Quando há um crescimento desordenado de células nas gônadas masculinas, o quadro é classificado como câncer de testículo. A condição está mais associada a homens jovens, dos 15 aos 50 anos. Por outro lado, quando descoberta cedo, a doença tem tratamento e com altas chances de cura.
No levantamento mais recente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), foram registradas pouco mais de 4 mil mortes ligadas ao câncer de testículo na última década. Entre 2016 e 2025, 17 mil pacientes tiveram que realizar cirurgias para retirar a gônada em decorrência da doença. Os dados são do Ministério da Saúde (MS).
A fim de evitar a condição, os urologistas entrevistados pelo Metrópoles são unânimes: a melhor prevenção é a realização do autoexame nos testículos.
“O autoexame testicular é uma das coisas mais simples que um homem pode fazer pelo próprio corpo. Leva menos de dois minutos e não precisa de equipamento nenhum. O melhor momento é durante ou logo após o banho quente, quando o calor relaxa a pele do saco escrotal, e fica mais fácil sentir o que está lá dentro”, explica o urologista Marcelo Schneider Goulart, da clínica EndoUro, em Florianópolis.
Não há outra forma de detectar um tumor maligno nos testículos. Tornar o toque nas gônadas parte da rotina é um passo essencial a fim de se curar de qualquer alteração. Diferentemente de outros, o câncer na região tem um dos melhores prognósticos, com taxas de cura entre 80% a 90%, a depender do caso.
“Recomenda-se iniciar a prática a partir da adolescência, especialmente após a puberdade. Homens jovens são o principal grupo de risco, o que torna esse hábito ainda mais relevante nessa fase da vida”, aponta o urologista André Rezek, do Hospital DF Star, em Brasília.
Conforme alertam os especialistas, a partir da puberdade, recomenda-se fazer o autoexame uma vez ao mês. A qualquer alteração na região, como caroço firme, endurecimento, inchaço, sensação de peso ou dor, é essencial buscar um profissional para investigação. “É importante ressaltar que nem todo caroço é câncer, mas todo caroço precisa ser avaliado”, diz o urologista Alexandre Cavalcante, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
O que pode servir de prevenção além do autoexame?
A resposta é simples e curta: nada. Segundo Goulart, não há nenhum cuidado primário para prevenir o câncer de testículo. Seja uma rotina alimentar, suplemento ou hábitos especiais, as ações não são capazes de livrar totalmente o indivíduo do risco da doença.
“A maioria dos fatores de risco, como criptorquidia – condição em que o testículo que não desce para o saco escrotal na infância –, histórico familiar ou alterações genéticas, estão fora do controle do paciente”, diz Goulart.
A única prevenção é realmente a realização do autoexame testicular. Apesar do tabu em volta do tema, conhecer o corpo e saber perceber quando há algo de errado a tempo de procurar ajuda cedo pode melhorar consideravelmente o quadro clínico.
“O constrangimento do paciente em procurar ajuda e a desinformação ainda são muito frequentes nos dias atuais. Os meios de comunicação, as campanhas feitas pela comunidade médica e o apoio de familiares são fundamentais para quebrar essa barreira”, ressalta Cavalcante.
Sob as colinas verdes da Toscana, na Itália, a Terra ferve intensamente. É o que descobriram pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, ao encontrarem uma enorme câmara de magma. O reservatório geotérmico abrange cerca de 6 mil quilômetros cúbicos — aproximadamente 120 vezes o volume do Lago de Garda, o maior lago italiano.
O diferencial da descoberta é que não há indício na superfície do gigantesco reservatório de magma. Enquanto estruturas dessa magnitude, em outras regiões do mundo, costumam se manifestar por meio de erupções vulcânicas, formação de crateras ou gêiseres, na pitoresca região não se vê absolutamente nada da rocha derretida e quente no subsolo.
“Sabemos que essa região, que se estende do norte ao sul da Toscana, é geotermicamente ativa”, afirma Matteo Lupi, do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Genebra e autor principal do estudo, publicado em abril na revista científica Nature. “Mas não estava claro para nós que ali existisse um volume de magma tão grande, comparável a sistemas de supervulcões.”
Apesar do tamanho, a câmara magmática não representa perigo para a população local. “Em algum momento, provavelmente ocorrerá uma erupção aqui”, segundo Lupi. “Mas estamos falando de escalas de tempo geológicas. Provavelmente, nessa época, já não haverá mais pessoas vivendo ali.”
Registrando o ruído da Terra
Os pesquisadores encontraram o reservatório utilizando uma técnica chamada tomografia de ruído ambiente. Esse método já é empregado na sismologia, área que estuda a origem e a propagação das ondas sísmicas associadas a terremotos.
“Utilizamos sensores que registram ruídos sísmicos. Afinal, a Terra está sempre fazendo barulho,” diz Lupi. Esses ruídos têm origem tanto em atividades humanas quanto em processos naturais, como a variação das marés ou o vento.
Quando as ondas sonoras levam um tempo especialmente longo para se deslocar de um ponto de medição a outro, isso indica que as rochas abaixo da superfície terrestre têm um alto teor de fluidos — como ocorre, por exemplo, no caso do magma.
Os pesquisadores na Toscana identificaram esse tipo de ondas lentas ao analisar os dados de 60 sensores instalados para o estudo.
