
O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, publicou na noite de terça-feira (31) um vídeo nas redes sociais em que afirma ser “um homem inocente” das acusações por importunação sexual e critica a forma como foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-ministro declarou ainda que pretende se manifestar formalmente apenas no âmbito judicial, uma vez que a investigação corre em sigilo.
Segundo ele, o episódio envolveu o uso indevido de uma pauta relevante. “A luta das mulheres contra a violência é uma das causas mais importantes do nosso tempo, e foi exatamente por isso que sua distorção funcionou tão bem nesse caso”, acrescentou.
No vídeo, Almeida também criticou a forma como deixou o cargo e alegou racismo. “A forma violenta e injusta com que eu fui retirado da vida pública também se apoiou em uma outra realidade que merece igual atenção: a situação dos homens negros numa sociedade que frequentemente nos associa à brutalidade e ao descontrole”, afirmou.
A repercussão das denúncias levou à demissão de Almeida por presidente Lula em um intervalo de cerca de 24 horas, em 6 de setembro. Desde então, o caso passou a ser investigado pela Polícia Federal.
“Criou-se também sobre mim a imagem de um homem poderoso. Mas o homem poderoso, convenhamos, não é demitido em 24 horas e sem direito à defesa”, disse Almeida.
Silvio Almeida ainda questionou a consistência das denúncias tornadas públicas e reforçou que pretende responder às acusações judicialmente. “Acusações irresponsáveis têm lugar e hora certa para ser respondidas: na Justiça. E é lá que a verdade será buscada”, concluiu.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Silvio Almeida ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 21 de março por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
O caso tem como relator o ministro André Mendonça. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que avaliou haver indícios que sustentam o relato de Anielle Franco.
No X, a ministra Anielle Franco se manifestou sobre a decisão da PGR de denunciar Silvio Almeida. Ela afirmou que a medida também serve como estímulo para que mulheres que vivem ou viveram episódios de violência não sofram em silêncio e denunciem seus agressores.
Com o fim da CPMI do INSS, ações de parlamentares que miram o caso do Banco Master passaram a se concentrar na CPI do Crime Organizado. Nessa terça-feira (31/3), o colegiado aprovou a convocação de dois ex-governadores e uma nova rodada de quebras de sigilo de pessoas e empresas ligadas a Daniel Vorcaro.
As investigações sobre os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS ficaram em um segundo plano na reta final da CPMI presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG). No ano passado, a comissão chegou a aprovar a convocação de Vorcaro, cerca de um mês depois da primeira prisão do banqueiro, após repercussão de casos de créditos consignados fraudulentos.
Viana marcou a oitiva de Vorcaro, pautou e aprovou quebras de sigilo e chegou a armazenar dados sigilosos do empresário em uma sala-cofre do Senado, que acabou sendo interditada por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após suspeitas de vazamento de informações privadas do banqueiro. Ele, no entanto, não chegou a ser ouvido pelo colegiado.
No relatório final, feito pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), tanto Vorcaro quanto o ex-diretor do Master Augusto Lima foram incluídos na lista de indiciamentos. O parecer, porém, foi rejeitado e a CPMI do INSS acabou na madrugada do último sábado (28/3) sem um relatório final.
CPI do Crime Organizado de olho no Master
Apesar do fim sem resultados práticos da CPMI do INSS, o caso Master segue rendendo na CPI do Crime Organizado. Apesar de ter surgido, originalmente, em meio aos desdobramentos da megaoperação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, em outubro do ano passado, o colegiado passou a olhar com lupa as atividades de Daniel Vorcaro.
O relator da CPI, senador Alessandro Veira (MDB-SE), já declarou que seu parecer final, que deverá ser apresentado e votado até o dia 14 de abril, terá um capítulo inteiro dedicado ao caso Master. Segundo ele, o relatório deve apontar a atuação da instituição de Vorcaro como um “duto de lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos”.
“Essa é a linha que seguiremos, em conformidade com o plano de trabalho aprovado no início das atividades”, afirmou o senador ao Metrópoles.
