
O câncer indolente é um tipo de tumor maligno caracterizado pelo crescimento lento e baixa agressividade. Em muitos casos, ele pode permanecer estável por anos sem causar sintomas, o que não significa ausência de risco.
A oncologista Alessandra Leite, do Hospital Santa Lúcia Gama, no Distrito Federal, explica que a principal diferença está na velocidade de progressão da doença. “Os cânceres indolentes são tumores malignos de crescimento lento que podem permanecer estáveis por anos e não causar sintomas por longos períodos”, afirma.
Apesar do comportamento mais previsível, esse tipo de câncer pode passar despercebido por muito tempo, atrasando o diagnóstico. A hematologista Fernanda Moura, do Hcor, em São Paulo, reforça que um câncer indolente tem baixa agressividade.
Diferente de tumores agressivos, o câncer indolente nem sempre exige tratamento imediato. Em muitos casos, a estratégia adotada é a chamada vigilância ativa, um acompanhamento rigoroso para monitorar a evolução da doença.
Essa abordagem é indicada principalmente quando o paciente não apresenta sintomas, o tumor está estável e os riscos do tratamento superam os benefícios naquele momento.
Segundo Alessandra, a decisão deve priorizar a qualidade de vida. “Se o tratamento for muito agressivo ou o paciente tiver outras condições de saúde, pode ser mais indicado fazer a observação vigilante, com acompanhamento rigoroso”, explica.
Fernanda complementa que essa escolha é segura quando bem indicada: “A vigilância ativa é utilizada quando há baixo volume de doença, ausência de sintomas e sem sinais de progressão”.
No entanto, é um erro comum interpretar essa conduta como “não tratar”. Na prática, trata-se de intervir no momento certo, com base na evolução clínica.
Mesmo com evolução lenta, o câncer indolente pode se tornar mais agressivo ao longo do tempo. Por isso, o acompanhamento contínuo é fundamental.
Entre os principais sinais de alerta estão o crescimento acelerado do tumor, surgimento de sintomas como dor, fadiga e perda de peso, além de alterações em exames laboratoriais ou de imagem.
Alessandra destaca a importância de observar qualquer mudança no organismo. “Qualquer desconforto ou alteração do habitual deve ser imediatamente reportado ao médico”, alerta.
Embora o risco de progressão exista, ele tende a ser baixo quando o paciente está em seguimento adequado. Ainda assim, perder o momento ideal de iniciar o tratamento é uma das principais preocupações.
O acompanhamento costuma incluir consultas regulares, exames laboratoriais e de imagem, com frequência que varia conforme cada caso, geralmente entre três e seis meses no início.
Um hábito comum entre os brasileiros é tomar café após o almoço. A coluna Claudia Meireles procurou o médico integrativo Wandyk Allison para descobrir se essa atitude prejudica a saúde. A resposta do especialista é: “Depende do seu metabolismo, da sua digestão e do seu objetivo biológico.”
O médico argumenta que “o café não é o problema, mas o contexto, sim”. Ele destaca que a bebida é uma “ferramenta metabólica”: “Pode melhorar o foco, aumentar a sensação de alerta, modular o apetite e estimular o sistema nervoso”. Entretanto, quando consumida no momento errado, tende a atrapalhar processos essenciais do corpo.
Pós-graduado em endocrinologia, Wandyk explica sobre a digestão ser o ponto mais negligenciado. “Após o almoço, o corpo entra em modo parassimpático, focado na digestão. É nesse momento que ocorre a quebra dos alimentos, a absorção de nutrientes e a sinalização hormonal envolvendo insulina, grelina e leptina.”
“Quando o café é ingerido logo após a refeição, a cafeína pode reduzir a eficiência da absorção de alguns minerais, principalmente ferro e zinco. Também pode acelerar o esvaziamento gástrico, prejudicando digestões mais complexas. A pessoa até se alimenta bem, mas não absorve bem”, sustenta o médico.
Conforme o especialista, a longo prazo, a falta de minerais tende a se manifestar como fadiga, queda de cabelo, baixa performance e estagnação estética. Ele aponta também sobre o cortisol, hormônio que tem a liberação estimulada pela ingestão de café.

Wandyk Alisson salienta que, após o almoço, o corpo deveria reduzir o estado de alerta e priorizar a digestão e recuperação. “Ao ingerir café nesse momento, ocorre uma indução artificial de alerta, interferindo no ritmo circadiano e podendo aumentar ansiedade e compulsão alimentar ao longo do dia”, complementa.
Caso tenha se questionado se nunca poderá tomar café após o almoço, o pós-graduado em endocrinologia exclama: “Não é uma regra absoluta. Não é necessariamente prejudicial para todos, mas o consumo também não fica neutro no organismo.”

O aumento de casos de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos suscita dúvidas sobre o que pode estar por trás desse avanço. Um novo estudo sugere que fatores do dia a dia, como alimentação, tabagismo e até exposição a pesticidas, podem ter papel importante nesse cenário.
A pesquisa, publicada na revista Nature Medicine em 21 de abril, analisou alterações no DNA de pacientes mais jovens e mais velhos e encontrou diferenças associadas ao histórico de exposições ao longo da vida. Essas marcas funcionam como um registro biológico de hábitos e ambientes aos quais a pessoa foi exposta.
