
A apendicite é uma inflamação do apêndice, pequena estrutura localizada no início do intestino grosso, e pode evoluir rapidamente para quadros graves se não tratada. Os sintomas costumam começar de forma discreta, o que faz muita gente ignorar os sinais iniciais.
O sintoma mais comum da apendicite é a dor abdominal. No início, ela costuma ser difusa, aparecendo na região do umbigo ou na parte superior do abdômen.
De acordo com o gastroenterologista Antonio Hirt, da plataforma Doctoralia, esse quadro inicial pode confundir. “A dor vem acompanhada de náuseas, perda de apetite e, às vezes, febre baixa, o que pode ser confundido com gastrite ou gastroenterite”, explica.
Com o passar das horas, a dor tende a migrar para o lado inferior direito do abdômen, característica clássica da doença, embora não obrigatória.
Nem sempre a apendicite se apresenta da mesma forma. A posição do apêndice pode variar dentro do abdômen, alterando a localização da dor.
Em alguns casos, o desconforto pode surgir em regiões diferentes, como próximo à bexiga ou até na parte superior do abdômen. Além disso, outros sintomas podem aparecer:
Essa variação dificulta o diagnóstico, principalmente nas fases iniciais.

Os sintomas da apendicite também mudam conforme o perfil do paciente. Segundo o cirurgião geral Lucas Alceu, do Hospital Brasília Águas Claras, o quadro clássico é mais comum em homens.
“Nas mulheres, a dor pode se confundir com problemas ginecológicos, como cistos ovarianos ou gravidez ectópica, o que exige uma avaliação mais cuidadosa”, afirma.
Já nas crianças, o diagnóstico tende a ser mais difícil. Elas podem apresentar irritação, dificuldade para localizar a dor e evolução mais rápida do quadro.
A apendicite pode evoluir para complicações graves, como perfuração do apêndice e infecção generalizada. O tempo de evolução varia, podendo se agravar em 24 a 48 horas ou ao longo de alguns dias. Por isso, dor abdominal persistente, que não melhora com analgésicos simples, deve ser investigada.
“Se a dor é contínua e foge do padrão habitual, o ideal é procurar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce evita complicações graves”, alerta Alceu.
Embora existam casos específicos de tratamento com antibióticos, a cirurgia ainda é considerada o padrão-ouro para a apendicite, garantindo resolução definitiva do problema.
Ignorar os sintomas pode transformar um quadro simples em uma emergência médica, e é justamente isso que torna a atenção aos sinais tão importante.
Parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemoraram a derrubada do veto do mandatário ao PL da Dosimetria para os condenados pelos atos do 8 de Janeiro. Foram 318 votos favoráveis na Câmara e 49 no Senado. Assista:
Entre os que mais celebraram a ocasião e receberam cumprimentos está o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a derrubada do veto, abre-se caminho para redução de pena do ex-mandatário, que encontra-se em prisão domiciliar após condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025.
Na atual legislação, ele poderia passar para o regime semiaberto somente em 2033. Com a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, Bolsonaro poderá reduzir o tempo de reclusão para três anos e três meses.
Comer bem pode ajudar o sistema imunológico a reagir melhor a infecções. Um novo estudo publicado na revista Nature nessa quarta-feira (29/4) indica que certas células de defesa do organismo funcionam com mais eficiência depois de uma refeição.
A pesquisa analisou como a alimentação influencia o comportamento das chamadas células T, um tipo de glóbulo branco responsável por coordenar parte importante da resposta imunológica. As células ajudam o corpo a reconhecer e combater vírus, bactérias e outras ameaças.
Os experimentos foram feitos com camundongos e também com amostras de sangue humano. De acordo com os resultados, após a alimentação, essas células conseguem acessar energia e nutrientes com mais facilidade, o que aumenta sua capacidade de reagir a infecções.
Segundo o imunologista Greg Delgoffe, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, os dados sugerem que o momento da alimentação pode influenciar a eficiência do sistema imune.
“Não costumamos perguntar quando foi a última vez que você comeu e o que você comeu. Mas isso pode fazer uma grande diferença na eficácia das células T”, disse o pesquisador à Nature.
Para entender o efeito da alimentação, os pesquisadores coletaram sangue de voluntários antes da primeira refeição do dia e novamente cerca de seis horas depois, período em que os participantes podiam comer normalmente.
Em seguida, os cientistas analisaram o metabolismo das células T presentes nessas amostras. Eles observaram que, após as refeições, as células conseguiam absorver melhor açúcares e outros nutrientes necessários para o processo de ativação.
