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O governo federal do Brasil deu um passo significativo na luta contra fraudes em apostas esportivas ao firmar cinco acordos de cooperação. Esta iniciativa, liderada pelo Ministério dos Esportes, tem como objetivo principal prevenir e combater a manipulação de resultados e outras práticas que possam comprometer a integridade do setor. As parcerias estabelecidas envolvem empresas especializadas em monitoramento e integridade, que se comprometeram a fornecer informações qualificadas, metodologias avançadas e suporte técnico ao ministério.

O ministro dos Esportes, André Fufuca, ressaltou a importância de manter a integridade e a transparência ética no setor de apostas esportivas. As empresas parceiras terão a responsabilidade adicional de capacitar seus profissionais para monitorar de forma eficaz as movimentações no mercado de apostas. A assinatura desses acordos ocorre em um momento crucial, em meio à regulamentação das apostas esportivas no Brasil, que teve início em outubro do ano passado. Este processo envolveu a aprovação de um projeto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, seguido pela atuação do Ministério da Fazenda na regulamentação.

A regulamentação das apostas esportivas no Brasil também resultou na criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Bets no Senado Federal. Esta comissão tem ganhado destaque devido às oitivas realizadas, que buscam investigar e esclarecer questões relacionadas ao setor.

A partir de janeiro de 2025, apenas empresas que obtiverem concessões do Ministério da Fazenda poderão operar legalmente no país. Esta medida é um desdobramento de projetos do Congresso Nacional e do governo federal, que visam regulamentar jogos de apostas esportivas, jogos online e bets, promovendo um mercado mais seguro e transparente.

 

O procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, participou, na quarta-feira (14), em Brasília, da 4ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG). Durante o encontro, o colegiado aprovou a ata da 3ª reunião ordinária, realizada em 9 de abril, também na capital federal, e deliberou sobre nota técnica elaborada pelo Grupo Nacional de Acompanhamento Processual (GNP).

Outro ponto de destaque da pauta foi a eleição dos membros que serão indicados para compor as vagas destinadas aos Ministérios Públicos estaduais no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no biênio 2026-2028.

Os procuradores-gerais também discutiram o andamento das atualizações da plataforma Domicílio Judicial Eletrônico, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que centraliza as informações processuais enviadas pelos Tribunais de Justiça em todo o país. Além disso, acompanharam uma apresentação do Laboratório de Inovação da Advocacia-Geral da União (Labori/AGU) sobre o projeto Caravana da Inovação.

A iniciativa busca fomentar a cultura da inovação nas procuradorias estaduais e municipais, por meio da criação de uma rede colaborativa que compartilhe experiências do setor público nas áreas de tecnologia, gestão de dados e inteligência artificial. A apresentação foi conduzida pelo coordenador do Labori, Bruno Portela.

A reunião também marcou a despedida da procuradora-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Elaine Cardoso de Matos Novais Teixeira, da presidência do Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH).

Indicação de membros para o CNMP

Lean Araújo participou ainda da 2ª Reunião Extraordinária do CNPG, realizada na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde ocorreu a eleição dos indicados para o CNMP.

Foram reconduzidos ao cargo de conselheiros do CNMP a procuradora de Justiça Ivana Lúcia Franco Cei, do Ministério Público do Amapá (MPAP), e o promotor de Justiça Fernando da Silva Comin, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Já o promotor de Justiça e atual procurador-geral adjunto de Justiça Jurídico do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Alexandre Magno Benites de Lacerda, foi eleito pela primeira vez.

Em seus discursos, os eleitos destacaram o compromisso com a defesa dos direitos da sociedade, a Justiça e o Ministério Público brasileiro. Também ressaltaram a importância do CNPG para a unidade institucional do MP e elogiaram a condução do processo eleitoral pela presidência e secretaria do colegiado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, declarou que, caso seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua suposta participação na tentativa de golpe de 2022, isso representará um “game over” para ele, pois não haveria mais possibilidades de apelação. Durante a entrevista, ele demonstrou arrependimento por ter se referido ao ministro Alexandre de Moraes como “canalha” em 2021 e afirmou que, se retornasse ao cargo, buscaria uma relação mais harmoniosa com o STF. Bolsonaro também comentou sobre um encontro que teve com o general Mario Fernandes, que está preso por supostamente planejar o assassinato do presidente Lula, do vice Alckmin e do próprio Moraes. Além disso, ele se manifestou sobre seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, que fez uma delação premiada, alegando que Cid foi submetido a tortura durante o processo.

