Quando se pensa em animais de resgate, logo vem à mente os cães farejadores. No entanto, outro bicho incomum tem se destacado na função: uma lontra. Batizada de Splash por seu adestrador, ela já tem ajudado em várias buscas de resgate ou de desaparecidos, sendo acionada em especial nas missões aquáticas.
O animal de 2 anos de idade é uma lontra-de-unhas-curtas-asiática (Aonyx cinereus). Além de ter sido treinado, o bicho já tem certificação de busca e resgate. No currículo de Splash, já há mais de 30 operações, sendo oito descobertas feitas pelo mamífero.
A lontra tem como treinador e tutor Michael Hadsell, que faz parte da equipe da Peace River K9 Search and Rescue (Prsar), uma organização sem fins lucrativos voltada para a busca e resgate de pessoas desaparecidas. Segundo ele, o potencial sensorial e capacidade de adentrar lugares que os cães não podiam, o fez ter a ideia de que a ajuda de Splash seria essencial.
“O único animal que é móvel, que podemos transportar e usar em diferentes locais, e que se treina como os outros animais, como os cães e os cavalos, é a lontra. O cão pode até dar o sinal do barco, mas não consegue encontrar [as pistas] no fundo da água. E quando se trata de casos arquivados, os ossos e as evidências estão todos afundados na lama”, afirma Hadsell, em entrevista ao portal norte-americano Gulf Coast ABC.
Como atua Splash, a lontra
As buscas feitas pela lontra contam com um mecanismo natural e sofisticado: seus bigodes, também chamados de vibrissas. Esses pelos são bastante sensíveis e sensoriais. Através deles, o animalconsegue perceber movimentos e vibrações na água, independente da claridade. Dessa forma, os treinamentos de Hadsell focaram em aperfeiçoar ainda mais a habilidade.
Assim que volta debaixo d’água com alguma possível evidência, o animal anda em círculos e faz sons característicos da espécie conhecidos como guincho para avisar. Quando Splash e o treinador estão mergulhados, o mamífero tenta pegar a máscara de Hadsell para alertá-lo sobre pistas.
Divulgação/Michael HadsellImagem mostra a lontra em um dos resgates que participou
Entre as principais descobertas da lontra, está a solução de um caso de homicídio de 33 anos. Na ocasião, o animal recuperou um tijolo no fundo do lago, que posteriormente foi analisado e comparado com os ferimentos da vítima, ajudando a solucionar o mistério.
Além da lontra, a equipe de resgate de Hadsell conta mais dois cães. Enquanto os caninos supervisionam a superfície, o trabalho dentro d’água por conta do mamífero. A parceria utiliza o melhor de cada animal e torna os resultados mais precisos.
Na última segunda-feira (4), as duas foram flagradas no cinema do shopping Fashion Mall, em São Conrado, na Zona Sul do RJ. Essa, no entanto, não é a primeira vez que as duas são vistas juntas, o que corrobora com os rumores de um possível envolvimento entre elas.
As duas foram assistir “O Diabo Veste Prada 2”, acompanhadas pelos amigos André Nicolau e Renner Souza. Anitta chegou a atender alguns fãs, que se organizaram em fila para aguardá-la, enquanto Alice Carvalho e os amigos tentaram passar despercebidos.
Vale lembrar que no Carnaval, logo após Anitta contar a esta coluna do Metrópoles que estava solteira, as duas foram a um camarote na Sapucaí e curtiram juntinhas, além dos desfiles, o show do cantor Ne-Yo. No espaço VIP, o clima também foi de bastante intimidade e muita fofoquinha ao pé do ouvido.
Além disso, outro detalhe que chamou a atenção do público foi uma foto recente das duas, no aniversário da voz de “EQUILLIBRIVM”, em março. Na publicação, Anitta aparece agarradinha com Alice, num climinha bem “brincadeiras bobas e gostosas” – aliás, teve até uma mão boba na foto.
Preferência por mulheres
Na última semana, Anitta abriu o jogo sobre como está a sua vida amorosa neste momento. A cantora revelou que está muito criteriosa para se envolver com alguém e o que tem procurado em uma pessoa para entrar num relacionamento.
“Se não for aqui, ó, régua lá em cima, eu não estou afim de perder meu tempo. Quero pessoas que vão debater comigo, vão acrescentar coisa, trazer novidades, vou aprender junto e tal”, disse.
Ao conversar com Hugo Gloss, a artista comentou que tem encontrado dificuldade de encontrar os atributos que procura nos homens. “Homem, esquece. Se tiver um que leia um livro? Nossa senhora! Tem homem que opina muito, mas abre e lê um livro? Difícil de conseguir”, destacou.
“Mas mulher tem muita que lê um livro, estamos sempre aí!”, finalizou.
O Alzheimer é a maior causa de demência no mundo. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com a condição.
Estudos mostram que a doença dá sinais biológicos muito cedo. Essas alterações surgem até 20 anos antes dos sintomas clínicos aparecerem.
Nesta fase, chamada de pré-clínica, o cérebro já sofre mudanças. Porém, o paciente ainda não apresenta falhas de memória evidentes.
Apesar disso, o diagnóstico no país costuma ser tardio. Muitas vezes, a descoberta só ocorre quando a autonomia já está comprometida.
Por que o diagnóstico do Alzheimer ainda é demorado?
O atraso ocorre porque muitos sinais são vistos como “normais”. As famílias tendem a banalizar pequenos esquecimentos do envelhecimento.
O neurologista Diogo Haddad alerta que o esquecimento recorrente não é normal. Ter dificuldade para organizar tarefas habituais também merece investigação.
