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A gravidez é um dos períodos mais especiais e ao mesmo tempo desafiadores na vida de uma mulher. Afinal, quando ocorre a fecundação do óvulo, uma nova vida está se formando. No entanto, para tudo sair como o esperado, o corpo feminino passa por uma série de adaptações naturais, visando o conforto da mãe e da criança.

Para o bebê, o corpo se molda a fim de promover o desenvolvimento do feto sem intercorrências, lhe fornecendo oxigênio e nutrientes. Já para a mãe, tudo ocorre com objetivo de preparar o organismo para o parto e a amamentação, chegando até adaptar a própria coluna para suportar o aumento da barriga.

“O desenvolvimento de uma nova vida é realmente fascinante, e ainda existe muito a se desvendar”, diz a ginecologista Helga Marquesini, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Um grande exemplo dessa transformação é o mecanismo que o corpo utiliza para não considerar o embrião como ser “estranho”. Segundo os especialistas entrevistados pelo Metrópoles, na gravidez, o sistema imunológico da mulher se torna mais tolerante, o que ajuda o organismo materno a aceitar melhor o bebê e manter a gestação.

“Por isso, a gestante é considerada relativamente imunossuprimida para algumas infecções, principalmente as virais. É uma das razões pelas quais vacinas, como a da gripe, são tão importantes durante a gravidez”, explica o ginecologista Alexandre Pupo Nogueira, membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

As outras adaptações do corpo da mulher durante a gestação

Nos primeiros três meses de gestação, há um aumento da progesterona até que a placenta se forme completamente e controle a produção hormonal. É justamente nesse período que, devido à elevação desse hormônio, ocorrem os sintomas típicos da gestação, como:

“Depois que a placenta assume a produção hormonal, geralmente ocorre melhora desses sintomas: diminuem os enjoos, melhora a pele, reduz a dor nas mamas e a mulher tende a se sentir mais ativa”, afirma Nogueira.

Formação completa da placenta e seu efeito

Assim que o embrião se fixa à parede do útero, entre o 7º e o 12º dia de gestação, a placenta começa a se formar. No entanto, ela só se torna completa e passa a funcionar entre a 18ª e a 20ª semana do período gestacional. O órgão temporário é importante para a saúde do bebê.

“A placenta é, por si só, uma interface de trocas que permite entrada de nutrientes para o bebê e saída de metabólitos que devem ser excretados, mas não permite o contato direto do sangue da mãe e do bebê”, aponta Helga.

Durante a gestação, cérebro da mulher também passa por intensa reorganização

Mudanças anatômicas

Com o desenvolvimento do bebê, o espaço para ele também precisa crescer, fazendo com que o abdômen se projete para a frente. Como consequência, o corpo da mulher precisa se adaptar, a fim de manter o equilíbrio. “Isso altera o centro de gravidade, modifica a curvatura da coluna e até a forma de andar”, diz Nogueira.

Demanda metabólica maior

Além do bebê, a mulher precisa se alimentar por si só. Assim, a demanda por energia e nutrientes aumenta, elevando a sobrecarga de proteínas, ferro, cálcio e outros. Em alguns casos, a ingestão aumentada pode causar pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, especialmente em gestante com idade mais avançada.

Arsenal está próximo de quebrar um jejum de 22 anos sem conquistar o título da Premier LeagueA equipe de Londres pode ser campeã nesta terça-feira (19/5) mesmo sem entrar em campo.

Premier League: Arsenal pode ser campeão nesta terça-feira sem jogar - destaque galeria

Gyokeres, atacante do Arsenal.

Eze é peça-chave do Arsenal de Arteta.

Para ficar com o título, o Arsenal precisa torcer para que o Manchester City não vença o Bournemouth, às 15h30 (horário de Brasília), fora de casa. Se isso acontecer, os Gunners levantarão a taça com uma rodada de antecedência.

Para chegar nesta situação, o Arsenal abriu cinco pontos de vantagem na liderança da Premier League. O feito foi estabelecido após a vitória por 1 x 0 sobre o já rebaixado Burnley na segunda-feira (18/5).

Caso  o Manchester City vença o Bournemouth, a diferença entre os líderes cairá para dois pontos e a definição de quem ficará com o título de campeão inglês ficará para a última rodada.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (18/5) que uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra a ilha poderia provocar um “banho de sangue”.

Em publicação feita na rede social X, Díaz-Canel declarou que Cuba “não representa uma ameaça” e afirmou que qualquer ataque americano teria consequências “incalculáveis” para a paz e a estabilidade da região.

“As ameaças de agressão militar contra Cuba pela maior potência do planeta são conhecidas. Já a ameaça em si constitui um crime internacional. Se materializada, provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis, mais o impacto destrutivo para a paz e a estabilidade regional. Cuba não representa uma ameaça, nem tem planos ou intenções agressivas contra qualquer país. Não os tem contra os EUA, nem os teve nunca”, escreveu.

O presidente também reforçou que o governo cubano não possui planos agressivos contra outros países. “Cuba não representa uma ameaça, nem tem planos ou intenções agressivas contra qualquer país. Não os tem contra os EUA, nem os teve nunca”, acrescentou.

As declarações ocorreram após uma reportagem do site americano Axios afirmar que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e discutido possíveis planos para utilizá-los em ataques contra a base naval americana de Guantánamo Bay Naval Base, embarcações militares dos EUA e a cidade de Key West.

O governo cubano negou as informações e acusou os Estados Unidos de tentarem criar uma justificativa para uma eventual intervenção militar.

