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PhD em gastroenterologia pela Universidade de São Paulo (USP), o hepatologista Arthur Nobre enfatiza que o principal componente da cerveja que preocupa quanto à saúde do fígado é o etanol, ou seja, o álcool. Segundo o médico, a bebida alcoólica, quando consumida com frequência ou em grandes quantidades, pode ocasionar uma série de problemas ao órgão, a exemplo de inflamação.

De acordo com o especialista em endoscopia digestiva, o álcool presente na cerveja tende a desencadear o acúmulo de gordura no fígado, inflamação e cicatrizes internas chamadas de fibrose. Nos casos mais avançados, cirrose.

Hepatologista explica como o álcool da cerveja prejudica o fígado - destaque galeria

O fígado é o órgão que metaboliza as substâncias ingeridas e, por isso, sofre os efeitos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas

O órgão tem alta capacidade de regeneração, mas isso só acontece na ausência de agressão
O fígado é responsável pela desintoxicação do organismo
A cirrose é uma das causas da falência hepática

O gastroenterologista avisa sobre o ciclo da doença hepática relacionada ao álcool. Ele detalha que a condição é “reconhecida como um espectro”. “Pode começar como gordura no fígado e, em algumas pessoas, evoluir para hepatite alcoólica, cirrose e insuficiência hepática”, atesta Arthur.

O médico alerta: “É importante destacar que não existe uma cerveja ‘inofensiva’ para o fígado quando há o consumo excessivo”.

Ele complementa sobre o risco depender principalmente da quantidade total de álcool ingerida, da frequência e do padrão de consumo, como beber muito em uma única ocasião.

Conforme o hepatologista, fatores individuais — sexo, genética, obesidade, diabetes e hepatites virais e uso de medicamentos, para citar alguns casos — influenciam nos efeitos decorrentes da ingestão de bebida alcoólica no fígado. “A Organização Mundial da Saúde reforça que, do ponto de vista de risco geral à saúde, não há um nível de consumo de álcool totalmente seguro, especialmente em relação ao risco de câncer”, argumenta.

Getty ImagesIlustração colorida de fígado em esqueleto humano - Metrópoles

 

síndrome dos ovários policísticos, conhecida como SOP, passará a ser chamada de síndrome ovariana metabólica poliendócrina, ou PMOS, na sigla em inglês. O novo nome foi decidido após anos de debate entre especialistas, pacientes e entidades médicas. A mudança foi anunciada na revista cientifica The Lancet nesta terça-feira (12/5).

Segundo os pesquisadores, o novo nome busca corrigir uma imprecisão histórica: apesar de muito conhecida pelo termo “ovários policísticos”, a síndrome não é definida pela presença de cistos nos ovários.

A condição afeta cerca de 1 em cada 8 mulheres no mundo, o equivalente a mais de 170 milhões de pessoas, e está associada a alterações hormonais, metabólicas, reprodutivas, dermatológicas e de saúde mental.

Por que o nome mudou?

O termo síndrome dos ovários policísticos era considerado confuso porque dava a entender que a presença de cistos seria a principal característica da doença. Na prática, especialistas explicam que o que costuma aparecer nos exames são folículos que não amadureceram completamente, e não cistos ovarianos patológicos.

Esses cistos verdadeiros podem crescer, romper, sangrar e causar dor. Já na SOP, o problema envolve principalmente uma desregulação hormonal e metabólica, com impactos que vão além dos ovários

“Este processo de troca de nome foi uma iniciativa global de grande magnitude. A denominação antiga era errônea porque focava apenas nos chamados cistos, que na verdade não são cistos, mas folículos com crescimento interrompido. Além disso, algumas mulheres com o diagnóstico nem apresentam esse aspecto nos ovários. A síndrome tem causas genéticas, endócrinas e metabólicas, com o comprometimento de vários hormônios, como insulina, androgênios, hormônio luteinizante (LH) e hormônio antimülleriano (AMH). O novo nome é mais abrangente e inclusivo para as mulheres que convivem com a condição”, explica Poli Mara, subcoordenadora do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

A nova nomenclatura, segundo os pesquisadores, tenta refletir melhor esse quadro. O termo “poliendócrina” faz referência ao envolvimento de múltiplos hormônios, enquanto “metabólica” destaca a relação com resistência à insulina, ganho de peso e maior risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

A alteração do nome foi resultado de um processo internacional de consenso que envolveu pesquisas com milhares de pacientes e profissionais de saúde. Ao todo, 56 organizações acadêmicas, clínicas e de defesa de pacientes participaram da iniciativa.

A expectativa dos especialistas é que a nova nomenclatura ajude a reduzir atrasos no diagnóstico. Estimativas citadas pelos pesquisadores indicam que uma parcela significativa das pacientes ainda vive sem diagnóstico, em parte porque a condição é frequentemente associada apenas a alterações nos ovários ou à fertilidade.

Apesar do anúncio, o termo SOP ainda deve continuar sendo usado por um período de transição. A orientação dos pesquisadores é que a adoção do novo nome ocorra aos poucos, com atualização de materiais educativos, diretrizes clínicas e ferramentas voltadas a pacientes.

 

síndrome dos ovários policísticos, conhecida como SOP, passará a ser chamada de síndrome ovariana metabólica poliendócrina, ou PMOS, na sigla em inglês. O novo nome foi decidido após anos de debate entre especialistas, pacientes e entidades médicas. A mudança foi anunciada na revista cientifica The Lancet nesta terça-feira (12/5).

