
A base governista da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigava as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) irá entregar o relatório paralelo à Controladoria-Geral da União (CGU), à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na próxima terça-feira (7/4).
O texto foi rechaçado pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enquanto o texto do relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado por 19 votos contrários ante a 12 favoráveis.
Com a rejeição, a comissão terminou sem relatório depois de sete meses de polarização, embates e até agressão física.
O relatório paralelo pediu o indiciamento de 130 pessoas. Dentre elas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Pediram também o indiciamento de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel, que movimentou R$ 99,2 milhões entre junho de 2021 e janeiro de 2022, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Enquanto isso, o relatório de Gaspar pediu o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob alegação de uma série de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência.