“Cuba, que já sofre uma agressão multidimensional dos EUA, tem sim o direito absoluto e legítimo de se defender de um ataque bélico, o que não pode ser brandido com lógica nem honestidade como desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano”, acrescentou Díaz-Canel.


Cuba teria discutido ataques com drones contra os Estados Unidos

De acordo com o site norte-americano Axios, desde 2023 o governo de Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares de aliados como Rússia e Irã, armazenando os equipamentos em pontos estratégicos da ilha para eventuais ações contra alvos dos Estados Unidos.

Após a repercussão da reportagem, o chanceler cubano Bruno Rodríguez negou que Havana esteja planejando ataques e acusou os Estados Unidos de criarem um “caso fraudulento” para justificar novas sanções econômicas e até uma possível intervenção militar contra a ilha.

“Cuba não ameaça nem deseja guerra”, afirmou Rodríguez em publicação nas redes sociais. Segundo ele, o país apenas se prepara para enfrentar possíveis agressões externas dentro do direito de legítima defesa previsto pela Carta da ONU.

Bruno Rodríguez, porém, não comentou diretamente as alegações sobre o aumento da compra de drones militares.

A troca de acusações acontece em meio à escalada da tensão entre Washington e Havana.

De acordo com informações, os EUA devem formalizar nesta semana acusações contra o ex-líder cubano Raúl Castro relacionadas ao episódio de 1996 em que dois aviões operados pelo grupo humanitário Brothers to the Rescue foram abatidos por Cuba.

Miguel Díaz-Canel

O clima entre os dois países já vinha deteriorado desde o início do ano, quando o presidente americano Donald Trump afirmou que “Cuba será a próxima” após a operação americana que resultou na captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Na semana passada, o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma visita incomum a Havana e se reuniu com autoridades cubanas, incluindo familiares ligados ao círculo de Raúl Castro. Segundo autoridades americanas, Ratcliffe alertou que Cuba “não pode continuar servindo como plataforma para interesses hostis” no hemisfério ocidental.

Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.

A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.

Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”

Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120×80 mmHg, ou 12×8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção.

“O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

Ataque silencioso às artérias

Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto.

“Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa da aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.

Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.

A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.

“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.

Exames simples ainda são poderosos

Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal.

“Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.

Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.

A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana.

O termo “Ozempic natural” tornou-se viral nas plataformas digitais. Ele é utilizado para descrever substâncias e alimentos que prometem saciedade e perda de peso rápida.

Entre os destaques dessa tendência estão o glucomanano e o psyllium.

No entanto, especialistas alertam para os riscos dessa comparação. Embora essas fibras ofereçam benefícios à saúde, elas não possuem o mesmo mecanismo de ação de medicamentos para obesidade.

O que é o glucomanano?

O glucomanano é uma fibra solúvel extraída da raiz da planta Amorphophallus konjac. Ao entrar em contato com a água no estômago, ele forma um gel espesso.

Atenção: O glucomanano não é aprovado pela Anvisa como suplemento alimentar.

Ele é classificado apenas como um aditivo alimentar. Sua comercialização como suplemento não é autorizada.

Benefícios atribuídos ao glucomanano:

  1. Controle do apetite: Aumenta a sensação de estômago preenchido.

  2. Auxílio no emagrecimento: Reduz a ingestão calórica voluntária.

  3. Regulação intestinal: Melhora casos de constipação ao aumentar o volume das fezes.

  4. Saúde metabólica: Auxilia no controle da glicose e do colesterol LDL.

  5. Redução da sensibilidade à insulina: Estabiliza os índices glicêmicos, evitando picos.

O papel do psyllium

Derivado da planta Plantago ovata, o psyllium é outra fibra amplamente divulgada. Assim como o glucomanano, ele forma um gel viscoso no trato digestivo.

Ele é um aliado importante para a saúde cardiovascular e regulação do trânsito intestinal.

Para a nutricionista Thaís Sarian, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a comparação com a semaglutida é um erro.

“Trata-se de propaganda enganosa. O psyllium tem efeito discreto na saciedade. Nenhum suplemento atua como o medicamento”, afirma.

Outros alimentos associados ao efeito de saciedade

Além das fibras citadas, outros itens ganham destaque por auxiliar no controle da fome:

Riscos e precauções

O uso indiscriminado de fibras solúveis pode trazer efeitos colaterais. Entre os riscos estão:

Recomendação vital: Todo consumo de fibras deve ser acompanhado por um aumento proporcional na ingestão de água. Sem hidratação, as fibras podem agravar a prisão de ventre.

A obesidade é uma doença complexa. Nenhum alimento isolado é capaz de promover perda de peso sustentável sem acompanhamento profissional e mudanças no estilo de vida.

Portanto, o consumo dos alimentos conhecidos como “ozempic natural” é válida e pode ajudar a sua saúde.

Porém, os resultados não serão idênticos aos medicamentos usados para tratar obesidade. Sempre consulte um médico.

A ideia de que a caminhada só começa a queimar gordura a partir dos 30 minutos contínuos não funciona de maneira rígida na fisiologia humana. De acordo com o educador físico e nutricionista esportivo Fernando Castroo corpo utiliza gordura e carboidrato como fonte de energia o tempo todo, inclusive nos primeiros minutos da atividade física.

