A desidratação nem sempre começa com sede intensa. Em muitos casos, o corpo envia sinais mais discretos, que passam despercebidos no dia a dia. Isso é comum em períodos de calor, rotina corrida ou após esforço físico.
Mesmo uma leve falta de água já impacta o funcionamento do organismo. Ela afeta energia, concentração e até a aparência da pele. Por isso, reconhecer os sinais precoces faz diferença para manter a saúde em dia.
Fadiga, dor de cabeça e urina escura são sinais de desidratação que podem surgir antes mesmo da sede - Foto: Shutterstock
1. Fadiga constante
Cansaço sem explicação pode estar ligado à desidratação. A falta de líquidos reduz o volume de sangue e dificulta o transporte de oxigênio e nutrientes. Como resultado, o corpo entra em modo de economia de energia.
Mesmo após dormir bem, a sensação de exaustão pode persistir, especialmente em dias quentes.
2. Dor de cabeça frequente
A desidratação pode provocar contração dos vasos sanguíneos no cérebro. Isso favorece o surgimento de dor de cabeça.
O sintoma costuma aparecer de forma gradual e pode piorar ao longo do dia, principalmente se a ingestão de água continuar baixa.
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3. Boca seca ou saliva espessa
A redução da produção de saliva é um dos primeiros sinais de desidratação. Nem sempre a boca parece totalmente seca, mas a saliva pode ficar mais grossa.
Esse quadro também pode causar mau hálito e desconforto ao falar ou mastigar.
4. Urina escura e em menor quantidade
A cor da urina é um indicador simples de hidratação. Tons mais escuros e menor volume ao longo do dia indicam que o corpo está retendo líquidos.
O ideal é que a urina seja clara, sinal de que a ingestão de água está adequada.
5. Tontura ou sensação de cabeça leve
A falta de líquidos pode afetar a pressão arterial. Isso é mais perceptível ao levantar rapidamente.
O resultado pode ser tontura, visão turva momentânea ou sensação de instabilidade.
6. Pele ressecada e sem viço
A pele também reflete o nível de hidratação do corpo. Quando falta água, ela tende a ficar mais opaca, áspera e com פחות elasticidade.
Esse sinal costuma aparecer junto com outros sintomas leves.
7. Dificuldade de concentração
Mesmo uma desidratação leve já afeta o cérebro. Falta de foco, raciocínio mais lento e dificuldade de atenção são sinais comuns.
Isso é frequente em longos períodos de trabalho ou estudo sem pausas para beber água.
Como evitar a desidratação no dia a dia
Manter uma boa hidratação é mais simples do que parece. Pequenas atitudes ao longo do dia já ajudam a evitar esses sintomas.
Beba água regularmente, mesmo sem sentir sede.
Aumente a ingestão em dias quentes ou durante exercícios.
Inclua alimentos ricos em água, como frutas e verduras.
Observe a cor da urina como indicador diário.
Fique atento aos sinais do corpo
A sede é um sinal tardio. Quando ela aparece, o corpo já começou a sofrer os efeitos da falta de água.
Por isso, prestar atenção em sintomas como cansaço, dor de cabeça e pele seca é essencial. Manter o hábito de beber água ao longo do dia é a forma mais simples de cuidar da saúde e garantir o bom funcionamento do organismo.
Os rumores de uma suposta crise no namoro de Virginia Fonseca e Vini Jr. ganharam novos contornos nesta segunda-feira (4/5) após uma atitude curiosa do jogador de futebol.
Mais cedo, o atleta compartilhou nos stories uma sequência de fotos e, entre elas, havia um registro em que aparecia ao lado da influenciadora. Na imagem, os dois surgiam sorridentes e abraçados.
Apagou post
Poucas horas depois, porém, o atacante do Real Madrid apagou apenas essa foto e manteve as demais publicações no ar.
A atitude movimentou fãs do casal, que passaram a apontar que o registro teria sido publicado justamente para afastar os boatos de um possível término. Com a exclusão da imagem, no entanto, as especulações ganharam ainda mais força.
Outro detalhe que chamou atenção foi o fato de Virginia não ter repostado a foto em suas redes sociais. A ausência do compartilhamento gerou estranhamento entre admiradores do casal, já que a influenciadora costuma publicar registros carinhosos ao lado do namorado.
Como começaram os rumores
O burburinho sobre um possível distanciamento entre os dois teve início no último fim de semana. Virginia, que está em Goiânia, curtiu shows ao lado de amigos e apareceu animada em vídeos compartilhados por eles.
Nas redes sociais, internautas começaram a criar teorias e apontaram que a influenciadora estaria com “energia de solteira”.
Virginia também publicou fotos dos momentos de lazer com os amigos, e a ausência de comentários do craque, que costuma marcar presença nas postagens da amada, acabou alimentando ainda mais os rumores de crise.
Astrônomos podem usar telescópios para detectar moléculas específicas nas atmosferas de planetas distantes, em nebulosas – nuvens de poeira e gás interestelar – a centenas ou milhares de anos-luz de distância, ou em galáxias além dos confins da Via Láctea.
Astrônomos detectaram mais de 350 moléculas no espaço entre e ao redor das estrelas em pouco menos de cem anos – a primeira dessas moléculas foi relatada em 1937. A cada ano, o estoque químico cósmico cresce com um número que varia de algumas poucas a algumas dezenas de novas descobertas. Muitas dessas moléculas são precursoras de biomoléculas, o que significa que podem fornecer pistas sobre as origens da vida em outras partes do Universo.
Como astroquímico, minha pesquisa gira em torno de substâncias químicas encontradas no espaço, especialmente em nuvens cósmicas distantes onde estrelas jovens nascem. Mesmo assim, as observações precisas desses telescópios nunca deixam de me surpreender.
Com essa explosão de dados de levantamentos astroquímicos, há muito com que se entusiasmar. Às vezes, porém, esse entusiasmo pode ser prematuro. Encontrar moléculas em lugares que pessoas provavelmente nunca visitarão não é tarefa fácil, então verificar e, às vezes, corrigir essas observações é um processo contínuo – especialmente para moléculas cujos sinais não são tão fortes.
“Vendo” moléculas no espaço
Os astrônomos não podem visitar planetas distantes, muito menos regiões distantes de formação estelar. Então, como eles veem o que há lá fora?
Astrônomos observam o Cosmos com telescópios que captam todos os diferentes comprimentos de onda da radiação eletromagnética. Para a astroquímica, eles normalmente usam radiotelescópios. Esses instrumentos, semelhantes a enormes antenas parabólicas, são usados para “ver” ondas de rádio, que têm comprimentos de onda muito maiores do que o olho humano pode perceber.
