O trabalho reúne dados de diferentes pesquisas e reforça a importância da atividade física cotidiana como ferramenta para sustentar resultados ao longo do tempo. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise, considerada um dos níveis mais robustos de evidência científica.
Ao todo, os pesquisadores avaliaram 18 ensaios clínicos randomizados, dos quais 14 foram incluídos na análise final. Somando os dados, foram considerados 3.758 adultos, com média de idade de 53 anos, todos envolvidos em programas de mudança de estilo de vida voltados ao controle do peso.
Os cientistas analisaram principalmente a relação entre o número de passos diários e a capacidade de manter o peso após uma fase inicial de emagrecimento.
No início dos estudos, os participantes caminhavam, em média, cerca de 7.280 passos por dia. Durante a fase de perda de peso, o número subiu para aproximadamente 8.454 passos diários. Na etapa seguinte, de manutenção do peso, a média permaneceu próxima: cerca de 8.241 passos por dia.
A análise indicou que níveis mais altos de atividade física, especialmente próximos da faixa de 8,5 mil passos, estavam associados a uma menor tendência de recuperar peso ao longo do tempo.
Embora a variação possa parecer pequena, os pesquisadores destacam que manter a perda de peso já representa um desafio significativo — e qualquer estratégia que reduza o reganho tem relevância clínica.
Por que caminhar ajuda a manter o peso
A explicação está no equilíbrio energético. Aumentar o número de passos ao longo do dia eleva o gasto calórico e contribui para manter o corpo em um estado mais estável em relação ao peso.
Além disso, a atividade física regular pode influenciar o metabolismo e ajudar na regulação do apetite, fatores importantes após o emagrecimento, fase em que o organismo tende a recuperar peso com mais facilidade.
Outro ponto favorável é a adesão: caminhar é uma prática acessível, de baixo impacto e mais fácil de manter na rotina quando comparada a exercícios mais intensos.
Apesar dos resultados, os próprios autores alertam que o número de 8,5 mil passos não deve ser encarado como uma meta rígida ou universal. A associação encontrada não estabelece uma relação de causa direta para todas as pessoas.
Os achados reforçam que consistência tende a ser mais eficaz do que soluções rápidas. Incorporar mais movimento ao dia a dia, como caminhar regularmente, pode fazer diferença real na manutenção dos resultados. Sem depender de mudanças radicais, o hábito de se manter ativo pode ser um dos pilares mais sólidos para evitar o efeito sanfona e preservar a saúde ao longo do tempo.
Preso em flagrante por feminicídio na noite de sábado (9), em Campinas (SP), o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, fazia parte da corporação desde 1998 e trabalhava internamente em uma das bases operacionais.
A vítima, Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, foi morta a tiros no dia do casamento do casal, após uma discussão. Ela deixou três filhos de um relacionamento anterior.
Nájylla Duenas Nascimento (Foto: Reprodução)
Segundo o boletim de ocorrência, os dois entraram em luta corporal e familiares conseguiram retirar as crianças do local. Em seguida, o guarda pegou a arma funcional, agrediu Nájylla e atirou contra ela antes de fugir.
Testemunhas relataram ainda que ele voltou à residência e fez novos disparos. Nájylla chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.
Em nota, a defesa de Daniel afirmou que acompanhará o caso confiando na investigação técnica e imparcial, destacando que ele se apresentou espontaneamente e colaborará com as apurações.
O advogado disse ainda que buscará a liberdade provisória e que "o que realmente ocorreu será debatido pela defesa nos autos".
Guarda municipal Daniel Barbosa Marinho (Foto: Reprodução / EPTV)
Histórico de violência
A mãe da vítima, Rosilaine Alves Duenas, de 49 anos, afirmou que o guarda tinha histórico de violência quando bebia. Segundo ela, já havia alertado a filha sobre as agressões, mas Nájylla estava apaixonada e decidiu se casar. A cerimônia no cartório aconteceu na manhã de sábado (9).
Os três filhos de Nájylla — um adolescente de 15 anos e duas meninas, de 12 e 8 anos — estavam na festa e presenciaram o crime.
Abalada, ela lamentou a perda da filha na véspera do Dia das Mães. “Não é fácil, meu filho. Só Deus”, disse.
A mãe também contou que a filha realizava o sonho de cursar Direito em uma faculdade online. “Queria se formar advogada”, afirmou.
Nájylla era a mais velha de quatro irmãos. A família, que mora no Paraná, chegou a Campinas no domingo (10) para cuidar da liberação do corpo e do velório, previsto para segunda-feira (11).
Apuração da Corregedoria
De acordo com a Guarda Municipal, o próprio agente acionou a corporação após o crime. Ele foi levado para a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foi preso em flagrante.
Em nota, a Guarda lamentou o caso e reafirmou o compromisso no combate à violência.
A corporação informou ainda que a Corregedoria acompanha a investigação e irá abrir procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do agente.
O que diz a defesa
"O que posso dizer sobre o ocorrido, enquanto defensor do Daniel, é que estarei acompanhando atentamente o caso e confiando plenamente na apuração técnica (pericial) e imparcial das circunstâncias.
O procedimento ainda se encontra em fase investigativa, sendo indispensável a preservação de todos as garantias constitucionais da defesa, que é assegurado a todos os cidadãos.
Daniel se apresentou espontaneamente, em momento algum imaginou fuga, se apresentou ao comando da guarda municipal e colaborará com as investigações.
Na data de ontem, em audiência de custódia, se apresentou ao Juiz de Direito, o qual entendeu por manter sua prisão baseado tão somente na gravidade do crime, não se discutindo neste momento a motivação ou qualquer argumento defensivo/acusatório; trata-se de um procedimento de garantia individual de verificação da regularidade da prisão.
Ainda insistiremos na liberdade provisória por entender que se trata de pessoa com direito constitucional assegurado de responder em liberdade, sendo guarda municipal desde 1998 e idôneo, sendo que o malsinado ato será clarificado nos autos oportunamente.
A dinâmica dos fatos, o que realmente ocorreu será debatido pela defesa nos autos, e duramente através das garantias da ampla defesa.
Mas, em respeito a memória da vítima e dos familiares envolvidos, este defensor não fará exposição de detalhes da versão apresentada por Daniel e circunstâncias factuais que possui, evitando julgamento precipitado da tese defensiva a ser exposta no processo, mesmo porque ainda temos que aguardar laudos periciais do local dos fatos, inclusive de laudo de corpo delito, disparos e demais diligências que são de suma importância para estruturar a tese defensiva.
Atuarei de forma firme e responsável, buscando que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos dentro da legalidade e do equilibrio.