O que ocorre na verdade é uma mudança progressiva na predominância do combustível energético: conforme o exercício é mantido por mais tempo em intensidade moderada, há uma redução gradual da glicemia e do glicogênio disponível, o que aumenta proporcionalmente a oxidação de gorduras. “Essa dinâmica fisiológica deu origem à referência dos 30 minutos, mas atividades mais curtas também trazem resultados metabólicos importantes”, explica o especialista.

Entenda

A regularidade e a constância nos treinos de menor duração também são capazes de contribuir diretamente para o emagrecimento e para o condicionamento cardiovascular, desde que a atividade seja associada a uma alimentação adequada. O especialista destaca que uma pessoa pode caminhar por uma hora diariamente e ainda assim não emagrecer caso haja um excesso calórico na sua dieta alimentar. Por outro lado, uma caminhada curta de 20 minutos realizada todos os dias demonstra excelentes resultados práticos.

A intensidade do exercício também altera o consumo energético após o treino. “Atividades mais intensas, que recrutam mais carboidratos durante a execução devido à necessidade de resposta rápida do organismo, favorecem o emagrecimento por provocarem um aumento no gasto calórico total e no consumo de energia que se estende para o período pós-treino”, ressalta Fernando

Caminhada: o que a fisiologia diz sobre os 30 minutos de exercício - destaque galeria

Segundo o especialista, do ponto de vista fisiológico e metabólico, praticar uma caminhada por menos de 30 minutos continua sendo uma escolha muito melhor do que se manter em uma condição de sedentarismo. “Pequenos estímulos diários geram benefícios relevantes para a saúde cardiovascular de forma geral.”

Conforme conclui o educador físico e nutricionista esportivo Fernando Castro, a fisiologia humana não responde a um número mágico de minutos para o funcionamento do metabolismo. “O sucesso da atividade física depende diretamente do contexto, da intensidade, da frequência, da constância e, principalmente, da aderência do praticante. Dessa forma, o melhor exercício físico é aquele que o indivíduo consegue manter de maneira consistente dentro da sua própria rotina.”

O governo Donald Trump voltou a recusar uma proposta de paz do Irã para colocar um fim ao recente conflito no Oriente Médio. As informações são do jornal norte-americano Axios, que afirma ter consultado uma autoridade do governo norte-americano ligado às negociações.

De acordo com o veículo, o presidente dos Estados Unidos teria achado a recente proposta insuficiente. O Irã enviou a Washington uma proposta de 14 pontos nesta segunda-feira (18/5). O documento chegou a autoridades americanas através do Paquistão, que tem intermediado as conversas entre os dois países.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o novo texto está focado nas negociações para o fim da guerra e em medidas de construção de confiança por parte dos americanos. Para Esmaeil Baghaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, as exigências do Irã incluem a liberação de ativos congelados no exterior e a retirada de sanções contra o país.

 

Um momento inusitado durante um culto infantil viralizou nas redes sociais após uma criança incluir um pedido inesperado sobre Neymar Jr. em meio a uma oração. A cena, registrada em uma igreja e compartilhada nas redes sociais, acabou repercutindo pela espontaneidade da fala e pela reação do pastor e do público.

Veja:

 

Durante a oração, a criança agradeceu pelo dia, pediu bênção ao pastor e à igreja e, em seguida, surpreendeu ao incluir um pedido direto: “Que o Neymar vá pra Copa! Em nome de Jesus, amém!”. A fala provocou risos imediatos na plateia e também no pastor, que reagiu em tom de surpresa.

Criança pede Neymar na Copa em oração na igreja e jogador reage - destaque galeria

“Como é que é? Eu não entendi não”, afirmou o pastor. Em resposta, os fiéis reunidos responderam dizendo que o pequeno pediu para que Neymar fosse para a Copa.

“Tu está orando para ele ir para a Copa?!”, rebateu o religioso, rindo. Ele ainda brincou com a situação e afirmou que a “oração vai chegar lá no Neymar”, arrancando mais risadas.

A publicação original gerou repercussão nas redes sociais e chegou ao próprio Neymar, que comentou: “Vai dar tudo certo”. A convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo será realizada nesta segunda-feira (18/5) e transmitida ao vivo no canal do Metrópoles no YouTube.

A dúvida se a dor crônica tem cura é uma das mais comuns nos consultórios médicos brasileiros. Embora nem sempre haja uma solução imediata, o controle eficaz é uma realidade acessível e transformadora.

A condição é definida pela persistência do desconforto por um período superior a três meses seguidos. Diferente da dor aguda, ela exige um olhar multidisciplinar para que o paciente retome sua vitalidade.

O que é dor crônica e como ela afeta o corpo?

A ciência moderna define essa condição como uma doença do sistema de processamento de estímulos. Não se trata apenas de um sintoma, mas de uma alteração na forma como o cérebro percebe sinais.

Segundo a Dra. Inácia Simões, anestesiologista da Saint Moritz, a abordagem precisa ser ampla e personalizada. “A dor crônica é multifatorial, envolvendo o sistema nervoso, o comportamento e o processamento cerebral”, explica a médica.

Entender essa complexidade é fundamental para evitar a frustração com tratamentos que buscam apenas o alívio rápido. O foco da medicina atual está na reabilitação funcional e na melhora contínua da experiência do paciente.

A diferença entre cura definitiva e manejo clínico

Muitas vezes, a busca pela cura total impede que o paciente enxergue os progressos do tratamento. O sucesso clínico é medido pela capacidade de voltar a realizar tarefas diárias com conforto e autonomia.

“Na maioria dos casos, falamos em controle, reabilitação e qualidade de vida”, afirma a Dra. Inácia Simões. Isso permite que a pessoa recupere sua identidade e não deixe que o desconforto dite suas regras.