Quando as moléculas circulam livremente como gases no espaço, elas giram, e esse movimento libera energia na forma de fótons, ou partículas eletromagnéticas. Diferentes tipos de rotação requerem diferentes níveis de energia. Cada fóton transporta essa energia até um telescópio, que registra seu sinal. Quanto mais fótons de uma determinada energia, mais forte é esse sinal.
Se um radiotelescópio registrar todos os sinais esperados para uma determinada molécula – seu espectro –, então os astrônomos podem afirmar com segurança que detectaram essa molécula.
Por trás de cada descoberta de uma nova molécula no espaço há meses ou até anos de trabalho para capturar as “impressões digitais” de uma substância química, ou seu espectro.
Passei cerca de um ano fazendo esse tipo de trabalho na Universidade de Colônia, na Alemanha, como bolsista de pesquisa Fulbright. Lá, usei modelos computacionais de substâncias químicas de interesse astrofísico para prever como seriam seus espectros.
No laboratório, injetava as substâncias químicas em um tubo de vidro mantido sob vácuo para simular as condições do espaço. Usando instrumentos sensíveis, registrei o que um radiotelescópio veria se estivesse observando apenas aquela molécula.
Astrônomos já haviam encontrado algumas dessas moléculas no espaço, e meus colegas e eu estávamos reexaminando-as, mas também estávamos analisando moléculas que previmos que poderiam existir em algum lugar no espaço.
Trabalhei com uma equipe de cientistas para ajustar as entradas do computador repetidamente até que os espectros simulados correspondessem aos dados experimentais. Quando os espectros simulados correspondiam aos experimentos, isso significava que os espectros simulados modelavam de forma confiável como seria a “impressão digital” de uma molécula no espaço. Espectros de modelo confiáveis permitem que os astrônomos detectem características químicas em frequências além daquelas que podem ser medidas em laboratório.
Embora minhas contribuições para a equipe de Colônia não tenham levado à descoberta de uma nova molécula no espaço, passei a valorizar o trabalho de bastidores da descoberta de moléculas. As medições em laboratório são feitas com precisão para que os astrônomos possam ter confiança em suas detecções.
Quando as detecções ficam confusas
Mesmo com radiotelescópios potentes e experimentos minuciosos, porém, algumas detecções não são tão claras quanto os astrônomos gostariam que fossem. Às vezes, os sinais são muito fracos para que os astrônomos tenham total certeza de que representam as moléculas que eles acreditam que representam. Outras vezes, há muitos sinais de moléculas amontoados, fazendo com que sinais diferentes se misturem.
Cientistas detectaram moléculas relevantes para processos biológicos na Terra em cometas e nas atmosferas de outros planetas. Essas descobertas são empolgantes, mas a maioria dos cientistas age com cautela para evitar tirar conclusões precipitadas, pois essas moléculas geralmente podem existir fora dos seres vivos.
Às vezes, porém, o entusiasmo supera a cautela e leva a conclusões prematuras.
Os cientistas frequentemente ficam entusiasmados quando novas moléculas, especialmente moléculas biologicamente relevantes, estão potencialmente presentes, e querem compartilhar essas descobertas com o mundo. Alguns pesquisadores também se preocupam em ser os primeiros a publicar um novo resultado, especialmente porque muitos dados de telescópios ficam disponíveis ao público após um breve período de exclusividade.
Talvez uma das “não descobertas” mais empolgantes na astroquímica tenha sido a da glicina no espaço interestelar há mais de 20 anos. A glicina é o aminoácido mais simples, um tipo de molécula essencial para a vida como a conhecemos. Encontrar essa molécula em uma nebulosa mudaria a forma como os cientistas pensam sobre a evolução dos ingredientes da vida.
Estudos posteriores mostraram que sinais importantes estavam faltando no relatório inicial sobre a glicina. Como resultado, os astroquímicos agora concordam, em geral, que a glicina não havia sido encontrada em nebulosas de formação estelar.
Mais recentemente, outra descoberta molecular tem sido analisada: a possível detecção de fosfina na atmosfera de Vênus. Ao contrário do que aconteceu com a glicina, os cientistas ainda não chegaram a um consenso sobre se a fosfina, que está associada a alguns processos biológicos na Terra, está de fato presente em Vênus.
Os relatórios iniciais sobre a fosfina em Vênus geraram especulações sobre biosinais e evidências de vida potencial no planeta irmão da Terra, muito mais quente. Mas estudos posteriores realizados por outros cientistas não conseguiram confirmar os resultados iniciais.
Nos últimos cinco anos, os cientistas continuaram tentando confirmar ou refutar definitivamente a presença de fosfina em Vênus.
Avaliando alegações
Ao ler sobre descobertas de novas moléculas no espaço interestelar ou em outros planetas, como você pode ter certeza das detecções sobre as quais está lendo? É importante ficar atento a manchetes sensacionalistas que afirmam que sinais de vida foram encontrados em outras partes do Universo. Descobertas de moléculas que se baseiam na detecção de apenas um ou dois sinais são geralmente menos confiáveis do que aquelas baseadas em cinco ou mais sinais.
Para descobertas que sugerem indícios de vida em outros mundos, é quase certo que outros cientistas tentarão reproduzir os resultados. Se você esperar alguns meses até que o alvoroço inicial se acalme, poderá fazer uma pesquisa na web para ver quais novos resultados surgiram para apoiar — ou refutar — a alegação original.
A chegada da maturidade traz sabedoria, mas também impõe novos desafios para quem deseja manter a forma. Muitas mulheres percebem que as táticas usadas aos 20 anos já não funcionam para emagrecer agora.
O corpo passa por transformações profundas, como a queda hormonal e a perda de massa muscular. Nesta fase, a biologia exige muito mais do que apenas força de vontade ou dietas restritivas.
Foto: Reprodução/Shutterstock
Segundo o Dr. Thiago Viana, médico do esporte e nutrólogo, a estratégia é a palavra-chave atual. É preciso compreender que o organismo funciona em um ritmo diferente após as quatro décadas.
O metabolismo e a redução da massa muscular
Após os 40 anos, o gasto calórico em repouso diminui significativamente em comparação ao passado. Isso ocorre porque o corpo começa a perder músculos, que são tecidos que queimam muita energia.
O Dr. Thiago Viana esclarece que perder peso nessa fase da vida leva mais tempo. “As pessoas costumam pensar que o corpo ‘travou’, mas a demora ocorre pelo menor gasto calórico”, explica.
