
Alguns passeios podem oferecer uma imersão na natureza com toque culturais. Esse é o caso da Ilha da Marambaia, no Rio de Janeiro: uma área de preservação ambiental e militar com praias extensas e natureza exuberante, abrigando ruínas de senzalas e uma comunidade quilombola com tradições culturais.
A ilha, localizada no litoral fluminense, onde a Marinha tem uma base naval e onde funciona o Centro de Adestramento da Ilha de Marambaia (Cadim), costuma receber presidentes da república quando tiram férias, como Jair Bolsonaro e o presidente Lula.

O destino é de posse da União, sendo administrado pelas Forças Armadas. Por essa razão, o acesso é restrito.
A Restinga de Marambaia faz parte do território de três cidades fluminenses: Rio de Janeiro, Itaguaí e Mangaratiba. Por estar localizada em área militar, a Marinha controla as incursões dos visitantes, garantindo a preservação ambiental e a segurança das pessoas, que podem explorar cenários naturais únicos.
Marambaia também conta com atrações históricas interessantes, como as Ruínas da Restinga da Marambaia, com vestígios sobre o passado local. A Ponta da Pombeba e a Praia do Sino estão entre atrações naturais mais estonteantes da região.

G. Poggio/Poder Naval
A área também é um espaço de quilombo. Isso porque, no século 19, após a proibição do tráfico negreiro no Brasil, o local passou a ser utilizado como porto clandestino de desembarque de escravizados.
Em 1904, as terras foram adquiridas pela União e, dois anos depois, passou a ser utilizada pela Marinha. Em 1908, foi inaugurada na região a Escola de Aprendizes-Marinheiros.
Em 2004, após uma série de embates judiciais movidos pelas comunidades remanescentes de quilombolas, a área certificada pela Fundação Cultural Palmares. A titulação foi oficializada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2015.