Embora o câncer colorretal ainda seja mais comum após os 50 anos, o crescimento entre os mais jovens tem chamado a atenção. Em alguns países, a doença já está entre as principais causas de morte por câncer nessa faixa etária.
Para entender melhor essas diferenças, os pesquisadores analisaram modificações conhecidas como marcas epigenéticas. Elas não alteram o DNA em si, mas influenciam a forma como os genes funcionam, e podem ser impactadas por fatores como dieta, cigarro e contato com substâncias químicas.
Ao comparar os dados, a equipe encontrou padrões distintos ligados a esses fatores em pacientes mais jovens. Entre os resultados, chamou a atenção a associação com o herbicida picloram, utilizado há décadas na agricultura.
Os cientistas observaram que regiões com maior uso dessa substância também apresentavam mais casos de câncer colorretal precoce. A relação permaneceu mesmo após considerar outros fatores sociais e ambientais.
Apesar disso, os próprios autores destacam que ainda não é possível afirmar que o pesticida seja a causa direta da doença. A associação indica um caminho de investigação, mas precisa ser confirmada por novos estudos.
Além dos pesticidas, o estudo reforça o papel de hábitos já conhecidos. Alimentação e tabagismo também apareceram ligados às alterações observadas no material genético dos pacientes.
Segundo os pesquisadores, as descobertas ajudam a entender melhor como o ambiente e o estilo de vida podem influenciar o risco de câncer ao longo do tempo, especialmente em idades mais jovens.
A expectativa dos autores é que esse tipo de análise permita, no futuro, identificar, com mais precisão, pessoas em maior risco e orientar estratégias de prevenção.
Arrumar a mala, escolher um destino e sair da rotina pode parecer apenas um momento de lazer. Mas a ciência tem mostrado que viajar também pode funcionar como um estímulo importante para o corpo e para a mente.
Ao conhecer um lugar novo, caminhar mais, entrar em contato com outras pessoas e viver experiências fora do cotidiano, o organismo tende a sair do modo automático e responder com mais movimento, emoções positivas e sensação de bem-estar.
Vários trabalhos têm apontado essa relação entre turismo e saúde. Um estudo publicado em março no International Journal of Tourism Research pelos pesquisadores da Edith Cowan University (ECU) propõe que experiências positivas de viagem podem ser usadas como uma forma complementar de promover saúde e bem-estar.
A ideia não é que uma viagem seja capaz de impedir o envelhecimento, visto que este é um processo natural e irreversível. O que os pesquisadores indicam é que, quando bem planejada, segura e prazerosa, a experiência de viajar pode ajudar o corpo a se manter mais ativo, equilibrado e resiliente.
“Em termos simples, viajar e se movimentar faz que o sistema de autodefesa se torne mais resiliente. Hormônios favoráveis ao reparo e à regeneração dos tecidos podem ser liberados e promover o funcionamento do sistema de autocura. Participar dessas atividades pode melhorar a função imunológica e as capacidades de autodefesa do corpo, fortalecendo sua resistência a riscos externos”, disse a pesquisadora Fangli Hu.
Segundo os autores, viagens agradáveis podem contribuir para reduzir o estresse, estimular emoções positivas e incentivar o corpo a sair do sedentarismo. Já experiências estressantes, inseguras ou mal planejadas podem ter o efeito contrário, aumentando riscos físicos e emocionais.
Uma das principais razões para esse possível efeito positivo está no movimento. Ao viajar, muitas pessoas caminham mais, passam mais tempo em pé, visitam pontos turísticos, fazem trilhas, pedalam ou praticam atividades ao ar livre. Mesmo sem perceber, o corpo tende a ficar mais ativo do que em dias comuns.
“O exercício físico também pode melhorar a circulação sanguínea, acelerar o transporte de nutrientes e ajudar na eliminação de resíduos, contribuindo coletivamente para manter um sistema ativo de autocura. O exercício moderado é benéfico para ossos, músculos e articulações, além de apoiar o sistema antidesgaste do corpo”, explica Fangli.
A prática de atividades moderadas também beneficia músculos, ossos e articulações, além de ajudar na manutenção da autonomia ao longo do envelhecimento.
Além de exercer impacto físico, viajar também pode ajudar a mente. Conhecer novos ambientes, experimentar culturas diferentes e se conectar com outras pessoas são experiências que podem reduzir a sensação de estresse e ampliar o bem-estar emocional. Em alguns casos, a mudança temporária de rotina funciona como uma pausa necessária para reorganizar pensamentos e aliviar a sobrecarga do dia a dia.
A ideia de que o turismo pode ser visto como mais do que lazer observa como as viagens são capazes de contribuir para o bem-estar, ainda mais quando envolvem segurança, planejamento, descanso, contato social e atividade física.
No entanto, o tema é tratado com cautela pela ciência: os pesquisadores defendem a necessidade de mais estudos para entender quais grupos se beneficiam mais, em quais condições e com que intensidade.
Um homem de 27 anos conseguiu produzir espermatozoides a partir de um tecido testicular que havia sido congelado quando ele ainda era criança. O caso é o primeiro a demonstrar que esse tipo de material, coletado antes da puberdade, pode voltar a funcionar anos depois no organismo adulto.