É uma ocorrência extremamente sensível e grave, em especial por se tratar de feminicídio, que tem assolado nosso país, com pena que foi endurecida, portanto é fundamental que no devido processo legal se possa também lançar o olhar na ampla defesa para ao final se fazer justiça".
Os hábitos que prejudicam o coração costumam ser silenciosos e repetidos diariamente por anos. Muitas vezes, eles passam despercebidos, mas podem aumentar significativamente os riscos de doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e hipertensão.
Grande parte dos problemas cardíacos não surge de um único fator isolado, mas da soma de comportamentos que sobrecarregam o organismo. Sedentarismo, alimentação inadequada e negligência com sinais do corpo criam um ambiente favorável para inflamações e entupimento das artérias.
O que ameaça o coração no dia a dia
Quando hábitos pouco saudáveis se tornam rotina, o corpo passa a sofrer alterações importantes. Ocorrem aumento da pressão arterial, inflamação crônica e mudanças no metabolismo de gorduras e glicose, fatores que favorecem doenças cardiovasculares.
O problema é que, no início, muitos desses danos não causam sintomas claros. Por isso, o acompanhamento médico e os cuidados preventivos fazem tanta diferença.
Confira os principais hábitos que podem prejudicar o coração ao longo do tempo.
1. Ficar muito tempo sentado
Passar horas sentado reduz a circulação sanguínea e favorece ganho de peso, pressão alta e diabetes. Pequenas pausas ao longo do dia ajudam a movimentar o corpo e reduzir os impactos do sedentarismo.
2. Dormir mal frequentemente
A má qualidade do sono interfere diretamente na saúde cardiovascular. Além disso, ronco persistente pode indicar apneia do sono, condição associada ao aumento do risco cardíaco.
3. Negligenciar a higiene bucal
Problemas gengivais e inflamações na boca também podem afetar o coração. Estudos já relacionam doenças periodontais a maior risco de problemas cardiovasculares.
4. Consumir muito sal e álcool
O excesso de sal favorece hipertensão arterial, enquanto o consumo exagerado de álcool pode aumentar arritmias e sobrecarregar o músculo cardíaco.
Hábitos saudáveis fazem diferença
5. Fumar ou conviver com fumaça
O tabagismo continua sendo um dos maiores fatores de risco para doenças cardiovasculares. A fumaça prejudica vasos sanguíneos e aumenta as chances de infarto e AVC.
6. Comer poucos alimentos naturais
Dietas pobres em frutas, legumes, verduras e fibras contribuem para colesterol elevado e inflamações no organismo.
7. Ignorar exames e sinais do corpo
Muitas doenças cardiovasculares evoluem silenciosamente. Exames regulares ajudam a identificar alterações antes que elas se agravem.
8. Viver sob estresse constante
A saúde emocional também impacta o coração. Estresse prolongado, isolamento social e ansiedade podem elevar pressão arterial e aumentar riscos cardiovasculares.
O que acontece quando esses hábitos mudam?
Quando hábitos prejudiciais são substituídos por rotinas mais saudáveis, o organismo responde de forma positiva. A pressão arterial tende a melhorar, a circulação funciona melhor e o risco de doenças cardiovasculares diminui ao longo do tempo.
Pequenas mudanças diárias, feitas com constância, ajudam a fortalecer o coração e melhorar a qualidade de vida.
Lamine Yamal respondeu Jude Bellingham após o Barcelona conquistar o título da La Liga diante do Real Madrid, no último domingo (10/5). Mesmo fora da partida, o jovem atacante usou as redes sociais para provocar o inglês com a frase “falar é fácil”, repetindo uma publicação feita por Bellingham após vitória merengue no primeiro turno do Campeonato Espanhol.
Veja a provocação:
A troca de provocações começou em outubro do ano passado, quando o Real Madrid venceu o Barcelona por 2 x 1, no Santiago Bernabéu. Na ocasião, Yamal havia provocado o rival antes do clássico e acabou alvo de ironias de jogadores do time madrilenho, como Carvajal e Vini Jr., que o acusaram de “falar muito”.
Após aquela vitória, Bellingham também entrou na provocação. O meio-campista publicou uma foto nas redes sociais acompanhada da legenda: “Falar é fácil. Halla Madrid sempre!”.
Meses depois, Yamal aproveitou o título espanhol do Barcelona justamente contra o Real Madrid para responder. O atacante publicou um vídeo comemorando nas arquibancadas do Camp Nou usando a mesma frase escrita anteriormente por Bellingham.
Com a vitória no clássico, o Barcelona garantiu matematicamente o título de La Liga e chegou à sua 29ª conquista do Campeonato Espanhol.
Luana Piovani comentou nas redes sociais o presente recebido por Cintia Dicker no Dia das Mães, celebrado nesse domingo (10/5).
A atriz respondeu à curiosidade de seguidores sobre o carro de luxo dado por Pedro Scooby à atual esposa e aproveitou para afastar rumores de desentendimento entre as duas.
Reação ao carrão
Durante interação com fãs no Instagram, Luana foi questionada sobre a SUV recebida pela modelo, um Audi Q8 avaliado em mais de R$ 800 mil. Ao reagir ao assunto, a artista afirmou que não gostaria de ganhar um automóvel, mas demonstrou satisfação pelo presente entregue à companheira do ex-marido.
“O que é isso gente? Eu não sei, eu não vi! Ela ganhou um carro? Que bom! Eu detestaria ganhar um carro, mas que bom que ela ganhou. Aliás, ela merece muito mais coisas, não é? É uma mulher maravilhosa. Uma mãe maravilhosa”, declarou.
6 imagens
Negou rivalidade
Na sequência, Luana também rebateu especulações sobre uma possível rivalidade com Cintia e destacou a relação da modelo com seus filhos. A atriz ressaltou que a esposa de Pedro Scooby exerce um papel importante quando as crianças estão no Brasil.
“É uma excelente, por que não se dizer, mãe, também? Porque ela ocupa esse lugar quando os meus filhos estão no Brasil. Ela não é a mãe, mas ela está nesse lugar de cuidado, de zelo”.
Ao encerrar o assunto, a famosa criticou internautas que tentam criar conflitos entre elas. “Acho ótimo que vocês venham tentar inventar coisa, intrigas e ‘ciumezinho’. Não me gastem”, disparou.
Veja vídeo
Relembre
Luana Piovani e Pedro Scooby mantiveram um relacionamento por oito anos e são pais dos gêmeos Liz e Bem, de nove anos, além de Dom, de 13.
O ex-casal encerrou a relação em 2019. Atualmente, o surfista é casado com Cintia Dicker, com quem tem Aurora, de três anos. Em 2024, Dom passou a morar com o pai após autorização da atriz.
