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Metrópoles

Em disparada, petróleo deve fechar março com a maior alta desde 1990

A escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, que vem gerando uma onda de incertezas nos mercados globais, continua causando forte impacto sobre os preços internacionais do petróleo.

Nesta segunda-feira (30/3), os valores do barril de petróleo vendido no mercado internacional seguiam em forte alta, voltando a ultrapassar os US$ 100 e se aproximando de marcas históricas.

A tendência é a de que o preço do petróleo feche o mês de março registrando uma valorização próxima de 59%. Caso isso se confirme, será a maior alta em mais de três décadas, desde 1990.


O que aconteceu

  • Por volta das 15h55 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,69% e era negociado a US$ 103,32.
  • No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) subia 2,33%, também superando a marca dos US$ 100 (US$ 107,77).
  • Desde o início da manhã, os preços do petróleo vinham registrando forte alta. Mais cedo, às 9h10, o barril do petróleo WTI avançava 1,72%, cotado a US$ 101,35, enquanto o Brent subia 2,3%, a US$ 107,74.

Escalada da guerra preocupa mercados

Nesta segunda-feira, um ataque de mísseis iraniano atingiu uma refinaria de petróleo de Haifa, em Israel, causando um incêndio de grande proporção no local. Imagens divulgadas pela imprensa israelense mostraram uma grande fumaça no local após o impacto. Ainda não está claro se os danos foram causados pela colisão direta de um míssil ou pela queda de destroços.

Equipes de emergência foram acionadas para conter as chamas, enquanto sirenes de alerta soaram em diversas regiões do país. Até o momento, não há confirmação de vítimas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Israel, “13 equipes de bombeiros e resgate do Distrito Costeiro, Estação Kiryat, estão atuando no local das refinarias de Haifa, onde fragmentos de uma interceptação foram identificados após o último bombardeio”.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), mísseis vindos do território iraniano foram identificados. Os militares informaram ainda que “cinco mísseis antitanque, que seriam lançados contra o território israelense, foram destruídos”.

Ainda nesta segunda, a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, anunciada pelo governo norte-americano e pelo Exército de Israel, foi confirmada pelo Irã. Ele foi morto em bombardeios israelenses. Segundo comunicado da Guarda Revolucionária, Tangsiri não resistiu a ferimentos graves após o ataque de Israel.

A morte do comandante foi reivindicada por Israel em 26 de março. “Em uma operação precisa e letal, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Tangsiri, juntamente com altos oficiais do comando naval”, informou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

Segundo o Exército israelense, o chefe de Inteligência da Marinha da Guarda iraniana também morreu no ataque. O Exército israelense detalhou, em comunicado, que Tangsiri era responsável por executar o fechamento do Estreito de Ormuz, importante via marítima por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, “e supervisionou ações no domínio marítimo contra países do Oriente Médio”.

O canal está bloqueado há quase um mês por causa da guerra contra os EUA e Israel.

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