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Em entrevista anterior à coluna Claudia Meireles, o coloproctologista Danilo Munhóz detalhou que três alimentos costumam aparecer com frequência com relação a irritar o intestino. O médico lista que o trio é formado por opções muito gordurosas e frituras, bebidas alcoólicas e produtos ultraprocessados ricos em açúcar e aditivos.

Segundo o especialista, que atende em Brasília (DF), esses alimentos tendem a alterar o funcionamento natural do órgão responsável por digerir o que é consumido. Essas mudanças podem provocar sintomas como distensão abdominal, gases, diarreia ou até a piora de quadros já existentes, como a síndrome do intestino irritável (SII).

Médico aponta o que fazer após comer alimentos que irritam o intestino - destaque galeria
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O intestino costuma manifestar alterações  quando tem o equilíbrio perturbado

O intestino é um importante órgão e com vários papéis, como a digestão e a absorção de nutrientes
Sentir desconforto após as refeições é um indicativo que o intestino não está saudável

De acordo com o coloproctologista, após consumir esses alimentos, o mais importante é ajudar o intestino a “voltar ao eixo”.

“Isso passa por uma boa hidratação, aumento da ingestão de fibras naturais, como frutas, verduras e sementes, e evitar repetir comer essas opções em sequência”, sugere o expert em cirurgia a laser e robótica.

Danilo destaca que pequenas mudanças já são suficientes para aliviar sintomas intestinais, como gases e desconforto abdominal. O médico frisa sobre “observar como o próprio corpo reage”, principalmente o funcionamento do intestino. “Isso é fundamental”, argumenta.

O especialista salienta que se os sintomas forem frequentes ou intensos, como diarreia persistente, dor abdominal forte ou alteração do hábito intestinal, deve-se buscar avaliação médica. “Isso porque, em alguns casos, esses sinais tendem a indicar condições que vão além de uma simples irritação alimentar”, finaliza.

mi-viri/Getty ImagesIlustração colorida de intestino entre as mãos de um homem - Metrópoles

Pessoas com um conjunto de problemas de saúde que afetam o coração, os rins e o metabolismo podem ter maiores riscos de desenvolver câncer. É o que aponta um estudo publicado nesta segunda-feira (27/4) na revista Circulation: Population Health and Outcomes, da American Heart Association.

A publicação identificou uma associação entre a síndrome cardiovascular-renal-metabólica (CKM) e o aumento do risco de diagnósticos cancerígenos. A CKM é caracterizada por uma combinação de condições como doenças cardiovasculares, doença renal crônica, diabetes e obesidade. Os principais riscos associados à síndrome são morte e incapacidade decorrentes de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).

Além disso, a condição pode afetar praticamente todos os sistemas do corpo, podendo estar também associada a insuficiência renal, demência, doença hepática gordurosa e apneia do sono.

Para investigar essa relação, os pesquisadores analisaram dados de seguros de saúde e exames de rotina de cerca de 1,4 milhão de pessoas no Japão. Após excluir indivíduos com diagnóstico prévio de câncer, foram analisados apenas aqueles que se enquadravam no quadro do CKM.

Os participantes foram acompanhados por três anos e meio, e a partir dessa análise foi constatado que eles estavam desenvolvendo câncer

Dessa forma, a equipe classificou os voluntários de acordo com os estágios da síndrome CKM, que variam de 0 (sem fatores de risco) a 4, estágio mais grave, o qual inclui doenças cardiovasculares estabelecidas, como infarto, AVC ou insuficiência cardíaca.

Risco cresce conforme progressão da síndrome

Os resultados mostraram que o risco de câncer aumenta conforme a progressão da síndrome, sendo mais significativo nos estágios avançados, no estágio 1, por exemplo, o risco é de 3%, já no estágio 4, o risco é 30% maior.

Cada uma dessas disfunções já está associada ao risco de câncer devido aos fatores compartilhados. O acúmulo desses riscos pode contribuir para o desenvolvimento de diferentes tipos”, afirmou Hidehiro Kaneko, autor principal do estudo e professor associado do departamento de medicina cardiovascular da University of Tokyo.

Segundo os autores, a ligação entre essas doenças ocorre porque elas compartilham os mesmos fatores de risco, como inflamação crônica, alterações metabólicas e hábitos de vida.

Esses mecanismos podem afetar diferentes órgãos e favorecer o surgimento de tumores. A pesquisa também reforça que a relação entre doenças cardiovasculares e câncer pode ser bidirecional ou seja, enquanto o câncer e seus tratamentos podem afetar o coração, problemas cardiovasculares também podem estar ligados ao aumento do risco oncológico.

Os autores apontam como limitação o fato de o estudo ter sido realizado com uma população exclusivamente japonesa, o que pode restringir a aplicação dos resultados em outros países.

Quando pensamos em um deserto, logo vem à mente a cena de um lugar muito quente, seco e, principalmente, com muito sol. Mas o que pode te surpreender é que essa percepção não está totalmente certa. A Antártica também é considerada um deserto – e, para a surpresa dos desavisados, é a maior área desértica do mundo, superando o Saara.

A associação errônea está ligada a um erro comum: em termos geográficos, um deserto não é definido pela temperatura e sim pelo déficit de precipitação, umidade e nutrientes no solo – a Antártica se encaixa perfeitamente em todos os pré-requisitos.