O ex-mandatário enfrenta acusações que somam cinco crimes, com penas que podem ultrapassar 40 anos de prisão. A Primeira Turma do STF recebeu a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e, com isso, Bolsonaro se tornou réu, o que pode resultar em um julgamento até o final deste ano. Em 2023, ele já havia sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A entrevista de Bolsonaro ocorre em um contexto de crescente tensão entre a Câmara dos Deputados e o STF. O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou uma ação judicial contra uma decisão do Supremo que impactou uma manobra legislativa em favor de um deputado. Além disso, a Câmara está se preparando para avançar com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa restringir as decisões monocráticas do STF

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro revelou que está utilizando parte dos R$ 17,2 milhões arrecadados por meio de doações via Pix para custear a estadia de seu filho, Eduardo, nos Estados Unidos. Eduardo, que se afastou de suas funções na Câmara dos Deputados, alega estar sendo alvo de perseguições no Brasil e busca a anistia para aqueles que foram presos após os eventos de 8 de janeiro de 2023. Eduardo permanece em solo americano com o objetivo de “lutar” pela anistia e afirma que só retornará ao Brasil quando o ministro Alexandre de Moraes for responsabilizado por supostos abusos de autoridade. A situação do filho de Bolsonaro tem gerado discussões acaloradas, especialmente entre os apoiadores do ex-presidente.

Bolsonaro também comentou sobre a importância da arrecadação via Pix, que tem sido promovida nas redes sociais por ex-ministros e parlamentares do PL. Ele destacou que essa contribuição é fundamental para cobrir as despesas de Eduardo, que atualmente não recebe salário. Recentemente, a Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 87.000 nas contas de Bolsonaro devido a multas não quitadas durante a pandemia. Essa decisão judicial levanta questões sobre a situação financeira do ex-presidente e suas atividades atuais. Entre os principais apoiadores da campanha de arrecadação, destacam-se uma empresária do setor agropecuário e um proprietário de uma empresa de construção civil.

 

Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na última quarta-feira (14) adiar a análise de duas importantes decisões do ministro Flávio Dino, que estabelecem um teto para a cobrança de serviços funerários e de cemitérios na cidade de São Paulo. O adiamento foi solicitado pelo ministro Luiz Fux, que pediu mais tempo para examinar o processo. A intenção é juntar este caso a outro similar, também sob a relatoria de Flávio Dino, além de processos relacionados à privatização de cemitérios e crematórios, que estão sob a responsabilidade de Fux. A unificação das discussões visa garantir decisões coerentes e abrangentes.

Enquanto o STF não retoma a análise, as liminares de Flávio Dino continuam em vigor. Em novembro de 2024, Dino determinou que os contratos de concessão de cemitérios e crematórios em São Paulo voltassem a cobrar os preços praticados antes da privatização. Além disso, em março deste ano, ele ordenou que os preços fossem amplamente divulgados à população. A privatização dos cemitérios e crematórios em São Paulo, ocorrida em 2023, gerou intensos debates sobre o aumento dos custos dos serviços funerários, levando o partido PCdoB a mover uma ação no STF contra a Prefeitura de São Paulo.

Até o momento, a Prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre o assunto, apesar de ter sido solicitada a fornecer um posicionamento oficial. A expectativa é que, após o período de análise solicitado por Fux, a discussão seja retomada no STF. A decisão final poderá ter um impacto significativo na forma como os serviços funerários são cobrados na capital paulista, afetando tanto os consumidores quanto as empresas do setor.

 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quarta-feira (14) a deputada Carla Zambelli (PL-SP) a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023. A decisão foi unânime. Cabe recurso contra a decisão.

A condenação pelos crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica foi obtida com os votos do relator do caso, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia. O julgamento virtual começou na sexta-feira (9) e foi finalizado hoje.

Com a decisão, Zambelli também foi condenada à perda do mandato após o fim de todos os recursos possíveis e o pagamento de R$ 2 milhões em danos morais coletivos, valor que deverá ser dividido com hacker Walter Delgatti, que é réu confesso e que foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão neste mesmo processo.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Delgatti, que confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Defesa

Em nota à imprensa após o início do julgamento, a defesa de Carla Zambelli contestou a realização de um julgamento virtual para condenar a deputada. Os advogados também consideraram “absolutamente injusto” que a parlamentar seja condenada “sem provas irrefutáveis”.