Esse processo exige muita energia. Quando estão bem abastecidas, as células T conseguem se multiplicar com mais facilidade e responder de forma mais rápida a ameaças.
Experimentos com camundongos mostraram resultados semelhantes. Nos animais alimentados, as células T proliferaram mais facilmente e ofereceram maior proteção contra infecções.
Os cientistas também observaram efeitos duradouros em um tipo específico de célula T conhecido como célula de memória. Essas células fazem parte da proteção de longo prazo do sistema imunológico, pois se multiplicam rapidamente quando encontram novamente um agente infeccioso já reconhecido pelo organismo.
Nos camundongos que se alimentaram, as células de memória apareceram em maior quantidade e mantiveram alta atividade metabólica por semanas ou até meses.
Os resultados também podem ter implicações para tratamentos médicos. Em testes realizados pela equipe, células usadas em terapias imunológicas contra o câncer mostraram atividade maior quando foram obtidas de pessoas que haviam se alimentado.
Agora, os pesquisadores querem investigar se determinados tipos de dieta ou nutrientes específicos podem intensificar esse efeito. A ideia é entender se a alimentação pode ser usada para melhorar a resposta do organismo a vacinas, terapias imunológicas e infecções.
Os baixos níveis de açúcar no cérebro podem interferir diretamente na formação de neurônios e na construção das conexões cerebrais. Parte desse processo depende da mielina — camada que protege os neurônios e garante a comunicação rápida entre as células nervosas. A descoberta, publicada na revista Nature Neuroscience, indica que a glicose não serve apenas como combustível, mas também atua como um sinal que orienta o desenvolvimento cerebral.
O estudo mostra que, durante as fases iniciais da vida, a glicose ajuda a regular o comportamento de células progenitoras de oligodendrócitos, conhecidas como OPCs. Essas células podem seguir dois caminhos: continuar se multiplicando ou amadurecer e se transformar em oligodendrócitos, responsáveis pela produção da mielina.
A mielinização começa ainda antes do nascimento e segue até a vida adulta, sustentando etapas importantes do desenvolvimento, como sentar, engatinhar, andar e falar.
Para entender como esse processo ocorre, os cientistas mapearam os níveis de glicose em cérebros de camundongos em desenvolvimento. Eles observaram que a quantidade de açúcar varia conforme a região cerebral e ao longo do tempo.
Nas áreas com níveis mais altos de glicose, havia mais células progenitoras em divisão. Já nas regiões com menor quantidade, as células começavam a amadurecer e a formar oligodendrócitos produtores de mielina.
Os pesquisadores também identificaram que esse mecanismo depende de uma enzima chamada ACLY, responsável por transformar a glicose em moléculas que ativam genes ligados à multiplicação celular. Sem essa enzima, as células perdem parte da capacidade de se dividir, o que pode comprometer temporariamente a formação da mielina.
Segundo os autores, esse funcionamento ajuda a explicar por que a mielina se forma em momentos diferentes em regiões distintas do cérebro. A glicose não apenas alimenta as células, mas também ajuda a definir quando elas devem se multiplicar ou iniciar a formação da mielina.
Os resultados podem ter implicações importantes para o desenvolvimento cerebral. A fase analisada nos modelos animais corresponde, aproximadamente, ao período entre 32 e 40 semanas de gestação humana — um momento crítico para a formação da substância branca do cérebro.
Esse período é especialmente sensível em bebês prematuros, que podem apresentar maior risco de lesões nessa região. Segundo os autores, entender como o metabolismo influencia a formação da mielina pode abrir caminho para estratégias de suporte metabólico capazes de proteger essas células em fases vulneráveis do desenvolvimento.
A descoberta também pode contribuir para pesquisas sobre doenças marcadas pela perda de mielina, como a esclerose múltipla. Ao compreender as vias metabólicas que controlam a multiplicação das células progenitoras e o amadurecimento dos oligodendrócitos, cientistas podem buscar novas formas de estimular o reparo da mielina.
O estudo reforça que o metabolismo tem um papel ativo na construção do cérebro — e abre caminho para estratégias que possam proteger ou até recuperar a mielina ao longo da vida.
A síndrome do intestino irritável (SII) é um distúrbio funcional do sistema digestivo que afeta o funcionamento do intestino e pode provocar sintomas persistentes. Embora não cause lesões permanentes, a condição costuma trazer desconforto e pode interferir na rotina, já que as manifestações variam em intensidade e frequência ao longo do tempo.
Entre os sinais mais comuns, estão dor ou desconforto abdominal, sensação de inchaço, gases e alterações no hábito intestinal.