Segundo os pesquisadores, o novo nome busca corrigir uma imprecisão histórica: apesar de muito conhecida pelo termo “ovários policísticos”, a síndrome não é definida pela presença de cistos nos ovários.

A condição afeta cerca de 1 em cada 8 mulheres no mundo, o equivalente a mais de 170 milhões de pessoas, e está associada a alterações hormonais, metabólicas, reprodutivas, dermatológicas e de saúde mental.

Por que o nome mudou?

O termo síndrome dos ovários policísticos era considerado confuso porque dava a entender que a presença de cistos seria a principal característica da doença. Na prática, especialistas explicam que o que costuma aparecer nos exames são folículos que não amadureceram completamente, e não cistos ovarianos patológicos.

Esses cistos verdadeiros podem crescer, romper, sangrar e causar dor. Já na SOP, o problema envolve principalmente uma desregulação hormonal e metabólica, com impactos que vão além dos ovários.

“Este processo de troca de nome foi uma iniciativa global de grande magnitude. A denominação antiga era errônea porque focava apenas nos chamados cistos, que na verdade não são cistos, mas folículos com crescimento interrompido. Além disso, algumas mulheres com o diagnóstico nem apresentam esse aspecto nos ovários. A síndrome tem causas genéticas, endócrinas e metabólicas, com o comprometimento de vários hormônios, como insulina, androgênios, hormônio luteinizante (LH) e hormônio antimülleriano (AMH). O novo nome é mais abrangente e inclusivo para as mulheres que convivem com a condição”, explica Poli Mara, subcoordenadora do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

A nova nomenclatura, segundo os pesquisadores, tenta refletir melhor esse quadro. O termo “poliendócrina” faz referência ao envolvimento de múltiplos hormônios, enquanto “metabólica” destaca a relação com resistência à insulina, ganho de peso e maior risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

A alteração do nome foi resultado de um processo internacional de consenso que envolveu pesquisas com milhares de pacientes e profissionais de saúde. Ao todo, 56 organizações acadêmicas, clínicas e de defesa de pacientes participaram da iniciativa.

A expectativa dos especialistas é que a nova nomenclatura ajude a reduzir atrasos no diagnóstico. Estimativas citadas pelos pesquisadores indicam que uma parcela significativa das pacientes ainda vive sem diagnóstico, em parte porque a condição é frequentemente associada apenas a alterações nos ovários ou à fertilidade.

Apesar do anúncio, o termo SOP ainda deve continuar sendo usado por um período de transição. A orientação dos pesquisadores é que a adoção do novo nome ocorra aos poucos, com atualização de materiais educativos, diretrizes clínicas e ferramentas voltadas a pacientes.

Quando se fala em vida extraterrestre, qualquer microrganismo originado fora da Terra, por mais simples que seja, pode receber a classificação. Atualmente, os cientistas tentam identificar moléculas que indiquem a presença alienígena, porém algumas delas podem ser formadas por processos químicos comuns do espaço não ligados à vida, dificultando o trabalho dos especialistas.

Como solução, um novo estudo propõe procurar de uma forma diferente: ao invés de buscar por moléculas específicas e seus compostos, a pesquisa deve ser pela forma como elas se organizam internamente.

A proposição veio após os pesquisadores identificarem que a vida não apenas produz compostos químicos, mas os organiza de um um jeito específico.

A sugestão foi liderada pelo Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, em parceria com a University of California, Riverside (UC Riverside), nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados na revista Nature Astronomy nessa segunda-feira (11/5).

“Estamos demonstrando que a vida não produz apenas moléculas. Ela também produz um princípio organizacional que podemos observar aplicando estatísticas”, explica o coautor do estudo, Fabian Klenner, da UC Riverside, em comunicado.

Assinatura química oculta da vida extraterrestre

Para chegar à conclusão do padrão, foram analisados 100 conjuntos de dados já existentes, incluindo aminoácidos e ácidos graxos de micróbios, solos, fósseis, meteoritos, asteroides e amostras sintéticas feitas em laboratório.

A investigação utilizou um método estatístico muito usado na ecologia, que mede a riqueza (quantas espécies estão presentes) e a equitabilidade (quão uniformemente elas estão distribuídas).

De acordo com os resultados, os materiais biológicos mostravam repetidamente um padrão de organização distinto dos com química não-viva. Além disso, até as amostras biológicas altamente degradadas demonstravam as mesmas especificidades.

“Isso foi realmente surpreendente. O método captou não apenas a distinção entre vida e não vida, mas também os graus de preservação e alteração”, observa Klenner.

Como se baseia em métodos estatísticos, os pesquisadores avaliam que a técnica pode servir também para análises de dados já coletados anteriormente. Por outro lado, eles defendem que o processo sozinho não é capaz de comprovar a existência de vida extraterrestre, sendo necessários outros tipos de avaliações.

“Qualquer alegação futura de ter encontrado vida exigiria múltiplas linhas de evidência independentes, interpretadas dentro do contexto geológico e químico de um ambiente planetário”, alega o coautor.

 

Um teste simples de força pode dizer mais sobre o envelhecimento do que parece. Um estudo publicado na revista JAMA Network Open em fevereiro mostrou que mulheres mais velhas com maior força muscular tiveram menor risco de morte ao longo de oito anos de acompanhamento, mesmo quando os pesquisadores consideraram fatores como prática de atividade física, tempo sedentário, condicionamento cardiovascular e inflamação.