O paciente tinha 10 anos quando passou por um tratamento intenso para anemia falciforme. Antes da quimioterapia, médicos removeram parte de um dos testículos e preservaram o tecido em laboratório. A estratégia foi adotada porque, nessa fase da vida, meninos ainda não produzem espermatozoides, o que impede o congelamento de sêmen, técnica já usada em adultos.
Após 16 anos, fragmentos desse tecido foram reimplantados no corpo do paciente. Parte foi inserida no testículo restante e outra parte sob a pele do escroto. Um ano depois, os enxertos foram retirados para análise.
Os pesquisadores encontraram espermatozoides maduros em parte do material reimplantado. As células foram coletadas e congeladas. Segundo a equipe, elas apresentavam aparência normal, embora ainda seja necessário verificar se são capazes de fecundar um óvulo.
“Esta é uma descoberta importantíssima. Muito mais pessoas terão esperança de poder ter filhos biológicos”, disse Ellen Goossens, que liderou o estudo, em entrevista ao jornal The Guardian.
Os resultados foram publicados em 12 de março, em um artigo pré-impresso, que ainda não passou por revisão por pares.
Tratamentos como quimioterapia e radioterapia aumentam as chances de sobrevivência em doenças graves, mas podem comprometer a fertilidade. Em adultos, é possível preservar o sêmen antes do início do tratamento. Já em crianças, essa alternativa não existe.
Foi esse cenário que levou pesquisadores a testar, ainda nos anos 2000, o congelamento de tecido testicular em meninos. O material contém células-tronco que, no futuro, podem dar origem aos espermatozoides.
Na época, a técnica era considerada experimental e não havia garantia de que funcionaria em humanos. As famílias eram informadas de que se tratava de uma possibilidade incerta.
Segundo a pesquisadora, o novo caso é resultado direto dessas primeiras iniciativas. O estudo mostra que, ao menos em algumas situações, o tecido pode retomar sua função após ser devolvido ao organismo.
Apesar do avanço, ainda há limitações. Os espermatozoides produzidos não chegam naturalmente ao sêmen, já que o tecido reimplantado não se conecta às estruturas responsáveis pelo transporte dessas células. Por isso, qualquer tentativa de gravidez dependeria de técnicas como a fertilização in vitro.
Além disso, o estudo ainda não passou por revisão por pares, etapa importante na validação científica. Os pesquisadores também ressaltam que será preciso acompanhar outros casos para entender melhor a eficácia e a segurança do procedimento.
Mesmo assim, o resultado já é visto como um passo importante para ampliar as opções de preservação da fertilidade em pacientes jovens. A técnica pode, no futuro, oferecer uma alternativa para meninos que precisam passar por tratamentos agressivos e desejam ter filhos biológicos na vida adulta.
Quem faz xixi poucas vezes ao dia pode ter se questionado se o hábito é saudável ou não. A coluna Claudia Meireles sanou a dúvida com o nefrologista Elber Rocha. Segundo o especialista, esse comportamento do corpo tende a ser um sinal de alerta que os rins e a bexiga não estão funcionando bem.
De acordo com o médico do programa NefroSanta do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF), urinar poucas vezes tende a indicar principalmente baixa ingestão de líquidos. Ele acrescenta que essa situação pode estar relacionada a quadros mais preocupantes, por exemplo, desidratação importante, retenção urinária ou até redução da função renal.
“Se a pessoa urina muito pouco mesmo ingerindo líquidos adequadamente, isso merece avaliação médica”, recomenda o especialista. Elber explica que o normal é fazer xixi entre quatro a sete vezes ao dia. “Deve-se levar em consideração o consumo hídrico ideal, em torno de 1,5 a 2 litros por dia”, pontua.
O nefrologista orienta adotar hábitos para manter a saúde dos rins e da bexiga. “Alguns pilares simples fazem grande diferença, sendo manter boa hidratação ao longo do dia, não segurar a urina por longos períodos e observar sinais urinários, como cor, cheiro, dor e alterações no jato”, destaca o médico.

Em entrevista anterior, Elber Rocha ressaltou que alguns sinais podem aparecer no xixi e requerem investigação médica de urgência. O especialista citou o sangue na urina, condição chamada de hematúria. Mesmo sem dor, deve-se procurar um médico para análise.
Quando o xixi está muito escuro na tonalidade do refrigerante à base de cola, esse indício tende a indicar doenças renais ou destruição muscular. “Diminuição importante do volume urinário ou parar de urinar”, apontou o especialista.
Elber alertou sobre a dor intensa ao fazer xixi com associação à febre. “Isso sugere infecção mais grave”, esclareceu. Nos casos em que a urina tem a presença de pus ou o aspecto muito turvo, o médico enfatizou que esse é um sinal de possível infecção.

Será que a preferência por cores pode evidenciar traços de personalidade ocultos? Segundo a psicologia das cores, sim. Esse é um campo de estudo que explora como diferentes tonalidades influenciam o humor, a percepção e o comportamento.
Embora a ciência não afirme nada em cárater definitivo, há evidências de que a cor desempenha um papel sutil, porém significativo, em como as pessoas pensam, sentem e se relacionam com o mundo ao seu redor.
Uma revisão sistemática de mais de 130 estudos encontrou associações consistentes entre certas cores e respostas emocionais. Outro estudo de 2025, publicado na Science Direct, descobriu que certos traços de personalidade são fortes preditores das preferências de saturação de cor de uma pessoa.