A coloproctologista Aline Amaro, da clínica Primazo, em Brasília, explica que os sintomas dependem do paciente. “Pode variar mais para diarreia, mais para intestino preso, ou alternando entre os dois”, diz.
De acordo com a médica, a dor abdominal costuma aparecer em forma de cólicas e muitas vezes está relacionada ao funcionamento do intestino. “O sintoma mais evidente e recorrente da condição é a dor abdominal, geralmente cólicas, que costuma ser aliviada após a evacuação”, afirma.
Alterações no funcionamento do intestino também são frequentes. Algumas pessoas apresentam episódios de diarreia, enquanto outras têm mais dificuldade para evacuar. Em muitos casos, o quadro alterna entre esses dois extremos.
Além disso, podem surgir sensação de evacuação incompleta, presença de muco nas fezes e desconforto abdominal prolongado. Os sintomas podem durar semanas ou meses e tendem a aparecer em períodos de crise seguidos de fases de melhora.
Segundo Aline, o impacto da síndrome pode ir além do desconforto físico e afetar o dia a dia dos pacientes.
“A SII costuma afetar muito a rotina, porque a pessoa passa a ter medo de comer fora, de viajar, de trabalhar longe do banheiro, ou de ter sintomas em situações de estresse”, diz.
A gastroenterologista Daniela Carvalho, da clínica Gastrocentro, em Brasília, explica que há um perfil mais comum entre os pacientes. “A SII é mais comum em mulheres, adultos jovens e pessoas com níveis elevados de estresse e ansiedade”, diz.
Apesar de a condição não causar danos permanentes ao intestino, é importante evitar o autodiagnóstico. Alguns sintomas podem ser semelhantes aos de outras doenças gastrointestinais.
“A síndrome do intestino irritável pode se confundir com condições mais graves. O que acende alerta é quando aparecem sinais como sangue nas fezes, anemia, febre, perda de peso sem explicação, diarreia que acorda a pessoa à noite, dor progressiva que não melhora, massa abdominal, ou início dos sintomas em idade mais avançada, especialmente após os 50 anos”, afirma Aline.
Nesses casos, a investigação médica é necessária. Exames laboratoriais, análise de fezes e, em algumas situações, colonoscopia podem ser indicados para descartar outras condições, como doenças inflamatórias intestinais ou câncer colorretal.
Embora seja uma condição crônica, a síndrome do intestino irritável pode melhorar com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida. O tratamento costuma envolver ajustes na alimentação e atenção a fatores emocionais, que também podem influenciar o funcionamento do intestino.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino confirmou, nesta quinta-feira (30/4), a participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026. A pouco mais de um mês do início do mundial, a ida dos iranianos ainda gerava dúvida, por conta da guerra no país.
A confirmação aconteceu durante um Congresso da Fifa, em Vancouver, no Canadá. “Para começar, gostaria de confirmar logo de início que, é claro, o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026. E, é claro, o Irã jogará nos Estados Unidos da América”, disse Infantino.
Mesmo antes da confirmação do presidente da Fifa, o Irã havia afirmado na última quarta-feira (22/4), que a Seleção estaria pronta para jogar a Copa.
Além dos conflitos contra os EUA, que tomam conta do Irã, questionamentos também eram causados por conta de Donald Trump. O presidente norte-americano afirmou anteriormente que os iranianos seriam aceitos na competição, mas levantou preocupações relacionadas à segurança da delegação.
A guerra começou em 28 de fevereiro deste ano, quando os Estado Unidos e Israel atacaram o Irã.
A seleção iraniana está no Grupo G, junto a Bélgica, Egito e Nova Zelândia. O país do Oriente Médio estreia contra os neo-zelandeses em 15 de junho.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, divulgou uma nova mensagem e desafiou os Estados Unidos, afirmando que seu país defenderá o potencial nuclear e manterá o controle sobre o Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (30/4) na rede social X, assim como na mídia estatal iraniana.
“Noventa milhões de compatriotas iranianos orgulhosos e nobres, dentro e fora do país, consideram todo o potencial identitário, espiritual, humano, científico, industrial e das tecnologias básicas e modernas — do nano e bio ao nuclear e de mísseis — como patrimônio nacional, e os defenderão, assim como defendem as fronteiras marítimas, terrestres e aéreas”, disse Khamenei, em celebração ao Dia Nacional do Golfo Pérsico.
