
Muita gente adia a prática de atividade física por falta de tempo ou prioridade. Mas evidências científicas indicam que essa escolha pode ter consequências além do ganho de peso ou da perda de condicionamento. Um estudo finlandês publicado em dezembro na revista Psychoneuroendocrinology mostra que, após os 30 anos, o sedentarismo desencadeia uma série de alterações biológicas que, décadas depois, tendem a se acumular.
A partir dos 50, esse processo pode manter o organismo em um estado persistente de ativação dos mecanismos de estresse, aumentando o desgaste do corpo e o risco cardiovascular na meia-idade. Essa conclusão surgiu a partir da observação de mecanismos biológicos de resposta ao estresse em pessoas sedentárias comparadas àquelas que faziam atividades físicas regularmente.
A carga alostática, ou seja, o desgaste acumulado do sistema nervoso pela ativação constante dos mecanismos de estresse, foi 17% maior no grupo que não praticava atividades físicas ou que tinha diminuído a frequência entre os 31 e os 46 anos de idade.
O estudo acompanhou 3.300 adultos por 15 anos. Os investigadores consideraram sedentários aqueles que faziam menos de 150 minutos de exercício moderado a vigoroso por semana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define essas atividades como aquelas que comprometem levemente a respiração a ponto de ser difícil conversar durante a prática.
Mais da metade dos participantes (1.800 voluntários) não atingiu o nível de atividade recomendado em nenhum dos momentos de avaliação e foi classificada como “inativa estável”. Esses foram os que apresentaram maior nível de marcadores biológicos de estresse na meia-idade. Foram usados dois indicadores para medir carga alostática e, em ambos, os resultados foram negativos, tanto para aqueles que nunca haviam se exercitado como para os que diminuíram sua carga de atividades na vida adulta.
O impacto do estresse no sistema cardiovascular observado na pesquisa é uma via de mão dupla: por um lado, agrava o mau funcionamento do coração; por outro, essa disfunção do sistema circulatório também pode levar ao aumento dos marcadores biológicos do estresse, criando um ciclo vicioso que prejudica o funcionamento do organismo de modo geral. Nessa história, não importa o que veio primeiro, ambos surgem para prejudicar.
No dia a dia, situações estressantes são esperadas, assim como a reação do organismo a elas. “Sempre que enfrentamos uma situação desafiadora, ativamos uma série de hormônios como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. Isso é saudável quando ocorre de forma pontual”, afirma o cardiologista Murilo Meneses, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia. O problema surge quando essa ativação se torna frequente ou crônica. “Com o tempo, surgem alterações na pressão, na glicemia, no colesterol e na inflamação. Para o coração, isso é relevante porque aumenta o risco de disfunção dos vasos, isquemia, arritmias e eventos cardiovasculares agudos”, detalha Meneses.
Somado a isso, a falta de atividade física favorece problemas como aumento da pressão arterial, maior acúmulo de gordura visceral, pior controle da glicose e ativação persistente do sistema nervoso simpático. “Isso significa que o corpo passa mais tempo em modo de alerta. Na meia-idade, esse processo se traduz em maior risco de hipertensão, arritmias, doença coronariana e eventos como infarto e AVC”, observa o médico.
Os 651 indivíduos que aumentaram o nível de atividade física entre os 31 e os 46 anos, mesmo que antes fossem sedentários, tiveram uma carga de estresse proporcionalmente tão baixa quanto a dos 418 que já eram ativos desde antes da pesquisa e permaneceram assim ao longo dela.
“O exercício funciona como um treinamento do sistema de resposta ao estresse, reduzindo a reatividade exagerada do cortisol. Além disso, reduz inflamação e favorece melhor controle da pressão e da glicose. O resultado é um organismo mais resiliente, que responde ao estresse de forma mais eficiente e retorna mais rapidamente ao equilíbrio”, afirma Murilo Meneses.
Por outro lado, os 430 que diminuíram seus níveis de atividades ao longo da vida adulta tiveram resultados de estresse quase tão ruins quanto os inativos. Os autores afirmam, porém, que são necessários mais estudos de longa duração para avaliar o uso de outros indicadores de estresse, inclusive aqueles que medem a autopercepção.