“A identificação precoce depende de uma avaliação estruturada”, afirma o médico. O uso de biomarcadores ajuda a detectar a doença nessa janela estratégica.
As três fases da evolução da doença
Entender como o Alzheimer progride ajuda a identificar o problema cedo. A evolução costuma ocorrer em três estágios principais:
Fase pré-clínica: alterações silenciosas no cérebro e sem sintomas.
Fase leve: falhas de memória recente e mudanças de comportamento.
Fase moderada a avançada: perda de autonomia e dependência total.
Papel da genética e dos novos exames
A ciência avançou muito no diagnóstico de casos precoces. Isso é fundamental para quem apresenta sintomas antes dos 60 anos.
O médico geneticista de Doenças Raras da Dasa Genômica, Roberto Giugliani, explica que alguns casos possuem origem genética. Para esse grupo, a investigação do DNA é essencial.
Atualmente, o Brasil já conta com o Painel NGS para Alzheimer. O exame analisa genes ligados às formas hereditárias da doença.
O teste utiliza uma coleta simples de sangue ou saliva. Ele identifica mutações associadas à predisposição genética de forma precisa.
Sinais de alerta para famílias e profissionais
O Alzheimer não é uma consequência natural do envelhecimento. É uma doença que exige cuidado, planejamento e tratamento adequado.
Identificar os sinais iniciais permite intervenções mais oportunas. Além disso, ajuda a família a se preparar para o futuro.
Fique atento a mudanças de humor sem explicação clara. Dificuldade em reconhecer compromissos recentes também é um alerta importante.
A busca por um especialista deve acontecer aos primeiros sinais. O diagnóstico precoce é uma prioridade estratégica de saúde pública.
O colágeno virou uma constante na publicidade de produtos para a pele e nas tendências de bem-estar nas redes sociais. Mas não se trata apenas de uma palavra da moda.
Para as mulheres, a perda de colágeno pode se tornar especialmente perceptível durante a perimenopausa e a menopausa. Alguns estudos sugerem que o colágeno da pele pode diminuir em até 30% nos primeiros cinco anos após a menopausa, com perdas adicionais de cerca de 2% ao ano depois disso. Nas redes sociais, isso às vezes é chamado de “queda abrupta do colágeno”, mas a ideia subjacente não é nova. Pesquisadores vêm escrevendo sobre os efeitos da menopausa na pele há décadas, com artigos que datam pelo menos da década de 1940 apontando para essa conexão.
Essa queda mais acentuada ocorre além das mudanças graduais que acompanham o envelhecimento. O colágeno parece diminuir com o tempo, com algumas estimativas sugerindo uma queda de cerca de 1% a 1,5% ao ano a partir do início da idade adulta.
O hormônio estrogênio ajuda a regular muitos processos no corpo, incluindo a produção de colágeno. Estudos com animais, mostraram que o estrogênio aumenta a produção de colágeno e a espessura da pele. Pesquisas em humanos também identificaram benefícios para a espessura da pele, a elasticidade e a cicatrização de feridas.
Isso se deve, em parte, ao fato de o estrogênio atuar sobre os fibroblastos, as células responsáveis pela produção de colágeno na pele. Quando os níveis de estrogênio caem durante a perimenopausa e a menopausa, essa sinalização se torna mais fraca. O resultado é uma menor produção de colágeno, acompanhada de pele mais fina, elasticidade reduzida e menor teor de água.
A perda de colágeno não pode ser totalmente evitada, mas alguns fatores podem acelerá-la. Um dos mais importantes é a radiação ultravioleta do Sol e das camas de bronzeamento artificial. Isso aumenta as enzimas chamadas metaloproteinases da matriz, que agem como uma equipe de demolição da pele, decompondo proteínas estruturais como o colágeno. Essas enzimas são encontradas em níveis mais elevados na pele que foi danificada pelo Sol.
A radiação ultravioleta também reduz a quantidade de colágeno novo produzido pelos fibroblastos. Pessoas com tons de pele mais escuros tendem a apresentar menos rugas, provavelmente em parte porque níveis mais elevados de melanina oferecem alguma proteção contra os danos causados pelos raios ultravioleta. Mas a pele mais escura não é imune ao fotoenvelhecimento, ou seja, ao envelhecimento da pele causado pela exposição ao Sol.
Fumar também parece acelerar a perda de colágeno. Um estudo descobriu que o tabagismo reduziu a produção de colágeno tipo I e tipo III pela pele em 18% e 22%, respectivamente, contribuindo para o envelhecimento precoce da pele.
A vitamina C é essencial para a produção de colágeno. Cerca de 100 mg por dia são suficientes para a maioria dos adultos, embora fumantes possam precisar de mais. Muitos suplementos de bem-estar oferecem doses muito maiores, frequentemente em torno de 1.000 mg por dia, mas mais não é necessariamente melhor; cerca de 2.000 mg por dia causam problemas gastrointestinais desagradáveis.
Produtos que alegam aumentar o colágeno estão se tornando cada vez mais populares, mas as evidências por trás deles são contraditórias. É improvável que cremes tópicos de colágeno reponham o colágeno perdido pela pele, pois as moléculas intactas de colágeno são grandes demais para atravessar a barreira cutânea. Eles podem ajudar a hidratar as camadas externas da pele, mas é improvável que causem uma grande diferença nos níveis de colágeno da própria pele.