Pensando nisso, reunimos algumas informações sobre o que sua cor favorita pode refletir sobre suas preferências e seu estado emocional, com base em pesquisas e teorias psicológicas, segundo o portal Talked.
Vale ressaltar que, apesar da psicologia das cores ser fundamentada em pesquisas, ela não opera em termos absolutos. Diferenças culturais e contextuais também desempenham um papel importante na forma como as cores são percebidas.
O azul é geralmente associado à calma, confiabilidade e honestidade. Pessoas que preferem essa cor podem ser vistas como confiáveis, introspectivas e emocionalmente estáveis.
O verde está intimamente relacionado à natureza, ao crescimento e ao equilíbrio. Aqueles que se sentem atraídos pelo verde geralmente buscam harmonia em seu entorno e dentro de si mesmos.
Ousado, intenso e cheio de energia, o vermelho geralmente é associado a pessoas que apreciam estímulo e entusiasmo. Elas tendem a ser vistas como assertivas, orientadas para a ação e confiantes em suas escolhas.
O amarelo é comumente relacionado à criatividade, curiosidade e alegria. Quem gosta de amarelo pode apreciar explorar ideias e se expressar, e geralmente traz uma sensação de calor e energia ao ambiente.
Pessoas que preferem o branco podem buscar calma, organização e uma sensação de controle em suas vidas. Elas podem apreciar espaços abertos, raciocínio claro e o mínimo de distrações.
A cor preta tende a ter uma forte presença visual e emocional. Frequentemente, é associada à sofisticação, ao mistério e ao controle. Aqueles que preferem essa cor podem valorizar a privacidade, a autonomia e um profundo mundo interior.
A cor laranja está associada ao calor e à energia. Indivíduos que se sentem atraídos pelo laranja podem apreciar conexão, aventura e envolvimento ativo com a vida. Essa cor combina a assertividade do vermelho com a alegria do amarelo, frequentemente refletindo uma personalidade amigável, espontânea e cheia de entusiasmo.
Quem gosta de rosa pode se expressar com facilidade, apreciar relacionamentos afetuosos e preferir ambientes que transmitam segurança emocional. Tons mais suaves de rosa podem refletir vulnerabilidade, enquanto rosas mais vibrantes podem indicar uma autoexpressão ousada.
As cores favoritas podem não definir o indivíduo, mas muitas vezes refletem algo pessoal. Seja uma cor que traz uma sensação de paz, energia ou clareza, vale a pena observar o papel que ela desempenha no dia a dia.
É inegável que as frutas fazem parte de uma alimentação saudável. Contudo, quando se trata da saúde dos rins, a escolha de determinadas opções pode causar consequências prejudiciais ao organismo — sobretudo as ricas em potássio, mineral que pode se acumular no sangue quando a função renal está comprometida. Outras, como maçã, pera, morango, uva e abacaxi, se mostram excelentes alternativas.
Em entrevista à coluna de Claudia Meireles, a nutricionista clínica Sabina Donadelli revelou que os rins têm papel central na regulação do mineral essencial para funções como contração muscular e funcionamento do coração.
“Quando a função renal está comprometida em determinados contextos, esse equilíbrio pode se alterar e favorecer o acúmulo do potássio no sangue, quadro conhecido como hipercalemia”, ressalta.
Embora seja afirmado que algumas frutas possam fazer mal para pessoas com alguma condição renal, Sabina é enfática: não necessariamente é preciso excluir algumas frutas da dieta. “O erro é imaginar que o cuidado com potássio significa retirar frutas da alimentação. Nesses casos, o foco é modular escolhas, porções e frequência para preservar o equilíbrio”, afirma.
Para aqueles que buscam escolhas mais estratégicas, a expert listou algumas frutas que costumam ter menor teor de potássio e podem ser incluídas com mais frequência por pacientes com doença renal — claro, dependendo da orientação profissional.
“Entre as opções mais seguras estão maçã, pera, morango, uva e abacaxi. Em alguns casos, a melancia também pode ser consumida, mas em porções controladas”, salienta Sabina Donadelli.
Apesar disso, ela reitera que nenhuma escolha deve ser feita olhando apenas um nutriente isolado. “Quando avaliamos uma fruta, olhamos a matriz alimentar inteira, fibras, compostos bioativos, carga glicêmica e contexto clínico. Não é um raciocínio baseado em um nutriente isolado”, explica.
Quando se trata do potássio, por exemplo, a especialista lembra ainda que o teor do mineral nos alimentos pode variar conforme porção, variedade da fruta e forma de consumo. “Por isso, a importância de não transformar listas genéricas em regra absoluta”, alerta Sabina Donadelli.
Em relação à quantidade ideal, a nutricionista clínica reforça que não existe uma recomendação única para todos os casos. “A quantidade ideal varia conforme o grau de comprometimento dos rins e a avaliação individual”, reitera Sabina Donadelli.
“Mesmo alimentos considerados mais seguros podem se tornar excessivos dependendo da quantidade e da frequência. A dose faz diferença”, emenda.
Outro ponto importante é a restrição feita pelo paciente por conta própria. “Nem toda pessoa com doença renal precisa eliminar alimentos ricos em potássio da dieta. Fazer essa escolha sem orientação pode ser inadequado e até prejudicial”, acrescenta.