Eleições

Carla Zambelli responde a outro processo criminal no STF. Em agosto de 2023, Zambelli virou ré no Supremo pelo episódio em que ela sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após Zambelli e Luan trocarem provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Até o momento, o Supremo registrou placar de 6 votos a 0 para condenar a parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. No entanto, um pedido de vista do ministro Nunes Marques adiou a conclusão do julgamento.

 

Três dias após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter rejeitado uma manobra da Câmara dos Deputados em favor do deputado Alexandre Ramagem, o presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou sua intenção de levar a questão ao plenário do STF. A corte impediu a aprovação de uma resolução que visava suspender a ação penal relacionada a um suposto golpe, que beneficiaria Ramagem e outros envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), a ser julgada pelo plenário do STF, esperamos que os votos dos 315 deputados sejam respeitados. A harmonia entre Poderes só ocorre quando todos usam o mesmo diapasão e estão na mesma sintonia”, afirmou.

Ele argumenta que a decisão do STF fere princípios fundamentais da Constituição e solicita a paralisação total da tramitação da Ação Penal n. 2.668/2025 até que o mandato de Ramagem se encerre. O presidente da Câmara defende que a responsabilidade de decidir sobre a extensão da suspensão é da própria Câmara e critica a atuação do STF, ressaltando que a imunidade parlamentar deve proteger o Legislativo de abusos por parte dos outros Poderes. Embora busque evitar conflitos entre as instituições, Motta enfrenta pressão da oposição para que a posição do Parlamento seja defendida.

Se a proposta for aprovada na Câmara, isso poderia abrir precedentes para o trancamento de processos contra outros parlamentares no STF. O Partido Liberal (PL) também solicitou a suspensão da ação contra a deputada Carla Zambelli e mencionou a possibilidade de pedir a paralisação do processo contra o ex-ministro Juscelino Filho, que foi denunciado por desvio de emendas parlamentares.

 

Na última terça-feira (13), o ex-presidente Michel Temer voltou a ser destaque no cenário político ao discutir a possibilidade de uma aliança entre governadores para a eleição presidencial de 2026. Em uma entrevista ao jornal O Globo, Temer sugeriu que uma coalizão entre governadores poderia ser uma estratégia viável para a disputa. Ele mencionou nomes de peso, como o governador de São Paulo, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Segundo Temer, após suas declarações, os governadores começaram a dialogar com ele, o que sugere que uma reunião para planejamento pode ser convocada em breve para articular uma candidatura forte para 2026.

“Eu falei aquilo quase acidentalmente. Os governadores foram me procurar e eu simplesmente disse a todos: “Olha, o Brasil precisa de projeto. Como vocês são governadores, poderiam chamar uma reunião para ter um projeto comum em nome do Brasil. Depois vocês decidem quem vai ser candidato ou não. Se vocês estão muito ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e se ele quiser, ele incorpora o programa de vocês”. Não estou preocupado com pessoas, me preocupo com a falta de projeto, com a falta de programa”, declarou Temer ao jornal O Globo.

A expectativa é que essas reuniões ocorram em breve, com encontros entre alguns governadores já em andamento. Durante um evento pela anistia em São Paulo, cerca de seis governadores se reuniram, incluindo nomes próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso Bolsonaro não consiga viabilizar uma candidatura devido à inelegibilidade, a sugestão de Temer é que os governadores se unam para identificar um nome com chances reais de disputar a presidência. As movimentações políticas já estão em curso, com novas filiações, como a de Eduardo Leite, que recentemente se filiou ao PSD de Gilberto Kassab.

 

As homenagens ao ex-presidente do Uruguai José Mujica começaram às 10h desta quarta-feira (14), com um cortejo fúnebre que levará seu corpo até o Salão dos Passos Perdidos, no Palácio Legislativo, em Montevidéu, onde será velado por ao menos 24 horas.

Mujica morreu na terça-feira (13), aos 89 anos, em decorrência de um câncer no esôfago e no fígado. Em razão da morte, o governo uruguaio decretou luto nacional por três dias — quarta, quinta e sexta-feira.

O cortejo partiu às 10h da Torre Executiva, sede do governo uruguaio.