“A uma profundidade entre 8 e 10 quilômetros, as ondas eram particularmente lentas”, relata Lupi. Foi ali que sua equipe encontrou a câmara magmática. A partir da análise dos registros, os pesquisadores conseguiram criar imagens em 3D da região abaixo da superfície terrestre.
Recurso para a transição energética
A capacidade de gerar esse tipo de imagem e identificar câmaras magmáticas quentes com essa tecnologia é valiosa para o futuro da transição energética. A energia geotérmica, uma fonte renovável que não depende de condições climáticas, vem se tornando cada vez mais importante.
Segundo Lupi, empresas já poderiam utilizar a tecnologia de tomografia empregada por ele e sua equipe para identificar os locais mais promissores para perfuração em busca de energia geotérmica. O método seria rápido e relativamente barato.
“O único obstáculo é que empresas conservadoras não querem adotar uma tecnologia que não compreendem”, afirma. “Na Ásia, já existem muitas empresas que trabalham com esse método. Na Suíça, o ambiente é mais conservador, e ele ainda é pouco utilizado.”
A tomografia de ruído ambiente também pode ajudar a identificar depósitos de lítio ou terras raras. Esses recursos são utilizados, por exemplo, em baterias de carros elétricos e chips de computador. Atualmente, o mundo depende fortemente da China para o fornecimento de terras raras, país onde a maioria dos depósitos dessa matéria-prima foram descobertos até o momento.
Um exame de sangue em desenvolvimento pode ajudar a identificar cicatrizes no fígado antes que elas evoluam para estágios mais graves da doença. A proposta do teste é detectar sinais precoces de fibrose hepática, uma alteração que pode levar à cirrose e, em alguns casos, ao câncer de fígado
A pesquisa foi publicada na revista científica Science Translational Medicine em 4 de março. Os cientistas utilizaram ferramentas de aprendizado de máquina para analisar fragmentos de DNA presentes no sangue e identificar padrões associados às primeiras fases da cicatrização do fígado.
Segundo os cientistas, detectar a fibrose cedo é fundamental para evitar complicações mais graves. “A melhor forma de intervir no câncer de fígado não é detectar o câncer precocemente, mas identificar antes a doença hepática que pode levar a ele”, afirmou o pesquisador Victor Velculescu, do Centro Oncológico Kimmel da Universidade Johns Hopkins e um dos autores do estudo, à Live Science.
A fibrose ocorre quando o fígado sofre lesões repetidas e começa a formar cicatrizes. Nos estágios iniciais, a condição ainda pode ser revertida com medicamentos, mudanças no estilo de vida e tratamento das causas da inflamação hepática. Quando evolui para cirrose, no entanto, o dano costuma ser permanente.
Como o exame funciona
O novo teste analisa o chamado DNA livre circulante, formado por fragmentos de material genético liberados na corrente sanguínea quando as células se renovam ou morrem.
Em vez de procurar mutações específicas, os pesquisadores usaram um modelo computacional para identificar padrões amplos em milhões de fragmentos de DNA espalhados por todo o genoma. Entre os sinais analisados estavam o tamanho desses fragmentos, a frequência de sequências repetidas e certas marcas químicas que influenciam a atividade dos genes.
“Estamos tentando identificar alterações que podem ocorrer em doenças e que afetam todo o genoma”, explica a primeira autora do estudo, Akshaya Annapragada.
Resultados iniciais
Para desenvolver o método, os cientistas analisaram inicialmente amostras de sangue de 423 pessoas com e sem doença hepática. A partir dos dados, criaram um modelo capaz de reconhecer sinais associados à fibrose.
O teste foi então avaliado em um segundo grupo de 221 participantes. Entre eles havia pessoas com doença hepática em estágio inicial, casos avançados e indivíduos sem qualquer problema no fígado.
O exame identificou cerca de metade dos casos de doença hepática precoce e aproximadamente 78% dos casos em estágio avançado. Entre as pessoas saudáveis, o teste indicou corretamente ausência da doença em 83% dos casos.
Embora os resultados sejam considerados promissores, os pesquisadores ressaltam que o exame ainda precisa ser avaliado em estudos clínicos maiores antes de ser usado na prática médica.
Segundo a equipe, métodos como esse podem, no futuro, permitir a identificação de doenças hepáticas ainda silenciosas, quando intervenções médicas e mudanças de hábitos têm maior chance de evitar a progressão para danos permanentes no fígado.
Praticar atividade física é uma das recomendações mais importantes para proteger o coração e reduzir o risco de doenças metabólicas. Agora, um novo estudo sugere que o horário do exercício também pode influenciar os resultados.
Uma pesquisa publicada em 14 de abril na revista científica Open Heart aponta que treinar em sintonia com o relógio biológico individual pode potencializar benefícios à saúde.
O trabalho foi um ensaio clínico randomizado com 150 adultos sedentários, entre 40 e 60 anos, todos com ao menos um fator de risco cardiovascular, como pressão alta, sobrepeso ou obesidade. Ao final, 134 participantes concluíram todas as etapas do programa de exercícios.
Os pesquisadores avaliaram o chamado cronotipo de cada voluntário. O termo descreve a tendência natural de a pessoa funcionar melhor em determinados horários do dia. Há quem renda mais cedo, pela manhã, e quem tenha melhor disposição no fim da tarde ou à noite.