Suplementos orais de colágeno têm sido associados, em alguns estudos, a melhorias na hidratação e elasticidade da pele. Mas a literatura científica permanece ambígua. Análises apontam para limitações nas evidências, incluindo estudos de pequena escala, potenciais conflitos de interesse e resultados inconsistentes, levando os pesquisadores a recomendar cautela ao interpretar os resultados. Da mesma forma que o colágeno não pode ser absorvido pela pele, o corpo precisa digeri-lo para absorver os aminoácidos que compõem o colágeno, e não há como garantir que esses aminoácidos cheguem à pele ou a qualquer outro local desejado. O colágeno hidrolisado é mais fácil de ser absorvido, mas ainda assim não há garantia de que o corpo o utilize onde você deseja.
A terapia de reposição hormonal pode oferecer benefícios mais consistentes. Além de ajudar com outros sintomas da menopausa, a TRH demonstrou, em alguns estudos, melhorar a espessura, a elasticidade e a hidratação da pele. Um estudo relatou que mulheres em TRH apresentaram um aumento de 48% no conteúdo de colágeno da pele em comparação com mulheres não tratadas, e outros estudos relataram tendências semelhantes. Algumas evidências sugerem que o estrogênio transdérmico (que atravessa a pele) também pode ter efeitos mensuráveis sobre o colágeno da pele. Mas os riscos e benefícios gerais da TRH sempre precisam ser considerados individualmente.
Alguns dermatologistas e profissionais de estética também utilizam procedimentos destinados a estimular a produção de colágeno. Os tratamentos de rejuvenescimento a laser visam desencadear processos de reparação na pele e remover o colágeno danificado. Versões mais recentes desses tratamentos são projetadas para reduzir os efeitos colaterais.
A microagulhagem é outra opção comumente sugerida, embora não seja isenta de riscos. As possíveis complicações incluem dor, hematomas, sangramento, infecção, alterações na cor da pele e, em casos raros, crescimentos anormais. Também pode causar hiperpigmentação, o que significa que manchas da pele ficam mais escuras do que a área ao redor.
Quando a menopausa começa, o colágeno geralmente já vem diminuindo há anos. Proteger a pele dos danos causados pelos raios ultravioleta, evitar o tabagismo e ingerir vitamina C em quantidade suficiente pode ajudar a manter os níveis naturais de colágeno do corpo.
A menopausa pode acelerar a perda de colágeno, mas o quadro é mais complexo do que os slogans das redes sociais sugerem. Embora os suplementos de colágeno continuem populares, a ciência por trás deles ainda está em desenvolvimento. A TRH (Terapia de Reposição Hormonal) tem uma base científica mais clara para melhorar a espessura, a elasticidade e a hidratação da pele em algumas mulheres, embora não seja adequada para todas. Quando se trata de colágeno, a ciência é mais útil do que o hype.
A coloproctologista Aline Amaro, de Brasília (DF), explica que “a recuperação da microbiota intestinal passa principalmente pela constância dos hábitos”. A médica destaca a necessidade de adotar uma alimentação rica em fibras, nutrientes que favorecem o bom funcionamento do intestino. Na avaliação da especialista, essa medida é “um dos pilares mais importantes”.
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“Frutas, verduras, legumes, feijões, aveia e sementes contribuem para nutrir as bactérias benéficas do intestino”, menciona Aline. Outro hábito listado pela médica é o consumo de alimentos fermentados, como iogurte natural, kefir e kombucha. “Essas opções também podem colaborar em alguns casos. Deve-se sempre respeitar a individualidade de cada paciente e as possíveis intolerâncias”, sustenta.
Aline afirma que o outro hábito benéfico para a microbiota é evitar o uso desnecessário de antibióticos e a automedicação. “Esses medicamentos tendem a provocar um desequilíbrio importante da flora intestinal”, cita. Quando sintomas persistirem, como gases excessivos, distensão, diarreia ou prisão de ventre frequente, deve-se buscar avaliação especializada para investigar possíveis doenças associadas.
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Programar o treino de acordo com o relógio biológico pode fazer diferença para a saúde do coração. Um estudo publicado na revista científica Open Heart sugere que alinhar o horário da atividade física ao próprio relógio biológico, observando ser uma pessoa mais ativa pela manhã ou à noite (cronotipo), melhora fatores de risco cardiovascular e a qualidade do sono em adultos vulneráveis.
A pesquisa acompanhou 150 pessoas entre 40 e 60 anos, todas sedentárias e com pelo menos um fator de risco cardiovascular, como pressão alta, sobrepeso ou obesidade. Os participantes foram classificados como matutinos ou vespertinos e, depois, divididos em grupos para treinar em horários compatíveis ou incompatíveis com o próprio cronotipo.
Durante 12 semanas, eles realizaram cinco sessões semanais supervisionadas de exercício aeróbico moderado, como caminhada rápida ou esteira. Cada treino durava 40 minutos e acontecia pela manhã, entre 8h e 11h, ou à noite, entre 18h e 21h.
Relógio biológico e saúde cardiovascular
Ao fim do estudo, os pesquisadores observaram melhora geral nos dois grupos. No entanto, os resultados foram mais expressivos entre aqueles que se exercitaram em horários alinhados ao próprio perfil biológico. Esse grupo teve maior redução da pressão arterial, melhora da função autonômica, da capacidade aeróbica, dos marcadores metabólicos e da qualidade do sono.
A diferença apareceu principalmente na pressão sistólica, o número mais alto da medição. Entre os participantes que treinaram em horário compatível com o cronotipo, a queda foi de 10,8 mmHg. Já entre os que se exercitaram em horários incompatíveis, a redução foi de 5,5 mmHg.