O trajeto incluirá a avenida 18 de Julho e passagens por locais simbólicos da história política de Mujica, como a sede do Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros (rua Tristán Narvaja), do Movimento de Participação Popular (rua Mercedes) e da Frente Ampla, coalizão de esquerda pela qual foi eleito presidente (rua Colônia). A chegada ao Palácio Legislativo está prevista para as 12h.

De acordo com a diretora de Protocolo do Parlamento, Andrea Barreto, a entrada do público para a despedida estaria autorizada a partir das 15h, pela avenida do Libertador, segundo o diário.

Não haveria limite de tempo estipulado, e o velório seguiria com as portas abertas durante a madrugada. A cerimônia terminaria quando a família decidisse realizar uma despedida mais reservada.

Ansrea Barreto indicou que o pedido feito pela mulher de Mujica, Lucía Topolansky, foi que "os uruguaios que quisessem se aproximar para se despedir pudessem fazê-lo, com a melhor comodidade, e nisso estamos trabalhando".

Após o velório, o corpo de Mujica deverá ser cremado. Ele pediu para que suas cinzas fossem jogadas ao lado de sua cachorrinha Manuela, enterrada na chácara onde ele vivia, nos arredores de Montevidéu.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está voltando de viagem à China, afirmou que comparecerá ao funeral. O embarque para Montevidéu será nesta quinta (15), entre 9h e 10h.

Nesta quarta-feira (14/5), Jair Bolsonaro afirmou que tem “vergonha de ver o comportamento” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, na China. Na mesma fala, o ex-presidente ainda disse ser contra a regulamentação das redes sociais e que o atual governo quer “entregar o Brasil”.

“O tamanho do Brasil e a sua economia interessam estarem alinhados ao Estados Unidos. Hoje em dia, ele vê também com preocupação com a China cada vez mais forte. Você vê o Lula lá fora e dá vergonha de ver o comportamento dele. Dá vergonha de ver a Janja demonstrando que tem de haver censura aqui. Dá vergonha […] É só vexame em cima de vexame”, declarou Bolsonaro em entrevista ao UOL News.

Para ele, há, também, uma tentativa de entregar o Brasil à China. “No fim do ano passado, o Lula assinou 37 acordos com a China. Entre elas o de mineral estratégico [….] O Lula se entrega de corpo e alma para o chinês. Não queremos a China aqui”, reforçou Bolsonaro.

Ainda de acordo com o ex-presidente, não há necessidade em se regulamentar o uso das redes sociais. O tema foi levantado pela primeira-dama Janja duante reunião com o presidente chinês. “Eu acredito que você combate isso tudo [fakenews] com mais liberdade […] Já existe lei para isso. Vocêr não precisa cercear. Quem vai cercear isso é o ser humano”, defendeu.

Bolsonaro, que ficou 21 dias internado em um hospital de Brasília, em maio, afirmou que está pronto para retomar a agenda política.

A primeira aparição pública de Jair Bolsonaro depois do período na UTI do Hospital DF Star ocorreu na quarta-feira (7/5), quando, mesmo recém-saído do hospital e com indicação médica para evitar aglomerações, ele esteve presente no ato pró-anistia ao lado de apoiadores.

Veja a matéria completa em Metrópoles

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou que a Polícia Federal disponibilize ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros seis réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 todo o material coletado durante as investigações. A PF deverá encaminhar um link para download dos documentos aos e-mails dos advogados dos réus. Entre os réus que receberão os documentos estão figuras proeminentes como Walter Braga Netto, que foi vice-presidente e ministro durante o governo Bolsonaro, e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Também fazem parte da lista Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Almir Garnier, que foi comandante da Marinha. Além deles, Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, e Mauro Cid, que atuou como ajudante de ordens de Bolsonaro, também estão entre os que receberão o material. O general Augusto Heleno, que também é réu, ainda não forneceu um e-mail para o recebimento dos documentos. Alexandre de Moraes ressaltou que os documentos que serão enviados não foram utilizados como evidência nas investigações nem serviram de base para a denúncia. A Polícia Federal organizou e armazenou o material de forma a garantir que tanto a Procuradoria-Geral da República quanto as defesas dos réus tenham acesso a ele.