O segundo maior tsunami já registrado na história provocou uma onda de 481 metros de altura, equivalente a um prédio de mais de 150 andares, no sudeste do Alasca. O fenômeno ocorreu após um deslizamento de terra no fiorde Tracy Arm em agosto de 2025. Em 6 de maio deste ano, a revista Science publicou um estudo detalhado sobre o caso.
O episódio ocorreu cerca de 12 horas depois de passageiros do navio Hanse Explorer passarem pela região para observar e fotografar a geleira South Sawyer. Pouco depois das 5h da manhã, uma encosta ao lado da geleira desabou no fiorde, lançando milhões de toneladas de rocha e detritos na água.
A força do impacto empurrou a água contra as paredes estreitas do fiorde. A onda subiu 481 metros do outro lado da encosta, arrancando a vegetação e deixando a rocha exposta. Apesar da dimensão do fenômeno, ninguém ficou ferido, já que não havia embarcações próximas no momento do deslizamento.
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Tsunami foi causado por deslizamento
O tsunami foi diferente daqueles provocados por terremotos no fundo do mar. Nesse caso, a origem foi um deslizamento de terra. Quando uma massa gigantesca de rocha caiu rapidamente na água, a energia foi transferida para o fiorde e formou uma onda localizada, mas extremamente alta.
Segundo a análise, cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha desabaram em aproximadamente um minuto. O impacto gerou um sinal sísmico equivalente a um terremoto de magnitude 5,4 e provocou um movimento prolongado da água dentro do fiorde, conhecido como seiche, uma espécie de “balanço” da água em ambiente fechado.
O único tsunami conhecido com altura maior foi registrado em 1958, também no Alasca, na baía de Lituya, quando uma onda chegou a 520 metros após outro grande deslizamento.
Sistema de alerta
O estudo defende a criação de sistemas de alerta voltados a deslizamentos capazes de provocar tsunamis em fiordes. A ideia seria combinar dados de chuva, recuo de geleiras, atividade sísmica e imagens de satélite para indicar quando uma área está mais instável.
Em um cenário ideal, o aumento gradual do risco poderia gerar alertas progressivos. Um aviso inicial indicaria perigo elevado em uma região ampla. Se os tremores aumentassem ou se houvesse sinais de ruptura iminente, embarcações poderiam ser orientadas a deixar o fiorde ou evitar a entrada.
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Mesmo depois do início do deslizamento, sensores sísmicos poderiam ajudar a detectar o evento em poucos minutos e emitir um alerta emergencial para áreas mais distantes do ponto de impacto. No caso do Tracy Arm, isso talvez não salvasse embarcações muito próximas, mas poderia dar alguns minutos de vantagem a pessoas ou navios em outras partes do fiorde.
Os pesquisadores também observaram milhares de pequenos tremores sísmicos na região antes do colapso. Esses sinais levantam a possibilidade de que, no futuro, sistemas de monitoramento possam identificar áreas sob maior risco e emitir alertas antes de deslizamentos semelhantes.
A fala do pré-candidato à Presidência se deu em Santa Catarina, no sábado (9/5).
“Acho estranho, porque foi o próprio Alexandre de Moraes que escreveu o texto aprovado no Congresso. Foi ele quem interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós queríamos a anistia ampla, geral e irrestrita. E, estranhamente, o relator na Câmara tem proximidade com o ministro, porque parece que ele recebia diretamente dele, perguntando o que poderia ou não estar nesse texto da dosimetria”, declarou.
Em resposta, Paulinho da Força foi às redes e publicou uma nota alegando que o texto foi construindo de “forma ampla”, além de ter ouvido todas as bancadas do Congresso Nacional, incluindo deputados, senadores e o próprio Flávio.
No comunicado, o deputado informou ainda que conversou com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Segundo a nota, isso “não representa submissão do Legislativo ao entendimento prévio do Judiciário, nem qualquer tipo de aval externo para a elaboração da proposta”.
Paulinho da Força também afirmou que o Congresso atuou de forma independente tanto na aprovação da Lei da Dosimetria quanto na derrubada do veto presidencial ao projeto.
“Não considero produtivo transformar esse debate em disputa política ou pessoal. O mais importante é garantir o cumprimento da lei, a harmonia institucional e o respeito às decisões democraticamente construídas pelo Parlamento brasileiro”, destacou.
Segunda erupção de 2026 do maior vulcão ativo do Oceano Índico leva lava até o mar uma extensão de terra nova equivalente a oito campos de futebol e atrai milhares de espectadores na Ilha de Reunião
A segunda erupção do Piton de la Fournaise em 2026 transformou a costa da Ilha de Reunião entre março e abril. A lava cortou a famosa “Route des Laves” em 13 de março e alcançou o Oceano Índico três dias depois, construindo em menos de duas semanas uma plataforma costeira de 850 metros de comprimento por 150 metros de largura, totalizando 8,4 hectares de terra nova. O vulcanólogo Ludovic Leduc, autor do livro Les secrets de la Fournaise, registrou os momentos em campo e descreveu o processo em detalhes, da abertura do fluxo no alto da encosta até as línguas de lava entrando no mar.
Lava levou 34 dias para percorrer 8 quilômetros do cone até o oceano
A erupção começou a ganhar escala na noite de 3 para 4 de março, quando a lava cruzou o relevo conhecido como “cassé des Grandes Pentes”, um desnível de 1.200 metros. Foram seis dias para descer essa seção. Depois, mais três dias para cobrir os dois quilômetros até a rodovia nacional. Outros três dias e a lava chegava ao oceano, por volta de 16 de março.
Durante os primeiros 19 dias, o fluxo ficou concentrado na parte alta do Enclos Fouqué, a menos de 1.500 metros do cone. Os 6.500 metros restantes até o mar foram percorridos em 15 dias. A diferença de velocidade evidencia um túnel de lava bem formado e uma atividade eruptiva estável ao longo de todo o período.
A eficiência do túnel ficou clara em uma medição feita por uma pesquisadora no local: a temperatura da lava na beira do mar era de aproximadamente 1.130 °C, apenas 20 °C abaixo da temperatura registrada diretamente no cone eruptivo, a oito quilômetros de distância. O isolamento interno do túnel manteve a rocha fundida fluida durante todo o trajeto.
Plataforma cresceu por pressão lateral do oceano, não só pelo acúmulo frontal
Ao observar o crescimento dia a dia, Leduc notou que a nova plataforma não avançava apenas em direção ao mar: ela se alargava ao longo da antiga falésia costeira. A razão é física. A força das ondas cria resistência frontal, obrigando a lava acumulada a se expandir lateralmente. Em 24 de março, após nove dias de atividade costeira, a plataforma já media 850 metros de extensão com até 150 metros de largura.
