

O CSA segue firme no processo de reconstrução para 2026 e apresentou, nesta semana, três reforços que chegam com protagonismo, personalidade e histórico recente de destaque: o goleiro Wellersonn, o volante Kayllan e o zagueiro Lucão.
As entrevistas ocorreram no Complexo Gustavo Paiva e reforçaram um discurso comum entre os novos atletas: comprometimento, leitura de jogo e fome por conquistas.
Em meio à cobrança por acesso e pela retomada do protagonismo no futebol alagoano, o clube aposta em nomes que foram destaques em seus últimos clubes e chegam para assumir papéis de liderança no elenco de Itamar Schülle.
Wellerson quer ser sinônimo de segurança
Apresentado como “o novo paredão azulino”, Wellerson, ex-Náutico e vice-campeão da Série D com o Anápolis, chega ao CSA carregando a fama de goleiro decisivo em acessos recentes. Aos 26 anos, o arqueiro destacou que sua principal virtude é a constância.

“Não tem uma característica que pesa mais que a outra. Meu forte sempre foi o conjunto da obra: segurança, leitura e sequência. Onde tive sequência, entreguei atuações seguras.”
Questionado sobre a responsabilidade de ser goleiro do CSA, posição historicamente cobrada pelo torcedor, Wellerson não se escondeu.
“O CSA exige personalidade. E eu venho para isso: para ajudar organizando, defendendo e passando segurança. O goleiro também participa do jogo, e gosto de orientar muito o time.”
Com dois acessos consecutivos (2024 e 2025), o novo reforço brincou ao ser chamado de “papacesso”:
“Se Deus quiser, mais um acesso. E que venha também o título da Série D que escapou em 2024. Aqui, o CSA disputa tudo para ser campeão.”
Kayllan: do Penedense para o Azulão
Destaque no Penedense pelo Estadual de 2025 e peça importante no Camboriú, o volante Kayllan chega ao CSA como um dos nomes mais desejados pela torcida, muito pela entrega, marcação firme e evolução técnica.

“A versão do Kayllan é aquela que o torcedor gosta: marcando forte, mordendo, mas sabendo jogar. Tanto como primeiro quanto como segundo volante.”
O jogador não escondeu o peso emocional da chegada. A família inteira é azulina, e isso contou na decisão:
“Assim que meu empresário falou do CSA, descartei as outras opções. Minha família toda é azulina, meu pai jogou aqui. Eu precisava vestir essa camisa.”
Sobre a Série D, competição que o CSA tratará como prioridade, Kayllan foi direto:
“É um campeonato duríssimo, mas estamos aqui para colocar o CSA de volta à Série C. E disputar para valer todas as competições. Aqui não se entra só para competir, entra para ganhar.”
Lucão: Imposição, passe e liderança para fortalecer a defesa
Aos 29 anos, com passagem recente pelo Anápolis, o zagueiro Lucão chega para elevar o nível defensivo do elenco. Alto, forte e com boa explosão física, ele destacou que sua qualidade com a bola e sua leitura defensiva podem ajudar muito o Azulão.

“Costumam associar altura à lentidão, mas não é o meu caso. Tenho boa passada e velocidade. Meu jogo é de construção e muita dedicação na marcação.”
Com experiência de acessos na carreira e familiaridade com o futebol nordestino, Lucão ressaltou o peso da camisa azulina:
“Sempre respeitei muito essa torcida. Quando o convite chegou, fiquei muito feliz. Já estive perto de vir antes, mas agora deu certo. É uma camisa pesada, que exige responsabilidade.”
O zagueiro também elogiou o trabalho de Itamar Schülle:
“É um treinador conhecido por montar times sólidos. Estamos só na segunda semana, mas o entrosamento está acontecendo rápido. A expectativa é alta.”
Três perfis, um objetivo em comum
Wellerson traz segurança e voz dentro da área.
Kayllan entrega intensidade, marcação e identidade com o clube.
Lucão oferece força, leitura e liderança.
Os três reforços chegam alinhados ao discurso da diretoria: reconstruir o CSA com jogadores competitivos, mentalmente fortes e acostumados a decisões.
O torcedor azulino tem motivos para acreditar que 2026 será diferente: trabalho, foco e elenco encorpado, exatamente o que os reforços mostraram desde o primeiro dia no CT Gustavo Paiva.
