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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi vaiado em evento em Brasília onde participam prefeitos de todo o país, nesta terça-feira (20). A 26ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios contou com a presença de cerca de 12 mil gestores públicos, incluindo prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais, além do petista. Após as vaias, Lula se dirigiu aos presentes e disse que atende a todos os prefeitos, independentemente dos partidos de cada um. As vaias e aplausos se repetiram.

“Eu queria fazer um apelo a vocês. Eu duvido que tenha um prefeito, de qualquer partido político, que um dia possa dizer que ele não foi atendido no governo por causa da sua filiação partidária. Não existe essa possibilidade. Nem de prefeito, nem de governador. Porque eu, quando vou atender um prefeito, um governador, eu não estou atendendo um representante de um partido, eu estou atendendo a uma pessoa que foi democraticamente eleita para representar os interesses do povo da cidade ou do estado”, declarou.

 

O presidente russo, Vladimir Putin, comunicou a Donald Trump sua disposição para iniciar negociações de paz com a Ucrânia. Em um movimento significativo, o governo italiano revelou que o papa Leão XIV se ofereceu para ser o mediador das conversas, sugerindo o Vaticano como um local para o diálogo. Putin enfatizou que a Rússia está aberta a discutir um memorando que poderia levar a um tratado de paz com a Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou interesse em analisar a proposta russa, embora tenha admitido que ainda não possui informações detalhadas sobre o conteúdo do memorando.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, mencionou que a próxima rodada de negociações poderia ser realizada no Vaticano. Durante um telefonema com Zelenski e líderes europeus, Trump abordou a possibilidade de retomar as conversas, enquanto os aliados da Ucrânia concordaram em intensificar as sanções contra Moscou.

Recentemente, as delegações da Rússia e da Ucrânia se reuniram na Turquia para reiniciar os diálogos, mas as divergências entre os dois países continuam a ser um obstáculo. Putin mantém exigências que a Ucrânia considera inaceitáveis, como a desistência de sua adesão à Otan e a retirada das tropas russas de seu território.

O secretário de Estado do Governo de Alagoas, Vitor Pereira, afirmou nesta segunda-feira (19) que “não há plano para privatizar a Casal”. Ele informou que há estudos em andamento realizados em conjunto com o Banco Nacional Econômico e Social (BNDES) para restruturar a Companhia de Saneamento de Alagoas.

Segundo ele, os estudos irão possibilitar a reestruturação interna para fortalecer a atuação da Casal como um órgão público, mas pensando na melhoria dos serviços.

“Queremos uma Casal eficiente, nos moldes do que vemos na Algás. A reestruturação vai assegurar empregos e gerar superávit”, afirmou Pereira.

A declaração foi feita após a repercussão de informações que sugeriam uma possível venda da companhia. O Governo de Alagoas esclareceu que tais alegações não têm respaldo técnico ou político.

“O objetivo é otimizar as atividades atuais. A Casal hoje atua majoritariamente na produção de água, com participação muito reduzida nos setores de esgoto e comercial, áreas que, em grande parte, já foram concedidas à iniciativa privada. A proposta é reforçar o papel estratégico da empresa nesse novo cenário, e não promover qualquer tipo de privatização”, reforçou o secretário.

 

 

 

Após a celebração da missa inaugural do seu pontificado, neste domingo (18), na Praça São Pedro, o papa Leão XIV cumprimentou líderes de diversas nações. Entre eles o vice-presidente do Brasil Geraldo Alckmin (PSB). Segundo o Itamaraty, o vice-presidente entregou uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidando o papa para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que ocorrerá em novembro em Belém, no Pará. O governo brasileiro não divulgou detalhes da carta.

Na última quinta-feira (15), o cardeal dom Jaime Spengler, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), já havia discutido com Leão XIV ações que o órgão pretende realizar na COP-30 junto com o Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam).

O combate às mudança climáticas deve ser uma das prioridades do papado de Leão XIV, dando continuidade ao legado de Francisco, seu antecessor. O argentino, inclusive, chegou a confirmar presença na COP-28, realizada em 2023 em Dubai, mas precisou cancelar a viagem para os Emirados Árabes Unidos por causa de uma infecção pulmonar.

O encontro de Alckmin com o papa neste domingo durou poucos segundos. A transmissão não permitiu ouvir as palavras trocadas pelos dois. Além de entregar a carta ao novo pontífice, Alckmin beijou a mão dele. No sábado (17), o vice-presidente informou, por meio das redes sociais, ter se encontrado com cardeais brasileiros e com o arcebispo Paul Richard Gallagher, que cuida das relações internacionais da Santa Sé. A Gallagher, entregou uma camisa do Santos, um presente ao papa. “Este é o time do Pelé”, disse, em vídeo publicado no X (antigo Twitter).