O processo de construção não é apenas superficial. O campo de lava do tipo pāhoehoe, caracterizado pela superfície lisa e ondulada em forma de cordas, também se espessa por expansão interna. Em uma mesma área observada em dias consecutivos, o campo cresceu cerca de dois metros em espessura sem fluxo visível na superfície, apenas por pressão interna do material ainda quente.
Lave pāhoehoe: quando rocha fundida esculpe formas antes de solidificar
A lava pāhoehoe é um dos tipos mais fotogênicos produzidos por vulcões basálticos como o Piton de la Fournaise. Ao entrar em contato com a atmosfera, uma fina camada solidifica imediatamente na superfície enquanto o material ainda fluido continua se movendo por baixo. O resultado são estruturas que lembram cordas, almofadas inflando lentamente e tubos cilíndricos incandescentes.
Nas proximidades da floresta do Grand Brûlé, árvores consumidas pela lava deixaram moldes ocos, processo chamado de perimorfose. O material fundido envolve lentamente o tronco, a madeira queima, e a forma original fica preservada em rocha. A largura do campo de lava nessa área variava entre 50 e 70 metros, composto por dezenas de fluxos sobrepostos já solidificados.
No litoral, vaga cobre a lava e ela retorna por fraturas segundos depois
A interação entre lava e oceano produziu um dos fenômenos mais documentados por Leduc. Quando uma onda cobria o fluxo ativo na beira da plataforma, a rocha solidificava em segundos. Mas logo aparecia uma fratura na superfície recém-endurecida, e a lava incandescente reemergiu formando um novo lobo ativo. O avanço da plataforma se deu exatamente por essa sucessão de lobos efêmeros que se sobrepõem continuamente.
Nas noites mais frias, o contraste visual era extremo: lava amarela brilhante descendo em cascata sobre a falésia, vapor róseo suspenso sobre a plataforma e o som constante das ondas quebrando contra a rocha nova. Leduc descreveu a atmosfera como “um começo de mundo”. Milhares de moradores de Reunião compareceram ao local nas noites seguintes, transformando a chegada da lava ao mar em um evento coletivo na ilha.
Cone eruptivo projeta fontes de lava a 30 metros de altura a 2.000 metros de altitude
Antes de deixar a ilha, Leduc subiu até o cone eruptivo, localizado a cerca de 2.000 metros de altitude, partindo às três da manhã do Pas de Bellecombe-Jacob. O cone ativo media aproximadamente 25 metros de altura e projetava jatos de lava entre 20 e 30 metros acima da cratera de forma contínua. Com o amanhecer, a incandescência da lava foi progressivamente atenuada pelas cores do céu, criando uma sobreposição de tons que alternou laranja, vermelho e cinza.
A erupção de 2026 não atingiu a escala da de abril de 2007, considerada a maior do século no Piton de la Fournaise. Mas o alcance do fluxo até o litoral, a formação de uma nova plataforma costeira em menos de duas semanas e a temperatura mantida ao longo de oito quilômetros de túnel subterrâneo colocam este evento entre os mais relevantes dos últimos anos. O Observatório Vulcanológico do Piton de la Fournaise continua monitorando a atividade.
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns entre os brasileiros, e, justamente por isso, muitas vezes é ignorada. Mas nem toda dor é igual. Em alguns casos, ela deixa de ser um incômodo passageiro e passa a ser um verdadeiro sinal de alerta do organismo.
Segundo o neurologista Thiago Taya, do Hospital Brasília Águas Claras, alguns sintomas não devem ser negligenciados. “Os principais sinais de alerta das dores de cabeça são início súbito e intenso, podendo ser relatada como a pior da vida, acordar durante a noite por causa da dor, mudança de padrão, presença de febre, convulsões, confusão mental ou sinais neurológicos como fraqueza, visão dupla ou fala enrolada”, explica.
A neurologista Natalia Nasser Ximenes, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, reforça que mudanças no padrão são um divisor importante. “A dor de cabeça deixa de ser comum quando mudam as características, como aumento da frequência, intensidade ou quando se torna resistente aos tratamentos habituais”, afirma.
Sinais de alerta que exigem atenção
Nem sempre a intensidade isolada define gravidade. O contexto da dor de cabeça é o que mais importa. Entre os principais sinais de alerta estão:
Dor súbita e intensa;
Mudança no padrão habitual;
Dor associada a febre ou sintomas neurológicos;
Início após os 50 anos;
Crises convulsivas ou perda de consciência.
Taya alerta que a localização da dor nem sempre indica risco, mas outros fatores sim. “A persistência da dor com evolução progressiva e a presença de sinais neurológicos focais são os principais indicativos de maior gravidade”, destaca.
Já Natalia enfatiza a urgência nesses casos. “Quando a dor de cabeça é de início súbito, atinge rapidamente o pico ou vem associada a sintomas como alteração visual, fala ou força, é fundamental procurar avaliação médica imediatamente”, orienta.
Quando procurar ajuda médica
Ignorar os sinais pode atrasar diagnósticos importantes. De acordo com os especialistas, qualquer sinal de alerta já é motivo suficiente para buscar atendimento, especialmente em pronto-socorro.
“Alguns casos podem exigir exames de imagem para excluir condições mais graves, como sangramentos intracranianos, infecções ou tumores”, explica Taya.
Além disso, a frequência também importa. “Mais de quatro dias de dor de cabeça por mês já pode ser um indicativo para investigação neurológica”, completa o especialista.
Erros comuns no tratamento
Um dos maiores problemas é a banalização da dor de cabeça. Muitas pessoas recorrem diretamente a analgésicos sem investigação adequada, o que pode piorar o quadro.
“Um erro comum é acreditar que a maioria das dores está ligada à visão, pressão alta ou sinusite, o que atrasa a procura por um neurologista”, afirma o neurologista.
Outro risco é o uso excessivo de medicamentos. O uso frequente de analgésicos pode causar efeito rebote, aumentando a frequência e a intensidade da dor. O erro mais comum é achar que sentir dor de cabeça é normal e abusar de analgésicos. Esse comportamento é extremamente prejudicial, principalmente em casos recorrentes.
No fim das contas, tratar a dor de cabeça como algo sempre inofensivo é um risco. Observar padrões, intensidade e sintomas associados pode ser o que separa um desconforto comum de um problema que exige atenção imediata.
normal que na área médica a tomografia computadorizada seja utilizada para identificar doenças, nódulos, fraturas ou até mesmo planejar cirurgias. Mas o exame de imagem, que funciona através de raios-X, tem sido usado além do ambiente hospitalar, mais precisamente em estudos de fósseis.