Tratamentos eficazes para o controle da dor crônica

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) priorizam terapias que combinam diferentes frentes de atuação. A medicina da dor evoluiu para integrar fármacos, exercícios e suporte educacional sobre a própria condição.

A citação de fontes seguras reforça que o tratamento isolado raramente traz resultados sustentáveis a longo prazo. “O tratamento mais eficaz combina estratégias como movimento orientado e intervenções específicas”, destaca a especialista Simões.

Os riscos de buscar soluções imediatas para problemas complexos

Um erro comum é tentar resolver um problema de anos com uma intervenção única ou milagrosa. A dor crônica requer paciência, disciplina e uma aliança forte entre o médico e o paciente.

A Dra. Inácia Simões alerta que o processo exige acompanhamento constante e ajustes finos nas condutas. “A dor crônica não se resolve com uma resposta imediata; é um processo que exige participação ativa”, diz.

Como viver melhor mesmo com o diagnóstico de dor

Viver bem com essa condição é possível através da adaptação de hábitos e da mudança de mentalidade. O suporte adequado transforma a percepção do desconforto e devolve o prazer em atividades sociais e físicas.

Abaixo, apresentamos dicas práticas baseadas em orientações da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

  1. Mantenha uma rotina de atividades físicas leves, como natação ou caminhada, sob supervisão técnica.

  2. Pratique técnicas de controle de estresse, como a meditação, para evitar picos de tensão muscular.

  3. Evite o isolamento social, pois o convívio com amigos e familiares auxilia na saúde mental.

  4. Mantenha um diário da dor para identificar gatilhos específicos e facilitar o diagnóstico médico.

O caminho para a recuperação da autonomia

Embora a pergunta sobre a cura seja frequente, o foco na qualidade de vida é o que gera resultados. A dor crônica pode ser persistente, mas as tecnologias médicas atuais permitem um controle excepcional.

Consultar um especialista em medicina da dor é o primeiro passo para sair do ciclo de sofrimento. “Quando o paciente entende o processo e recebe suporte, a forma de lidar com a dor muda”, conclui a médica.

Siga as recomendações profissionais e priorize sua saúde com estratégias validadas e seguras para o seu futuro. Sua vida pode ser muito maior que qualquer diagnóstico, basta dar o primeiro passo hoje mesmo.

Muita gente se preocupa com diabetes e pressão alta, doenças comuns em todo o mundo. Mas existe outro inimigo “invisível” igualmente perigoso: a gordura no fígado, ou esteatose hepática. O quadro atinge cerca de 25 a 30% da população mundial e pode ser evitado com a adoção de alguns hábitos. Um exemplo é fugir de alimentos como refrigerantes e sucos artificiais, produtos de padaria com farinha branca (pães, bolos, biscoitos), doces em geral e ultraprocessados ricos em xarope de milho ou açúcar invertido.

De acordo com a nutricionista do Metrópoles, esses itens têm um elemento em comum: o excesso de açúcar. Segundo ela, o consumo excessivo de açúcar — e não de gordura — é o principal fator de risco para a condição que atinge 1 em cada 3 brasileiros.

“Embora muitos pensem que o excesso de gordura na alimentação seja o principal causador do problema, há um outro vilão ainda mais perigoso: o açúcar, especialmente aquele presente em bebidas adoçadas, doces e alimentos ultraprocessados”, comenta.

Conforme prossegue a expert, frutose industrializada e carboidratos refinados são os maiores responsáveis pelo acúmulo de gordura no fígado, principalmente quando associado ao sedentarismo e ao sobrepeso.

“A doença é silenciosa e, na maioria dos casos, só é descoberta em exames de rotina. Se não tratada, pode evoluir para quadros graves como hepatite gordurosa, cirrose e até câncer hepático”, pondera.

Em vez de doces e ultraprocessados, prefira frutas (com moderação), legumes e verduras; carnes magras e peixes; grãos integrais e oleaginosas; e pratique atividade física regular.

Ilustração colorida de fígado em esqueleto humano - Hepatologista lista sinais de que você pode ter gordura no fígado - Metrópoles
Gordura no fígado pode evoluir para cirrose

“A esteatose hepática é reversível — mas a chave está na mudança de hábitos, especialmente na redução do açúcar. O acompanhamento com nutricionista e hepatologista é essencial para orientar um plano alimentar eficaz e monitorar a função hepática ao longo do tempo”, encerra.

Um conjunto de fósseis encontrado no nordeste da Tailândia revelou a existência de um dos maiores dinossauros já identificados na região. A nova espécie, batizada de Nagatitan chaiyaphumensisviveu há cerca de 120 milhões de anos e pode ter atingido até 27 metros de comprimento.

A descoberta foi publicada na revista Scientific Reports em 14 de maio é considerada um marco para a paleontologia no Sudeste Asiático. Os pesquisadores afirmam que se trata do maior dinossauro de pescoço comprido já registrado na região.

Os fósseis foram encontrados na província de Chaiyaphum, após um morador local notar ossos expostos em uma área próxima a um lago que estava secando, em 2016. A partir daí, uma equipe de cientistas iniciou escavações no local.

Entre os materiais recuperados estão vértebras, ossos da pelve e partes das pernas, incluindo um fêmur que, mesmo fragmentado, teria cerca de dois metros de comprimento.

“Nosso dinossauro é grande para os padrões da maioria das pessoas, provavelmente pesava pelo menos 10 toneladas a mais do que o Diplodoco”, explicou o paleontólogo Thitiwoot Sethapanichsakul, principal autor do estudo, em comunicado.

