Opção por Hugo na lateral
– Queríamos um jogador um pouco mais fixo, teoricamente um terceiro homem de marcação. As características do Hugo batiam muito com isso, fez dois treinos muito bons e nos deu confiança. Ainda conhecemos muito pouco de cada atleta. Não quero que a gente desacredite dele, certamente ele terá novas oportunidades. Faço questão que todos estejam em condições de brigar por suas respectivas posições.
Força da torcida
– Somente quem está vivendo aqui dentro pode mensurar tudo o que representa. Sempre foi muito difícil jogar aqui, vim com várias equipes e sempre tive jogos trabalhosos. Hoje, ter o torcedor ao seu lado, é viver tudo aquilo que enfrentei e foi marcante na minha carreira. Tivemos alguns resultados importantes aqui dentro, mas sempre construídos com trabalho e dedicação. Não se joga contra o Corinthians, se joga também contra o torcedor. É uma satisfação para mim e espero viver momentos marcantes aqui.
Controle de carga
– Quero tentar explicar uma coisa que acontece há anos no futebol brasileiro. É muito difícil manter regularidade e postura jogando a cada dois ou três dias. Todo mundo tem esse problema. O que estamos tentando não é preservar, é só colocar em campo a equipe que esteja fisicamente em condições. Jogamos na quarta, viajamos a madrugada toda, treinamos pela manhã e liberamos o grupo. Não teria como colocar aqueles que atuaram. Eu até colocaria, mas correria um risco muito grande. Certamente, teríamos muitas dificuldades no segundo tempo. Daqui para frente, vamos fazer isso com frequência. Talvez comprometendo a formação inicial? Sim, mas estamos buscando deixar todos eles cientes da aplicação de trabalho. Mesmo com tantas alterações mantivemos o equilíbrio, a postura e conquistamos um ótimo resultado. Habitualmente, faremos substituições.
Memphis
– Pelo pouco do que vi e por aquilo que assisti, quero ele mais próximo da área adversária. Ele tem que estar ali, próximo, flutuar como ele faz, justamente fugindo das marcações, buscando as costas dos volantes. Para mim, essa é a função natural dele. Ele ainda não atingiu tudo o que ele pode, tenho convicção de que ele pode evoluir muito aqui dentro.
Qual a ideia para terça-feira?
– Vai depender muito da reapresentação do grupo, a partir de amanhã. Espero que eles estejam plenamente recuperados. Espero que alcancemos uma recuperação importante porque será um jogo difícil, adversário que nos exigirá muito. Temos que estar bem e recuperados para um grande jogo.
Gols anulados
– É difícil falar alguma coisa, ali é muita interpretação. Não sei se o VAR deveria intervir naquele instante, é só essa dúvida que eu tenho.
Sistema defensivo
– Acredito que é um desequilíbrio que provoca uma situação com essa, em um segundo momento a observação individual de cada atleta. Vamos trabalhar comportamentos para minimizar isso. A equipe teve volume, paciência, trocou passes, criou por dentro, trabalho a bola, atacamos espaços e marcamos os gols. É questão de tempo, a recuperação é curta, e a preparação é ainda menor. Não é simples.
Declaração de Vitão
– É difícil falar alguma coisa. Falar aquilo que um atleta tenha colocado na imprensa, eu prefiro não questionar. Respeito a opinião dele, entendo, mas acho que o Corinthians fez por merecer. Não podemos tirar o crédito, temos que jogar futebol e respeitar os adversários. Merecemos aquilo que buscamos.
Desempenho coletivo
– Preparamos a equipe para que exista uma entrega, para que não abaixe o ritmo e esteja preparado. A recuperação de uma partida para outra é fundamental, tivemos um exemplo claro daquilo que fizemos no Maracanã e daquilo que fizemos aqui. Tivemos entrega, organização, volume e oportunidades. Acho que isso foi de mais positivo que aconteceu. Tivemos 22 oportunidades, é um número expressivo, ainda mais diante de uma equipe muito bem organizada.
Coronado
– Benéfico para todos nós, para o Corinthians e para ele. Pontuei que gostaria de ver o Coronado que vi em outros momentos, mais ativo e se expondo. Ele tem potencial para isso, agora é questão de tempo para que todos nós possamos observar tudo aquilo que ele possa nos entregar.
Avaliação da estreia em casa
– Acho que, acima de tudo, merecemos o resultado. Desde o primeiro minuto, o Corinthians jogou com regularidade e precisão, se entregando na marcação. Nosso ataque ajudou a marcar, o meio de campo esteve próximo, não jogamos espaçados, tivemos uma equipe equilibrada e próxima. Quando isso acontece, você diminui a possibilidade de derrota. A equipe percebeu isso nos treinamentos. A partida de Novo Horizonte não é simples. Há quanto tempo eles não perdiam lá? Se não me falha a memória, há algum tempo que o Corinthians não vencia o Internacional. Se em campo você não colocar determinação e atitude, não existe resultado que não aconteça. Chorado ou não, o importante é que o resultado aconteceu e espero que outros venham. Quero ver a equipe se entregando da mesma forma como aconteceu nas duas últimas apresentações.
Importância dos zagueiros
– Diferente de outros momentos, o futebol passa por essa situação. A iniciação se dá de uma maneira diferente do que acontecia no passado. São os zagueiros que iniciam a jogada hoje. Acho que isso tem que ser estimulado, logicamente sem correr tantos riscos, mas a repetição para que a gente tenha um pouco mais de segurança. Uma confiança que está começando a aparecer e, se Deus quiser, vamos ter mais resultados.