A pesquisa, feita por cientistas da University at Buffalo, nos Estados Unidos, acompanhou 5.472 mulheres de 63 a 99 anos. Elas fizeram dois testes simples: um que mede a força do aperto da mão e outro em que a pessoa precisa sentar e levantar de uma cadeira cinco vezes, sem ajuda, o mais rápido possível.

Os resultados mostraram que mulheres com mais força tiveram menor risco de morte durante o período analisado. A cada sete quilos a mais na força do aperto da mão, o risco de morte caiu, em média, 12%. Já no teste da cadeira, quem conseguiu fazer o movimento mais rápido também teve melhor resultado: a cada seis segundos de diferença entre os tempos mais lentos e os mais rápidos, a mortalidade foi 4% menor.

Foto colorida de idosos de mãos dadas dançando com o rosto colado, representando longevidade - Metreópoles.
Movimentar-se contribui para a saúde dos ossos deixando-os fortes

Força pode ser sinal de envelhecimento saudável

Segundo os autores, a força muscular funciona como uma espécie de marcador da capacidade do corpo de se manter ativo. Ter força suficiente para se levantar, caminhar, subir escadas ou carregar objetos pode influenciar diretamente a autonomia e longevidade de idosos.

A análise chama atenção porque a associação entre força e menor mortalidade permaneceu mesmo após ajustes para outros fatores importantes. Os pesquisadores levaram em conta os níveis de atividade física e de sedentarismo medidos por acelerômetros, além da velocidade de caminhada e de marcadores de inflamação no sangue.

Outro ponto importante do estudo é que a força muscular pareceu fazer diferença até entre mulheres que não atingiam as recomendações atuais de atividade física. As diretrizes geralmente indicam pelo menos 150 minutos semanais de exercício aeróbico de intensidade moderada.

O estudo mostra que a força muscular pode ser um sinal importante da saúde de pessoas mais velhas. Mulheres que tinham mais força nas mãos e conseguiam levantar da cadeira com mais rapidez apresentaram menor risco de morte ao longo dos anos acompanhados pelos pesquisadores.

Isso não significa que o teste consiga prever exatamente quanto tempo alguém vai viver. A ideia é que a dificuldade para se levantar, caminhar ou fazer movimentos simples pode indicar perda de força, fragilidade e maior risco de problemas de saúde.

Por isso, os pesquisadores defendem que exercícios de fortalecimento também devem fazer parte da rotina de idosos, junto com atividades aeróbicas, como caminhada, para garantir melhor longevidade.

 

Um estudo inédito com centros em 12 países, incluindo o Brasil, mostrou que uma pílula única contendo três medicamentos antihipertensivos em doses baixas reduziu em 39% o risco de um AVC (acidente vascular cerebral) recorrente e em 60% o risco de hemorragia cerebral em pacientes que já haviam sofrido um acidente hemorrágico.

A pílula única também foi eficaz em prevenir eventos cardiovasculares por um período de até sete anos durante o acompanhamento do estudo. Não houve diferença significativa entre os efeitos colaterais adversos no grupo medicado em comparação ao grupo placebo.

Os achados foram publicados na última quinta-feira (23) na revista médica NEJM (The New England Journal of Medicine), uma das mais respeitadas da área.

O ensaio clínico, que teve início em 2017 e acompanhou pacientes até 2024, foi liderado pelo do Instituto George para Saúde Global, na Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália) e parcialmente financiado pelo Ministério da Saúde brasileiro. No Brasil, dez centros participaram da pesquisa, em cidades como Botucatu, Curitiba, Fortaleza, Joinville, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio Preto, Salvador e São Paulo.

Para avaliar a combinação das drogas -batizada de GMRx2 e composta por telmisartan 20 mg, amlodipina 2,5 mg e indapamida 1,25 mg --, os participantes tinham histórico de hemorragia cerebral e pressão arterial sistólica de 130 mm/Hg a 160 mm/Hg.

Ao todo, 1.670 pacientes em 61 centros distribuídos em 12 países -Austrália, Brasil, Geórgia, Holanda, Malásia, Nigéria, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Suíça, Taiwan e Vietnã- foram incluídos na pesquisa. A idade média dos pacientes era de 58 anos.

Os pacientes receberam, por duas semanas, a pílula combinada em baixa dosagem. Em seguida, foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um continuou com o tratamento e o outro recebeu um placebo visualmente idêntico.

No grupo tratado, foram registrados 38 casos de AVC, ou 4,6% dos participantes, contra 62 casos, ou 7,4%, no grupo placebo -uma redução de risco relativa de 39%. O efeito foi ainda mais expressivo para o AVC hemorrágico recorrente, com redução de risco de 60%.

O tratamento com a pílula única também mostrou queda nos eventos cardiovasculares maiores --como infarto e morte de causa cardiovascular-- de 9,8% para 6,6%.

Embora seja o menos frequente, o AVC hemorrágico é mais letal e tem menos opções de tratamento. Cerca de 80% dos casos de AVC são isquêmicos, causados por entupimentos de veias.

Segundo Craig Anderson, primeiro autor do estudo, a proposta surgiu de uma lacuna importante na evidência clínica. "Nosso estudo parte de uma ideia de mostrar diretamente que pacientes cujo prognóstico, após um AVC, é ruim porque eles têm uma pressão elevada possuem propostas terapêuticas limitadas -e todas são antihipertensivos", diz.