O efeito foi ainda mais forte entre pessoas que já tinham pressão alta no início do estudo. Nesse grupo, a pressão sistólica caiu, em média, 13,6 mmHg quando o treino foi feito no horário alinhado ao cronotipo, contra 7,1 mmHg entre os que treinaram em horários desalinhados.
A qualidade do sono também melhorou mais entre os participantes que respeitaram o próprio relógio biológico. Segundo os pesquisadores, esse alinhamento pode ajudar a sincronizar melhor funções do corpo ligadas ao metabolismo, aos músculos, aos vasos sanguíneos e à inflamação.
Os pesquisadores defendem que a avaliação do cronotipo pode ser incorporada às prescrições de exercício, especialmente para pessoas com risco cardiometabólico. A ideia é tornar a recomendação de atividade física mais personalizada, acessível e eficaz.
Apesar dos resultados, os autores destacam limitações. Os participantes foram recrutados apenas em hospitais públicos de Lahore, no Paquistão, e pessoas com cronotipo intermediário não foram incluídas. Por isso, os achados ainda precisam ser confirmados em populações mais diversas.
Ainda assim, os pesquisadores defendem que a avaliação do cronotipo pode ser incorporada às prescrições de exercício, especialmente para pessoas com risco cardiometabólico. A ideia é tornar a recomendação de atividade física mais personalizada, acessível e eficaz.
Medicamentos desenvolvidos para remover a proteína beta-amiloide do cérebro, um dos principais alvos no tratamento do Alzheimer, podem não trazer benefícios relevantes para os pacientes. É o que aponta uma revisão publicada na Cochrane Library em 16 de abril, que reuniu dados de 17 ensaios clínicos com mais de 20 mil pessoas.
Esses fármacos foram criados com base na ideia de que o acúmulo de beta-amiloide está ligado ao desenvolvimento da doença. A expectativa era de que, ao reduzir essas proteínas, seria possível retardar o avanço do quadro, especialmente em estágios iniciais, como o comprometimento cognitivo leve ou a demência leve.
No entanto, os resultados indicam que essa estratégia não tem impacto significativo na prática clínica. Segundo os pesquisadores, os efeitos observados sobre o declínio cognitivo e a progressão da demência foram inexistentes ou muito pequenos, abaixo do que é considerado relevante para a vida dos pacientes.
“Infelizmente, as evidências sugerem que esses medicamentos não fazem diferença significativa para os pacientes”, afirmou Francesco Nonino, neurologista e epidemiologista do Instituto de Ciências Neurológicas de Bolonha, na Itália, e principal autor do estudo, em comunicado.
Ele ressalta que resultados estatisticamente positivos nem sempre se traduzem em benefícios reais no dia a dia.
Riscos e limites do tratamento
Além da baixa eficácia, a análise também identificou um aumento no risco de efeitos adversos. Entre eles estão inchaço e sangramento no cérebro, detectados principalmente por exames de imagem. Na maioria dos casos, esses efeitos não apresentaram sintomas imediatos, mas ainda há incertezas sobre possíveis consequências a longo prazo.
Os pesquisadores destacam que, embora os medicamentos consigam reduzir os níveis de beta-amiloide no cérebro, isso não se reflete em melhora clínica.
Diante dos resultados, os autores defendem que futuras pesquisas sigam outros caminhos. A recomendação é investir em abordagens que considerem diferentes mecanismos envolvidos no Alzheimer, na tentativa de encontrar tratamentos mais eficazes.
“Os medicamentos atuais oferecem algum benefício para alguns pacientes, mas não são suficientes. Precisamos explorar outras possibilidades para enfrentar essa doença”, afirma Edo Richard, professor de Neurologia do Centro Médico da Universidade Radboud.
A Justiça militar da Chinacondenou à morte, com suspensão de dois anos, os ex-ministros da Defesa Wei Fenghe e Li Shangfu, pelo crime de corrupção. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (7/5).
Os dois ficarão presos, inicialmente, pelo período de dois anos. Após esse prazo, caso não sejam condenados por outros crimes graves, terão a pena comutada para prisão perpétua, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
Ambos os condenados foram membros da Comissão Militar Central e conselheiros de Estado. Wei foi condenado pelo crime de aceitar suborno, e Li por aceitar e oferecer suborno.
Wei foi ministro da Defesa da China de 2018 a 2023. Li o sucedeu, ocupando o cargo entre março e outubro de 2023.
Segundo a Xinhua, foi determinado que nenhuma outra comutação ou liberdade condicional será permitida após suas penas serem comutadas para prisão perpétua, de acordo com a lei, após o término do período de suspensão condicional da pena de dois anos.
As condenações fazem parte de uma campanha anticorrupção que ocorre na China desde 2012, a mando do presidente do país comunista, Xi Jinping (foto em destaque).
A mamografia, tradicionalmente usada para rastrear o câncer de mama, pode ganhar uma nova função: ajudar a prever o risco de doenças cardiovasculares. Com inteligência artificial (IA), pesquisadores dos Estados Unidos observaram que o exame pode identificar sinais precoces de alterações nas artérias, ampliando seu potencial para além da oncologia.
Publicado em março no European Heart Journal, o estudo analisou dados de 123.762 mulheres submetidas à mamografia de rotina e sem histórico prévio de doença cardiovascular. A IA foi usada para medir a presença de depósitos de cálcio nas artérias mamárias, efeito associado ao envelhecimento e ao enrijecimento dos vasos sanguíneos. Essas alterações estão diretamente relacionadas a um maior risco de eventos cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.