Em outro trecho, o líder iraniano afirmou que a presença de estrangeiros no Golfo Pérsico, como os norte-americanos, é o “fator mais importante de insegurança na região”; por isso, ele previu um “futuro brilhante” na região sem os EUA — cuja atuação no conflito no Oriente Médio classificou como “fracasso humilhante”.
“Os estrangeiros que, de milhares de quilômetros de distância, semeiam a maldade na região [extensão azul do Golfo Pérsico e do Mar de Omã] não têm lugar ali, exceto no fundo de suas águas”, destacou.
A declaração do mandatário do Irã contraria duas exigências de Washington para o encerramento da guerra: a abertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) desde o começo do conflito; e o fim do programa nuclear iraniano.
Apesar da nova mensagem, Mojtaba Khamenei ainda não fez aparições públicas desde que assumiu a liderança política e religiosa do país, em 8 de março. Ele sucedeu o pai, aiatolá Ali Khamenei, assassinado pelos EUA e Israel no primeiro dia da guerra.
Segundo a mídia norte-americana, e a administração de Donald Trump, o novo líder iraniano estaria gravemente ferido após os intensos bombardeios contra o país persa; por isso, ele estaria sumido.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), a pressão alta é uma “doença democrática”. “Ataca homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres, idosos e crianças, gordos e magros, e pessoas calmas e nervosas”, publicou a entidade em um artigo. Bastante comum, a condição acomete uma em cada quatro pessoas adultas no país.
Especialista em ecocardiografia, o cardiologista Marcelo Bergamo destaca que o excesso do consumo de sal reduz a eficácia dos remédios para a condição. “A alimentação tem um papel fundamental no tratamento da hipertensão. O que se consome pode potencializar o efeito dos medicamentos ou dificultar o controle da pressão alta”, endossa o médico.
Na avaliação do cardiologista, tomar o remédio para hipertensão sem fazer ajuste na alimentação “muitas vezes não é suficiente”. Ele acrescenta que dispor de uma dieta rica em ultraprocessados favorece a retenção de líquidos, quadro que pode ser agravado por problemas cardíacos e, inclusive, aumentar a pressão arterial.
Marcelo aconselha consumir alimentos naturais, como frutas, legumes e fontes de potássio, por ajudarem no controle da pressão. O médico orienta evitar comer toranja, embutidos, industrializados, ultraprocessados, cafeína em excesso e bebidas alcoólicas antes de tomar o medicamento para o tratamento da hipertensão. As opções afetam a eficácia do remédio.

O presidente da Comissão Especial da PEC do fim da escala 6×1 na Câmara, Alencar Santana (PT-SP), se diz contrário à pressão feita por parlamentares do Congresso em torno de um dos pontos de negociação para a redução da jornada de trabalho, proposta pela PC.
O setor produtivo pressiona por desonerações ou contrapartidas econômicas para evitar prejuízos, enquanto o governo, inicialmente, resiste a compensações financeiras ou tributárias caso haja o fim da atual escala.
Em entrevista ao Contexto Metrópoles, nesta quinta-feira (30/4), o deputado disse não há motivos para uma compensação e ele questiona se não existe a possibilidade de os setores se reorganizarem para garantir o benefício ao trabalhador.
“Compensar por quê? Só por que o trabalhador terá durante a semana mais 4 horas de descanso? Só por que terá também durante a semana um dia mais de descanso? Será que os setores não têm capacidade e condições de se reorganizarem, se readaptarem e poderem dar esse benefício ao seu trabalhador?”, questionou.
Santana destaca que o Estado “não tem que intervir na economia” e que ele deve assegurar o direito ao trabalhador, que segundo ele, está pagando pelo custo do trabalho excessivo. Apesar de discordar, o deputado deixou claro que vai ouvir todos os setores e que não tem dúvidas de que o Governo fará uma reflexão sobre.
“Nós vamos ouvir com tranquilidade todos os setores, se por ventura algum tiver fundamento, não tenho dúvida que tanto o parlamento quanto o executivo, em especial, o governo do presidente Lula, vão refletir muito sobre”, afirmou.
Nos corredores do Congresso, a compensação virou o principal ponto de discordância entre os parlamentares. Enquanto a oposição insiste na possibilidade de uma volta da desoneração da folha de pagamento, governistas se posicionam contra o plano de criar uma compensação.
Como mostrou o Metrópoles, frentes parlamentares representantes do setor produtivo mudaram o tom sobre o fim da escala 6×1. Antes contrárias, agora apresentam possibilidades de compensação.
Entre as propostas, parlamentares defendem a redução da carga tributária sobre a Contribuição Previdenciária Patronal (CPP) para pequenas e médias empresas. A proposta de desoneração já é página virada nesses grupos.