“Tecnicamente, a Antártida é o maior e mais seco deserto do mundo. O gelo que você vê lá é um acúmulo milenar. Ele está ‘estocado’. A reposição de água nova vinda do céu é quase nula e vem em boa parte do interior do continente. Por isso, apesar de ter estoque hídrico, não necessariamente isso produz umidade e, consequentemente, precipitações (chuvas)”, explica o professor de geografia Flávio Bueno, do Colégio Sigma, em Brasília.

O glaciologista Jefferson Simões, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), explica que o gelo milenar atinge quantidades absurdas por não evaporar. “O gelo pode atingir espessuras enormes, chegando a mais de quatro quilômetros, e em alguns lugares quase cinco quilômetros”, diz.

Segundo Bueno, há três motivos geográficos e climáticos principais para explicar a falta de chuva na Antártica:

Imagem colorida mostra geleira na Antártica - Metrópoles
Apesar de não parecer, a Antártica é um ambiente extremamente seco

Mudanças climáticas podem alterar o funcionamento do deserto polar

O aumento da temperatura global traz duas consequências principais ao continente gelado: ao mesmo tempo que o aumento de calor na atmosfera antártica faz as chances de precipitação se elevarem, ele também provoca um maior degelo na costa, causando um desprendimento maior de icebergs.

“O que importa é o balanço entre o que se acumula no interior (local onde chove na Antártica) e o que se perde na costa. Atualmente, tudo indica que o derretimento nas bordas está superando o acúmulo de neve”, alerta o glaciologista.

Considerada o “ar-condicionado” do mundo, uma das maiores preocupações dos especialistas é o que a ação das mudanças climáticas podem causar na Antártica – mesmo que estejamos longe, qualquer alteração por lá é sentida em todo o globo.

“É importante que a gente entenda a Antártida não como um lugar isolado. Ela é fundamental na garantia de médias térmicas anuais reguladas e pertinentes para a manutenção da vida no planeta. O que acontece lá dita o ritmo das correntes marítimas e do nível dos oceanos”, avalia Bueno.

Conhecido por ser um dos dinossauros mais ferozes, o Tyrannosaurus rex também permitiu uma descoberta “assustadora” no estudo dos bichos históricos. Através de um fóssil preservado de um exemplar da espécie, pesquisadores conseguiram identificar vasos sanguíneos conservados utilizando uma técnica com raios-X. A descoberta tem potencial para revolucionar o estudo dos dinossauros

A maioria dos trabalhos atuais se baseia em ossos e dentes fossilizados e o diferencial desse novo achado é que, apesar de revelarem informações sobre o passado dos animais, os tecidos moles, incluindo vasos sanguíneos, podem mostrar mais detalhes certeiros, como aparência, movimento e comportamento.

Liderado por pesquisadores da Universidade de Regina, no Canadá, o achado teve seus resultados publicados na revista Scientific Reports em meados do ano passado.

Raios-X mostram vasos sanguíneos do T.rex

O exemplar analisado era um espécime chamado Scotty. Considerado um dos fósseis mais completos já achados, ele fica guardado no Museu Real de Saskatchewan, no Canadá. Análises anteriores mostraram que o dinossauro viveu há cerca de 66 milhões de anos e a maioria de seus ossos tinham sinais de ferimento, provavelmente originados de brigas ou doenças.

Um dos machucados estava localizado na costela. Apesar da área ter cicatrizado, o processo ocorreu parcialmente. Utilizando a luz síncrotron, um tipo de raio-X de alta intensidade e brilho formado em instalações de aceleradores de partículas, foi possível enxergar estruturas internas muito pequenas com clareza, como vasos sanguíneos.

Segundo os pesquisadores, durante a reabilitação do corpo, quando os ossos são danificados, eleva-se a atividade dos vasos sanguíneos na área para ajudar a cicatrização. Além disso, a análise da composição química revelou que as estruturas foram mineralizadas com moldes ricos em ferro, o que é comum no processo de fossilização. O achado ajudou a elucidar como ocorreu a cicatrização e a estratégia de sobrevivência de um T.rex após se machucar.

Os pesquisadores destacam que a nova descoberta mostra que os ossos com sinais de ferimentos por briga ou doença podem conter vasos sanguíneos que, consequentemente, oferecerão mais detalhes de como era a vida dos dinossauros há milhões de anos.

“A cicatrização e o crescimento ósseo podem representar um alvo promissor para futuros experimentos com múltiplas técnicas em tecidos moles, analisando o potencial de cicatrização de dinossauros”, escreveram os autores no artigo.

Presente em encontros sociais e muito popular no Brasil, a cerveja costuma levantar uma dúvida recorrente: afinal, faz bem ou faz mal à saúde? A resposta, segundo especialistas, está diretamente ligada à quantidade e à frequência do consumo.

De acordo com o coloproctologista Danilo Munhóz, em entrevista anterior, o álcool presente na bebida vai além de sobrecarregar o fígado — ele também interfere no funcionamento do intestino. “Essa relação, conhecida como eixo intestino-fígado, é fundamental para entender como o consumo de álcool pode sair de um desconforto pontual e evoluir para uma inflamação crônica”, explicou ao Metrópoles.

Getty ImagesIlustração colorida de fígado em esqueleto humano - Metrópoles
O fígado é um órgão vital, responsável por mais de 500 funções no corpo

O médico destaca que o impacto começa já na microbiota intestinal, responsável por funções essenciais como a digestão e a imunidade. O consumo frequente de álcool desequilibra esse sistema, favorecendo a proliferação de bactérias nocivas. “Quando há predominância de bactérias ‘ruins’, o intestino perde sua capacidade de atuar como barreira”, afirma.