A missa inaugural do pontificado de Leão XIV ocorreu neste domingo, dez dias depois de Robert Francis Prevost ter sido eleito para comandar a Igreja Católica. Nascido nos Estados Unidos, ele atuou por mais de duas décadas no Peru e também tem a cidadania do país andino.

Durante a celebração, Leão recebeu dois importantes símbolos do papado: a estola de lã de cordeiro, conhecida como palio, e o anel do pescador. O palio, colocado sobre seus ombros, simboliza o pastor que carrega o rebanho, assim como o papa carrega os fiéis. O anel, remete ao chamado de Jesus ao apóstolo Pedro para lançar suas redes de pesca.

Entre as autoridades presentes, JD Vance, vice-presidente, e Marco Rubio, secretário de Estado, dos EUA; Dina Boluarte, presidente do Peru; Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia; e Olga Liubimova, ministra da Cultura da Rússia. Ao final da missa, após o ritual de despedida, o papa lembrou dos “irmãos e irmãs que sofrem por causa das guerras”, citando os conflitos em Gaza, Myanmar e Ucrânia.

 

Desde a decisão de 2016 de deixar a União Europeia, o Reino Unido tem enfrentado desafios econômicos significativos. A conclusão das negociações do Brexit em 2020 não trouxe o alívio esperado, e o país continua a lidar com uma perda anual de comércio com a União Europeia, estimada em mais de 100 bilhões de libras, o que equivale a mais de R$ 600 bilhões. Diante desse cenário, o primeiro-ministro Keir Starmer, que sempre se opôs à saída do bloco, está agora empenhado em firmar novos acordos comerciais para mitigar os efeitos negativos do Brexit.

Entre os termos que estão sendo discutidos, destaca-se uma maior cooperação militar. Empresas britânicas, como a Rolls-Royce, estão se preparando para colaborar com a União Europeia em esforços de rearmamento nos próximos anos. Além disso, um acordo de pesca está em negociação, permitindo que britânicos e europeus acessem as águas territoriais uns dos outros por um período de 12 anos. No entanto, essa cláusula tem gerado ceticismo entre alguns britânicos, que temem perder controle sobre seus recursos marítimos. A formalização desses acordos ainda está pendente, com a representante da União Europeia, Ursula von der Leyen, programada para visitar Londres e discutir os detalhes com o premier britânico.

Esses esforços de aproximação ocorrem em um contexto de relações transatlânticas tensas. O Reino Unido, enfrentando fortes taxações dos Estados Unidos, busca alternativas mais próximas, como a Europa, para fortalecer sua economia. A expectativa é que esses acordos possam trazer benefícios econômicos tanto para os britânicos, que enfrentam dificuldades, quanto para os europeus, que veem no Reino Unido um mercado consumidor de mais de 60 milhões de pessoas e um parceiro com expertise tecnológica.

 

 

Supremo Tribunal Federal (STF) começa a ouvir nesta segunda-feira (19), as testemunhas da ação penal contra o chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado, composta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus. As audiências serão realizadas por videoconferência e ocorrem até dia 2 de junho, incluindo 81 testemunhas, entre acusação e defesa. Serão cinco as testemunhas de acusação ouvidas neste primeiro dia, marcada para ter início às 15h. Entre elas, estão os ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Força Aérea, Carlos de Almeida Baptista Júnior.

Nos próximos dias, foram arroladas sete testemunhas do delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, e as demais para as defesas dos outros acusados de planejarem a trama golpista. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi convocado inicialmente como testemunha de acusação, e também seria ouvido mais tarde como testemunha da defesa de Anderson Torres, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) o dispensou de depor nesta segunda-feira, mantendo o chamado apenas para a audiência da defesa de Torres.