Um gigante entre os gigantes

Nagatitan chaiyaphumensis pertence ao grupo dos saurópodes, dinossauros conhecidos pelo pescoço longo e corpo massivo. Dentro desse grupo, ele faz parte de um subgrupo que viveu entre o final do período Jurássico e o Cretáceo.

Apesar do tamanho impressionante, ele não é o maior já descoberto no mundo. Espécies encontradas na América do Sul, como o Patagotitan e o Argentinosaurus, chegam a ter mais que o dobro do peso estimado para o dinossauro tailandês.

As características dos ossos encontrados, especialmente das vértebras e das pernas, permitiram aos cientistas identificar que se trata de uma espécie inédita, diferente de outros saurópodes já conhecidos.

Como era o ambiente

Na época em que o Nagatitan viveu, o cenário do nordeste da Tailândia era bem diferente do atual. A região tinha clima semiárido e era cortada por rios, o que favorecia a presença de diferentes formas de vida.

O dinossauro provavelmente convivia com crocodilos, peixes e pterossauros que se alimentavam de animais aquáticos. Seu corpo alongado e de grande superfície pode ter ajudado na regulação da temperatura, facilitando a dissipação de calor.

O nome escolhido para a espécie mistura referências culturais e científicas. “Naga” faz alusão a uma criatura mitológica presente em tradições asiáticas, enquanto “titã” remete aos gigantes da mitologia grega. Já o termo chaiyaphumensis homenageia a região onde os fósseis foram encontrados.

Um dos últimos da região

Além de revelar um novo dinossauro, o estudo também traz pistas sobre o fim da presença desses animais na região. Segundo os pesquisadores, as camadas de rocha onde os fósseis foram encontrados estão entre as mais recentes da Tailândia que ainda preservam vestígios de dinossauros.

Isso pode indicar que o Nagatitan foi um dos últimos saurópodes a viver no Sudeste Asiático antes de mudanças ambientais mais drásticas.

“Rochas mais recentes provavelmente não contêm restos de dinossauros, porque a região já havia se tornado um mar raso”, afirma Sethapanichsakul.

Para os cientistas, isso reforça a ideia de que o animal pode representar uma das últimas espécies de grande porte desse grupo na região.

A palavra “demência” costuma ser associada automaticamente ao Alzheimer, mas especialistas alertam que a condição engloba diferentes doenças neurológicas que comprometem memória, comportamento, raciocínio e autonomia. Embora o Alzheimer seja o tipo mais comum, existem outras formas de demência que podem apresentar sintomas bastante distintos e até ser confundidas com doenças psiquiátricas ou problemas circulatórios.

Segundo a neurologista Stephanie Gomes de Almeida Machado, da Clínica Paciente, o termo demência é amplo e não se limita ao Alzheimer. “Ela é a causa mais comum, mas não é a única”, explica.

O neurologista Heitor Lima, da Clínica Singular, reforça que diferentes doenças neurológicas podem provocar perda de autonomia. “A doença de Alzheimer é a mais frequente causa de demência no mundo, mas existem ao menos dezenas de outras doenças que também causam demência”, afirma.

Demência vascular e corpos de Lewy estão entre as mais comuns

Depois do Alzheimer, as formas mais frequentes da doença são a demência vascular, a demência por corpos de Lewy e a demência frontotemporal. Cada uma delas possui características próprias e exige atenção específica no diagnóstico.

A demência vascular está diretamente relacionada a problemas circulatórios e fatores de risco como hipertensão, diabetes e histórico de AVC. Nesse quadro, o declínio cognitivo pode ocorrer de maneira repentina e em etapas, diferente da progressão mais lenta observada no Alzheimer.

 a demência por corpos de Lewy costuma combinar alterações cognitivas e sintomas motores semelhantes aos da doença de Parkinson. Oscilações importantes de lucidez e alucinações visuais detalhadas estão entre os sinais mais característicos.

“Uma das características mais marcantes é a oscilação: o paciente pode alternar momentos de lucidez quase total com períodos de confusão severa no mesmo dia”, destaca Stephanie.

Mudanças de comportamento podem indicar outro tipo de demência

Enquanto o Alzheimer costuma começar com perda de memória episódica, dificuldade para aprender e reter informações recentes, outros tipos de demência podem afetar principalmente o comportamento.

Na demência frontotemporal, por exemplo, os primeiros sintomas frequentemente envolvem impulsividade, apatia, perda de empatia e mudanças bruscas de personalidade. Em alguns casos, o paciente chega primeiro ao consultório psiquiátrico antes de receber avaliação neurológica.

Lima explica que alguns sinais ajudam a diferenciar o Alzheimer de outras doenças. “Se no início do quadro existirem mais dificuldades de movimentação do corpo do que alterações cognitivas, se o quadro surgiu de uma só vez, se as alterações de comportamento são muito mais intensas que as cognitivas, isso aponta para maior chance de origem não Alzheimer”, afirma.

Os especialistas também alertam que nem toda perda de memória em idosos significa demência. Alterações relacionadas ao envelhecimento natural, deficiência de vitamina B12, depressão, hipotireoidismo e efeitos colaterais de medicamentos podem causar sintomas semelhantes.

Diagnóstico precoce melhora qualidade de vida

Identificar o tipo de demência precocemente pode fazer diferença significativa no controle da doença e na qualidade de vida do paciente e da família. Além de permitir tratamentos mais adequados, o diagnóstico precoce ajuda no planejamento financeiro, jurídico e nos cuidados futuros.