Para identificar o perfil biológico, os participantes responderam um questionário específico, enquanto a equipe monitorava a temperatura corporal por 48 horas.
A partir disso, parte do grupo treinou em horários compatíveis com o próprio cronotipo. Outra parte se exercitou em horários desencontrados do relógio biológico.
Após 12 semanas e 60 sessões de exercício, houve melhora geral entre os participantes. Porém, os ganhos foram maiores entre quem treinou no horário mais adequado ao próprio organismo.
Segundo os autores, o grupo com atividade física alinhada ao cronotipo apresentou avanços mais expressivos em fatores de risco cardiovascular, capacidade aeróbica, qualidade do sono e marcadores metabólicos. Entre os indicadores avaliados, estavam:
Pressão arterial;
Glicemia em jejum;
Colesterol LDL, conhecido como “ruim”;
Variabilidade da frequência cardíaca;
VO₂ máximo, medida ligada ao condicionamento físico;
Qualidade do sono.
O que isso significa na prática
A principal conclusão não é que existe um horário universalmente melhor para treinar. O estudo indica que manhã ou noite podem funcionar bem, desde que o período combine com a biologia de cada pessoa.
Observar quando há mais disposição, constância e recuperação pode ajudar a montar uma rotina mais eficiente. Ainda assim, especialistas ressaltam que o fator mais importante continua sendo manter regularidade. Os resultados reforçam que, quando possível, adaptar o exercício ao próprio corpo pode trazer ganhos extras sem custo adicional.
Dor intensa, crises recorrentes e risco de complicações graves fazem parte da rotina de quem vive com anemia falciforme. A doença genética altera o funcionamento das células do sangue, comprometendo a circulação e exigindo tratamento contínuo para evitar agravamentos. Estima-se que entre 60 mil e 100 mil pessoas vivam com doença no Brasil.
Tratamento é essencial para evitar complicações
O controle da anemia falciforme depende de acompanhamento contínuo e de medidas que ajudam a reduzir a frequência das crises. O tratamento inclui hidratação constante, já que ela melhora a circulação sanguínea e diminui o risco de obstruções nos pequenos vasos, além do uso de medicamentos e do monitoramento em serviços especializados, como hemocentros.
Entre os remédios mais utilizados para o tratamento estão o ácido fólico, importante para suprir a maior demanda do organismo na produção de hemácias devido à destruição precoce das células, e a hidroxiureia, considerada mais eficiente na circulação do que a hemoglobina alterada característica da doença.
“A hidroxiureia promove vasodilatação e estimula a produção de hemoglobina fetal. Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir significativamente o número de crises e o risco de complicações graves, como lesões em órgãos, AVC e problemas renais”, explica o hematologista Emmanuel Lacerda.
Em casos selecionados, também pode ser indicado o transplante de medula óssea, que é atualmente a única possibilidade de cura, mas depende de critérios específicos, como a compatibilidade entre doador e paciente, e envolve riscos que precisam ser cuidadosamente avaliados pela equipe médica.
No tratamento também podem ser indicadas transfusões de sangue, que ajudam a aumentar a quantidade de hemácias normais na circulação e prevenir complicações graves, como o acidente vascular cerebral (AVC).
De acordo com o hematologista João Bosco de Almeida Neto, do Hospital Geral de Itapevi, em São Paulo, o exercício físico leve e moderado pode ser benéfico para pacientes que não possuam complicações crônicas graves decorrentes da doença falciforme.
“Entre os benefícios, estão a melhora na capacidade muscular de troca de oxigênio e a diminuição dos níveis de lactato sanguíneo. Isto se traduz em melhor tolerância aos exercícios e melhor aproveitamento na vida em geral”, informa.
O que pode desencadear as crises?
Diversos fatores do dia a dia podem favorecer o surgimento das crises na anemia falciforme. Situações como frio, desidratação e infecções podem favorecer a obstrução dos vasos. Baixa ingestão de líquidos e o esforço físico sem hidratação adequada também aumentam o risco de crises.
“Dor no peito, por exemplo, exige atendimento imediato, assim como sintomas neurológicos, pelo risco de AVC mesmo em pacientes jovens”, alerta o hematologista.
Como a anemia falciforme age no corpo?
A anemia falciforme é causada por uma alteração genética na hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Essa mudança faz com que as hemácias, que normalmente têm formato arredondado, assumam uma forma semelhante à de uma foice.
Esse processo desencadeia dois mecanismos principais no organismo: a destruição das hemácias, que causa anemia, e a obstrução de pequenos vasos, que compromete a circulação. O diagnóstico da anemia falciforme é feito por meio da eletroforese de hemoglobina, exame que já faz parte do teste do pezinho.
Conhecido como o segundo cérebro do nosso corpo, o intestino é um órgão preponderante quando falamos de saúde. Isso porque, além de ser responsável pela absorção de nutrientes, e estar associado a problemas como constipação, diarreia, gases, estufamento abdominal e refluxo, manter o órgão em boas condições também pode fortalecer a imunidade do organismo.