A lógica de uso é simples e não foge do habitual: assim como nos hospitais, os paleontólogos escaneiam os fragmentos históricos através de raios-X por vários ângulose, a partir daí, o computador reconstrói as imagens em fatias digitais. Posteriormente, os registros são transformados em modelos tridimensionais, ajudando a visualizar a superfície e as estruturas internas do fóssil.
O mais importante de todo o processo é que o uso da tomografia permite analisar os materiais sem danificá-los, visto que são peças raras e, por vezes, frágeis.
“No estudo de fósseis muitos elementos importantes estão escondidos dentro da rocha ou do próprio osso fossilizado. Em muitos casos, podemos observar cavidades internas, canais vasculares, dentes ainda inclusos, ossos encobertos pela matriz rochosa ou detalhes anatômicos muito delicados que seriam difíceis — ou impossíveis — de acessar por preparação mecânica tradicional”, explica o paleontólogo Julian Silva Junior, da Universidade de São Paulo (USP).
Além disso, hoje em dia, os modelos tridimensionais gerados são digitais, facilitando a comparação e compartilhamento do achado com pesquisadores de todas as partes do globo. “[Esses dados] podem ser usados em análises biomecânicas, reconstruções anatômicas e estudos evolutivos”, diz Junior.
Outro ponto importante em relação aos modelos digitais é que eles ajudam a reconstruir partes ausentes do fóssil, tornando possível que os fragmentos sejam digitalizados inteiros. “Isso amplia muito as possibilidades de estudo”, destaca o paleontólogo Gabriel Ferreira, professor da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto (USP-RP).
O futuro do estudo de fósseis a partir da tomografia
O uso da tomografia computadorizada e microtomografia não são métodos totalmente novos na análise de fósseis e já são usados há cerca de 20 anos. A grande novidade é que a técnica tem se tornado cada vez mais eficiente ao acompanhar a evolução tecnológica da área.
O que era possível ver apenas de forma externa, agora com o avanço da tecnologia pode ser analisado internamente e os dados provenientes da investigação podem ser armazenados em bancos de informações valiosos.
A tomografia ajuda a analisar fósseis, especialmente os pequenos
“No futuro, essa tecnologia deve tornar as pesquisas cada vez mais integradas. Modelos digitais de fósseis podem ser usados para reconstruir organismos extintos em três dimensões, testar hipóteses sobre alimentação, locomoção e crescimento, e comparar formas anatômicas em uma escala muito maior”, avalia Junior.
Por outro lado, apesar da evolução, o método não substitui o trabalho do paleontólogo e sim ajuda a expandir a visão do profissional em busca dos mínimos detalhes.
Apesar dos benefícios, método também tem limitações
O uso da tomografia também passa por desafios, especialmente quando o fóssil é muito denso ou contém metais que atrapalham a obtenção de imagens com boa resolução. Além disso, a maioria dos tomógrafos conseguem analisar apenas fragmentos pequenos. Quando são grandes, os raios-X de hospital entram em ação, mas a qualidade do resultado fica menor.
Segundo Ferreira, ainda há fatores que aumentam a dificuldade para acessar o método, o que favorece o atraso de descobertas em potencial. “Em países da Europa, Estados Unidos e China, o acesso a tomógrafos é mais amplo. No Brasil, embora tenha havido avanços e existam equipamentos em algumas instituições, o uso ainda é limitado, principalmente por conta do custo elevado dos equipamentos”, ressalta.
Por fim, outro empecilho é o processamento dos dados após o escaneamento, que é bastante demorado e exige muito conhecimento, ou seja, mesmo com o avanço da tomografia e outras tecnologias, o trabalho de interpretação anatômica do paleontólogo continua sendo essencial.
A ideia de que o universo pode acabar de forma instantânea — em um piscar de olhos — parece saída de um roteiro de ficção científica. No entanto, essa possibilidade existe dentro da física moderna e tem base em cálculos teóricos sérios.
Ela está ligada à chamada hipótese do falso vácuo, um conceito da teoria quântica de campos que questiona se o universo está realmente em seu estado mais estável.
Apesar do impacto da ideia, especialistas dizem que não há motivo para preocupação. A hipótese ainda não foi confirmada experimentalmente e é considerada extremamente improvável de ocorrer em qualquer escala de tempo próxima da realidade humana.
O que é a teoria do falso vácuo?
Na linguagem do dia a dia, vácuo costuma significar “nada”. Na física, porém, o conceito é muito diferente. O vácuo representa o estado de menor energia dos campos fundamentais que existem em todo o universo.
O ponto central da hipótese é que o estado atual pode não ser o mais baixo possível. Segundo o físico teórico Rendisley Aristóteles dos Santos, de Brasília, o universo pode estar em um estado chamado metaestável. Isso significa que ele parece estável, mas não é o estado definitivo.
“Para entender melhor, a comparação mais usada é a de uma bola parada em um vale. Ela não se move e aparenta estabilidade, mas pode existir uma descida profunda próximo. O local atual seria o falso vácuo — o mais profundo, o vácuo verdadeiro”, explica. Esse tipo de estado pode durar muito tempo — até mais do que a idade do universo —, mas ainda assim não é absolutamente estável.
A ligação com o campo de Higgs e o Modelo Padrão
A hipótese do falso vácuo não surgiu do nada. Ela aparece quando físicos analisam o comportamento do campo de Higgs, responsável por dar massa às partículas fundamentais.
Medições feitas dentro do Modelo Padrão da Física de Partículas, especialmente envolvendo o bóson de Higgs e o quark top, indicam que o estado atual do universo pode estar em uma região delicada entre estabilidade e instabilidade.
Isso não significa que a transição vá acontecer, mas mostra que a hipótese é compatível com as equações da física quando extrapoladas para energias extremamente altas — muito além do que conseguimos testar em laboratório.
Como ocorreria o “fim em um piscar de olhos”
Se o universo realmente estiver em falso vácuo, a mudança para um estado mais estável poderia ocorrer por um fenômeno chamado tunelamento quântico.
Na física clássica, um sistema precisa de energia suficiente para ultrapassar uma barreira. Já na mecânica quântica, existe uma pequena probabilidade de atravessar essa barreira sem essa energia.
Segundo o físico Gustavo Petronilo, da Bahia, isso permitiria que uma pequena região do espaço mudasse espontaneamente de estado, formando uma bolha de vácuo verdadeiro. Inicialmente microscópica, essa bolha poderia crescer se atingisse um tamanho crítico.
“Uma vez formada, a bolha passaria a se expandir rapidamente. Isso acontece porque o interior dela teria energia menor do que o espaço ao redor”, esclarece. Essa diferença faria com que a bolha avançasse, convertendo o falso vácuo em vácuo verdadeiro.
