
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), tenta costurar um acordo com os líderes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prorrogar os trabalhos do colegiado por mais 30 dias.
Em uma reunião antes da sessão desta quinta-feira (12/3), o senador mineiro levou a sugestão ao coordenador da bancada governista na comissão, Paulo Pimenta (PT-RS), que não deu uma resposta imediata para o parlamentar.
A movimentação se dá depois do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não se manifestar sobre prorrogar ou não o prazo da CPMI por mais 60 dias, como é pleiteado por Viana desde o início do ano.
O senador amapaense é resistente à prorrogação diante de casos de espetacularização em meio ao ano eleitoral de 2026. A resistência se estende para a instalação de outras comissões parlamentares de inquérito, como a do Banco Master.
Depois da sessão desta quinta, Viana disse que deverá entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) até sexta-feira (13/3) para garantir a prorrogação, caso o governo não dê um parecer. Mesmo com o acordo, a palavra final é de Alcolumbre.
O senador também sinalizou a aliados que deve pedir que o caso seja distribuído ao ministro relator do inquérito dos desvios no INSS, André Mendonça, com quem se reuniu na noite de quarta-feira (11).
As duas alternativas de prorrogação estudadas por Viana se dão a duas semanas da data limite para que a CPMI do INSS finalize os trabalhos e entregue um relatório, que ficará a cargo de Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