“O intestino é um dos maiores órgãos do nosso corpo e é responsável por 80% da imunidade. Nele, existe uma grande concentração de células do sistema imunológico, já que esse órgão é uma das principais portas de entrada do corpo, funcionando como uma barreira ao ambiente externo”, explica o cardiologista e médico do esporte, Dr. Carlos Eduardo Portela.
5 sinais de intestino inflamado
Por isso, quando está inflamado, o intestino causa sintomas em todo o corpo. De acordo com a Dra. Poliane Cardoso, especialista em ozonioterapia na estética, os principais sinais são:
Conforme a médica, a causa dessas inflamações tem origem no intestino, que além de ser responsável pela imunidade, também tem impacto no equilíbrio emocional.
“Se o seu estilo de vida é muito estressante, você está liberando cortisol o tempo inteiro, liberando muita insulina no organismo. Comer muito doce, glúten e leite de vaca, também gera inflamação e prejudica a saúde do intestino”, explica a especialista.
Como consequência, a curto prazo é possível observar diminuição de energia, cansaço, sonolência, obesidade, gordura localizada, celulites, inchaços pelo corpo. Já a longo prazo, a pessoa pode ficar mais propensa a doenças autoimunes. Por isso, cuidar do equilíbrio da microbiota intestinal, epigenética e estilo de vida é fundamental.
Prevenção
Poliane destaca que alguns hábitos podem ajudar a desinflamar o intestino. É o caso, por exemplo, da prática de atividade física e hidratação adequada.
Além disso, a ozonioterapia também pode ajudar. Trata-se de um oxigênio ativado que acelera o metabolismo, estimula a produção de enzimas antioxidantes, melhora a liberação de oxigênio nos tecidos e modula o sistema imunológico, destaca a profissional.
Membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a especialista detalha que a falta de saneamento básico, lançamento de esgoto a céu aberto, consumo de água não tratada e ausência de educação sanitária são os principais impulsionadores da contaminação por vermes, sobretudo para populações mais vulneráveis.
Segundo a médica, o contágio ocorre, principalmente, na forma fecal-oral, ou seja, ovos ou cistos dos vermes são eliminados nas fezes e entram em contato com o trato gastrointestinal por meio da boca, por maus hábitos de higiene e saneamento. “Crianças, gestantes e idosos são os mais afetados, com maior risco de desnutrição e anemia”, sustenta.
Com relação ao oxiúros, a especialista em endoscopia digestiva esclarece que o hábito de ovoposição na região anal à noite gera coceira característica no local. “Vermes que podem chegar a grandes dimensões, como áscaris, ocasionam problemas obstrutivos no intestino ou em vias que drenam a bile, sendo muitos casos cirúrgicos”, pontua a médica.
NEMES LASZLO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty ImagesA gastroenterologista salienta que alguns vermes podem chegar a grandes dimensões e causar problemas obstrutivos no intestino
A sensação de que “algo não está certo” — ou, ao contrário, de que uma decisão parece naturalmente adequada — costuma ser chamada de intuição. Embora muitas pessoas associem o fenômeno a algo quase místico, a ciência mostra que ele tem explicações bem concretas.
A intuição pode ser entendida como uma resposta rápida, automática e muitas vezes inconsciente baseada em experiências anteriores, emoções e sinais do próprio corpo. Em vez de surgir do nada, ela é construída ao longo da vida.
Para o neurologista Marcelo Houat de Brito, do Hospital Sírio-Libanês, a intuição não é um dom inexplicável, mas o resultado da integração de diferentes áreas cerebrais.
Segundo o especialista, essas estruturas permitem que sinais emocionais e corporais sejam transformados em uma resposta rápida, muitas vezes antes de qualquer análise consciente. “Em conjunto, essas regiões traduzem experiências e percepções internas em uma sensação intuitiva”, afirma.
O cérebro reconhece padrões sem perceber
Uma das principais bases da intuição é a capacidade do cérebro de identificar padrões rapidamente. Ao longo da vida, experiências vão sendo registradas e organizadas, criando uma espécie de “banco de dados” interno.
“Quando encontramos uma situação nova, o cérebro busca semelhanças com experiências anteriores e pode gerar uma resposta automática”, diz Houat de Brito. “Essa resposta é o que chamamos de intuição”, ensina.
Na prática, isso significa que decisões aparentemente instantâneas são, na verdade, fruto de aprendizados acumulados. Outro elemento importante é a chamada memória implícita — um tipo de memória que influencia comportamentos sem que a pessoa tenha consciência disso.
“Quando temos uma intuição sobre uma situação ou pessoa, estamos acessando esse repertório de experiências passadas, mesmo sem perceber”, explica o neurologista.
O cérebro “prevê” antes da consciência
De acordo com a neurociência, o cérebro trabalha antecipando cenários o tempo todo. A chamada teoria do processamento preditivo sugere que previsões são feitas com base em experiências anteriores.
Nesse contexto, a intuição surge como um alerta antecipado. Experiências passadas deixam marcas associadas a respostas corporais. Quando algo semelhante acontece, esses sinais são reativados automaticamente.
A dinâmica ajuda a entender por que muitas pessoas relatam “sentir” algo antes de conseguir explicar racionalmente.
De acordo com especialistas, o seu cérebro reconhece padrões e o que você sente no corpo é o que chamamos de intuição
Na psicologia, a intuição também é vista como um processo mental automático, mas com características próprias. O psicólogo Yuri Busin, especialista em Neurociência do Comportamento, destaca que é importante diferenciar intuição de outros estados emocionais.