A expansão ocorreria a uma velocidade muito próxima à da luz. O físico Ronni Amorim, professor na Faculdade de Ciência e Tecnologia em Engenharia (UNB), explica que o processo afetaria diretamente os campos fundamentais do universo.“Como o campo de Higgs poderia assumir outro valor, as massas das partículas mudariam”.
Na prática, isso implicaria na
Perda da estabilidade dos átomos;
Impossibilidade de formação de moléculas;
Colapso da química como conhecemos;
Destruição da estrutura da matéria.
Por que não haveria qualquer aviso
Um dos aspectos mais impressionantes da teoria é a ausência de alerta. Como a bolha se expandiria quase na velocidade da luz, qualquer informação sobre sua chegada viajaria no mesmo limite. Isso significa que não haveria tempo para observar ou reagir.
A mudança seria instantânea do ponto de vista de quem estivesse no caminho. Apesar do cenário extremo, a comunidade científica não considera a hipótese uma ameaça.
“O decaimento do falso vácuo é uma consequência possível da teoria quântica de campos, mas com probabilidade extremamente baixa”. explica Amorim.
Os cálculos indicam que o tempo médio para que um evento espontâneo aconteça seria muito maior do que a idade atual do universo. Além disso, não há qualquer evidência experimental de que o universo esteja nesse estado.
Outro ponto frequentemente questionado, se experimentos com aceleradores de partículas poderiam provocar o fenômeno, também é descartado. As energias envolvidas nesses experimentos são muito menores do que as necessárias para esse tipo de transição.
Uma hipótese importante para entender o universo
Mesmo sem evidências diretas, a hipótese do falso vácuo é levada a sério porque surge de cálculos consistentes dentro da física moderna.
Ela ajuda cientistas a compreender melhor a estabilidade do universo, o comportamento dos campos fundamentais e os limites do Modelo Padrão da Física de Partículas. Além disso, conecta áreas como cosmologia, física de partículas e tentativas de formular uma teoria da gravidade quântica.
Ainda assim, os especialistas reforçam que se trata de uma possibilidade teórica, altamente especulativa e sem qualquer indicação prática de que vá ocorrer.
Mais do que prever um “fim em um piscar de olhos”, a teoria revela algo ainda mais profundo: o universo pode ser muito mais complexo — e menos estável — do que aparenta.
Em tempo de viagens espaciais, um problema é cada vez mais recorrente: o lixo espacial. Qualquer objeto mandado pelos seres humanos para além da Terra e que permaneça em órbita ao redor do planeta é considerado um detrito.
Os números mostram que o lixo espacial tem crescido em níveis consideráveis. O Relatório Anual do Ambiente Espacial mais recente, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), apontou que a quantidade de detritos aumentou ao longo de 2024, com cerca de 45,7 mil objetos maiores que 7,5 cm orbitando a Terra.
Além disso, os dados mostraram que ao menos três satélites ou foguetes antigos caem de volta no planeta diariamente. O documento foi divulgado no início do ano passado.
Diante de tanto lixo, será que é possível realizar uma “faxina espacial”? De acordo com o pesquisador Alexandre Bergantini, a redução dos detritos orbitais é desafiadora e dificilmente será completamente resolvida.
“Em muitos aspectos, ele se assemelha à poluição do ar e dos oceanos na Terra: é um problema cumulativo, de escala global, e que exige mitigação contínua, não uma solução única e definitiva”, afirma o especialista do Observatório do Valongo Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e apoiado pelo Instituto Serrapilheira.
Ainda assim, já há movimentações na área em busca de soluções para ao menos amenizar o problema. Bergantini aponta que as tecnologias mais avançadas são:
Braços ou garras robóticas, que podem ser utilizados para capturar satélites inativos e direcioná-los à reentrada na atmosfera terrestre;
Redes, que podem ser utilizadas para envolver e estabilizar os detritos, os conduzindo a zonas de decaimento orbital.
Arpões, que podem ser utilizados para se fixar em objetos maiores e controlá-los até a reentrada na Terra.
Além dos projetos, também há progresso para realizar uma espécie de “reaproveitamento espacial”, no qual satélites mais novos viajam até os inativos, os reabastecendo e restabelecendo seu funcionamento.
“Um exemplo emblemático foi a missão envolvendo o satélite Intelsat 901 (IS-901), que foi ‘visitado’ pelo veículo Mission Extension Vehicle-1 (MEV-1). Em 2020, o MEV-1 realizou um acoplamento bem-sucedido com o IS-901 que já havia esgotado seu combustível. Após a junção, o veículo ativou seus próprios propulsores, reposicionando o satélite em sua órbita operacional e estendendo sua vida útil em aproximadamente cinco anos”, exemplifica o pesquisador.
Os riscos do lixo espacial
No espaço, o lixo é um dos fatores que mais atrapalham missões. Mesmo os objetos pequenos viajam a velocidades extremas e qualquer colisão tem capacidade de provocar prejuízos consideráveis para satélites e estações espaciais – quanto maior a quantidade, maior o risco de batidas.
Além disso, muitos detritos espaciais elevam os custos de missões, visto que, eventualmente, os satélites e as estações espaciais precisam realizar manobras preventivas de desvio. “Isso consome mais combustível, reduz a vida útil dos sistemas e exige monitoramento constante do ambiente orbital”, diz o professor de engenharia mecânica Gustavo Luiz Olichevis Halila, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
NASA ODPOA poluição humana chegou ao espaço e aumentou o risco de acidentes espaciais
Já durante a reentrada na Terra, são raros os casos que os fragmentos atinjam áreas habitadas, já que a maior parte da superfície da Terra é composta por oceanos, desertos e zonas pouco povoadas. Porém, existe o risco.
“A queda eventual de fragmentos maiores em áreas habitadas pode comprometer serviços essenciais dependentes de satélites, como comunicação, navegação GPS e monitoramento climático”, alerta Halila.
Há regulamentação para evitar detritos, mas ela carece de correções
Atualmente, existe regulamentação internacional para conter o aumento do lixo espacial e até responsabilizar os envolvidos. Um exemplo disso são os tratados e diretrizes do Outer Space Treaty (Tratado do Espaço Exterior, na tradução em português), estabelecido em 1967 para definir a estrutura do direito espacial internacional.
Apesar da existência, Bergantini aponta que ainda há um problema: a maioria das normas são incompletas, de cumprimento voluntário e com baixa capacidade de fiscalização e aplicação.
“Já existe uma base jurídica internacional, mas ela ainda carece de força, padronização e mecanismos eficazes de cumprimento para lidar com o problema na escala necessária”, diz o pesquisador.
Por outro lado, ele avalia que há um interesse dos países e empresas privadas exploradoras do espaço em ao menos mitigar o problema, a fim de reduzir os custos no setor espacial. A expectativa é que o tema tenha mais relevância nos próximos anos.