De qualquer forma, dá para concluir que sedentarismo e estresse são inseparáveis. “Hoje não é possível separar a saúde cardiovascular da saúde mental. Movimentar o corpo é uma das intervenções mais simples e mais potentes que temos para proteger o coração e fortalecer a saúde emocional ao longo dos anos”, afirma o cardiologista do Einstein em Goiânia.
Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, o cenário se torna propício para o consumo de vinhos.
O clima frio naturalmente convida a refeições mais encorpadas, muitas vezes acompanhadas por uma taça da bebida.
No imaginário popular, o vinho é frequentemente associado à longevidade e à proteção do coração, devido à presença de compostos como o resveratrol.
Entretanto, do ponto de vista médico, a linha entre um possível benefício e o dano sistêmico é extremamente tênue.
Embora existam estudos que apontem propriedades antioxidantes no vinho tinto, o álcool é uma substância tóxica para o organismo.
O aumento do consumo nos dias frios exige cautela, pois o excesso pode trazer problemas de saúde.
O álcool é um depressor do sistema nervoso central e afeta diversos órgãos simultaneamente.
O consumo contínuo ou em doses elevadas está diretamente ligado ao aumento da pressão arterial e à arritmia cardíaca.
No fígado, o excesso de vinho pode causar desde a esteatose hepática (gordura no fígado) até quadros de cirrose.
Além disso, o vinho é calórico. O consumo frequente contribui para o ganho de peso, o que sobrecarrega o metabolismo.
Há também o risco de dependência química, que muitas vezes começa de forma silenciosa sob a justificativa do “uso social” ou “medicinal”.
Para quem opta por não abdicar da bebida, a moderação é a única via segura.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e as sociedades de cardiologia sugerem que, para indivíduos saudáveis, o consumo não deve ultrapassar:
Mulheres: Uma taça (cerca de 150ml) por dia.
Homens: Até duas taças por dia.
É importante ressaltar que não se deve “acumular” as doses diárias para consumo excessivo no final de semana.
O chamado binge drinking (consumo pesado em curto intervalo) é extremamente nocivo ao miocárdio e ao pâncreas.
Para desfrutar de um bom vinho nos dias gelados sem comprometer a saúde, siga estas diretrizes fundamentais:
Hidratação constante: Intercale cada taça de vinho com pelo menos dois copos de água. O álcool desidrata o corpo, e a água ajuda os rins a processarem a toxina.
Nunca beba de estômago vazio: A comida retarda a absorção do álcool pelo sangue, reduzindo o impacto imediato no fígado.
Qualidade sobre quantidade: Priorize vinhos de boa procedência e com menos aditivos químicos.
Dias de abstinência: Estabeleça dias na semana para não consumir nenhuma bebida alcoólica, permitindo a regeneração das enzimas hepáticas.
Em suma, o vinho pode fazer parte de um estilo de vida saudável.
Desde que o indivíduo tenha plena consciência de que ele não substitui hábitos essenciais, como exercícios físicos e alimentação balanceada.
Na dúvida, consulte sempre um cardiologista ou nutrólogo.
Quem nunca precisou segurar o xixi por mais tempo do que gostaria? Embora pareça um hábito inofensivo e comum na rotina de muita gente, o nefrologista Elber Rocha alerta que adiar constantemente a ida ao banheiro pode trazer consequências importantes para a saúde — desde desconfortos e dores pélvicas até aumento do risco de infecções urinárias e lesões renais.
Segundo o médico, segurar a urina ocasionalmente não costuma causar problemas em pessoas saudáveis. O alerta surge quando o comportamento passa a ser frequente.
“A bexiga funciona como um reservatório muscular e foi ‘programada’ para encher e esvaziar em ciclos regulares. Quando a pessoa adia repetidamente a micção, o órgão permanece excessivamente distendido por longos períodos, alterando sua dinâmica natural de contração e esvaziamento”, explica Elber Rocha.

De acordo com o especialista, não existe um tempo exato que determine quando o hábito passa a ser prejudicial. “O comportamento passa a preocupar quando surgem sintomas como dor, sensação de peso abdominal, dificuldade para urinar, urgência urinária ou infecções recorrentes”, alerta.
