
Em uma decisão que surpreendeu o cenário esportivo, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), anunciou o encerramento das atividades de canoagem do clube. A medida resulta no desligamento do campeão olímpico Isaquias Queiroz
Além da canoagem, o time também encerrou as atividades do remo paralímpico, marcando o fim da única frente de esportes adaptados da instituição.
Segundo a nota rubro-negra, a decisão baseia-se em uma nova diretriz estratégica. O clube afirma buscar a união entre "excelência competitiva" e o investimento na formação de talentos dentro de estruturas permanentes. Modelo que, segundo a gestão, tornava-se inviável com o atual elenco da canoagem.
O fator geográfico e as demissões
O Flamengo justificou as dispensas de Isaquias Queiroz, Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento alegando que os atletas não residem e nem treinam no Rio de Janeiro. De acordo com a nota oficial, a distância geográfica impossibilitaria a consolidação de um trabalho estruturado e a integração com as categorias de base na capital carioca.

Extinção do pararemo
A reestruturação comandada por Bap atingiu em cheio o remo paralímpico, extinguindo a única modalidade voltada para atletas com deficiência no clube. Foram demitidos os remadores:
O encerramento da categoria chama a atenção pelo baixo impacto financeiro: estima-se que o custo mensal para manter a modalidade fosse de aproximadamente R$ 10 mil, valor irrisório frente ao faturamento bilionário da franquia.
Em nota oficial, o Clube de Regatas do Flamengo agradeceu o empenho dos atletas e desejou sucesso em suas trajetórias profissionais. O destino de Izaquias Queiroz permanece indefinido.