A forma de consumo também influencia. “Sucos, por exemplo, podem concentrar a quantidade de várias frutas em um único copo, aumentando a carga de potássio”, alerta a especialista.
Sabina orienta que a melhor forma de consumo é a fruta in natura. “Quando falamos em saúde renal, o risco está tanto no excesso quanto nas exclusões desnecessárias. O equilíbrio quase sempre é mais inteligente que o radicalismo”, conclui.

A qualidade do sono é essencial para regular as funções vitais do organismo, tais como pressão arterial, frequência cardíaca e equilíbrio hormonal. Uma boa noite reparadora é o que permite, inclusive, a recuperação do sistema cardiovascular e menos estresse ao coração.
Cardiologista, Rafael Marchetti alerta que, quando o sono é insuficiente ou fragmentado, há um aumento na atividade do sistema nervoso e inflamação, fatores que podem elevar o risco de condições cardiovasculares como hipertensão e arritmias cardíacas.
“No campo cardiovascular, a privação de sono aumenta o risco de infarto, AVC e arritmias. O sistema imunológico também pode ser comprometido, o que torna o organismo mais vulnerável e, no longo prazo, a falta de sono adequada está associada ao envelhecimento precoce e a um maior risco de doenças crônicas”, explica o médico.

Grande parte da relação entre sono desregulado e doenças cardiovasculares é o cortisol, conhecido como hormônio do estresse. Quando a pessoa dorme mal, há uma desregulação na produção desse hormônio, que passa a ter picos em diferentes horários do dia.

De acordo com o cardiologista, a desregulação desse hormônio pode causar aumento da pressão arterial, inflamação e alterações no metabolismo.
“Esse desequilíbrio favorece o acúmulo de gordura abdominal, resistência à insulina e sobrecarga do sistema cardiovascular. Com o tempo, esses fatores aumentam o risco de formação de placas nas artérias, elevando a probabilidade de eventos como infarto e AVC, especialmente quando associados à privação de sono e estresse crônico”, destaca Rafael Marchetti.
A recomendação do médico é que pessoas com predisposição a doenças cardiovasculares mantenham cuidados como uma rotina regular de sono; evitar estimulantes à noite; controlar o estresse e buscar acompanhamento médico.

“Dormir entre sete a nove horas por noite é fundamental. Já quem não tem predisposição também corre risco se negligenciar o sono, pois a privação prolongada pode causar problemas cardiovasculares a longo prazo”, alerta.
O pâncreas é essencial para controlar a glicose e garantir o bom funcionamento do organismo. Segundo a nutricionista Sabina Donadelli, manter o órgão saudável passa por hábitos cotidianos e, quando pequenas escolhas são negligenciadas, a sobrecarga pode acontecer de forma silenciosa.
Embora muitas pessoas só se lembrem do pâncreas ao falar em diabetes, a especialista reforça outras funções decisivas do órgão para o equilíbrio metabólico, digestivo e inflamatório do corpo. Justamente por isso, Sabina destaca como a saúde pancreática pode ser profundamente influenciada por hábitos do dia a dia.
“O pâncreas sofre silenciosamente quando a rotina é marcada por excesso de ultraprocessados, picos glicêmicos frequentes, estresse crônico e sedentarismo. Muitas vezes, esse desgaste começa anos antes de aparecer nos exames”, alerta a especialista.
A alimentação desregrada é o primeiro hábito nocivo citado pela nutricionista. Segundo ela, o consumo excessivo de açúcar, farinhas refinadas e ultraprocessados pode criar um cenário de estímulo contínuo ao órgão.
“Cada pico frequente de glicose exige resposta pancreática. Quando isso se torna rotina, o organismo entra em estado de sobrecarga metabólica”, explica Sabina Donadelli.

Sabina explica que quando a glicose sobe rapidamente no sangue — especialmente após o consumo frequente de açúcar e carboidratos refinados —, o pâncreas libera grandes quantidades de insulina para retirar esse excesso da circulação e levar a glicose para dentro das células.
“Esse mecanismo é natural. O problema surge quando esses picos se repetem muitas vezes ao dia, durante anos. Com o tempo, as células podem se tornar menos sensíveis à ação da insulina, quadro conhecido como resistência à insulina. Para compensar, o pâncreas tende a trabalhar mais e produzir ainda mais hormônio”, explica.
Sabina reforça que esse processo pode favorecer inflamação metabólica, acúmulo de gordura visceral e, em pessoas predispostas, contribuir para a sobrecarga progressiva das células beta pancreáticas — responsáveis pela produção de insulina. “O problema não é um alimento isolado. É viver em repetidos picos glicêmicos, como se o metabolismo nunca tivesse descanso”, afirma.

Sedentarismo
A falta de atividade física também afeta o pâncreas de forma indireta. A nutricionista alerta que o sedentarismo impacta diretamente a sensibilidade à insulina.
A boa notícia é que exercícios moderados já são suficientes para reduzir os danos ao órgão. “Caminhadas, musculação e exercícios aeróbicos, quando praticados com consistência, funcionam como aliados importantes para reduzir a carga metabólica. Esses hábitos melhoram a captação de glicose pelos músculos e reduzem a necessidade de picos elevados de insulina”, explica Sabina Donadelli.