“O estudo traz uma boa notícia, pois pesquisas mostram que as mulheres temem o câncer de mama, mas não têm tanta consciência de risco cardíaco que mata muito mais do que um tumor nessa parte do corpo. Por isso, elas fazem muito mais mamografias do que exames preventivos do coração”, observa a cardiologista Sofia Lagudis, do Einstein Hospital Israelita.
Incorporado à rotina de exames cardiovasculares, o procedimento poderia fornecer informações valiosas para identificar sinais precoces de doença aterosclerótica, além de auxiliar na estratificação de risco cardíaco e orientar medidas preventivas de forma mais personalizada.
Mas ainda seriam necessários mais estudos, já que há outros métodos validados. “Não se justifica a solicitação de uma mamografia com o objetivo primário de investigar doença coronária, uma vez que existem métodos diagnósticos mais específicos e direcionados para essa finalidade, especialmente no contexto de suspeita clínica, apesar de o exame das mamas apontar informações importantes nesse caso”, pondera o cardiologista Tito Paladino, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
O acúmulo de calcificação nas artérias observado na mamografia não é, por si só, um indicativo direto de eventos coronários ou de infarto agudo do miocárdio. Na realidade, a calcificação arterial representa uma manifestação da aterosclerose sistêmica, refletindo um processo difuso no organismo.
Daí a importância de novas análises para aprofundar esses achados. “Ainda é imprescindível validá-los em mais estudos, adaptar a ferramenta de IA ao equipamento convencional de mamografia, bem como avaliar a capacidade dos diversos aparelhos que fazem o exame em fornecer informação adequada”, pontua Lagudis.
Fatores de risco
“A calcificação das artérias é um processo cumulativo e irreversível, de modo que é preciso controlar os fatores de risco da melhor forma possível”, orienta a médica do Einstein. Entre as medidas protetivas estão manter pressão arterial, glicemia e colesterol em níveis adequados; adotar hábitos que protegem a saúde do coração, como não fumar e evitar o consumo alcoólico; seguir uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e preservar um peso saudável.
Em mulheres, essa atenção se torna ainda mais importante com a chegada do climatério e o avanço da idade, fases em que a proteção hormonal diminui e o risco cardiovascular tende a aumentar.
Treinar descalço na musculação virou tendência entre praticantes de academia e ganhou espaço principalmente em exercícios de membros inferiores. A prática promete aumentar a estabilidade, melhorar a conexão com o solo e favorecer o controle do movimento durante os treinos.
Mas será que realmente funciona? A resposta depende do tipo de exercício, da estrutura do treino e da forma como a prática é realizada.
Treinar descalço pode melhorar estabilidade e controle corporal em exercícios de força - Foto: Shutterstock
O que muda ao treinar descalço?
Sem o amortecimento do tênis, os pés entram em contato direto com o chão. Isso faz com que a musculatura da região trabalhe mais para estabilizar o corpo durante os movimentos.
Além disso, o treino descalço pode melhorar a percepção corporal, conhecida como propriocepção. Esse mecanismo ajuda o corpo a entender melhor a posição das articulações e o equilíbrio durante os exercícios.
Por isso, a estratégia costuma ser utilizada em exercícios como:
Agachamento.
Levantamento terra.
Elevação pélvica.
Exercícios de estabilidade.
Quais são as vantagens?
Alguns estudos indicam que treinar descalço pode favorecer a estabilidade corporal e melhorar a produção de força em determinados movimentos.
A prática também pode ajudar em:
Controle postural.
Maior ativação dos pés e tornozelos.
Redução de oscilações durante o exercício.
Melhor distribuição de força no solo.
Sensação maior de equilíbrio.
Em exercícios de força, principalmente os realizados em pé, essa estabilidade extra pode contribuir para uma execução mais eficiente.
Existem riscos?
Apesar dos benefícios, treinar descalço não é indicado para todas as situações. Exercícios que envolvem deslocamentos rápidos, impacto ou risco de queda de equipamentos exigem atenção redobrada.
Além disso, algumas academias não permitem a prática por questões de segurança e higiene.
Outro ponto importante é que a ausência do tênis aumenta a exigência sobre os pés e tornozelos. Pessoas com dores, lesões ou limitações na região devem ter cuidado antes de aderir ao treino descalço.
Vale para qualquer exercício?
Não. A prática costuma fazer mais sentido em exercícios de membros inferiores e movimentos de força com pouca movimentação.
Já em atividades aeróbicas, exercícios com salto ou treinos de alta intensidade, o tênis continua sendo importante para absorção de impacto e proteção.
Nesses casos, modelos com menos amortecimento costumam oferecer mais estabilidade durante a musculação.
Como começar com segurança
Quem deseja testar o treino descalço pode começar aos poucos, priorizando exercícios simples e cargas moderadas.
Também vale observar alguns cuidados:
Treine em locais seguros.
Evite pisos escorregadios.
Mantenha atenção à postura.
Não aumente a carga rapidamente.
Respeite os limites do corpo.
O mais importante é entender que o treino descalço não é obrigatório. Ele pode funcionar para algumas pessoas e exercícios, mas a escolha deve considerar conforto, segurança e qualidade da execução.
Uma nova pesquisa identificou uma possível explicação biológica para a relação entre câncer de pâncreas, obesidade e diabetes tipo 2. O estudo publicado na revista Cancer Medicine mostrou que alguns genes inflamatórios aparecem ativos tanto em doenças metabólicas quanto no adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais comum e agressivo de câncer de pâncreas.