Anteriormente se acreditava que o interior do útero era um ambiente estéril. A composição de bactérias no endométrio, camada que reveste internamente o órgão, embora em menor quantidade do que em outras regiões do corpo, pode interferir na implantação do embrião e ajudar a explicar por que algumas tentativas de fertilização in vitro falham mesmo com embriões de boa qualidade.
Uma nova peça no quebra-cabeça da infertilidade
Estudos recentes mostram que um endométrio com predomínio de bactérias do tipo lactobacilo tende a estar associado a melhores taxas de implantação. Por outro lado, quando há desequilíbrio dessa microbiota – condição chamada de disbiose – o ambiente uterino pode se tornar menos receptivo.
Esse fator ganha relevância especialmente em casos em que tudo parece adequado: embriões de boa qualidade, preparo endometrial correto e, ainda assim, repetidas falhas de implantação. Nestes cenários, o microbioma pode ser uma das variáveis envolvidas.
Quando a fertilização falha sem explicação clara
Na prática da reprodução assistida, uma das situações mais desafiadoras é a falha de implantação repetida. Quando não há causas evidentes, o microbioma endometrial passou a ser investigado como um possível fator associado.
Alterações na flora bacteriana podem provocar processos inflamatórios locais, resposta imunológica aumentada e redução da receptividade do endométrio para o embrião – elementos importantes para o sucesso da gestação.
Isso não significa que o microbioma seja a causa de todos os insucessos, mas ele amplia o olhar sobre um fator antes pouco considerado.
O que já é possível fazer – e os limites atuais
Hoje, já existem exames capazes de avaliar o microbioma endometrial a partir de amostras do próprio endométrio. Esses testes ajudam a identificar diversos tipos e quantidades de bactérias mostrando a presença de bactérias indesejadas ou possíveis desequilíbrios do microbioma.
Em alguns casos, estratégias como uso direcionado de antibióticos ou probióticos podem ser considerados. No entanto esta é uma área em evolução, e não há consenso sobre os melhores protocolos a serem utilizados em casos de disbiose.
A incorporação desse novo conhecimento representa uma mudança importante na forma de entender a infertilidade. Porque, cada vez mais, fica claro que a implantação do embrião não depende apenas da qualidade genética ou níveis hormonais – mas também de um ambiente biológico complexo, onde até microrganismos microscópicos podem fazer diferença.
A pressão alta não depende apenas de genética, alimentação rica em sal ou sedentarismo. A saúde mental também pode ter papel importante no desenvolvimento e no controle da hipertensão. Estresse crônico, ansiedade e depressão mantêm o organismo em estado de alerta, ativam mecanismos ligados à resposta ao perigo e podem dificultar a regulação da pressão arterial no dia a dia.
A relação aparece tanto no corpo quanto no comportamento. Segundo o cardiologista Marcelo Bergamo, do Hospital Santa Bárbara d’Oeste, em São Paulo, condições emocionais como ansiedade, depressão e estresse crônico ativam alguns sistemas do organismo (especialmente o sistema nervoso simpático e o eixo hormonal do estresse) que podem levar ao aumento da pressão arterial.
“Não é raro que pacientes hipertensos também apresentem algum grau dessas condições emocionais. Na prática, o sofrimento mental pode atrapalhar a rotina da medicação, piorar a qualidade do sono, reduzir a prática de atividade física e favorecer uma alimentação mais desregulada, com maior consumo de sal e ultraprocessados”, explica Bergamo.
A hipertensão arterial sistêmica, conhecida como pressão alta, ocorre quando o sangue circula com força excessiva pelas artérias. Em geral, é considerada quando os níveis de pressão arterial são iguais ou superiores a 140/90 mmHg em repouso. O problema pode ser silencioso por anos, mas aumenta o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal.
Sinais de alerta
Nem sempre é simples perceber quando fatores emocionais estão interferindo na pressão. Um dos sinais é a ocorrência de picos em momentos de estresse, ansiedade ou tensão. Palpitações, suor excessivo, tensão muscular, dor de cabeça e grande variação nas medidas ao longo do dia também podem indicar influência emocional.
Por isso, medir a pressão regularmente e fazer acompanhamento médico são cuidados fundamentais, especialmente para pessoas que já têm diagnóstico ou histórico familiar da doença.
A saúde mental também influencia a adesão ao tratamento. Pacientes com ansiedade podem esquecer medicações, usar remédios de forma irregular ou ter medo de efeitos colaterais. Já a depressão pode reduzir a motivação e a energia para manter consultas, atividade física e alimentação equilibrada.
Sono ruim, sedentarismo, alimentação desregulada e uso de álcool formam a conexão direta entre saúde mental e pressão alta.
“A pessoa dorme pior, se movimenta menos, come de forma mais impulsiva e pode recorrer ao álcool como forma de aliviar o estresse. O resultado é um ciclo em que um problema alimenta o outro”, explica Bergamo.
Corpo em alerta constante
O médico de família Tiago Rodrigues Cavalcante, da plataforma INKI, explica que o vínculo entre saúde mental e hipertensão está na permanência do corpo em estado de vigilância. O estresse, quando constante, exige grande gasto de energia e sobrecarrega órgãos como coração e cérebro. Já a ansiedade mantém o sistema nervoso acelerado, como se o organismo estivesse preparado para uma emergência que nunca chega.
“A hipertensão arterial sistêmica é o resultado físico dessa sobrecarga emocional e fisiológica. Quando o corpo permanece em estado de alerta constante, os vasos sanguíneos ficam mais contraídos e rígidos, dificultando a passagem do sangue. Com o tempo, a pressão pode subir com mais frequência. Em quem já tem diagnóstico de hipertensão, o estresse crônico funciona como um agravante, provocando picos de pressão e maior oscilação ao longo do dia”, afirma Rodrigues.
O estresse pode contribuir para o surgimento da hipertensão em pessoas predispostas e também piorar quadros já existentes. Por isso, especialistas defendem que o tratamento da pressão alta considere não apenas medicamentos e hábitos de vida, mas também fatores emocionais persistentes.
Você não precisa correr quilômetros para cuidar da saúde mental. Uma caminhada de apenas 15 minutos com uma intenção diferente já é suficiente para transformar o seu dia.
Essa é a proposta da awe walk, técnica com respaldo científico que está ganhando atenção em todo o mundo. O diferencial não é a velocidade nem a distância, mas o estado de espírito com que você sai de casa.
O que é uma awe walk
O termo “awe” significa espanto ou admiração em inglês. A awe walk é, portanto, uma caminhada feita com o objetivo de notar o que há de extraordinário no mundo ao redor.
