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Metrópoles

Dólar avança com petróleo acima de US$ 100 e escalada da guerra

dólar operava em alta, nesta segunda-feira (30/3), abrindo mais uma semana na qual os mercados acompanham o passo a passo da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, que se reflete nos preços internacionais do petróleo.


Dólar

  • Às 9h16, a moeda norte-americana avançava 0,15% e era negociada a R$ 5,249.
  • Na sessão da última sexta-feira (27/3), o dólar terminou em baixa de 0,28%, cotado a R$ 5,241.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,09% frente ao real em março e perdas de 4,51% no ano.

Ibovespa

  • As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
  • No último pregão da semana passada, o indicador recuou 0,64%, aos 181,5 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 3,83% em março e valorização de 12,68% em 2026.

Petróleo em alta e escalada da guerra

O principal fator de influência sobre a cotação do dólar e o movimento da Bolsa de Valores continua sendo o conflito entre EUA, Israel e Irã, que vem afetando os preços do petróleo no mercado internacional e causando uma onda de preocupação em todo o mundo.

Por volta das 9h10 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 1,72% e era negociado a US$ 10,35.

No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) subia 2,3%, também superando a marca dos US$ 100 (US$ 107,74).

Nesta segunda-feira, um ataque de mísseis iraniano atingiu uma refinaria de petróleo de Haifa, em Israel, causando um incêndio de grande proporção no local. Imagens divulgadas pela imprensa israelense mostraram uma grande fumaça no local após o impacto. Ainda não está claro se os danos foram causados pela colisão direta de um míssil ou pela queda de destroços.

Equipes de emergência foram acionadas para conter as chamas, enquanto sirenes de alerta soaram em diversas regiões do país. Até o momento, não há confirmação de vítimas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Israel, “13 equipes de bombeiros e resgate do Distrito Costeiro, Estação Kiryat, estão atuando no local das refinarias de Haifa, onde fragmentos de uma interceptação foram identificados após o último bombardeio”.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), mísseis vindos do território iraniano foram identificados. Os militares informaram ainda que “cinco mísseis antitanque, que seriam lançados contra o território israelense, foram destruídos”.

Ainda nesta segunda, a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Alireza Tangsiri, anunciada pelo governo norte-americano e pelo Exército de Israel, foi confirmada pelo Irã. Ele foi morto em bombardeios israelenses. Segundo comunicado da Guarda Revolucionária, Tangsiri não resistiu a ferimentos graves após o ataque de Israel.

A morte do comandante foi reivindicada por Israel em 26 de março. “Em uma operação precisa e letal, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária iraniana, Tangsiri, juntamente com altos oficiais do comando naval”, informou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

Segundo o Exército israelense, o chefe de Inteligência da Marinha da Guarda iraniana também morreu no ataque. O Exército israelense detalhou, em comunicado, que Tangsiri era responsável por executar o fechamento do Estreito de Ormuz, importante via marítima por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, “e supervisionou ações no domínio marítimo contra países do Oriente Médio”.

O canal está bloqueado há quase um mês por causa da guerra contra os EUA e Israel.

Galípolo em São Paulo

No cenario doméstico, as atenções dos investidores se voltam para a participação do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em um seminário promovido pelo Banco Safra, em São Paulo. O mercado aguarda eventuais sinalizações a respeito da trajetória da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,75% ao ano.

Em seu último comunicado, no dia 18, o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) afirmou que o cenário criado pelo conflito no Oriente Médio resultou em “forte aumento da incerteza” na economia global. Com isso, a projeção de novos cortes da Selic fica comprometida.

“O comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, disse o órgão.

Ainda em função do conflito, o Copom afirmou que o ambiente externo se tornou mais incerto, com reflexos nas condições financeiras globais. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, apontou o texto.

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