A descoberta ajuda a entender por que pessoas com obesidade ou diabetes costumam apresentar piores desfechos quando desenvolvem a doença. Segundo os pesquisadores, os achados também podem abrir caminho para novas formas de prever a recorrência do câncer e desenvolver tratamentos mais direcionados.
O câncer de pâncreas é considerado um dos mais letais, porque, na maioria dos casos, é diagnosticado em fases avançadas. Além disso, as opções de tratamento ainda são limitadas e o risco de retorno da doença é alto. De acordo com o estudo, cerca de 80% dos pacientes apresentam recorrência mesmo após a cirurgia.
A obesidade e o diabetes tipo 2 já eram reconhecidos como fatores de risco para esse tipo da doença. No entanto, os mecanismos biológicos que explicam essa conexão ainda não estavam totalmente claros.
Inflamação pode ser peça-chave
A pesquisa foi conduzida em diferentes etapas. Primeiro, os cientistas analisaram dados genéticos públicos de tecidos adiposos de humanos e camundongos, comparando indivíduos saudáveis com pessoas ou modelos animais com obesidade.
Depois, a equipe avaliou dados de célula única de tumores pancreáticos. Esse tipo de análise permite observar com mais detalhes quais células estão presentes no tumor e como elas se comportam. Os pesquisadores encontraram uma população específica de células imunes com alta atividade inflamatória.
Por fim, os principais achados foram validados em laboratório, a partir de amostras de tecido humano. Os resultados confirmaram que alguns dos genes ligados ao câncer de pâncreas estavam mais ativos em contextos associados à obesidade. Isso significa que a inflamação crônica provocada por alterações metabólicas, como obesidade e diabetes, pode criar um ambiente mais favorável para o crescimento do tumor e para o retorno da doença após o tratamento.
Embora o estudo ainda não represente uma mudança imediata, os pesquisadores afirmam que os achados podem ajudar no desenvolvimento de novas estratégias no futuro. Uma possibilidade é usar esses genes como marcadores para identificar pacientes com maior risco de recorrência.
Outra linha de investigação envolve terapias capazes de bloquear ou reduzir a atividade dessas vias inflamatórias após a cirurgia, especialmente em pacientes com obesidade, diabetes ou inflamação crônica.
Apesar de ser considerado uma das porções oceânicas mais remotas do mundo, nem o Pacífico Sul está livre da poluição provocada pelos seres humanos. Um novo estudo detectou a presença considerável de zinco proveniente da queima de combustíveis fósseis e das emissões industriais.
Pode parecer estranha a constatação, visto que não existe indústria no meio do oceano. No entanto, a chegada da poluição ocorre justamente através do ar. Os metais emitidos se ligam a minúsculos aerossóis presentes no vento, permitindo que eles viajem longas distâncias e se depositem nas águas superficiais oceânicas
A descoberta foi liderada por pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich), na Suíça, e do Centro Helmholtz de Pesquisa Oceânica, na Alemanha. Os resultados foram publicados na revista Communications Earth & Environment em meados de março.
“Não existe mais natureza intocada, nem mesmo no Pacífico Sul, que fica tão distante da civilização mais próxima quanto os astronautas na Estação Espacial Internacional”, afirma o autor principal do estudo, Tal Ben Altabet, autor principal do estudo, em comunicado.
Zinco é até benéfico no oceano, mas, em exagero, não
Para a análise das águas do Pacífico Sul, a equipe investigou a composição isotópica do zinco em partículas na água do mar e nos aerossóis da atmosfera. Também foi estudada a composição isotópica do chumbo, considerada um bom indicador de poluição ambiental.
É normal ter zinco no oceano, porém, segundo os resultados, a principal fonte do mineral na camada superficial das águas do Pacífico Sul são as emissões causadas pelos humanos – já as fontes naturais foram praticamente indetectáveis.
“Essencialmente, todo o zinco nas partículas da região superior do Pacífico Sul é de origem artificial. Esses resultados mostram que até mesmo elementos antes considerados imunes à atividade humana agora são dominados pela poluição industrial, que atingiu as partes mais remotas do oceano aberto”, aponta Ben Altabet.
Nos oceanos, o zinco é um recurso essencial para os fitoplânctons, que o utiliza para realizar a fotossíntese. Eles absorvem dióxido de carbono e produzem matéria orgânica e oxigênio, ajudando a regular o clima da Terra. No entanto, em exagero, especialmente se vier de fontes de poluição, o mineral pode prejudicar esse ciclo.
Após o achado, o grupo de pesquisa pretende analisar a composição isotópica dos metais biologicamente essenciais, como o zinco, em outros oceanos, a fim de compreender como os organismos marinhos irão se adaptar às alterações climáticas.
Dados apresentado na Conferência da Organização Europeia de AVC de 2026 em Maastricht, Holanda, sugerem que tanto uma frequência cardíaca muito baixa quanto muito alta pode estar associada a um risco maior de desenvolver acidente vascular cerebral (AVC).
A pesquisa apresentada nesta quarta-feira (6/5), foi repercutida pelo site Live Science e reforça a importância de manter o ritmo cardíaco dentro de faixas consideradas saudáveis.
Os achados indicam que o coração não apresenta risco apenas quando bate rápido demais — um ritmo excessivamente lento também pode sinalizar problemas importantes no organismo.
Para entender melhor a relação entre os batimentos cardíacos e o risco de AVC, os cientistas analisaram dados da saúde de 460.000 pessoas, ao longo de quatorze anos, cujos dados estão incluídos no UK Biobank. O objetivo era observar como diferentes padrões de frequência cardíaca influenciam a probabilidade de eventos cardiovasculares.