Conforme a coloproctologista Aline Amaro, o supercrescimento bacteriano no intestino delgado — condição mais conhecida como SIBO — ocorre quando há um desequilíbrio no trânsito intestinal ou nos mecanismos de defesa do organismo. De acordo com a médica, o corpo dá sinais quando uma pessoa está com o quadro, que afeta o funcionamento do órgão do sistema digestório.
A especialista, que atende em Brasília (DF), explica que os sinais mais comuns do supercrescimento bacteriano no intestino delgado estão relacionados à digestão e ao funcionamento intestinal. “O indivíduo costuma relatar inchaço abdominal constante, sensação de estufamento logo após as refeições, excesso de gases e desconforto abdominal”, menciona.
Aline ressalta sobre o inchaço ser desproporcional ao que foi ingerido na alimentação, quadro que chama atenção. “Alterações no hábito intestinal também são frequentes, podendo variar entre diarreia, constipação ou até uma alternância entre os dois”, prossegue a coloproctologista. Com expertise em cirurgia a laser e robótica, a médica pontua: “Em alguns casos, o quadro vai além do intestino.”
Segundo a especialista, o indivíduo com SIBO pode apresentar cansaço, dificuldade de concentração e até deficiência de vitaminas, resultado do excesso de bactéria dentro do intestino interferir na absorção de nutrientes. “Quando esses sintomas são persistentes e impactam a qualidade de vida, é importante procurar avaliação médica para investigar corretamente e evitar que o problema se prolongue”, orienta.

Dados da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos trazem que a prevalência do supercrescimento bacteriano do intestino delgado, nas últimas décadas, foi estimada entre 2,5% e 22%. O índice aumenta com a idade e em indivíduos com comorbidades. Aline Amaro detalha que, em condições normais, o intestino delgado tem uma quantidade relativamente baixa de bactérias, diferentemente do intestino grosso.
“Quando o trânsito intestinal fica mais lento, como em casos de constipação, diabetes, uso de alguns medicamentos ou após cirurgias abdominais, esses micro-organismos podem se proliferar de forma excessiva nesse local, onde não deveriam estar em grande número”, frisa a coloproctologista. Por vezes, as bactérias presentes no intestino delgado são características da microbiota do cólon.

Apesar de muito associada a idosos, a cegueira pode se desenvolver de forma silenciosa em qualquer idade. Segundo a oftalmologista Alzira Delgado, do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo, muitas doenças começam sem sintomas.
“Muitas vezes, o paciente só percebe quando a visão já está comprometida”, explica.
Na infância, por exemplo, podem surgir tumores oculares que afetam apenas um olho e passam despercebidos. Já na adolescência, o ceratocone pode evoluir lentamente, dificultando a percepção inicial.
O oftalmologista Diogo Bezerra, da plataforma Doctoralia, reforça que doenças como glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade podem evoluir por anos sem sintomas claros.
“Esperar melhorar sozinho é um risco. Em oftalmologia, tempo é visão”, alerta o oftalmologista.
Entre as principais causas de cegueira estão doenças que afetam diretamente o nervo óptico e a retina. O glaucoma, por exemplo, é conhecido por ser uma condição silenciosa que compromete o campo visual progressivamente.
A retinopatia diabética, por sua vez, está diretamente ligada ao controle inadequado da glicemia e pode evoluir rapidamente em alguns pacientes. Já a degeneração macular afeta a visão central e pode causar distorções importantes.
Além disso, doenças sistêmicas como hipertensão e diabetes têm impacto direto na saúde ocular, muitas vezes sem sintomas iniciais evidentes.
O principal fator que leva à cegueira evitável é o comportamento do próprio paciente. Ignorar sintomas ou adiar consultas ainda é o erro mais frequente. Sinais como visão embaçada, dor ocular, olho vermelho persistente, manchas escuras ou perda de campo visual são frequentemente negligenciados.
Alzira reforça que qualquer alteração visual que dure mais de 24 horas deve ser investigada. Não buscar ajuda nesse momento pode significar perder a chance de tratamento.
A boa notícia é que muitos casos de cegueira podem ser evitados com diagnóstico precoce. Exames de rotina são fundamentais e devem começar desde o nascimento.
O acompanhamento ao longo da vida permite identificar alterações antes danos irreversíveis se instalem. Em muitos casos, há tratamento eficaz, como cirurgias, laser e medicamentos.
Mas é preciso encarar a realidade: quando o paciente percebe tarde demais, nem sempre há como recuperar a visão. Por isso, prevenção não é opcional — é a única estratégia realmente eficaz.