“Algumas medicações são mais eficazes se iniciadas cedo para retardar a progressão dos sintomas”, explica a neurologista.

Com o envelhecimento da população brasileira, especialistas alertam que reconhecer os diferentes tipos de demência se tornou uma necessidade de saúde pública. O diagnóstico correto e precoce ajuda não apenas no tratamento dos sintomas, mas também na preservação da autonomia e no suporte emocional às famílias.

Em muitos casos, identificar a doença logo no início permite retardar a progressão do quadro e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.

Eles parecem estruturas rígidas no fundo do mar, mas estão vivos e podem desaparecer antes que muita gente perceba. Um estudo apoiado pela Fapesp e publicado na revista Coral Reefs alerta que os corais-de-fogo brasileiros podem estar passando por uma “extinção silenciosa”, impulsionada pelo aquecimento do mar e por eventos extremos de branqueamento.

O branqueamento ocorre quando a temperatura da água do mar aumenta e afeta a relação entre os corais e as zooxantelas, microalgas que vivem associadas a eles e fornecem energia por meio da fotossíntese. Com o calor, essas algas deixam de beneficiar o coral e passam a produzir compostos tóxicos. Como resposta, o coral as expulsa.

A pesquisa foi feita a partir do monitoramento conduzido pelo Instituto Coral Vivo, com apoio da Petrobras, iniciado após a primeira grande onda de branqueamento que afetou severamente o Brasil, em 2019. O trabalho acompanhou corais-de-fogo antes, durante e depois do evento registrado no início de 2024, durante uma onda de calor associada ao fenômeno El Niño-Oscilação Sul.

O dado mais preocupante envolve a espécie Millepora braziliensis, que só existe no Brasil. Em Tamandaré, em Pernambuco, dentro da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, a espécie sofreu branqueamento de 100% e perdeu toda a cobertura viva nas colônias monitoradas.

Ela já é considerada criticamente ameaçada de extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Apesar do nome, os corais-de-fogo não são corais verdadeiros. Segundo Miguel Mies, coordenador de pesquisa do Coral Vivo e pesquisador do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), eles são hidrocorais, mais próximos evolutivamente das águas-vivas. Na prática, porém, cumprem nos recifes uma função muito parecida com a dos corais verdadeiros.

“Os corais-de-fogo são os únicos corais ramificados que nós temos no Brasil. A função deles é adicionar complexidade ao recife e servir de abrigo para incontáveis espécies de peixes e outros invertebrados”, explica Mies.

O que é a “extinção silenciosa”

A preocupação dos pesquisadores é que algumas espécies de corais-de-fogo são pouco abundantes e historicamente negligenciadas nos programas de monitoramento. Por estarem em áreas de difícil acesso ou nas bordas dos recifes, elas acabam recebendo menos atenção do que espécies mais comuns.

No Brasil, existem quatro espécies de corais-de-fogo. Três são endêmicas, ou seja, não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta. A Millepora alcicornis, também presente no Caribe, é a mais abundante e mais monitorada. Já Millepora braziliensis é restrita ao Brasil e já era considerada extremamente ameaçada antes do último grande evento de branqueamento.

“A perda ocorre de forma silenciosa porque é uma espécie pouco abundante e que não aparece muito nesses programas de monitoramento. Hoje, são cerca de 15 colônias vivas documentadas depois do último grande episódio de branqueamento. É uma espécie à beira da extinção”, afirma Mies. “Quando o coral branqueia, ele ainda não está morto. Ele está na UTI. O problema é que, se o calor se prolonga, ele fica sem energia, passa fome e pode morrer”, compara o pesquisador.

Recifes sob pressão

O branqueamento de corais é considerado a maior ameaça aos recifes no mundo. O evento de 2023 e 2024 foi a quarta ocorrência global do tipo e atingiu 84% dos recifes do planeta. No Brasil, os chamados corais verdadeiros também foram afetados. Em Maragogi, Alagoas, o branqueamento chegou a 96%. Em Porto de Galinhas, Pernambuco, o índice foi de 84%.

Além do aquecimento do mar, os recifes brasileiros sofrem com pressões locais, como turismo desordenado, poluição, sedimentação, pesca excessiva e pisoteamento. Em áreas turísticas, esses fatores podem reduzir a capacidade de recuperação dos corais.

Segundo Rudã Fernandes, engenheiro de pesca, fundador e CEO da Biofábrica de Corais, o branqueamento é hoje o principal obstáculo para restaurar áreas recifais. “O segundo maior desafio se relaciona com o excesso de sedimentos sobre os recifes, o que compromete o crescimento e a sobrevivência dos corais se o manejo não for constante”, afirma.

Dá para recuperar os corais?

A Biofábrica de Corais atua na restauração de recifes a partir de fragmentos de corais tombados, muitas vezes quebrados por ondas ou por atividades humanas. Esses fragmentos são coletados, fixados em dispositivos de cultivo impressos em 3D e mantidos em estruturas submersas chamadas berçários. Depois de até um ano, passam pelas fases de recria e transplante.

“Durante esse período, semanalmente, o time de biofabricantes cuida dos corais, mantém os fragmentos limpos e faz a manutenção das estruturas”, explica Rudã.

Os primeiros sinais de recuperação podem aparecer cerca de três meses após a última fase de manejo. No entanto, mudanças ecológicas mais amplas, como aumento da cobertura coralínea, retorno de peixes e melhora da biodiversidade, podem levar de alguns anos a uma década.