A frequência cardíaca em repouso — número de batimentos por minuto quando a pessoa está em descanso — foi um dos principais parâmetros avaliados. Em geral, valores considerados normais ficam entre 60 e 100 batimentos por minuto para adultos.
Ao comparar os extremos, os pesquisadores identificaram um padrão preocupante: tanto índices abaixo quanto acima dessa faixa estavam associados a um aumento no risco de AVC.
Quando o coração bate devagar demais
Uma frequência cardíaca muito baixa, condição conhecida como bradicardia, pode indicar que o coração não está bombeando sangue de forma eficiente. Em alguns casos, isso pode reduzir o fluxo sanguíneo para o cérebro, favorecendo a formação de coágulos ou outros problemas circulatórios.
Embora atletas e pessoas muito condicionadas possam ter batimentos naturalmente mais baixos sem risco, valores reduzidos fora desse contexto podem ser um sinal de alerta.
Frequência alta também é alerta
Por outro lado, batimentos acelerados — chamados de taquicardia — também foram associados a maior risco de AVC. Um coração que trabalha constantemente em ritmo elevado pode sofrer sobrecarga, além de estar mais suscetível a arritmias, como a fibrilação atrial. Essa condição é conhecida por aumentar significativamente a chance de formação de coágulos, que podem se deslocar até o cérebro e causar um AVC.
Equilíbrio cardíaco
Os resultados reforçam que o equilíbrio da frequência cardíaca é fundamental para a saúde. Nem sempre o problema está apenas nos extremos evidentes, mas em padrões persistentes fora da faixa ideal.
Os pesquisadores destacam que a frequência cardíaca pode ser influenciada por diversos fatores, como idade, nível de atividade física, estresse, uso de medicamentos e presença de doenças cardíacas.
Apesar de o estudo apontar uma associação — e não uma relação direta de causa e efeito —, os dados ajudam a identificar sinais que merecem atenção médica.
Principais pontos de alerta
Batimentos frequentemente abaixo de 60 ou acima de 100 em repouso;
Sensação de tontura ou desmaios;
Palpitações constantes;
Cansaço sem explicação aparente.
Monitorar a frequência cardíaca, seja por exames ou dispositivos como relógios inteligentes, pode ser uma forma útil de identificar alterações precocemente.
O AVC segue como uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Por isso, entender fatores de risco — mesmo os menos óbvios — é essencial para a prevenção.
Pré-candidato à Presidência da República nas eleições de outubro deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL) venceria, com 12 pontos percentuais de diferença, um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores de São Paulo, segundo levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (6/5).
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também aparece na liderança da simulação sobre o primeiro turno no estado paulista. Na pesquisa estimulada, o senador marca 34% das intenções de voto no estado, enquanto Lula foi escolhido por 31% dos eleitores. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece em terceiro lugar com 3% das intenções de voto. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o fundador do MBL, Renan Santos (Missão) estão empatados em 2%.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
1º turno entre eleitores de SP
Flávio Bolsonaro (PL): 34%
Lula (PT): 31%
Romeu Zema (Novo): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 2%
Renan Santos (Missão): 2%
Outros: 5%
Branco/Nulo/Não vai votar: 13%
Indecisos: 10%
Para o segundo turno, o levantamento simulou três cenários em São Paulo. No primeiro deles, Flávio Bolsonaro vence com 47% dos votos, contra 35% do atual mandatário. No segundo cenário, Lula mantém os 35% de intenções de voto e aparece atrás de Romeu Zema, que marca 36%. Segundo a pesquisa, o petista fica numericamente à frente apenas no terceiro cenário, quando marca 35% dos votos contra 34% de Ronaldo Caiado.
2º turno em SP
Cenário 1:
Flávio Bolsonaro (PL): 47%
Lula (PT): 35%
Branco/Nulo/Não vai votar: 14%
Indecisos: 4%
Cenário 2:
Romeu Zema (Novo): 36%
Lula (PT): 35%
Branco/Nulo/Não vai votar: 22%
Indecisos: 7%
Cenário 3:
Lula (PT): 35%
Ronaldo Caiado (PSD): 34%
Branco/Nulo/Não vai votar: 24%
Indecisos: 7%
O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 28 de abril e ouviu 1.650 eleitores de São Paulo. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa Genial/Quaest está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09928/2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta quarta-feira (6/5), em publicação nas redes sociais, que a guerra no Irã terminará se o país persa “ceder o que foi acordado”. O norte-americano, no entanto, ameaçou bombardear “com mais intesidade que antes” caso o Irã não concorde com um acordo.
“Supondo que o Irã concorde em ceder o que foi acordado, o que talvez seja uma grande suposição, a já lendária Operação Epic Fury chegará ao fim, e o altamente eficaz bloqueio permitirá que o Estreito de Ormuz fique aberto a todos, incluindo o Irã. Se não concordarem, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes”, escreveu.
Os itens do documento seriam uma moratória no programa nuclear do Irã, além de concessões dos EUA, como a liberação de ativos congelados iranianos e a suspensão de sanções econômicas contra o país.
Como nos conta Homero, Odisseu empreendeu uma jornada épica, contra todas as adversidades, de Tróia até sua casa em Ítaca. Ele visitou muitas terras, mas passou a maior parte do tempo com a ninfa Calipso em sua ilha.
Podemos imaginar que sua esposa, Penélope, teria perguntado a ele sobre esse período específico. Odisseu poderia ter respondido: “Não foi nada. Na verdade, foi menos do que nada. Fiquei cinco anos negativos com Calipso. De que outra forma eu teria chegado em casa após apenas dez anos? Se você não acredita em mim, pergunte a ela”.