Não se trata de buscar paisagens deslumbrantes ou trilhas exóticas. O foco é perceber detalhes do cotidiano: a luz entre as árvores, a textura de uma parede antiga, o som dos pássaros ao fundo.
Essa mudança de perspectiva durante a caminhada ativa mecanismos cerebrais ligados ao bem-estar. E os efeitos vão muito além do momento da prática.
O que a ciência comprova
Um estudo publicado no periódico científico Emotion, conduzido pela Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF), acompanhou adultos que fizeram awe walks semanais de 15 minutos durante oito semanas.
Os resultados foram claros. Os participantes relataram aumento das emoções positivas, redução do estresse diário e maior sensação de conexão com outras pessoas.
Um dado curioso reforça os achados: as selfies tiradas durante as caminhadas mostraram, ao longo das semanas, sorrisos progressivamente mais amplos e rostos mais voltados para o ambiente do que para si mesmos.
Os benefícios comprovados para o corpo e a mente
A awe walk age por múltiplos caminhos ao mesmo tempo, segundo os pesquisadores. Veja o que acontece no organismo durante a prática.
Sensação de que os problemas pessoais ficam menores.
Aumento de gratidão, compaixão e alegria.
Redução da ruminação mental e dos pensamentos negativos.
Melhora na qualidade do sono e no equilíbrio emocional.
Um estudo de 2023, acompanhando 269 adultos por 22 dias, revelou que nos dias com mais experiências de admiração, os participantes relataram 20% menos estresse e menos queixas físicas, segundo a National Geographic.
Como a awe walk é diferente de uma caminhada comum
A diferença não está no corpo, mas na atenção. Veja o que muda na prática.
A caminhada comum costuma ter foco em ritmo, passos ou calorias. A atenção vai para dentro, muitas vezes acompanhada de fone de ouvido, mensagens no celular ou pensamentos sobre o trabalho.
Na awe walk, o objetivo é o oposto. A atenção vai para fora, de forma curiosa e aberta. O celular fica no bolso, e os sentidos ficam livres para captar o que está ao redor.
Essa troca de postura muda completamente a experiência, mesmo que o trajeto seja o mesmo de sempre.
Como fazer uma awe walk do jeito certo
Não há regras rígidas, mas algumas orientações ajudam a potencializar os resultados.
Escolha um percurso diferente do habitual, sempre que possível.
Deixe o celular no silencioso e guarde os fones de ouvido.
Caminhe em ritmo tranquilo, sem se preocupar com tempo ou distância.
Observe ativamente o ambiente: cores, formas, sons, texturas e movimentos.
Permita-se pausar diante de algo que chame a atenção.
Não force o sentimento: a admiração surge naturalmente quando a atenção está presente.
Quinze minutos uma vez por semana já são suficientes para perceber diferença, segundo os estudos. Com a prática regular, os efeitos se acumulam e se estendem para além do momento da caminhada.
Comece hoje mesmo!
A awe walk não exige equipamento, aplicativo ou academia. Qualquer espaço ao ar livre serve, seja um parque, uma rua arborizada ou até o trajeto até o mercado.
O primeiro passo é sair com uma intenção diferente. Em vez de pensar no que precisa fazer depois, pergunte a si mesmo: “o que há de interessante aqui que eu nunca parei para notar?”.
Essa pergunta simples já é o suficiente para transformar uma caminhada comum em uma prática poderosa de cuidado com a saúde mental.
Quando o tempo vira ou a gripe começa a circular, a primeira reação de muita gente é correr para o suco de laranja.
A fruta é excelente, mas o nosso sistema imunológico é complexo. Ele precisa de um exército variado de nutrientes para funcionar perfeitamente.
A imunidade é a defesa natural do corpo contra vírus, bactérias e fungos. Manter essa barreira alta depende diretamente do que você coloca no prato.
O portal Saúde em Dia preparou uma lista com 9 alimentos poderosos que são verdadeiros aliados da sua saúde. Confira!
1. Alho
O alho é um dos melhores antibióticos naturais que existem. Ele contém alicina, um composto que ajuda a combater infecções e reduzir a inflamação.
Para aproveitar o máximo de seus benefícios, o ideal é consumi-lo cru ou levemente picado em preparações finais.
2. Gengibre
O gengibre é um termogênico potente com ação bactericida. Ele ajuda a reduzir dores de garganta e processos inflamatórios no corpo.
Além disso, o gengibre estimula a circulação, ajudando as células de defesa a chegarem onde são necessárias.
3. Iogurte natural
A saúde começa no intestino. O iogurte natural é rico em probióticos, as bactérias “do bem” que estimulam o sistema imune.
Um intestino equilibrado consegue absorver melhor os nutrientes e lutar contra invasores com mais eficiência.
4. Brócolis
O brócolis é um supervegetal. Ele é carregado de vitaminas A, C e E, além de fibras e antioxidantes.
Para preservar esses nutrientes, o segredo é cozinhá-lo no vapor por pouco tempo. Ele ajuda a proteger as células contra danos oxidativos.
5. Cúrcuma (Açafrão-da-terra)
A cúrcuma contém curcumina, uma substância com alto poder anti-inflamatório.
Ela é muito utilizada para fortalecer a imunidade e até para ajudar na recuperação muscular após exercícios intensos. Use-a para temperar carnes, arroz ou em shots matinais.
6. Semente de girassol
Essas sementes são ricas em fósforo, magnésio e, principalmente, vitamina E. A vitamina E é um antioxidante poderoso que regula a função do sistema imunológico.
Um punhado por dia já faz uma diferença enorme na sua proteção.
7. Espinafre
Assim como o brócolis, o espinafre é rico em vitamina C e inúmeros antioxidantes. Ele também possui betacaroteno, que aumenta a capacidade de combate às infecções do nosso sistema de defesa.
8. Amêndoas
Quando se trata de prevenir resfriados, a vitamina E costuma ficar em segundo plano após a vitamina C. Porém, ela é fundamental.
As amêndoas são fontes incríveis dessa vitamina lipossolúvel, que precisa de gordura para ser absorvida — e a própria amêndoa já oferece essa gordura saudável.
9. Kiwi
Você sabia que o kiwi tem mais vitamina C do que muitas variedades de laranja? Além disso, ele é rico em potássio, vitamina K e folato.
Esses nutrientes combinados ajudam a produzir glóbulos brancos, as células que combatem as infecções.
Dicas extras para uma imunidade de ferro
Não adianta comer bem apenas um dia na semana. A imunidade é construída com constância. Além da alimentação, não se esqueça de:
Beber água: A hidratação mantém as mucosas úmidas, dificultando a entrada de vírus.
Dormir bem: É durante o sono que o corpo regula suas funções de defesa.
Reduzir o estresse: O excesso de cortisol (hormônio do estresse) baixa a guarda do organismo.