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Corpos de vítimas se fragmentaram em explosão de fábrica; quem são

A explosão de uma fábrica de materiais explosivos deixou nove mortos e sete pessoas feridas no início da manhã de terça-feira (12/8) em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba (PR). Em nota, as identidades das vítimas foram divulgadas pela Enaex Brasil, empresa onde ocorreu o incidente.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, em coletiva de imprensa realizada no início da noite de terça-feira, afirmou que os corpos dos funcionários foram fragmentados por causa da energia da explosão, o que exigirá pelo menos 30 dias de trabalho da Polícia Científica para identificação dos mortos.

Ainda será necessário realizar o comparativo de exame de DNA das vítimas com o material coletado das famílias das pessoas que estavam trabalhando no momento da explosão, informou o secretário. As buscas foram retomadas pelos bombeiros nesta quarta-feira (13/8).

Entenda o caso

O incidente ocorreu nas instalações do estabelecimento, que pertence à Enaex Brasil, por volta de 5h50 em uma área de 25 metros quadrados que armazena materiais explosivos pela fábrica.

Localizada no Km 1 da BR-116, na Rodovia Régis Bittencourt, a fábrica atua na desmontagem de rochas e na produção de explosivos. No momento do acidente, os explosivos estavam sendo preparados para transporte.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Antônio Geraldo Hiller Lino, o material que causou o incidente é altamente destrutivo e ficou espalhado pelo terreno da fábrica, permanecendo dentro de invólucros. Especialistas do Esquadrão Anti-bombas de Curitiba vão analisar a substância.

O comandante explicou que, após a explosão, foi formada uma espécie de cratera no local. Ele também afirmou que a empresa estava seguindo todas as normas de segurança contra incêndios, pânico e desastres, conforme o Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR).

As causas estão sendo investigadas pelas Polícias Civil e Científica e também pelo Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPTPR). Em nota, a Enaex Brasil lamentou o acidente e informou que presta cuidados aos familiares das vítimas que estão sendo atendidas dentro das dependências da empresa.

Segundo a nota enviada pela empresa, as vítimas que morreram na explosão foram identificadas. São elas:

Camila de Almeida Pinheiro;

Cleberson Arruda Correa;

Eduardo Silveira de Paula;

Francieli Gonçalves de Oliveira;

Jessica Aparecida Alves Pires;

Marcio Nascimento de Andrade;

Pablo Correa dos Santos;

Roberto dos Santos Kuhnen;

Simeão Pires Machado.

De acordo com os bombeiros, ainda “há risco de mais materiais explosivos e cobras” ao redor da empresa. No dia do acidente, duas cobras foram encontradas, o que é normal pelo local ser uma região de mata. Atualmente, o objetivo dos militares é procurar vestígios das vítimas ou materiais que possam auxiliar a perícia.

O que diz a empresa

Segundo a empresa, outras sete pessoas tiveram ferimentos leves, foram atendidas imediatamente e já estão com seus familiares.

Também foi informado que o local tem diversos espaços, contabilizando cerca de 1,3 mil colaboradores e terceirizados. A explosão aconteceu em uma das plantas de acessórios de iniciação, o que resultou em vítimas e feridos.

“A empresa tem a vida como seu valor primordial e é reconhecida internacionalmente por suas práticas de segurança na fabricação de explosivos civis, com procedimentos que vão além das exigências regulatórias. A empresa atua na execução de um plano de contingência baseado em assegurar o devido atendimento às vítimas e seus familiares, para os quais expressamos nossos sinceros sentimentos, e prestamos solidariedade a todos os envolvidos nesta tragédia.”

A nota também esclarece que as investigações sobre causas do acidente foram iniciadas pelos órgãos responsáveis.

“Nesse momento, a nossa prioridade absoluta, portanto, é cuidar das pessoas e suas famílias. As investigações das causas do acidente foram iniciadas e estão em curso. A Enaex permanece à disposição das autoridades a fim de contribuir para o esclarecimento do ocorrido.”

Veja a matéria completa em Metrópoles

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