Segundo Elber Rocha, alguns profissionais estão mais expostos a esse comportamento por permanecerem longos períodos sem pausas durante o trabalho .“Motoristas, professores e profissionais de saúde costumam fazer parte dos grupos de maior risco”, pontua.
Conforme esclarece o médico, quando a bexiga permanece cheia por muito tempo, ela aumenta progressivamente de volume e pressão, o que pode comprometer seu funcionamento ao longo do tempo. “Isso pode provocar alterações musculares na parede vesical, perda de elasticidade e esvaziamento incompleto da bexiga”, explica.

Além dos impactos na bexiga, a retenção urinária frequente favorece a proliferação de bactérias no trato urinário. “O xixi também funciona como um mecanismo natural de ‘lavagem’ do trato urinário. Quando permanece parada por muito tempo, cria um ambiente mais favorável para multiplicação bacteriana”, afirma o nefrologista.
Com isso, aumentam as chances de infecções urinárias e, em casos mais graves, de complicações renais. “Se a infecção sobe para os rins, pode ocorrer pielonefrite, um quadro potencialmente grave associado à febre alta, dor lombar e até risco de sepse”, alerta.
Segundo Elber Rocha, quando a retenção urinária se torna persistente, a pressão dentro do sistema urinário pode atingir os rins e comprometer seu funcionamento.
“Em situações mais graves, isso pode causar dilatação das vias urinárias, lesão renal e aumento do risco de infecções sistêmicas”, explica.
O especialista também destaca os impactos na qualidade de vida. “O problema pode afetar o sono, o bem-estar e a rotina diária, principalmente em pessoas que convivem com sintomas urinários crônicos”, conclui.

Dormiu a noite toda, mas ainda acordou cansado? Essa sensação é mais comum do que parece e pode estar associada à qualidade do sono.
Nem sempre o problema está apenas na quantidade de horas dormidas. Em muitos casos, alguns hábitos do dia a dia acabam prejudicando o sono e corpo sente no dia seguinte. Os resultados são cansaço, dificuldade de concentração, irritação e aquela sensação de que a energia nunca volta.
A famosa “última olhadinha” no celular pode estar atrapalhando mais do que parece. Isso porque a luz emitida pelas telas pode interferir no relógio biológico do corpo e dificultar o processo natural do sono. A exposição à luz forte perto da hora de dormir pode sinalizar ao cérebro que ainda é hora de ficar acordado.
A falta de sono pode afetar mais do que a disposição ao longo do dia. Um estudo da Escola de Medicina Yong Loo Lin, da Universidade Nacional de Singapura, indica que a privação de sono interfere diretamente em circuitos específicos do cérebro ligados à memória. Os resultados também mostram que a cafeína pode reverter esse efeito.
Publicada na revista Neuropsychopharmacology em 10 de fevereiro, a pesquisa analisou o impacto da falta de sono em uma região do hipocampo, estrutura essencial para aprendizagem e formação de memórias.
Os cientistas focaram na área conhecida como CA2, relacionada à memória social, que permite reconhecer pessoas e interações. Em laboratório, os pesquisadores induziram cinco horas de privação de sono e, depois, administraram cafeína por sete dias.
Conforme os resultados, a falta de sono prejudicou a comunicação entre os neurônios nessa região, reduzindo a capacidade do cérebro de fortalecer conexões importantes para a memória. O efeito também apareceu no comportamento, com dificuldades em reconhecer outros indivíduos.
Ao introduzir a cafeína, os pesquisadores observaram uma recuperação da atividade cerebral na área afetada. A substância restaurou a plasticidade sináptica, mecanismo que permite ao cérebro ajustar suas conexões com base nas experiências.
Esse efeito ocorreu de forma direcionada. Em vez de estimular o cérebro de maneira geral, a cafeína atuou especificamente no circuito prejudicado pela falta de sono. Nos animais que não passaram por privação, não houve sinais de hiperestimulação.