O rover Curiosity, robô da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), dos Estados Unidos, encontrou milhares de rochas cobertas por um padrão poligonal em Marte. À primeira vista, faz lembrar as escamas de um crocodilo ou, segundo alguns entusiastas, as de um dragão.
As imagens rapidamente chamaram a atenção tanto de internautas quanto de cientistas — não por se tratarem de formações desconhecidas, mas pela quantidade e extensão incomuns do fenômeno.
Os pesquisadores falam em “polígonos em forma de colmeia”, uma textura que, segundo explicou a cientista planetária Abigail Fraeman, já era conhecida, mas que desta vez aparece com uma densidade incomum.
“Já havíamos visto rochas com padrões poligonais como esses antes”, ela escreveu num blog da Nasa. “Mas eles não pareciam tão abundantemente presentes, estendendo‑se pelo solo por metros e metros”, acrescentou.
Kevin Gill, engenheiro de software do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, foi quem publicou na internet as primeiras fotos em cores, capturadas em 13 de abril, no Sol 4865 do calendário marciano. A agência espacial americana já tinha divulgado imagens em preto e branco alguns dias antes.
Na Terra, esses padrões costumam surgir em solos que alternam entre períodos úmidos e completamente secos. Esse vai‑e‑vem provoca tensões na superfície, que acabam fragmentando o terreno em formas geométricas.
Um efeito semelhante pode ser observado em áreas congeladas, onde variações de temperatura fazem com que o gelo interno se expanda e se contraia, gerando fraturas parecidas. Em Marte, no entanto, essas formações são muito menos comuns: o planeta deixou de ter água líquida na superfície há bilhões de anos.
A chave pode estar em outra região do planeta vermelho. Segundo o site Science Alert, em 2023 foi documentado que uma área chamada Pontours apresentava um padrão semelhante de formas hexagonais, notavelmente preservadas e com uma geometria incomumente uniforme.
De acordo com o artigo publicado então na revista Nature, o padrão não é resultado de um único episódio de umidade, mas de muitos ciclos. Quando a lama seca apenas uma vez, as rachaduras tendem a se cruzar, formando ângulos simples.
Mas, se esse processo se repete diversas vezes, acredita‑se que as fraturas possam se reorganizar, conectar‑se entre si e formar estruturas mais complexas, que tendem a assumir configurações próximas ao hexágono. Isso sugere a possível existência de condições sazonais ou cíclicas no passado de Marte, com variações de umidade cujas marcas ficaram preservadas na rocha ao se solidificar.
A cratera marciana de Antofagasta poderia se encaixar nesse mesmo cenário, embora ainda não haja evidências suficientes para confirmá‑lo. A extensão do padrão parece maior do que em Pontours. Além disso, pequenas cristas elevadas sugerem que o processo não foi exatamente o mesmo — ou que as rochas estavam em outra fase quando se endureceram.
Uma possível explicação é que, com o passar do tempo, certas fissuras tenham sido preenchidas por minerais mais resistentes do que o material ao redor. À medida que a superfície se erodiu, essas áreas endurecidas teriam ficado em relevo, desenhando as formas hoje observadas pelo Curiosity.
Outra teoria mencionada no artigo da Nature sugere que essas formações podem ser antigos bancos de lama rachada que passaram por ciclos de umidade e secagem entre 3,6 e 3,8 bilhões de anos atrás, quando Marte era mais quente e úmido.
Ainda assim, é cedo para afirmar que ambos os locais sejam análogos. Não se sabe se a composição mineral das rochas de Antofagasta é semelhante à de Pontours.
Por exemplo, análises naquele local revelaram uma alta concentração de sais minerais, o que sugere que as formações podem ter se originado a partir de salmouras. Ao evaporarem, elas teriam deixado depósitos sólidos.
Em resumo, os dados químicos coletados pelo Curiosity durante sua passagem pela região serão fundamentais para esclarecer se este é um fenômeno comparável ou de uma história geológica distinta.
Os pesquisadores não escolheram Antofagasta por acaso. Eles acreditam que a cratera pode conter vestígios de compostos orgânicos, ingredientes fundamentais associados à química da vida.
“Continuamos coletando muitas imagens e dados químicos que nos ajudarão a distinguir entre as diferentes hipóteses sobre como as texturas alveolares se formaram”, afirmou Fraeman.
Enquanto isso, a descoberta se soma a uma longa lista de “ilusões” marcianas. Como já aconteceu em outras ocasiões, muitas dessas formas evocativas — desde supostas “aranhas” até uma rocha com aparência de coral — não passavam de imagens criadas por um cérebro humano acostumado a identificar padrões familiares em estruturas aleatórias.
