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Endocrinologista explica se glicose alta favorece a gordura no fígado

Dois temas têm atraído os leitores da coluna Claudia Meirelesglicose alta e gordura no fígado, condição que afeta 30% da população brasileira. Diante dessa procura, a endocrinologista e metabologista Jacy Maria Alves foi requisitada para responder se o aumento do açúcar no sangue pode gerar a esteatose hepática.

Segundo a mestra em medicina interna, o descontrole da glicose é um dos grandes vilões para a saúde do fígado, órgão com mais de 500 funções, como atuar na desintoxicação do organismo e armazenar vitaminas e energia. “Mas, para entender como proteger sua saúde, precisamos ir além do óbvio”, argumenta a especialista.

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A condição de gordura no fígado afeta em torno de 30% da população brasileira

A glicose é um tipo de açúcar que circula no corpo
Manter elevado o nível de glicose impacta na saúde e tende a colaborar com o surgimento de outras doenças
A glicose oferece energia para as células

Para explicar a relação entre as duas condições, a médica cria uma narrativa: “Imagine que o seu fígado é uma fábrica de processamento de energia. Quando existe excesso de glicose circulando no sangue — algo em comum em quem tem uma dieta rica em açúcares e farinhas refinadas —, o órgão precisa fazer algo com essa sobra de energia.”

A endocrinologista salienta que ao ficar nessa situação, o fígado encontra como solução: “Transformar esse açúcar em gordura (triglicerídeos) para estocar”. Jacy pontua que o quadro de glicose alta constante, como nos casos de diabetes tipo 2 ou na resistência à insulina, hormônio que regula o nível glicêmico, é um grande problema.

Getty ImagesFoto colorida de dedo com gota de sangue - Metrópoles
O fígado transforma o excesso de açúcar no sangue, ou seja, a glicose em gordura

O fígado começa a acumular essa gordura dentro das próprias células. O órgão entra no modo estocagem e perde a capacidade de queimar gordura eficientemente”, acrescenta a especialista certificada em medicina do estilo de vida. Ela endossa que o mais alarmante é quando esse cenário “vira uma bola de neve”.

A gordura acumulada no fígado atrapalha a ação da insulina. “Com esse hormônio funcionando mal, o açúcar no sangue sobe ainda mais, e o corpo responde produzindo mais gordura no fígado. É um ciclo que conecta diretamente o diabetes à esteatose hepática”, enfatiza a metabologista.

Jian Fan/Getty ImagesIlustração colorida de fígado em esqueleto humano - Metrópoles
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