Crises de espirros, nariz entupido, coriza e dor no rosto são comuns em períodos de tempo seco, frio ou mudanças bruscas de temperatura. Embora muita gente use rinite e sinusite como se fossem a mesma coisa, as duas condições são diferentes e exigem atenção quando passam a se repetir com frequência.
A rinite é uma inflamação da mucosa nasal, a parte interna do nariz. Ela pode ser alérgica — quando o organismo reage de forma exagerada a fatores como poeira, ácaros, mofo, pelos de animais e pólen — ou ter outras causas, como irritantes ambientais e infecções.
A condição também pode ser crônica. Nesses casos, os sintomas persistem por longos períodos ou retornam com frequência, especialmente quando a pessoa continua exposta aos gatilhos. Os sinais mais comuns são espirros em sequência, coceira no nariz, coriza clara e obstrução nasal.
A sinusite, também chamada de rinossinusite, envolve a inflamação dos seios da face, cavidades localizadas ao redor do nariz, da testa e das maçãs do rosto. Nesses casos, além do nariz entupido e da secreção, podem aparecer dor ou pressão facial, sensação de peso na cabeça, secreção mais espessa, redução do olfato e mal-estar.
O otorrinolaringologista Miguel Tepedino, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), explica que a piora do quadro está ligada ao funcionamento do nariz.
“O nariz funciona como um filtro de ar, mas depende de umidade e temperatura adequadas para trabalhar bem. Quando o ar fica frio e seco, a mucosa resseca, os cílios ficam mais lentos e a secreção se torna mais espessa. Na prática, isso reduz a capacidade de eliminar partículas e vírus”, diz.
A sinusite merece avaliação quando os sintomas não melhoram após uma semana, há dor facial intensa, principalmente de um lado só, febre alta, secreção nasal espessa e persistente ou piora depois de uma melhora inicial. Sintomas por mais de 10 dias também acendem alerta para a possibilidade de infecção bacteriana.
A rinite e sinusite são diferentes, mas podem estar relacionadas. Quando a rinite não está controlada, a inflamação nasal pode dificultar a drenagem dos seios da face. Com isso, há acúmulo de secreção e maior chance de inflamação ou infecção.
Isso não significa que toda crise de rinite vai virar sinusite. A evolução depende da intensidade da inflamação, da exposição aos gatilhos, da presença de vírus respiratórios e da resposta individual de cada pessoa.
Para a médica Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a rinite não deve ser tratada como um incômodo passageiro quando interfere na rotina.
“Quando os sintomas aparecem mais de três dias por semana, atrapalham o sono, prejudicam o rendimento no trabalho ou a qualidade de vida, isso mostra que a rinite não está controlada e precisa de acompanhamento especializado”, afirma.
A prevenção começa pelo controle dos gatilhos. Poeira, ácaros, mofo, poluição, variações bruscas de temperatura, odores fortes, produtos de limpeza muito perfumados e infecções virais estão entre os fatores mais comuns.
Em casa, a recomendação é manter os ambientes ventilados, evitar acúmulo de poeira, lavar roupas de cama com frequência, usar capas antiácaro em colchões e travesseiros, reduzir objetos que acumulam poeira, evitar excesso de bichos de pelúcia e eliminar focos de mofo.
A lavagem nasal com soro fisiológico pode ajudar tanto na rinite quanto na sinusite.
“A lavagem nasal é uma medida simples, mas com impacto real. Ela atua de forma mecânica: remove secreções, partículas inaladas e mediadores inflamatórios. Pode ser feita diariamente, especialmente em períodos de maior exposição ou sintomas. Em pacientes com rinite, muitas vezes faz parte da rotina”, explica o otorrinolaringologista Miguel Tepedino.
Outro cuidado essencial é não abusar de descongestionantes nasais. Apesar de darem alívio rápido, eles não tratam a inflamação. Após poucos dias de uso contínuo, geralmente entre três e cinco dias, podem causar efeito rebote, quando o nariz volta a entupir de forma ainda mais intensa.
Antialérgicos, corticoides nasais e imunoterapia podem ser indicados em alguns casos, mas o tratamento deve ser orientado por especialista. Quando as crises se tornam frequentes, a melhor estratégia é investigar a causa, controlar os gatilhos e evitar que o problema entre em um ciclo de inflamação recorrente.
A maioria dos estados brasileiros apresenta nível de alerta de risco ou alto risco para o aumento da síndrome respiratória aguda grave (Srag), segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A atualização, divulgada na quarta-feira (29/4), é referente à Semana Epidemiológica 16, que compreende o período de 19 a 25 de abril.
O Brasil já registrou 1.960 mortes por SRAG em 2026. Entre os óbitos com resultado positivo para algum vírus respiratório, a influenza A aparece como a principal causa, seguida pela Covid-19 e pelo rinovírus.
A SRAG é uma complicação respiratória grave que pode ser provocada por diferentes vírus e levar à internação. Entre os sintomas estão falta de ar, desconforto respiratório, queda na saturação de oxigênio, febre persistente e piora do estado geral.
O avanço ocorre em meio ao período de maior circulação de vírus respiratórios, principalmente o vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta sobretudo crianças pequenas, e a influenza A, associada a casos graves e mortes em idosos. De acordo com o levantamento, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul são os únicos estados que não estão em situação de alerta.
