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Doações para motorista por aplicativo que forjou sequestro e incêndio chegaram a R$ 14 mil

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) revelou que o motorista por aplicativo que forjou o próprio sequestro e incendiou o próprio carro e acabou queimado recebeu cerca de R$ 14 mil em doações enquanto era tratado como vítima. As contribuições foram feitas por pessoas que acreditaram na história inicialmente divulgada de que ele foi vítima de criminosos. Agora, com o caso esclarecido, a polícia orienta que os doadores lesados registrem boletim de ocorrência por estelionato para tentar reaver os valores.

“Após a elucidação do caso, surgiu essa problemática em que várias pessoas de boa-fé ajudaram a suposta vítima. Essas pessoas têm total direito de fazer um B.O. por estelionato e requerer a devolução dos valores pagos”, afirmou o delegado João Marcelo, da Seção Antissequestro da PC/AL.

Segundo a investigação, a arrecadação foi promovida por um líder de um grupo de motoristas por aplicativo, que acreditava na versão inicial do caso. Ele entrou em contato com a família do motorista e, com base em extratos bancários apresentados, constatou que os depósitos somaram cerca de R$ 14 mil.

Após a revelação da fraude, o organizador da campanha sugeriu que os recursos fossem redirecionados para um colega de profissão, que está afastado do trabalho porque o filho de quatro anos enfrenta tratamento contra o câncer.

Apesar de reconhecer a legitimidade da proposta, a Polícia Civil esclareceu que não pode determinar legalmente o destino das doações, mas acompanhará o procedimento de perto para garantir transparência.

"Esclarecemos que não cabe à Polícia Civil determinar o destino desses valores, mas verificamos que quem ajudou estava de boa-fé e nada mais justo que reverter para quem realmente precisa”, acrescentou o delegado.

Quem fez doações diretamente ou fora da campanha principal (pelo Pix do motorista) também pode procurar uma delegacia para registrar boletim de ocorrência e apresentar comprovantes de transferência.

A fraude

De acordo com a investigação, o motorista simulou o próprio sequestro e incendiou seu carro para tentar aplicar um golpe no seguro veicular, estimado em R$ 50 mil. O carro já estava sob decisão de busca e apreensão, e o suspeito enfrentava dívidas financeiras graves. Ele agiu sozinho, e sua farsa foi descoberta pela equipe da Polícia Civil após análises técnicas e contradições em seu depoimento.

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