Com isso, as testemunhas de acusação que inicialmente eram seis, passam a ser cinco. Confira quem são elas:

– Éder Lindsay Magalhães Balbino, dono da empresa Gaio Innotech Ltda., que teria ajudado na elaboração de documento com suspeitas infundadas das urnas eletrônicas (testemunha também da defesa de Walter Souza Braga Netto);

– Clebson Ferreira de Paula Vieira, analista de inteligência ex-integrante do Ministério da Justiça; teria elaborado planilhas para auxilias Anderson Torres mapear a movimentação de eleitores no segundo turno das eleições;

– Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador de Análise de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF);

– Marco Antônio Freire Gomes, general e ex-comandante do Exército (testemunha também das defesas de Mauro César Barbosa Cid, Almir Garnier dos Santos, Jair Messias Bolsonaro e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira);

– Carlos de Almeida Baptista Júnior, brigadeiro e ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) (testemunha também das defesas de Almir Garnier dos Santos, Jair Messias Bolsonaro e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira).

As oitivas mais aguardadas estão marcadas para o dia 30 deste mês, quando devem ser ouvidos o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o deputado federal e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello (PL-RJ), todos indicados como testemunhas por Bolsonaro. Essa é uma das fases da instrução processual, ou seja, ainda não é o julgamento decisivo da ação penal, que ainda não tem data marcada. A Primeira Turma do Supremo tornou todos os integrantes do chamado “núcleo crucial” do golpe em réus, por unanimidade, em 26 de março.

 

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado lançou uma campanha via Pix para arrecadar dinheiro para o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). Nas redes sociais, Machado afirmou que Bolsonaro precisa de ajuda para pagar advogados e médicos e ajudar o filho Eduardo Bolsonaro, que se licenciou da Câmara e se mudou para os Estados Unidos.

Bolsonaro tem duas aposentadorias públicas, uma do Exército e outra da Câmara, e recebe dinheiro do PL, partido ao qual é filiado. Em 2023, ele arrecadou mais de R$ 17 milhões via Pix, segundo o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Agora, o ex-presidente responde a um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) e é réu pela acusação de planejar e tentar dar um golpe de Estado, além de estar inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro também passou por uma cirurgia recente após uma obstrução intestinal. O ex-ministro informou o CPF de Bolsonaro, que é a chave do Pix do ex-presidente em uma conta no Banco do Brasil. Ele declarou que o ex-presidente não pediu a ele para fazer a campanha e que o apelo é uma iniciativa própria após perceber as necessidades do ex-chefe.

“Eu quero dizer que o presidente recebeu na outra campanha 17 milhões de reais, mas já gastou em um ano 8 milhões, já começou a desidratar. É por isso a nossa preocupação. A gente vai deixar o presidente desidratar para depois começar a correr atrás e ele começar a não pagar advogado, deixar de ser defendido? Não, a gente não vai deixar isso daí. Eu não vou deixar. Eu vou lutar por isso”, disse Gilson Machado em vídeo compartilhado a seguidores.

 

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, se manifestou contra a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo dos descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a ministra, o colegiado pode atrasar as investigações e o ressarcimento de quem foi vítima da irregularidade.

“CPIs são prerrogativa do Legislativo e direito das minorias, instrumento importante em governos que não investigam ou acobertam desvios e corrupção, como ocorreu no governo anterior em relação a Covid e ao roubo dos aposentados no INSS. A engenharia criminosa contra os aposentados começou no governo passado e terminou neste, com o desmonte de uma quadrilha que operava no INSS. Foi pela ação da CGU, sob orientação do governo Lula e da Polícia Federal, que há mais de um ano, em 10 inquéritos, investiga esses criminosos. A prioridade do governo agora, além de punir os responsáveis é ressarcir as pessoas roubadas e aprofundar as investigações até as origens desses crimes”, escreveu Gleisi no X nesta sexta-feira (16).

Desde quinta-feira, interlocutores políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a considerar a instalação da CPMI como inevitável. Nesta sexta, Lula se reuniu no Palácio da Alvorada com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e os ministros Wolney Queiroz (Previdência Social), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), também esteve presente.

 

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), disse que o documentário sobre as enchentes de 2024 no Estado é para mostrar o trabalho da gestão naquele período. Nesta quinta-feira (15), durante agenda em Nova York (EUA), o gaúcho afirmou estar “absolutamente tranquilo” quanto à legalidade do filme. Nesta quarta-feira (14), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acionou o Ministério Público Federal (MPF), alegando que o filme “Todos Nós por Todos Nós”, lançado pelo governo estadual, utilizou verbas públicas da reconstrução do Estado para promover a imagem de Leite.

“Foi uma iniciativa da Secretaria de Comunicação para apresentar o que foi desenvolvido pelo governo no enfrentamento da calamidade, naquele momento crítico. A oposição está fazendo o papel dela, e nisso o PT tem experiência. Tudo bem, faz parte do processo. Nenhum recurso da reconstrução foi utilizado. Tudo será devidamente esclarecido”, disse Eduardo Leite à imprensa.