Para a médica Maria Cecília Maiorano, coordenadora da pós-graduação em Pneumologia da Afya Educação Médica São Paulo, a alta precoce dos casos de doenças respiratórias em 2026 pode ser explicada por uma combinação de fatores biológicos e climáticos.
“A hipótese mais provável é que a circulação de novas variantes da influenza A, com maior capacidade de transmissão, aliada às mudanças bruscas de temperatura e à baixa cobertura vacinal acumulada em anos anteriores, tenha criado o cenário ideal para a propagação do vírus antes do período sazonal”, explica a médica Maria Cecília Maiorano.
O fenômeno pode ter alterado o calendário epidemiológico tradicional, provocando um aumento repentino de casos antes do período em que a alta costuma ser mais esperada, entre o outono e o inverno.
“Embora o Brasil ainda não viva uma epidemia de vírus respiratórios, o aumento recente dos casos de Srag exige atenção. Esse avanço parece estar mais relacionado à reorganização dos padrões de circulação viral no período pós-pandemia, com a presença simultânea de diferentes vírus, do que ao predomínio de um único agente capaz de sustentar um cenário epidêmico”, afirma a médica Ellen Adriani Lopes de Oliveira, da plataforma INKI.
Ela alerta que idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas seguem sob maior risco de complicações e precisam de atenção redobrada.
A análise da Fiocruz aponta que 16 unidades da federação apresentam sinal de aumento de casos de Srag: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Tocantins.
Indivíduos com sintomas gripais devem evitar contato direto com outras pessoas, especialmente idosos, bebês e pacientes com doenças crônicas. O uso de máscara também é recomendado em ambientes fechados e ao procurar atendimento em serviços de saúde.
“A principal forma de proteção contra os casos graves de VSR e influenza é a vacinação. Por isso, é essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, tome a dose atualizada da vacina durante o período da campanha, para ficar protegida no momento de maior circulação desses vírus. A vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida”, ressalta a pesquisadora Tatiana Portella em comunicado do Boletim InfoGripe da Fiocruz.
Ganhar massa muscular e perder gordura ao mesmo tempo é um dos objetivos mais buscados por quem treina. Mas também é um dos mais difíceis. Isso acontece porque os dois processos exigem condições opostas no corpo.
Para emagrecer, é necessário consumir menos calorias do que se gasta. Já para ganhar músculo, o organismo precisa de energia e nutrientes em maior quantidade. Esse conflito torna o processo mais complexo, principalmente para quem já treina há mais tempo.

Ainda assim, em alguns casos, é possível evoluir nos dois sentidos. Isso acontece com mais facilidade em iniciantes ou quando há um bom planejamento de treino e alimentação.
O principal desafio está no controle calórico. O déficit ajuda na queima de gordura. Já o superávit favorece a construção muscular.
Segundo o treinador Leandro Twin, iniciantes conseguem resultados simultâneos porque o estímulo do treino é novo e intenso. Já praticantes intermediários ou avançados têm mais dificuldade, pois o corpo já está adaptado.
Isso não significa que seja impossível melhorar o físico. Significa que o processo precisa ser mais estratégico.1. Treino intenso é essencial
Não existe ganho de massa sem estímulo adequado. O treino precisa ser desafiador para gerar adaptação muscular.
Treinar com intensidade, próximo da falha, é fundamental para sinalizar ao corpo que ele precisa construir mais músculo. Sessões longas não são obrigatórias, mas a qualidade do esforço faz diferença.
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Extremos atrapalham o progresso. Comer demais pode aumentar a gordura corporal. Comer de menos pode impedir o ganho de massa.
O ideal é manter uma dieta equilibrada, com leve ajuste calórico conforme o objetivo. Proteínas adequadas, bons carboidratos e gorduras de qualidade são essenciais para sustentar o treino e a recuperação muscular.
Uma estratégia possível é concentrar mais calorias nos dias ou momentos de treino de determinados grupos musculares. Isso ajuda a otimizar o uso de energia pelo corpo.
Segundo o especialista, essa técnica pode ser útil em fases específicas, principalmente para desenvolver músculos mais fracos sem sair completamente do déficit calórico.
Ganhar massa e perder gordura ao mesmo tempo exige consistência. Não existe solução rápida.
Treino bem executado, alimentação equilibrada e estratégia são os pilares do resultado. Para iniciantes, o progresso tende a ser mais rápido. Para quem já treina há mais tempo, o foco deve ser ajustar detalhes e respeitar o processo.
Com planejamento e disciplina, é possível melhorar a composição corporal e evoluir de forma consistente.
Um novo projeto científico está permitindo observar o corpo humano em um nível de detalhe nunca alcançado. Chamado de Atlas de Órgãos Humanos (HOA, na sigla em inglês), o trabalho reúne imagens em três dimensões de diferentes partes do organismo, desde órgãos inteiros até estruturas celulares, com precisão microscópica.
Publicada na revista Science Advances em 11 de março, a pesquisa apresenta uma nova forma de visualizar como o corpo é organizado.
A ideia é mapear a estrutura de órgãos como cérebro, coração, pulmões, fígado e rins de maneira integrada, permitindo entender melhor como eles funcionam e como reagem a diferentes doenças.
Para os pesquisadores, o corpo humano pode ser comparado a uma estrutura em camadas, formada por células, tecidos e órgãos que se organizam de forma interligada. O atlas permite enxergar essas camadas com um nível de detalhe que antes não era possível.