Ainda assim, a restauração não é suficiente sozinha para acompanhar a velocidade dos impactos climáticos. “Ela é uma ferramenta importante para aumentar a resiliência dos recifes e recuperar áreas críticas, mas não substitui ações globais de redução das emissões de gases de efeito estufa”, diz Rudã.

Para ele, não basta “plantar corais”. É preciso garantir que eles tenham condições de sobreviver. Isso envolve saneamento, ordenamento do turismo, proteção ambiental, monitoramento contínuo e redução dos impactos locais.

A perda dos corais-de-fogo não ameaça apenas uma espécie. Como esses organismos formam estruturas ramificadas, eles funcionam como abrigo, área de alimentação e espaço de reprodução para peixes, crustáceos, esponjas, estrelas-do-mar e outros organismos marinhos.

“Não é perder só o coral, mas a biodiversidade residual como um todo. Cerca de um terço de toda a vida marinha é encontrada em recifes de coral, embora eles ocupem uma área muito pequena dos oceanos”, afirma Mies.

A Bélgica está convocada para a Copa do Mundo de 2026. O treinador Rudi Garcia anunciou a lista de 26 jogadores que irão disputar o torneio nesta sexta-feira (15/5). Entre as principais estrelas presentes na relação estão o goleiro do Real Madrid, Courtois, e Lukaku, centroavante do Napoli.

seleção belga está no Grupo G da Copa do Mundo, junto com Egito, Irã e Nova Zelândia. A equipe estreia no dia 15 de junho, diante dos iranianos, em Seattle.

Bélgica divulga lista de convocados para a Copa do Mundo; confira - destaque galeria
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De Bruyne, meia do Napoli, está entre os convocados para o Mundial

Goleiro do Real Madrid, Courtois é o grande nome da Bélgica

Confira a lista dos 26 convocados da Bélgica:

Goleiros: Courtois (Real Madrid), Lammens (Manchester United), Mike Penders (Strasbourg).

Defensores: Timothy Castagne (Fulham), Zeno Debast (Sporting CP), Koni De Winter (AC Milan), Brandon Mechele (Club Brugge), Arthur Theate (Eintracht Frankfurt), Maxim De Cuyper (Brighton & Hove Albion), Thomas Meunier (Lille OSC), Nathan Ngoy (Lille OSC), Joaquin Seys (Club Brugge).

Meio-campistas: Kevin De Bruyne (Napoli), Amadou Onana (Aston Villa), Nicolas Raskin (Rangers), Youri Tielemans (Aston Villa), Hans Vanaken (Club Brugge), Axel Witsel (Girona FC).

Atacantes: Charles De Ketelaere (Atalanta), Mathias Fernandez-Pardo (Lille OSC), Jeremy Doku (Manchester City), Romelu Lukaku (Napoli), Alexis Saelemaekers (AC Milan), Leandro Trossard (Arsenal), Dodi Lukebakio (Benfica), Diego Moreira (Strasbourg).

O consumo excessivo e prolongado de cafeína e álcool apresenta efeitos complexos e bidirecionais sobre as dores crônicas, provocando impactos significativos no sono, na inflamação e na sensibilidade à dor. Embora doses moderadas de ambas as substâncias possam atuar com efeitos analgésicos agudos, o abuso crônico tende a exacerbar o sofrimento físico. De acordo com a médica anestesiologista e especialista em dor, Inácia Simões, esse comportamento prejudica o repouso e cria ciclos viciosos difíceis de interromper.

Entenda

AsiaVision/GettyimagesImagem mostra homem sentado na beirada da cama com a mão nas costas, sentindo dor - Metrópoles
A dor crônica é aquela que persiste por mais de três meses e continua mesmo após a recuperação do evento inicial que a causou

O impacto detalhado da cafeína

O consumo de doses elevadas de cafeína — definidas como quatro ou mais bebidas cafeinadas por dia, ou acima de 400 mg diários —, além do consumo tardio, provoca efeitos deletérios documentados sobre o sono. Segundo Inácia, dados demonstram que o excesso causa um aumento médio de 8,35 minutos no tempo para adormecer (latência do sono) e uma diminuição no tempo total de descanso que varia de 11 a 229 minutos (com média de 34,67 minutos), dependendo da dose.

De acordo com a médica, há ainda uma redução média de 4,74% na eficiência do sono e uma diminuição de 1,01% nas proporções do sono de ondas lentas, acompanhadas pelo aumento de despertares noturnos e do estágio 1 do sono. Adultos mais velhos demonstram maior sensibilidade a esses efeitos.

Médica fala sobre relação entre álcool, café e dores crônicas - destaque galeria
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O consumo da bebida tende a atrapalhar a digestão

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Na relação com a dor, o estimulante exibe uma dinâmica dose-dependente. O consumo habitual moderado (40 mg a 300 mg) associa-se a uma menor sensibilidade à dor experimental (maior limiar e tolerância térmica e pressórica). A adição de 100 mg a 130 mg de cafeína a analgésicos eleva de forma modesta o alívio. No entanto, o superconsumo crônico induz ou piora os sintomas, gerando tolerância, sem reduzir comportamentos de dor neuropática em modelos animais.

Os efeitos inflamatórios mostram grande variabilidade individual, independentemente de idade, sexo ou hábitos. A substância pode agir de forma anti-inflamatória (aumento de adiponectina com café filtrado e elevação da IL-10) ou pró-inflamatória (aumento de IL-6).