“A privação de sono não apenas causa cansaço. Ela interfere seletivamente em importantes circuitos de memória. Descobrimos que a cafeína pode reverter essas interrupções tanto em nível molecular quanto comportamental”, afirma Lik-Wei Wong, primeiro autor do estudo, em comunicado.
Segundo os pesquisadores, a ação da cafeína está ligada ao bloqueio de receptores de adenosina, substância que se acumula no cérebro durante a vigília e reduz a atividade neural.
Para o professor Sreedharan Sajikumar, que liderou o estudo, os resultados ajudam a entender melhor a relação entre sono e memória.
“A região CA2 funciona como um ponto de conexão entre o sono e a memória social. Compreender esse mecanismo pode orientar novas estratégias para preservar o desempenho cognitivo”, afirma.
Apesar dos achados, os cientistas destacam que são necessários mais estudos para avaliar como esses efeitos se aplicam a humanos e em diferentes contextos de privação de sono.
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (13) proposta que aumenta o prazo para mulheres realizarem denúncias de violência doméstica. O projeto seguirá agora para a análise do plenário.
O projeto aprovado amplia de 6 para 12 meses o prazo para mulheres vítimas de violência doméstica tomarem providências legais contra seus agressores. Para isso, o texto altera o Código Penal, a Lei Maria da Penha e o Código de Processo Penal.
As normas atuais estabelecem que a vítima perde o direito de queixa ou de representação após seis meses — o chamado prazo decadencial —, contados a partir do dia em que identificar o autor do crime ou de quando se esgota o prazo para oferecimento da denúncia pelo Ministério Público.
Em seu parecer, a relatora, senadora Dorinha Seabra (União-TO), argumenta que nos casos de violência doméstica e familiar, a mulher "mora com o agressor, tem laços afetivos com ele e muitas vezes depende economicamente dele".
Por esse motivo, senadora afirma que "a vítima necessita de um prazo maior de reflexão para exercer o direito de queixa ou representação, a fim de vencer o medo, a vergonha, o trauma e até mesmo o eventual sentimento que ainda nutra pelo agressor, e reunir as condições para denunciar as agressões sofridas".
Para relatora, a ampliação do prazo contribui para reduzir a impunidade e prevenir a violência. Na reunião desta quarta, o parecer foi lido pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), em substituição.
Antes, a matéria também foi aprovada nas comissões de Segurança Pública e de Direitos Humanos. Se for aprovado sem mudanças, a proposta seguirá para a sanção presidencial. O projeto original é da Câmara dos Deputados, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).
Marrocos confirmou nesta quarta-feira (13/5) os três amistosos que fará antes da disputa da Copa do Mundo de 2026. Rival do Brasil na fase de grupos, a seleção africana usará os confrontos para acelerar a preparação comandada pelo técnico Mohamed Ouahbi.
O primeiro amistoso será disputado com portões fechados no centro de treinamentos de Sale, no dia 26 de maio, contra Burundi. Depois, Marrocos encara Madagascar em Rabat, já com presença de público, antes de viajar aos Estados Unidos para enfrentar a Noruega, em Nova York, no último teste antes da Copa.
Amistosos de Marrocos antes da Copa
A preparação marroquina começará oficialmente em 22 de maio. A convocação final para a Copa do Mundo deve ser divulgada cerca de uma semana depois, já no início do período de treinamentos.
Semifinalista da Copa de 2022, no Catar, Marrocos chega novamente cercado de expectativa para o Mundial. A seleção estreia contra o Brasil em 13 de junho, em Nova York, e depois encara Escócia e Haiti na sequência da fase de grupos.
Endrick faz última partida pelo Lyon neste domingo (17/5), às 16h, contra o Lens. O jogador foi informado oficialmente pelo Real Madrid que jogará no clube na próxima temporada, a 2026/27. A informação foi dada inicialmente pelo GE e confirmada pelo Metrópoles.
Com a decisão, o atacante viajará para Madri, capital da Espanha, na segunda-feira (18/5) e acompanhará, ao lado da família, a convocação para a Copa do Mundo.
Caso o atacante de 19 anos seja confirmado na lista final de Carlo Ancelotti, ele utilizará as instalações do Real Madrid para treinar até a sua apresentação à Seleção Brasileira.