Esse processo pode levar ao aumento da permeabilidade intestinal — condição em que substâncias inflamatórias atravessam a mucosa e chegam à corrente sanguínea. A partir daí, essas toxinas, junto com o álcool, são direcionadas ao fígado, órgão responsável por metabolizá-las.

Durante esse processo, o fígado transforma o etanol em acetaldeído, uma substância ainda mais tóxica. Com o consumo contínuo, o órgão entra em sobrecarga, o que pode desencadear um ciclo de danos, como o acúmulo de gordura (esteatose) e, em casos mais graves, doenças hepáticas.

Além disso, como o fígado recebe tudo o que é absorvido pelo intestino, ele acaba sendo duplamente afetado quando há comprometimento da barreira intestinal — o que intensifica os riscos à saúde a longo prazo.

A Anvisa determinou, nesta sexta-feira (24/4), a apreensão do medicamento Lipoland, segundo publicação oficial divulgada no portal do governo federal. A medida vale para todo o território nacional e ocorre após identificação de irregularidades relacionadas ao produto.

De acordo com a agência, quando há apreensão sanitária, o item não pode ser comercializado, distribuído ou utilizado até nova deliberação oficial. A orientação é que os consumidores suspendam o uso e procurem canais oficiais para esclarecer dúvidas.

Segundo a Anvisa, o Lipoland apresenta problemas regulatórios que justificam a ação imediata. A marca não tem autorização para fabricação e venda no país. A fiscalização sobre medicamentos voltados à perda de peso foi intensificada nos últimos meses, especialmente no mercado de produtos vendidos na internet e nas redes sociais.

Canetas e produtos apreendidos em 2026

Neste ano, a Anvisa também adotou medidas contra itens divulgados como alternativas para o emagrecimento. Entre eles estão:

Em geral, os problemas envolvem a ausência de registro na agência reguladora, propaganda irregular, composição desconhecida ou venda sem controle sanitário adequado.

Quais canetas têm autorização no Brasil

Os medicamentos oficialmente autorizados pela Anvisa para o tratamento da obesidade ou controle metabólico são:

A indicação e o uso dependem de avaliação e acompanhamento médico individual. Nem todo medicamento para controle de peso serve para qualquer paciente.

Alerta ao consumidor

A recomendação das autoridades é desconfiar de promessas milagrosas, preços muito abaixo e vendas sem receita ou sem origem clara.

Produtos irregulares podem trazer riscos graves à saúde, inclusive efeitos desconhecidos. Quem já comprou Lipoland ou outros itens suspeitos deve buscar orientação médica e comunicar à vigilância sanitária local.

O consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode estar associado à piora da concentração e a maior risco estimado de demência, segundo um estudo publicado na última quinta-feira (23/4) na revista científica Alzheimer’s & Dementia: Diagnosis, Assessment & Disease Monitoring.

A pesquisa analisou dados de 2.187 adultos australianos sem diagnóstico de demência e identificou relação entre maior ingestão desses produtos e pior desempenho em testes cognitivos.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores da Monash University e Deakin University, ambas na Austrália, em parceria com a Universidade de São Paulo, entre outras instituições. Os autores avaliaram hábitos alimentares e indicadores de saúde cerebral em participantes de meia-idade e idosos.

Os resultados mostraram que pessoas que consumiam mais ultraprocessados tiveram desempenho inferior em tarefas ligadas à atenção e ao funcionamento cognitivo global. Além disso, apresentaram maior risco estimado de demência calculado por ferramentas clínicas usadas para prever probabilidade futura da doença.

Segundo os pesquisadores, uma elevação de 10% na participação de ultraprocessados na dieta diária foi associada a falhas de concentração. Na prática, isso pode representar a troca de alimentos frescos por itens industrializados prontos para consumo.

O que são alimentos ultraprocessados

Ultraprocessados são produtos formulados industrialmente com muitos ingredientes e aditivos, geralmente com pouco alimento in natura na composição. Entram nessa categoria:

atenção e/ou concentração é uma função mental importante para atividades diárias, aprendizado, trabalho e tomada de decisões. Alterações persistentes podem afetar produtividade e qualidade de vida.

Os autores destacam que a alimentação é um fator modificável. Ou seja, diferentemente de idade e genética, hábitos alimentares podem ser ajustados ao longo da vida.

Estudo liga ultraprocessados à falta de concentração e demência - destaque galeria

Esses alimentos prejudicam a saúde por conter ingredientes danosos, como corantes, conservantes e aromatizantes

Doces e refrigerantes são alguns exemplos de alimentos ultraprocessados com muito açúcar
Alimentos ultraprocessados são considerados os "vilões" da saúde

Por se tratar de uma análise observacional, a pesquisa não comprova que ultraprocessados causam demência diretamente. O estudo mostra uma associação estatística entre maior consumo desses alimentos e piores indicadores cognitivos.

Ainda assim, os achados reforçam recomendações já conhecidas de priorizar frutas, verduras, legumes, grãos integrais e preparações caseiras para proteger a saúde geral e o cérebro ao longo do envelhecimento.

Quando se fala em perda de memória, é comum classificar demência e Alzheimer como a mesma doença. No entanto, a associação é simplista: embora afetem a cognição e a capacidade neurológica do indivíduo, elas não são a mesma condição — e nem sempre estão correlacionadas.