Uma pessoa que não muda seus hábitos alimentares pode começar a ganhar peso espontaneamente agora. Não é exagero, é apenas o reflexo de um metabolismo que opera de forma menos acelerada.
O impacto do estilo de vida na balança
O sedentarismo é um dos maiores inimigos da saúde e da composição corporal nesta etapa. Ele acelera a perda de massa magra, comprometendo a funcionalidade e a queima de gordura natural.
Além disso, o sono e o estresse desempenham papéis cruciais no processo de emagrecer com saúde. Noites mal dormidas aumentam a resistência à insulina e elevam a fome no dia seguinte.
“Estudos mostram que quem dorme pouco tende a consumir mais calorias e desejar açúcar”, diz Viana. O cortisol elevado pelo estresse também favorece o acúmulo indesejado de gordura na região do abdômen.
Estratégias alimentares para um resultado consistente
Para obter sucesso, é fundamental priorizar alimentos que ajudem a preservar a musculatura e garantam saciedade. O foco deve sair das restrições severas e migrar para escolhas inteligentes em cada refeição.
O nutrólogo Thiago Viana indica que dietas com maior teor proteico são essenciais para a proteção muscular. A substituição de carboidratos refinados por fibras melhora o controle glicêmico e evita picos de insulina.
“Trocar o pão branco por ovos e frutas melhora a saciedade e o controle do peso”, orienta. Reduzir ultraprocessados e controlar a ingestão de açúcares são passos básicos para quem busca longevidade.
O papel da musculação e dos exercícios físicos
A prática regular de atividades físicas é o pilar que sustenta qualquer tentativa de emagrecer seriamente. Nesse cenário, a musculação se destaca como a modalidade mais completa e necessária para a idade.
Ela ajuda a aumentar a taxa metabólica e protege as articulações contra o desgaste natural. O Dr. Thiago sugere uma rotina que combine força com atividades aeróbicas leves e constantes.
Realizar três sessões semanais de musculação para estimular a síntese de novas fibras musculares.
Praticar caminhadas ou cardio leve de duas a três vezes por semana para saúde cardiovascular.
Focar na execução correta dos movimentos para evitar lesões e garantir resultados sólidos.
Manter a constância, pois o resultado pode demorar mais, mas será muito mais sustentável.
Diferenças hormonais entre homens e mulheres
Existem distinções claras na forma como o corpo masculino e feminino lida com o peso. As mulheres sofrem o impacto direto da menopausa, com a queda drástica do hormônio estrogênio.
Essa mudança hormonal favorece o acúmulo de gordura centralizada, mudando a silhueta de forma rápida. Nos homens, a diminuição da testosterona reduz os músculos e aumenta a perigosa gordura visceral.
O princípio, porém, é o mesmo para ambos: quanto menos músculo, maior a dificuldade hormonal. A preservação da massa magra é o seguro de vida para manter o peso sob controle.
Dicas práticas para começar a mudança hoje
Se você deseja iniciar sua jornada de transformação, comece ajustando os pilares fundamentais do cotidiano. Pequenas alterações na rotina produzem efeitos acumulativos poderosos ao longo de poucas semanas de dedicação.
Confira abaixo um guia simples para alinhar seu corpo com seus novos objetivos de saúde.
Aumente a ingestão de água para melhorar o metabolismo e a hidratação das células.
Priorize proteínas em todas as refeições, desde o café da manhã até o jantar leve.
Estabeleça um horário fixo para dormir, garantindo ao menos sete horas de descanso profundo.
Reduza o consumo de álcool, que inflama o organismo e retarda a queima de gordura.
Procure ajuda de especialistas para ajustar suplementações e exames hormonais necessários nesta fase.
Consistência é o novo segredo do sucesso
Ao ajustar alimentação, exercícios e sono, o resultado positivo torna-se uma consequência natural e inevitável. Pode não ser tão rápido quanto aos 20 anos, mas certamente será mais duradouro e saudável.
Seguir as orientações do Dr. Thiago Viana ajuda a evitar o efeito sanfona tão comum. O foco agora é construir um corpo forte que suporte todas as próximas décadas com vitalidade.
Lembre-se que emagrecer após os 40 não é sobre sofrimento, mas sobre inteligência e estratégia. Invista em você e colha os benefícios de uma vida ativa e em pleno equilíbrio.
A osteoartrite, doença marcada pelo desgaste progressivo da cartilagem das articulações, causa dor, rigidez e perda de mobilidade em milhões de pessoas. Hoje, não há cura para a condição: os tratamentos disponíveis se concentram no controle da dor ou, em casos graves, na substituição da articulação por próteses.
Mas uma terapia experimental em desenvolvimento nos Estados Unidos pode abrir caminho para uma nova abordagem, conforme publicado pelo ScienceAlert em abril.
Pesquisadores da Universidade do Colorado Boulder desenvolveram uma injeção regenerativa que, em estudos com animais, conseguiu estimular o reparo de articulações danificadas em poucas semanas.
O tratamento usa um sistema de liberação lenta para aplicar, diretamente na articulação, um medicamento já aprovado pela FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, mas reaproveitado com outro objetivo.
A proposta é fazer com que as próprias células do corpo atuem na recuperação da cartilagem e do osso afetados pela doença. Segundo Stephanie Bryant, professora de engenharia química e biológica da Universidade do Colorado Boulder e líder do projeto, a equipe conseguiu passar, em dois anos, de uma ideia inicial ao desenvolvimento de terapias que demonstraram reverter a osteoartrite em animais
Kit de reparo para a cartilagem
Além da injeção de dose única, os cientistas também trabalham em uma espécie de “kit de reparo” feito com biomateriais. A tecnologia seria aplicada em lesões mais importantes da cartilagem ou do osso e teria a função de recrutar células progenitoras do próprio organismo para preencher as áreas danificadas. A ideia é que, no futuro, diferentes estratégias possam ser usadas conforme o estágio da osteoartrite.
A doença costuma evoluir em graus. Nos estágios iniciais, há perda leve de cartilagem. Com o avanço do quadro, o tecido que protege as articulações pode desaparecer quase completamente, fazendo com que os ossos passem a se atritar. É nessa fase que sintomas como dor intensa, rigidez, inchaço e inflamação tendem a comprometer mais a rotina.
Apesar dos resultados promissores, o tratamento ainda está distante dos consultórios. A pesquisa está em fase animal e ainda não passou por revisão por pares. A próxima etapa deve reunir mais dados sobre segurança e toxicologia, etapa necessária antes de qualquer teste clínico em humanos.