Os resultados surpreenderam até mesmo o pesquisador, que teve um processo de mais de uma década de acompanhamento. "É difícil manter estudos clínicos por tanto tempo, os pacientes ficam cansados, os centros médicos acabam saindo, os fundos acabam. Então ficamos bem contentes com os resultados após esse longo período."

Além de avaliar a pressão, o estudo trouxe uma nova abordagem terapêutica. A combinação das três drogas em uma única pílula é fabricada e comercializada pela startup George Medicines, do Instituto George para Saúde Global, e teve aprovação do FDA, agência reguladora americana, em maio do ano passado. Os três medicamentos, no entanto, já existem e são amplamente disponíveis no mercado separadamente.

"É uma forma mais simples e potencialmente mais eficiente de tratar", afirma Anderson. Para ele, a combinação em dose baixa oferece o benefício terapêutico das três classes com menor risco de eventos colaterais, além da melhor adesão dos pacientes.

Para Sheila Martins, neurologista fundadora da Rede Brasil AVC e chefe de neurologia no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, que coordenou a participação brasileira, a nova combinação terapêutica pode ser uma opção para o SUS (Sistema Único de Saúde).

"A hipertensão é o principal fator de risco para o AVC hemorrágico, mas ainda é muito mal controlada. O Ministério da Saúde entendeu a importância de fazer esse estudo e nos ajudou com financiamento. Por isso, acreditamos que pode mudar diretrizes de tratamento no país", diz.

A médica afirma que a única estratégia que existe atualmente para prevenção de AVC hemorrágico é controlar rigorosamente a pressão arterial. "Se conseguirmos fazer isso de forma mais simples e eficaz, o impacto em saúde pública será enorme", conclui.

A seleção da Espanha apresentou à Fifa a pré-lista para a Copa do Mundo de 2026O técnico Luis de la Fuente surpreendeu ao deixar Daniel Carvajal, capitão do Real Madrid, fora dos 55 pré-convocados. Com isso, o jogador está fora do torneio.

Astro do Real não aparece em pré-lista da Espanha e está fora da Copa - destaque galeria

Jogador era constantemente convocado para a seleção da Espanha.

Carvajal está fora da pré-lista e da Copa do Mundo.

Segundo a rádio espanhola COPE, a decisão de deixar Carvajal de fora da pré-lista faz parte de um debate por renovação na seleção espanhola. No entanto, o lateral-direito era considerado peça importante da equipe quando disponível.

A imprensa da Espanha relata que apenas três jogadores do Real Madrid estão presentes na lista de Luis de la Fuente. São eles: Dean Huijsen, Fran García e Gonzal García.

Enquanto isso, nove atletas do Barcelona foram chamados: Joan García, Eric García, Pau Cubarsí, Dani Olmo, Pedri, Fermín López, Gavi, Ferran Torres e Lamine Yamal.

A Espanha deve divulgar a convocação final para a Copa do Mundo em 25 de maio. A Fúria está no Grupo H, ao lado de Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai.

Como funciona a pré-lista

A pré-lista é uma formalidade da Fifa para todas as equipes classificadas. Cada uma das seleções deve enviar uma relação entre 35 e 55 atletas que podem ser chamados para a Copa do Mundo.

Na prática, é como se as seleções tivessem um elenco ampliado. Apenas atletas dentro desta relação podem ser chamados para a competição em caso de corte por lesão ou por qualquer outro motivo.

Dados do 3º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad III), divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostram que menos brasileiros têm ingerido bebidas alcoólicas, entretanto entre aqueles que consomem álcool o padrão de uso abusivo continua elevado. Algumas opções tendem a prejudicar mais a microbiota intestinal, como a vodca.

De acordo com a coloproctologista Aline Amaro, de Brasília (DF), as bebidas destiladas — como vodca, tequila, cachaça e uísque — apresentam teor alcoólico mais elevado. Quando consumidas de forma exagerada, essas opções tendem a provocar um impacto mais intenso sobre a mucosa intestinal e na microbiota, conforme explica a médica.

Médica cita bebidas alcoólicas que mais afetam a microbiota intestinal - destaque galeria

Nos últimos anos, a ciência tem destacado a importância da microbiota intestinal, ou seja, do conjunto de bactérias que vivem em nosso intestino, para a saúde geral

O consumo de cerveja prejudica o funcionamento do intestino
Os sinais de que o intestino não está funcionando bem costumam aparecer no dia a dia

A especialista detalha que, por outro lado, algumas bebidas fermentadas — a exemplo de vinho e cerveja — trazem na composição antioxidantes e substâncias derivadas da fermentação e, por isso, em pequenas quantidades, podem causar efeitos menos agressivos. “O vinho tinto contém polifenóis, que vêm sendo estudados por possíveis benefícios à microbiota”, revela.

Westend61/Getty ImagesFoto colorida de garrafas e latas de vodca - Metrópoles
Entre as bebidas alcoólicas que mais prejudicam a microbiota intestinal, consta a vodca, opção destilada

Aline destaca: “Isso não significa que exista bebida alcoólica ‘saudável’ para o intestino”. A coloproctologista argumenta que, quando a ingestão passa a ser frequente ou excessiva, os efeitos negativos acabam predominando independentemente da versão escolhida.

“O que mais pesa na saúde intestinal continua sendo o padrão de consumo, associado ao estilo de vida como um todo”, salienta a coloproctologista.