No Instagram, Pimenta chamou o governador gaúcho de vaidoso por produzir um trailer de dois minutos para o filme e pagar para exibi-lo nas salas de cinema do Estado. “O filme produzido para retratá-lo como herói da reconstrução do RS é um acinte e fere os princípios da impessoalidade e da legalidade. Estamos tomando todas as medidas cabíveis para que ele seja responsabilizado”, escreveu Pimenta na rede social.

Segundo Pimenta, o filme dedica mais de nove dos 42 minutos de duração “exclusivamente” à figura do governador gaúcho. No pedido enviado ao MPF, Pimenta pede que a justiça “adote as medidas cabíveis para apurar a responsabilidade do representado pela prática de propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e demais ilícitos apontados na representação original”.

Em nota, o governo do Rio Grande do Sul disse que a intenção do filme era servir como registro histórico da tragédia, e que todo o material utilizado foi fornecido pela Secretaria de Comunicação, sem a alocação de verba extra para a produção. “O documentário tinha o objetivo de mostrar a atuação do governo durante as enchentes. E naturalmente o governador coordena as ações do atendimento às emergências e está presente”, justificou Eduardo Leite.

 

A prefeitura de Curitiba emitiu um comunicado nesta sexta-feira (16) que mães de bebê reborn (bonecas hiper-realistas que imitam recém-nascidos) não tem direito a assento preferencial ao transporte público. “Mães de bebê reborn não têm direito ao banco preferencial”, escreveu a prefeitura. “A gente entende o apego, mas os bancos preferenciais são para públicos prioritários: obesos, crianças de colo, gestantes, idosos, pessoas com deficiência e pessoas do espectro autista. Os reborns são fofos, mas não garantem lugar no amarelinho, tá?”, acrescentaram.  A polêmica chegou até o Congresso Nacional e motivou a elaboração de novo projeto de Lei, apresentado na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (15). O texto, que ainda será discutido pelos parlamentares, prevê multa de até 20 salários mínimos para quem tentar conseguir, utilizando bebês reborn, qualquer tipo de benefício, prioridade ou atendimento previsto para bebês de colo.

À Câmera Municipal de São Paulo também foi apresentado um projeto de lei sobre o tema, mas para tratar especificamente do Sistema Único de Saúde (SUS), proibindo que bonecas sejam incluídas no processo de atendimento. Já no Rio de Janeiro, um PL de 2023 aguarda sanção ou veto do prefeito Eduardo Paes (PSD) para a criação de um “Dia da Cegonha Reborn”, em homenagem às artesãs que confeccionam as bonecas. Nas últimas semanas, vídeos publicados no TikTok e no Instagram com adultos tratando bebês reborn como crianças de verdade, agendando consultas médicas, dando mamadeira, trocando de roupa, levando para passear e até tentando usar assento e filas preferenciais, têm viralizado.

Discussões acaloradas sobre o assunto tem dominado a internet nos últimos dias. De um lado, há quem questione a sanidade dos adultos que supostamente têm tratado as bonecas como filhos “de verdade”. Já outros apontam um suposto viés machista nos argumentos. “Me recuso a entrar na pauta do bebê reborn porque, na minha concepção, se tem homem de 40 anos vestindo camiseta do Superman e colecionando action figure, tá mais do que liberado brincar de boneca”, escreveu um usuário do X.

 

O governo brasileiro está se preparando para a possível formação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso, com o objetivo de investigar fraudes no INSS relacionadas a descontos indevidos. A administração de Lula busca influenciar a comissão para proteger o presidente e, ao mesmo tempo, responsabilizar a gestão anterior de Jair Bolsonaro. O tema gerou um acalorado debate entre o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, e o senador Sergio Moro no Senado. Até o momento, o INSS recebeu mais de um milhão de respostas de aposentados e pensionistas sobre os descontos em seus benefícios. Desses, 98,3% não reconhecem qualquer vínculo com as entidades que estão realizando as cobranças.

A proposta de instalação da CPMI conta com o apoio de 37 senadores e 223 deputados, mas sua efetivação depende da decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Embora o governo tenha se manifestado contra a criação da comissão, há um entendimento de que sua formação é inevitável. A base aliada defende que a CPMI seja composta de forma equilibrada e está em busca da presidência e da relatoria, com a deputada Tabata Amaral sendo considerada uma forte candidata para o cargo de relatora.