CPI do Crime Organizado em números
Requerimentos aprovados sobre o Master
Em um primeiro momento, a CPI do Crime Organizado, que é presidida pelo senador governista Fabiano Contarato (PT-ES), aprovou requerimentos que focaram na atuação de ministros do Supremo, como a quebra de sigilo da Maridt, empresa ligada ao ex-relator do caso na Corte, Dias Toffoli, e a convocação de dois irmãos do magistrado.
A empresa da família de Toffoli, que foi dona do resort Tayayá, no Paraná, é suspeita de realizar transações financeiras com um fundo de investimento ligado ao Banco Master. A quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático aprovada pela CPI, no entanto, foi anulada pelo ministro Gilmar Mendes, que apontou “desvio de finalidade” e “abuso de poder”.
Um dia antes, o ministro André Mendonça já havia decidido que a presença dos irmãos de Toffoli no colegiado não era obrigatória.
Apesar do revés na Justiça, a CPI segue focando no caso Master. Nessa terça, o colegiado aprovou as convocações dos ex-governadores Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. Foi aprovada, ainda, a quebra de sigilo de Fabiano Campos Zettel, cunhado e sócio de Vorcaro, além de informações de voos de jatinhos do banqueiro e da empresa de táxi aéreo Prime Aviation
A oitiva de Ibaneis tem o objetivo de detalhar as condições que levaram às negociações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, enquanto Castro deve ser questionado sobre o crime organizado no Rio e o investimento de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência em títulos de alto risco da instituição de Daniel Vorcaro.
Alessandro Vieira suspeita de que decisões dos ex-governadores possam ter favorecido a atuação do grupo de Vorcaro.
Em entrevista à coluna realizada nesta terça-feira (31/3), o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que “tem 40 anos de vida pública” ao ser questionado sobre as diferenças entre sua pré-candidatura e a de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário direto no campo ideológico da direita.
Caiado disse que construiu sua trajetória de quatro décadas como “defensor do direito de propriedade, da livre-iniciativa, da economia de mercado e da modernização do país”.
O pré-candidato afirmou ainda que “nunca teve notícia de esquema de corrupção, de mau uso da verba pública” e que “sempre honrou o voto do eleitor e a função que ocupa”.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, nesta terça-feira (31/3), um requerimento extrapauta para transformar o convite ao ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto em convocação, o que torna a presença dele obrigatória.
Estava previsto para hoje o depoimento dele ao colegiado, mas Campos Neto conseguiu um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que não fosse obrigado a comparecer no Senado.
O colegiado tenta ouvi-lo desde 3 de março sobre possíveis falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas.
O ex-presidente do BC da gestão de Jair Bolsonaro (PL) e parte do governo Lula 3 enviou resposta à CPI dizendo que estaria disposto a responder por escrito qualquer solicitação.
Uma pesquisa divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas nesta terça-feira (31) aponta que 47% dos brasileiros que conhecem o presidente Lula (PT) afirmam que não votariam nele “de jeito nenhum”. Entre os que conhecem o senador Flávio Bolsonaro, a rejeição é de 44,1%.
No caso de Lula, o nível de conhecimento é amplo: 83,3% dizem conhecê-lo bem, enquanto 15,6% afirmam conhecê-lo apenas de “ouvir falar”. Apenas 1,1% dizem não conhecê-lo.
Entre os que o conhecem, 30,4% afirmam que votariam com certeza no presidente, e 21,4% dizem que poderiam votar.

Já Flávio Bolsonaro apresenta menor grau de conhecimento entre os entrevistados: 36,8% dizem conhecê-lo bem, 54,5% apenas de “ouvir falar’ e 8,7% não o conhecem.
Entre aqueles que o conhecem, 30,1% afirmam que votariam com certeza no senador, enquanto 24,6% dizem que poderiam votar.

O cruzamento de dados da pesquisa ainda revela a influência do benefício social na percepção pública dos políticos. Entre as famílias beneficiárias do Bolsa Família, a rejeição a Flávio Bolsonaro atinge 55,4%, enquanto entre os que não recebem o auxílio, o índice cai para 41,5%.