A expectativa dos pesquisadores é iniciar os ensaios clínicos nos próximos 18 meses, caso os novos experimentos confirmem a segurança da abordagem.
As hemorroidas são estruturas naturais do corpo, mas passam a ser um problema quando os vasos da região anal se dilatam e causam sintomas como dor, inchaço e sangramento. Embora o hábito de passar muito tempo no vaso sanitário seja frequentemente apontado como a principal causa do problema, especialistas alertam que o quadro está ligado a um conjunto de fatores, muitos deles relacionados ao estilo de vida.
A dieta tem impacto direto na saúde intestinal e pode influenciar no agravamento das hemorroidas. Alimentos condimentados, por exemplo, não causam a doença, mas podem piorar o quadro ao irritar a região anal.
Segundo a coloproctologista Vanessa Prado, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, certos alimentos alteram o ambiente intestinal e favorecem a inflamação local.
“A alimentação irrita o local que vai fazer a hemorroida ficar mais inchada, mais edemaciada. Pimenta e condimentos deixam o pH das fezes mais ácido, e isso gera inflamação e inchaço”, explica.
Além disso, dietas pobres em fibras e com baixa ingestão de água favorecem o ressecamento das fezes, dificultando a evacuação e aumentando o risco de desenvolver hemorroidas.
Esforço para evacuar e prisão de ventre
Um dos principais fatores por trás das hemorroidas é o esforço excessivo ao evacuar, geralmente associado à constipação. Quando as fezes estão endurecidas, o aumento de pressão na região anal compromete a circulação sanguínea local. Vanessa reforça que esse processo afeta diretamente os vasos da região.
“O esforço e o cocô mais preso provocam uma circulação inadequada do sangue, fazendo com que ele fique concentrado no local e gere vasos mais calibrosos”, afirma.
Esse mecanismo cria um ciclo difícil de interromper: a dor ao evacuar leva à retenção das fezes, que ficam ainda mais endurecidas, agravando o problema.
Estilo de vida, genética e outros fatores
As hemorroidas raramente têm uma única causa. Fatores como sedentarismo, obesidade, envelhecimento e longos períodos sentado, mesmo fora do banheiro, também contribuem para o aumento da pressão na região pélvica.
De acordo com a coloproctologista Aline Amaro, da Primazo DF, o problema costuma ser multifatorial.
“Não existe uma causa isolada, mas sim um conjunto de fatores que aumentam a pressão na região pélvica e anal, como esforço evacuatório, sedentarismo e hábitos intestinais inadequados”, diz.
A especialista também destaca que existe predisposição genética, mas o estilo de vida é determinante. Ou seja, mesmo quem tem tendência pode evitar o problema com hábitos saudáveis.
No fim das contas, reduzir o risco de hemorroidas passa por ajustes simples: melhorar a alimentação, manter boa hidratação, evitar esforço ao evacuar e reduzir o tempo prolongado sentado. Ignorar esses fatores é o erro mais comum e o que mais contribui para a progressão do problema.
Um fóssil guardado há mais de um século em um museu ajudou paleontólogos a confirmar que uma equidna-gigante extinta viveu no sudeste da Austrália durante a Era do Gelo. A descoberta foi feita a partir de um fragmento de crânio coletado em 1907 em uma caverna subterrânea e analisado novamente por pesquisadores do Museums Victoria Research Institute.
O estudo, publicado em abril na revista de paleontologia Alcheringa, identificou a extinta equidna-gigante-de-Owen, chamada cientificamente de Megalibgwilia owenii. O fóssil estava entre materiais coletados na Foul Air Cave, em Buchan, no estado de Victoria, na Austrália.
A identificação é considerada importante porque ajuda a preencher uma lacuna de mais de mil quilômetros entre descobertas anteriores da espécie. Até então, fósseis da Megalibgwilia owenii já haviam sido encontrados em regiões como Austrália Ocidental, Tasmânia e sul de Nova Gales do Sul, mas não havia registro confirmado em Victoria.
O que é uma equidna?
As equidnas são mamíferos nativos da Austrália e da Nova Guiné. Ao lado dos ornitorrincos, fazem parte do grupo dos monotremados, mamíferos que botam ovos em vez de dar à luz filhotes já formados. Apesar dessa característica incomum, elas amamentam os filhotes, como outros mamíferos.
As espécies atuais têm corpo coberto por espinhos, focinho alongado e alimentação baseada principalmente em formigas e cupins. Em geral, medem entre 35 e 45 centímetros e pesam de dois a sete quilos. Para encontrar alimento, usam um sistema sensorial apurado, com receptores no focinho capazes de detectar sinais elétricos produzidos por pequenos animais no solo.
equidna-de-focinho-curto representa cinco das seis espécies de mamíferos monotremados
A espécie extinta identificada pelos pesquisadores era muito maior que as equidnas atuais. A Megalibgwilia owenii podia atingir até um metro de comprimento e pesar cerca de 15 quilos, tamanho comparado ao peso de uma criança pequena.
O nome da espécie combina o termo do grego antigo “mega”, que significa grande ou poderoso, com “libgwil”, palavra da língua Wemba Wemba usada para se referir à equidna. Segundo os pesquisadores, o animal tinha um focinho reto e característico, adaptado para cavar os solos duros da Austrália durante o Pleistoceno e capturar grandes insetos.
O fragmento de crânio analisado é considerado um dos primeiros fósseis de megafauna recuperados das cavernas de Buchan. A ausência de registros da espécie em Victoria era vista como um mistério, já que a região tinha ambiente adequado e importantes sítios fossilíferos.
Descoberta estava no museu
A solução não veio de uma nova escavação, mas da revisão de uma coleção histórica. O paleontólogo Tim Ziegler viu o fóssil pela primeira vez em 2021, na Coleção de Paleontologia do Museums Victoria. A partir de arquivos antigos, ele demonstrou que o material havia sido recuperado durante uma expedição feita em 1907 pelo naturalista Frank Spry.
Depois de reconhecer o crânio incomum, Ziegler e Jeremy Lockett, da Deakin University, mediram e fizeram escaneamentos 3D de equidnas modernas e fósseis preservados em museus da Austrália. As análises confirmaram que o material pertencia à Megalibgwilia owenii.
“As coleções de museus preservam o vínculo entre ciência, patrimônio e pessoas”, afirmou Ziegler. Para ele, a descoberta mostra que acervos antigos ainda podem revelar informações desconhecidas pela ciência, mesmo mais de 100 anos depois da coleta original.