O excesso de colesterol em astrócitos — células que ajudam a proteger e sustentar o cérebro — pode piorar falhas de memória ligadas ao Alzheimer.
A conclusão é de um estudo publicado em 15 de abril na revista Nature Neuroscience, que identificou como alterações nessas células afetaram o sistema de limpeza cerebral e o desempenho cognitivo em camundongos com características da doença.
A pesquisa foi liderada por cientistas da Sun Yat-sen University e do Sun Yat-sen Memorial Hospital, ambos na china. Segundo os autores, o trabalho sugere que mecanismos ligados ao colesterol em astrócitos podem se tornar alvo de futuras terapias para fases iniciais do Alzheimer.
Astrócitos são células abundantes no cérebro e fazem parte do grupo chamado glia. Eles ajudam a nutrir neurônios, controlar o ambiente químico cerebral e participar da circulação de líquidos que removem resíduos metabólicos.
Nos últimos anos, cientistas passaram a estudar com mais atenção o papel dessas células em doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. A pesquisa foi feita com camundongos do modelo 5xFAD, amplamente usado em estudos sobre Alzheimer, por desenvolver placas de beta-amiloide e prejuízo cognitivo precoce.
Observou-se, nos animais, atividade anormalmente elevada de cálcio em astrócitos localizados no córtex pré-frontal medial, área ligada à memória, à tomada de decisões e funções cognitivas superiores.
De acordo com os autores, a hiperatividade de cálcio estimulou maior produção de colesterol dentro dos astrócitos. Na sequência, o colesterol alterou o comportamento da proteína aquaporina-4 (AQP4), importante para o fluxo de água e para o funcionamento do sistema glinfático — rede responsável por ajudar a eliminar resíduos do cérebro durante o repouso. Com a AQP4 deslocada, o sistema perdeu eficiência.
Segundo o estudo, a piora do sistema glinfático dos animais foi acompanhada por prejuízo cognitivo. Em outras palavras, os camundongos com essas alterações apresentaram desempenho inferior em testes comportamentais usados para medir a memória e a cognição.
Os cientistas puseram em prática estratégias para reduzir a produção de colesterol nos astrócitos. Entre elas, o bloqueio da enzima squalene epoxidase e o uso de atorvastatina. Após as intervenções, houve melhora da perfusão glinfática, da drenagem linfática meníngea e da performance cognitiva dos animais.
Conforme o estudo:
Os resultados vieram de experimentos em camundongos, o que exige cautela. Nem todo mecanismo observado em animais se repete da mesma forma em pessoas.
Por isso, serão necessários estudos clínicos para confirmar se controlar colesterol em astrócitos realmente pode retardar sintomas ou progressão do Alzheimer em humanos.
A doação de órgãos é um ato que pode salvar vidas mas ainda é cercado por dúvidas, mitos e falta de informação. Entender como funciona o processo, quem pode doar e quais são os cuidados envolvidos é fundamental para ampliar o número de doadores no país.
Em 2025, o Brasil bateu um recorde histórico de transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS): foram 30.986 procedimentos, um crescimento de cerca de 21% em relação a 2022. Atualmente, de acordo com a Lista de espera e transplantes realizados no país do Ministério da Saúde, 48.880 pessoas esperam por transplante de órgãos em 2026.
A maior parte das doações ocorre após o diagnóstico de morte encefálica, quando não há mais atividade cerebral. Nesse momento, a família é responsável por autorizar a retirada dos órgãos.
No país, não existe uma “fila” simples. A distribuição segue critérios técnicos, como gravidade do paciente, compatibilidade genética e condições clínicas.
Cada estado gerencia sua própria lista de espera. Quando não há receptor compatível local, o órgão é direcionado para a lista nacional, coordenada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
“O sistema brasileiro é muito confiável, com auditoria e acesso universal. Os resultados são bons, mas ainda precisamos de mais doadores. Ainda se morre esperando um órgão no Brasil”, destaca o coordenador do departamento de Transplante de Intestino da Associação Brasileira Transplante de Órgãos (ABTO), André Ibrahim David.
Não existe idade máxima para doação, o fator decisivo é a condição do órgão. Doenças crônicas ou infecções podem inviabilizar o procedimento, mas cada caso é avaliado individualmente. No Brasil, não é necessário registrar a decisão em documentos oficiais: o mais importante é comunicar a vontade à família, responsável pela autorização final.