O cenário se inverte para o petista. A parcela de eleitores que não votaria no atual presidente é de apenas 27,6% entre os beneficiários do programa social, saltando expressivamente para 51,7% entre os não beneficiários.
A pesquisa foi realizada com 2.080 eleitores em 26 estados e no Distrito Federal. A amostra é representativa da população brasileira e garante um nível de confiança de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais.
De acordo com a Resolução nº 23.600/2019 do Tribunal Superior Eleitoral, o levantamento está registrado sob o número BR-00873/2026 para o cargo de presidente da República.
A Câmara Municipal de Palmeira dos Índios aprovou, em sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (30), o Projeto de Lei assinado conjuntamente pelos poderes Executivo e Legislativo que concede o título de cidadão honorário do município a Dom Manoel de Oliveira Soares Filho.
Dom Manoel foi nomeado bispo da Diocese de Palmeira dos Índios em 19 de dezembro de 2018 pelo Papa Francisco, iniciando uma missão marcada pela proximidade com as comunidades e pelo fortalecimento das ações pastorais na região do Agreste alagoano.
A homenagem reconhece a contribuição religiosa, social e comunitária do bispo durante o período em que esteve à frente da Diocese. O título será entregue nas próximas semanas, em solenidade especial realizada conjuntamente pelos dois poderes do município.
Para o ex-prefeito e atual secretário de Estado Júlio Cezar, Dom Manoel deixou uma marca importante na história da cidade. “Dom Manoel marcou a história de Palmeira com sua fé, humildade e compromisso com as pessoas. Este título representa o reconhecimento do povo palmeirense a um líder religioso que construiu pontes e deixou um legado de união e esperança”, destacou.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Madson Monteiro, ressaltou que a aprovação do projeto foi unânime. “Esta é uma homenagem justa, aprovada por unanimidade pelos vereadores. Dom Manoel se tornou parte da nossa cidade e da nossa história, e a Câmara tem orgulho de participar deste reconhecimento”, afirmou.
A prefeita Tia Júlia destacou a relação próxima do religioso com a população. “Dom Manoel sempre caminhou ao lado do nosso povo, levando fé, acolhimento e solidariedade às comunidades. É uma alegria para o município conceder este título e agradecer por tudo o que ele fez por Palmeira dos Índios”, afirmou a prefeita.

O MDB em Alagoas fez, nessa segunda-feira (30), um ato político estratégico para ampliar sua base no Estado com a filiação de quatro novos integrantes. A solenidade aconteceu na sede do partido, em Maceió, com a presença do senador Renan Calheiros, presidente estadual da sigla, responsável por abonar as fichas dos novos emedebistas (lideranças políticas, religiosas e técnicas do Estado).
A movimentação integra o planejamento do partido para fortalecer o quadro de pré-candidatos às eleições proporcionais, tanto para deputado federal quanto estadual. Parte dos novos filiados já chega com a missão de disputar vagas e ampliar a representatividade da legenda.
Entre os nomes está o médico Francisco João Carvalho Beltrão, conhecido como Chicão. Ex-deputado estadual, ele é proprietário do Hospital Carvalho Beltrão, em Coruripe, e disputou uma vaga na Câmara Federal nas últimas eleições pelo Republicanos, sem êxito. Sua experiência política e atuação no setor de saúde são vistas como trunfos para o MDB.
Outro reforço é Henrique Carvalho Beltrão, o Henrique Chicão, engenheiro e filho do ex-deputado Chicão. Também egresso do Republicanos, ele já exerceu três mandatos como vereador em Coruripe e foi candidato a deputado estadual em 2022, ficando na suplência. A filiação representa uma aposta do partido na renovação com nomes já testados nas urnas.
O segmento religioso também passa a ter maior representatividade com a chegada do pastor Jacques Balbino, presidente da Assembleia de Deus do Brás (AD Brás) em Alagoas. Ele se filia ao lado da esposa, Cláudia Balbino, atual secretária de Estado do Trabalho, Emprego e Qualificação desde abril de 2024, ampliando o diálogo do MDB com lideranças evangélicas e com o Executivo estadual.
Anteriormente, foi informado que o defensor público Ricardo Antunes Melro estaria filiado, o que não procede.