Riscos luminosos cruzando rapidamente o céu noturno costumam despertar curiosidade em quem observa. Conhecidos popularmente como estrelas cadentes, esses pontos de luz fazem parte de um fenômeno astronômico chamado chuva de meteoros. Mas afinal, como elas se formam?
O fenômeno ocorre quando a Terra atravessa regiões do espaço cheias de fragmentos deixados por cometas ou asteroides. Ao entrar na atmosfera em altíssima velocidade, essas pequenas partículas produzem o brilho que vemos no céu.
Segundo o físico e astrônomo Glaube Neimar Carneiro, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o espaço ao redor do Sistema Solar contém muitos desses detritos.
“Imagine que o espaço não é vazio, mas sim repleto de ‘sujeira’ deixada por grandes corpos celestes. Uma chuva de meteoros acontece quando a Terra, na sua órbita, atravessa uma nuvem desses fragmentos”, explica.
Ao se aproximarem do Sol, os cometas sofrem aquecimento e começam a liberar material ao longo de sua trajetória. “Quando eles estão mais perto, o material congelado se liquefaz pelo aquecimento provocado pela energia do Sol e ao mesmo tempo os fragmentos se desprendem do cometa”, comenta o astrônomo Adriano Leonês, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).
Com o tempo, essas partículas formam verdadeiras trilhas no espaço. Quando a Terra passa por essas regiões durante sua órbita ao redor do Sol, ocorre a chamada chuva de meteoros.
“Chuva de meteoro é o nome dado ao fenômeno em que ocorre a queda de diversos meteoros a partir de um mesmo radiante no céu noturno”, explica Leonês.
Segundo ele, o evento costuma durar alguns dias, com períodos de maior atividade. “O período de duração costuma durar de sete a 15 dias. O pico dura um ou dois dias, com queda de 20 a 40 meteoros por hora”, aponta.
Por que vemos os rastros luminosos?
Apesar de muitas vezes parecerem grandes objetos, os meteoros geralmente são minúsculos. Em muitos casos, têm apenas o tamanho de um grão de areia.
“O rastro luminoso aparece porque os meteoroides entram na atmosfera da Terra em velocidades muito altas, podendo chegar a dezenas de quilômetros por segundo”, explica o professor e doutor em astrofísica Adam Smith Gontijo, da Universidade Católica de Brasília (UCB).
Segundo ele, o processo envolve aquecimento intenso e interação com o ar. “Ele aquece o material e excita os átomos e moléculas da atmosfera. Quando essas partículas voltam a estados de menor energia, emitem luz”, ensina.
Na maioria das vezes, os fragmentos se desintegram completamente antes de atingir o solo. Quando algum pedaço sobrevive à passagem pela atmosfera e chega à superfície, ele passa a ser chamado de meteorito.
A chuva de meteoros ocorre quando a Terra cruza a trilha de detritos deixada por cometas ou asteroides
Como o fenômeno se repete todos os anos?
Algumas chuvas de meteoros são previsíveis porque a Terra percorre a mesma trajetória ao redor do Sol todos os anos. Assim, em determinadas épocas, o planeta volta a atravessar as mesmas trilhas de fragmentos deixadas por cometas. Carneiro compara esse movimento a um veículo percorrendo sempre a mesma estrada.
“É como se a Terra fosse um carro que percorre sempre a mesma estrada todos os anos. Em certos pontos específicos desse trajeto, existem nuvens de poeira deixadas por cometas que passaram por ali há muito tempo”, diz.
Por isso, muitas chuvas de meteoros ocorrem praticamente nas mesmas datas todos os anos. Gontijo explica que os cientistas conseguem prever quando essas regiões serão atravessadas pela Terra.
“Os astrônomos conseguem estimar em quais datas a Terra cruzará essas regiões e qual será o período de maior atividade, chamado de pico da chuva de meteoros”, comenta.
Para observar o fenômeno, não é necessário telescópio. O ideal é procurar locais escuros e afastados da iluminação artificial. Segundo o pesquisador, a melhor estratégia é olhar diretamente para o céu aberto e ter um pouco de paciência. “O melhor instrumento é o próprio olho humano, pois permite observar uma área ampla do céu”, finaliza.
Um comando militar iraniano alertou, neste sábado (2), que é “provável” uma retomada das hostilidades com os Estados Unidos, depois que o presidente americano, Donald Trump, se disse insatisfeito com a última proposta de Teerã para encerrar o conflito.
As duas partes observam um cessar-fogo desde 8 de abril, após quase 40 dias de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, e de represálias iranianas contra as monarquias do Golfo, aliadas de Washington.
Islamabad sediou uma primeira rodada de diálogos diretos em 11 de abril. Mas não deu resultado, pois as posições seguem muito distantes sobre o Estreito de Ormuz, onde o Irã tem a pretensão de cobrar um pedágio pela passagem de navios, e o programa nuclear da República Islâmica.
O Irã transmitiu, esta semana, um novo texto através do Paquistão, que atua como mediador. Não foram dados detalhes sobre o conteúdo da proposta.
Mas o presidente americano, que na quinta-feira foi informado por seu exército das diferentes opções em cima da mesa, não demorou em desconsiderar esta nova iniciativa.
“Neste momento, não estou satisfeito com o que oferecem”, disse Trump a jornalistas na sexta-feira, ao culpar a “tremenda discórdia” dentro da liderança iraniana pela estagnação dos diálogos.
“Queremos ir lá e simplesmente arrasá-los e acabar com eles para sempre, ou queremos tentar alcançar um acordo? Quero dizer, estas são as opções”, respondeu, quando perguntado sobre os próximos passos.
“É provável que o conflito com os Estados Unidos seja retomado, e os fatos demonstram que os Estados Unidos não respeitam nenhuma promessa, nem acordo”, disse a respeito, neste sábado, Mohamad Jafar Asadi, inspetor-adjunto do comando militar central Jatam al Anbiya, citado pela agência iraniana Fars.
“As forças armadas estão perfeitamente preparadas diante de qualquer possível oportunismo ou ação imprudente por parte dos americanos”, enfatizou este comando militar.
Operações “terminadas”
Teoricamente, Donald Trump tinha até esta sexta-feira para solicitar a autorização do Congresso dos Estados Unidos a fim de continuar com a guerra, iniciada em 28 de fevereiro juntamente com Israel.
Em vez disto, optou por enviar uma carta aos líderes legislativos para notificá-los que as hostilidades contra o Irã tinham “terminado”.