Para ganhar mais minutos em campo visando a Copa do Mundo, Endrick foi emprestado ao Lyon em janeiro deste ano. Destaque do time francês, ele teve oito gols e oito assistências em 20 jogos.
Quem levanta para fazer xixi várias vezes ao longo da noite, deve já ter se perguntado se o hábito está atrelado a alguma condição de saúde. De acordo com o nefrologista Elber Rocha, urinar de hora em hora durante a madrugada é chamado de noctúria. Segundo o médico, esse comportamento pode ter diversas causas, como bexiga hiperativa.
Especialista do NefroSanta, programa do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF), Elber explica que “nem sempre o problema de fazer xixi à noite está diretamente nos rins”. “Entre os fatores mais comuns, estão o envelhecimento, aumento da próstata nos homens, bexiga hiperativa e diabetes“, menciona.
A insuficiência cardíaca, distúrbios do sono e até o excesso de consumo de líquidos, como café ou álcool no período noturno, contribuírem para o hábito de fazer xixi durante à noite. “Alguns medicamentos, especialmente diuréticos, também podem aumentar a frequência urinária nesse turno”, analisa o médico.
Na avaliação do especialista, esse comportamento pode estar relacionado tanto a alterações da bexiga quanto a doenças renais ou sistêmicas: “Quando a pessoa acorda para urinar repetidamente, é importante entender se ela está produzindo urina em excesso durante a noite ou se a bexiga perdeu capacidade de armazenamento.”
“Problemas urinários, infecção, aumento da próstata, cálculos, diabetes e doença renal crônica podem ter envolvimento com o quadro“, destaca Elber. Ele esclarece que, em alguns casos, a pessoa acorda por outro motivo, como apneia do sono e acaba percebendo vontade de urinar. “Por isso, a avaliação médica deve considerar o contexto completo do paciente”, conclui o nefrologista.

O Brasil enfrenta um crescente desafio na saúde pública. As estimativas apontam cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028, e boa parte deles atinge o aparelho digestivo. Entender os riscos e agir com antecedência pode fazer toda a diferença.
Entre os tumores mais frequentes estão o câncer colorretal e o câncer gástrico. O colorretal registra aproximadamente 50 mil novos diagnósticos anuais, ocupando as primeiras posições tanto em homens quanto em mulheres no país.
Grande parte dos cânceres digestivos evolui sem sintomas evidentes. Quando os sinais aparecem, a doença já pode estar em estágio avançado, o que reduz as opções de tratamento.
“Grande parte dos cânceres digestivos evolui de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes a doença já está em estágio mais avançado, o que reduz as chances de tratamento com cura”, explica o Dr. Leonardo Emílio da Silva, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein.
Alguns sintomas podem parecer comuns, mas não devem ser ignorados. É importante consultar um médico ao perceber qualquer um desses sinais.
Alteração persistente do hábito intestinal.
Presença de sangue nas fezes.
Perda de peso sem explicação.
Dificuldade para engolir.
Dor abdominal que não passa.
Sensação de estufamento ou náuseas frequentes.
O câncer gástrico, em especial, costuma ser confundido com problemas digestivos simples. “Muitos sintomas são confundidos com problemas digestivos comuns, o que faz com que o paciente demore a buscar avaliação médica”, alerta o especialista.
Uma parcela significativa dos casos de câncer colorretal está ligada a hábitos de vida. Fatores como sedentarismo, obesidade, tabagismo, alimentação inadequada e consumo de álcool aumentam o risco.
A boa notícia é que mudanças no estilo de vida têm impacto direto na prevenção. Veja o que ajuda a reduzir os riscos.
Adotar uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais.
Praticar atividade física com regularidade.
Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e carnes processadas.
Evitar o tabagismo e limitar o consumo de álcool.
Manter o peso saudável.
Além dos hábitos saudáveis, os exames de rotina são fundamentais. A colonoscopia, por exemplo, permite identificar e remover lesões antes que evoluam. Quando o câncer colorretal é detectado cedo, as chances de cura podem ultrapassar 90%.
Os avanços na medicina também têm beneficiado quem já recebeu um diagnóstico. A cirurgia minimamente invasiva e a cirurgia robótica oferecem mais precisão e resultados melhores para o paciente.