A meta do MDB é eleger 18 deputados estaduais neste ano. Em 2022, o partido conseguiu a maior bancada da Casa de Tavares Bastos, com 14 parlamentares eleitos.
A base governista da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigava as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) irá entregar o relatório paralelo à Controladoria-Geral da União (CGU), à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na próxima terça-feira (7/4).
O texto foi rechaçado pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enquanto o texto do relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado por 19 votos contrários ante a 12 favoráveis.
Com a rejeição, a comissão terminou sem relatório depois de sete meses de polarização, embates e até agressão física.
O relatório paralelo pediu o indiciamento de 130 pessoas. Dentre elas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Pediram também o indiciamento de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel, que movimentou R$ 99,2 milhões entre junho de 2021 e janeiro de 2022, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Enquanto isso, o relatório de Gaspar pediu o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob alegação de uma série de crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, voltou a usar as redes sociais, nesta segunda-feira (30/3), para se manifestar sobre o Projeto de Lei (PL) da Misoginia. Sem citar o nome do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) — que a chamou de “sonsa” em um vídeo publicado no domingo (29/3) —, ela falou sobre pessoas que “perdem tempo atacando e difamando” ela nas redes sociais.
“Enquanto uns mentem e distorcem informações sobre um Projeto de Lei criado para proteger e salvar a vida das mulheres, continuamos sendo mortas por homens todos os dias em nosso país”, escreveu a primeira-dama.
Janja citou os ataques recebidos após defender o PL da Misoginia, aprovado no Senado Federal. O projeto equipara a misoginia à injúria e à difamação – com pena que pode ir de dois meses a um ano de reclusão.
“Enquanto uns perdem tempo me atacando e me difamando nas redes sociais, mulheres seguem sendo vítimas de homens que se acham no direito de interromper suas vidas”, disse Janja.
A postagem, publicada na página da primeira-dama no Instagram, exibe um vídeo com manchetes de jornais sobre casos de feminicídios. “Esses são só alguns casos de mulheres que sofreram feminicídio no último fim de semana. Enquanto esse tipo de notícia ainda fizer parte da nossa realidade, não iremos nos calar”, afirmou a primeira-dama.
A tramitação do PL da Misoginia gerou embate entre Janja e Nikolas. Na sexta-feira (27/3), a primeira-dama criticou parlamentares que espalharam fake news sobre o projeto. “Enquanto você se preocupava em editar seu vídeo bonitinho, uma mulher era morta”, criticou.
Nikolas tornou-se um dos principais críticos do projeto. Logo após a aprovação no Senado, o parlamentar chamou o texto de “aberração” e disse que vai trabalhar para derrubar o projeto.
No domingo (29/3), Nikolas gravou um vídeo em resposta direta à Janja e a chamou de “sonsa”.
“Não adianta vir com essa fala mansa e essa cara de sonsa. [Não adianta] querer, aqui, colocar como se eu explicar uma lei da misoginia, que na verdade não tem nada a ver com agressão contra mulher, mas que na verdade está querendo fazer um patrulhamento do que pode ou não ser dito”, afirma. Confira o vídeo:
O PL da Misognia foi aprovado no Senado Federal na última quarta-feira (24 /3). A proposta equipara a misoginia, o ódio contra mulheres, ao crime de racismo e foi encaminhado para análise da Câmara dos Deputados.
O texto inclui a misoginia na Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo). A injúria misógina passa a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa.
Um juiz argentino suspendeu parcialmente, nesta segunda-feira (30), a reforma trabalhista promovida pelo governo do presidente Javier Milei e aprovada pelo Congresso em fevereiro, após uma ação sindical que a acusa de inconstitucionalidade, segundo uma decisão à qual a AFP teve acesso.
A decisão responde a um recurso apresentado pela principal central operária da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), poucos dias depois de o Senado aprovar a reforma em meio a numerosos protestos e após uma greve geral.
O magistrado determinou a suspensão cautelar de cerca de 80 artigos de mais de 200 que a lei contém, até que seja decidido o mérito da questão.