Vários congressistas democratas destacaram, no entanto, que a presença contínua de forças americanas na região indica o contrário.
O USS Gerald Ford, o maior porta-aviões do mundo, já deixou o Oriente Médio, mas permanecem na região 20 navios da Marinha americana, inclusive outros dois porta-aviões.
A guerra deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e suas repercussões seguem abalando a economia mundial. Os preços do petróleo atingiram, esta semana, um máximo de quatro anos, com o barril de Brent alcançando 126 dólares.
Embora os bombardeios israelenses-americanos contra o Irã tenham cessado, o conflito regional perdura em outros canais. A começar pelo Líbano, onde Israel prossegue com seus ataques contra o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah, apesar de uma trégua entre as duas partes.
Washington, por sua vez, mantém um bloqueio naval aos portos iranianos, em represália pelo fechamento quase total por Teerã do Estreito de Ormuz, por onde antes da guerra transitavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos em todo o mundo.
O governo americano também anunciou, na sexta-feira, novas sanções contra os interesses iranianos, e advertiu que quem pagar um pedágio a Teerã para atravessar o Estreito de Ormuz se exporia a sanções.
As perturbações da guerra também são diplomáticas e chegam à Europa.
O Pentágono anunciou, na sexta-feira, a retirada de cerca de 5.000 militares na Alemanha no prazo de um ano. Trata-se de uma redução significativa da presença militar americana em um continente inquieto pelas ambições russas e o compromisso dos Estados Unidos com a Otan.
Trump demonstrou irritação com as declarações do chanceler alemão, Friedrich Merz, que disse recentemente que Washington não tem “nenhuma estratégia” no Irã e que a República Islâmica “humilhou” a primeira potência mundial.
Novas execuções
Negar Mortazavi, do grupo de reflexão Center for International Policy, incide na “coesão” do poder iraniano, que está travando “uma batalha existencial”.
Embora graças à trégua os iranianos tenham podido retomar certa normalidade, seu cotidiano é dificultado pela inflação, que disparou, assim como pelo desemprego, em um país já afetado por décadas de sanções internacionais.
Amir, de 40 anos, conta que começa o dia “vendo as notícias, e as novas execuções”, realizadas pelo poder iraniano.
Neste sábado, a justiça anunciou o enforcamento de dois homens acusados de espionagem a favor de Israel.
“Tenho a impressão de estar preso no purgatório”, disse Amir à AFP. “Os Estados Unidos e Israel vão acabar nos atacando de novo”, enquanto “o mundo fecha os olhos”.
Centrais sindicais e movimentos sociais se manifestaram nesta sexta-feira (1º), na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, pela aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional e por medidas de enfrentamento ao feminicídio no país. Diversas pessoas criticaram, em camisetas e cartazes, a atuação de parlamentares no Congresso Nacional.
O professor da rede pública Marco Antônio Ferreira destacou que um dos desafios é convencer as novas gerações sobre e importância de trabalhar sob as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diante do crescimento da chamada pejotização, ou seja, a contratação de funcionários como Pessoa Jurídica (PJ).
“A gente, que é educador, não desiste nunca. Vemos muita gente para quem a ficha já caiu e acho que é luta. Gradativa e organizada, para trazer essa reflexão, ao máximo, para as pessoas enxergarem o mundo que está sendo construído, que não é um mundo melhor”, argumenta Ferreira.
Nesse tipo de contrato, pode haver a perda de direitos como férias remuneradas, 13º salário e a garantia de que receberão salário mesmo quando estiverem doentes. Esse tipo de contratação é, geralmente, firmado com quem é Microempreendedor Individual (MEI).
Hoje, no Brasil, tem ganhado cada vez mais integrantes o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), ao mesmo tempo que uma parte do empresariado e outros setores da economia se opõem à redução de jornada e a consequente mudança nessas relações de trabalho.
Tentando colocar em vigor um regime de carga horária de 40 horas semanais, o governo federal enviou ao Congresso, em meados de abril, um projeto de lei com urgência. A proposta proíbe corte no salário como resultado da redução da jornada.
Segundo o educador, além de perder um tempo de descanso e lazer, por estar cumprindo expediente, muitos trabalhadores e trabalhadoras ficam impedidos de se dedicar a lutas coletivas, por direitos, como as que visam acabar com as desigualdades sociais.
“Militar, defender seus direitos, correr atrás já é difícil para quem não trabalha em escala 6×1. Nessa escala, é desumano, a pessoa mal consegue cuidar da própria vida. Então, realmente, é uma forma de desorganizar e mesmo de desumanizar”, observa o educador.
A pesquisa O Trabalho no Brasil, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fundação Perseu Abramo e outras entidades sindicais, apontou que mais da metade (56%) dos trabalhadores do setor privado sem carteira assinada já teve experiência anterior no regime CLT e quase dois terços (59,1%) afirmou que voltaria, sem dúvidas, a ter registro em carteira.
A Vox Populi, ao ouvir, para o levantamento, pessoas fora do mercado (mulheres em atividades de cuidado não remunerado e estudantes), descobriu que mais da metade (52,2%) gostaria de retornar e que 57,1% preferiam voltar ao mercado de trabalho com carteira assinada (CLT).
Outro apontamento foi o de que há confusão entre empreendedor e trabalho autônomo. Muitas pessoas participantes se declararam empreendedoras, quando eram, na realidade, PJs atingidas pela precarização.
Por todas as mulheres
Em meio à onda de feminicídios e casos de violência de gênero por todo o país, os direitos das mulheres figuraram como agenda importante e urgente no protesto deste sábado. A pedagoga Silvana Santana diz que a misoginia agravada pode ser explicada com a ajuda de pensadores e pensadoras ocupados em denunciar o projeto colonialista ao qual os europeus sujeitaram o Brasil e que segue produzindo consequências.
Santana reconhece o valor das medidas que estão sendo tomadas pelo poder público, para proteger as mulheres, mas diz terem chegado com atraso e com alcance limitado, tendo em vista a urgência de se tratar negras e negros como sujeitos de direito.
“O que pensar da violência patrimonial, intelectual, das subjetividades, da negação desses corpos-mulheres? Fico pensando que é necessário um projeto mais ousado, no sentido de emancipação dos afrodescendentes do país.”
Quem pensa que Hollywood existe apenas nos Estados Unidos se engana. No coração do Cariri paraibano está Cabaceiras, conhecida como a “Roliúde Nordestina”.