Wolney Queiroz destacou que uma medida provisória implementada durante o governo Bolsonaro ampliou o número de entidades que realizam cobranças indevidas. Os valores descontados dos aposentados aumentaram drasticamente nos últimos anos, saltando de R$ 536,3 milhões em 2021 para impressionantes R$ 2,637 bilhões em 2024.

Durante o embate no Senado, Wolney e Moro trocaram acusações sobre a responsabilidade pelas fraudes. O ministro da Previdência questionou Moro sobre as ações que foram tomadas em 2020, quando ele ocupava o cargo de ministro da Justiça, levantando dúvidas sobre a eficácia das medidas adotadas na época.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quinta-feira (15), o recurso apresentado pelo ex-ministro e general da reserva Walter Braga Netto contra a exibição de vídeos durante o julgamento do recebimento da denúncia sobre tentativa de golpe em março.

As imagens sobre os atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília foram exibidas no plenário a pedido do ministro Alexandre de Moraes. Os advogados José Luís Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua, representantes de Braga Netto, afirmam que o episódio extrapola os limites da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e colocam a defesa em uma posição desfavorável.

“Há que se respeitar estritamente os limites da acusação, senão a atuação jurisdicional deixa de ser equidistante e favorece a acusação. É exatamente o que ocorreu ao se trazer aos autos os episódios não narrados na denúncia, em um verdadeiro reforço à materialidade por meio de vídeos desses episódios alheios ao objeto da denúncia”, diz o recurso.

Moraes rejeitou os argumentos da defesa de Braga Netto, afirmando que os vídeos “retrataram os atos antidemocráticos” e “consistem em fatos públicos e notórios e estão abrangidos na denúncia”.

“Considerando que o conteúdo dos vídeos apresentados em sessão de julgamento constitui fato público e notório, bem como estão abrangidos pela descrição da denúncia, rejeito a alegação defensiva”, disse o ministro em seu voto. O relator foi acompanhado pelos demais ministros da Turma: Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

 

O presidente dos EUADonald Trump, disse na sexta-feira (16) que o Irã tem uma proposta americana sobre seu programa nuclear em rápido avanço, enquanto as negociações entre os dois países prosseguem. “Eles têm uma proposta”, afirmou o republicano. “Mas o mais importante é que eles sabem que precisam agir rapidamente, ou algo ruim vai acontecer.”

Os comentários de Trump representam a primeira vez que ele reconhece que há uma proposta americana com Teerã, após várias rodadas de negociações entre o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. As negociações atingiram o nível de “especialistas” – o que significa que os dois lados estão tentando ver se conseguem chegar a um acordo sobre os detalhes de qualquer possível acordo.

Trump fez o comentário a bordo do Air Force One ao encerrar sua viagem aos Emirados Árabes Unidos, a última parada de sua turnê por três países do Oriente Médio. Ele não elaborou o conteúdo da proposta e o Irã não reconheceu imediatamente tê-la. Na quinta-feira, 15, Araghchi conversou com jornalistas na Feira Internacional do Livro de Teerã e disse que o Irã ainda não tinha nenhuma proposta dos americanos.

Araghchi também criticou o que chamou de declarações conflitantes e inconsistentes do governo Trump, descrevendo-as como um sinal de desordem em Washington ou uma estratégia de negociação calculada.

 

 

Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como uma “tragédia social” as fraudes detectadas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que foram expostas pela Operação Sem Desconto. A investigação conduzida pela Polícia Federal revelou a formação de um consórcio entre diversas entidades e agentes públicos, apresentando “fartos indícios” de práticas irregulares. O ministro ressaltou que os envolvidos na fraude acumularam “fortunas”, incluindo bens de alto valor, e enfatizou a seriedade da situação, que abrange descontos indevidos em aposentadorias. Essa prática ilegal afeta diretamente os beneficiários do INSS, comprometendo a segurança financeira de muitos cidadão.

Recentemente, a Polícia Federal deu continuidade à operação com a execução de mandados de busca e apreensão na cidade de Presidente Prudente, em São Paulo. Essa ação faz parte de um esforço mais amplo para desmantelar a rede de fraudes e responsabilizar os culpados por essas irregularidades. A gravidade das denúncias levantadas por Dino e a atuação da PF refletem a necessidade urgente de medidas eficazes para proteger os direitos dos aposentados e garantir a integridade do sistema previdenciário.

 

O deputado Mendonça Filho (União-PE) apresentou requerimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para prestar esclarecimentos sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito do TikTok.
No documento apresentado nesta quarta-feira (14), o parlamentar questiona qual seria o papel da “pessoa de confiança” do governo chinês, solicitada pelo presidente em viagem à China, no Brasil.