Enquanto demência é um síndrome caracteriza por um conjunto de sintomas característicos, doença de Alzheimer é a patologia específica, conforme explica a neuropsicóloga Vanessa Bulcão.

“Quando se fala em demência, muita gente pensa imediatamente em Alzheimer. Isso acontece porque o Alzheimer é, de fato, a forma mais conhecida e uma das mais frequentes. Mas existem outras demências importantes e que, muitas vezes, começam de um jeito bem diferente”, explica expert.

Getty ImagesHomem idoso, close-up dos olhos azuis - Metrópoles - declínio cognitivo
Demência e Alzheimer podem se manifestar com esquecimento, mas esse não é o primeiro sintoma das condições

Enquanto toda doença de Alzheimer causa demência, nem toda demência é Alzheimer.

Enfermeira especializada em geriatria e gerontologia, Júlia Godoy explica que a tem demência diferentes causas e origens — são pouco mais de 140 tipos conhecidos. “Entre as demências menos conhecidas estão a demência frontotemporal, a demência com corpos de Lewy e a demência vascular”, cita.

Como diferenciar o Alzheimer de outras formas de demência

doença de Alzheimer costuma se manifestar na dificuldade em aprender e guardar informações novas. “A pessoa repete perguntas, esquece recados recentes, perde objetos com frequência e passa a ter mais dificuldade para acompanhar conversas ou tarefas do dia a dia”, explica a neuropsicóloga.

Em outros tipo de demência, como a com corpos de Lewy, o começo pode envolver oscilações na capacidade de atenção, com alucinações visuais bem definidas e sintomas motores parecidos com os do Parkinson, como rigidez e lentidão.

MediaProduction / Getty ImagesIlustração colorida em tons de azul em tela preta, que desenha os nervos do cérebro humano - IMC alto está associado a maior risco de demência, aponta estudo - Metrópoles
No Brasil, a demência vascular está entre as mais prevalentes, ao lado do Alzheimer

Na demência frontotemporal, os primeiros sintomas frequentemente aparecem no comportamento, na personalidade ou na linguagem.

Júlia Godoy destaca que o paciente pode se tornar mais impulsivo, perder o filtro social e mais ficar apático.

“Esses sintomas relacionados a mudanças comportamentais ou dificuldade de linguagem, por exemplo, são frequentemente confundidos com depressão, estresse ou envelhecimento natural”, destaca a especialista.

Diagnóstico precoce preserva a qualidade de vida do idoso

Independentemente do tipo de demência, o diagnóstico precoce é a chave para que o paciente consiga atrasar o desenvolvimento de sintomas e preservar a qualidade de vida a medida que as doenças neurodegenerativas avançam.

Kateryna Kon / Getty ImagesIlustração do cérebro humano - Metrópoles.
O atraso no diagnóstico da demência afeta diretamente a possibilidade de intervenções que preservem a autonomia e o bem-estar dos pacientes.

“Mesmo quando não há cura, identificar cedo o tipo de demência ajuda a organizar melhor o cuidado, orientar a família, adaptar a rotina, reduzir riscos e escolher estratégias mais adequadas para cada caso. Isso pode melhorar muito a qualidade de vida do paciente e também de quem cuida”, garante a neuropsicóloga Vanessa Bulcão.

 

O Universo sempre despertou fascínio. Entre estrelas, nebulosas e galáxias, os cientistas continuam revelando novos objetos cósmicos e partes cada vez mais antigas da história do cosmos.

Estimativas baseadas em imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble indicam que podem existir mais de 1 trilhão de galáxias no Universo observável. Mas como os cientistas conseguem detectar objetos tão distantes.

Como as galáxias são encontradas?

Detectar galáxias extremamente distantes exige observar o Universo em diferentes tipos de radiação, e não apenas na luz visível.

“O Universo emite radiação em várias frequências do espectro eletromagnético, e cada faixa revela um tipo de informação”, diz o astrofísico Adam Smith Gontijo, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB).

Por isso, os astrônomos analisam o cosmos em diversas partes do espectro, como ondas de rádio, micro-ondas, infravermelho, ultravioleta, raios X e raios gama.

Regiões muito energéticas costumam emitir radiação em faixas como ultravioleta ou raios X. Já estruturas mais frias, como nuvens de gás e poeira, aparecem com mais clareza em observações no infravermelho ou no rádio. Outro fenômeno essencial para identificar galáxias muito antigas é o chamado redshift, ou desvio para o vermelho.

“No caso das galáxias muito antigas, a expansão do Universo faz com que a luz emitida por elas chegue até nós ‘esticada’, deslocada para o vermelho”, explica Gontijo.

Como o espaço está em expansão, a luz emitida por galáxias distantes percorre bilhões de anos até chegar à Terra. Durante essa viagem, o comprimento de onda se alonga e tende a aparecer em frequências mais avermelhadas do espectro.

Telescópios sensíveis ao infravermelho, como o James Webb, são especialmente importantes nesse processo, pois conseguem detectar essa radiação vinda das galáxias mais distantes.

Além das imagens, os astrônomos utilizam a espectroscopia, técnica que analisa a luz emitida pelos objetos para identificar sua composição química e estimar sua distância.

O que significa “olhar para o passado”?

Observar o espaço é, na prática, observar o passado do Universo. Isso acontece porque a luz leva tempo para percorrer grandes distâncias.