“Hoje contamos com técnicas que permitem uma abordagem mais segura e menos agressiva, com recuperação mais rápida e menor tempo de internação”, destaca o Dr. Leonardo. Entre os benefícios estão menos dor no pós-operatório e melhores resultados oncológicos.
O Dia Mundial da Saúde Digestiva é celebrado em 29 de maio, e o mês inteiro é dedicado à conscientização sobre doenças do aparelho digestivo. A data é um lembrete de que cuidar da saúde começa muito antes do surgimento de qualquer sintoma.
“O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos, com melhor qualidade de vida para o paciente”, reforça o especialista. Informação e prevenção continuam sendo as ferramentas mais eficazes no combate ao câncer digestivo.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou, nesta quarta-feira (13/5), que o governo discute novas alterações na legislação sobre apostas on-line, as chamadas bets.
De acordo com o titular da pasta, a mudança seria para fortalecer o cerco à atuação do crime organizado por meio dessas plataformas.
“Ainda temos muita coisa a aperfeiçoar. Cada dia que passa detectamos um maior número de ocorrências nesse domínio e é fundamental que a inteligência financeira do estado brasileiro e toda a logística dos órgãos que compõem as instituições de controle estejam irmanadas para coibirmos excesso nesse domínio”, afirmou Lima em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.
O ministro acrescentou que há em curso dentro do governo “a gestão de muitas reflexões” para coibir o problema, entre elas, medidas no âmbito legislativo e regulamentar.
“Posso dizer, ainda sem poder antecipar tanto, que estão em curso a gestão de muitas reflexões e de muitas iniciativas para abordarmos esse problema por diversas frentes e uma delas é a frente legislativa e regulamentar”, destacou.
As chamadas “canetas emagrecedoras”, como medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, ganharam popularidade nos últimos anos por auxiliarem na perda de peso. No entanto, nem todas as pessoas apresentam os mesmos resultados durante o tratamento.
Segundo informações divulgadas pelo site Fitness Brasil, estudos mostram que parte dos pacientes não consegue atingir a perda de peso esperada nos primeiros meses de uso. Em alguns casos, a resposta ao medicamento pode ser mais lenta ou limitada.

Pesquisas internacionais apontam que existe uma parcela de pacientes que não alcança redução significativa de peso mesmo utilizando a medicação corretamente.
No estudo STEP 1, publicado no The New England Journal of Medicine, cerca de 14% dos participantes tratados com semaglutida não perderam pelo menos 5% do peso corporal.
Já o estudo SURMOUNT-1, que avaliou a tirzepatida, mostrou taxas menores de não resposta, mas ainda presentes entre parte dos participantes.
Diversos fatores podem influenciar a resposta do organismo às medicações para obesidade. Entre eles, estão condições metabólicas, dose utilizada e hábitos de vida.
Além disso, questões emocionais e comportamentais também podem afetar os resultados.
Outro ponto importante é o ajuste progressivo da dose. Em muitos tratamentos, a medicação é aumentada aos poucos para reduzir efeitos colaterais e melhorar a tolerância do organismo.
Alguns pacientes precisam avançar mais lentamente durante esse processo, enquanto outros apresentam dificuldade em atingir doses mais altas por causa de náuseas, desconfortos gastrointestinais e outros efeitos adversos.
Segundo dados citados pelo Fitness Brasil, pesquisas publicadas no periódico The Lancet mostraram que doses maiores de semaglutida apresentaram resultados mais expressivos na perda de peso.
Mesmo com o uso das canetas, alimentação equilibrada e atividade física seguem sendo essenciais para o emagrecimento.
As medicações ajudam principalmente no controle do apetite e da saciedade, mas hábitos inadequados podem reduzir a eficácia do tratamento.
Além disso, fatores emocionais ligados à compulsão alimentar também podem interferir na resposta ao medicamento.
Quando a perda de peso esperada não acontece, o ideal é revisar toda a estratégia terapêutica com acompanhamento médico.
Em alguns casos, pode ser necessário:
A interrupção do tratamento sem orientação profissional não é recomendada.