A complexidade da relação com o álcool

De acordo com a anestesiologista, aproximadamente 20% dos adultos nos Estados Unidos convivem com dor crônica, e muitos utilizam o álcool como automedicação. “A interação se divide em três eixos: o uso levando ao aumento da sensibilidade (hiperalgesia), o uso modulando a dor e a própria dor crônica agindo como fator de risco para recaídas alcoólicas”, ressalta.

Cerca de 0,08% de concentração alcoólica no sangue gera alívio agudo. “Porém, o consumo pesado exacerba a sensibilidade e está associado a 34% mais dias de interferência da dor. Na abstinência, ocorre a hiperalgesia acompanhada por estados emocionais negativos (hipercatifia), o que eleva a motivação para beber em busca de alívio, simulando o mecanismo dos opioides”, explica a médica.

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No sono, a médica explica que o álcool causa fragmentação, redução do sono REM e despertares. Isso afeta o manejo clínico, uma vez que cada hora adicional dormida está associada a 14% de redução na interferência da dor. Inflamatoriamente, o consumo agudo reduz o TNF-α e eleva a IL-6 em bebedores pesados após 3 horas, enquanto o uso crônico causa condições dolorosas como neuropatias, pancreatite e lesões. Os mecanismos envolvem alterações em sistemas como GABA, glutamato, fator liberador de corticotropina, opioides endógenos e proteína quinase C.

Interações metabólicas e recomendações

Segundo a médica, estudos apontam que o consumo pesado de álcool e a obesidade possuem efeitos aditivos na interferência da dor, alcançando o máximo de dias de interferência quando as condições ocorrem juntas.

Para mitigar os riscos, as recomendações da especialista para o manejo da cafeína incluem limitar o consumo a no máximo 400 mg por dia (cerca de 4 xícaras de café), evitar a ingestão 6 horas antes de dormir e realizar descontinuação gradual para evitar cefaleia, fadiga e sintomas gripais. Restrições adicionais são indicadas para crianças, adolescentes, gestantes e pessoas com ansiedade.

Para o álcoolpreconiza-se uma abordagem integrada que trate simultaneamente o Transtorno por Uso de Álcool (TUA) e a dor crônica. O cuidado coordenado une especialistas em dor e dependência, aplicando intervenções como fisioterapia, exercícios, terapias baseadas em aceitação, mindfulness e terapia cognitivo-comportamental. Algumas medicações para TUA também possuem potencial analgésico, e a redução efetiva da dor diminui o risco de retorno ao consumo pesado.

Como pilares protetores modificáveis, destacam-se a manutenção de 7 a 9 horas de sono qualificado, o controle de peso (já que a obesidade gera 50% mais dias de interferência da dor) e a prática de atividade física, que reduz esses dias em 10%.

Dormir pouco ou demais pode ter impacto direto na velocidade com que o corpo envelhece. Uma análise publicada nesta quarta-feira (13/5) pela revista Nature reuniu dados de cerca de 500 mil adultos e encontrou uma relação consistente entre duração do sono e envelhecimento biológico

O estudo não avaliou apenas a sensação de cansaço ou a qualidade de vida. Os pesquisadores utilizaram ferramentas avançadas para medir o desgaste do organismo ao longo do tempo, o que permitiu observar como diferentes padrões de sono influenciam o funcionamento do corpo.

Como o envelhecimento foi medido?

Para entender a relação entre sono e envelhecimento, os cientistas recorreram a quase duas dezenas de “relógios biológicos”— métodos que analisam marcadores do organismo, como alterações moleculares e celulares, capazes de indicar a idade real do corpo, que pode ser diferente da idade cronológica.

A partir dessa análise detalhada, foi possível identificar padrões claros: pessoas com hábitos de sono fora do intervalo considerado saudável apresentaram sinais de envelhecimento mais acelerado.

Os resultados apontam que o tempo de sono associado a um envelhecimento mais lento fica entre 6 e 8 horas por noite. Fora dessa faixa, os impactos negativos começam a aparecer:

Os pesquisadores descrevem o fenômeno como uma curva em formato de “U”, na qual os melhores desfechos aparecem no meio — e não nos extremos.

Estudos mostram que o tempo ideal de horas de sono varia para cada pessoa, mas a média mundial é de seis a oito horas por noite. Durante o sono profundo, ocorre a liberação de hormônios importantes para a regulação do organismo

Durante o sono, o organismo entra em um estado essencial de manutenção. É nesse período que ocorrem processos como reparo celular, regulação hormonal e eliminação de toxinas no cérebro.

Quando o tempo de descanso fica fora do ideal, esses mecanismos deixam de funcionar plenamente. Com o passar dos anos, o acúmulo de falhas pode acelerar o envelhecimento biológico e aumentar a vulnerabilidade a doenças.

Apesar dos resultados consistentes, os autores destacam um ponto importante: a análise mostra associação, e não uma relação direta de causa e efeito. Isso significa que, embora o padrão de sono esteja ligado ao envelhecimento mais rápido ou mais lento, outros fatores — como estilo de vida, alimentação e condições de saúde — também podem influenciar os resultados.

Os achados reforçam que o sono deve ser tratado como um dos pilares da saúde. Mais do que quantidade, o equilíbrio parece ser o fator decisivo. Porém, manter uma rotina regular, respeitar o intervalo ideal de descanso e cuidar da qualidade do sono são medidas que podem contribuir não apenas para o bem-estar imediato, mas também para um envelhecimento mais saudável ao longo da vida.

 

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