Entre os artigos suspensos estão a classificação de trabalhadores de plataformas como independentes, a eliminação do princípio “in dubio pro operario” (em caso de dúvida, a Justiça decide a favor do trabalhador), mudanças em matéria de greve e a revogação da lei de teletrabalho.
Também foram atingidas mudanças no regime de indenizações, jornada de trabalho, férias e a criação de fundos de cessação laboral.
“Com a concessão da medida cautelar, ambas as partes (Estado e CGT) procurarão chegar à sentença definitiva o mais rápido possível e em paz social”, afirma o juiz Raúl Ojeda em sua decisão.
A central sindical argumenta que a norma é inconstitucional por violar princípios fundamentais como a progressividade trabalhista, a liberdade sindical e o sistema de proteção ao trabalhador.
Por sua vez, o governo sustenta que busca modernizar a economia e atrair investimentos.
A embaixada dos Estados Unidos em Caracas retomou suas operações nesta segunda-feira (30), após sete anos de relações diplomáticas interrompidas, informou o Departamento de Estado. Os EUA e a Venezuela anunciaram em 5 de março que restabeleceriam suas relações, mas, até esta segunda-feira, as atividades diplomáticas eram realizadas à distância, da embaixada em Bogotá.
“Retomamos formalmente as operações na Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, marcando um novo capítulo em nossa presença diplomática na Venezuela”, afirmou o comunicado. A representante diplomática americana, Laura Dogu, está na Venezuela desde janeiro, e sua equipe vem preparando a missão em Caracas.
“A retomada das operações na Embaixada dos Estados Unidos em Caracas é um marco fundamental na implementação do plano de três fases do presidente [Trump] para a Venezuela e fortalecerá nossa capacidade de estabelecer um diálogo direto com o governo interino da Venezuela, a sociedade civil e o setor privado”, acrescentou o comunicado.
Após a captura, em uma intervenção militar, do deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o governo de Donald Trump anunciou que pretendia promover primeiro a estabilização econômica, com a recuperação do setor petrolífero, para depois incentivar a entrada de investimentos estrangeiros e, por fim, uma transição política.
O secretário de Estado, Marco Rubio, indicou ao Congresso que essas etapas poderiam se sobrepor.
Ao mesmo tempo, a Venezuela também voltou a tomar posse de sua embaixada em Washington, segundo relatos nas redes sociais.
O vice-ministro para a América do Norte, Oliver Blanco, publicou um vídeo no X na semana passada na sede da missão diplomática, ao lado do encarregado de negócios, no qual informava sobre encontros no Departamento de Estado para “explorar oportunidades de fortalecimento da relação bilateral”.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na semana passada que autorizava as transações econômicas para facilitar a reabertura da missão venezuelana.
Após a derrubada de Maduro em 3 de janeiro e a tomada de posse em Caracas de sua substituta, Delcy Rodríguez, os Estados Unidos começaram rapidamente a suspender as sanções ao setor petrolífero venezuelano. Ao mesmo tempo, Caracas promulgou uma reforma legal do setor, ao mesmo tempo que libertava presos políticos.
Delcy Rodríguez, muito elogiada em público por Trump, está remodelando o governo e o aparelho de segurança interna.
Washington mantém as receitas da venda do petróleo venezuelano em uma conta bancária sob seu controle. E no Caribe mantém também uma flotilha encarregada desde setembro de destruir o que classifica como “narcolanchas”, operações polêmicas que já causaram pelo menos 163 mortes.
Maduro e Flores compareceram duas vezes perante um juiz em Nova York, a última na quinta-feira passada.
Maduro é acusado de conspiração para o “narcoterrorismo”, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos e conspiração para a posse dessas armas.
A decisão do PSD de embarcar na candidatura de Ronaldo Caiado à presidência pegou de surpresa a bancada do partido na Câmara dos Deputados. É o que revelam fontes ouvidas pela Jovem Pan dentro da legenda.
Parlamentares consultados de forma reservada afirmam que não foram ouvidos antes da definição e que contavam com outro nome: o do governador do Paraná, Ratinho Júnior — até ele recuar e confirmar que permanecerá no estado.
