
O Vasco foi superado pelo Bahia por 1 a 0 nesta quarta-feira (11), em São Januário, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Após mais um resultado negativo na temporada, dois dos principais símbolos da equipe — o técnico Fernando Diniz e o meia Philippe Coutinho — foram alvos de protestos da torcida ao fim da partida.
Coutinho foi vaiado ao ser substituído por Johan Rojas no decorrer da segunda etapa. O camisa 10 teve participação discreta após o intervalo e se tornou um dos focos da insatisfação nas arquibancadas. Na entrevista coletiva, Diniz foi questionado sobre as vaias direcionadas ao jogador e sobre o custo-benefício de contar com um atleta que possui um dos maiores salários do elenco. O treinador fez questão de defender o grupo, especialmente o meia.

— O Coutinho é um presente para o Vasco. É um jogador extremamente diferente. O torcedor está no direito de vaiar, de xingar (...) Sobre a hostilidade da torcida, é normal. O time não ganha, tem que vaiar mesmo, tem que hostilizar.
Além das críticas ao jogador, o próprio Diniz também teve o nome hostilizado pelos torcedores depois do apito final. O treinador afirmou compreender a reação das arquibancadas diante da sequência de resultados negativos e assumiu a responsabilidade pelo momento da equipe.
— Sentimento é de frustração total. O torcedor tem que estar bravo, chateado e ter alguém para xingar, e o treinador é o maior responsável. A gente produziu para ganhar. Tivemos chances para virar, mas não viramos. Estou aqui para ser vaiado e estou preparado para isso. O time tem que conseguir converter as oportunidades de gol.
O Vasco volta a campo no próximo sábado (14), novamente em São Januário, para enfrentar o Volta Redonda, pelas quartas de final do Campeonato Carioca.
