Logo no primeiro minuto de jogo, o Galo abriu o placar com uma bela jogada coletiva, finalizada por Thiaguinho. “A gente se programou para iniciar o jogo mais forte que a gente pudesse, e fomos contemplados com um gol até muito bonito. Uma jogada trabalhada desde o Potteker até o Thiaguinho finalizar”, descreveu Barroca, satisfeito com o início da partida.
Apesar do bom começo, o CRB viu o Operário crescer no jogo e empatar ainda no primeiro tempo, em bola parada. Segundo Barroca, o adversário teve grande mérito no encaixe da marcação e na pressão exercida na saída de bola regatiana.

“A equipe do Operário encaixou uma marcação muito forte, de perseguição e uma marcação alta, que fez com que a gente não conseguisse construir o jogo com o nível que a gente costuma construir”, analisou.
O treinador também chamou atenção para a postura do adversário nas reações pós-perda:
“Quando eles atacavam e perdiam a bola, foram bastante agressivos na recuperação. Tivemos dificuldade, jogamos mais posicionados e perdemos o controle em alguns momentos.”

A situação se complicou ainda mais no segundo tempo, quando o CRB teve um jogador expulso. A partir daí, o foco foi segurar o resultado.
“Era muito importante que estivéssemos bem organizados defensivamente para não conceder oportunidades ao Operário. Precisávamos garantir pelo menos esse ponto.”
Mesmo com um a menos, o time teve bons momentos, principalmente com as entradas de Segovia e Henri, que, segundo Barroca, “mantiveram o nível de organização e agressividade da equipe.”
A expulsão de Ademilson, do Operário, equilibrou novamente as ações nos minutos finais, mas o placar seguiu inalterado. Para Barroca, o empate precisa ser valorizado, considerando as circunstâncias.
“Óbvio que a gente queria a vitória, mas diante da dificuldade que o jogo apresentou, esse empate vai ser bastante importante para a gente ao longo da competição.”
Com o resultado, o CRB soma mais um ponto fora de casa e agora volta suas atenções para o próximo compromisso na Série B. A busca por estabilidade e consistência ainda é o principal desafio da equipe regatiana sob o comando de Barroca.