As partículas quânticas, ao que parece, são tão astutas quanto Odisseu, como demonstramos em um experimento publicado no periódico científico Physical Review Letters. Não só o tempo de chegada delas pode sugerir que permaneceram com outras partículas por um período de tempo negativo como, se perguntarmos a essas outras partículas, elas corroborarão a história.
Fótons permanecendo com átomos
Nosso experimento utilizou fótons – partículas quânticas de luz – e a jornada contra todas as probabilidades que eles devem empreender para atravessar diretamente uma nuvem de átomos de rubídio.
Esses átomos têm uma “ressonância” com os fótons, o que significa que a energia do fóton pode ser transferida temporariamente para os átomos como uma excitação atômica. Isso permite que o fóton “permaneça” na nuvem atômica por um tempo antes de ser liberado.
Para que essa ressonância seja eficaz, o fóton deve ter uma energia bem definida, correspondente à quantidade de energia necessária para colocar um átomo de rubídio em um estado excitado.
Mas, de acordo com uma forma do famoso princípio da incerteza de Heisenberg, se a energia do fóton é bem definida, então seu tempo deve ser incerto: o pulso de luz que o fóton ocupa deve ter uma longa duração. Isso significa que não podemos saber exatamente quando o fóton entra na nuvem, mas podemos saber em média quando ele entra.
Se um fóton como esse for disparado contra a nuvem, o resultado mais provável é que sua energia seja transferida para os átomos e, em seguida, reemitida como um fóton viajando em uma direção aleatória. Nesses casos, o fóton é espalhado e não consegue chegar ao seu destino.
Tempos de chegada do fóton
Mas se o fóton conseguir atravessar diretamente a nuvem, algo estranho acontece. Com base no tempo médio em que o fóton entra na nuvem, é possível calcular o tempo médio esperado para que ele chegue ao lado oposto da nuvem, supondo que ele viaje à velocidade da luz (como os fótons geralmente fazem).
O que se constata é que o fóton, na verdade, chega muito antes disso. De fato, ele chega tão cedo que parece ter passado um tempo negativo dentro da nuvem – saindo, em média, antes mesmo de entrar.
Esse efeito é conhecido há décadas e foi observado em um experimento de 1993. Mas os físicos, em sua maioria, decidiram não levar esse tempo negativo a sério.
Isso porque ele pode ser explicado dizendo-se que apenas a parte mais à frente do pulso de longa duração atravessa diretamente a nuvem atômica, enquanto o resto é espalhado. Isso faz com que um fóton bem-sucedido (não espalhado) chegue mais cedo do que ingenuamente seria esperado.
Questionando os átomos
Mas Aephraim Steinberg, um dos autores daquele artigo de 1993, não aceitou tão rapidamente essa desconsideração do tempo negativo como um artefato. Em seu laboratório na Universidade de Toronto, ele queria descobrir o que aconteceria se se “questionasse” os átomos de rubídio na nuvem para saber quanto tempo o fóton havia permanecido entre eles como uma excitação. Após uma experiência inicial com resultados inconclusivos, ele pediu a mim, como teórico quântico, uma ajuda para determinar o que esperar.
Quando falamos em interrogar os átomos, o que isso significa na prática é fazer continuamente medições nos átomos enquanto o fóton está passando pela nuvem, para verificar se a energia do fóton está naquele momento ali. Mas há uma sutileza aqui: medições na física quântica inevitavelmente perturbam o sistema que está sendo medido.
Se fizéssemos uma medição precisa para determinar se o fóton está presente nos átomos, a cada instante, impediríamos que os átomos interagissem com o fóton. É como se, simplesmente observando Calipso de perto, impedíssemos que ela colocasse as mãos em Odisseu (ou vice-versa). Esse é o conhecido efeito quântico de Zenão, que destruiria o próprio fenômeno que queremos estudar.
Nosso experimento
A solução é, em vez disso, fazer uma medição muito imprecisa (mas ainda assim calibrada com grande precisão). Esse é o preço a pagar para manter a perturbação insignificante. Especificamente, disparamos um feixe de laser fraco – não relacionado ao pulso de fóton único – através da nuvem de átomos e medimos pequenas mudanças na fase da luz do feixe para verificar se os átomos estavam excitados.
Qualquer execução isolada do experimento fornece apenas uma indicação muito aproximada de se o fóton permaneceu nos átomos, mas uma média de milhões de execuções resulta em um tempo de permanência preciso.
Surpreendentemente, o resultado dessa medição fraca do tempo de permanência, quando o fóton atravessa diretamente a nuvem, é exatamente igual ao tempo negativo sugerido pelo tempo médio de chegada dos fótons. Antes de nosso trabalho, ninguém suspeitava que esses dois tempos, medidos de maneiras totalmente diferentes, fossem iguais.
Fundamentalmente, o valor negativo do tempo de permanência medido de forma fraca não pode ser explicado imaginando-se que apenas a frente do pulso do fóton atravessa, ao contrário do tempo inferido a partir do tempo de chegada.
Então, o que tudo isso significa? Uma máquina do tempo está prestes a surgir?
Infelizmente, não. Nossa experiência é totalmente explicada pela física padrão. Mas ela mostra que o tempo de permanência negativo não é um artefato. Por mais paradoxal que possa parecer, ele tem um efeito diretamente mensurável na nuvem atômica que o fóton atravessa. E nos lembra que ainda há territórios a serem descobertos na odisseia que é a pesquisa na física quântica.