“A intuição é um momento em que a pessoa não consegue explicar o porquê, mas tem um sentimento baseado em padrões que percebe no outro ou na situação”, diz.
Busin também alerta para confusões comuns. A ansiedade tem muito mais relação com medo e antecipação negativa. Já a intuição tende a ser mais calma. O impulso, por outro lado, é abrupto e pode levar a decisões pouco racionais.
Embora a intuição seja útil, ela não é infalível. Emoções podem interferir diretamente na forma como situações são interpretadas. As emoções devem funcionar como guias.
“Dependendo do estado emocional, a pessoa pode interpretar um mesmo fato de forma mais negativa ou mais positiva”, afirma Busin. Isso ajuda a explicar por que uma mesma situação pode gerar intuições completamente diferentes em pessoas distintas.
Quando confiar na intuição
A intuição tende a ser mais útil em contextos familiares, nos quais a pessoa já acumulou experiências suficientes para reconhecer padrões com precisão. Por outro lado, confiar apenas na intuição pode ser arriscado em situações novas, complexas ou que exigem análise detalhada.
Os especialistas afirmam que a intuição pode ser influenciada por vieses cognitivos, que nem sempre refletem a realidade com precisão. “Em decisões importantes, o ideal é combinar intuição com uma análise mais cuidadosa“, alerta o neurologista Houat de Brito.
A intuição faz parte do funcionamento normal do cérebro e pode ser uma ferramenta valiosa no dia a dia. Ainda assim, não substitui o raciocínio analítico.
Ao reunir experiências, emoções e sinais corporais, o cérebro cria respostas rápidas que ajudam a orientar decisões. O desafio está em reconhecer os limites da ferramenta e saber quando parar para analisar a situação com mais profundidade.
O rover Curiosity, da NASA, identificou compostos orgânicos nunca antes observados em Marte, segundo estudo publicado nesta terça-feira (21/4) na revista Nature Communications.
A descoberta inclui moléculas consideradas blocos fundamentais para a vida na Terra. Apesar disso, os próprios cientistas reforçam que ainda não é possível afirmar qualquer relação com organismos vivos.
Liderada pela geocientista Amy Williams, da Universidade da Flórida, e integrante das equipes dos rovers Curiosity e Perseverance, a pesquisa apresenta resultados de um experimento químico inédito realizado diretamente na superfície marciana, capaz de revelar compostos mais complexos do que os detectados anteriormente.
O Curiosity, que explora Marte desde 2012, encontrou mais de 20 compostos orgânicos diferentes em amostras coletadas na região de Glen Torridon, dentro da cratera Gale.
A área é rica em minerais argilosos — um tipo de rocha conhecido por preservar melhor moléculas orgânicas ao longo do tempo. Entre as substâncias identificadas, os cientistas destacam uma molécula contendo nitrogênio com estrutura semelhante à de precursores do DNA.
Até então, compostos desse tipo não haviam sido observados em Marte. O rover também detectou benzotiofeno, uma molécula rica em enxofre frequentemente associada a materiais trazidos por meteoritos.
Segundo os autores, a presença dessas substâncias indica que Marte abriga uma diversidade química maior do que se conhecia — e que parte dessas moléculas pode ter sido preservada por bilhões de anos.
Exploração em terras marcianas
As amostras analisadas foram coletadas em um local chamado Mary Anning, dentro de uma região que já apresentou sinais de água líquida no passado. Os minerais presentes ali aumentam a capacidade de retenção de compostos orgânicos, tornando o ambiente particularmente promissor para investigações científicas. Os pesquisadores estimam que parte da matéria orgânica encontrada pode ter cerca de 3,5 bilhões de anos.
Imagem captada pelo rover Curiosity que mostra os locais onde foram encontratos compostos orgânicos inétidos em Marte
O estudo utilizou o instrumento SAM (Análise de Amostras em Marte), um laboratório portátil instalado no rover. Para esta pesquisa, os cientistas empregaram o composto químico TMAH (hidróxido de tetrametilamônio), que permite quebrar moléculas orgânicas maiores em partes menores, facilitando a identificação pelos sensores.
O experimento foi realizado em 2020, mas exigiu planejamento cuidadoso devido à quantidade limitada do reagente disponível no rover — cerca de 0,5 litro. A estratégia permitiu revelar compostos que não haviam sido detectados anteriormente com outras técnicas.
Vida em Marte? Ainda não
Apesar do entusiasmo gerado pela descoberta, os cientistas são cautelosos. O estudo deixa claro que o experimento não consegue diferenciar compostos orgânicos formados por processos biológicos daqueles originados por reações químicas naturais ou trazidos por meteoritos.
“Se quisermos procurar vestígios de vida na forma de carbono orgânico preservado, os resultados mostram que isso é possível”, afirmou Williams. Ainda assim, a confirmação de qualquer evidência de vida exigirá análises mais detalhadas, possivelmente com o retorno das amostras para a Terra.
A descoberta enfatizou o papel de Marte como um dos principais alvos na busca por vida fora da Terra. Enquanto o Curiosity continua ativo, outras missões também avançam. O rover Perseverance, que chegou ao planeta em 2021, tem como missão principal buscar sinais diretos de vida antiga.