 

 

Na última segunda-feira (12), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos declarou que a direita brasileira não pode ser pensada sem a presença de Jair Bolsonaro, do PL.Essa afirmação ocorreu durante um jantar em Nova York, onde Tarcísio também comentou sobre o cenário político atual, ressaltando que ainda é prematuro discutir as eleições de 2026.

Ele enfatizou que, caso Bolsonaro não consiga se candidatar devido à sua inelegibilidade até 2030, será fundamental que o ex-presidente escolha um candidato que represente a direita nas próximas eleições. Tarcísio também abordou a necessidade de um projeto que ofereça anistia a pessoas acusadas de conspirar para um golpe, além de defender a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

A fala do governador vem após o mal-estar entre bolsonaristas provocado por declarações de Michel Temer (MDB), que defendeu a união de nomes de centro-direita em 2026, sem citar Jair Bolsonaro ou Michelle. Em entrevista ao Canal Livre (Band), Temer disse ter conversado com governadores muito dispostos.

“Se existe uma articulação para um candidato da direita, caso o vergonhoso impedimento de Bolsonaro persista, o senhor esqueceu do candidato mais bem avaliado na pesquisa depois de Bolsonaro. Michelle! Ela reúne os votos dos bolsonaristas, direita mulheres e evangélicos”, disse o pastor Silas Malafaia.

A visita de representantes do governo dos Estados Unidos, incluindo aliados de Donald Trump, ao Brasil trouxe à tona a discussão sobre a classificação de grupos criminosos. No entanto, essa proposta não encontra apoio no governo atual de Lula, do PT, que se opõe a essa categorização.

Supremo Tribunal Federal (STF) retomou na última segunda-feira (12), em Brasília, o julgamento sobre a Lei do Marco Temporal, um tema crucial que envolve a regulamentação da demarcação de terras indígenas no Brasil. A audiência de conciliação, realizada pela segunda turma do STF, tem como objetivo elaborar um anteprojeto que trate do assunto de forma abrangente e justa. A próxima audiência está agendada para o dia 19 de maio, e a corte tem até 25 de junho para concluir as discussões. O ministro Gilmar Mendes, relator de temas relacionados a essa questão, destacou a importância do diálogo em vez de confrontos, que, segundo ele, não têm sido eficazes. Mendes alertou que o impasse atual impede a demarcação de terras e intensifica os conflitos no campo.

“Quem aposta no conflito não defende o interesse público, tampouco busca proteger o direito dos indígenas, pois o impasse ocasiona a não demarcação de boa parte dos territórios dos indígenas, assim como acirra as lutas no campo”, declarou ministro Gilmar Mendes.

Em 2023, o STF declarou inconstitucional a tese do marco temporal, que limitava o direito dos indígenas às terras ocupadas a partir de 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal. Essa decisão foi um marco importante na luta pelos direitos dos povos indígenas, mas gerou controvérsias. Posteriormente, o Congresso Nacional aprovou uma lei estabelecendo o marco temporal, mas o presidente Lula vetou a medida. O Congresso, no entanto, derrubou o veto presidencial, e agora a questão está novamente em discussão no STF para a elaboração de um anteprojeto sobre a demarcação de terras indígenas.

 

A influenciadora digital Virginia Fonseca prestou depoimento na manhã desta terça-feira (13) à CPI das Bets, no Senado Federal. Convocada como testemunha, ela respondeu a perguntas sobre sua participação em campanhas publicitárias de casas de apostas online, como Blaze e Esportes da Sorte. Virginia afirmou que sempre seguiu a legislação vigente e orientações do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). Segundo ela, os contratos publicitários que assinou não previam a chamada “cláusula da desgraça” — quando o influenciador recebe comissão sobre as perdas dos apostadores. “Meu contrato era de valor fixo. Se eu dobrasse o lucro da empresa, poderia receber 30% a mais. Mas isso nunca aconteceu”, explicou.

A influenciadora, que tem mais de 50 milhões de seguidores, também disse que alertava o público sobre os riscos das apostas, mencionando a proibição para menores de 18 anos e a importância do jogo responsável. “Nunca disse que era para apostar e fazer o dinheiro da vida”, afirmou. Virginia declarou ainda que não utilizava sua conta pessoal para demonstrar como jogar nas plataformas, mas sim acessos fornecidos pelas próprias empresas. Ela disse que não recebeu pagamentos por meio de empresas de fachada, criptoativos ou crédito em plataformas, e garantiu que todos os rendimentos foram declarados à Receita Federal.