Para correligionários do PSD, a escolha por Caiado foi tomada entre o presidente da sigla, Gilberto Kassab, e os chamados “mandachuvas” do partido — sem passar pela bancada.
O mal-estar é visível. Deputados ouvidos pela Jovem Pan dizem que acreditavam na candidatura de Eduardo Leite por representar uma verdadeira terceira via. Caiado, avaliam, é visto como defensor das bandeiras de Flávio Bolsonaro — o que, na prática, aproxima o PSD do campo bolsonarista e distancia o partido do centro que dizia ocupar.
A decisão desta segunda-feira (30), deixou rastro de insatisfação nos corredores do Congresso.
O Partido Liberal (PL) tenta atrair o senador Carlos Viana (Podemos-MG) para disputar o governo de Minas Gerais e ser o principal opositor ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que ainda não decidiu, ao menos publicamente, que concorrerá ao Executivo estadual.
Viana já foi líder do governo no Senado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Deixou a sigla em 2023 para se filiar ao Podemos.
O movimento de troca de partido deve ocorrer nos próximos dias, já que a janela partidária, isto é, período previsto na legislação eleitoral que permite a parlamentares trocar de partido sem risco de perder o mandato por infidelidade partidária, começa no próximo domingo (5/4).
Pacheco ainda estuda qual partido deve ir, já que o PSD lançará Mateus Simões para tentar a reeleição no estado mineiro, deixando o senador preterido.
Nos bastidores, o ex-presidente do Congresso ainda avalia convites do MDB, PSB e União Brasil.
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) afirmou que pedirá desculpas públicas ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) caso um exame de DNA não confirme a acusação de estupro feita contra o parlamentar. Em resposta a uma publicação nas redes sociais, neste sábado (28), a senadora disse que há “indícios suficientes” para o registro de uma notícia-crime, protocolada na Polícia Federal (PF), e defendeu que o caso seja esclarecido.
O posicionamento da senadora ocorre após Gaspar ser acusado de estupro e tentativa de suborno por ela e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, na sexta-feira.
Gaspar nega as acusações e afirma que o caso envolve um primo que teria mantido relação com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade. Soraya e Lindbergh, por sua vez, mantêm as acusações, dizem que o caso é diferente do citado pelo deputado e afirmam que a realização de exame de DNA é uma forma de esclarecer o episódio.
Ao responder à publicação, Soraya afirmou que não houve intenção de caluniar o deputado e que a medida buscou evitar prevaricação — quando um agente público omite das autoridades um fato para proteger o autor do suposto crime. Segundo ela, a questão “é simples de se resolver”, bastando que Gaspar se disponha a realizar o exame. “Caso ele não seja o pai biológico, pedirei desculpas em público pelo constrangimento causado”, escreveu.
As acusações ocorreram durante a leitura do relatório final da CPI por Gaspar, relator da comissão. A confusão começou após ele resgatar uma declaração do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso com críticas ao ministro Gilmar Mendes.
Gaspar leu um discurso de Barroso, em que afirmou que Gilmar era uma “mistura de mal com o atraso e pitadas de psicopatia”. Lindbergh pediu que ele focasse na leitura do parecer. “Isso é um relatório ou um circo?”, questionou o petista. “Deputado Lindinho, não estamos falando de Odebrecht”, disse Gaspar. “Seu estuprador”, respondeu Lindbergh. “Cale a sua boca, bandido”, treplicou o relator.
A acusação provocou tumulto na sessão, que foi interrompida para que o relator pudesse se defender. Na sequência, Lindbergh e Soraya enviaram à Polícia Federal pedido de investigação contra Gaspar, que afirma que o caso envolve um primo, e não ele, em datas diferentes das mencionadas e sem ocorrência de estupro.
Lindbergh e Soraya acusam Gaspar de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8.
Também alegam que a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê. Os parlamentares dizem que isso “reforça a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos”.
Eles dizem ter encaminhado à PF prints de conversas e “informações complementares” mostrando que um intermediador de Gaspar teria tentado comprar o silêncio da vítima.