Além disso, a expectativa é que novas missões ampliem a capacidade de análise, incluindo iniciativas que possam trazer amostras marcianas para laboratórios terrestres.
Os resultados indicam que Marte ainda guarda registros importantes sobre sua história química. No entanto, a resposta definitiva sobre a existência de vida no planeta segue em aberto.
A dor abdominal após as refeições, especialmente após o consumo de alimentos gordurosos, é um sinal que muita gente ignora.
No entanto, esse desconforto pode esconder a presença de pedra na vesícula (colelitíase). Embora seja uma condição comum, ela pode evoluir para quadros graves se não for tratada precocemente.
De acordo com o Dr. Iuri Tamasauskas, coordenador da Cirurgia Geral do Hospital Albert Sabin (HAS-SP), a doença pode ser traiçoeira.
“A pedra na vesícula muitas vezes é uma doença insidiosa, silenciosa, que pode demorar anos para se manifestar”, explica o mpedico.
Quando aparecem, os sintomas costumam começar com dor em cólica, desconforto abdominal e sensação de empachamento, geralmente após a ingestão de alimentos mais gordurosos”, acrescenta.
Sinais de alerta que merecem atenção
Muitas vezes, o paciente confunde o mal-estar com uma digestão difícil passageira. Porém, a recorrência dos sintomas é um aviso do corpo. Além da dor, fique atento a:
Náuseas e vômitos frequentes.
Sensação de estômago cheio (empachamento).
Digestão lenta após comer gordura.
“Muitas vezes o paciente convive com esse desconforto achando que é algo passageiro, mas esses sinais merecem atenção. O ideal é buscar avaliação para diagnóstico precoce e evitar a progressão da doença”, afirma o Dr. Iuri.
Por que a crise não melhora sozinha?
Diferente de um mal-estar comum, a crise de vesícula tende a piorar com o tempo. Adiar a ida ao médico pode transformar um problema simples em uma emergência hospitalar.
O especialista alerta que a pedra pode causar inflamações severas.
“Esse quadro pode evoluir para uma infecção da vesícula, chamada colecistite aguda. Além disso, uma pedra pode sair da vesícula e obstruir os canais biliares, levando a problemas mais sérios, como pancreatite ou colangite”, alerta o cirurgião.
Essas complicações são sérias e podem exigir o uso de antibióticos potentes, internação prolongada e cirurgias de urgência, que possuem riscos maiores do que o procedimento eletivo (agendado).
Quando a cirurgia é indicada?
A retirada da vesícula, tecnicamente chamada de colecistectomia, é o tratamento padrão para quem já apresenta sintomas. Hoje, a medicina permite que o procedimento seja minimamente invasivo.
“É uma cirurgia segura, amplamente realizada e com bons resultados”, explica o Dr. Iuri Tamasauskas.
Recuperação e pós-operatório
A boa notícia é que a recuperação costuma ser muito rápida. Graças à laparoscopia (cirurgia por vídeo), o paciente sente menos dor e as cicatrizes são mínimas.
Em poucos dias, já é possível retomar a rotina normal, seguindo as orientações de dieta inicial.
O Dr. Iuri conclui com um conselho vital:
“O principal ponto é não esperar a doença evoluir. Quanto mais precoce o tratamento, menor o risco de complicações e mais tranquila é a recuperação.”
A ideia de que o intestino vai muito além da digestão tem ganhado força na ciência, e hoje já é consenso que ele também influencia o humor. A conexão acontece por meio do chamado eixo intestino-cérebro, uma via de comunicação direta entre o sistema digestivo e o sistema nervoso central.
Segundo a psiquiatra Aline Sena, do Hospital Brasília, essa relação é complexa e bidirecional. “O eixo intestino-cérebro envolve mecanismos neurológicos, hormonais e imunológicos. Na prática, isso ajuda a explicar por que o estresse pode piorar sintomas intestinais e por que alterações no intestino podem influenciar o humor”, afirma.
Apesar disso, ela faz um alerta importante: o intestino não deve ser visto como causa isolada de transtornos mentais. “Ele modula sintomas emocionais, mas raramente é o único fator por trás de quadros como ansiedade ou depressão”, explica.
Intestino e humor: qual é a conexão?
O intestino abriga trilhões de microrganismos, conhecidos como microbiota intestinal. Essas bactérias têm papel ativo na produção de substâncias essenciais para o cérebro.
O coloproctologista Danilo Munhóz, da clínica Primazo, em Brasília, destaca que cerca de 90% da serotonina, neurotransmissor ligado ao bem-estar, é produzida no intestino.
“Quando o intestino está saudável, essa comunicação com o cérebro funciona melhor. Já desequilíbrios podem favorecer sintomas como ansiedade, irritabilidade e até depressão”, afirma.
Alterações no intestino afetam o emocional?
Sim, mas com ressalvas. De acordo com Aline, a ciência ainda aponta mais associação do que causa direta. “Alterações no intestino, inflamação de baixo grau e disfunções hormonais aparecem ligadas a sintomas ansiosos e depressivos. Mas não podemos dizer que o órgão, sozinho, cause esses transtornos”, explica.