“O Sol está a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra. A luz dele leva aproximadamente oito minutos para chegar até nós”, explica o astrônomo Adriano Leonês, pesquisador da Universidade de Brasília.

Quando olhamos para o Sol, portanto, vemos a estrela como ela era oito minutos antes. O mesmo acontece com outros objetos celestes. A estrela mais próxima do Sistema Solar, Alfa Centauri, está a cerca de quatro anos-luz de distância. A luz que vemos hoje saiu de lá há quatro anos.

No caso de galáxias extremamente distantes, essa diferença pode chegar a bilhões de anos.

“Por esse motivo dizemos que observar o céu é literalmente fazer uma viagem no tempo, nesse caso ao passado das estrelas”, destaca Leonês.

Como telescópios e métodos medem distâncias no Universo

Para determinar distâncias tão grandes, os astrônomos utilizam diferentes métodos, que variam de acordo com a escala do objeto observado. Em regiões relativamente próximas, uma técnica comum é a paralaxe, que mede pequenas mudanças aparentes na posição das estrelas conforme a Terra se move em sua órbita.

Para distâncias maiores, entram em cena estrelas especiais chamadas Cefeidas e também as supernovas do tipo Ia. Os objetos funcionam como marcadores cósmicos porque possuem brilho conhecido, o que permite calcular sua distância.

Grande parte dessas descobertas depende também de telescópios cada vez mais avançados. Entre os instrumentos mais importantes atualmente estão os telescópios espaciais Hubble e James Webb, além da missão Gaia.

dima_zel/Getty ImagesIlustração colorida do Telescopio James Webb - Metrópoles
Atualmente, o telescópio James Webb é mais poderoso em funcionamento

Observatórios instalados na Terra, como os telescópios do Observatório Europeu do Sul e os telescópios Gemini, também contribuem para essas observações.

“Até mesmo a astrofotografia amadora pode ajudar na localização de galáxias e no processamento de dados obtidos por grandes instrumentos”, aponta Leonês.

O que essas descobertas revelam sobre o Universo

A observação de galáxias muito antigas ajuda os cientistas a entender como o Universo evoluiu ao longo do tempo.

Segundo Gontijo, as descobertas mostram como o cosmos passou de um estado inicial simples, formado principalmente por hidrogênio e hélio, para um ambiente cheio de estrelas, galáxias, planetas e elementos químicos mais complexos.

Ao estudar essas galáxias primordiais, os astrônomos investigam quando surgiram as primeiras estrelas e como a matéria começou a se organizar em grandes estruturas.

Em alguns casos, os telescópios modernos conseguem observar galáxias que existiam apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.

Um exemplo recente identificado pelo telescópio James Webb é a galáxia JADES-GS-z14-0, considerada atualmente uma das mais distantes já observadas.

Cada nova descoberta contribui para ampliar o conhecimento sobre a origem e a evolução do Universo. A observação de galáxias muito distantes permite estudar fases cada vez mais antigas da história cósmica.

A ansiedade noturna é uma queixa cada vez mais comum nos consultórios. Muitas pessoas relatam que conseguem passar o dia relativamente bem, mas, ao deitar, a mente acelera, o corpo entra em alerta e o sono simplesmente não vem. O fenômeno tem explicação, e envolve desde alterações biológicas até hábitos do dia a dia.

Segundo o psiquiatra Bruno Pascale, que atende no Rio de Janeiro, há uma relação direta entre sono desregulado e o aumento da ansiedade nesse período. “Quando dormimos mal, o cortisol noturno aumenta e isso interfere na arquitetura do sono, favorecendo a ansiedade principalmente no início ou no fim da noite”, afirma.

Durante a noite, o corpo deveria entrar em estado de repouso, com redução da atividade cerebral e equilíbrio hormonal. Mas isso nem sempre acontece. Alterações no chamado ritmo circadiano, o “relógio biológico”, podem desorganizar esse processo.

O psiquiatra Adiel Rios, que atende em São Paulo, explica que a exposição à luz artificial e o uso de telas à noite confundem o cérebro. “Quando você usa o celular à noite, o cérebro entende que ainda é dia, atrasando a melatonina e mantendo o organismo em estado de alerta”, diz.

Esse desajuste faz com que o corpo permaneça ativado justamente no momento em que deveria desacelerar, favorecendo o surgimento da ansiedade noturna.

Quando a mente ganha espaço

Além dos fatores biológicos, há um componente psicológico importante. Durante o dia, distrações como trabalho, estudos e interações sociais ocupam a mente. À noite, esse “silêncio” mental abre espaço para preocupações acumuladas.

A psicóloga Daisy Cangussú, que atende em São Paulo, explica que esse processo é comum. “À noite, há menos estímulos externos, e a mente passa a processar preocupações acumuladas, o que aumenta a ativação emocional e dificulta o sono”, afirma.

Esse ciclo pode se intensificar rapidamente: quanto mais a pessoa percebe que não está conseguindo dormir, maior fica a ansiedade, criando um efeito de retroalimentação.

O ciclo que piora a ansiedade

A privação de sono não é apenas consequência, mas também causa do problema. Dormir mal altera o funcionamento do cérebro, aumentando a resposta ao estresse e reduzindo a capacidade de controle emocional.

Pascale alerta que esse processo pode virar um ciclo difícil de quebrar. “A falta de sono intensifica a ansiedade, aumenta sintomas como taquicardia e tensão e leva a um ciclo vicioso que compromete o rendimento e a qualidade de vida”, explica.

