangue acumula nas pernas, gerando aquela aparência azulada ou saltada.
O surgimento das varizes não acontece por um único motivo. Geralmente, é uma combinação de fatores genéticos e hábitos de vida. Confira os principais vilões:
Genética: Se seus pais têm varizes, suas chances de ter são muito maiores. A hereditariedade é o fator principal.
Gênero: As mulheres são as mais afetadas. Isso ocorre devido às oscilações hormonais, especialmente durante a menstruação, gravidez e menopausa.
Idade: Com o passar dos anos, as veias perdem a elasticidade natural, facilitando a dilatação.
Sedentarismo: A falta de exercícios enfraquece a musculatura da panturrilha, que é o nosso “segundo coração”.
Obesidade: O excesso de peso aumenta a pressão sobre as veias das pernas.
Postura no trabalho: Passar muito tempo de pé ou sentado na mesma posição dificulta o retorno venoso.
Muitas vezes, as varizes começam de forma silenciosa. No entanto, o corpo costuma dar sinais antes mesmo das veias ficarem visíveis. Fique atenta aos seguintes sintomas:
Sensação de peso ou cansaço nas pernas ao final do dia.
Inchaço nos tornozelos e pés.
Ardência, formigamento ou coceira na região das veias.
Cãibras noturnas frequentes.
Pele seca ou com manchas escuras próximo aos tornozelos.
Muitas pessoas adiam a ida ao médico por medo ou por acharem que é apenas um problema visual. No entanto, varizes não tratadas podem evoluir para complicações graves, como trombose ou úlceras varicosas.
Você deve procurar um angiologista ou cirurgião vascular quando:
A dor nas pernas começa a limitar suas atividades diárias.
O inchaço não diminui mesmo após o repouso.
As veias apresentam inflamação (ficam vermelhas, quentes ou endurecidas).
Surgirem feridas de difícil cicatrização nas pernas.
Houver sangramento em alguma veia dilatada.
Embora a genética não possa ser mudada, seus hábitos fazem toda a diferença. Veja dicas:
Movimente-se: Caminhadas leves ajudam a bombear o sangue.
Controle o peso: Uma alimentação equilibrada reduz a carga sobre o sistema circulatório.
Eleve as pernas: Ao chegar em casa, descanse com os pés acima do nível do coração por 15 minutos.
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Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) identificaram uma nova espécie de réptil que viveu há cerca de 230 milhões de anos. O animal foi descrito a partir de um crânio fóssil encontrado no município de Agudo, na região central do Rio Grande do Sul, uma área conhecida pela grande concentração de fósseis do período Triássico.
O estudo foi publicado nessa quarta-feira (15/4) na revista científica Royal Society Open Science e descreve a espécie chamada Isodapedon varzealis, pertencente ao grupo dos rincossauros, répteis herbívoros que viveram antes da expansão dos dinossauros.
Escavado em 2020, o fóssil foi encontrado em um sítio fossilífero localizado no território do Geoparque Mundial Unesco Quarta Colônia. Após a coleta, o material passou por um processo de preparação no laboratório do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia, da UFSM.
Como o crânio é bastante frágil, a remoção da rocha que o envolvia foi feita com instrumentos delicados, como bisturis e agulhas, permitindo que os pesquisadores analisassem as estruturas anatômicas em detalhes.
Os cientistas identificaram características incomuns no crânio que indicavam se tratar de uma espécie ainda desconhecida. O fóssil preserva parte do crânio, incluindo maxilares e mandíbulas com uma estrutura diferente das observadas em outros rincossauros da mesma formação geológica.
Nos rincossauros, os dentes costumam formar placas divididas por uma fenda e com formatos assimétricos. No novo animal, porém, essas placas apresentam proporções mais equilibradas. A característica inspirou o nome Isodapedon, que significa “placas dentárias iguais”. Já o termo varzealis faz referência ao local da descoberta, na região conhecida como Várzea do Agudo.
Com base no tamanho do crânio, os pesquisadores estimam que o animal tivesse entre 1,2 e 1,5 metro de comprimento. O formato triangular da cabeça e o bico pontiagudo lembram o bico de papagaios atuais. Esse tipo de estrutura provavelmente ajudava o réptil a cortar plantas ou a escavar o solo em busca de raízes e tubérculos.
A análise evolutiva mostrou que a nova espécie possui parentes próximos encontrados na Escócia, especialmente um rincossauro chamado Hyperodapedon gordoni. Segundo os pesquisadores, essa relação ajuda a explicar como animais semelhantes podiam viver em regiões hoje muito distantes.
Durante o período Triássico, quando esse réptil viveu, os continentes ainda estavam unidos em um único supercontinente chamado Pangeia, o que permitia que diferentes espécies se espalhassem por grandes áreas do planeta.
A descoberta reforça a ideia de que os ecossistemas da América do Sul e da Europa compartilhavam animais semelhantes naquela época. Com a identificação da nova espécie, o Brasil passa a ter seis rincossauros conhecidos do período Triássico.
Os pesquisadores acreditam que essa diversidade pode ter sido resultado de diferentes estratégias alimentares. Cada espécie provavelmente se especializava em consumir tipos distintos de vegetação, o que ajudava a reduzir a competição entre elas.
O fóssil de Isodapedon varzealis faz parte do acervo científico do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia, localizado no município de São João do Polêsine, no Rio Grande do Sul. O espaço reúne uma das principais coleções de fósseis do Triássico brasileiro e mantém uma exposição aberta ao público.