Esse intermediador teria feito um pagamento de R$ 70 mil à mulher, e outros R$ 400 mil estariam sendo negociados, “sempre com a finalidade de assegurar silêncio, impedir a comunicação do crime e garantir impunidade”.
Lindbergh e Soraya pedem à PF o recebimento da notícia-crime, com atuação sob sigilo para proteção da vítima, da criança e das testemunhas; a preservação das provas entregues; e a identificação da pessoa apontada como intermediária de Gaspar.
Também pedem a apuração sobre os pagamentos, que somariam R$ 470 mil; a oitiva reservada das pessoas envolvidas; a inclusão da vítima e das testemunhas no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas; e a investigação do possível crime de estupro de vulnerável e fraude processual.
Consultados, os parlamentares dizem que todas as supostas provas foram encaminhadas à PF. Segundo eles, essas evidências estão sob sigilo, e nenhuma delas foi apresentada ao Estadão.
Gaspar alega que a história, na verdade, refere-se a um caso tido pelo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade.
Essa mulher teria engravidado e, sem comunicar nada à família, se mudado para o Rio de Janeiro. A criança teria sido batizada de Lourilene Pereira da Silva.
No Rio, a mãe de Lourilene se casou e constituiu uma família. Anos depois, quando a filha tinha 15 anos, a mãe teria revelado a ela a história sobre o pai biológico. Em 2012, Lourilene teria decidido procurá-lo, segundo ela relata num vídeo de sua autoria enviado ao Estadão.
A equipe de Gaspar enviou ao Estadão um exame de DNA realizado em novembro de 2014, em que teria sido confirmada a paternidade de Maurício. O deputado pretende prestar queixa na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e na Comissão de Ética da Câmara contra Lindbergh e Soraya na segunda-feira, 30.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com aprovação de 44,6% e desaprovação de 52% dos eleitores, diz levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira (30/3).
Os resultados mostram estabilidade na opinião do leitor em relação à gestão petista no comparativo com a última pesquisa, divulgada em fevereiro, quando o governo Lula registrou 45% de aprovação e os mesmos 52% de desaprovação.
O levantamento também mostrou a impressão do eleitor sobre o governo. Para a maior parte dos entrevistados (37%), a gestão petista é considerada “péssima”, enquanto para 14,8% o trabalho do atual mandatário é “ótimo”. Veja:
A pesquisa também revela que o governo Lula é mais aprovado entre mulheres (48,2 %) do que entre homens (40,6 %). Quanto à desaprovação, atingiu o percentual de 47,6% entre as eleitoras e de 56,9% entre o eleitorado masculino.
Para a pesquisa, foram entrevistados 2.080 eleitores entre 25 e 28 de março, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Desde fevereiro do ano passado, a aprovação do governo do petista tem sofrido oscilações. Os maiores índices de aprovação foram registrados em outubro do ano passado (47,9%), chegando ao índice mais baixo em abril do ano passado (39,2%).
Já a desaprovação atingiu o maior percentual em abril de 2025 (57,4%), enquanto a menor se deu em outubro de 2025 (49,2%).
Veja o gráfico da aprovação ao governo ao longo dos meses:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) têm empate técnico nos cenários de 1º e 2º turnos, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisa nesta segunda-feira (30/3).
No cenário de 1º turno, Lula aparece com 41,3% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 37,8%, configurando um empate técnico, já que a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ficaria com 3,6% dos votos, seguido pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 3%.
Flávio aparece numericamente à frente de Lula no cenário de 2º turno, em um confronto direto com Lula. De acordo com o levantamento, Flávio tem 45,2%, e Lula,, 44,1%. Contando com a margem de erro de 2,2 pontos, o dois teriam um empate técnico neste cenário.
No comparativo entre os dois pré-candidatos, Lula apresentou aumento de 0,3% nas intenções de voto, no comparativo com levantamento divulgado pelo mesmo instituto em fevereiro de 2026. O petista subiu de 43,8% para 44,1%.
Já o senador Flávio Bolsonaro cresceu 0,8%, passando de 44,4% para 45,2% na mesma comparação.
Para o levantamento, foram entrevistados 2.080 eleitores entre 25 e 28 de março, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