Segundo a especialista em cirurgia robótica e a laser, o principal fator que determina o impacto negativo sobre a microbiota intestinal não é apenas o tipo da bebida, mas também a quantidade de álcool consumida e a frequência desse consumo. “Quanto maior a concentração alcoólica e maior o volume ingerido, maior tende a ser a agressão ao intestino e à flora intestinal”, finaliza Aline.sDuas pessoas sentadas na mesa segurando taças de vinho

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que perdoa condenados para envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro “não tem perspectiva de avançar” no Congresso. O texto vem sendo articulado pela oposição.

Na avaliação do ministro, a proposta é uma tentativa de “desviar o foco” da operação da Polícia Federal (PF) que mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por suspeita de ligação com escândalo do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

“Esse timing me soou estranho. De repente eles começam a falar de PEC da Anistia, começam a falar de detergente. O que eles queriam com isso? O que aconteceu na semana passada que eles queriam desviar o foco? Semana passada teve operação contra o seu Ciro Nogueira, que o Flávio Bolsonaro chamou de o ‘vice ideal’ dele, que mostrou que ele recebia mesada do Banco Master de R$ 300 mil, de R$ 500 mil. Aí eles querem desviar desse foco”, disse o ministro em entrevista ao Bom Dia, Ministro, nesta terça-feira (12/5).

Boulos ainda fez críticas à proposta, que segundo ele, tem o objetivo de “salvar a pele” do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Eles não estão nem aí para a Déborah do Batom. No fim do dia eles o que eles querem é tirar o Bolsonaro. Essa é a prioridade deles, é salvar a própria pele”, afirmou.

Polêmica do Ypê

Durante a entrevista, o ministro comentou a polêmica envolvendo a suspensão pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de lotes de produtos da marca Ypê. Apoiadores de Bolsonaro associaram a medida a uma suposta retaliação à marca por doações para a campanha do ex-presidente em 2022. Boulos chamou o movimento de “estupidez”.

“Eu vi um vídeo e não acreditei, achei que era IA [inteligência artificial]. Um cidadão bebendo detergente. Gente, a que nível chegou a estupidez humana, a falta de noção, a perda de senso do ridículo. O vice-prefeito da maior cidade do Brasil defendendo, senador da República. Já passou do limite”, criticou.

Marcela Soares tem 21 anos e é jogadora de futsal. No ano passado, ela foi afastada das quadras e expulsa do time no qual jogava após se tornar criadora de conteúdo adulto em uma plataforma 18+. Depois da polêmica, ela resolveu criar seu próprio time de futebol, ligado à Chapecoense.

“O esporte me tirou de um lugar, então eu criei o meu. Vou provar que dá para fazer diferente”, afirmou. O lançamento do projeto está previsto para junho e parte do investimento inicial será feito pela própria Marcela, com o dinheiro que ela faturou em seus perfis de conteúdo adulto nas plataformas Privacy e OnlyFans.

Ela também afirma que estará a frente do projeto fora das quadras. “É o que conquistei com o meu trabalho, independente de onde venha. Quero transformar isso em oportunidade para outras mulheres. Não vou julgar ninguém pelo que faz fora da quadra”, completou.

Usar a mesma toalha molhada por muitos dias pode parecer um hábito inofensivo, mas especialistas alertam que a prática pode favorecer a proliferação de fungos, bactérias e outros microrganismos capazes de causar problemas dermatológicos. Em ambientes úmidos, como banheiros, o tecido se transforma em um local propício para o crescimento desses agentes, aumentando o risco de micoses, foliculite e irritações na pele.

A dermatologista Letícia de Melo Elias, do Hospital Santa Marta, em Brasília, explica que a umidade acumulada nas fibras cria condições ideais para a sobrevivência de microrganismos.

“A água retida nas fibras fornece o ambiente necessário à manutenção da viabilidade celular de microrganismos”, afirma. Segundo ela, esse cenário pode facilitar até mesmo a disseminação de infecções para outras áreas do corpo.

Toalha molhada pode espalhar fungos e bactérias

Além do desconforto causado pelo mau cheiro, a toalha molhada pode funcionar como reservatório de fungos, bactérias e vírus. Isso acontece porque resíduos de suor, células mortas e secreções permanecem no tecido após o uso, especialmente quando a peça demora para secar completamente.

A dermatologista Maria das Graças Leto, da clínica AMO, em Salvador, destaca que o problema é ainda maior em locais quentes e úmidos. “Esse ambiente úmido é favorável ao crescimento de fungos, bactérias e até outros microrganismos, como os ácaros”, explica.

Segundo Letícia, o risco não se limita à própria pessoa que usa a toalha. O compartilhamento também pode facilitar a transmissão de doenças de pele entre familiares e pessoas da mesma casa, principalmente em casos de baixa imunidade, feridas ou dermatites.

Micose, foliculite e irritações estão entre os riscos

Os especialistas afirmam que o uso prolongado da mesma toalha pode contribuir para problemas dermatológicos, especialmente em pessoas predispostas. A micose é uma das principais preocupações, já que os fungos conseguem sobreviver no tecido úmido e ser levados para outras regiões do corpo.

No caso da foliculite, a transmissão pode ocorrer pelo contato com bactérias presentes na toalha contaminada. Já a relação com acne é menos direta, mas o desequilíbrio causado por microrganismos pode piorar inflamações existentes na pele.

Maria das Graças ressalta que toalhas mal higienizadas não costumam ser a causa única dessas doenças, mas funcionam como um fator que favorece o problema. “Muitas vezes não são os causadores diretos, mas podem contribuir”, afirma.

Com que frequência trocar a toalha?