“É indispensável sabermos do ministro das Relações Exteriores do Brasil, qual seria o papel desse colaborador do governo chinês na regulação da internet no Brasil. Qual a posição do Ministério e do governo brasileiro sobre a liberdade digital no Brasil. Se já tem nome e data da vinda desse especialista ao Brasil”, consta no requerimento de Mendonça Filho.

Segundo o deputado, o pedido de Lula para “discutir a questão digital” envolvendo o TikTok com o presidente chinês, Xi Jinping, representa, em sua avaliação, um ato de censura. Para ele, o Brasil “não tem nada a aprender com a política anti-liberdade nas redes do governo chinês”.

“A dúvida é que é uma coisa absolutamente imprópria, antidemocrática e que fere a Constituição. Nenhum país está autorizado a interferir no Brasil, ainda mais um regime autoritário como o Chinês”, disse Mendonça. “O presidente do Brasil ir à China e pedir uma consultoria do presidente chinês para indicar alguém que possa subsidiá-lo é uma coisa abominável e absurda”, afirmou.

“A razão do espanto quanto a esta fala é que a China é considerada um dos países com maior censura digital”, disse, citando relatório de 2024 da organização “Freedom House”, que analisa aspectos sobre a liberdade na internet em todo o mundo.

Lula confirmou nesta quarta-feira que perguntou ao líder chinês, Xi Jinping, na noite anterior, se poderia enviar ao Brasil uma pessoa de confiança para discutir “questões digitais”, principalmente o TikTok. “Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança para a gente discutir a questão digital – sobretudo o TikTok”, disse Lula. “E aí a Janja pediu a palavra para explicar o que está acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e as crianças.”

Segundo o presidente, a resposta de Xi foi a de que o Brasil tem o direito e o poder de fazer a regulamentação das redes e até banir a plataforma do País. Segundo Lula, foi uma resposta óbvia.

Lula se mostrou irritado com o vazamento da conversa sobre o TikTok envolvendo a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e o presidente chinês. Integrantes da comitiva relataram ao G1 que a primeira-dama havia protagonizado um momento constrangedor ao pedir a palavra para falar com Xi Jinping sobre o TikTok, que considera ter um algoritmo favorável à direita.

 

 

 

Em 2025, o real brasileiro destacou-se no cenário internacional como a quarta moeda que mais se valorizou frente ao dólar, registrando uma alta acumulada de 10,1% até 13 de maio. Este dado foi revelado por um levantamento da agência Austin Rating, que analisou 118 moedas ao redor do mundo. O real ficou atrás apenas do rublo russo, do cedi de Gana e da coroa sueca. O estudo, fundamentado em dados do Banco Central, mostrou que 72 moedas se valorizaram no ano, enquanto 26, como o peso argentino e o bolívar venezuelano, sofreram desvalorização.

Especialistas atribuem a valorização do real a uma combinação de fatores internos e externos. No cenário internacional, a diminuição da inflação nos Estados Unidos e um recente acordo comercial entre China e EUA contribuíram para reduzir o risco de uma recessão global. No Brasil, a taxa básica de juros, que está elevada em 14,75% ao ano, tem atraído capital estrangeiro, resultando em um aumento na entrada de dólares no país. Alex Agostini, economista chefe da Austin Rating, observa que, apesar desses fatores positivos, a fragilidade fiscal do Brasil impede uma valorização ainda mais significativa do real.

Para Agostini, é crucial que o Brasil alinhe sua política fiscal com a monetária, com foco no crescimento econômico de longo prazo. Joelson Sampaio, economista e professor da FGV, destaca que o diferencial entre os juros brasileiros e americanos é o principal motor da valorização do real. Este cenário beneficia importadores e alivia a pressão inflacionária, mas também apresenta desafios para os exportadores. Apesar da recente valorização, o real ainda não atingiu os níveis pré-pandemia e continua vulnerável a oscilações externas e incertezas fiscais.

O futuro do real dependerá de diversos fatores, incluindo a inflação nos Estados Unidos, a política fiscal brasileira e possíveis acordos geopolíticos. A capacidade do Brasil de manter um equilíbrio entre suas políticas fiscal e monetária será determinante para sustentar a valorização do real e garantir um crescimento econômico estável e duradouro. A atenção a esses elementos será essencial para que o país possa navegar com sucesso pelas complexidades do mercado global.

 

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