Com pouco mais de 5 mil habitantes, a cidade do sertão construiu, ao longo das décadas, uma relação sólida com o cinema. Desde 1929, com o lançamento de Sob o Céu Nordestino, Cabaceiras já serviu de cenário para diversas produções do cinema e da televisão. Entre elas, destacam-se títulos como O Auto da Compadecida, Canta Maria, A Pedra do Reino, Onde Nascem os Fortes e Maria e o Cangaço.
A produção mais recente filmada na cidade é Cangaço Novo, que estreou a segunda temporada no final de abril (24/4). Na ocasião, o centro de Cabaceiras recebeu o evento de lançamento, reunindo mais de três mil pessoas, além da presença do elenco da série.
Aumento do turismo
O sucesso nas telas transformou Cabaceiras em um destino cada vez mais procurado, impulsionado pela chamada Rota do Cinema. O roteiro reúne cenários marcantes de produções audiovisuais, como a Casinha da Cachorra, locações do filme Por Trás do Céu, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, o Mirante da Pedra e a réplica da padaria de O Auto da Compadecida, no centro da cidade.
O turismo na região também ganha força com eventos tradicionais. Um dos principais é a Festa do Bode Rei, destaque do calendário cultural e agropecuário da Paraíba, realizada anualmente em junho. Já em novembro, Cabaceiras recebe o Pedal Rota do Cinema, que leva participantes a percorrer os cenários famosos das produções, em uma combinação de esporte e cultura.
De acordo com a Empresa Paraibana de Turismo, todo o estado da Paraíba registrou cerca de R$ 244,5 milhões em receita turística apenas no primeiro trimestre de 2025, com destaque para o impacto de Cabaceiras. Produções audiovisuais também movimentam a economia local: uma única pousada localizada na Roliúde Nordestina pode faturar até R$ 1 milhão em apenas três meses.
“Cabaceiras tem turismo o ano inteiro. Quando há produções, é ainda melhor, porque os hotéis ficam cheios por mais tempo”, afirma Mércia Farias, subsecretária de Turismo.
Além disso, a contratação de figurantes e o aluguel de casas, fazendas, cavalos e cabras para as filmagens geram renda para a população e fortalecem uma relação duradoura entre os moradores e o setor audiovisual.
Letreiro “Roliúde Nordestina”, em Cabaceiras, na Paraíba
O que faz Cabaceiras ser destaque nas telas?
Um dos principais fatores que transformam Cabaceiras em cenário recorrente nas telas é seu baixíssimo índice pluviométrico — o menor do país — resultado dos longos períodos de estiagem. Essa característica garante luz natural abundante e paisagens ideais para filmagens ao ar livre, favorecendo diferentes produções cinematográficas.
Marcada pela caatinga, por formações rochosas e por construções antigas que parecem cenários prontos, a cidade oferece um visual árido e marcante do sertão. Esse conjunto torna a Roliúde Nordestina especialmente atrativa para obras que retratam o cangaço — gênero que combina elementos históricos do banditismo nordestino com influências do faroeste americano, conhecido como “nordestern”.
O ponto de virada para Cabaceiras veio com O Auto da Compadecida, dirigido por Guel Arraes e inspirado na obra de Ariano Suassuna. Os cenários do filme, hoje transformados em atrações turísticas, projetaram a cidade nacionalmente e abriram caminho para que se consolidasse como polo de produções audiovisuais.
Desde então, o município já serviu de locação para mais de 50 obras. A mais recente é a série Cangaço Novo, que utilizou 59 locações na Paraíba, sendo 10 delas em Cabaceiras.
Um homem foi preso suspeito de manter a companheira em cárcere privado no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió, na noite dessa sexta-feira (1º). A ocorrência foi registrada após a polícia ser acionada por um motorista de aplicativo.
Segundo as informações repassadas, o condutor relatou que uma mulher pedia socorro e afirmava estar sendo impedida de sair de casa pelo companheiro. A equipe policial entrou em contato com o motorista e seguiu até o endereço indicado.
No local, a vítima foi encontrada em estado emocional abalado e confirmou que estava sendo mantida contra a própria vontade. Durante a abordagem, o suspeito resistiu às ordens policiais, sendo necessário o uso de força considerada moderada e de algemas para contê-lo.
Após o controle da situação, o homem e a vítima foram encaminhados à Central de Flagrantes para os procedimentos legais. O suspeito permaneceu preso e foi autuado por sequestro e cárcere privado, além de ameaça no contexto de violência doméstica, conforme a legislação vigente.
Estresse constante e o hábito de comer tarde da noite podem atuar juntos e afetar o funcionamento do intestino. Um novo estudo com milhares de participantes indica que pessoas que vivem sob altos níveis de estresse e concentram grande parte das refeições no período noturno relatam mais problemas digestivos.
A pesquisa analisou dados de mais de 11 mil participantes da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos. Os resultados serão apresentados na próxima segunda-feira, 4 de maio, durante a Semana de Doenças Digestivas, um encontro internacional dedicado à saúde digestiva.
Segundo os pesquisadores, não é apenas o tipo de alimento consumido que influencia o intestino, mas também o horário das refeições. Quando o hábito ocorre em um contexto de estresse prolongado, o efeito pode ser ainda mais intenso.
“Não é apenas o que você come, mas quando você come. E quando já estamos sob estresse, esse momento pode representar um duplo impacto para a saúde intestinal”, afirma Harika Dadigiri, médica residente do New York Medical College e principal autora do estudo.
Estresse e alimentação noturna aparecem juntos em sintomas digestivos
Para investigar a relação, os cientistas avaliaram indicadores associados ao estresse físico acumulado no organismo, como índice de massa corporal, níveis de colesterol e pressão arterial. O conjunto de fatores é usado para estimar a chamada carga alostática, uma medida dos efeitos prolongados do estresse no corpo.
Os resultados mostraram que participantes com níveis mais altos desse indicador tinham maior probabilidade de relatar sintomas como constipação ou diarreia.
A relação ficou ainda mais evidente entre pessoas que consumiam mais de 25% das calorias diárias depois das 21h. Nesse grupo, o risco de apresentar problemas intestinais foi cerca de 1,7 vez maior em comparação com participantes com menor nível de estresse que não se alimentavam tarde da noite.
Impactos também aparecem nas bactérias do intestino
Os pesquisadores observaram um resultado parecido ao analisar dados de outro grande banco de informações científicas, o American Gut Project, que reúne dados sobre microbiota intestinal.