Além disso, hábitos comuns, como consumo de cafeína à noite, uso excessivo de telas e procrastinação, contribuem para manter o cérebro em estado de alerta.

Quando é hora de buscar ajuda

ansiedade noturna pontual pode ser normal, especialmente em momentos de estresse. O problema começa quando ela se torna frequente, intensa e passa a afetar o dia seguinte.

Entre os principais sinais de alerta estão dificuldade constante para dormir, sintomas físicos como coração acelerado e impacto no desempenho profissional ou acadêmico. Nesses casos, o tratamento pode envolver mudanças de hábitos, psicoterapia e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico.

Entender a ansiedade noturna é o primeiro passo para controlá-la. Mais do que um incômodo passageiro, ela pode ser um sinal de que o corpo e a mente estão fora de equilíbrio — ignorar isso tende a piorar o problema.

Um homem de 33 anos foi preso em flagrante, nessa quinta-feira (23/4), por agredir a ex-mulher e matar um cachorro pisoteado no meio da rua, em Novo Horizonte, Cariacica (ES).

Segundo a Polícia Militar, a equipe policial foi acionada logo após as agressões. Ao perceber a chegada dos policiais, o homem fugiu para a casa da ex-companheira e tentou invadir o imóvel. Também fez ameaças contra ela e o filho do casal, de 9 anos.

“Diante da situação, os militares adentraram o imóvel e visualizaram o suspeito descendo do terraço portando uma faca. Foram dadas ordens para que largasse a arma, as quais não foram acatadas, passando o indivíduo a avançar contra a equipe. Para cessar a injusta agressão, os militares efetuaram disparos em direção aos membros inferiores. O suspeito foi atingido, desarmado e socorrido imediatamente ao hospital”, informou a Polícia Militar.

À coluna, a Polícia Civil informou que a ocorrência foi entregue na Delegacia Regional de Cariacica. “Ele será encaminhado para o Centro de Triagem, localizado no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, assim que receber alta médica.”

O suspeito foi autuado em flagrante por lesão corporal qualificada, violação de domicílio, ameaça qualificada, ambos na forma da Lei Maria da Penha e, por maus-tratos a animais.

 

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou, nesta sexta-feira (24/4), a retomada do uso de injeções letais em execuções federais e informou que também passará a adotar o fuzilamento como método para condenados à pena de morte.

A medida foi divulgada pelo Departamento de Justiça, que afirmou cumprir uma determinação do presidente Donald Trump para acelerar e ampliar a aplicação desse tipo de punição.

Em 2024, o país chegou a utilizar, de forma inédita, a morte por asfixia como alternativa. Esse método, porém, foi alvo de críticas e denúncias por causar sofrimento intenso, comparado a tortura por órgãos como a ONU.

No comunicado, o Departamento de Justiça classificou a análise feita durante o governo anterior, de Joe Biden, como “profundamente falha”.

“O governo anterior falhou em seu dever de proteger o povo americano, ao se recusar a buscar e aplicar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”, disse o procurador-geral interino, Todd Blanche.

Na prática, a nova diretriz federal deve servir como referência, já que a pena de morte nos Estados Unidos é aplicada de forma descentralizada, com regras que variam por estado. Em 2025, por exemplo, um condenado foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul devido à falta de medicamentos necessários para a injeção letal.

Morte por injeção letal

A execução por injeção letal é um dos métodos previstos na legislação penal dos Estados Unidos para cumprir a pena de morte, prática adotada por dezenas de países ao redor do mundo.

Apesar disso, diversos estados norte-americanos haviam suspendido temporariamente o uso desse procedimento. A interrupção ocorreu tanto por disputas judiciais quanto por uma moratória estabelecida durante o governo Biden.

A decisão foi baseada em estudos que indicavam que o método poderia causar dor intensa e sofrimento desnecessário aos condenados, levantando questionamentos sobre a aplicação, do ponto de vista humanitário e legal.

A deficiência de dopamina em uma região importante do cérebro pode contribuir diretamente para a perda de memória na doença de Alzheimer, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (23/4) na revista Nature Neuroscience.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e investigou como alterações químicas cerebrais interferem no funcionamento dos circuitos responsáveis pelas lembranças.

Os autores observaram que a redução da dopamina no córtex entorrinal prejudicou a comunicação entre neurônios e comprometeu tarefas relacionadas à memória em modelos experimentais da doença. Quando a sinalização foi restaurada, houve melhora no desempenho cognitivo.

O que é a dopamina e por que ela importa

dopamina é um neurotransmissor, substância usada pelas células nervosas para trocar informações. Ela costuma ser lembrada por participar de sensações de recompensa e motivação, mas também atua em atenção, aprendizado e formação de memórias.

No Alzheimer, a perda progressiva da memória é um dos sinais mais conhecidos. O novo estudo indica que parte do problema pode estar relacionada não apenas ao acúmulo de proteínas anormais no cérebro, mas também ao desequilíbrio de mensageiros químicos importantes.


Sintomas comuns do Alzheimer


A área do cérebro analisada

Os pesquisadores concentraram a investigação no córtex entorrinal, região que ajuda a conectar diferentes áreas cerebrais ao hipocampo, estrutura essencial para armazenar e recuperar memórias.

Alterações nessa área costumam surgir nas fases iniciais do Alzheimer, motivo pelo qual ela é considerada estratégica para entender o avanço da doença.