Especialistas reforçam que as canetas para emagrecimento não funcionam da mesma forma para todas as pessoas. Por isso, expectativas realistas e acompanhamento adequado são fundamentais durante o processo.
O tratamento da obesidade envolve fatores biológicos, emocionais e comportamentais, o que explica por que os resultados podem variar tanto entre os pacientes.
Dados do Relatório Global de Consumo de Cerveja, elaborado pela Kirin Holdings, mostraram que o Brasil está entre os três países que mais consomem cerveja no mundo, ficando atrás da China e dos Estados Unidos. A coloproctologista Aline Amaro, de Brasília (DF), destaca que a ingestão frequente da bebida alcoólica pode contribuir para diversos problemas relacionados ao funcionamento do intestino.
A médica ressalta que, inicialmente, os sintomas podem “parecer simples”, como estufamento, excesso de gases, diarreia recorrente ou sensação de intestino “desregulado”.
A especialista acrescenta: “Com o passar do tempo, esse desequilíbrio tende a favorecer quadros inflamatórios, piora da permeabilidade intestinal, agravamento de doenças digestivas já existentes e maior sensibilidade do órgão.”
Conforme a coloproctologista, em pessoas predispostas, também pode haver a piora importante de quadros como síndrome do intestino irritável, refluxo e gastrite. Ao avaliar a situação, ela alerta sobre a ingestão de álcool de forma exagerada ter associação com o aumento do risco de doenças hepáticas e, consequentemente, influenciar processos inflamatórios que afetam todo o trato gastrointestinal.
Com base na literatura científica, a especialista acentua a respeito da preocupação crescente da medicina quanto ao impacto do consumo alcoólico crônico sobre o risco de alguns tipos de câncer do aparelho digestivo, incluindo o colorretal. Aline defende que o bom ou mal funcionamento do intestino costuma “refletir muito” os hábitos de vida do indivíduo.
“O consumo frequente de álcool pode ser um dos fatores silenciosos por trás de sintomas que acabam sendo negligenciados por anos”, menciona a médica.

De acordo com a coloproctologista, o intestino funciona “quase” como um ecossistema: “Quando existe um desequilíbrio, o organismo começa a dar sinais. Algumas pessoas apresentam mais gases, distensão abdominal e alteração do funcionamento intestinal, enquanto outras desenvolvem sintomas mais sistêmicos, como cansaço, piora da imunidade e até alterações de humor.”
Ao finalizar, a especialista avisa que não é apenas a cerveja que pode causar esse efeito negativo no intestino, e sim, todas as bebidas alcoólicas. “O álcool em geral tende a alterar a microbiota, especialmente quando associado a uma alimentação rica em ultraprocessados, sono inadequado e sedentarismo”, conclui a médica com expertise em cirurgia robótica e a laser.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13/5) mostra que 49% desaprovam a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 46% aprovam.
Os números indicam leve recuperação na avaliação do petista em comparação ao levantamento anterior, feito em abril, quando o petista teve 52% de desaprovação e 43% de aprovação.
Os entrevistados responderam à pergunta: “Você aprova ou desaprova o trabalho que o presidente Lula está fazendo”. Veja os resultados:
Confira as variações dos números no último ano:

Os números deste mês mostram aumento de três pontos percentuais na aprovação de Lula e queda de mesma porcentagem na desaprovação no intervalo entre as duas sondagens.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada pela Quaest entre os dias 8 e 11 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03598/2026.
A pesquisa mostra ainda que a avaliação do eleitorado quanto ao governo Lula também teve leve respiro em relação ao levantamento anterior, de abril: 39% avaliam a administração do petista negativamente, enquanto 34% a avaliam como positiva e 25% acham que é regular. Os números anteriores foram, respectivamente, 42%, 31% e 26%.
Ao analisar o gás presente em fontes geotérmicas ao longo da Fenda de Kafue, na Zâmbia, pesquisadores identificaram evidências de que houve uma grande rachadura geológica no local, que atravessa a crosta terrestre até o manto. A região zambiana faz parte do sistema de fendas do sudoeste africano, que vai da Tanzânia à Namíbia.