A relatora da CPI, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), reforçou que o objetivo não era constranger a influenciadora, mas entender como a promoção desses serviços impacta o público, especialmente jovens e vulneráveis. Ela ressaltou que os contratos serão entregues à CPI sob sigilo. Durante a sessão, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) causou polêmica ao elogiar Virginia e criticar a própria classe política. Ele disse que a influenciadora gera riqueza, enquanto os parlamentares geram despesa. O senador também pediu uma selfie e foi repreendido pelo presidente da CPI, senador Dr. Hiran (PP-RR), que destacou a seriedade da investigação. “Isso aqui não pode virar circo. A testemunha será tratada com respeito”, afirmou.

Virginia encerrou o depoimento dizendo que irá refletir sobre seguir ou não com esse tipo de publicidade. Ela ainda revelou que sua empresa de cosméticos, a Wepink, faturou R$ 750 milhões em 2024. “Se for decidido que tem que acabar [com a publicidade de plataformas de apostas], eu concordo”, concluiu. A CPI das Bets investiga a atuação de casas de apostas no Brasil e o possível envolvimento de influenciadores em práticas abusivas. Nesta quarta-feira (14), estão previstos os depoimentos do influenciador Rico Melquiades e da ex-BBB Adélia Soares, também citados em investigações sobre apostas online.

O vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, assumiu interinamente o comando do Governo do Estado e permanecerá à frente do Executivo até o dia 30 de maio. A transição, autorizada pelo governador Paulo Dantas, ocorre dentro da normalidade institucional.

Com experiência em cargos públicos e já tendo assumido a função em outras ocasiões, Lessa garante a continuidade dos projetos e o pleno funcionamento das políticas públicas. Ele destacou que seguirá comprometido com os programas estratégicos da atual administração, com foco em áreas como infraestrutura, saúde, educação e inclusão produtiva.

“Assumo o Governo com a serenidade de quem conhece a máquina pública e com o compromisso de seguir trabalhando pelo povo de Alagoas, com responsabilidade, diálogo e foco nos resultados. Paulo Dantas é um gestor dedicado, com quem mantenho uma parceria leal e produtiva. Nossa prioridade é não deixar nada parar”, afirmou.

Mesmo à frente do Executivo estadual, Ronaldo Lessa continuará acompanhando os projetos da Vice-Governadoria, como o programa É a Minha Vez, que promove capacitação e inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho; a Câmara de Estudos Políticos, que desenvolve ações de formação cidadã e diálogo com universidades, juventudes e movimentos sociais; e o projeto Memórias de Alagoas, voltado ao resgate da memória coletiva do estado com um olhar crítico e comprometido com a justiça social.

“É possível governar olhando para o futuro sem esquecer do passado. Seguimos investindo em políticas que ampliem oportunidades, construam pertencimento e fortaleçam a cidadania”, concluiu o governador em exercício.

 

O novo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, está programado para comparecer ao Senado Federal nesta semana, onde deverá prestar esclarecimentos sobre os desvios no pagamento de aposentados e pensionistas do INSS. A audiência será realizada na Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle, após um convite formal dos senadores Sérgio Moro, Dr. Hiran e Eduardo Girão. Embora sua presença não seja obrigatória, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, confirmou que Queiroz estará presente para explicar a operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União, que revelou um prejuízo potencial de mais de R$ 6 bilhões devido a descontos indevidos entre 2019 e 2024.

A situação tem gerado pressão da oposição no Congresso Nacional, que busca investigações mais aprofundadas sobre o caso. Na Câmara dos Deputados, um requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS foi protocolado, mas enfrenta dificuldades devido ao limite de cinco comissões simultâneas. No Senado, há um movimento para a criação de uma CPI mista, que envolveria senadores e deputados, com previsão de protocolo para o dia 20 de maio. A agenda do Congresso está mais lenta esta semana, pois o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado estão em compromissos internacionais.

A audiência pública é vista como uma oportunidade crucial para Queiroz demonstrar sua independência e compromisso em resolver o problema. Como ex-executivo da pasta, ele tem a chance de mostrar que o Ministério da Previdência está empenhado em recuperar os valores desviados e evitar novas fraudes. No entanto, existem preocupações sobre sua capacidade de se desvincular do esquema, já que ele estava presente em reuniões onde o problema foi discutido sem tomar medidas efetivas.

 

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