Ao analisar modelos laboratoriais, a equipe identificou queda relevante da atividade dopaminérgica no local. Com menor estímulo químico, neurônios ligados à memória passaram a responder de forma menos eficiente.

Na etapa seguinte, os cientistas aumentaram a sinalização de dopamina no córtex entorrinal por métodos experimentais. O resultado foi a melhora da atividade neural e do desempenho em testes de memória.

Para os autores, a descoberta sugere que circuitos cerebrais ainda podem responder positivamente quando a comunicação química é recuperada, principalmente em fases iniciais.

O que muda na prática

A pesquisa não significa que medicamentos usados para elevar dopamina já devam ser empregados rotineiramente contra o Alzheimer. Ainda serão necessários estudos clínicos em humanos para confirmar segurança, eficácia e quais pacientes poderiam se beneficiar.

Mesmo assim, o trabalho amplia a compreensão sobre a doença ao mostrar que o declínio cognitivo pode envolver mecanismos além das proteínas beta-amiloide e tau, frequentemente associadas ao Alzheimer.

O estudo reforça que preservar a memória pode depender também do equilíbrio entre os neurotransmissores cerebrais. Se os achados forem confirmados em pessoas, estratégias voltadas à dopamina poderão se tornar mais uma frente de tratamento para retardar sintomas e preservar a autonomia dos pacientes.

Uma nova pesquisa ajuda a explicar por que o corpo de pessoas com diabetes tipo 2 tem dificuldade para controlar os níveis de açúcar no sangue. O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, e publicado na revista científica Nature Metabolism nesta sexta (24/4).

Os cientistas analisaram células do pâncreas, órgão responsável por produzir hormônios que regulam a glicose. A descoberta mostra que, em pessoas com diabetes tipo 2, elas apresentam mudanças internas que podem prejudicar a produção de insulina e contribuir para o descontrole do açúcar no sangue.

Diabetes, glicose e genes

Dois tipos de células foram o foco da pesquisa: as beta e as alfa. As células beta produzem insulina, hormônio que ajuda a retirar o açúcar do sangue e levá-lo para dentro das células, onde ele é usado como energia. Já as células alfa produzem glucagon, que faz o movimento contrário: ele ajuda a aumentar a glicose no sangue quando o corpo precisa de energia, como em períodos de jejum.

Em pessoas saudáveis, essas duas funções trabalham em equilíbrio. Na diabetes tipo 2, esse sistema começa a falhar.

Os pesquisadores observaram que as células responsáveis por controlar a glicose tinham alterações em uma espécie de “sistema de comando” do DNA. Embora quase todas as células do corpo tenham o mesmo DNA, elas não usam todos os genes ao mesmo tempo. Cada tipo de célula ativa apenas os genes necessários para cumprir sua função.

Esse controle é feito pelo chamado epigenoma, que funciona como um conjunto de marcações que diz quais partes do DNA devem ser usadas, desligadas ou ativadas com mais intensidade. No estudo, os cientistas perceberam que essas marcações estavam diferentes nas células de pessoas com diabetes tipo 2. As mudanças podem afetar genes importantes para a produção de insulina e glucagon.

Importância do estudo

principal importância da descoberta é mostrar que a diabetes tipo 2 não envolve apenas uma falha geral do organismo em lidar com a glicose. A doença também pode estar ligada a mudanças específicas dentro das células que deveriam controlar esse processo

Segundo os pesquisadores, esse mapeamento ajuda a entender melhor por que as células beta, responsáveis pela insulina, perdem eficiência na diabetes tipo 2.

“Isso tornou possível, pela primeira vez, descrever padrões epigenéticos detalhados e específicos de cada tipo celular. O estudo mostra que muitos genes centrais para a produção de insulina e glucagon são regulados por diferenças na metilação do DNA”, afirmou a professora Charlotte Ling, autora principal do estudo.

Uma das descobertas envolveu uma proteína chamada ONECUT2. Ela apareceu em níveis mais altos nas células beta de pessoas com diabetes tipo 2. Quando essa proteína estava elevada, as células tiveram mais dificuldade para produzir energia e liberar insulina corretamente.

Na prática, isso pode ajudar a explicar por que, com o tempo, algumas pessoas com a diabetes tipo 2 passam a produzir menos insulina. Ainda não há um tratamento pronto a partir dessa descoberta. O estudo é uma etapa inicial, feita para entender melhor o funcionamento das células e da doença.

“Agora queremos entender quais dessas alterações podem, de fato, ser revertidas e se isso pode ajudar as células beta a recuperar sua função na diabetes. Um aspecto fundamental é verificar se os efeitos da edição da metilação do DNA podem ser mantidos na célula ao longo do tempo”, concluiu Charlotte.

A diabetes tipo 2 ocorre quando o organismo não consegue usar bem a insulina ou passa a produzir o hormônio em quantidade insuficiente. Com isso, a glicose se acumula no sangue, aumentando o risco de complicações no coração, rins, olhos e nervos.

O pâncreas tem células especializadas que funcionam como sensores da glicose. Quando o açúcar sobe depois de uma refeição, elas ajudam o corpo a reduzir esse nível. Quando o açúcar cai, elas também participam do processo para evitar uma queda excessiva.

Você se lembra do 3I/Atlas? A passagem do cometa mexeu com a comunidade científica e até com o público em geral devido à quantidade de teorias em volta de sua origem – a mais curiosa delas é de que era um objeto alienígena. Posteriormente, todas as principais agências espaciais, incluindo a Nasa, refutaram essa possibilidade e confirmaram ser um corpo interestelar.