O projeto utiliza uma técnica avançada de imagem chamada tomografia hierárquica de contraste de fase. O método usa raios X gerados em um acelerador de partículas de alta potência, capaz de produzir imagens muito mais detalhadas do que os exames tradicionais.
Com essa tecnologia, os cientistas conseguiram analisar órgãos completos de doadores sem danificá-los, ampliando as imagens até alcançar a escala celular. Isso permite observar pequenas estruturas internas e entender melhor alterações associadas a diferentes doenças.
“Este é um recurso não só para pesquisadores, médicos e educadores, mas também para qualquer pessoa curiosa sobre como o corpo humano é construído”, diz o cientista Paul Tafforeau, um dos responsáveis pelo projeto, em comunicado.
Até agora, o atlas reúne dados de dezenas de doadores, com imagens de 87 órgãos e centenas de conjuntos tridimensionais. Em alguns casos, é possível analisar vários órgãos de uma mesma pessoa, o que ajuda a entender como uma condição de saúde pode afetar diferentes partes do corpo ao mesmo tempo.
Além de contribuir para o ensino e a pesquisa, o atlas também pode ajudar no desenvolvimento de novas formas de diagnóstico. Estudos anteriores, com a mesma tecnologia, já permitiram identificar alterações microscópicas associadas a doenças, como danos nos pulmões de pacientes com Covid-19 e características de outras condições.
Os dados também podem ser usados para treinar sistemas de inteligência artificial, que vêm sendo cada vez mais utilizados na área da saúde. Com imagens mais detalhadas, esses sistemas podem aprender a identificar sinais precoces de doenças com maior precisão.
“Estamos muito interessados em ver como a comunidade de inteligência artificial vai utilizar esse material”, afirma a biofísica Claire Walsh, que coordena o projeto.
Os pesquisadores afirmam que o atlas continuará sendo ampliado nos próximos anos. A expectativa é que, no futuro, seja possível aplicar a técnica em corpos humanos completos, o que pode mudar a forma como a anatomia é estudada e compreendida.
A 35ª rodada da Premier League foi de sucesso para os jogadores brasileiros. Seis atletas do Brasil balançaram as redes pelo campeonato inglês. O primeiro a marcar foi justamente o vice-artilheiro da edição do torneio. Igor Thiago fez o 22º gol na competição e o 25º na temporada. O gol do centroavante, garantiu a vitória do Brentford por 3 x 0, no sábado (2/5).
Outra equipe que também garantiu um 3 x 0 com contribuição brasileira foi o Bournemouth. O ex-Vasco, Rayan cravou a atropelo dos Cherries sobre o Crystal Palace, nesse domingo (3/5) e o 4º dele pelo clube inglês.
Já no caso de Matheus Cunha, o camisa 10 foi responsável por abrir o placar do Manchester United, com apenas seis minutos de jogo. Os Red Devils venceram o clássico contra o Liverpool por 3 x 2 e se classificaram para a próxima temporada da Champions League.
Ainda no domingo, um brasileiro foi coroado como salvador do time. Richarlison balançou as redes para o Tottenham e garantiu a vitória do time por 2 x 1, sobre o Aston Villa. Com este resultado, o time, enfim, saiu da zona de rebaixamento.
Os dois últimos gols brasileiros aconteceram no mesmo jogo, mas em lados opostos do campo. Nesta segunda-feira (4/5), Igor Jesus foi responsável pelo segundo gol do Nottingham Forest, em cobrança de pênalti contra o Chelsea. Os Reds venciam por 3 x 0, quando, no final do segundo tempo, João Pedro fez o provável gol mais bonito da rodada. De bicicleta após dominada no peito, o camisa 20 diminuiu para os Blues.
Enquanto algumas pessoas fazem muito xixi, outras se espantam por irem pouco ao banheiro. Em ambos os casos, há preocupações com a quantidade de vezes considerada “normal” de urinar ao longo de um dia com a finalidade de manter os rins e a bexiga saudáveis. Esses dois órgãos pertencem ao sistema urinário.
Integrante da equipe do NefroSanta, programa do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF), o nefrologista Elber Rocha explica que, de forma geral, o ideal é urinar entre quatro a sete vezes ao dia. Essa quantidade deve levar em consideração a ingestão hídrica adequada, cerca de 1,5 a 2 litros diários.
O médico pontua que esse número de vezes pode variar conforme idade, clima, uso de medicamentos e consumo de líquidos, especialmente café e álcool. “Mais importante do que o número isolado é a regularidade, o volume urinário e a ausência de sintomas”, argumenta o especialista.
Questionado se urinar poucas vezes ao dia é um sinal de alerta de que os rins e a bexiga não estão saudáveis, o nefrologista responde: “Pode ser, sim”. Segundo o médico, esse indício tende a indicar principalmente baixa ingestão de líquidos, mas também pode estar relacionado a situações mais preocupantes, como desidratação, retenção urinária ou até redução da função renal.
“Se a pessoa urina pouco mesmo ingerindo líquidos adequadamente, isso merece avaliação médica”, instrui o especialista.
De acordo com Elber, manter os rins e as bexiga funcionamento bem requer adotar determinados hábitos, por exemplo, não segurar o xixi por longos períodos, reduzir o consumo de alimentos ricos em sal e observar sinais urinários.

