
Com bom prognóstico quando detectado nos primeiros momentos, o câncer de tireoide é o quinto mais comum em mulheres e deve atingir 16.450 novos pacientes por ano no Brasil, de acordo com o Inca. Em 2023, 988 pessoas faleceram em decorrência da doença.
O diagnóstico precoce do câncer é essencial para o sucesso do tratamento. “Se o tumor for detectado ainda pequeno (menos de 1 cm) e estiver restrito à glândula tireoide, a taxa de cura é alta, perto de 100%”, explica a endocrinologista Lorena Lima Amato.
O tumor cresce muito lentamente e costuma se espalhar para os gânglios linfáticos do pescoço. A faixa etária mais prevalente para o início dos sintomas é entre os 30 e 50 anos, e o principal sinal de que algo está errado é a presença de nódulos que podem ser sentidos com os dedos.
“Muitas vezes, esses sintomas passam despercebidos ou são atribuídos a outras causas menos graves, por isso é importante procurar um especialista ao notar qualquer alteração persistente na região do pescoço”, alerta o cirurgião de cabeça e pescoço Erivelto Volpi.
A endocrinologista Lorena ensina que os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de tireoide são tratamentos com radiação na região da cabeça, pescoço e tórax, especialmente durante a adolescência; histórico familiar; idade superior a 40 anos; e um nódulo grande que cresce rapidamente.
O diagnóstico é feito com ultrassonografia da tireoide, para medir o nódulo, e a punção aspirativa por agulha fina (PAAF), que analisa as células suspeitas.
O tratamento mais comum é a retirada total ou parcial da tireoide, que pode ser complementada com o uso de terapia com iodo radioativo, a depender do caso.