No entanto, a investigação não parou por aí. Aproveitando a aproximação do cometa com Marte e a Terra, cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, observaram e descobriram mais detalhes sobre sua origemSegundo eles, o 3I/Atlas nasceu em um lugar frio, isolado da galáxia e onde o sistema solar nem tinha se formado ou estava em seu início.

A descoberta liderada pelos pesquisadores norte-americanos veio através do observatório Alma, localizado no deserto do Atacama, no Chile. Os resultados foram publicados na revista Nature Astronomy nessa quinta-feira (23/4).

Gelado: 3I/Atlas se formou em ambiente frio

Para localizar mais detalhes de sua origem, os pesquisadores estudaram a composição da água existe no cometa. A análise mostrou algo incomum: haviam níveis altos de deutério, um tipo de hidrogênio mais pesado. Ao mesmo tempo, a descoberta intrigante trouxe respostas.

De acordo com a equipe, o achado aponta que o 3I/Atlas saiu de um lugar com frio considerável e possivelmente antes mesmo do sistema solar se formar. Estima-se que a estrela hospedeira do sistema de onde veio o cometa pode ter sido mais sozinha, o que gerou o menor aquecimento do objeto e mais condições geladas.

“O elevado enriquecimento de deutério indica água que se formou em condições mais frias e menos irradiadas, e a partir de material menos processado termicamente, o que é consistente com uma origem em um sistema planetário que se formou sob condições físicas e químicas diferentes das nossas”, escreveram os autores no artigo.

Apesar do avanço, ainda não se sabe o local exato de onde surgiu o 3I/Atlas. Após passar por Júpiter em março, atualmente, o cometa errante segue seu caminho de saída do nosso Sistema Solar em uma velocidade de cerca de 220 mil km/h.

3I/Atlas: estudo descobre de onde veio o famoso cometa - destaque galeria
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Fenômeno pode permitir o primeiro registro direto de um cometa interestelar por espaçonaves humanas

Simulações indicam que a cauda do 3I/ATLAS pode cruzar a rota de duas sondas espaciais em 2025
Gráfico ilustra o percurso do cometa 3I/ATLAS

A chegada da menopausa traz grandes transformações e, com elas, sintomas que podem balançar a rotina de qualquer mulher.

O desejo por um alívio imediato é real, mas é aí que mora o perigo.

No meio de tanta informação, é fácil cair no “conto do vigário” de tratamentos milagrosos que prometem o fim dos problemas da noite para o dia.

Por isso, o Dr. Luiz Augusto Júnior, médico e fundador do Instituto Amare explica as principais verdades e mentiras sobre as curas rápidas que circulam por aí. Confira o guia para não errar no seu tratamento!

1. Estradiol e progesterona funcionam para todas as mulheres?

MENTIRA. Muita gente acredita que basta tomar esses hormônios para tudo voltar ao normal.

Porém, a reposição hormonal não é uma fórmula mágica universal. O que funciona para sua amiga pode não ser o ideal para você.

“O que define a conduta ideal é o contexto. Em que fase você está. Quais sintomas você tem. Seu histórico. Seus exames. Ou seja, não existe receita pronta”, explica o Dr. Luiz Augusto.

O acompanhamento médico é indispensável para traçar a rota correta.

2. O famoso chá de amora ajuda mesmo?

VERDADE, mas com ressalvas importantes. O chá de amora é sim um queridinho da saúde feminina e possui propriedades ótimas.

Ele é uma excelente fonte de antioxidantes e nutrientes que ajudam a amenizar o desconforto.

Contudo, o médico alerta: ele não tem o poder de regular os hormônios. “O chá de amora pode ser um aliado, mas não substitui a reposição hormonal”, afirma o especialista.

Em casos de menopausa cirúrgica, onde os sintomas são mais agressivos, o chá sozinho dificilmente dará conta do recado.

3. O implante hormonal é melhor que o gel?

DEPENDE. Aqui, a palavra de ordem é adaptação. O gel costuma ser mais acessível e permite ajustar as doses de forma simples.

Em contrapartida, ele exige uma disciplina rigorosa de aplicação diária para funcionar. Já o implante tem outras vantagens.

“O implante oferece liberação contínua, absorção mais eficiente e resultados mais consistentes, com comodidade total”, explica o Dr. Luiz Augusto.

A escolha entre um e outro deve considerar o seu estilo de vida e a orientação do seu médico.

4. Dá para confiar apenas em “curas naturais milagrosas”?

MENTIRA. Esse é o lado mais perigoso do mercado da menopausa.

Muitos produtos naturais vendidos como “cura” não possuem comprovação científica. Em vários testes, o efeito não passa de um placebo.

A reposição hormonal, quando bem indicada, costuma ser muito mais eficiente.

Ela combate diversos sintomas ao mesmo tempo e previne problemas graves no futuro, como a osteoporose.

Lembre-se: o natural é ótimo como complemento, mas nunca deve substituir um tratamento médico sério.

Dicas para passar pela menopausa com leveza:

Informação é poder

A menopausa é uma fase natural da vida, mas não precisa ser um sofrimento.

Fugir de tratamentos milagrosos e buscar ajuda especializada é o primeiro passo para retomar o controle do seu corpo.

Cuide-se com responsabilidade e aproveite essa nova etapa com muito mais astral e saúde!

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