Nesse conjunto de dados, com mais de 4 mil participantes, pessoas que relataram níveis elevados de estresse e hábitos alimentares noturnos tiveram cerca de 2,5 vezes mais probabilidade de apresentar sintomas digestivos.
Os indivíduos também mostraram menor diversidade de bactérias no intestino, característica que costuma estar associada a um microbioma menos equilibrado. Além disso, os cientistas sugerem que o horário das refeições pode influenciar a interação entre o cérebro, os hormônios e as bactérias intestinais, sistema conhecido como eixo intestino cérebro.
Os autores ressaltam que o estudo não estabelece relação direta de causa e efeito, mas reforça a ideia de que o momento das refeições pode influenciar o funcionamento do sistema digestivo.
O uso de tênis de corrida inadequado é um dos fatores mais ignorados quando o rendimento começa a cair.
Muitas vezes, o corredor ajusta volume, intensidade e até alimentação, mas mantém um tênis que já não responde às exigências do treino. Com o aumento das corridas no verão e o retorno à rotina em janeiro, esse problema tende a se intensificar.
6 sinais de que o tênis está prejudicando seu desempenho - Foto: Shutterstock
O corpo costuma enviar sinais claros quando o tênis deixa de cumprir sua função básica: proteger, dar estabilidade e favorecer a performance.
A seguir, veja os principais sinais de que o tênis está prejudicando seu desempenho:
1. Desconforto logo nos primeiros quilômetros
Tênis que incomoda desde o início do treino dificilmente se ajusta com o tempo. Pontos de pressão, atrito excessivo ou sensação de aperto indicam que o modelo não respeita a anatomia do pé.
Esse desconforto altera a passada, aumenta o gasto energético e prejudica a fluidez da corrida.
2. Dores frequentes nos pés ou tornozelos
Dores recorrentes na sola do pé, no calcanhar ou nos tornozelos costumam estar associadas à falta de amortecimento ou suporte adequado.
Quando o impacto não é bem absorvido, o corpo compensa de forma inadequada, sobrecarregando articulações e tendões.
3. Sensação de instabilidade durante a corrida
Se o pé “escapa” para os lados ou parece inseguro em curvas e terrenos irregulares, o tênis pode não oferecer estabilidade suficiente.
Essa instabilidade compromete a eficiência da passada e aumenta o risco de torções e microlesões.
4. Desgaste visível na sola
Solas muito gastas, especialmente em áreas específicas, indicam que o tênis já perdeu sua capacidade de resposta.
Além de reduzir a tração, esse desgaste interfere no alinhamento do corpo durante a corrida.
5. Queda de rendimento sem causa aparente
Quando o treino está em dia, mas o desempenho não evolui, vale observar o calçado. Um tênis inadequado exige mais esforço para manter o mesmo ritmo.
Com isso, a fadiga aparece mais cedo e o treino rende menos do que deveria.
6. Dores que somem ao trocar de tênis
Se desconfortos desaparecem ao usar outro modelo, o sinal é claro. O problema não está no treino, mas no calçado.
Ignorar esse alerta pode transformar incômodos simples em lesões persistentes.
Como esses fatores impactam o desempenho a longo prazo?
O tênis é o principal ponto de contato entre o corpo e o solo. Quando não oferece amortecimento, estabilidade e ajuste adequados, o impacto se acumula e compromete a recuperação. Com o tempo, isso afeta a constância dos treinos e limita a evolução do corredor.
Além disso, o uso prolongado de tênis inadequado favorece padrões de movimento compensatórios, aumentando o risco de lesões.
O câncer é uma das doenças mais comuns e preocupantes do mundo, podendo surgir em praticamente qualquer órgão do corpo. Pulmão, mama, intestino e próstata estão entre os locais onde os tumores aparecem com mais frequência.
Mas, quando o assunto é o coração, a realidade é diferente. Tumores que se desenvolvem diretamente nesse órgão são extremamente raros, o que faz muitas pessoas se perguntarem se o chamado “câncer de coração” realmente existe.
O cardiologista Brivaldo Markman Filho, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), explica que os tumores cardíacos podem ser benignos ou malignos, mas representam uma fração mínima entre todos os tipos de câncer.
“O câncer no coração é extremamente raro, ocorrendo em menos de 1% dos casos de câncer”, destaca.
Por que o câncer no coração é raro?
Uma das principais explicações para essa raridade está nas próprias características das células do coração. Segundo o oncologista Oren Smaletz, do Hospital Israelita Albert Einstein, o desenvolvimento de um câncer depende de mutações genéticas que geralmente acontecem durante a divisão das células. No entanto, no coração esse processo é muito menos frequente.
“Para se desenvolver, o câncer precisa de mutações que geralmente ocorrem quando as células estão se dividindo. As células do coração praticamente não se dividem ao longo da vida, o que reduz a chance de surgirem alterações genéticas capazes de gerar tumores”, explica.
Em outras palavras: como o tecido cardíaco passa por pouca renovação celular, o risco de mutações que possam dar origem a um câncer acaba sendo menor.
Quais tumores podem aparecer no coração
Embora raros, os tumores cardíacos podem ocorrer. Eles são classificados em dois grandes grupos, os benignos e os malignos. “Entre os tumores benignos, o mais frequente é o mixoma, que geralmente acomete os átrios, especialmente o átrio esquerdo”, explica Markman.
Já os tumores malignos primários são ainda mais incomuns. Entre eles estão alguns tipos de sarcomas e linfomas que podem afetar as estruturas do órgão. Mesmo assim, na maior parte das situações em que há tumor no coração, ele não começou ali.
“A maioria dos tumores cardíacos ocorre por metástase de outros órgãos”, afirma o cardiologista. Ou seja, o câncer pode atingir o coração quando se espalha a partir de tumores originados em outras partes do corpo.
Quais são os sintomas de câncer no coração?
Quando tumores aparecem no coração, os sintomas costumam estar ligados à interferência no funcionamento normal do órgão. Smaletz destaca que um dos efeitos mais comuns ocorre quando a massa tumoral dificulta a circulação do sangue dentro das cavidades cardíacas.
“Isso pode causar falta de ar, inchaço e sinais de insuficiência cardíaca”, explica.
Markman acrescenta que o quadro pode variar de acordo com a região afetada. “Dependendo da localização, o tumor pode provocar sintomas obstrutivos, insuficiência cardíaca ou até fenômenos de embolização, que podem levar a complicações pulmonares”, afirma.
Em geral, os sintomas tendem a surgir de forma gradual, à medida que o tumor passa a interferir no funcionamento do coração.