De acordo com os cientistas, se a fratura geológica continuar a se desenvolver, uma nova fronteira de placas tectônicas poderá ser formada e dividir a África ao meio. A conclusão veio da análise dos isótopos de hélio do gás, que tinham as mesmas características dos presentes no manto da Terra.
A descoberta foi liderada por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Os resultados foram publicados na revista Frontiers in Earth Science nessa segunda-feira (11/5).
“As fontes termais ao longo da falha de Kafue apresentam assinaturas de isótopos de hélio que indicam uma conexão direta com o manto terrestre, localizado entre 40 e 160 km abaixo da superfície da Terra. Essa conexão fluida é uma evidência de que a falha de Kafue está ativa e, portanto, a Zona de Rift (zona de rachadura tectônica) do Sudoeste Africano também está — podendo ser um indício precoce da fragmentação da África subsaariana”, diz um dos autores, Mike Daly, em comunicado.
Durante o estudo, os pesquisadores analisaram oito poços e fontes geotérmicas zambianas, sendo seis na zona de rachadura tectônica e dois fora dela. Amostras de gás de água em ebulição foram coletadas e investigadas em laboratório para analisar os isótopos dos elementos presentes.
Os resultados mostraram que os isótopos eram condizentes com o gás proveniente do manto terrestre, com grandes quantidades de certos isótopos de hélio e dióxido de carbono, o que sugere que a rachadura na crosta ficou profunda o suficiente para “ligar” a superfície e o interior da Terra.
A comparação com leituras do Sistema de Rift da África Oriental, uma falha geológica ativa e já estabelecida, confirmou ainda mais a descoberta, visto que eles eram parecidos.
Segundo os pesquisadores, o achado evidencia que há chances da África se separar, mas estima-se que o processo geológico ainda demore muito tempo para acontecer. Além dessa, mais regiões africanas podem ter falhas geológicas ativas, e, por isso, espera-se que mais estudos sejam realizados futuramente.
O coração costuma dar sinais antes de problemas mais graves aparecerem, mas muita gente ignora ou confunde os sintomas com situações comuns, como estresse ou cansaço. Especialistas alertam que reconhecer esses indícios precocemente pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento.
De acordo com o cardiologista Jorge Koroishi, do Hcor, existem sete sinais principais que funcionam como alerta para a saúde cardiovascular.
Segundo Koroishi, esses sintomas muitas vezes são negligenciados. “Cansaço e falta de ar merecem investigação, em especial para pacientes com histórico familiar de doença coronariana”, afirma.
Ele também alerta que sintomas no peito podem se manifestar de diferentes formas. “Todo desconforto com duração de minutos, que piora aos esforços e vem acompanhado de sudorese ou irradiação para mandíbula e braços, precisa ser investigado”, ensina.
O cardiologista Carlos Nascimento, do Hospital Brasília Águas Claras, reforça que o contexto e a persistência dos sintomas são determinantes para avaliar a gravidade. O erro está em ignorar a frequência e a evolução dos sinais.
“Muitas dessas queixas podem aparecer em pessoas saudáveis, como cansaço por estresse ou falta de ar por ansiedade. O ponto principal é quando esses sintomas são novos, persistentes ou progressivos”, explica Nascimento.
Ele destaca que alguns sinais merecem atenção redobrada, mesmo que leves. “Dor ou desconforto no peito sempre merecem atenção. Outro sintoma importante é o desmaio, que pode estar relacionado a alterações do ritmo do coração”, alerta.
A investigação de problemas no coração começa pela avaliação clínica e pode incluir exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e testes mais específicos, dependendo do caso.
Koroishi destaca que algumas populações podem apresentar sintomas mais discretos. “Em diabéticos, idosos e mulheres, a doença pode ter poucos sinais. Nas mulheres, é comum aparecer como falta de ar, cansaço ou até sintomas digestivos”, explica.
Os especialistas chamam atenção para um comportamento frequente entre pacientes: normalizar os sintomas como “só cansaço” ou “só ansiedade” e adiar a avaliação. O diagnóstico precoce depende mais da atenção aos sinais do que da gravidade imediata. O coração costuma dar sinais.
