
É difícil encontrar um torcedor rubro-negro que tenha se surpreendido com o desfecho do confronto com o Olímpia na noite desta quinta-feira. A rotina do elenco mais caro da América do Sul em 2023 tem sido essa. Competitividade baixa, pouca capacidade de imposição e raras soluções táticas na maioria dos jogos. A derrota para o tradicional, mas limitado time paraguaio, foi apenas mais um episódio desta triste série.
A eliminação rubro-negra expõe os erros de planejamento com a atrapalhada troca de comissão técnica na virada do ano, a falta de entendimento das peças contratadas para as necessidades da equipe, e levanta ainda mais questionamentos sobre a estagnação do que Jorge Sampaoli começou a desenvolver há quase quatro meses.
O Jogo
A tese de que o Flamengo teria mais espaços para jogar se confirmou rapidamente em Assunção. Logo nos primeiros minutos o Olímpia adiantou o bloco de marcação e tentou tirar a vantagem rubro-negra com um jogo bastante direto. O centroavante Walter González era o alvo. Seja dos cruzamentos feitos de longe da grande área, ou dos passes longos a partir da dupla de zaga. O cenário foi propício para Bruno Henrique escapar em contragolpes.
O camisa 27 abriu o placar antes dos dez minutos, desviando uma falta cobrada por Arrascaeta e sofrida por ele mesmo em rápida transição. O problema é que o Flamengo mais uma vez fez um jogo pouco competitivo sem a bola.
Bruno Henrique não descia acompanhando Alejandro Silva. Filipe Luís sofria com as bolas esticadas para Cardozo. Arrascaeta e Gabigol não faziam uma primeira pressão eficaz. Gérson não tinha a postura de marcação exigida, e David Luiz demorava a reocupar o seu espaço na área após as ligações diretas paraguaias. Thiago Maia precisou se desdobrar!
Não demorou para Ivan Torres empatar e cabeça em ataque rápido pela direita. O ímpeto paraguaio seguiu mais forte que o rubro-negro. Foram oito finalizações do Olímpia contra apenas uma do Mais Querido na 1ª etapa. Mesmo tirando a velocidade da partida e usando a posse de bola para se defender em vários períodos antes do intervalo, faltou ao Flamengo agredir mais a área adversária.