Apesar de não existir uma regra única, dermatologistas recomendam trocar a toalha regularmente e garantir que ela seque completamente entre os usos. Em locais mais úmidos ou em situações de infecção de pele, a troca deve ser ainda mais frequente.

Segundo Letícia, o ideal é partir de pelo menos uma troca semanal quando a toalha consegue secar adequadamente após o banho. Maria das Graças recomenda atenção ao clima e à frequência de uso. “O ideal é trocar toalhas de banho a cada dois ou três usos, principalmente se permanecerem úmidas por muito tempo”, orienta.

Além da troca frequente, os especialistas recomendam evitar compartilhar toalhas e manter o tecido sempre em local ventilado para reduzir a proliferação de microrganismos.

Sergio Ramos está por detalhes de comprar o clube que o revelouO zagueiro chegou a um acordo com os principais acionistas do Sevilla para adquirir o time espanhol por 450 milhões de euros (cerca de R$ 2,5 bilhões).

Segundo o jornalista italiano Fabrizio Romano, os documentos já estão assinados por todas as partes envolvidas. Sendo assim, falta apenas a aprovação dos advogados. Para corroborar a informação, a publicação na rede social Instagram do profissional foi curtida pelo próprio Sérgio Ramos.

Sergio Ramos encaminha compra do Sevilla e negócio fica por detalhes - destaque galeria

Sergio Ramos foi revelado pelo Sevilla.

Último clube de Sergio Ramos, como jogador, foi o Monterrey, do México.

A imprensa espanhola relata que Sergio Ramos e Sevilla têm pressa para finalizar o acordo. Isso porque a carta de intenção de compra, que o atleta assinou em conjunto com a empresa Five Capital, expira em 31 de maio.

Apesar dos 39 anos de idade, Sergio Ramos ainda não anunciou aposentadoria dos gramados. Revelado pelo Sevilla e multicampeão com o Real Madrid, o zagueiro disputou a última temporada pelo Monterrey, do México.

A esteatose hepática, ou gordura no fígado, é um dos mais preocupantes quadros de saúde atuais e atinge cerca de 25% a 30% da população adulta mundial. Entre os fatores de risco, estão sedentarismo e excesso de peso. Silenciosa, pode evoluir por anos sem que se perceba a gravidade. Mas há alguns sinais que podem indicar que há algo erradocomo dificuldade para emagrecer, escurecimento da pele em dobras e cansaço frequente, sobretudo após as refeições.

De acordo com Juliana Andrade, nutricionista do Metrópoles, o diagnóstico surge por acaso em exames de rotina, na maioria dos casos. “Ainda assim, o corpo costuma dar sinais discretos que passam despercebidos ou são atribuídos ao estresse ou à rotina corrida”, comenta.

Cansaço frequente, principalmente depois de comer
O fígado participa do controle da glicose e do metabolismo energético. Quando está inflamado ou sobrecarregado por gordura, a regulação da energia fica prejudicada. A pessoa sente sonolência após as refeições e queda de disposição ao longo do dia.

Estufamento abdominal recorrente
Não é apenas “gases”. A alteração na produção de bile e no metabolismo digestivo pode gerar sensação constante de barriga cheia, pressão abdominal e desconforto após refeições relativamente normais.

Foto colorida de pés de mulher em balança - Metrópoles

Dificuldade para emagrecer
Mesmo seguindo dieta, muitas pessoas percebem estagnação do peso. A esteatose está associada à resistência à insulina, que favorece armazenamento de gordura e dificulta a mobilização energética.

Rosquinhas polvilhadas com açúcar de confeiteiro e confeitos sobre um fundo branco. Metrópoles
A vontade por doces pode estar ligada à busca do cérebro por energia rápida, à liberação de dopamina associada ao prazer e a fatores emocionais

Desejo frequente por doces
Alterações na sensibilidade à insulina e no metabolismo hepático da glicose aumentam oscilações glicêmicas. Isso costuma se manifestar como vontade intensa por açúcar no meio da tarde ou à noite.

Escurecimento da pele em dobras
Manchas amarronzadas no pescoço, axilas ou virilha (acantose nigricans) podem indicar resistência à insulina — condição fortemente associada à gordura hepática.

Mohammed Haneefa Nizamudeen/Getty ImagesIlustração colorida de fígado com gordura - O que o fígado realmente precisa para funcionar de forma saudável - Metrópoles
A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado

Estou com suspeita de gordura no fígado, o que fazer?

Segundo Juliana, exames de sangue e ultrassom geralmente confirmam o diagnóstico. Por isso, não deixe de fazer acompanhamento médico e procurar um especialista.

“A esteatose muitas vezes não causa dor. A dor no lado direito do abdome costuma aparecer apenas em fases mais avançadas. Por isso, pessoas com aumento de circunferência abdominal, triglicerídeos elevados, pré-diabetes ou síndrome dos ovários policísticos devem considerar avaliação médica mesmo sem sintomas”, emenda.

Por fim, a profissional reforça: identificar cedo é importante porque, nas fases iniciais, a condição costuma ser reversível com mudanças no estilo de vida.

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nem sempre provocam sintomas intensos, dor ou feridas evidentes. Em muitos casos, os sinais são discretos, desaparecem sozinhos ou são confundidos com alergias, viroses e irritações comuns do dia a dia. O problema é que o diagnóstico tardio pode aumentar o risco de complicações graves e facilitar a transmissão para outras pessoas.