A doação também pode ocorrer em vida, em situações específicas e com regras bem definidas, o doador precisa ser maior de idade, saudável e passar por avaliação médica criteriosa.
“Uma pessoa viva pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea, desde que isso não comprometa sua saúde. A lei permite a doação entre parentes de até quarto grau ou cônjuges, e fora desse vínculo é necessária autorização judicial”, explica o enfermeiro Tadeu Thomé, do departamento de Coordenação em Transplantes da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
Um dos medos mais comuns é se a retirada de órgãos interfere no velório. A resposta é não.
“A retirada de órgãos é feita com rigor técnico e o corpo é reconstituído, sem deformações visíveis e não interfere no velório. Hoje, a recusa familiar gira em torno de 45%, e quando a família conhece o desejo do doador, a chance de autorização é maior”, conclui enfermeiro da ABTO.
Outro ponto importante é que a equipe médica sempre prioriza salvar a vida do paciente. A possibilidade de doação só é considerada após confirmação rigorosa da morte encefálica.
Um único doador pode salvar várias vidas. Entre os órgãos e tecidos que podem ser transplantados estão:
O tempo entre a retirada e o transplante, chamado de isquemia, vai variar conforme cada órgão. O coração, por exemplo, precisa ser transplantado em até quatro horas, enquanto o rim pode ser preservado por até 48 horas.
O transplante substitui um órgão que estava em falência e pode devolver a função normal ao paciente. No entanto, o acompanhamento médico é permanente.
“O transplante cura do ponto de vista funcional, mas o paciente precisa tomar medicação para o resto da vida, para evitar rejeição”, explica David.
Segundo ele, medicamentos imunossupressores são essenciais para evitar que o organismo ataque o órgão transplantado. Caso a rejeição seja identificada precocemente, é possível reverter o quadro com ajustes no tratamento. Já a rejeição crônica pode comprometer o funcionamento do órgão.
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país está pronto para restaurar o que chamou de “supremacia militar americana no Hemisfério Ocidental”. A declaração do chefe do Pentágono aconteceu nesta quarta-feira (29/4), durante sabatina no Congresso.
Falando para deputados do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos EUA, Hegseth afirmou que o Pentágono está pronto para promover os interesses norte-americanos na região.
Além disso, o chefe do Departamento de Guerra — anteriormente chamado de Departamento de Defesa — disse que a administração de Donald Trump não vai permitir que adversários se instalem, e posicionem forças ou outras “capacidade ameaçadoras” no Hemisfério Ocidental.
“Depois de anos de negligência, os Estados Unidos restaurarão a supremacia militar americana no Hemisfério Ocidental”, declarou Hegseth aos legisladores durante audiência sobre a guerra contra o Irã.
A declaração do secretário de Guerra norte-americano se soma a outras falas, e ameaças, de autoridades dos EUA contra a região. Logo após a captura de Nicolás Maduro, chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, afirmou que a região “pertencia” aos país.
“Este é o nosso Hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, disse o chefe da diplomacia dos EUA em 4 de janeiro.
Dias depois, o Departamento de Guerra divulgou a nova estratégia de defesa do país, que deu destaque ao Hemisfério Ocidental.
É na região que está localizado Cuba, país alvo de um embargo comercial imposto por Washington há décadas — e que também tem sido ameaçado pelo governo Trump nos últimos meses.
Segundo o presidente dos EUA, o país caribenho pode ser o próximo alvo de Washington assim que a guerra com o Irã no Oriente Médio terminar.
Um novo recurso interativo da Nasa tem chamado atenção ao transformar imagens reais da Terra em algo pessoal e criativo: agora é possível “escrever” nomes usando paisagens vistas do espaço.
A ferramenta, chamada Your Name in Landsat, permite que o usuário digite qualquer palavra e veja o resultado formado por fotos de satélite que lembram letras do alfabeto.
Cada caractere é composto por elementos naturais — como rios, desertos, montanhas, geleiras e áreas costeiras — registrados ao longo de décadas pelo programa Landsat, que monitora o planeta há mais de 50 anos.

O funcionamento é simples: basta inserir o nome desejado e o sistema monta automaticamente a sequência de imagens.
Além disso, é possível explorar a origem de cada “letra”, já que a ferramenta mostra a localização exata de onde aquela paisagem foi captada, oferecendo uma experiência interativa e educativa ao mesmo tempo.
Embora muitas pessoas estejam descobrindo o recurso agora, ele faz parte de um projeto maior da Nasa para divulgar a diversidade geográfica da Terra e estimular o interesse pelo planeta.