Na prática, o desequilíbrio da microbiota, chamado de disbiose, pode aumentar a inflamação no organismo e alterar a produção de neurotransmissores, afetando a regulação emocional.
A relação entre intestino e humor é especialmente evidente em quadros como a síndrome do intestino irritável. Segundo Munhóz, pacientes com essas condições frequentemente apresentam ansiedade, alterações de humor e piora dos sintomas intestinais em momentos de estresse.
Na prática clínica, alguns sinais indicam essa conexão:
Piora do intestino em períodos de ansiedade;
Dor abdominal sem causa aparente;
Alternância entre diarreia e constipação;
Distensão abdominal associada ao estresse.
“Não é só psicológico. Existe uma base biológica real conectando intestino e cérebro”, reforça o especialista.
Alimentação e intestino podem influenciar o humor
Estudos mostram que mudanças na alimentação podem impactar diretamente o humor. A psiquiatra Aline explica que dietas mais equilibradas, ricas em fibras e com menos ultraprocessados, estão associadas à melhora de sintomas depressivos.
Em alguns casos, intervenções alimentares estruturadas tiveram resultados relevantes. Já o uso de probióticos ainda é visto como complementar.
“Há evidências de benefício, mas os efeitos são modestos e não substituem tratamento psiquiátrico padrão”, diz Aline.
Apesar da forte conexão entre intestino e humor, especialistas são unânimes: cuidar do intestino pode ajudar, mas não substitui acompanhamento médico adequado.
Você está sentindo mais sede que o normal e uma vontade de beber água constante? Fome excessiva ou perda de peso inexplicável? Esses sintomas podem indicar o desenvolvimento da diabetes. Por serem sinais iniciais, muitas pessoas não dão importância e atribuem o quadro ao cansaço, estresse ou até má alimentação.
Especialistas explicam que a visão embaçada, repetições de infecções urinárias e candidíase também podem ser manifestações iniciais da condição.
Qual a diferença entre os tipos de diabetes?
Existem três tipos de diabetes. Enquanto o tipo 1 surge de forma abrupta pela falta de produção de insulina, o tipo 2 (que afeta nove em cada 10 pacientes) é silencioso e leva anos para se consolidar. Já a diabetes gestacional é uma condição temporária ou de alerta detectada durante a espera pelo bebê.
Além dos sintomas clássicos da glicose alta — como sede constante, aumento da frequência urinária, fome excessiva, cansaço, perda de peso sem explicação e visão turva — algumas pessoas também podem apresentar feridas que demoram a cicatrizar, formigamento nas mãos e nos pés ou áreas de pele escurecida, no pescoço ou nas axilas.
Em conjunto, os sintomas chamam atenção para o fato de que o corpo já perdeu parte da capacidade de manter o controle metabólico.
No caso da diabetes tipo 2, a percepção do problema é ainda mais difícil, pois os sintomas surgem de maneira gradual. “A glicose se eleva aos poucos, durante anos, sem provocar sinais. A doença pode evoluir de forma silenciosa, porque o corpo vai se adaptando, e as pessoas só percebem quando começam as complicações”, explica a médica Jamilly Drago.
De acordo com ela, os sintomas, isoladamente, também podem acontecer por outros motivos. Mas, quando aparecem com frequência, em conjunto ou sem uma explicação clara, é importante investigar. A diabetes não deve ser diagnosticada só por esses sinais, mas eles são, sim, um alerta importante para procurar avaliação médica e fazer exames.
Como funciona o diagnóstico da diabetes?
O diagnóstico da diabetes é confirmado por exames laboratoriais simples e acessíveis.
“Os principais são a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose. Esses exames permitem não só identificar a diabetes, mas também detectar fases iniciais de desregulação metabólica, antes mesmo dos sintomas aparecerem”, explica o médico Wandyk Allison, pós-graduado em endocrinologia
Quando a diabetes não é diagnosticada e tratada, o impacto no corpo vai muito além do aumento da glicose. De acordo com Allison, há um processo contínuo de inflamação, resistência à insulina e dano progressivo aos vasos sanguíneos. Com o tempo, isso pode levar a doenças cardiovasculares, comprometimento dos rins, alterações na visão, lesões nos nervos e uma queda global na energia, na disposição e na qualidade de vida.
A recomendação é procurar um médico de forma preventiva. Pessoas acima de 30 a 35 anos, indivíduos com sobrepeso ou gordura abdominal, histórico familiar de diabetes, sedentarismo, sono inadequado, estresse crônico, pressão alta, alterações no colesterol e mulheres que tiveram diabetes gestacional devem realizar exames periódicos. Além disso, qualquer sinal persistente, como cansaço inexplicável ou aumento da sede e da urina, já justifica uma avaliação.
Por outro lado, mudanças no estilo de vida têm um impacto direto e profundo no controle da doença.
“Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, melhora do sono, controle do estresse e redução do excesso de peso podem não apenas controlar os sintomas, mas, em muitos casos, levar à remissão da diabetes tipo 2 em fases iniciais. Isso significa devolver ao corpo parte do controle metabólico que foi perdido”, conclui Allison.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por compartilhar em suas redes sociais um vídeo com uma sátira aos ministros da Corte.
Na representação, Gilmar apontou a suspeita de indícios de crime em uma publicação feita por Zema, que deixou o governo de Minas em março para ser pré-candidato à Presidência da República. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S Paulo e confirmada pelo Estadão.
Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.
O vídeo publicado por Zema retratava uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes. No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado.
Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.
A sátira se baseia no fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, como mostrou o Estadão.
Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
Críticas ao STF
Nas últimas semanas, Zema endureceu o tom contra o STF em discursos públicos.
Em um evento no dia 13 de abril, ele afirmou: “O STF era um lugar que nós tínhamos uma certa confiança, mas já estava cheirando mal há alguns anos. Agora, realmente, aflorou toda a podridão que está lá dentro”.
No lançamento de seu programa de governo, no dia 16, ele disse que, caso fosse eleito presidente da República, iria “propor ao Congresso um novo Supremo”.
Zema e Gilmar chegaram a protagonizar um embate público. Diante da série de críticas, Gilmar lembrou nas redes sociais que o ex-governador de Minas havia acionado o STF para adiar o pagamento de parcelas da dívida estadual com a União.
Zema rebateu publicamente: “Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida.”
À coluna Claudia Meireles, o urologista Berthran Severo Garcia, do Hospital Santa Lúcia Gama (HSLG), do Distrito Federal (DF), lista os hábitos a serem adotados para manter a bexiga saudável. De acordo com o especialista, a hidratação é a principal medida.
“O ideal é em torno de 30 a 50 ml de água por quilo de peso. Assim, um adulto de 70 quilos deve consumir entre 2.100 a 3.500 ml”, garante o urologista. Ele aconselha evitar segurar a urina por muito tempo, por prejudicar a bexiga. “É um hábito fundamental”, pontua o especialista.
A prática regular de atividades físicas vai muito além da estética ou da manutenção do peso. Um trabalho recente, publicado em 20 de março na revista científica Nature Mental Health, destaca que uma boa aptidão cardiorrespiratória está diretamente ligada a um menor risco de desenvolver condições neurológicas e psiquiátricas graves ao longo da vida, incluindo quadros de demência, depressão e psicose.
A investigação científica analisou dados de saúde de quatro milhões de indivíduos, incluídos em 27 estudos, para entender o impacto do fôlego e da resistência aeróbica no funcionamento cerebral.
Os pesquisadores notaram que indivíduos com maior capacidade cardiorrespiratória apresentaram taxas significativamente menores de declínio cognitivo e transtornos mentais em comparação aqueles que tinham um estilo de vida sedentário.
Segundo os pesquisadores, o condicionamento cardiovascular reflete a capacidade do coração, dos pulmões e do sistema circulatório de fornecer oxigênio ao corpo durante o esforço físico contínuo.
De acordo com as evidências abordadas no estudo, o desenvolvimento do condicionamento físico não ocorre de forma imediata e requer os seguintes pilares:
Prática de exercícios aeróbicos: atividades que demandem esforço contínuo dos pulmões e do coração, como caminhada, corrida, ciclismo ou natação.
Frequência e constância: manter uma rotina de treinos semanal consistente, evitando o sedentarismo prolongado.
Intensidade adequada: buscar níveis de esforço moderados a vigorosos de forma gradual, promovendo a adaptação e o fortalecimento do sistema cardiovascular.
Progressão segura: aumentar a duração e a intensidade dos movimentos aos poucos, sempre respeitando os limites físicos individuais.
Fatores de risco e prevenção integrada
Segundo os pesquisadores, pessoas que já convivem com outras condições metabólicas precisam de atenção redobrada. Por exemplo, a presença da diabetes exige cuidados específicos, pois a doença pode comprometer a circulação sanguínea e acelerar danos nervosos.
Melhorar a capacidade aeróbica, portanto, se torna uma ferramenta de proteção dupla: ajuda no controle da diabetes e blinda o cérebro contra a depressão e o surgimento de episódios psicóticos.
Os achados do artigo apontam para uma estratégia preventiva acessível, mas que demanda comprometimento contínuo. A aptidão cardiorrespiratória é um investimento de longo prazo na saúde do sistema nervoso.
O presidente da Argentina, Javier Milei, foi presenteado nesta segunda-feira (20/4) com uma Medalha Presidencial de Honra pelo presidente israelense, Isaac Herzog, e com um doutorado honorário da Universidade Bar Ilan, de Tel Aviv.
“Foi uma grande honra apresentar a Medalha de Honra Presidencial de Israel a um caro amigo de Israel e do povo judeu e um grande líder, o presidente Javier Milei, da Argentina”, disse Herzog.
Milei cumpre agenda diplomática em Israel desde domingo (19/4), quando encontrou-se com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Ele reforçou a intenção de transferir a embaixada da Argentina em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, como gesto de reconhecimento de que a cidade é pertencente ao Estado de Israel.
O líder argentino anunciou a classificação do Hamas, da Guarda Revolucionária do Irã e de filiais da Irmandade Muçulmana no Líbano, Egito e Jordânia como organizações terroristas.
O argentino expressou apoio à guerra em curso de Israel e Estados Unidos contra o Irã. “Expressamos nosso firme apoio aos Estados Unidos e a Israel em sua guerra contra o terrorismo e contra o regime iraniano, não apenas porque é o correto, mas porque nossos países são irmãos no sofrimento”, disse em visita a Netanyahu.