Segundo a infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, infecções como HPV, sífilis, hepatites e HIV podem permanecer silenciosas por longos períodos. “Mesmo manifestações discretas merecem investigação, porque o diagnóstico precoce reduz complicações e interrompe a cadeia de transmissão”, afirma.

Pequenos sinais que costumam ser ignorados

Feridas pequenas, corrimento leve, verrugas, ardência ao urinar e coceira são alguns sintomas frequentemente negligenciados. Muitas vezes, eles desaparecem espontaneamente, o que leva a pessoa a acreditar que não havia nada preocupante.

A infectologista Eliana Bicudo, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília, explica que a sífilis é uma das ISTs mais traiçoeiras nesse aspecto. “É a campeã. Você tem uma lesão pequena chamada cancro primário, como se fosse uma feridinha ou uma espinha com casquinha na região genital, sem dor, e muita gente ignora”, destaca.

Além disso, sintomas da fase inicial do HIV podem ser confundidos com uma simples virose. Febre, dor de garganta, manchas no corpo e aumento de gânglios podem surgir semanas após a infecção e desaparecer sozinhos em poucos dias.

ISTs podem permanecer silenciosas por anos

Mesmo sem sintomas aparentes, a infecção continua ativa no organismo. Isso significa que a pessoa pode transmitir a doença sem saber. Em casos como HIV, hepatites e clamídia, o quadro assintomático pode durar anos.

A infectologista Sumire Sakabe, do Hospital Nove de Julho, também em São Paulo, reforça que a ausência de sintomas não reduz os riscos da doença. “O HIV não tratado, mesmo sem sintomas, é deletério para o sistema imunológico e saúde geral, por exemplo”, alerta.

Especialistas também chamam atenção para os riscos da sífilis não tratada, que pode evoluir para complicações neurológicas, perda auditiva, cegueira e danos ósseos. Já a clamídia silenciosa está associada ao aumento do risco de infertilidade feminina.

Quando procurar ajuda médica

Os médicos recomendam procurar atendimento sempre que houver sintomas persistentes após relações sexuais desprotegidas, mesmo que pareçam leves. Ardência ao urinar, pequenas lesões, manchas na pele, febre inexplicada e corrimentos merecem avaliação.

Além disso, pessoas sexualmente ativas devem realizar exames periódicos para ISTs, mesmo sem sinais aparentes. A testagem regular é considerada uma das principais formas de interromper a transmissão e evitar complicações futuras.

Hoje, várias ISTs têm tratamento eficaz e algumas contam até com prevenção por vacina, como a hepatite B e o HPV. Já no caso do HIV, estratégias como a PrEP ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção.

Os benefícios de uma rotina fisicamente ativa já são conhecidos por ajudar a prevenir o câncer. Mas há evidências de que ela também pode ser importante para prolongar a sobrevida após o diagnóstico da doença. Um estudo publicado em fevereiro no JAMA Network constatou que a prática de atividade física está associada a menor risco de morte em pacientes com diferentes tipos de tumor.

A pesquisa combinou dados de seis grandes estudos de saúde de longo prazo que incluíram mais de 17 mil sobreviventes de sete tipos de câncer: bexiga, endométrio, rim, pulmão, boca, ovário e reto. Foi analisada a quantidade de exercícios físicos praticados antes e após o diagnóstico (em média, 2,8 anos depois). Os pesquisadores ajustaram os dados para outros fatores, como idade, sexo, tabagismo e estágio do câncer. Ao comparar os níveis de atividade física antes e depois, constatou-se um padrão consistente: pessoas mais ativas apresentaram menor mortalidade relacionada à doença.

“Esse estudo impacta enormemente nossa prática clínica. Torna relevante demais a prática de exercício físico para isso ser deixado de lado durante uma consulta com seu oncologista”, avalia a oncologista clínica Ana Paula Garcia Cardoso, do Einstein Hospital Israelita. “Vemos benefícios em câncer de bexiga, pulmão, endométrio e ovário, que até então tinham menos evidência concreta.”

A pesquisa também observou que pacientes que eram sedentários antes do diagnóstico, mas passaram a se exercitar depois, também apresentaram redução significativa no risco de morte, especialmente nos casos de câncer de pulmão e reto. “Muitos acham que, se não começaram antes, não vale mais a pena. Mas os resultados do estudo mostram o contrário”, observa Cardoso.

Os achados, no entanto, são diferentes dependendo do tipo de câncer. O benefício foi mais consistente em tumores como pulmão, endométrio, bexiga e ovário, enquanto em outros, como os de cavidade oral e reto, o impacto positivo se mostrou mais evidente em quem manteve níveis mais elevados de atividade física após detectar a doença. “A magnitude do benefício varia entre os tumores, e isso deve ser interpretado com cautela. Os cânceres são biologicamente diferentes, assim como os pacientes. Mas isso não invalida o fato de que a atividade física é benéfica para a maioria, sem risco de prejuízo”, afirma a oncologista.

Qualquer movimento conta

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar a prática de ao menos 150 minutos de atividade física de intensidade moderada a intensa por semana, o trabalho aponta que mesmo pequenas quantidades já foram associadas a menor risco de morte por alguns cânceres.

“Esse é um dos pontos mais importantes do estudo. De maneira consistente, sair da inatividade física pode trazer benefícios inequívocos à saúde”, frisa Ana Paula Cardoso. Na prática, significa que não existe um mínimo obrigatório: qualquer movimento conta. “A progressão para níveis mais altos deve ser encorajada, mas não deve ser uma barreira para o paciente começar”, orienta a médica.

Uma dúvida comum é sobre o momento ideal para começar a se exercitar: afinal, é preciso esperar o fim do tratamento? Segundo a oncologista, não necessariamente. Embora o estudo tenha avaliado a atividade física ao longo dos anos antes e após diagnóstico, os dados mostram que iniciar o hábito mesmo depois da doença já traz vantagens. “Isso reforça algo que sempre digo em consultório: não é preciso esperar um momento ideal. Na verdade, esse momento dificilmente vai existir. A atividade física pode ser introduzida em qualquer fase, desde que respeitadas as condições clínicas e com orientação adequada”, comenta a especialista do Einstein.

A pesquisa incluiu principalmente atividades aeróbicas de intensidade moderada a vigorosa, como caminhada, bicicleta ou exercícios leves, mas não comparou diretamente diferentes modalidades. “O ideal é começar devagar, cerca de 15 minutos por dia, e ir progredindo. Precisa ser algo agradável e possível de manter no dia a dia. Toda atividade física é bem-vinda”, conclui Cardoso.

A gravidez provoca uma transformação profunda no cérebro feminino, com alterações estruturais que atingem praticamente todas as regiões do órgão. Novos dados de exames de imagem mostram que o cérebro materno passa por um processo de reorganização amplo e coordenado ao longo da gestação — e que parte dessas mudanças pode persistir mesmo após o nascimento do bebê.

As conclusões vêm de análises do chamado Projeto Cérebro Materno, liderado pela neurocientista Emily Jacobs, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, Estados Unidos.

A iniciativa acompanha mulheres antes, durante e depois da gravidez com exames de ressonância magnéticacoletas de sangue e avaliações clínicas. Segundo Jacobs, “quase todas as regiões do cérebro mudam significativamente ao longo da gravidez”.

Os dados encontrados nos exames mais recentes indicam que cerca de 97% das aproximadamente 400 regiões cerebrais analisadas apresentam alterações durante a gestação e no período após o parto. As transformações incluem:

Essas mudanças acontecem de forma progressiva, acompanhando o avanço das semanas de gestação. Apesar de parecerem negativas à primeira vista, os cientistas afirmam que não se trata de perda de função. A hipótese principal é que o cérebro passa por um processo de “ajuste fino”, tornando-se mais eficiente para lidar com as demandas da maternidade.

Projeto Cérebro Materno utiliza um modelo de acompanhamento longitudinal, considerado um dos mais completos já feitos na área. Os participantes passam por avaliações frequentes — em alguns casos, a cada duas a quatro semanas — desde antes da concepção até o pós-parto.

Até agora, o estudo inclui cerca de 20 participantes nos Estados Unidos, entre mães de primeira viagem, mães com mais de um filho, além de grupos de comparação com pais e mulheres que não estão grávidas.

No total, já foram realizados mais de 150 exames de ressonância magnética, permitindo observar as mudanças cerebrais em tempo real — algo que não era possível em estudos anteriores, que comparavam apenas imagens antes e depois da gravidez.

Hormônios impulsionam transformação do cérebro

A explicação para essa reconfiguração cerebral está, em grande parte, nas alterações hormonais intensas da gravidez. Durante o período gestacional, há aumentos de até 100 a 1.000 vezes na produção de hormônios como estrogênio e progesterona, que têm impacto direto no sistema nervoso.

Esses hormônios atuam como moduladores do cérebro, influenciando conexões entre neurônios, formação de novas estruturas neurais e organização de circuitos ligados ao comportamento social.

Segundo Jacobs, estudos anteriores já mostravam que a gravidez está associada a uma das maiores fases de neuroplasticidade da vida adulta — comparável à adolescência.

Foto colorida de mulher grávida, com ~enfase na barriga que está iluminada pelo sol - Metrópoles
Durante a gravidez o cérebro da mulher passa por intensa reorganização, segundo neurocientistas

Outro ponto relevante é que as transformações não desaparecem imediatamente após o parto. Os exames indicam que o volume cerebral começa a se recuperar parcialmente depois do nascimento, mas algumas alterações persistem por meses ou até anos.

Regiões associadas à cognição social — como áreas que ajudam a interpretar emoções e intenções — estão entre as mais afetadas. A reorganização dessas áreas pode facilitar o vínculo entre mãe e bebê e melhorar a resposta a sinais como choro e expressões faciais.

Os cientistas destacam que o cérebro materno ainda é pouco estudado. Desde 1990, apenas 0,5% dos estudos de neuroimagem analisaram a saúde cerebral feminina, segundo Jacobs.

Em artigo de opinião publicado na revista científica Nature, a neurocientista defende que a gravidez representa uma janela única para entender a plasticidade do cérebro humano e critica o histórico de negligência científica na área.

Para ela, o conceito popular de “cérebro de grávida” precisa ser revisto. Em vez de indicar falhas cognitivas, as evidências apontam para um cérebro altamente adaptável e em constante reorganização.

Apesar dos avanços, o próprio Projeto Cérebro Materno ainda está em andamento e não teve todos os resultados publicados em revista científica revisada por pares.

Os pesquisadores buscam agora ampliar o número de participantes e entender se fatores como idade, número de gestações, amamentação e complicações na gravidez influenciam as mudanças cerebrais.

A expectativa é que, no futuro, essas descobertas ajudem a identificar riscos para condições como depressão pós-parto e outras alterações neurológicas associadas à maternidade.

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